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Um grupo de alpinistas nepaleses desobstruiu, nesta terça-feira (28), a rota que leva ao cume do Everest, que estava bloqueada, há duas semanas, por um enorme bloco de gelo que poderia atrasar e pôr em perigo as subidas.
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Um grupo de alpinistas do mais alto nível, conhecidos como “icefall doctors” (especialistas em cascatas de gelo), começou, em meados de maio, a equipar as encostas do “teto do mundo” com cordas, como é habitual antes de cada temporada.
Mas o seu avanço estava bloqueado há duas semanas pela presença de um serac — um enorme bloco de gelo — na temível Cascata de Gelo de Khumbu, que abre a rota nepalesa para o cume do Himalaia.
— Uma equipe de 21 pessoas, incluindo oito especialistas em cascata de gelo, subiu, esta manhã, abrindo a rota até o acampamento 1 — declarou Lakpa Sherpa, da 8K Expeditions, que coordenava a operação, à AFP.
— O serac continua lá, então o risco continua… Esperamos que derreta em breve — prosseguiu.
Em 2023, três alpinistas nepaleses morreram após serem atingidos por um bloco de gelo enquanto estavam na cascata de Khumbu.
O Nepal concedeu mais de 900 permissões de escalada para diferentes picos, incluindo 425 para o Everest, para a temporada de primavera (abril-junho).
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Um mar de barracas, capaz de abrigar mais de mil de pessoas — entre alpinistas estrangeiros e seus guias —, foi instalado ao pé do Everest para servir de ponto de partida para a subida ao pico de 8.849 metros.
A rota nepalense mais utilizada para alcançar o cube do Himalaia começa pela temida Cascata de Gelo do Khumbu, uma geleira cortada por fendas e seracs cujo movimento constante, intensificado ainda mais pelo aquecimento global, torna sua travessia muito perigosa para os alpinistas.
— No entanto, não estamos enviando pessoas lá para cima — indicou Lukas Furtenbach, da Furtenbach Adventures, dizendo que espera a luz verde do comitê que enviou os especialistas.
Escalado pela primeira vez em 1953, o Everest atrai, a cada temporada, um número crescente de alpinistas, sejam eles montanhistas experientes ou iniciantes em busca de fortes emoções, a ponto de que algumas passagens estreitas acabam bloqueadas por engarrafamentos humanos que colocam em perigos a segurança das expedições.
Cerca de 700 pessoas alcançaram o cume do Everest, no ano passado, pela vertente nepalesa, segundo o Ministério de Turismo do Nepal, e cerca de 100 a mais pela vertente norte, através da China.
O Irã propôs compartilhar suas capacidades defensivas com “países independentes”, citando as “experiências que levaram à derrota dos Estados Unidos” no conflito iniciado em fevereiro e que se encontra em pausa, em meio a negociações inconclusivas e a um bloqueio naval do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita durante reunião da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), um grupo que reúne alguns conhecidos aliados de Teerã, como China e Rússia.
— Os Estados Unidos não conseguem mais impor suas políticas a países independentes, e isso ficou evidente para o mundo inteiro por meio da resiliência do povo iraniano e de suas Forças Armadas — disse Reza Talaei-Nik, vice-ministro de Defesa do Irã, durante reunião da SCO em Bishkek, no Quirguistão, citado pela agência estatal Irna.
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O Irã não figura entre os principais vendedores de armas do planeta — em 2025, o país respondia por 0,3% do total de exportações militares, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) —, mas vinha incrementando sua produção nos anos que antecederam a guerra lançada por EUA e Israel. E um dos itens do portfólio de Teerã ganhou notoriedade no passado recente: os drones de ataque Shahed, usados à exaustão pela Rússia na guerra lançada em 2022 contra a Ucrânia. De acordo com o Sipri, 73% das exportações militares iranianas vão para clientes russos.
