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Quatro crianças morreram esfaqueadas nesta quinta-feira em Kampala, capital de Uganda. O autor do ataque, um homem de 34 anos, teria se passado por pai de um aluno para conseguir acesso à creche. A motivação do crime ainda é desconhecida, segundo a polícia.
Leia: Irã executa homem por invadir área militar em protestos de janeiro; outros presos têm risco iminente de enforcamento
Veja também: Como astronautas vão ao banheiro? Nasa investiu R$ 118 milhões em sanitário espacial da missão Artemis II
Segundo o jornal ugandês Monitor, as crianças tinham entre dois e três anos. A porta-voz da polícia de Kampala, Racheal Kawala, explicou em comunicado que o “fato trágico” ocorreu em uma creche no bairro de Ggaba, “onde um suspeito esfaqueou brutalmente e matou quatro menores”.
— O suspeito foi detido e a motivação desses assassinatos segue sob investigação — acrescentou a porta-voz da polícia local.
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Policiais e militares efetuaram disparos de ‘advertência’ para dispersar multidão que se reuniu após o acontecimento nos arredores da creche.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (2), que vai anular o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, da Petrobras, que vendeu o produto às distribuidoras com preços até 100% maiores que os cobrados na tabela da estatal. 

Em entrevista à TV Record Bahia, Lula disse ainda que o certame foi feito contra a vontade da direção da Petrobras.

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“Foi feito um leilão, eu diria que uma cretinice, bandidagem, que fizeram. As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não vamos aumentar GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, disse Lula. 

“Nós vamos rever esse leilão, nós vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, afirmou.

Embora o Brasil seja produtor, o mercado brasileiro é influenciado pelos preços internacionais, atualmente impactados pelo conflito no Oriente Médio. 

A estratégia de leilões com alto ágio é vista como uma forma de reajustar o preço nacional ao mercado internacional, sem a necessidade de anunciar um aumento na tabela de preços.

Em sua página na internet, a Petrobras informa os preços de venda dos produtos às distribuidoras à vista, sem tributos, por local e modalidade de venda. Os valores do GLP são os mesmos desde novembro de 2024.

O presidente Lula é crítico do alto preço do botijão de gás de cozinha cobrado do consumidor final e, em resposta, o governo federal lançou o programa Gás do Povo que substituiu o antigo Auxílio Gás e visa garantir o botijão gratuito para famílias de baixa renda. 

Para Lula, o que encarece o produto é a distribuição.

“Quando a Petrobras vende um botijão de gás a R$ 37, ele não pode chegar a R$ 160 na casa do povo. Alguém está roubando. [Dizem:] ‘Ah, mas a pessoa está gastando dinheiro [tendo custo] para entregar’. Tudo bem, mas é muita diferença entre R$ 37 para R$ 140, para R$ 150. E agora fizemos um leilão que teve ágio de 100%”, disparou Lula.

Alta de combustíveis

O presidente voltou a criticar a guerra no Irã e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que vem encarecendo o combustível, especialmente o óleo diesel, no caso brasileiro. O país importa cerca de 30% do que consome no mercado interno.

Segundo Lula, o governo está tomando medidas possíveis e adotará todas as providências para evitar uma escalada do preço do diesel, que impacta diretaente a inflação. 

Além da redução de impostos já adotada, a expectativa é que o governo publique, ainda esTa semana, uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro.

“Pode ficar certo, o povo não vai pagar. Nós não vamos aumentar o óleo diesel, [mas] tem gente [postos] aumentando sem nenhuma necessidade. Qual é a lógica de aumentar o preço do álcool? Qual é a lógica de aumentar o preço da gasolina se nós ainda não temos necessidade disso? É pura bandidagem de algumas pessoas”, afirmou Lula.

O presidente ainda criticou a privatização, em 2019, da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, que, segundo Lula, hoje poderia atuar para frear o aumento nos preços aos consumidores.

“Privatizaram a BR [Distribuidora] e nós só podemos recomprá-la a partir de 2029. Ou seja, nós não temos hoje distribuidora. Até uma empresa de gás que eu comprei em 2004, eles venderam. A empresa de gás, que a gente faz a distribuição, era uma empresa para a gente fazer a regulação do preço”, disse Lula.

No mesmo sentido, o presidente afirmou que está em estudo da recompra da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Bahia, e privatizada pela Petrobras em 2021.

