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O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu seu homólogo do Chile, José Antonio Kast, em Buenos Aires, nesta segunda-feira, na primeira visita oficial do líder chileno desde que assumiu o poder, em março. O encontro ocorre após a frustrada tentativa de captura de um ex-guerrilheiro procurado por Santiago.
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Os dois presidentes se reuniram por mais de uma hora na Casa Rosada, sede da Presidência argentina, sem que detalhes dos assuntos tratados tenham sido informados.
Participaram da reunião o chanceler argentino, Pablo Quino, e seu par chileno, Francisco Pérez Mackenna, além de outros membros dos dois gabinetes.
A visita de Kast cumpre com a tradição de o presidente chileno fazer sua primeira viagem oficial à Argentina, um dos principais parceiros comerciais de Santiago.
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Os dois líderes da direita podem potencializar uma aliança que faça contrapeso à influência na região do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda.
— Hoje, mais do que nunca, é importante desenvolver projetos de forma conjunta. Temos grandes ideias em temas de mineração, energia, de passagens fronteiriças, do controle do crime organizado — disse no domingo o chanceler chileno Pérez Mackenna, em declarações à imprensa.
A visita ocorre poucos dias após a frustrada tentativa de prisão do chileno Galvarino Apablaza.
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O ex-guerrilheiro é acusado de participar do assassinato, em 1991, do ex-senador Jaime Guzmán, uma figura de destaque da direita chilena.
Apablaza fugiu para a Argentina em 1993 e obteve status de refugiado político em 2010. Esse status foi revogado por um tribunal em fevereiro deste ano. No entanto, quando sua prisão foi ordenada na quarta-feira passada, ele não foi localizado pela polícia.
— Mais cedo ou mais tarde, o senhor Apablaza terá que responder à Justiça chilena, e realizaremos todas as gestões necessárias junto ao governo argentino para isso — afirmou Pérez Mackenna.
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O Ministério da Segurança da Argentina anunciou na sexta-feira uma recompensa de cerca de 14 mil dólares “para quem fornecer informações que permitam localizar e deter” Apablaza.
O advogado do ex-guerrilheiro, Rodolfo Yanzón, declarou à AFP que uma eventual prisão seria “ilegal”, já que ainda não foram esgotadas todas as instâncias para evitar a perda de seu status de refugiado. Ele também informou que pretende recorrer a organismos internacionais.
Em dezembro, o então presidente eleito do Chile se reuniu com Milei, e ambos posaram para fotos segurando uma motosserra, símbolo dos cortes de gastos públicos promovidos pelo governo argentino.
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Kast também vem implementando medidas de redução de gastos desde que assumiu o cargo, em março.
Argentina e Chile compartilham uma fronteira de cerca de 5.300 quilômetros de extensão. Além disso, a Argentina é o segundo maior parceiro comercial do Chile na América Latina, com um intercâmbio de aproximadamente 7,98 bilhões de dólares em 2025.
A Ucrânia realizou um ataque com drones durante a noite no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, tendo como alvo uma fragata russa equipada com mísseis de cruzeiro Kalibr — frequentemente utilizados contra cidades ucranianas. Segundo informações iniciais, o navio atingido seria a “Admiral Grigorovich”, um dos principais meios da marinha russa na região.
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De acordo com os relatos, a embarcação acionou seus sistemas de defesa aérea para tentar interceptar os drones, mas não conseguiu evitar ser atingida. A fragata integra a classe Burevestnik, de navios de patrulha, e pode transportar até oito mísseis de cruzeiro de alta precisão Kalibr, além de dispor de sistemas capazes de lançar dezenas de mísseis antiaéreos. A extensão dos danos ainda está sendo avaliada por fontes de inteligência.
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O ataque faz parte de uma estratégia crescente de Kiev para levar a guerra além da linha de frente, atingindo infraestruturas e meios militares em território russo. A operação teria sido conduzida por unidades especializadas em sistemas não tripulados, com coordenação dos serviços de segurança ucranianos.
Além da fragata, também foi atingida a plataforma de perfuração offshore Sivash, indicando uma ampliação do alcance dos ataques contra ativos estratégicos ligados à logística e ao setor energético da Rússia.
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Apesar das primeiras indicações apontarem para a “Admiral Grigorovich”, analistas independentes levantam dúvidas sobre o alvo. Projetos de análise com base em fontes abertas (OSINT) sugerem que o navio pode estar destacado no Mediterrâneo, o que levanta a possibilidade de o alvo ter sido outra fragata da mesma classe, como a “Admiral Makarov” ou a “Admiral Essen”, ambas estacionadas em Novorossiysk. Uma dessas embarcações já teria sido danificada em operações anteriores.
O episódio ocorre no contexto de uma escalada de ataques aéreos contra território russo. Autoridades russas confirmaram uma ofensiva com drones na região de Krasnodar. Segundo o governador Veniamin Kondratyev, oito pessoas ficaram feridas em Novorossiysk, incluindo duas crianças, e houve danos em seis edifícios residenciais e duas casas particulares.
Ele afirmou ainda que destroços de drones foram encontrados em áreas de várias empresas, sem detalhar quais. Já o canal independente russo ASTRA, na plataforma Telegram, informou que o terminal de petróleo Sheskharis — um dos maiores e mais estratégicos da Rússia — também foi alvo do ataque. A instalação já havia sido atingida no início de março deste ano e sofreu danos em novembro de 2025.
Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, diversas instalações em território russo passaram a ser alvo de ataques aéreos. Refinarias de petróleo figuraram entre os principais alvos em 2024 e 2025, assim como estruturas em áreas ocupadas da Ucrânia.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou a maioria das ofensivas, afirmando que as forças de defesa “implementam sistematicamente medidas destinadas a reduzir o potencial de combate das forças de ocupação russas, bem como a forçar a Federação Russa a cessar a agressão armada contra a Ucrânia”.
O ataque em Novorossiysk ilustra uma nova fase do conflito, marcada pelo uso intensivo de drones para atingir alvos de alto valor estratégico dentro do território russo. Ao mesmo tempo, evidencia uma mudança simbólica: embarcações utilizadas para lançar ataques contra cidades tornam-se também vulneráveis a operações de retaliação.
A NASA anunciou que o público poderá acompanhar, em tempo real, a missão Artemis II, na qual quatro astronautas viajarão ao redor da Lua a bordo da espaçonave Orion. A agência disponibilizou o Artemis Real-time Orbit Website (AROW), uma plataforma que permite rastrear a nave durante todo o trajeto.
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Painel da ferramenta de monitoração Arow, da Nasa
Reprodução: Nasa
Ao longo da missão, que deve durar cerca de 10 dias, a NASA testará como os sistemas da Orion operam com tripulação a bordo no ambiente do espaço profundo. Por meio do AROW, qualquer pessoa com acesso à internet poderá verificar a posição da nave e da tripulação, incluindo a distância da Terra, a distância da Lua, a duração da missão e outros dados relevantes.
A ferramenta estará disponível no site oficial da NASA e no aplicativo da agência. Utilizando o AROW, o público poderá visualizar dados coletados por sensores da Orion, enviados ao Centro de Controle da Missão no Johnson Space Center, em Houston. As informações serão atualizadas continuamente, começando cerca de um minuto após o lançamento até a reentrada da nave na atmosfera terrestre, ao fim da missão.
A plataforma também permitirá acompanhar a posição da Orion em relação à Terra e à Lua, além de observar marcos importantes da missão e características da superfície lunar, incluindo informações sobre locais de pouso do programa Apollo program.
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Outro destaque são os vetores de estado, dados que descrevem com precisão a localização e o movimento da nave, que serão disponibilizados após uma demonstração de operações de proximidade para avaliar o controle manual da Orion. Esses dados poderão ser usados por entusiastas, artistas e desenvolvedores para criar seus próprios aplicativos de rastreamento ou visualizações.
Também estarão disponíveis para download dados de trajetória da missão, conhecidos como efemérides, que poderão ser utilizados em softwares de voo espacial, telescópios ou projetos como modelos físicos, animações e aplicativos de monitoramento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o plano de paz encaminhado por mediadores do diálogo diplomático com o Irã é um “passo muito significativo” para o fim do conflito no Oriente Médio, embora os termos ainda não sejam os ideias. O comentário do presidente americano foi feito a jornalistas na Casa Branca, horas após relatos de que uma proposta teria sido enviada para Washington e Teerã entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira, e após autoridades da nação persa terem dito publicamente que rejeitam qualquer termo que inclua um cessar-fogo parcial, e não um fim definitivo para as hostilidades e garantias de uma não retomada. Trump estendeu o prazo final de um ultimato para a reabertura de Ormuz ou a aceitação de um cessar-fogo para às 21h (em Brasília) de terça-feira.
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— É uma proposta significativa, é um passo significativo. Não é bom o suficiente, mas é um passo muito significativo — disse Trump, referindo-se a uma proposta de cessar-fogo de 45 dias que teria sido estudada pelos EUA. Ele acrescentou que os trabalhos agora seguem com os mediadores.
Trump afirma que proposta de cessar-fogo com o Irã é um ‘passo muito significativo’
Rumores sobre um plano de paz ganharam força nas primeiras horas desta segunda-feira após uma fonte ouvida pela agência Reuters afirmar que EUA e Irã teriam recebido um plano de cessar-fogo em duas etapas elaborado pelo Paquistão, com previsões imediatas de fim das hostilidades e reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo. Em Washington, Trump afirmou que o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o genro Jared Kushner estão conversando com os mediadores, e que seu vice oderia estar envolvido em uma reunião presidencial para negociar o fim da guerra. Porém, à margem do tradicional evento de Páscoa da Casa Branca, o presidente americano também afirmou que era o único com poder para decidir sobre isso.
— O único que pode estabelecer um cessar-fogo sou eu — disse Trump a repórteres.
Horas após a informação inicial sobre o plano proposto circular, o governo do Irã se referiu a termos transmitidos pelo Paquistão e por outros mediadores, rejeitando qualquer hipótese de cessar-fogo temporário. Em uma coletiva de imprensa em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmail Baghaei confirmou o diálogo com os EUA por meio de mediadores, mas afirmou que esboços repassados ao país incluiriam 15 pontos formulados pelos EUA, aos quais classificou como “ilógicos” e “excessivos”, e que o país nunca iria aceitar condições impostas pelos americanos, mesmo que sob pressão.
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— Nós não temos que ceder quando se trata de nossa segurança nacional e dos nossos interesses nacionais — afirmou o porta-voz. — Esses pontos [15 pontos americanos] foram transmitidos a nós anteriormente, trocamos mensagens e cartas por meio dos mediadores, mas, honestamente, as negociações não podem acontecer paralelamente a ameaças. Eles não podem nos ameaçar e nos pedir para sentar à mesa de negociação.
Em uma fala publicada pela agência estatal iraniana IRNA, Baghaei é citado dizendo que o Irã pede “o fim da guerra” e “a prevenção de sua recorrência”. Na coletiva de imprensa, o porta-voz disse que as demandas iranianas seriam tratadas em público quando oportuno. Uma fonte apontada pela Reuters como uma autoridade sênior do governo iraniano afirmou que o país rejeitou a reabertura do Estreito de Ormuz em troca de uma trégua.
Ao menos uma segunda proposta tem sido mencionada por fontes de diversos países em meio às conversas sobre tratativas diplomáticas. O site Axios publicou que um cessar-fogo de 45 dias estava sendo discutido como parte de um plano dividido em duas fases, com potencial para encerrar o conflito de forma permanente, com base em fontes dos EUA, de Israel e de países da região. Em entrevista à Al-Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, rejeitou tratar sobre planos em específico, resumindo que as conversas estavam “avançando”.
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Agressões e pressão
As tratativas acontecem em meio a renovadas agressões no campo de batalha e promessas de uma ampliação do conflito por ambos os lados. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atacado o navio americano USS Tripoli na costa do Kuwait, forçando a embarcação a se retirar. O Pentágono não confirmou qualquer impacto da ação nesta segunda. As forças iranianas também confirmaram novos ataques com drones contra posições em Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos — neste último, o alvo teria sido um centro de produção de drones operado em conjunto com o Estado judeu. O Ministério da Defesa dos 4Emirados Árabes Unidos afirmou que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram 12 mísseis balísticos, 2 mísseis de cruzeiro e 19 ataques de drones provenientes do Irã nesta segunda, sem especificar os alvos e que a queda de destroços feriu uma pessoa em Abu Dhabi. O Ministério da Saúde do Kuwait, por sua vez, confirmou seis feridos em um ataque iraniano contra uma área residencial no norte do país.
A lista de vítimas de ataques anteriores também cresceu. Os serviços de emergência israelenses do Magen David Adom confirmaram que o número de mortos em um bombardeio iraniano a um prédio em Haifa, no domingo, subiu para quatro, após a retirada dos corpos dos destroços. Entre as vítimas estavam dois idosos na faixa dos 80 anos.
Bombeiros resgatam feridos em Haifa, cidade israelense atacada no domingo
Reprodução/X/@Mdais
O Ministério da Defesa de Israel e as Forças Armadas do Estado judeu também confirmaram novas ações contra alvos iranianos, incluindo a morte do chefe da inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Seyed Majid Khademi, em um ataque nesta segunda-feira. Além da eliminação de mais uma figura de alto-perfil na hierarquia das forças iranianas, bombardeiros atingiram instalações da indústria petroquímica do Irã, em Pars e Asaluyeh.
Os ataques israelenses também voltaram a atingir outras frentes de guerra. No Líbano, o Ministério da Saúde do país afirmou que dois paramédicos foram mortos e outro ficou ferido após um ataque ao sul do país. As Forças Armadas israelenses afirmam que os alvos bombardeados no Líbano têm ligação com o Hezbollah, movimento aliado ao Irã.
Os ataques aéreos trocados ao redor das regiões do Golfo e do Levante ocorrem em meio a temores de uma intensificação das ações. Em um ultimato ao Irã, Trump prometeu desatar “o inferno” sobre a nação persa, caso não concordasse com um cessar-fogo ou uma abertura do Estreito de Ormuz — cujo fechamento quase total elevou o preço global do barril de petróleo para mais de 100 dólares. Um navio turco conseguiu cruzar a região nesta segunda, em uma rara exceção.
Majid Khademi, chefe da inteligência iraniano morto nesta segunda-feira
TV estatal do Irã
O Irã prometeu uma retaliação sem precedentes em caso de ataques americanos ou israelenses a suas infraestruturas energéticas críticas e infraestrutura civil, em aparente resposta à ameaça de Trump. Em uma declaração à imprensa iraniana, o Exército do país afirmou que permaneceria em combate até os planos da liderança política serem atingidos.
— Podemos continuar a guerra enquanto as autoridades políticas assim o desejarem — disse o porta-voz militar Mohammad Akraminia à agência de notícias ISNA. — O inimigo certamente se arrependerá, porque, após esta guerra, precisamos alcançar um ponto de segurança e não presenciar outra guerra.
Preocupação com o direito internacional
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que se o presidente americano concretizar a ameaça, que incluiu ataques a usinas e pontes, estará violando o direito internacional — algo que foi apontado como preocupação por especialistas e aliados dos EUA, que afirmam que o presidente tem ameaçado com frequência cometer crimes de guerra.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Gharibabadi nas redes sociais. “Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.
O discurso se aproxima da declaração feita pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que nesta segunda-feira afirmou que atacar infraestruturas civis no Irã é “ilegal”, usando uma linguagem incomumente direta. A União Europeia emitiu um alerta particularmente claro aos EUA em relação ao Irã.
“Qualquer ataque a infraestruturas civis, nomeadamente instalações de energia, é ilegal e inaceitável”, disse Costa. “A escalada não levará a um cessar-fogo e à paz”.
Na Casa Branca, Trump desprezou qualquer preocupação com as prometidas ações dos EUA contra o Irã constituírem crimes de guerra.
— Eu não estou preocupado com isso — disse o presidente. — Você sabe qual o crime de guerra? O crime de guerra é permitir que o Irã tenha uma arma nuclear. (Com AFP e NYT)
Os trajes de sobrevivência que estão sendo utilizados pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), durante o voo de teste da missão Artemis II, foram apresentados na sala de preparação do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A missão é a primeira da NASA com tripulação a bordo do foguete SLS (Space Launch System) e da cápsula Orion.
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O programa Artemis tem como objetivo levar astronautas de volta à Lua para promover descobertas científicas, gerar benefícios econômicos e estabelecer as bases para futuras missões tripuladas a Marte.
Os trajes da Artemis II chamam atenção pela cor laranja vibrante, uma medida de segurança pensada para facilitar a visualização dos astronautas em caso de resgate. A tonalidade, conhecida como “laranja internacional”, é utilizada desde 1981 em lançamentos e reentradas, justamente por aumentar a visibilidade em situações críticas — especialmente no mar, onde equipes de resgate aéreo precisam localizar rapidamente tripulantes.
Tripulação da Artemis II preparados para a missão espacial
CHIP SOMODEVILLA / Getty Images via AFP
Esses momentos — lançamento e retorno à Terra — são os únicos em que haveria chance de evacuação com possibilidade de resgate. Em cenários extremos, como pousos forçados no oceano, a cor intensa ajuda a identificar astronautas à deriva.
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Além disso, os trajes contam com tiras cruzadas azuis de alta visibilidade, projetadas para oferecer pontos de apoio fáceis para equipes de resgate. Embora raras, situações de emergência já ocorreram na história da exploração espacial.
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 1961, durante o Projeto Mercury, quando o astronauta Gus Grissom quase morreu afogado após a escotilha de sua cápsula se abrir inesperadamente após o pouso no mar. Na época, ele usava um traje prateado, semelhante aos utilizados por pilotos de testes de alta altitude, e não um traje laranja — padrão que só seria adotado anos depois.
Resgates em água são considerados os cenários mais prováveis, já que lançamentos e retornos costumam ocorrer próximos a regiões costeiras. Ainda assim, os astronautas são preparados para sobreviver em diferentes ambientes, como áreas tropicais e desertos, comuns nas rotas de reentrada próximas à linha do Equador.
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Seguindo essa lógica, os trajes da Artemis II foram equipados com itens de sobrevivência, como alimentos, faca, dispositivos de flutuação, espelhos de sinalização e outros suprimentos básicos. Também incluem sistemas de comunicação, resfriamento líquido e materiais resistentes ao fogo.
Diferentemente dos antigos trajes da NASA — que tinham tamanhos padronizados e ficaram conhecidos como “pumpkin suits” (trajes de abóbora) pelo formato pouco ajustado —, os novos modelos foram feitos sob medida para cada astronauta, garantindo maior conforto e eficiência.
Apesar da evolução dos trajes laranja, os tradicionais uniformes brancos continuam em uso nas caminhadas espaciais e deverão ser utilizados novamente quando astronautas voltarem à superfície lunar, previsto para 2028. A escolha da cor branca se deve à sua capacidade de refletir radiação e manter os astronautas resfriados, além de proporcionar alta visibilidade contra o fundo escuro do espaço.
O sobrevoo da Lua pela missão Artemis II marca um novo passo na retomada da exploração lunar tripulada, mais de meio século após a Apollo 17. Prevista para levar astronautas a orbitar o satélite natural da Terra sem pouso, a missão da Nasa testa sistemas essenciais para o retorno humano à superfície lunar e abre caminho para futuras viagens mais longas.
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O sobrevoo terá duração aproximada de sete horas, começando às 14h45, horário do leste dos Estados Unidos (15h45 em Brasília), terminando por volta das 21h20 (22h20 em Brasília) e estes são os principais pontos que você precisa saber sobre a missão:
Transmissão ao vivo
A Nasa transmitirá o sobrevoo ao vivo em seu site, assim como YouTube, Amazon e Netflix, com comentários dos astronautas a bordo da nave espacial e de especialistas do Centro de Controle da Missão em Houston, Texas.
Devido à distância, a Nasa alertou que a qualidade da transmissão ao vivo poderá ser comprometida em alguns momentos.
Artemis II inicia fase final antes de sobrevoo lunar
Reprodução
Silêncio absoluto
Haverá um período de cerca de 40 minutos durante o qual a comunicação com a Artemis II será perdida, enquanto os astronautas sobrevoam o lado oculto da Lua.
— Será emocionante, de uma forma um tanto assustadora — disse Derek Buzasi, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Chicago, à AFP.
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Marcos históricos
Pela primeira vez, uma mulher, Christina Koch; um homem negro, Victor Glover; e um não americano, o canadense Jeremy Hansen, alcançarão a Lua. Até agora, apenas os astronautas das missões Apollo haviam alcançado o satélite, entre 1968 e 1972.
Pouco depois de iniciarem seu sobrevoo, a tripulação da Artemis II também estará à maior distância da Terra já alcançada por um ser humano: 406.772 quilômetros. Sendo assim, eles superarão em 6.600 quilômetros o recorde da Apollo 13.
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Editoria de Arte / O Globo
Como uma bola de basquete
As missões Apollo sobrevoaram a superfície lunar a cerca de 110 quilômetros de distância, mas a tripulação da Artemis II chegará a 6.500 quilômetros em seu ponto mais próximo.
A espaçonave seguirá uma trajetória cuidadosamente planejada para dar a volta na Lua sem entrar em sua órbita. Essa distância permitirá que os astronautas vejam toda a superfície lunar, incluindo regiões próximas aos seus dois polos.
Eles verão o satélite “mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete vista com o braço estendido”, explicou à AFP Noah Petro, diretor do Laboratório de Geologia Planetária da Nasa.
O lado oculto da Lua
A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem.
Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da Nasa esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua.
Eclipse solar
Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista.
Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso e também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar.
‘Nascer da Terra’
Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso “Nascer da Terra” (“Earthrise”, em inglês), fotografado pela missão Apollo 8 em 1968.
O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano.
O programa de inteligência artificial Project Maven, desenvolvido pelo Pentágono, está no centro da ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã e é apontado como uma das transformações mais significativas da guerra contemporânea. A ferramenta tem sido utilizada para acelerar decisões no campo de batalha, ampliando a capacidade operacional das forças americanas.
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O que é o ‘Project Maven’?
O Project Maven é o principal programa de inteligência artificial do Exército dos Estados Unidos. Foi lançado em 2017 como um experimento para ajudar analistas militares a processar grandes volumes de imagens enviadas por drones.
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Na época, os operadores estavam sobrecarregados, obrigados a analisar cada imagem individualmente para identificar elementos que podiam aparecer por apenas uma fração de segundo.
Oito anos depois, o programa foi significativamente ampliado. Tornou-se um sistema de orientação assistida por IA e de gestão do campo de batalha, aumentando a velocidade da chamada “cadeia de ataque” (“kill chain”), processo que vai da detecção até a destruição de alvos.
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Ilustração/Gemini
Como funciona?
O projeto combina funções de controle aéreo de combate com sistemas de cabine de pilotagem.
O diretor do Wadhwani AI Center, Aalok Mehta, descreve o sistema como “uma sobreposição” que integra dados de sensores, imagens de satélite e informações sobre forças aliadas e inimigas.
Segundo o especialista, o Maven analisa rapidamente imagens de satélite para detectar movimentações ou identificar alvos, ao mesmo tempo em que “elabora um quadro instantâneo do teatro de operações” para definir a melhor estratégia.
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O sistema transforma “como por mágica” uma ameaça identificada em um processo de seleção de alvos, avalia as opções disponíveis e apresenta ao comando diferentes alternativas, segundo um funcionário do Pentágono em demonstração recente.
O avanço da IA generativa nos últimos anos permitiu a interação com o sistema em linguagem natural, ampliando seu uso para além de especialistas técnicos.
Essa capacidade é fornecida pelo modelo Claude, da Anthropic, mas pode ser substituída. A empresa foi sancionada pelo Pentágono após recusar o uso de suas ferramentas em ataques totalmente automatizados ou na vigilância de cidadãos americanos.
Por que o Google disse ‘não’?
As questões éticas envolvendo o uso de IA surgiram desde os primeiros anos do programa, quando o Google era o principal fornecedor.
Em 2018, mais de 3 mil funcionários da empresa assinaram uma carta aberta afirmando que o contrato ultrapassava limites éticos. Alguns engenheiros pediram demissão.
Posteriormente, o Google decidiu não renovar o contrato e publicou diretrizes que excluíam participação em sistemas de armamento.
O episódio evidenciou uma divisão no Vale do Silício entre profissionais que veem o uso militar da IA como um limite ético e autoridades que consideram a tecnologia essencial.
Recentemente, no entanto, o Google revisou sua posição e anunciou maior participação em contratos militares.
A empresa, assim como a OpenAI e a xAI, de Elon Musk, disputa a substituição do Claude no Project Maven, segundo o Pentágono.
Qual o papel da Palantir?
A Palantir, criada com apoio de recursos ligados à CIA, assumiu em 2024 o espaço deixado pelo Google.
Desde então, tornou-se a principal fornecedora do Project Maven, com sua tecnologia sendo o núcleo operacional do sistema.
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Para seu CEO, Alex Karp, o mundo se divide entre quem possui e quem não possui esse tipo de tecnologia.
Segundo ele, um sistema que reduz o tempo da “cadeia de ataque” a segundos pode tornar um adversário obsoleto.
Quais são os resultados até o momento?
O Pentágono e a Palantir não comentaram oficialmente o desempenho do Maven na guerra contra o Irã.
No entanto, o ritmo das operações militares indica que o sistema pode ter acelerado a identificação de alvos e a execução de ataques.
Nas primeiras 24 horas da Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro, forças americanas atingiram mais de mil alvos.
Um dos ataques, que atingiu uma escola instalada em um antigo prédio militar, estaria incluído nesse número, segundo diferentes veículos de imprensa. O Pentágono abriu investigação sobre o caso.
Várias explosões foram registradas nesta segunda-feira no maior complexo de gás do Irã, localizado no sul do país, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Fars. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre vítimas ou extensão dos danos. Os ataques ocorreram no complexo petroquímico de South Pars, situado na cidade de Asaluyeh, uma das áreas mais estratégicas para a produção de energia do país. Pouco antes, Israel havia anunciado a realização de ataques na região. Uma mídia local afirmou que a situação está “sob controle” e os danos sendo avaliados”.
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South Pars é considerado um dos pilares da economia energética iraniana, sendo parte do maior campo de gás natural do mundo, explorado em parceria com o Catar. A área tem relevância global por sua capacidade de produção e impacto nos mercados internacionais de energia.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira que o país realizou um “ataque poderoso” contra o maior complexo petroquímico do Irã.
“As Forças Armadas acabaram de realizar um ataque poderoso à maior instalação petroquímica do Irã, localizada em Asaluyeh — um alvo central responsável por cerca de 50% da produção petroquímica do país”, disse Katz em um comunicado em vídeo.
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Israel realizou um ataque semelhante à Zona Especial Petroquímica de Mahshahr, no sudoeste da província de Khuzestan, no sábado. Na ofensiva, cinco pessoas morreram, informou uma autoridade iraniana local.
— Neste momento, as duas instalações, que juntas representam aproximadamente 85% das exportações petroquímicas do Irã, foram retiradas de operação e não estão mais funcionando — disse Katz, e completou: — isso representa um golpe econômico severo, de dezenas de bilhões de dólares ao regime iraniano.
Nos últimos dias, Israel tem mirado setores industriais estratégicos como parte da campanha militar em andamento contra o Irã. O país também realizou ataques no mês passado ao mesmo complexo. Mais cedo, em uma postagem repleta de palavrões nas redes sociais, Trump prometeu atacar as pontes e usinas de energia do Irã.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques israelenses destruíram cerca de 70% da capacidade de produção de aço do Irã, comprometendo significativamente a capacidade de Teerã de fabricar armas.
O aço é um material estrategicamente importante, utilizado na produção industrial e militar, inclusive em mísseis, drones e navios. Katz disse também que ele e Netanyahu ordenaram às forças armadas “continuar atacando com força total a infraestrutura nacional do Irã”.
Atualizações da guerra
Israel atacou também o sul do Beirute nesta segunda. A ofensiva atingiu os subúrbios do sul de Beirute, enquanto o exército de Israel afirmava estar mirando o Hezbollah. Os ataques israelenses no Líbano no domingo mataram pelo menos 15 pessoas e feriram 39, segundo autoridades libanesas.
EUA e Irã receberam entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira um plano de cessar-fogo em duas etapas elaborado pelo Paquistão, afirmou uma fonte ouvida pela agência Reuters, com previsão de um fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
O processo diplomático ocorre enquanto novos ataques são registrados por toda a região, com mortes confirmadas em Israel e na nação persa nesta segunda, e com o prazo do ultimato dado pelo presidente americano, Donald Trump, para a reabertura de Ormuz, até às 21h de terça-feira (horário de Brasília), quase chegando ao fim.
Embora as autoridades americanas não tenham se pronunciado sobre a proposta, o governo do Irã se referiu a termos transmitidos pelo Paquistão e rejeitou qualquer hipótese de cessar-fogo temporário, acrescentando que uma resposta será encaminhada a Islamabad incluindo suas próprias demandas, como o fim definitivo das hostilidades.
Um voo da Caribbean Airlines com destino a Nova York transformou-se em uma sala de parto improvisada na manhã de sábado (4), quando uma passageira entrou em trabalho de parto pouco antes da aterragem. A bolsa da mulher se rompeu ainda durante o trajeto, levando a tripulação a solicitar prioridade para o pouso.
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A aeronave, identificada como voo 005, partiu de Kingston, na Jamaica, e pousou no Aeroporto Internacional John F. Kennedy pouco antes do meio-dia (horário local). Durante a aproximação final, o bebê nasceu a bordo, antes mesmo de o avião tocar o solo.
De acordo com áudio do controle de tráfego aéreo obtido pela CBS News, um membro da tripulação informou a situação de emergência: “Temos uma passageira grávida que está entrando em trabalho de parto neste momento”. Em resposta, controladores confirmaram que equipes médicas estariam posicionadas no portão de desembarque. Em tom descontraído, um dos profissionais ainda sugeriu: “Diga a ela que ela tem que dar o nome de Kennedy”.
“A companhia aérea elogia o profissionalismo e a resposta ponderada de sua tripulação, que lidou com a situação de acordo com os procedimentos estabelecidos, garantindo a segurança e o conforto de todos a bordo”, disse a Caribbean Airlines, em parte, em um comunicado.
Nascimento em altitude levanta questões sobre cidadania
O estado de saúde da mãe e do recém-nascido não foi divulgado pelas autoridades. Casos como esse, embora raros, não são inéditos. No verão passado, uma mulher tailandesa deu à luz durante um voo da Air India, a cerca de 35 mil pés de altitude, antes de a aeronave pousar em Mumbai.
Especialistas apontam que, em geral, a nacionalidade do bebê segue a dos pais. No entanto, quando o nascimento ocorre em espaço aéreo de países que adotam o princípio do “direito de solo”, como os Estados Unidos, pode haver possibilidade de concessão de cidadania local. O país de registro da companhia aérea também pode influenciar no reconhecimento legal da nacionalidade da criança.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um navio de guerra dos Estados Unidos, alegando que a ofensiva obrigou a embarcação a se retirar. Segundo um comunicado divulgado pela agência estatal Fars, o porta-aviões e navio de assalto anfíbio LHA-7 USS Tripoli foi atingido por “mísseis iranianos extremamente rápidos”.
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De acordo com a GRI, o ataque forçou o navio a recuar para o interior do oceano Índico meridional. O comunicado não especifica o local nem o momento em que o alegado ataque teria ocorrido.
Até o momento, os Estados Unidos ainda não reagiram às alegações iranianas sobre o ataque.
Conheça o USS Tripoli
Com quase 260 metros de comprimento e deslocamento de aproximadamente 45 mil toneladas, o USS Tripoli funciona como um porta-aviões de pequeno porte, equipado com caças furtivos F-35, aeronaves de transporte MV-22 Osprey e embarcações de desembarque capazes de levar tropas diretamente à costa.
O navio de assalto anfíbio USS Tripoli, da Marinha dos EUA, em San Diego, na Califórnia
Divulgação: Marinha dos Estados Unidos da América
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Em março, a embarcação ganhou notoriedade após ser identificada na costa asiática, perto de Singapura, quando estava a caminho do Oriente Médio. Segundo três autoridades familiarizadas com o planejamento, o USS Tripoli transportava, à época, tropas da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros (MEU), baseada em Okinawa, no Japão.
A unidade, composta por cerca de 2.200 militares, foi mobilizada pelo Pentágono como força de resposta rápida, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o destino exato ou a missão.
Dentre as características estratégicas do USS Tripoli estão a alta capacidade de mobilização e de navegação, que pode chegar a vinte nós. A velocidade chegou inclusive a ‘batizar’ não-oficialmente o navio, que é conhecido como o ‘relâmpago dos mares’
Encomendado em 1966 e entregue à Marinha dos Estados Unidos em 1981, o USS Tripoli é o principal de um grupo anfíbio de prontidão, que normalmente inclui os navios de transporte USS New Orleans e USS San Diego.

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