Mas Reza Talaei-Nik não queria falar apenas de negócios com seus parceiros na SCO reunidos em Bishkek. Ali, o vice-ministro buscava transmitir a narrativa iraniana do que vê como sucesso na contenção da maior potência militar do planeta. Ao longo de dois meses, o país manteve boa parte de suas capacidades defensivas e de ataque, e é capaz de manter um dos maiores bloqueios navais da História recente, no Estreito de Ormuz — uma estratégia baseada em armas mais simples e baratas, como os drones, minas navais e barcos rápidos.
— Estamos prontos para compartilhar as experiências que levaram à derrota dos Estados Unidos com outros membros da organização— declarou o iraniano.
Aos homólogos no Quirguistão, o vice-ministro não mencionou a extensão dos estragos da guerra, cuja reconstrução custará centenas de bilhões de dólares, tampouco as mortes de integrantes da cúpula do regime, como o líder supremo, Ali Khamenei.
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Formada por nove países — Irã, China, Rússia, Índia, Paquistão, Quirguistão, Cazaquistão, Tajiquistão e Uzbequistão — a Organização de Cooperação de Xangai foi a mais recente parada da blitz diplomática iraniana, lançada em paralelo às negociações até agora infrutíferas com os EUA, pediadas pelos paquistaneses. Em Bishkek, Talaei-Nik se encontrou com o ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, e esteve recentemente na Bielorrússia para discussões focadas na “situação no Oriente Médio”.
Na segunda-feira, Abbas Araghchi, chanceler iraniano que também está em meio a um “tour diplomático”, se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, e dele ouviu que Moscou fará “tudo a seu alcance” para ajudar o Irã. Em editorial também na segunda-feira, o jornal iraniano Shargh, reformista, considerou que a sequência de viagens demonstra “sinais claros de um impasse nas negociações com Washington”.
De acordo com veículos de imprensa americanos, Teerã fez, no fim de semana, uma nova proposta de acordo para encerrar a guerra, centrada na reabertura do Estreito de Ormuz, mas deixando para um segundo momento o status do programa nuclear do país, acusado de ter fins militares (os iranianos negam). Mas o presidente Donald Trump, afirmou o New York Times, não ficou satisfeito com o plano, apontando que retirar da mesa a pressão sobre as atividades atômicas faria com que os EUA perdessem poder de barganha. Trump exige garantias de que o Irã jamais terá uma bomba nuclear.
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Nesta terça-feira, Trump disse em sua rede social, o Truth Social, que Teerã “acabou de nos informar que está em um ‘Estado de Colapso’”.
“Eles querem que ‘Abramos o Estreito de Ormuz’ o mais rápido possível, enquanto tentam resolver sua situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer)”, completou o presidente, sem explicar o que significa, na prática, o “estado de colapso”, ou qual autoridade iraniana teria lhe comunicado tal situação.
Na semana passada, quando anunciou a extensão do cessar-fogo por tempo indeterminado, o presidente americano sugeriu a existência de fissuras no regime — algo que analistas apontam há algum tempo — e disse esperar uma proposta unificada de Teerã. Desde então, autoridades militares e civis vieram a público declarar que a República Islâmica segue concisa e sem disputas internas.
Um homem foi preso na Irlanda do Norte após uma bomba detonar dentro de um carro roubado em frente a uma delegacia em Dunmurry, nos arredores de Belfast. O episódio ocorreu neste sábado, e a detenção ocorreu após buscas nesta terça-feira.
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A prisão foi realizada com base na legislação antiterrorismo britânica, enquanto agentes fazem buscas no leste e no oeste da capital norte-irlandesa.
Segundo as autoridades, um motorista de entregas teve o veículo sequestrado na região de Twinbrook, no oeste de Belfast, e foi forçado a dirigir até a delegacia com um artefato explosivo instalado no carro. A explosão aconteceu enquanto moradores da área eram retirados do local. Ninguém ficou ferido.
A polícia trata o caso como tentativa de homicídio. O grupo republicano dissidente New IRA assumiu a responsabilidade pelo atentado em comunicado enviado ao jornal Irish News. Segundo a publicação, a organização afirmou que o objetivo era matar policiais ao deixarem o prédio.
Após o atentado, a polícia anunciou reforço do policiamento ostensivo em toda a Irlanda do Norte, com aumento de patrulhas e barreiras de controle, diante do risco de novas ações de grupos extremistas.
A explosão reacendeu temores sobre a atividade de facções dissidentes republicanas, que rejeitam o acordo de paz de 1998 e continuam promovendo ataques esporádicos na região.
O comediante americano Jimmy Kimmel, alvo de críticas de Donald Trump após uma piada sobre a primeira-dama, negou na segunda-feira que a brincadeira tenha incitado violência contra o presidente. Trump pediu sua demissão imediata depois que Kimmel afirmou, em um monólogo na semana passada, que a primeira-dama irradiava “a aura de uma futura viúva”.
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Enquanto o comediante sustenta que se tratava de uma piada sobre a diferença de idade do casal, o presidente a classificou como um “desprezível apelo à violência”.
O comentário foi feito dois dias antes de um homem armado tentar invadir o jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington, incidente pelo qual foi acusado de tentativa de assassinato do mandatário.
Em seu programa da quinta-feira da semana passada, Kimmel estava parodiando um mestre de cerimônias da gala e, em determinado momento, dirigiu-se a Melania Trump: “Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva”.
Trump completará 80 anos em junho e é o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, enquanto sua esposa, uma ex-modelo nascida na Eslovênia, tem 56 anos. Assim como outros republicanos, a primeira-dama criticou Kimmel na segunda-feira e pediu que a emissora ABC “assuma uma posição” contra o apresentador.
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Kimmel, porém, minimizou as críticas e explicou que “obviamente” se tratava de uma piada “sobre a diferença de idade entre eles”.
“Foi uma piada muito leve” sobre “o fato de que ele tem quase 80 e ela é mais jovem do que eu”, acrescentou Kimmel em seu programa noturno de segunda-feira.
A Casa Branca prosseguiu com o ataque nesta terça-feira. O diretor de comunicação, Steven Cheung, chamou Kimmel de “pessoa de merda” na rede social X por “insistir na piada em vez de fazer o que era certo e pedir desculpas”.
‘Retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar’
O apresentador também chamou Trump a dialogar sobre a retórica “de ódio”, uma aparente referência aos comentários incendiários do presidente sobre grupos como migrantes, seus opositores políticos e a imprensa.
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“Concordo que a retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar”, disse Kimmel. “Acho que um ótimo meio para começar a reduzir esse tom seria ter uma conversa sobre isso com o seu marido”, acrescentou, dirigindo-se à primeira-dama.
Grande estrela dos programas noturnos de TV, os famosos “late night shows”, Kimmel já havia sido acusado pela direita de explorar politicamente o assassinato do influenciador pró-Trump Charlie Kirk no ano passado.
Propriedade da Disney, a ABC tirou o apresentador do ar, mas o reintegrou uma semana depois, após acusações de censura.
A reconstrução do sistema de saúde da Faixa de Gaza, dizimado por dois anos e meio de guerra entre Israel e Hamas, terá custo aproximado de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,2 bilhões no câmbio atual) pelos próximos cinco anos, apontou um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que cita os impactos diretos do conflito na profunda crise de acesso à saúde no território palestino.
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O panorama apresentado pela organização no documento, publicado no fim da semana passada, mostra que mais de 1,8 mil instalações médicas, incluindo hospitais, centros de atenção primária, clínicas, farmácias e laboratórios, foram completamente destruídas ou danificadas desde que o atentado terrorista lançado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à incessante campanha militar israelense.
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Em uma coletiva de imprensa em Genebra na sexta-feira, a representante da OMS para os territórios palestinos ocupados, Reinhilde van de Weerdt, afirmou que o valor indicado no relatório seria necessário para reconstruir ou reparar as construções atingidas pela guerra, substituir equipamentos, comprar medicamentos e treinar novos profissionais.
Mesmo com um cessar-fogo estabelecido no ano passado, que vem sendo amplamente respeitado, apesar de incidentes de violência continuem sendo realizados, os atendimentos de saúde em Gaza continuam extremamente limitados, afetados diretamente pelos bloqueios impostos por Israel nas fronteiras, controlando o que entra e o que sai do território.
Em um recorte apresentado pela OMS, relativo ao tratamento de pacientes com câncer em Gaza, os dados apontam uma média de seis pacientes mortos por dia, em razão de atrasos no tratamento, causados pela escassez quase total de estrutura e medicamentos.
Impacto direto da guerra
Além do dano estrutural e da falta de medicamentos provocados por ações militares, outros impactos profundos ao acesso à saúde decorreram da guerra. Ainda de acordo com a representante da OMS, 80% dos cerca de 1,6 mil acampamentos de deslocados pelo conflito registraram infestações de roedores e outras pragas que espalham doenças. Há relatos de propagação de doenças de pele em uma proporção igual dos acampamentos.
A crise nos acampamentos e entre a população civil é ampla e multifacetada. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta terça-feira que Israel estaria usado o acesso a água como arma de guerra, negando aos palestinos um recurso essencial. Um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”, afirmam representantes.
Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel”, afirma a MSF em um comunicado.
Em Genebra, a representante da OMS criticou as normas impostas pelo governo israelense para a retirada de pacientes para receber tratamento fora da Faixa de Gaza, citando um processo complexo e que na prática priva o direito ao atendimento digno. As autoridades israelenses alegam que as autorizações são necessárias por razões de segurança, e retiradas médicas têm sido realizadas em alguma medida.
Um grupo de 81 crianças palestinas feridas ou doentes, acompanhadas por 108 familiares, chegou à Jordânia para receber tratamento nesta terça-feira — o 26º grupo desde o início da guerra pela iniciativa “Corredor Médico da Jordânia”, acordada pelo Rei Abdullah II após uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro de 2025. De acordo com a iniciativa, cerca de 2 mil crianças serão transportadas para a Jordânia para receber tratamento médico. (Com AFP)
O filho de um bilionário indiano se ofereceu nesta terça-feira (28) acolher 80 hipopótamos descendentes dos que foram introduzidos na Colômbia pelo narcotraficante Pablo Escobar, para evitar que sejam sacrificados, como planejam as autoridades. Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda a decisão tomada neste mês de aplicar a eutanásia nos animais, que provocam estragos nos ecossistemas da nação sul-americana.
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Ele propôs que seja autorizada uma “realocação segura e cientificamente orientada, que levaria os 80 animais a um lar permanente” em seu zoológico Vantara, no estado de Gujarate, noroeste da Índia. O local é apresentado como “um dos maiores centros de resgate, cuidado e conservação de fauna silvestre do mundo”.
Especialistas têm alertado repetidamente para o grande número de animais acolhidos pelo Vantara, incluindo a importação de espécies raras e em perigo crítico.
Escobar importou quatro hipopótamos para a Colômbia na década de 1980. Após a morte do narcotraficante, em 1993, eles conseguiram escapar do local de cativeiro e se estabeleceram nas exuberantes margens do rio Magdalena, onde atacaram pescadores.
Descendentes de um pequeno rebanho introduzido por Pablo Escobar, esses hipopótamos vivem na natureza, em um lago próximo ao parque temático Hacienda Nápoles, antigo zoológico particular do narcotraficante, em Doradal, Colômbia
Alberto Gonzalez / AFP
Sua periculosidade tem impulsionado iniciativas para sacrificá-los, mas o custo elevado das operações — de sua esterilização ou transferência — tem freado qualquer tentativa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente colombiano, atualmente há cerca de 200 hipopótamos em liberdade na região. Sem controle, estima-se que a população possa aumentar para 500 até 2030.
Desafios do crescimento populacional desenfreado
O crescimento contínuo da população de hipopótamos tem gerado preocupações sobre seus efeitos nos ecossistemas, na biodiversidade e nas comunidades locais. A espécie, originária da África, é exótica no país latino-americano, e não tem predadores naturais, o que fez com que não houvesse impeditivo para sua reprodução. Os hipopótamos são o terceiro maior mamífero terrestre do mundo, podendo chegar a três metros de comprimento e um peso próximo de 3,2 toneladas, e têm uma expectativa de vida média de até 50 anos.
Atualmente, a distribuição dessa população abrange aproximadamente 43.342 quilômetros quadrados, principalmente na bacia do rio Magdalena e nos complexos pantanosos da depressão de Momposina. A maior concentração de indivíduos encontra-se em Napolés, com 114 exemplares, e em Cocorná, com 31, embora também estejam presentes em outros municípios. Nestas áreas, foram relatados impactos como restrições à circulação em estradas rurais, ataques a embarcações e perdas de gado.
O governo colombiano tem pensado em alternativas para tentar frear o crescimento populacional. Intervenções em hipopótamos, no entanto, têm se mostrado um desafio, tanto quando dizem respeito à esterilização, como ao sacrifício de alguns dos exemplares.
Com AFP e El Tiempo.
Uma mulher foi condenada neste mês a seis meses de prisão por usar um enxame de abelhas como arma contra policiais durante um despejo no subúrbio de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 2022. Segundo a defesa, como ela já estava presa há meses sem fiança, deve cumprir apenas mais uma ou duas semanas da pena.
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O caso se arrastou por anos porque Rebecca Woods, que é uma apicultora, perdeu a data anterior de julgamento e foi encontrada em um quarto de motel no Tennessee. Ela se recusou a aceitar a extradição de volta para Massachusetts por mais de três meses, até que um mandado foi emitido e ela retornou.
O caso ocorreu durante o cumprimento da ordem judicial de despejo contra um amigo de Woods que, segundo ela, tinha 80 anos e lutava contra um câncer. Na ocasião, agentes foram surpreendidos por uma caminhonete carregada com caixas de madeira repletas de abelhas.
Rebecca desceu do veículo e começou a levantar a tampa de uma pilha de colmeias. Ela afirmou em uma declaração judicial que sua intenção era deixar as abelhas vasculharem a “bela paisagem florida”, ao mesmo tempo em que protestava contra o despejo.
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Mas, no tumulto envolvendo as caixas restantes, algumas tombaram, liberando centenas de outras abelhas, que ferroaram agentes e outros funcionários do escritório do xerife várias vezes, incluindo um que sofreu picadas no rosto e na cabeça, e outro que foi hospitalizado.
— Isso foi diferente de qualquer coisa que nossa equipe já experimentou — disse o xerife do condado de Hampden, Nick Cocchi, em comunicado após o veredito. Woods, agora com 59 anos, já foi alvo de vários despejos, disse Saldarelli. A condenada defende pessoas prejudicadas por empréstimos predatórios esquemas que permitem que credores cobrem taxas de juros extremamente altas.
‘Você é alérgico? Ótimo’
— Era realmente apenas uma esperança sincera de que ele não sofresse a humilhação e a devastação de passar por um despejo, de perder sua casa — disse a advogada no domingo.
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Enquanto Woods estava na casa, tentando atrasar o despejo, o proprietário havia ido à biblioteca pública usar um computador para solicitar uma suspensão emergencial da ordem. Em meio à confusão do confronto, Woods vestiu um traje de apicultor. Enquanto tentava mover mais colmeias em direção à casa, dois policiais a derrubaram, forçando-a ao chão para prendê-la, enquanto as abelhas se espalhavam pelo jardim da frente.
Quando foi informada de que alguns agentes eram alérgicos a abelhas, autoridades disseram que Woods respondeu: “Ah, você é alérgico? Ótimo.” Saldarelli, por sua vez, disse que “foi uma reação a ter o rosto pressionado contra o asfalto e ser empurrada e mantida ali”.
Autoridades afirmaram que a liberação das abelhas colocou os agentes e vizinhos em risco, especialmente aqueles com alergias graves. Milhares de abelhas morreram durante a cena caótica porque algumas colmeias caíram e esmagaram outros insetos e as próprias colônias. Além disso, as abelhas morrem após ferroar humanos.
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Os jurados absolveram Woods das sete acusações criminais mais graves que ela enfrentava e, em vez disso, a consideraram culpada por quatro acusações menores de agressão e lesão corporal e duas acusações de agressão imprudente. Saldarelli afirmou que Woods mantém sua inocência, apresentou um recurso, mas disse que Woods não aceita a condenação “de forma alguma”.
A delegacia do xerife responsável pelo caso afirmou que Woods “acabou falhando em sua tentativa de impedir o despejo, que é uma questão determinada pelos tribunais — não pelo escritório do xerife”.
“Não aparecemos simplesmente para cumprir uma ordem”, disse Cocchi no comunicado. “Tentamos ajudar as pessoas a atravessar situações difíceis. Esse compromisso não muda, mesmo diante de algo como isso.” (Com The New York Times)
Com a chamada “relação especial” entre EUA e Reino Unido sob pressão pelas desavenças públicas entre o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o monarca Charles III desembarcou em Washington na segunda-feira para uma viagem oficial de quatro dias, em que terá como missão apaziguar tensões momentâneas e reforçar laços diplomáticos profundos entre os aliados transatlânticos. Nesta terça-feira, o rei cumprirá a parte mais política da agenda, incluindo uma reunião a portas fechadas com Trump no Salão Oval da Casa Branca, um evento de gala alusivo aos 250 anos da independência dos EUA do Império Britânico e um discurso perante o Congresso americano — em compromissos com acesso limitado à imprensa, numa agenda cuidadosamente pensada para garantir a segurança, após a tentativa de atentado contra o republicano no fim de semana, e preservar a imagem do rei de eventuais constrangimentos provocados pelo anfitrião.
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Grande parte do dia será dedicada a pompa e cerimônia. Charles III e a rainha Camilla retornam à Casa Branca — após uma visita de caráter mais informal na segunda-feira, na qual comeram bolos e chás na companhia de Trump e da primeira-dama, Melania, nos jardins da residência oficial, onde os britânicos foram convidados a conhecer as colmeias mantidas no gramado. O rei terá um encontro bilateral com o presidente republicano no Salão Oval, com acesso restrito à imprensa.
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O formato longe das câmeras foi um arranjo pelo qual autoridades britânicas pressionaram, segundo fontes citadas sob condição de anonimato pela imprensa inglesa. O acerto teria sido costurado sob o argumento de que os líderes precisariam conversar reservadamente, embora a parte britânica tivesse como objetivo impedir a exposição de Charles III a qualquer situação vexatória — como as vividas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e pelo líder da África do Sul, Cyril Ramaphosa, encurralados por Trump diante das câmeras.
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A primeira viagem de Charles III como monarca aos EUA pretende dar continuidade a uma tradição de diplomacia real que teve sua mãe, a rainha Elizabeth II, como grande expoente. Elizabeth foi a última ocupante do trono britânico a discursar para o Congresso americano, em 1991, e também fez a última visita de Estado ao país, em 2007, no governo de George W. Bush. Ao todo, a rainha falecida em 2022 visitou 14 administrações americanas diferentes, segundo a Associação Histórica da Casa Branca, em seu reinado de 70 anos.
— O rei não terá o mesmo tipo de conversa com o presidente ou com senadores importantes que o primeiro-ministro teria, mas ele é extremamente bem informado, e isso proporciona uma oportunidade para conversas privadas sobre algumas questões realmente importantes — disse o ex-embaixador britânico nos EUA Peter Westmacott, em entrevista à rede americana CNN. — Do ponto de vista do Reino Unido, obviamente esperamos que essas conversas privadas tenham algum impacto.
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Discurso no Congresso
O encontro com Trump é apenas parte da agenda prevista para a terça-feira. Em um momento de particular importância, o rei britânico discursará por cerca de 20 minutos a congressistas americanos. Comentários antecipados sobre o discurso apontam que Charles III deve fazer um apelo em termos cautelosos ao presidente, com a mensagem de que defender ideais democráticos comuns é “crucial para a liberdade e a igualdade” em um momento de desafios internacionais.
O pronunciamento do rei também deve destacar os laços transatlânticos e a relação construída entre os dois países apesar do histórico de disputas do período colonial — em um paralelo ao momento extremamente delicado, após duras críticas de Trump à recusa de Londres em ajudar a ofensiva contra o Irã.
Charles III e Camila, monarcas britânicos, com Donald Trump e Melania nos jardins da Casa Branca
Suzanne Plunkett/AFP
Alinhamento sob reavaliação: Pressão doméstica faz líderes europeus recalcularem rota e confrontarem Trump
É esperado que Charles enfatize o histórico de “reconciliação e renovação” entre Reino Unido e EUA ao longo de 250 anos, que deram origem a “uma das maiores alianças da história humana”. Uma aspa antecipada pela agência de notícias francesa AFP aponta que o monarca deve afirmar que “Vez após vez, nossos dois países sempre encontraram maneiras de se unir”.
O Congresso americano tem sido um campo de batalha quanto à abordagem de política externa de Trump, com a maioria dos representantes democratas aderindo a iniciativas para restringir o uso de militares pelo Executivo sem autorização prévia. A aparição de Charles III perante o legislativo entrou na pauta da oposição.
O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, disse na segunda-feira que, embora o relacionamento continue especial, “políticas tóxicas dos republicanos nos últimos 15 meses estão corroendo-o”, acrescentando esperar que a visita do rei “contribua para reparar os danos” que o governo Trump teria causado a um dos “aliados mais importantes”.
O rei britânico retorna à Casa Branca à noite para um jantar de Estado, no qual é esperado que faça um discurso mais curto. O casal real ainda visitará Nova York na quarta-feira, quando visitarão o memorial às vítimas do 11 de setembro e uma organização comunitária que oferece apoio a crianças afetadas pela insegurança alimentar, além de participarem de um evento com importantes líderes empresariais. A dupla viajará então para a Virgínia. Na quinta-feira, seguem para o arquipélago de Bermudas. (Com AFP, Bloomberg e NYT)
A Justiça de Wisconsin, nos Estados Unidos, marcou para 14 de maio a próxima audiência de Joshua Kannin, de 39 anos, acusado de negligência infantil pelas mortes dos três filhos durante um incêndio na casa da família, ocorrido no Dia de Ação de Graças do ano passado, em Kenosha. A denúncia criminal foi formalizada após a investigação concluir que ele deixou as crianças para trás ao fugir da residência em chamas.
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Kannin responde pelas mortes de Rylee, de 10 anos, Connor, de 9, e Alena, de 7. Segundo a acusação, ele teria abandonado os filhos dentro da casa enquanto saía correndo após perceber o incêndio. À polícia, ele afirmou que “entrou em pânico” ao ver as chamas e saiu pela porta da frente para pedir ajuda.
De acordo com a denúncia, policiais de Kenosha chegaram ao local em 27 de novembro após receberem chamadas informando que a residência estava “completamente em chamas”. Kannin foi encontrado do lado de fora, vestindo apenas roupa íntima e pedindo socorro. Durante o resgate, Alena foi localizada no segundo andar, enquanto Connor e Rylee estavam no primeiro.
Os três irmãos foram retirados da casa, mas Connor e Rylee morreram ainda no local. Alena chegou a ser hospitalizada com queimaduras em cerca de 80% do corpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.
Falta de detectores de fumaça
Em depoimento, Kannin disse que havia fumado um cigarro antes de dormir e que acordou durante a madrugada sem saber se foi por causa da fumaça ou do “latido do gato”. Ele relatou ter visto um “pequeno incêndio no chão da cozinha” e afirmou que, naquele momento, pensou apenas que precisava de ajuda.
Segundo ele, pediu para que os filhos saíssem da casa e tentou retornar ao imóvel, mas recuou por causa da fumaça intensa. “Eu mal tinha dado dois passos para dentro e já tive que voltar”, disse aos investigadores, acrescentando que abrir a porta teria piorado a propagação do fogo.
Durante a vistoria, bombeiros constataram que não havia detectores de fumaça instalados na residência. Kannin afirmou que retirou um dos aparelhos porque ele apresentava falhas e disparava sem motivo, o que considerava um “incômodo”.
Jourdan Feasby, mãe das crianças e ex-esposa de Kannin, afirmou à emissora TMJ4 que havia alertado diversas vezes sobre a ausência dos alarmes. Segundo ela, também avisou a mãe dele e o proprietário do imóvel. À CBS58, descreveu a casa como “nojenta” e disse que a rotina no local era de abandono.
Feasby classificou a acusação como um sentimento “agridoce” e afirmou que continua buscando justiça, apesar de as mortes terem sido registradas oficialmente como acidentais. “Eu morri com eles naquele dia”, declarou. “Tem sido um verdadeiro inferno para mim e para minha família. Estou literalmente vivendo o meu pior pesadelo.”
Com 2,51 metros de altura, o turco Sultan Kösen mantém há 17 anos o título de homem vivo mais alto do planeta, segundo o Guinness World Records. Nascido em uma pequena vila rural no sudeste da Turquia, ele construiu uma trajetória marcada por uma condição rara de saúde que alterou completamente sua vida.
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E a lagosta? O que aconteceu com os 2.600 pratos após o caos e disparos no jantar da Casa Branca com Trump?
A história do turco voltou ao centro das atenções após o anúncio de um documentário britânico que acompanha uma nova medição oficial de sua altura, além de exames médicos e a possível disputa com outros candidatos ao recorde.
Kösen nasceu em 10 de dezembro de 1982, em Alibey, na província de Mardin, próximo à fronteira com a Síria. Filho de agricultores e integrante de uma família de estatura considerada comum, ele só começou a apresentar crescimento fora do padrão a partir dos 10 anos. O quadro foi causado por gigantismo e acromegalia, doenças associadas a um tumor na glândula pituitária, responsável pela produção de hormônios de crescimento.
O avanço contínuo fez com que ele deixasse a escola ainda jovem, passando a trabalhar no campo para ajudar no sustento da família. A altura extrema também trouxe limitações físicas: hoje, ele precisa de muletas ou bengalas para se locomover, devido ao impacto do peso e da estrutura corporal sobre o sistema ósseo.
Do campo ao recorde mundial
O reconhecimento internacional veio em fevereiro de 2009, quando Kösen foi oficialmente medido e superou o então recordista, o chinês Bao Xishun. Na época, ele tinha pouco mais de 2,46 metros. O crescimento continuou até 2011, quando atingiu os atuais 2,51 metros — processo interrompido após tratamento médico realizado nos Estados Unidos.
Além do título principal, Kösen também entrou para o Guinness por possuir as maiores mãos entre pessoas vivas, com 28,5 centímetros do punho à ponta dos dedos. Ele já chegou a deter ainda o recorde de maiores pés, posteriormente superado por outro participante.
A notoriedade levou o turco a viajar pelo mundo em eventos e participações públicas, acumulando visitas a mais de uma centena de países. A exposição internacional, no entanto, convive com desafios cotidianos, como dores crônicas e dificuldades de adaptação a estruturas e objetos projetados para pessoas de estatura média.
Na vida pessoal, Kösen se casou em 2013 com a síria Merve Dibo, em uma cerimônia que reuniu cerca de 1.500 convidados. O relacionamento chegou ao fim em 2021. Entre os motivos apontados está a dificuldade de comunicação, já que o casal falava idiomas diferentes.
Casos como o de Kösen são extremamente raros. Estima-se que pouco mais de dez pessoas na história tenham ultrapassado os 2,40 metros de altura, o que mantém o turco como uma figura singular tanto na medicina quanto nos registros mundiais.

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