“Não é justo o que fizeram, a refinaria produz [hoje] menos da metade daquilo que deveria produzir. E nós precisamos da refinaria produzindo muito mais porque nós [o Brasil] produzimos 70% do nosso óleo diesel e a gente compra 30% do óleo diesel. Esse importado, ele não tem jeito, ele vem com o preço de mercado internacional e você é obrigado a fazer o reajuste”, explicou.

A Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras para esclarecer as condições do leilão e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

A Rússia lançou, apenas em março, mais drones contra a Ucrânia do que em qualquer outro mês desde o início da guerra, em 2022, segundo análise da AFP baseada em dados da Força Aérea ucraniana. Ao todo, foram pelo menos 6.462 aeronaves não tripuladas de longo alcance — um aumento de quase 28% em relação a fevereiro — em meio à estagnação das negociações de paz.
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Zelensky: Ucrânia enfrenta escassez de mísseis devido à guerra no Oriente Médio
Além disso, a Rússia lançou 138 mísseis contra a Ucrânia no mesmo período, uma queda de 52% na comparação com o mês anterior, segundo os dados.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou que derrubou quase 90% dos mísseis e drones lançados em março, maior taxa de interceptação desde fevereiro de 2025.
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Os dados também incluem um ataque diurno incomum em 24 de março, que matou oito pessoas e provocou danos na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, cujo centro histórico é considerado patrimônio mundial da Unesco.
As negociações lideradas pelos Estados Unidos para tentar acabar com a guerra de quatro anos foram paralisadas em março, quando Washington mudou seu foco para o conflito que trava contra o Irã ao lado de Israel.
Moscou, que nega atacar civis, intensificou a produção de drones em escala industrial desde o início da invasão. Kiev, por sua vez, tenta reforçar suas defesas aéreas em resposta e adotou drones interceptores de baixo custo para destruir seus equivalentes russos.
Ucrânia enfrenta escassez de mísseis
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país pode enfrentar um déficit de mísseis utilizados na defesa contra a Rússia, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em entrevista à BBC, ele disse que a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tende a enfraquecer Kiev ao desviar recursos militares estratégicos.
Segundo Zelensky, o presidente russo, Vladimir Putin, tem interesse direto na prolongação desse novo conflito.
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— Para Putin, uma guerra longa no Oriente Médio é uma vantagem. Isso eleva os preços da energia e esgota os estoques de defesa aérea — afirmou. — Para nós, significa um esgotamento de recursos.
O líder ucraniano disse ter um “pressentimento muito ruim” sobre o impacto da nova frente de guerra nas negociações de paz com Moscou, que estariam sendo constantemente adiadas. “Há um único motivo: a guerra no Irã”, declarou.
Zelensky destacou que a produção americana de mísseis é insuficiente diante da demanda simultânea em dois conflitos. Segundo ele, os Estados Unidos produzem entre 60 e 65 mísseis por mês — cerca de 700 a 800 por ano — número equivalente ao volume utilizado em apenas um dia de combates no Oriente Médio.
O presidente afirmou que haverá, “definitivamente”, escassez de mísseis do sistema Patriot, considerado essencial para a defesa aérea ucraniana contra ataques russos.
— A questão agora é quando os estoques no Oriente Médio vão se esgotar — disse.
O Irã executou nesta quinta-feira (2) um homem por invadir uma base militar e tentar levar armamentos e munições. Ele teria admitido acusações em interrogatório, questionado por grupos ativistas pelos direitos humanos. O caso ocorreu em janeiro, durante protestos contra o regime iraniano. Amirhossein Hatami foi condenado e levado à forca, depois de seu recurso ser rejeitado pela Suprema Corte do país, segundo a agência de notícias Reuters.
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Para a Anistia Internacional, presos pelos regime estariam sendo “submetidos a tortura e outros maus-tratos durante a detenção, antes de serem condenados em julgamentos extremamente injustos que se basearam em confissões forçadas”. A instituição considerava Hatami como um dos 11 presos considerados em risco iminente de execução.
Em janeiro, a Anistia Internacional afirmou que houve assassinatos em massa em “escala sem precedentes”. Na ocasião, a organização reportou à Organização das Nações Unidas (ONU) e seus estados-membro documento que pedia para “reconhecerem que a impunidade sistêmica e contínua pelos crimes cometidos pelas forças de segurança nos protestos”.
A morte foi anunciada ainda em comunicado feito pelo poder judiciário local. Segundo o informe, Hatami teria admitido as acusações de entrar em uma área militar restrita de Teerã, onde teria danificado e incendiado parte da instalação, além de tentar roubar armas e munições.
Ainda segundo a Reuters, no mês passado, outros três homens também teriam sido julgados e executados pelo assassinato de dois policiais, durante os mesmos protestos ocorrido em janeiro, contra o regime dos aiatolás.
Ela morreu mesmo ou tudo não passou de mais uma pegadinha? A suposta morte de Jonathan, considerada a tartaruga terrestre mais velha do mundo, viralizou nas redes sociais como uma espécie de “brincadeira” de 1º de abril. Mas, desta vez, o humor deu lugar à desinformação, e a história precisou ser desmentida.
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A notícia falsa surgiu a partir de uma conta na rede X que se passou pelo veterinário do animal, Joe Hollins, afirmando que ele havia “falecido em paz”. A publicação se espalhou rapidamente, mobilizando internautas e até pesquisadores que estudam o DNA do animal.
Publicações enganosas sobre Jonathan
Reprodução
Pouco depois, o próprio Hollins recorreu ao Facebook para esclarecer o caso. Em tom categórico, afirmou que a informação era falsa e alertou para um golpe envolvendo pedidos de doações em criptomoedas. “NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe”, escreveu, pedindo que a mensagem fosse compartilhada para conter a desinformação.
Confira a publicação:
Publicação do veterinário desmentindo a informação
Captura de tela
Uma vida que atravessa séculos
Jonathan segue vivo na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde reside nos jardins da Plantation House, residência oficial do governador. A idade exata é incerta, mas estima-se que tenha nascido por volta de 1832, nas Seychelles, o que o coloca na marca de aproximadamente 193 anos.
Ao longo da vida, o animal testemunhou transformações históricas profundas. Viveu sob oito monarcas britânicos e mais de 40 presidentes dos Estados Unidos, além de ter nascido antes mesmo da popularização do pão fatiado e da chegada de Charles Darwin às Ilhas Galápagos.
Rotina tranquila e curiosidades
Apesar da idade avançada, Jonathan mantém uma rotina ativa e tranquila. Ele passa os dias tomando banhos de lama, se alimentando, com destaque para bananas, cenouras e vegetais, e até “assistindo” partidas de tênis, guiado pelo som da bola, já que sua visão é bastante limitada.
Descrito como dócil e sociável, o animal também é conhecido por reconhecer vozes familiares, especialmente a de quem o alimenta. Segundo Hollins, essa personalidade tranquila pode estar relacionada à perda gradual de alguns sentidos ao longo dos anos.
Jonathan vive com outras três tartarugas gigantes, David, Emma e Fred, e já superou momentos críticos de saúde. No passado, chegou a ser considerado à beira da morte, mas se recuperou após mudanças na dieta e nos cuidados veterinários, em um processo descrito como uma espécie de “regeneração”.
Hoje, além de símbolo de longevidade, ele também se tornou uma das principais atrações turísticas de Santa Helena, e uma testemunha viva de quase dois séculos de história.
Uma operação policial no Nepal resultou, em março de 2026, na acusação de 32 pessoas por crimes contra o Estado e organização criminosa, no mais recente desdobramento de um esquema de fraudes em resgates de helicóptero em regiões de alta altitude. Nove suspeitos foram presos e os demais estão foragidos, segundo informações do jornal The Kathmandu Post.
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As acusações atingem operadores de resgate aéreo, médicos, administradores hospitalares e empresas de turismo, revelando a dimensão de uma rede que, segundo as autoridades, atuava há anos manipulando evacuações médicas para obter reembolsos inflacionados de seguradoras estrangeiras.
Como funcionava o esquema
O sistema fraudulento se aproveitava de um serviço essencial no Nepal: o resgate de helicóptero em grandes altitudes, frequentemente utilizado para salvar turistas em trilhas no Himalaia. A prática criminosa consistia em simular emergências médicas para acionar evacuações desnecessárias.
De acordo com a investigação, havia dois principais métodos. Em um deles, turistas eram convencidos a fingir sintomas após trilhas longas, como a caminhada até o Everest Base Camp. Em outro, guias e funcionários de hotéis exageravam ou induziam sintomas de mal de altitude, inclusive com uso indevido de medicamentos e ingestão excessiva de água, para justificar resgates urgentes.
Após o resgate, hospitais registravam internações fictícias ou inflavam diagnósticos, enquanto empresas enviavam cobranças multiplicadas às seguradoras, como se cada passageiro tivesse sido transportado individualmente.
Rede estruturada e pagamentos em cadeia
A fraude envolvia uma cadeia coordenada de comissões. Hospitais repassavam entre 20% e 25% dos valores às empresas de trekking e operadores de helicóptero. Guias turísticos também eram beneficiados, e, em alguns casos, turistas recebiam incentivos financeiros para participar do esquema.
Os números impressionam: entre 2022 e 2025, foram identificados 4.782 pacientes estrangeiros atendidos em hospitais investigados, sendo 171 casos confirmados como fraudulentos. Apenas um hospital recebeu mais de US$ 15,8 milhões relacionados às atividades suspeitas.
Empresas de resgate também aparecem com cifras elevadas, com pedidos de reembolso que ultrapassam US$ 10 milhões em alguns casos.
Falhas de fiscalização e investigações anteriores
O esquema já havia sido exposto pelo The Kathmandu Post em 2018, levando o governo a criar uma comissão de investigação e propor reformas. Apesar de um relatório de 700 páginas e recomendações para controle mais rigoroso, as medidas não foram efetivamente implementadas.
Segundo o chefe do Departamento Central de Investigação (CIB), Manoj Kumar KC, a falta de punição permitiu a continuidade das fraudes. “Quando não há ação contra o crime, ele prospera”, afirmou ao jornal.
A investigação atual foi reaberta em setembro de 2025, após nova denúncia apresentada por um grupo civil.
Dificuldade de controle internacional
Um dos principais fatores que favorecem o esquema é a dificuldade de verificação por parte das seguradoras internacionais. Em regiões remotas do Himalaia, com comunicação limitada, muitas evacuações ocorrem antes que as autoridades sejam notificadas.
Além disso, seguradoras dependem de empresas locais para validar documentos, que, muitas vezes, fazem parte do próprio sistema fraudulento.
Imagens de câmeras de segurança reunidas pela polícia mostram turistas supostamente em estado grave consumindo bebidas em cafés, enquanto seus prontuários indicavam internações hospitalares.
Impacto para o turismo no Nepal
A investigação levanta preocupações para toda a indústria de trekking no Nepal, que depende fortemente do turismo internacional. Autoridades agora enfrentam pressão para implementar mecanismos de fiscalização mais rigorosos e restaurar a credibilidade do setor.
Especialistas apontam que o desfecho judicial e a aplicação de penalidades efetivas serão determinantes para conter o esquema. Com a formação de um novo governo no país, cresce a expectativa sobre mudanças concretas no sistema.
“Há homens casados que cumprem todos os requisitos que exigimos aos solteiros para se tornarem sacerdotes católicos”, afirma o bispo de Antuérpia, Johan Bonny, ao alertar para a crise de vocações na Bélgica. Em entrevista à Agência France-Presse (AFP), o religioso diz lançar “um grito do coração” e cobra debate na hierarquia da Igreja sobre o tema.
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Em Flandres, região mais populosa do país, os sacerdotes envelhecem e há cada vez menos jovens dispostos a ingressar no clero.
Segundo Bonny, o reforço com padres africanos ocorre principalmente em paróquias francófonas, por causa da língua.
— Havia pelo menos 1.500 sacerdotes na diocese de Antuérpia há 40 ou 50 anos; agora somos menos de 100 padres em atividade Socorro! Isso já não funciona — afirma.
Bispo questiona celibato e cita exceções dentro da própria Igreja
Bonny defende que homens casados possam ser ordenados, como já ocorre em ritos orientais da Igreja Católica.
— Há homens casados que cumprem todos os requisitos que exigimos aos solteiros para se tornarem sacerdotes católicos Tenho vários em minha diocese — diz.
O celibato é obrigatório na Igreja Católica latina, mas permitido em ritos orientais.
Entre os dois modelos, “nenhum é mais ou menos católico do que o outro”, argumenta o bispo.
Ele afirma que há três sacerdotes casados de rito oriental em sua diocese, dois ucranianos e um bielorrusso.
— Então, como explicar a um jovem que cresceu aqui que o que é possível para seus amigos não é para ele? É muito difícil — afirma.
Proposta mira debate global
O bispo diz que pretende levar o tema à Assembleia Eclesial de 2028, que reunirá propostas discutidas em nível mundial.
Nos próximos dois anos, afirmou em carta pastoral, fará “todo o possível” para permitir a ordenação de alguns homens casados em Antuérpia.
A Conferência Episcopal da Bélgica informou que vai discutir o tema, sem se posicionar sobre o mérito. O Vaticano não respondeu aos questionamentos da AFP.
Crise de credibilidade e escândalos pressionam Igreja
Bispo de Antuérpia há 17 anos, Bonny já criticou a Igreja por ignorar casos de pedofilia envolvendo membros do clero. Ele também defendeu, antes de mudanças recentes na posição do Vaticano, a possibilidade de abençoar casais do mesmo sexo.
— Deus ama todos os seus filhos. A benevolência de Deus para com esse casal deve poder se expressar — afirmou.
Ao defender a ordenação de homens casados, o bispo também cita o bem-estar dos sacerdotes.
— Alguns são um pouco infelizes. Ninguém foi criado para viver sozinho. É preciso sanear o clero — diz.
Queda de fiéis agrava cenário
Em Flandres, um documentário exibido em 2023, com relatos de vítimas de abusos cometidos por sacerdotes, teve forte repercussão e levou à saída de fiéis.
Naquele ano, foi registrado número recorde de renúncias ao batismo.
— Tornamo-nos uma Igreja pobre em número, pobre em credibilidade moral — afirma Bonny: — Para recuperar a confiança, precisamos de todos. Aceitar apenas homens solteiros como sacerdotes é um luxo que já não podemos nos permitir.
Autoridades de Utah, nos Estados Unidos, encerraram oficialmente um caso que permaneceu sem solução por 51 anos após o uso de nova tecnologia de análise de DNA confirmar que a vítima foi assassinada pelo serial killer Ted Bundy. A identificação encerra uma investigação que atravessou décadas.
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A vítima foi identificada como Laura Ann Aime, de 17 anos. Ela desapareceu após sair de uma festa de Halloween em 1974. Seu corpo foi encontrado cerca de um mês depois por caminhantes no cânion American Fork.
O Gabinete do Xerife do Condado de Utah anunciou que exames “confirmaram de forma irrefutável que as evidências de DNA recuperadas do corpo de Laura verificaram a presença de DNA pertencente a Bundy”.
Antes de ser executado em 1989, na Flórida, Bundy confessou o assassinato de Laura Ann Aime, mas não forneceu detalhes nem explicou completamente seu envolvimento. Segundo o xerife, “o Departamento do Xerife decidiu manter o caso aberto até que os investigadores pudessem provar, sem sombra de dúvida”, a responsabilidade do criminoso.
— Este caso está agora oficialmente encerrado — disse o xerife do Condado de Utah, Mike Smith, em coletiva de imprensa.
Ele acrescentou que, se Bundy ainda estivesse vivo, os promotores buscariam a pena de morte.
Histórico do serial killer e contexto do crime
Entre fevereiro de 1974 e fevereiro de 1978, Ted Bundy assassinou pelo menos 30 mulheres e foi associado a outros crimes nos Estados Unidos, com atuação no noroeste do Pacífico, Colorado, Utah e Flórida.
À época da morte de Laura, ele vivia em Salt Lake City e estudava direito na Universidade de Utah.
Segundo comunicado do xerife, Laura é lembrada como uma “jovem extrovertida e de espírito livre que gostava de atividades ao ar livre e compartilhava a paixão por andar a cavalo, caçar e cuidar de seus vários irmãos”.
Bundy era conhecido por abordar mulheres em locais públicos, ganhar sua confiança por meio de charme ou fingindo estar ferido e levá-las a áreas isoladas, onde cometia os assassinatos.
Ele foi preso em 1975 por sequestrar uma mulher e condenado a 15 anos de prisão. Em 1977, fugiu ao pular pela janela da biblioteca da prisão, foi recapturado após oito dias e escapou novamente depois disso. Continuou cometendo crimes até ser capturado em 1978 e executado em 1989, na Flórida.
Um homem de 34 anos foi formalmente acusado, nesta segunda-feira (30), de homicídio em segundo grau após empurrar um idoso nos trilhos do metrô no Upper East Side, em Nova York. A vítima, um idoso da Força Aérea de 83 anos, morreu nove dias depois em decorrência de uma hemorragia cerebral, segundo autoridades locais.
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De acordo com a promotoria, o acusado teria atacado o idoso enquanto ele caminhava com auxílio de uma bengala na plataforma da estação 63rd St.-Lexington Ave., em 8 de março. Imagens de câmeras de segurança, gravações de celulares e relatos de testemunhas sustentam a acusação de que o empurrão foi feito com força suficiente para arremessar a vítima contra os trilhos.
Ataque em sequência
A investigação aponta que o episódio não foi isolado. Minutos antes, o mesmo suspeito teria empurrado outro homem, de 30 anos, que sofreu uma lesão no ombro. Após cair, essa primeira vítima conseguiu se levantar e presenciou o segundo ataque.
Testemunhas relataram que pessoas na plataforma conseguiram retirar o idoso dos trilhos antes da chegada do trem. Ele foi levado ao hospital, mas não recuperou a consciência e morreu dias depois, após permanecer em suporte de vida.
Justiça nega fiança
Durante audiência em tribunal estadual de Manhattan, a promotoria pediu que o acusado permanecesse preso sem direito a fiança, citando risco de fuga. Entre os fatores apontados estão antecedentes criminais em Nova Jersey e a situação migratória irregular do réu.
Se condenado, ele pode enfrentar pena de 25 anos à prisão perpétua pelo homicídio, além de até 15 anos adicionais por acusações relacionadas ao primeiro ataque. A próxima audiência está marcada para 22 de julho.
O caso foi classificado pelo promotor distrital como um “ataque hediondo e não provocado”. As autoridades afirmam que ainda investigam as motivações do crime.
Legado da vítima
Morador da Ilha Roosevelt há cerca de 30 anos, o idoso era descrito pela família como alguém ativo e apaixonado pela cidade. Veterano da Guerra do Vietnã, ele atuou como mecânico de aeronaves na Força Aérea e, após se aposentar, trabalhou na aviação civil.
Segundo familiares, ele havia recentemente superado problemas de saúde, incluindo câncer de próstata e leucemia, e celebrava a recuperação. Na manhã do ataque, conversou com a filha por quase uma hora e demonstrava entusiasmo em sair para aproveitar o dia.
Em nota, a família afirmou estar devastada e destacou que a perda é “imensurável”, pedindo que o caso sirva de alerta para evitar novas tragédias.
A missão Artemis II, da Nasa, tem um sistema de banheiro desenvolvido para operar em condições de ausência de gravidade, um dos principais desafios enfrentados por astronautas no espaço. O equipamento, chamado “Sistema Universal de Gestão de Resíduos”, recebeu investimento superior a US$ 23 milhões (cerca de R$ 118,6 milhões, na cotação atual).
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Nesta quarta-feira, a missão saiu da base na Flórida e levou quatro astronautas em uma espaçonave para sobrevoar a Lua. Segundo a Nasa, a equipe viverá aproximadamente 10 dias no espaço. A falta de gravidade impõe, no entanto, dificuldades para atividades básicas, como o uso do sanitário. E isso exigiu soluções específicas para garantir o funcionamento adequado da estrutura.
Antes do lançamento, engenheiros chegaram a identificar um problema no novo sistema sanitário. Após análise, o equipamento foi considerado apto e liberado para uso pela tripulação. Pouco antes da decolagem, o controle da missão orientou os astronautas: “Recomendamos deixar o sistema atingir a velocidade de operação antes de adicionar fluidos”.
Como funciona o banheiro espacial da Artemis II?
O sistema foi projetado para atender homens e mulheres. No caso da urina, utiliza um funil conectado a uma mangueira, com processamento feito por meio de um fluxo de ar suave, que evita vazamentos.
Para resíduos sólidos, o equipamento também conta com um assento especializado, que suga o material para um recipiente selado.
Durante o uso, os astronautas precisam permanecer estáveis. Para isso, o sistema inclui amarras e dispositivos de fixação que impedem que o corpo flutue em ambiente de microgravidade.
Como astronautas vão ao banheiro?
Reprodução/BBC
Qual é o objetivo da missão Artemis II?
Mais de meio século após a última missão tripulada do programa Apollo, a Nasa lançou a Artemis II, que levou quatro astronautas a um sobrevoo da Lua e pode estabelecer um novo recorde de distância percorrida por humanos no espaço.
A missão não prevê pouso no satélite, mas repetirá um feito histórico semelhante ao da Apollo 8, em 1968, ao contornar a Lua e retornar à Terra. A tripulação será formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen — grupo que inclui, pela primeira vez, uma mulher, um astronauta negro e um não americano em uma missão desse tipo.
O voo também marcará a estreia tripulada do foguete SLS (Space Launch System), peça central da estratégia americana para futuras explorações lunares. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que serviria como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
— Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte — afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.

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