Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Nos dias 8 e 9 de abril, as chancelarias dos países banhados pelo oceano Atlântico no Hemisfério Sul vão se encontrar no Rio de Janeiro na 9ª Reunião Ministerial da Zopacas – sigla para a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

A Zopacas é um mecanismo diplomático criado em 1986 pelas Nações Unidas para manter a região livre de armas de destruição nuclear ou de destruição de massa. Formam a zona de paz e cooperação, Brasil, Argentina e Uruguai e mais 21 países da costa oeste africana – do Senegal até a África do Sul.

Notícias relacionadas:

Conforme tem sido em 40 anos de existência, o país que sedia a reunião ministerial da Zopacas assume a presidência do mecanismo por dois ou três anos. O Brasil sucederá Cabo Verde.

Afastados perigos de conflito bélico entre 24 países da região, a expectativa da chancelaria brasileira é incrementar a cooperação.

“São 40 anos em que os países das Nações Unidas, por consenso, têm repetido essa declaração [da região sem armas de grande potencial destrutivo]. No entanto, [a Zopacas é também uma zona de paz e cooperação. E esse aspecto de cooperação, no nosso entendimento, não desenvolveu todo o potencial que tinha que desenvolver”, avalia o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores.

Três documentos

De acordo com o diplomata, os países deverão assinar três documentos no Rio: convenção sobre o ambiente marinho; estratégia de cooperação, estabelecendo três áreas de atuação (subdividida em 14 áreas temáticas); e Declaração do Rio de Janeiro, de teor político.

Apesar de ser uma “declaração política”, o embaixador Carlos Bicalho descarta que nos 30 a 40 parágrafos do texto em preparação haja referências aos conflitos no Oriente Médio ou no Leste Europeu. “Não se deve esperar declarações sobre todos os eventos da atualidade”, disse.

A reunião ministerial da Zopacas, no entanto, deve “reiterar e manter claro que esta é uma região pacífica e que os próprios países da região são capazes e interessados em mantê-la como uma região de paz e segurança” e “evitar que potências extrazona tragam os seus conflitos, os seus problemas para cá”, acrescentou o diplomata em briefieng com a imprensa no Palácio do Itamaraty, no início da tarde de hoje em Brasília.

A expectativa do Ministério das Relações Exteriores é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do encerramento da reunião.

A apresentadora de TV dos Estados Unidos Savannah Guthrie retornou ao programa “Today”, da rede NBC, na manhã desta segunda-feira (6). Ela estava afastada desde o início de fevereiro, quando ocorreu o desapareciemento de sua mãe, Nancy Guthrie.
Guerra: Zelensky propõe interromper ataques ao setor energético em negociação com Rússia
Ilegal: Congressistas democratas dos EUA denunciam ‘bombardeio econômico’ contra Cuba após visitar Havana
Até o momento, a principal hipótese é de que a idosa tenha sido sequestrada de sua casa em Tucson, Arizona, na noite de 31 de janeiro ou na madrugada de 1º de fevereiro.
Savannah retornou nesta segunda como coapresentadora. Assim que começou o programa, na bancada, a apresentadora disse que “era bom estar em casa”. Ela usava um vestido amarelo, que lembrava as flores e fitas amarelas colocadas na casa de sua mãe — símbolos de esperança para uma pessoa desaparecida, destacou a CNN.
Initial plugin text
Do lado de fora do estúdio, os fãs exibiam cartazes de apoio. Em sua conta oficial no Instagram, a apresentadora compartilhou alguns desses momentos. Em um momento ela disse: “Vocês foram maravilhosos. Recebi tantas cartas, tantas demonstrações de carinho para mim e para toda a minha família”.
Initial plugin text
Savannah é uma das apresentadoras do popular programa “Today” da NBC News, lançado em 1952, um dos programas americanos de maior duração ainda no ar.
Ajuda internacional: Rússia prepara envio de segundo petroleiro para Cuba, apesar de bloqueio imposto pelos EUA
Bilhete de resgate
No início de fevereiro, o FBI indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento. As imagens divulgadas no último dia 10 pela corporação mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa da idosa.
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera. As autoridades locais relataram, dias após o desaparecimento, que câmera da campainha da casa de Nancy foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
O software detectou a presença de uma pessoa menos de 30 minutos depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
Cerca de 10 dias depois do sumiço de Nancy, autoridades dos Estados Unidos detiveram para interrogatório um homem suspeito pelo sequestro. À época, o homem negou que conhecesse a idosa e foi logo liberado, segundo o jornal The New York Times.
No início das investigações, a família já tinha divulgado que temia pela vida da idosa caso ela não seguisse o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.
Antes de o desaparecimento de Nancy completar um mês, a apresentadora foi a público anunciar que sua família oferecia até US$ 1 milhão por informações que levem ao resgate de sua mãe. Acredita-se que Nancy Guthrie tenha sido sequestrada de sua casa.
Uma celebração de casamento acabou fechando uma das pistas do Aeroporto de Orly, no sul de Paris, no último domingo (5). Ao se aproximar da pista para o pouso, um piloto observou pequenas explosões e fumaça, o que fez com que ele arremetesse e precisasse continuar sobrevoando a cidade, como medida de segurança, segundo o portal de notícias francês Le Parisien.
Ao reportar o caso para a torre de comando, a pista 3 do aeroporto foi fechada e permaneceu sem pousos por aproximadamente uma hora e meia. O voo que vinha de Viena, na Itália, acabou pousando em outra pista, que normalmente é usada apenas para decolagens naquele horário.
Tratava-se de uma procissão que saíra de um casamento e circulava pelas ruas próximas: 8-Mai-1945 em Villeneuve-le-Roi, soltando fogos. Uma patrulha policial foi deslocada para o local onde acreditava-se que os fogos de artifício estavam sendo disparados. Embora não tenham encontrado os convidados da celebração, uma testemunha mostrou um vídeo que havia feito do momento, onde aparecem carros com indivíduos que disparavam morteiros para o alto.
A testemunha ainda informou que contou cerca de 15 veículos, entre carros e quadriciclos. A polícia local investigará o caso para encontrar os autores dos disparos.
O trajeto feito pelo avião da EasyJet que vinha de Viena precisou arremeter por conta de fogos de artifício disparados perto da pista
Reprodução/Flightradar24
Ao site, a companhia aérea EasyJet informou que os passageiros ficaram em segurança durante toda a operação.
“Em nenhum momento a segurança dos passageiros a bordo foi comprometida. Os pilotos são altamente qualificados para realizar arremetidas como precaução e de acordo com nossos procedimentos, e o voo pousou normalmente. Em nenhum momento a aeronave foi atingida por qualquer projétil”, destacou a nota.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “todo” o Irã poderia ser “eliminado” até a noite de terça-feira. A nova ameaça do líder americano menciona o ultimato mais recente de Washington a Teerã para que o país persa permita a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima essencial para o comércio global, cujo fechamento por parte do Irã tem afetado principalmente o mercado mundial de combustíveis.
— Todo o país poderia ser eliminado em uma noite, e essa noite pode muito bem ser amanhã (terça-feira) — afirmou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Entenda: Guerra no Irã ameaça segurança alimentar global e pode deixar mais 45 milhões de pessoas em situação de fome aguda
Leia mais: Trump coleciona ameaças de cometer crimes de guerra no Irã, avaliam especialistas
Ao lado de Trump durante um pronunciamento à imprensa, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu, como fez na semana passada, que haveria “mais ataques ao Irã hoje do que ontem”, e mais “amanhã do que hoje”. Isso sugere pelo menos uma escalada a curto prazo, para pressionar a República Islâmica, como Trump disse na segunda-feira, a “pedir rendição”. A estratégia ainda não funcionou, mas Hegseth pareceu indicar que o governo continuava a seguir esse plano.
— Escolha com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras — alertou ele aos iranianos.
Initial plugin text
As declarações acontecem em meio a notícia de que EUA e Irã receberam, entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira, um novo plano de cessar-fogo em duas etapas, elaborado pelo Paquistão, de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters. A proposta prevê o fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
Trump chegou a dizer que o plano de paz era um “passo muito significativo” para o fim do conflito no Oriente Médio, embora os termos ainda não fossem os ideais. O Irã, por sua vez, rejeitou qualquer termo que inclua um cessar-fogo parcial, e não um fim definitivo para as hostilidades e garantias de uma não retomada.
‘Crimes de guerra’
No sábado, Trump prometeu desatar “o inferno” sobre a nação persa, caso a liderança de Teerã não concordasse com um cessar-fogo ou uma abertura do Estreito de Ormuz — cujo fechamento quase total elevou o preço global do barril de petróleo para mais de 100 dólares. Um navio turco conseguiu cruzar a região nesta segunda, em uma rara exceção.
— Eles não terão pontes, eles não terão centrais elétricas, eles não terão nada. Eu não vou me aprofundar, porque existem opções muito piores que essas duas — disse o republicano nesta segunda-feira.
As ameaças de atingir áreas civis deliberadamente provocaram reação por parte de autoridades iranianas e especialistas e aliados dos EUA, que afirmam que o presidente tem ameaçado com frequência cometer crimes de guerra. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse mais cedo na segunda-feira que se o presidente americano concretizasse as ameaças estaria violando o direito internacional.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Gharibabadi nas redes sociais. “Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.
A missão Artemis II, da Nasa, alcançou a maior distância já atingida por humanos no espaço na tarde desta segunda-feira, por volta das 14h58 (horário de Brasília). A tripulação superou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970, que havia chegado a cerca de 400 mil km da Terra. O feito representa um momento-chave no retorno dos Estados Unidos ao satélite natural do nosso planeta.
Entenda passos anteriores: Artemis II inicia fase final antes de sobrevoo lunar
Vídeo: Nasa transmite ‘banho espacial’ de astronauta na Artemis II e web reage: ‘Em ótima forma’
Após iniciar os protocolos de sua fase final, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion ingressaram na esfera gravitacional lunar na madrugada desta segunda-feira. Agora, a missão deve alcançar aproximadamente 407 mil km de distância da Terra.
Ao atingir o recorde histórico, o astronauta Reid Wiseman, comandando da Artemis II, falou sobre esse marco:
— Estamos honrando os feitos de quem veio antes e indo ainda mais longe no espaço antes de voltar para a Terra.
O ponto máximo da trajetória ocorrerá durante o sobrevoo do lado oculto da Lua, a aproximadamente 4.000 milhas da superfície, quando o satélite bloqueará temporariamente as comunicações com a Terra. Nesse período, a tripulação ficará em completa escuridão. A interrupção está prevista para a noite desta segunda-feira, por volta de 19h47 no horário de Brasília.
A perda de contato é considerada um dos momentos mais delicados da viagem e será acompanhada com tensão pelas equipes em terra. Durante esse intervalo, a comunicação constante com Houston, no Texas, principal elo com o planeta, será suspensa.
Artemis II: De e-mail travado a sono ‘de morcego’, confira alguns ‘perrengues’ da missão rumo à Lua
O piloto da missão, Victor Glover, afirmou que a tripulação pretende aproveitar o momento de isolamento. Segundo ele, os astronautas planejam usar o período para reflexão, com orações e pensamentos positivos, enquanto aguardam o restabelecimento do contato.
— Quando estivermos atrás da Lua, sem contato com ninguém, vamos aproveitar isso como uma oportunidade — disse. Vamos rezar, ter esperança, enviar bons pensamentos e sentimentos para que possamos restabelecer o contato com a tripulação.
O lado ‘claro’ da Lua
Reprodução
A situação remete a um desafio histórico das missões Apollo. Na Apollo 11, o astronauta Michael Collins permaneceu no módulo de comando enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin estavam na superfície lunar. Durante a passagem pelo lado oculto, ele ficou sem comunicação por 48 minutos e descreveu a experiência como estar “verdadeiramente sozinho” e “isolado de qualquer forma de vida conhecida”, embora também tenha relatado tranquilidade.
Como astronautas vão ao banheiro? Nasa investiu R$ 118 milhões em sanitário espacial da missão Artemis II
Initial plugin text
Na Terra, o período de silêncio será acompanhado com expectativa. A estação de Goonhilly, na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, terá papel importante ao captar sinais da cápsula Orion, determinar sua posição e enviar dados à NASA. O diretor de tecnologia da instalação, Matt Cosby, afirmou que a equipe ficará apreensiva durante a perda de sinal, mas destacou que o retorno da comunicação indicará que todos estão seguros:
— Esta é a primeira vez que estamos rastreando uma espaçonave com humanos a bordo — afirmou. — Vamos ficar um pouco nervosos quando ela passar por trás da Lua, e depois ficaremos muito empolgados quando a virmos novamente, porque saberemos que todos estão seguros.
Artemis II: Missão retoma corrida à Lua com foco em ciência e disputa com a China
Ele também ressaltou que a limitação na comunicação ainda é um desafio para futuras missões, especialmente para uma presença humana sustentável na Lua, que exigirá cobertura contínua, inclusive no lado oculto. A Agência Espacial Europeia desenvolve o programa Moonlight, que prevê uma rede de satélites ao redor da Lua para garantir comunicação permanente.
— Para uma presença sustentável na Lua, você precisa de comunicação completa, precisa de 24 horas por dia, mesmo no lado oculto, porque esse lado também deverá ser explorado — afirmou.
‘Pensando em você, Terra’: Nasa divulga novas imagens da Missão Artemis II, a primeira em direção à Lua em cinco décadas
Com duração estimada de 10 dias, a Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa Artemis, iniciativa que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar até 2028 e estabelecer uma presença contínua como preparação para futuras missões a Marte.
O sobrevoo lunar, previsto para começar na tarde desta segunda-feira e durar cerca de seis horas, permitirá aos astronautas capturar imagens detalhadas da Lua e da Terra, incluindo um raro registro do planeta surgindo no horizonte lunar.
A missão é acompanhada por uma equipe de cientistas no Centro Espacial Johnson, que analisa os dados e observações coletados durante esta etapa crítica do voo.
Galerias Relacionadas
Uma cena inusitada chamou a atenção no Aeroporto Internacional Charlotte-Douglas, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Pouco antes da decolagem, a equipe identificou um enxame de abelhas que se instalou em um dos motores do avião, o que teria atrasado o voo em pelo menos uma hora. O vídeo publicado pela emissora de televisão americana ABC mostra um funcionário do aeroporto, sem as tradicionais roupas que protegem de ferroadas dos insetos, retirando o enxame, em cima de uma escada.
Artemis II: Missão entra em órbita lunar e se prepara para recorde histórico de distância da Terra; entenda
Quer acompanhar a Artemis II? Veja radar 3D em tempo real de missão que levará seres humanos à Lua
Nas imagens, ele usa uma espátula metálica para raspar as abelhas de uma parte da turbina. Ele leva também uma caixa de madeira, equipamento tradicional usado por apicultores, onde as colmeias são cultivadas. A operação foi observada pelos passageiros, que já estavam a bordo. O vídeo publicado pela emissora foi filmado de uma das janelas do avião.
Initial plugin text
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira uma descrição detalhada da busca realizada durante o fim de semana pelo oficial da Força Aérea cujo caça foi abatido na semana passada. Segundo o presidente americano, as forças americanas usaram 155 aeronaves militares na operação de busca e resgate pelo oficial desaparecido, que se escondeu por 40 horas das forças iranianas.
“Grande parte disso foi subterfúgio”, disse Trump, descrevendo parte do objetivo como sendo confundir as forças iranianas sobre o paradeiro do oficial. “Queríamos que eles procurassem em áreas diferentes”. Ele disse que haviam considerado sete locais distintos.
Trump reconheceu que, como foi noticiado no fim de semana, os militares dos EUA tiveram dificuldades para decolar com seus aviões após o resgate do oficial e foram forçados a destruí-los para evitar que caíssem em mãos iranianas. As forças de busca e resgate foram então substituídas por “aviões mais rápidos e leves”, disse o presidente.
Durante o pronunciamento a jornalistas na Casa Branca, Trump reiterou suas ameaças contra Teerã pela reabertura do Estreito de Ormuz e declarou que “o país inteiro pode ser derrotado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”. Seu mais recente ultimato para que o Irã chegue a um acordo é terça-feira, às 20h (21h no horário de Brasília).
Também nesta segunda-feira, o presidente dos EUA afirmou que enviou armas para manifestantes no Irã, mas assegurou que um “certo grupo de pessoas” as havia confiscado, após acusar os curdos no domingo de terem feito o mesmo.
“Enviamos armas, muitas armas, que deveriam ir para os (iranianos) para que pudessem lutar contra aqueles bandidos” no governo, disse o presidente americano a repórteres na Casa Branca.
“Sabe o que aconteceu? As pessoas para quem as enviamos as mantiveram. (…) Então, estou muito irritado com um certo grupo de pessoas e eles vão pagar um preço alto por isso”, advertiu.
Initial plugin text
No domingo, Trump afirmou que grupos curdos que desafiam o regime iraniano haviam se apropriado das armas enviadas para os manifestantes em uma conversa telefônica com um repórter da Fox News, que posteriormente transmitiu suas declarações ao vivo.
(Com AFP e New York Times)
A guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a atingir um ponto sensível na madrugada desta segunda-feira, ao alcançar a infraestrutura que sustenta a principal fonte de receita de Moscou. Em uma nova ofensiva com drones, forças ucranianas miraram portos, terminais petrolíferos e refinarias estratégicas, enquanto ataques russos deixaram mortos e ampliaram os danos a áreas civis ucranianas.
Veja também: Ataque russo contra mercado deixa cinco mortos na Ucrânia; Kiev bombardeia o sul da Rússia
Número recorde: Estudo revela que Rússia lançou mais de 6 mil drones contra a Ucrânia em março
Segundo o Ministério da Defesa russo, drones ucranianos atingiram o terminal marítimo do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, em Novorossiysk, no sul do país. O ataque danificou estruturas de amarração e um terminal de carga e descarga, além de provocar incêndios em quatro tanques de armazenamento de derivados de petróleo. A informação foi divulgada em comunicado oficial e não teve comprovação visual independente até o momento.
O terminal integra a operação do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), responsável por cerca de 1% do fornecimento global de petróleo e por aproximadamente 80% das exportações do Cazaquistão. Entre os acionistas estão empresas como Chevron e ExxonMobil.
Initial plugin text
Em paralelo, autoridades ucranianas afirmaram ter atingido instalações no terminal de Sheskharis, também localizado em Novorossiysk, com registro de “impactos diretos” e incêndio de grandes proporções. Já o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, confirmou danos a edifícios residenciais após a ofensiva, com oito feridos, incluindo duas crianças, mas não confirmou oficialmente os danos ao terminal citado pelos ucranianos.
Também durante a mesma noite, ainda em território russo, a Ucrânia teria ampliado o alcance da ofensiva ao atacar meios militares no Mar Negro. Segundo relatos iniciais, drones atingiram uma fragata russa equipada com mísseis de cruzeiro Kalibr — usados com frequência contra cidades ucranianas — no porto de Novorossiysk. A embarcação apontada é a “Admiral Grigorovich”, embora análises independentes indiquem que o alvo pode ter sido outra fragata da mesma classe, como a “Admiral Makarov” ou a “Admiral Essen”.
Ucrânia atinge fragata russa com drones no Mar Negro e amplia ofensiva a alvos estratégicos
Reprodução: Forças Armadas da Ucrânia
O ataque, conduzido por unidades especializadas em sistemas não tripulados, também teria atingido a plataforma de perfuração offshore Sivash, indicando a ampliação da estratégia ucraniana para além de infraestrutura energética, incluindo ativos militares e logísticos. A extensão dos danos ainda é incerta.
Pressão sobre exportações e impacto econômico
A nova onda de ataques ocorre em meio a uma estratégia mais ampla de Kiev para atingir o setor energético russo — considerado fundamental para financiar o esforço de guerra. Dados compilados pela Bloomberg indicam que, após ofensivas recentes, as exportações de petróleo da Rússia caíram de 4,072 milhões para 2,318 milhões de barris por dia na última semana de março, uma redução de 43%.
Portos-chave como Primorsk e Ust-Luga, no Mar Báltico, também foram afetados. Segundo a Reuters, o terminal de Primorsk — com capacidade de cerca de 1 milhão de barris diários — registrou vazamentos após ser atingido por estilhaços de drones. Já a refinaria NORSI, na região de Nizhny Novgorod, pegou fogo após ataques que atingiram duas de suas unidades. A planta é a quarta maior refinaria da Rússia e uma das principais produtoras de gasolina do país.
Kremlin: Pela terceira vez desde o início da guerra, Rússia afirma ter o controle total de Luhansk, na Ucrânia
Imagens de satélite indicam que Primorsk já havia perdido cerca de 40% de sua capacidade de armazenamento após ataques anteriores em março. No mesmo período, a interrupção das operações em portos e oleodutos chegou a paralisar até um quinto da capacidade de exportação russa.
Escalada simultânea e impacto civil
Enquanto isso, em território ucraniano, a Rússia intensificou os bombardeios contra áreas civis. De acordo com a AFP, um ataque russo com drones à cidade portuária de Odessa deixou três mortos — entre eles uma criança de dois anos — e ao menos 16 feridos.
Petroleiro russo Anatoly Kolodkin
Yamil Lage / AFP
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que, apenas na última semana, a Rússia lançou mais de 2,8 mil drones, cerca de 1.350 bombas planadoras e mais de 40 mísseis contra o país. Os ataques atingiram diferentes regiões e comprometeram o fornecimento de energia, deixando mais de 300 mil residências sem eletricidade, segundo autoridades locais.
Número recorde: Estudo revela que Rússia lançou mais de 6 mil drones contra a Ucrânia em março
Ainda de acordo com Zelensky, 11 pessoas foram hospitalizadas em Odessa após o ataque mais recente, incluindo uma mulher grávida e duas crianças. Empresas do setor energético informaram que milhares de moradores ficaram sem luz após danos à infraestrutura.
Para Kiev, atingir portos, refinarias e oleodutos representa uma forma de reduzir a capacidade financeira da Rússia de sustentar a guerra. Moscou, por sua vez, acusa a Ucrânia de tentar desestabilizar o mercado global de energia e interromper o fornecimento para a Europa.
Além dos impactos militares, a escalada já provoca efeitos no mercado internacional. Segundo o Financial Times, o porto de Ust-Luga — responsável por cerca de 8% das exportações globais de nafta — registrou queda de aproximadamente 70% nos embarques após os ataques mais recentes.
Dois congressistas democratas dos Estados Unidos se reuniram em Havana com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na primeira visita de membros do Congresso desde que Washington impôs um bloqueio petrolífero contra a ilha, uma medida que qualificaram como um “bombardeio econômico”. Os representantes americanos Pramila Jayapal e Jonathan Jackson concluíram no domingo uma viagem de cinco dias a Cuba, em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre o governo comunista.
Ajuda internacional: Rússia prepara envio de segundo petroleiro para Cuba, apesar de bloqueio imposto pelos EUA
Crise: Hospital infantil de Cuba reduz atendimentos e prioriza pacientes graves
O presidente cubano publicou nesta segunda-feira fotos de seu encontro com os legisladores na rede social X. Díaz-Canel afirmou que, durante a reunião, denunciou “o dano criminoso” causado pelo bloqueio americano, assim como as “ameaças de ações ainda mais agressivas” por parte de Washington. O mandatário, que confirmou em março que funcionários de Cuba e dos EUA mantêm conversas, reiterou a disposição de seu governo em manter um diálogo “sério e responsável” e “encontrar soluções para as diferenças existentes”.
Em um comunicado, os congressistas americanos destacaram que o bloqueio petrolífero de fato imposto em janeiro por Trump é “ilegal” e está “provocando um sofrimento incalculável ao povo cubano”.
— Isso constitui uma punição coletiva cruel. Na prática, um bombardeio econômico à infraestrutura do país, que provocou danos irreparáveis. Deve cessar imediatamente — acrescentaram.
Trump impede as exportações de petróleo para Cuba após as forças americanas derrubarem, no início de janeiro, o presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro, até então o principal aliado de Havana, e ameaçarem com tarifas os países que enviarem petróleo para Cuba. A medida aprofundou a crise energética em Cuba, que sofreu apagões frequentes. Na semana passada, o presidente americano abriu uma exceção ao permitir que um petroleiro russo entregasse 730 mil barris de petróleo a Cuba, o primeiro carregamento a chegar à ilha em três meses.
Initial plugin text
Em uma entrevista ao “Belly of the Beast”, um meio digital americano focado em Cuba, Jayapal relatou que eles visitaram um hospital maternidade onde viram bebês prematuros em incubadoras.
— É como um ato de guerra, porque nos recusamos a permitir que chegue combustível para alimentar os geradores, para levar medicamentos às pessoas, para que os médicos e profissionais de saúde possam ir ao hospital — comentou. — É pura crueldade e punição coletiva — acrescentou Jayapal.
Os congressistas americanos destacaram que o governo de Cuba permitiu que investigadores do FBI, a polícia federal americana, visitassem Havana na semana passada para realizar uma investigação independente sobre um tiroteio fatal que envolveu uma embarcação com matrícula dos Estados Unidos. O governo de Díaz-Canel indultou mais de 2 mil presos na semana passada, mas nenhum preso político, de acordo com ONGs de direitos humanos.
A missão Artemis II realizará seu histórico sobrevoo lunar com transmissão ao vivo para todo o mundo. O evento começa às 15h45 (horário de Brasília) e poderá ser acompanhado em diversas plataformas, incluindo o canal oficial da NASA no YouTube e serviços de streaming como Netflix e Amazon. A cobertura contará com análises técnicas e comentários dos próprios astronautas sobre a trajetória da cápsula Orion.
Leia: IA do Pentágono acelera ataques na guerra contra o Irã; entenda o ‘Project Maven’
Veja também: Israel lança novo ataque contra principal complexo de gás do Irã
Horário do sobrevoo da missão Artemis II
Início: 15h45 (horário de Brasília)
Fim: 22h20 (horário de Brasília)
Onde assistir ao vivo à missão Artemis II
A transmissão oficial da NASA conta com comentários de especialistas e dos astronautas. Você pode acompanhar pelos seguintes canais:
YouTube: Canal oficial da NASA (NASA TV).
Streaming: NASA+, Amazon e Netflix.
Site oficial: nasa.gov.
Transmissão ao vivo
Devido à distância, a Nasa alertou que a qualidade da transmissão ao vivo poderá ser comprometida em alguns momentos.
Artemis II inicia fase final antes de sobrevoo lunar
Reprodução
Silêncio absoluto
Haverá um período de cerca de 40 minutos durante o qual a comunicação com a Artemis II será perdida, enquanto os astronautas sobrevoam o lado oculto da Lua.
— Será emocionante, de uma forma um tanto assustadora — disse Derek Buzasi, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Chicago, à AFP.
Initial plugin text
Marcos históricos
Pela primeira vez, uma mulher, Christina Koch; um homem negro, Victor Glover; e um não americano, o canadense Jeremy Hansen, alcançarão a Lua. Até agora, apenas os astronautas das missões Apollo haviam alcançado o satélite, entre 1968 e 1972.
Pouco depois de iniciarem seu sobrevoo, a tripulação da Artemis II também estará à maior distância da Terra já alcançada por um ser humano: 406.772 quilômetros. Sendo assim, eles superarão em 6.600 quilômetros o recorde da Apollo 13.
Missão Artemis III irá à Lua após mais de 50 anos e contará com módulo de pouso lunar da SpaceX
Editoria de Arte / O Globo
Como uma bola de basquete
As missões Apollo sobrevoaram a superfície lunar a cerca de 110 quilômetros de distância, mas a tripulação da Artemis II chegará a 6.500 quilômetros em seu ponto mais próximo.
A espaçonave seguirá uma trajetória cuidadosamente planejada para dar a volta na Lua sem entrar em sua órbita. Essa distância permitirá que os astronautas vejam toda a superfície lunar, incluindo regiões próximas aos seus dois polos.
Eles verão o satélite “mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete vista com o braço estendido”, explicou à AFP Noah Petro, diretor do Laboratório de Geologia Planetária da Nasa.
O lado oculto da Lua
A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem.
Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da Nasa esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua.
Eclipse solar
Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista.
Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso e também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar.
‘Nascer da Terra’
Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso “Nascer da Terra” (“Earthrise”, em inglês), fotografado pela missão Apollo 8 em 1968.
O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress