Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que autoridades do Iraque detiveram um militante ligado a um grupo apoiado pelo Irã sob suspeita de envolvimento no sequestro de uma jornalista americana em Bagdá. A profissional foi identificada como a freelancer Shelly Kittleson, conhecida por cobrir conflitos no Oriente Médio.
Irã aperta controle sobre Ormuz: média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
Para Kim Jong-un, guerra no Irã reforça ideia de que sobrevivência do regime depende do arsenal nuclear
“O Departamento de Estado dos EUA está ciente do sequestro relatado de uma jornalista americana em Bagdá, no Iraque. O Departamento de Estado já havia cumprido seu dever de alertar esta pessoa sobre ameaças contra ela e continuará a coordenar com o FBI para garantir sua libertação o mais rápido possível. Um indivíduo com ligações ao grupo de milícia alinhado ao Irã, Kataib Hizballah, que se acredita estar envolvido no sequestro, foi detido pelas autoridades iraquianas”, escreveu Dylan Johnson, secretário assistente de Estado para Assuntos Públicos Globais, na rede X. “O Iraque permanece no Nível 4 de alerta de viagem e os americanos são aconselhados a não viajar ao país por nenhum motivo e a deixá-lo imediatamente. O Departamento de Estado aconselha fortemente todos os americanos, incluindo membros da imprensa, a cumprir todos os avisos de viagem”, concluiu.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio
Reprodução: X
Segundo o Ministério do Interior do Iraque, a jornalista foi sequestrada por “indivíduos desconhecidos” na noite de terça-feira em uma rua movimentada no centro da capital. Forças de segurança iniciaram operações para localizá-la e perseguiram os sequestradores, conseguindo prender um suspeito e apreender um veículo utilizado na ação.
De acordo com autoridades de segurança iraquianas, o suspeito detido é membro do Kataib Hezbollah, uma das milícias mais poderosas do país e historicamente ligada ao Irã. O grupo é apontado como responsável por ações contra interesses americanos na região e já havia sido associado ao sequestro de outras vítimas estrangeiras.
Papa Leão XIV: Pontífice faz apelo direto a Trump por fim da guerra e critica líderes que ‘alimentam violência’
Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá
Reprodução: X (@shellykittleson)
Relatos indicam que Kittleson foi levada por um comboio de dois carros. Durante a perseguição, um dos veículos capotou, mas os sequestradores transferiram rapidamente a jornalista para outro automóvel e conseguiram escapar.
Com anos de atuação na cobertura do Oriente Médio, Kittleson já trabalhou para diversos veículos internacionais. O site Al-Monitor, para o qual ela contribui, pediu sua “libertação segura e imediata”.
O caso ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Em março, a Embaixada dos EUA em Bagdá já havia recomendado que cidadãos americanos deixassem o país imediatamente, citando riscos de ataques a instalações civis e governamentais ligadas aos Estados Unidos e seus aliados.
O Kataib Hezbollah, criado com apoio da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, foi classificado por Washington como organização terrorista estrangeira em 2009, após uma série de ataques contra forças americanas no Iraque e na Síria.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 8 votos a 1, invalidar uma lei do estado do Colorado que proibia a chamada “terapia de conversão” para menores LGBTQIAPN+. A decisão foi anunciada nesta terça-feira e atende a um recurso apresentado pela conselheira cristã Kaley Chiles, que alegou violação da Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão.
‘Acho que o MAGA está morrendo’: movimento jovem dos EUA reflete sobre futuro em evento conservador
Espião dos ares: Veja imagens de avião de monitoração dos EUA destruído por drones iranianos na Arábia Saudita
A maioria dos ministros entendeu que a lei estadual levanta dúvidas constitucionais e determinou que o caso retorne a instâncias inferiores para nova análise sob um padrão mais rigoroso. O voto condutor foi redigido pelo juiz Neil Gorsuch, que afirmou, na decisão oficial da Corte, que a norma “censura a liberdade de expressão com base em pontos de vista”. Segundo ele, a Primeira Emenda “serve como um escudo contra qualquer tentativa de impor a ortodoxia no pensamento ou na expressão neste país”.
Liberdade de expressão e regulação em disputa
A posição de Gorsuch foi acompanhada por magistrados de diferentes alas, incluindo Elena Kagan e Sonia Sotomayor. Em manifestação própria, também registrada nos autos do julgamento, Kagan afirmou que um estado não poderia proibir um tipo de aconselhamento e permitir outro com base no conteúdo. “Mais uma vez, como o Estado suprimiu um lado do debate, enquanto auxiliava o outro, a questão constitucional é clara”, escreveu.
Initial plugin text
A única divergência veio da juíza Ketanji Brown Jackson. Em voto dissidente, também incluído na decisão publicada pela Suprema Corte, ela defendeu a competência dos estados para regulamentar práticas de saúde. Para Jackson, a decisão “abre uma caixa de Pandora perigosa” que “ameaça prejudicar a capacidade dos estados de regulamentar a prestação de cuidados médicos em qualquer aspecto”.
O processo teve apoio do governo do então presidente Donald Trump à argumentação de Chiles. Representada pela Alliance Defending Freedom, a conselheira afirmou, em comunicado divulgado por sua defesa, que a lei do Colorado limitava sua atuação. “Espero poder ajudá-los quando escolherem o objetivo de se sentirem confortáveis com seus corpos”, disse.
Manifestantes protestam contra a terapia de conversão em frente à Suprema Corte dos EUA em 7 de outubro de 2025, em Washington, D.C.
Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images
Presidente dos EUA: Trump ameaça ‘destruir completamente’ a ilha de Kharg se o Irã não firmar acordo para reabrir o Estreito de Ormuz
“Os conselheiros que acompanham esses jovens não devem se limitar a promover objetivos aprovados pelo Estado, como a transição de gênero, que muitas vezes leva a drogas e cirurgias prejudiciais.”
Reações e impacto em outros estados
O governo do Colorado sustentou que a legislação não impedia o diálogo, mas proibia práticas voltadas a “converter” a orientação sexual ou identidade de gênero de menores, consideradas ineficazes e prejudiciais. O estado também argumentou que a norma se enquadra na regulação de serviços de saúde, e não em restrição à liberdade de expressão.
A lei foi sancionada em 2019 pelo governador Jared Polis e previa multas de até US$ 5.000 (cerca de R$ 26 mil) por violação, além de possíveis sanções profissionais. Segundo autoridades estaduais, nenhuma penalidade havia sido aplicada até o momento.
Organizações de defesa dos direitos LGBTQ+ criticaram o resultado. Polly Crozier, diretora de políticas familiares da GLAD Law, afirmou, em nota enviada à imprensa, que: “Essa é uma prática perigosa que foi condenada por todas as principais associações médicas do país. A decisão de hoje não altera a ciência, e não muda o fato de que terapeutas de conversão que prejudicam pacientes ainda enfrentarão consequências legais”.
Declarações: Papa Leão XIV diz que Deus rejeita orações de líderes com ‘mãos cheias de sangue’ e critica uso da religião para justificar guerras
Entidades médicas como a American Psychological Association associam a chamada “terapia de conversão” a impactos negativos na saúde mental, incluindo maior risco de danos psicológicos entre jovens.
O Colorado está entre mais de duas dezenas de estados americanos e o Distrito de Colúmbia que adotaram restrições semelhantes. Após a decisão, o governador Jared Polis afirmou, em comunicado oficial, que o estado avalia medidas para manter a proteção a jovens LGBTQ+.
“A terapia de conversão não funciona, pode prejudicar seriamente os jovens, e os habitantes do Colorado devem tomar cuidado antes de entregar seu dinheiro suado a um esquema fraudulento”, disse. “Estamos lutando pelo direito de todos de serem quem são em nosso Colorado para todos.”

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nesta terça-feira (31), que não cometeu nenhuma irregularidade ao destinar dinheiro de emenda parlamentar à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

As suspeitas de possíveis irregularidades no envio de R$ 3,6 milhões à fundação ganharam força depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu esclarecimentos sobre o envio de emenda ao senador.

Notícias relacionadas:

Na segunda-feira (30), após receber os esclarecimentos do senador e da assessoria do Senado sobre a falta de transparência e rastreabilidade dos repasses, Dino decidiu ampliar a apuração das suspeitas envolvendo Viana e a Fundação Oásis.

Na decisão desta segunda-feira, Dino determinou que a fundação, as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, supostamente beneficiadas pelas transferências, e o governo federal apresentem, em até dez dias, todos os documentos relativos aos repasses das emendas parlamentares.

Nesta terça-feira, em Brasília, Viana afirmou a jornalistas que, em seu mandato, já destinou dinheiro dos contribuintes para centenas de fundações assistenciais, santas casas, associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e organizações religiosas, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha, que tem entre seus principais representantes o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e preso no início deste mês, durante a Operação Compliance, da Polícia Federal (PF). 

“Enviei dinheiro para uma fundação que existe há quase 60 anos, que ajuda a milhares de pessoas em asilos, creches e recuperação de pessoas que saem das cadeias”, informou Viana.

Ele garantiu que todos seus repasses foram realizados dentro da legalidade, via convênios com prefeituras.

“As prefeituras vão responder. A avaliação vai ser feita e eu tenho muita tranquilidade de dizer que nunca tive nenhuma ingerência sobre esse dinheiro. Isso não é papel do Parlamento”, disse Viana. 

Ainda de acordo com o senador, “todos os parlamentares que enviam emendas, as mandam para as prefeituras, que têm a responsabilidade de dizer de que maneira [o dinheiro público] será usado; se a documentação está lá e como funciona [o projeto]. Se não, toda e qualquer emenda parlamentar, a partir de agora, vai ser um problema sério”.

Para o parlamentar, o ministro Flávio Dino agiu corretamente ao pedir explicações às prefeituras e à fundação para instruir o processo instaurado após os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) citarem a ligação pessoal de Viana com a Lagoinha e acusá-lo de, na condição de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS, tentar blindar o avanço das investigações do colegiado contra as entidades beneficiárias de suas emendas.

Instalada para apurar o desvio criminoso de bilhões de reais de aposentados e pensionistas segurados pelo Regime Geral da Previdência Social, a CPMI do INSS chegou ao fim no sábado (28), sem que seu relatório final fosse aprovado

A base governista rejeitou o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e a proposta de indiciar 218 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“A CPMI terminou sem um relatório aprovado, mas as investigações continuam. Podem ter certeza de que as pessoas vão responder pelos atos que cometeram”, afirmou Viana, que presidiu a comissão. 

“A Polícia Federal tem ao menos 14 inquéritos abertos sobre o assunto e está fazendo um trabalho excepcional, identificando os culpados, como essas quadrilhas agiram e onde está o dinheiro roubado dos aposentados brasileiros”, disse. 

O senador disse que tenho confiança de que, nas mãos do ministro André Mendonça, do Supremo, os inquéritos chegarão a conclusões muito importantes e vão determinar a culpa de cada um dos envolvidos.

Sem citar nomes ou apresentar provas, Viana disse crer que acusações de irregularidades na destinação de emendas parlamentares são fruto da disputa eleitoral, uma reação orquestrada devido à sua atuação à frente da CPMI. 

“Esses ataques mostram claramente o quanto nosso trabalho foi efetivo e chegou a incomodar as pessoas”, afirmou.

O papa Leão XIV fez um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que busque uma saída negociada para a guerra envolvendo o Irã. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), a partir de Castel Gandolfo, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou a suspensão do projeto do ex-presidente Donald Trump para construir um salão de baile de cerca de US$ 400 milhões na Casa Branca (cerca de R$ 2 bilhões), ao entender que a iniciativa não tem respaldo legal sem aprovação do Congresso.
Entre ataques e medo constante, civis tentam manter rotina em meio à guerra no Irã: ‘Sentimos falta das coisas mais simples’
Irã aperta controle sobre Ormuz: média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
A decisão de 35 páginas, proferida nesta terça-feira pelo juiz distrital Richard Leon, atende a uma ação movida pela organização de preservação histórica “National Trust for Historic Preservation” e impõe uma liminar que interrompe as obras enquanto o caso segue em análise.
No entendimento do magistrado, o presidente não tem autoridade para realizar uma intervenção dessa magnitude na residência oficial sem aval legislativo. A decisão ressalta que a Casa Branca é um patrimônio público e não pertence ao ocupante do cargo.
O projeto previa a construção de um salão de cerca de 90 mil pés quadrados no local onde ficava a Ala Leste da Casa Branca, demolida anteriormente para dar lugar à obra. A iniciativa vinha sendo defendida por Trump como uma modernização necessária para sediar grandes eventos oficiais, com financiamento majoritariamente privado.
A ação judicial argumenta que a demolição e o início das obras ocorreram sem as autorizações exigidas por lei, incluindo a aprovação do Congresso e de órgãos responsáveis pelo planejamento urbano e preservação histórica.
A decisão representa um revés para os planos do republicano de deixar uma marca arquitetônica duradoura em Washington. O juiz determinou a paralisação do projeto ao menos até que haja uma avaliação mais aprofundada sobre a legalidade da obra — ou eventual autorização legislativa. O presidente dos Estados Unidos chegou a demolir a Ala Leste da Casa Branca no ano passado para abrir espaço para o projeto.
A Casa Branca ainda pode recorrer da decisão. Enquanto isso, o futuro do salão de baile — e das mudanças estruturais pretendidas para o complexo presidencial — permanece indefinido.
O Exército de Israel confirmou nesta terça-feira a morte de quatro soldados em combate no sul do Líbano, durante uma operação realizada na noite de segunda-feira, segundo o jornal israelense Haaretz. Ao mesmo tempo, o governo anunciou que pretende manter tropas no país após o fim da guerra e impedir o retorno de mais de 600 mil civis deslocados, medida que pode levar à criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, segundo alerta da ONU.
Expansão territorial: com origens bíblicas, ideia de ‘Grande Israel’ expõe busca por hegemonia e turbina discurso messiânico da extrema direita
Após ameaças de Trump: Irã avança com plano de pedágio no Estreito de Ormuz enquanto sofre ataques e retalia contra Israel e alvos no Golfo
De acordo com as forças israelenses, os militares, integrantes do Batalhão de Reconhecimento Nahal, morreram em um confronto a curta distância com homens armados. Durante a retirada dos feridos, tropas também foram alvo de um míssil antitanque, sem registro de novas vítimas.
Os quatro soldados foram identificados como o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, o sargento Maxsim Entis, de 21, e o sargento Gilad Harel, também de 21 anos. Outros três soldados ficaram feridos, um em estado grave e dois com ferimentos moderados.
As mortes elevam para dez o número de militares israelenses mortos em combates no sul do Líbano desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
Initial plugin text
No domingo, o Exército já havia informado a morte de outro soldado em confrontos na região, indicando a intensificação dos combates na fronteira norte de Israel.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lamentou as mortes e afirmou que os militares “lutaram bravamente na linha de frente para proteger comunidades e cidadãos”.
Plano de ocupação
Em meio à intensificação da ofensiva, o governo israelense afirmou que não permitirá o retorno de mais de 600 mil libaneses deslocados do sul do país e indicou que pretende ampliar o controle militar sobre a região.
‘A guerra arrancou uma parte de mim’: civis relatam medo e impotência sob bombardeios após um mês de conflito no Oriente Médio
O ministro da Defesa, Israel Katz, disse nesta terça-feira que todas as casas em vilarejos próximos à fronteira com Israel serão demolidas “como em Rafah e Beit Hanoun”, em referência a áreas da Faixa de Gaza onde houve destruição em larga escala durante a guerra.
Segundo Katz, a medida tem como objetivo “remover permanentemente ameaças” nas áreas próximas à fronteira e garantir a segurança dos moradores do norte de Israel. Ele afirmou que os civis deslocados não poderão retornar “até que a segurança esteja garantida”.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra os mísseis antitanque, e manterão o controle de toda a região até o Litani”, o rio que corre quase 30 km ao norte da fronteira entre os dois países, afirmou Katz em um vídeo divulgado por seu gabinete. Segundo o ministro, a presença militar deve continuar mesmo após o fim da guerra.
Premier israelense: Netanyahu afirma que Israel alcançou ‘mais da metade de seus objetivos’ em guerra contra o Irã e não prevê fim para o conflito
Pouco depois, o Exército israelense fez um aceno de contenção e afirmou que a missão é atingir a infraestrutura do Hezbollah nos vilarejos, e não destruir indiscriminadamente as casas. Segundo a força, áreas sem presença do grupo não serão alvo de ataques.
Ainda assim, na segunda-feira, os militares já haviam indicado a intenção de destruir casas na primeira linha de vilarejos próximos à cerca de fronteira e impedir o retorno de moradores, em uma estratégia descrita como semelhante à política de “terra arrasada” aplicada em cidades da Faixa de Gaza.
As Forças Armadas também informaram ter registrado uma redução nos disparos a partir do Líbano nas últimas 24 horas, com 30 lançamentos, além de outros nove vindos do Irã. Parte dos ataques, segundo os militares, teve como alvo tropas israelenses posicionadas no sul do Líbano.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
Estimativas da área de defesa indicam que cerca de 585 mil pessoas já deixaram o sul do Líbano, o equivalente a aproximadamente 70% da população ao sul do rio Litani e também entre os rios Litani e Zahrani. Além disso, cerca de 621 mil pessoas deixaram o subúrbio sul de Beirute, conhecido como Dahieh, onde dois bairros estão praticamente vazios e outros cinco registram fuga de 30% a 70% dos moradores.
O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah atacar Israel em resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o país.
Desde então, ataques israelenses ao Líbano mataram mais de 1.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Exército israelense afirma ter eliminado cerca de 850 combatentes do Hezbollah.
‘Uma população traumatizada, vulnerável e com medo’: o retrato da guerra no Líbano pelo olhar de quem está na linha de frente
Segundo o governo, não há planos de evacuar os moradores do norte de Israel, decisão tomada antes do início da atual campanha no Líbano.
Crise humanitária
A escalada do conflito também gerou preocupação na comunidade internacional. O chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, alertou nesta terça-feira para o risco de criação de um novo “território ocupado” no Oriente Médio, desta vez no Líbano.
Durante reunião de emergência do Conselho de Segurança, Fletcher questionou como a comunidade internacional deve se preparar diante do deslocamento em massa e da possibilidade de ocupação prolongada da região. Ele também levantou dúvidas sobre a proteção de civis, citando a trajetória recente das operações militares israelenses.
Guga Chacra: Uma nova ocupação do Sul do Líbano?
Fletcher descreveu um cenário de “ansiedade e tensão” no país, com ataques aéreos frequentes e presença constante de drones, especialmente nos subúrbios da capital, Beirute.
Segundo a ONU, mais de 1,1 milhão de pessoas foram deslocadas nas últimas quatro semanas, incluindo cerca de 370 mil crianças. Mais de 200 mil cruzaram a fronteira com a Síria no mesmo período.
— Há um ciclo de deslocamentos forçados, o que aumenta as ameaças, especialmente para mulheres e meninas em lugares distantes e superlotados — alertou o representante.
(Com AFP)
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II, afirmou que teve conversas francas com as filhas sobre os riscos da viagem que levará humanos de volta à órbita da Lua após mais de 50 anos, partindo nesta quarta-feira (1º de abril).
Artemis II: Nasa levará homem negro, mulher e não-americano à órbita da Lua pela 1ª vez; saiba quem são
Entenda: Seca pode ‘destravar’ carbono antigo do solo e acelerar aquecimento global, aponta estudo
Segundo relatos publicados pela imprensa internacional, Wiseman, que é pai solo, explicou às crianças os perigos envolvidos na missão e discutiu possíveis cenários, incluindo a hipótese de não retorno. A iniciativa faz parte da preparação emocional das famílias dos astronautas diante de uma das missões mais arriscadas da atualidade.
A Artemis II está prevista para ser lançada em 1º de abril de 2026 e será a primeira missão tripulada a viajar ao redor da Lua desde a era do programa Apollo, na década de 1970. A tripulação fará um voo de aproximadamente dez dias, sem pouso, com o objetivo de testar sistemas da nave Orion e abrir caminho para futuras missões lunares.
Além de Wiseman, participam da missão os astronautas Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. O grupo passará mais de uma semana no espaço profundo, enfrentando condições mais extremas do que as de missões na órbita terrestre.
A tripulação da missão Artemis II
Divulgação/Nasa
A preparação das famílias tem sido tratada como parte essencial da missão. De acordo com os relatos, os astronautas discutiram abertamente os riscos, organizaram planos de contingência e participaram de encontros com parentes no centro espacial da NASA para criar uma rede de apoio.
Viúvo desde 2020, Wiseman já declarou em entrevistas que, apesar do perigo, considera importante seguir com a missão — tanto pelo avanço científico quanto pelo exemplo dado às filhas. — Eu poderia escolher uma vida confortável para elas, mas também vejo nelas o mesmo espírito que me move — afirmou.
A Artemis II é considerada um passo decisivo no programa lunar da NASA, que prevê o retorno de astronautas à superfície da Lua nos próximos anos e, futuramente, missões tripuladas a Marte.
O Ministério do Interior do Iraque informou que uma jornalista estrangeira foi sequestrada por “indivíduos desconhecidos” na capital do país, Bagdá, na noite de terça-feira. Segundo fontes de segurança ouvidas pela agência Reuters, a profissional.
Irã aperta controle sobre Ormuz: média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
Para Kim Jong-un, guerra no Irã reforça ideia de que sobrevivência do regime depende do arsenal nuclear
O Ministério do Interior confirmou que “uma jornalista estrangeira foi sequestrada por indivíduos desconhecidos” e declarou que as forças de segurança estão em busca dos responsáveis. “A perseguição resultou na interceptação de um veículo pertencente aos sequestradores, que capotou enquanto tentavam fugir”, disse o ministério, acrescentando que um suspeito foi detido. O paradeiro da jornalista, no entanto, permanece desconhecido.
De acordo com o site iraquiano The New Region, a jornalista foi identificada como Shelly Kittleson, uma repórter independente com ampla atuação no Oriente Médio. Uma fonte, sob condição de anonimato, afirmou que Kittleson foi raptada “perto do hotel Baghdad, na rua al-Saadoun”, por um grupo de homens não identificados.
Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá
Reprodução: X (@shellykittleson)
Kittleson estava no Iraque para cobrir os impactos da guerra em curso envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ao longo da carreira, colaborou com veículos internacionais como Al Monitor, Foreign Policy e The National, além de realizar reportagens de linha de frente contra o grupo Estado Islâmico.
‘Vão pegar seu próprio petróleo’ no Estreito de Ormuz, diz Trump a aliados, ampliando crise com Europa
O Iraque segue sendo um ambiente hostil para jornalistas, especialmente freelancers, que enfrentam riscos como assédio, detenções e sequestros. Casos desse tipo ocorrem de forma recorrente no país e frequentemente estão ligados à atuação de milícias.
Em setembro, a pesquisadora israelense-russa Elizabeth Tsurkov foi libertada após mais de dois anos em cativeiro, depois de ter sido sequestrada por uma facção pró-Irã no Iraque. Sua libertação foi celebrada publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países como o Reino Unido deveriam ter “coragem” de ir ao Estreito de Ormuz e “simplesmente pegar” combustível. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, aliados europeus resistem a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, em meio à impopularidade da ofensiva no continente.
Irã aperta controle sobre Ormuz: média diária cai de 135 navios antes de conflito para apenas seis em março
Presidente dos EUA: Trump ameaça ‘destruir completamente’ a ilha de Kharg se o Irã não firmar acordo para reabrir o Estreito de Ormuz
“Vocês vão ter que aprender a lutar por conta própria. Os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós”, disse, ao criticar nações que, segundo ele, “se recusaram a se envolver na decapitação do Irã”.
Trump acrescentou que esses países podem comprar “combustível de aviação” dos EUA, onde haveria oferta “em abundância”, caso enfrentem escassez.
“O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já foi feita. Vão buscar o próprio petróleo!”, concluiu.
Initial plugin text
A postura americana tem gerado atritos com seus aliados europeus. Países da Otan vêm resistindo a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, num movimento que amplia o risco de tensões dentro da aliança militar em um momento já considerado delicado.
Nos últimos dias, governos europeus adotaram medidas concretas para limitar o apoio às operações americanas. A Espanha, apontada como um dos principais alvos da irritação de Washington, fechou seu espaço aéreo para aeronaves dos EUA ligadas ao conflito e bloqueou o uso de bases em seu território. A Itália, por sua vez, negou autorização para que aviões militares com destino ao Oriente Médio pousassem em instalações na Sicília, enquanto a Polônia afirmou não ter planos de deslocar seus sistemas de defesa Patriot, apesar de pressões de Washington.
A França também se recusou a permitir o uso de seu espaço aéreo para o transporte de suprimentos militares, o que provocou reação direta do presidente americano, que chegou a afirmar nas redes sociais que “os Estados Unidos vão se lembrar” da postura dos aliados.
Guerra no Oriente Médio: Irã avança com plano de pedágio no Estreito de Ormuz enquanto sofre ataques e retalia contra Israel e alvos no Golfo
Em resposta, o gabinete do presidente Emmanuel Macron afirmou, nesta terça-feira, estar “surpreso” com as críticas e disse que a posição francesa não mudou.
“A França não mudou sua posição desde o primeiro dia”, declarou a presidência, acrescentando que foi surpreendida pela publicação de Trump, que acusou o país de ser “muito pouco prestativo” no conflito.
Em outros casos, aliados adotaram posições intermediárias. O Reino Unido autorizou o uso de bases apenas para ações defensivas limitadas, enquanto Portugal restringiu o acesso dos EUA à Base das Lajes, nos Açores, a apoio logístico, como reabastecimento e trânsito.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
A tensão também chegou ao alto escalão do governo americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem reavaliar sua relação com a Otan após a guerra no Irã e classificou como “muito decepcionante” a resposta de aliados, criticando a recusa em permitir o uso de bases e infraestrutura militar.
Apesar da resistência inicial, líderes europeus têm tentado calibrar a resposta para evitar um rompimento mais profundo com Washington. Nos bastidores, discutem a possibilidade de formar uma coalizão para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de energia, mas sem participação direta nas ações militares.
O impasse reflete um equilíbrio delicado. Ao mesmo tempo em que buscam não confrontar abertamente os Estados Unidos, governos europeus enfrentam pressão interna para evitar envolvimento em um conflito amplamente impopular no continente, agravada pelos efeitos da alta nos preços de energia, além do receio de que a crise desvie atenção e recursos da guerra na Ucrânia.
Premier israelense: Netanyahu afirma que Israel alcançou ‘mais da metade de seus objetivos’ em guerra contra o Irã e não prevê fim para o conflito
Embora tenham iniciado a ofensiva com pouco ou nenhum aviso prévio, os EUA dependem fortemente da infraestrutura europeia, incluindo bases, portos e espaço aéreo, para sustentar as operações. A resistência dos aliados, portanto, não apenas expõe fissuras políticas, mas também se torna um fator de incerteza adicional para a conduçao da campanha militar.
(Com Bloomberg e AFP)

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI do Crime Organizado) do Senado aprovou, nesta terça-feira (31), as convocações dos ex-governadores do Distrito Federal Ibaneis Rocha e do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Autor do requerimento de convocação de Ibaneis, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que o depoimento do ex-governador do Distrito Federal é essencial para a CPI compreender as relações comerciais entre o escritório de advocacia Ibaneis e entidades investigadas pela Polícia Federal (PF), bem como os critérios que nortearam as decisões de governo relativas às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

Notícias relacionadas:

Ao pedir a convocação do ex-governador, Alessandro Vieira destaca que, segundo informações preliminares, o escritório de advocacia fundado por Ibaneis manteve contratos milionários com entidades ligadas ao Grupo Reag Investimentos e ao Banco Master, alvos de investigações federais, além de ter recebido transferências financeiras atípicas do Grupo J&F.

Ainda segundo Vieira, à frente do Poder Executivo distrital Ibaneis teria “agido pessoalmente para aprovar” que o banco público do Distrito Federal adquirisse o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que já tinha vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos questionados.

No caso de Cláudio Castro, Vieira afirma que o depoimento do ex-governador fluminense proporcionará à CPI um “panorama macroestratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”.

Segundo Vieira, já há algum tempo o Rio de Janeiro tornou-se “o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país”. 

“Mas nos últimos anos observou-se uma mutação alarmante nesse cenário: a outrora nítida divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos formados por agentes e ex-agentes de segurança pública deu lugar a uma simbiose criminosa, frequentemente denominada narcomilícia”, disse.

“É neste ponto nevrálgico que a oitiva do senhor Cláudio Castro, na condição de ex-governador do estado, revela-se não apenas pertinente, mas absolutamente indispensável para o avanço dos trabalhos desta Comissão”, sustenta Vieira, relator da CPI do Crime Organizado.

Ausências

Os integrantes da CPI decidiram convocar Castro e Ibaneis após os ex-governadores não atenderem aos convites da comissão. Mesmo motivo pelo qual o colegiado aprovou uma nova convocação para ouvir Roberto Campos Neto, que presidiu o Banco Central entre 2019 e janeiro de 2025. 

A reconvocação também foi proposta por Vieira, depois que Campos Neto informou que não poderia comparecer à reunião da CPI desta terça-feira.

“A presente convocação [de Campos Neto] não lhe atribui a priori qualquer responsabilidade pelos fatos objeto desta investigação”, destacou Vieira ao requerer que o ex-presidente do Banco Central seja convocado na condição de testemunha qualificada.

O relator da CPI disse que “os procedimentos, os instrumentos e as práticas institucionais do Banco Central podem contribuir de forma relevante para os trabalhos da comissão”.

Além de outras convocações, como a do ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central do Brasil Renato Dias de Brito Gomes, os senadores aprovaram pedidos de quebra de sigilo de pessoas físicas e jurídicas já anteriormente analisados, atendendo às novas exigências do Supremo Tribunal Federal (STF).

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress