Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A candidata de direita Keiko Fujimori retomou a liderança na disputa presidencial do Peru na noite de quarta-feira, após uma virada impulsionada pelos votos dos peruanos que vivem no exterior. Com 98,2% das urnas apuradas, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori aparece com 50,002% dos votos válidos, contra 49,999% do esquerdista Roberto Sánchez, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
0,1% de vantagem: Entenda como votos rurais e do exterior podem definir vitória para Keiko ou Sánchez no Peru
Contexto: Boca de urna aponta empate técnico entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez no Peru
A diferença entre os dois candidatos é inferior a mil votos e, apenas horas antes, Sánchez mantinha vantagem de cerca de 27 mil votos. Foi a chegada de novas atas, especialmente do exterior, que alterou o cenário da disputa. Se a tendência se mantiver, a líder do partido Força Popular poderá se tornar a primeira mulher eleita presidente do país nas urnas.
O voto dos peruanos residentes fora do país tem sido decisivo na reta final da apuração. Historicamente mais inclinado à direita, esse eleitorado deu ampla vantagem a Fujimori em países como Estados Unidos e Espanha. Nos EUA, onde vive cerca de 30% dos imigrantes peruanos, a candidata recebeu 76,5% dos votos. Na Espanha, segundo principal destino da diáspora peruana, obteve 60,1%. O mesmo pode ocorrer na Argentina, onde ela teve, até o momento, 61,3% dos votos.
Keiko Fujimori: Obstinada herdeira de um clã que disputa sua quarta eleição no Peru
Apesar da mudança na liderança, o resultado segue indefinido. A autoridade eleitoral informou que a proclamação do vencedor dependerá da revisão das atas contestadas e da conclusão da contagem dos votos restantes. Segundo a ONPE, o processo será lento e complexo, o que pode adiar a proclamação do próximo presidente até meados de julho. Ainda assim, Fujimori afirmou estar “otimista e prudente” diante da evolução da apuração e disse que respeitará o resultado final.
— Vamos esperar os números oficiais, mas sem dúvida, quando a contagem aumenta, sobretudo das atas que estão chegando do exterior, isso nos dá muito, muito ânimo — declarou à imprensa, pedindo também que Sánchez mantenha o compromisso de aceitar o resultado da eleição. — É preciso agir com muita cautela e responsabilidade. O importante é o que indicam as atas. Os fatos valem mais do que as narrativas.
As palavras da candidata, no entanto, provocaram uma onda de comentários nas redes sociais. Muitos lembraram que, nas eleições de 2021, o Força Popular promoveu uma estratégia jurídica para anular cerca de 200 mil votos em regiões andinas onde Pedro Castillo havia obtido ampla vantagem. Além disso, a lembrança da fraude eleitoral de 2000, ocorrida no governo de Alberto Fujimori, ainda paira sobre a política peruana. E, nos últimos processos eleitorais, Keiko contestou resultados oficiais e denunciou uma fraude que jamais comprovou.
‘Vivemos com medo’: Com alto índice de homicídios, insegurança é pauta decisiva para eleição presidencial no Peru
Sánchez, por sua vez, elevou o tom da disputa. Embora inicialmente tenha dado sinais de que desistiria de contestar o resultado, depois reivindicou o direito de seus apoiadores de se mobilizarem. Porta-vozes do partido Juntos pelo Peru anunciaram uma marcha nacional para sexta-feira, com encerramento na Praça San Martín. Ele também citou a existência de “manobras e vontades para distorcer a democracia” e denunciou que simpatizantes de seu partido, que haviam montado acampamentos diante da sede do Júri Nacional de Eleições para “defender a vitória do povo”, foram retirados à força do local.
— Defender uma vitória popular e o voto é um direito constitucional. Há uma convocação espontânea, e as pessoas têm esse direito. A democracia se defende — afirmou.
Além dos votos ainda pendentes, a Justiça Eleitoral precisará analisar 1.635 atas observadas, equivalentes a cerca de 1,7% do total. Em uma disputa decidida por poucas centenas de votos, a revisão desses documentos pode ser determinante para o resultado final.
Uma missão de observação eleitoral da União Europeia afirmou que o segundo turno transcorreu de forma “tranquila e ordenada”, apesar da forte polarização. Mesmo assim, o historiador José Ragas expressou dúvidas sobre o compromisso democrático da líder de direita, resumindo um dos principais temores do antifujimorismo:
“Vocês acreditam que, depois de disputar quatro eleições ao longo de quinze anos, ser a única presidente de seu partido, mudar as regras do jogo, ocupar instituições, contar com o apoio de boa parte da elite e utilizar o capital político de sua família, Keiko Fujimori ficará apenas cinco anos no cargo e entregará o poder em 2031?”, escreveu.
Esta é a quarta tentativa de Keiko Fujimori de chegar à Presidência. Já Sánchez disputa pela primeira vez o cargo máximo do país. O vencedor sucederá o presidente interino José María Balcázar em um mandato de cinco anos a partir de 28 de julho.
(Com AFP)
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o resgate de uma criança que ficou pendurada na janela de um prédio acima de uma rua movimentada em Ilford, no leste de Londres. As imagens, gravadas por um pedestre, nesta quarta-feira (10), registram os momentos de tensão vividos por testemunhas que acompanhavam a cena do lado de fora de uma loja de penhores na Ilford High Road.
Jacaré ganha prêmio de ‘delegado do ano’ após atacar suspeito que fugia da polícia em pântano nos EUA
Quem diria? Lulu da Pomerânia vira cão policial no Japão e deixa grandões para trás em seleção
No vídeo, a menina aparece agarrada ao parapeito enquanto tenta se manter em segurança. Uma multidão se reúne na calçada ao perceber o risco, observando sem poder intervir diretamente. Em determinado momento, uma mulher surge por uma janela localizada em um andar inferior e passa a chamar pela menina, enquanto pessoas no local tentam organizar um resgate.
Assista:
Initial plugin text
Resgate em poucos segundos
Pouco depois, um homem sem camisa se posiciona abaixo da criança ao lado de um policial que havia acabado de chegar ao local. Quando a menina perde o apoio e cai, os dois conseguem amortecer a queda e colocá-la em segurança. O gesto provoca aplausos e gritos de alívio entre os presentes. Em seguida, a criança é devolvida ao interior do prédio por uma janela inferior.
Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, os agentes foram acionados às 15h23 de terça-feira após relatos de preocupação com a segurança de uma criança que estava escalando o parapeito de uma janela.
No vídeo, a criança aparece agarrada ao parapeito enquanto tenta se manter em segurança
Redes Sociais
— A menina foi resgatada e levada para um local seguro às 15h32 por um policial que estava no local e por um membro do público. Ela não sofreu nenhum ferimento — informou um porta-voz da corporação.
De acordo com a polícia, o resgate foi concluído apenas nove minutos após a chegada dos agentes. Apesar do susto e da grande mobilização de testemunhas e socorristas, ninguém ficou ferido. As imagens do salvamento rapidamente repercutiram nas redes sociais, impressionando internautas pela rapidez da ação e pelo desfecho sem vítimas.
Uma jovem de 25 anos morreu em Massachusetts, nos Estados Unidos, poucas semanas depois de concretizar o sonho de comprar uma fazenda para criar cavalos. Chloe Smith sofreu um acidente fatal durante um passeio a cavalo na sexta-feira (5) e não resistiu aos ferimentos.
Americana desaparecida encontrada morta no México estava grávida; família relata relação ‘tóxica’ com pai dos sete filhos
Incêndio destrói pequeno zoológico e mata todos os animais na Inglaterra
Segundo o site Itemlive, Chloe cavalgava com amigos quando foi inesperadamente arremessada da sela. Na sequência, o cavalo caiu sobre ela. O animal também morreu após sofrer uma grave lesão no pescoço.
Moradora de Swampscott, Chloe foi levada às pressas para o UMass Memorial Medical Center, onde morreu poucas horas depois, cercada por familiares e amigos. De acordo com seu obituário, ela havia acabado de alcançar um dos principais objetivos de sua vida: adquirir uma fazenda com estábulo para abrigar seus cavalos.
Sonho realizado pouco antes da tragédia
A jovem tinha se mudado para a propriedade apenas uma semana antes do acidente. No local, cuidava de 18 animais e se dedicava integralmente à paixão que cultivava desde a infância. Familiares relataram que Chloe também se destacava em competições de hipismo e gostava de ensinar equitação a novos praticantes.
“Numa cruel ironia do destino, ela acabara de alcançar o que mais desejava”, dizia o obituário, que acrescenta que a jovem “partiu muito antes da hora”.
Em entrevista ao Itemlive, a mãe, Abbe Smith, destacou o amor da filha pelos cavalos.
— Ela adorava. Ela amava tudo relacionado a cavalos — afirmou à imprensa local.
Sobre a nova propriedade, a mãe contou que Chloe planejava passar o resto da vida no local.
— Ela disse que queria morar lá pelo resto da vida. Ela queria se casar lá.
Os irmãos também lembraram da dedicação da jovem aos animais. Andrew Smith afirmou que a irmã ficou radiante ao abrir o próprio estábulo há poucas semanas. Já Hayley Gray a descreveu como alguém que nunca recusava uma aventura.
A última publicação de Chloe nas redes sociais mostrava a jovem praticando hipismo e compartilhando orientações técnicas sobre um exercício com obstáculos. Ela era a caçula de quatro irmãos.
Dois chineses da minoria uigur foram condenados à pena de morte nesta quinta-feira por serem considerados responsáveis pelo pior atentado da história da Tailândia, que deixou 20 mortos e mais de 100 feridos em um santuário hindu em Bangcoc, em 2015.
O ataque ocorreu poucas semanas depois de a junta militar que governava a Tailândia deportar à força 109 uigures para a China, onde essa minoria muçulmana enfrenta repressão cultural e religiosa, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.
O episódio alimentou a hipótese de um ato de vingança contra o país do Sudeste Asiático, que à época era uma importante rota de passagem para uigures que fugiam da China e cujas autoridades buscavam estreitar relações com Pequim.
Após um longo processo judicial, atrasado pela pandemia de Covid-19 e pela dificuldade em encontrar tradutores, Yusufu Mieraili e Bilal Mohammed foram considerados culpados por instalar explosivos no santuário hindu de Erawan, localizado no centro do distrito comercial de Bangcoc.
A carga explosiva, aparentemente escondida em uma mochila, destruiu o local, que estava lotado de fiéis e turistas em 17 de agosto de 2015.
Diversos turistas chineses morreram no atentado, o mais mortal já registrado na Tailândia.
“Os dois homens cometeram um crime contra a segurança nacional e a segurança pública da Tailândia”, afirmou um dos quatro juízes responsáveis pelo caso, acrescentando que existem “provas suficientes” para condená-los.
Os dois acusados negam as acusações e vão recorrer da decisão, informou o advogado de defesa.
“Não fiz nada de errado”, disse Yusufu Mieraili, chorando, após a divulgação do veredito.
Os uigures são uma minoria de origem turcomana procedente de Xinjiang, a região mais ocidental da China.
Organizações não governamentais e países ocidentais acusam Pequim de promover violações em massa dos direitos humanos na região, incluindo a detenção de cerca de um milhão de uigures e integrantes de outras minorias muçulmanas. A China rejeita essas acusações.
Uma americana que estava desaparecida desde fevereiro após deixar os Estados Unidos com os sete filhos foi encontrada morta no sul do México, em um caso que mobiliza autoridades dos dois países e levanta questionamentos sobre sua relação com o pai das crianças. Makala Pendley, de 30 anos, foi localizada nesta segunda-feira perto da cidade de Zinacantán, no estado mexicano de Chiapas, com ferimentos na cabeça. Segundo o promotor Jorge Luis Llaven Abarca, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. A família confirmou ainda que ela estava grávida.
Entenda: Americana desaparecida desde fevereiro é encontrada morta no México; sete filhos são localizados em segurança
Enquanto a investigação avança, os sete filhos do casal, com idades entre 1 e 12 anos, foram encontrados vivos e em segurança no México. As autoridades mexicanas assumiram a custódia das crianças, que devem retornar em breve para Indianápolis, cidade onde a família vivia.
Desaparecimento, disputa pela guarda e prisão do pai
O desaparecimento de Pendley havia sido comunicado em fevereiro por uma assistente social do Departamento de Serviços Infantis de Indiana. Meses depois, a polícia de Indianápolis informou que a mulher e os filhos haviam sido localizados no México, encerrando oficialmente o caso de desaparecimento. Pouco tempo depois, porém, veio a notícia da morte.
Um familiar afirmou ao jornal Indianapolis Star que Joseph Jude Butler Jr., pai das sete crianças, foi detido pela polícia mexicana. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre seu possível envolvimento no caso.
Registros judiciais consultados pelo jornal mostram que Pendley e Butler estavam envolvidos em disputas relacionadas à guarda dos filhos e ao reconhecimento de paternidade. A irmã da vítima, Maurica Lambert, afirmou que os dois mantinham um relacionamento marcado por idas e vindas desde a adolescência.
— Eles tinham um relacionamento tóxico e intermitente desde que ela tinha 16 anos — disse Lambert ao Indianapolis Star.
Apesar da detenção do pai das crianças, a irmã afirmou ter ficado surpresa com a informação.
— Pensei que fosse outra pessoa. Ainda acho que é outra pessoa. Jamais me passaria pela cabeça que pudesse ser ele. Nunca tive esse tipo de sensação vinda dele — declarou à FOX59.
Corpo encontrado em vala
Segundo familiares, o corpo de Pendley foi encontrado nu em uma vala. Os investigadores acreditam que ela já estava morta entre oito e 12 horas quando foi localizada. As autoridades mexicanas informaram que procuram um ou mais suspeitos e afirmaram que o caso será tratado com “tolerância zero à violência feminicida”.
A prima da vítima, Jami Dowdy, disse à emissora News13 que a família não sabe como Pendley chegou ao México e que as buscas por ela duraram meses. Já Lambert descreveu a irmã como uma mãe dedicada aos filhos.
— Como mães, todas nós temos nossos dias ruins. Mas ela era uma boa mãe. Colocava os filhos acima de tudo — afirmou.
Abalada pela confirmação da morte, ela resumiu o impacto da notícia:
— É o pior dia da minha vida. Sinto como se uma parte de mim tivesse morrido.
A expectativa da família é que os sete irmãos retornem aos Estados Unidos nos próximos dias, juntamente com o corpo da mãe. O gabinete do senador americano Todd Young informou que poderá auxiliar no processo de repatriação.
Quase mil pessoas, em sua maioria parentes de desaparecidos, protestaram na noite desta quarta-feira perto do Estádio Azteca, na Cidade do México, onde a Copa do Mundo de 2026 começa ao meio-dia desta quinta-feira (horário local). Por volta da meia-noite, a multidão permanecia em uma das avenidas que levam ao estádio, mas uma forte presença policial os manteve afastados da área.
Dois jogos e cerimônia de abertura: veja a agenda do primeiro dia da Copa do Mundo
Remodelado por reforma de R$ 1 bilhão: Azteca se torna primeiro estádio a receber três aberturas de Copa do Mundo
Mais Copa do Mundo: conheça as principais atrações das cidades-sede de México e Canadá
“A presidente Claudia Sheinbaum só se importa com o futebol dela”, disse à AFP María de Jesús Soria Aguayo, que busca seu filho, desaparecido há uma década no estado de Veracruz, no leste do país. “É um desaparecimento atrás do outro, e ela não fez nada”, reclamou a mulher.
A polícia da Cidade do México montou um cordão policial que manteve a marcha a pouco mais de um quilômetro das entradas do Estádio Azteca, que deve receber torcedores desde o início da manhã. Os manifestantes entoaram slogans contra o governo e, embora tenha havido momentos de tensão, não houve confrontos diretos.
Galerias Relacionadas
Um grupo de jovens formou uma cruz na calçada com cravos-de-defunto coloridos, usados ​​em oferendas aos mortos, que foram plantados fora de época como parte das comemorações da Copa do Mundo. O governo mexicano enfrenta semanas de protestos sociais, especialmente de um setor do sindicato dos professores que exige melhores condições de trabalho.
Protestos de professores, estudantes, familiares de desaparecidos, trabalhadores do transporte, agricultores e aposentados são esperados nesta quinta-feira. Autoridades federais e locais indicaram que permitirão protestos pacíficos, mas impedirão que ultrapassem o perímetro de um quilômetro e meio ao redor do Estádio Azteca, que só será acessível a quem tiver ingresso para o jogo de abertura. Alguns manifestantes ameaçaram acampar no estádio.
Leão XIV se encontrará com migrantes nesta quinta-feira no porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, onde muitos chegaram irregularmente após sobreviverem à perigosa travessia do Atlântico. Esta será uma das etapas politicamente mais significativas de sua visita à Espanha. O Papa realiza, assim, um antigo desejo de seu antecessor, Francisco, o pontífice argentino que morreu sem poder fazer a travessia.
Viagem à Espanha: Papa Leão XIV celebra missa na Sagrada Família em Barcelona e volta a condenar guerras
‘Realidade dramática’: Papa fala de saúde mental e feminicídio durante vigília em Barcelona
Em 2024, um ano recorde, mais de 46 mil pessoas enfrentaram o mar em embarcações precárias e chegaram a essas ilhas, muito próximas da costa noroeste da África. Leão XIV visitará o porto de Arguineguín pouco antes do meio-dia de quinta-feira (8h em Brasília), ouvirá os testemunhos dos migrantes, depositará uma coroa de flores e fará um discurso em um evento chamado “Encontro com as Realidades do Acolhimento de Migrantes”.
“Naquela época, vivenciamos muitas emoções aqui. Continuamos a vivenciá-las. Emoções de alegria, em muitas ocasiões, porque a intervenção correu bem”, disse à AFP José Antonio Rodríguez Verona, chefe regional da Cruz Vermelha responsável pelo atendimento inicial aos migrantes. “E, às vezes, também fomos derrotados, porque pessoas que chegam ao porto morrem ou já morreram”, acrescentou.
Galerias Relacionadas
No ano passado, quase 1.200 migrantes morreram ou desapareceram na rota para as Ilhas Canárias, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
“O Papa Francisco nos escreveu uma carta que nos dizia duas coisas. Uma era o seu desejo de vir encorajar e apoiar o povo das Ilhas Canárias e a Igreja local em relação à sua resposta à migração”, explicou à AFP José Mazuelos, bispo da Diocese das Ilhas Canárias. E a outra, acrescentou Mazuelos, era “lançar luz sobre o problema ou a realidade da migração”.
Uma mensagem contracorrente
Por tudo isso, “o porto de Arguineguín, conhecido como o ‘porto da vergonha’ porque mais de três mil pessoas que chegaram de uma só vez ficaram aglomeradas ali” durante a pandemia de Covid-19, foi “um local emblemático”, concluiu o bispo.
Galerias Relacionadas
A presença de Leão XIV ali busca “mudar essa imagem de porto da vergonha, consequência da má gestão do sistema de acolhimento humanitário, e transformá-lo em um porto de integração”, explicou Caya Suárez, secretária-geral da Cáritas Ilhas Canárias, à AFP.
“O Papa é uma figura icônica para mim”, explicou Cecilia Tinoco, uma imigrante peruana de 33 anos que vive nas Ilhas Canárias e verá Leão XIV em Arguineguín. “Ele foi um papa imigrante. Ele viveu no Peru”, argumentou ela, lembrando o passado do pontífice como bispo da diocese peruana de Chiclayo.
“Ele foi um papa imigrante. Ele viveu no Peru”, lembrou ela, recordando o passado do pontífice como bispo da diocese peruana de Chiclayo.
Em uma altura em que as políticas de imigração se tornam cada vez mais rigorosas em muitos países, com poucas exceções como a Espanha, o Papa Leão XIV já abordou esta questão na segunda-feira, no seu discurso perante o Parlamento espanhol.
“É essencial uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração” para os imigrantes, afirmou ele, apelando a esforços internacionais.
Esta quinta-feira será o penúltimo dia da viagem do Papa a Espanha, uma visita que o levou a Madrid, Barcelona e Gran Canaria, e que termina na sexta-feira em outra ilha do arquipélago, Tenerife, onde também visitará um centro de acolhimento de imigrantes. Em Barcelona, ​​visitou a famosa Basílica da Sagrada Família para abençoar a imponente torre que, com 172,5 metros, a torna a igreja mais alta do mundo, em um dos momentos mais aguardados da sua viagem.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reconheceu divergências com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e afirmou que ele “cometeu alguns erros” na guerra no Oriente Médio, segundo um trecho de entrevista divulgado nesta quarta-feira.
Leia mais: países ocidentais impõem novas sanções a colonos e organizações israelenses por violência na Cisjordânia; Israel reage
Tensão: guerra contra o Irã estremece relação entre Trump e Netanyahu e expõe divergências entre EUA e Israel
“Às vezes temos interesses perfeitamente alinhados. Outras vezes temos interesses que não coincidem”, disse Vance, segundo um vídeo publicado no X pelo canal CBS News.
O vice-presidente ressaltou, no entanto, que Israel é um aliado próximo dos Estados Unidos.
“O que observei com o primeiro-ministro é que ele defende com grande firmeza os interesses de seu país”, destacou Vance na entrevista, que será exibida na íntegra no próximo domingo.
As relações entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Netanyahu tornaram-se tensas nas últimas semanas. Trump chegou a chamar o líder israelense de “louco” durante um telefonema, segundo o veículo Axios. Netanyahu autorizou ataques contra o Irã no último fim de semana, contra a vontade de Trump.
“Eles têm sido um grande parceiro em muitos aspectos, mas também precisamos focar no que é mais interessante para os Estados Unidos”, disse Vance.
Questionado se Netanyahu cometeu erros em sua forma de trabalhar com Washington em relação ao Irã, o vice-presidente respondeu:
“Certamente ele errou em algumas coisas”, sem especificar quais. “Às vezes é melhor manter essas conversas em privado.”
O Parlamento do Japão aprovounesta quarta-feira uma proposta com mudanças na Lei da Casa Imperial, que dispõe, dentre outros temas, sobre a sucessão ao Trono do Crisântemo, a mais antiga monarquia contínua do mundo. O texto traz brechas para a ampliação do número de homens aptos a assumir o trono nas próximas décadas, mas evita avançar sobre um tema espinhoso: a inclusão das mulheres na linha sucessória.
Visita em 2025: Passageiros registram princesa do Japão em voo doméstico no Brasil
Tentando atrair público mais jovem: Família imperial do Japão entra oficialmente para o Instagram
A Casa Imperial tem apenas 16 membros, entre eles o imperador Naruhito, de 66 anos, e as regras em vigor permitem que apenas homens da linha paterna possam ocupar o trono. Com isso, a sucessão conta com três nomes: os príncipes Akishino (irmão do imperador), Hisahito (filho de Akishino e o único da “nova geração”, com 19 anos) e Hitachi, de 90 anos, irmão mais novo do imperador Akihito, que abdicou em 2019. O projeto aprovado pelo Parlamento não altera essa disposição.
— Embora existam diversas opiniões sobre o assunto, conseguimos elaborar a melhor versão — disse o presidente da Câmara Baixa, Eisuke Mori, após a reunião do painel na quarta-feira, acrescentando que o plano deve ser adotado em definitivo até o mês que vem.
A proposta sugere que homens de antigos ramos da família imperial, desde que sejam da linha paterna, poderiam recuperar seu status real. Eles não terão direito de serem considerados à sucessão, mas os legisladores não bateram o martelo sobre os filhos deles, em uma questão que ainda passará por novas análises. Na prática, seria a reversão parcial da retirada do status de 51 homens de 11 ramos da família imperial, adotada em 1947, após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial.
— O governo levará isso a sério e começará a elaborar o projeto de lei o mais breve possível. Apresentaremos ao presidente e ao vice-presidente [do Parlamento] uma minuta o quanto antes — afirmou a premier Sanae Takaichi, citada pelo jornal Asahi Shimbun.
A primeira-dama Janja, o presidente Lula, o imperador Naruhito e a imperatriz Masako
Ricardo Stuckert / PR
Em um ponto polêmico, os parlamentares propuseram que as mulheres mantenham seus direitos imperiais caso se casem com “plebeus”, revertendo a legislação atual, apesar das críticas de setores conservadores. A medida afetaria as princesas Aiko, filha de Naruhito, e Kako, filha de Akishino, além de mulheres de outros ramos imperiais, mas deixou em aberto o status dos futuros filhos delas. A regra não é retroativa, e não se aplicaria à princesa Mako, que em 2021 se casou com seu antigo colega de faculdade Kei Komuro e perdeu seus direitos junto ao Trono do Crisântemo.
“Considerando que as princesas atuais viveram suas vidas sob o sistema atual, certas considerações devem ser feitas na fase de transição, incluindo o respeito aos seus desejos sobre se querem ou não permanecer na família imperial”, disse a comissão parlamentar que discutiu a reforma, em um comunicado divulgado na segunda-feira.
Fotos: Princesa japonesa Mako abre mão de título real e se casa com plebeu
A discussão sobre mudanças na Lei da Casa Imperial se arrasta há alguns anos, e envolveu uma opinião pública cada vez mais aberta à ideia de ter uma mulher no trono: a popular princesa Aiko, de 24 anos. Ela é formada em Literatura Japonesa na Universidade Gakushin, em Tóquio, e no ano passado foi ao Laos, em sua primeira viagem internacional representando o pai. Em maio, uma pesquisa do Asahi Shimbun mostrou que 72% dos entrevistados eram favoráveis a Aiko na linha sucessória.
— Se o Japão não mudar o sistema agora, precisará para sempre de um descendente do sexo masculino da linhagem paterna — disse Hideya Kawanishi, professor da Universidade de Nagoya, ao portal Japan Times. — Considerando a pressão que a então princesa herdeira Masako (mãe de Aiko) sofreu [para dar à luz um herdeiro homem], as gerações futuras passarão por algo semelhante, a menos que mudemos o sistema para permitir que herdeiros de ambos os sexos sucedam ao trono.
Mais de 20 mil assinaturas: Trump vira alvo de petição no Japão após publicar vídeo em que aparece como ‘Naruto’
No projeto enviado à premier Takaichi, os parlamentares fecharam a porta para a ampliação da linha sucessória às mulheres neste momento. Em março, durante uma sessão no Parlamento, ela disse que “é um fato histórico que houve imperatrizes no passado, e seria desrespeitoso negar esse passado”, mas acredita que uma mudança na regra patriarcal “tornaria a sucessão imperial instável”. Na milenar História japonesa, oito mulheres já ocuparam o trono.
— Há uma sobreposição de bases de apoio entre aqueles que se opõem a imperatrizes governantes e aqueles que se opõem a sobrenomes separados para casais — afirmou Kawanishi ao Japan Times, apontando para a mentalidade sexista local, especialmente entre os conservadores. — Se uma imperatriz fosse permitida, [os conservadores] sabem que isso acabaria levando à permissão de uma linha de sucessão feminina.
No ano passado, ao ser perguntada sobre o tema, a princesa Aiko desconversou.
— Nestas circunstâncias, espero cumprir sinceramente todos os meus deveres oficiais e ajudar o imperador e a imperatriz, bem como os demais membros da família imperial.
Os termômetros passavam dos 30 graus Celsius em Liège, no fim de maio, quando um grupo restrito de jornalistas atravessou os portões da unidade da Thales Belgium em Herstal, na região francófona da Valônia. Pela primeira vez em anos, a empresa abriu à imprensa suas instalações após uma expansão que transformou a fábrica em um dos símbolos mais visíveis do maior ciclo de rearmamento europeu desde a Guerra Fria. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress