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As negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos se aproximam de “uma etapa crítica”, afirmou nesta terça-feira o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, em meio à intensificação dos confrontos na região.
“Os esforços positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão (…) para encerrar a guerra estão se aproximando de uma etapa crítica e delicada”, escreveu o diplomata na rede social X.
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Enquanto as tratativas avançam, o cenário militar se agrava. O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques aéreos “com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã”. Explosões foram ouvidas “em algumas áreas de Teerã e Karaj”, segundo as agências Mehr e Fars.
Em resposta, Israel informou que “detectou mísseis lançados a partir do Irã” e que sua defesa aérea estava em operação. A Arábia Saudita declarou ter interceptado sete mísseis balísticos direcionados ao leste do país, com destroços caindo “perto de infraestruturas elétricas”, segundo o Ministério da Defesa.
Civis atingidos e temor regional
A escalada também atingiu civis e estruturas fora dos principais campos de batalha. Um drone “procedente do Irã” matou um casal ao atingir uma residência no Curdistão iraquiano, segundo autoridades locais.
Na Arábia Saudita, ataques noturnos atingiram um complexo petroquímico na cidade industrial de Jubail, de acordo com uma fonte local. Já em Teerã, uma sinagoga foi “totalmente destruída” por bombardeios israelenses e americanos, segundo a agência Mehr e o jornal Shargh. “Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (…) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã”, informou o jornal.
Diante do avanço das operações, Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem. “Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21h00, horário do Irã”, informaram as forças militares em mensagem em persa. “Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo”, acrescenta o comunicado.
Os efeitos da crise provocam medidas em países vizinhos. A ligação terrestre entre Arábia Saudita e Bahrein foi temporariamente fechada. “O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso como medida de precaução”, informou a autoridade responsável.
Ameaça de Trump
No plano diplomático, o Japão tenta ampliar a articulação. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou “preparativos” para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países”, declarou.
Na véspera, Trump elevou o tom ao afirmar que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, em referência a um ultimato ligado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também disse que Washington tem capacidade de destruir pontes e usinas de energia do país em “quatro horas”.
O Exército iraniano reagiu e afirmou que a “retórica arrogante” do presidente americano não altera seus planos.
Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico na cidade de Jubail, no leste do país, provocando incêndio e fortes explosões, segundo uma fonte local ouvida pela AFP nesta terça-feira.
— Um ataque provocou um incêndio nas plantas da SABIC em Jubail. Os sons das explosões foram muito fortes — afirmou a fonte, em referência à Saudi Basic Industries Corporation.
O episódio ocorreu horas após bombardeios contra instalações semelhantes no Irã, em meio à escalada de tensões na região.
Jubail abriga um dos maiores centros industriais do mundo, com produção de aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.
Quase dois séculos depois de sua descoberta, um dos organismos mais enigmáticos da pré-história voltou ao centro do debate científico e pode desafiar o que se conhece sobre a evolução da vida na Terra. Novas análises indicam que o Prototaxites, que viveu há cerca de 400 milhões de anos, talvez não pertença a nenhum dos grandes grupos atuais, nem plantas, nem animais, nem fungos.
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Descrito pela primeira vez no século XIX, o organismo já foi interpretado como tronco de árvore em decomposição, líquen e até um tipo de fungo gigante. Com até nove metros de altura, ele se destacava na paisagem do período Devoniano, quando as plantas ainda não passavam de um metro.
Agora, um estudo publicado na revista Science Advances sugere que essa classificação pode estar equivocada. A pesquisa analisou fósseis encontrados no Rhynie chert, uma formação rochosa conhecida pela preservação excepcional de alguns dos primeiros organismos terrestres.
“O que podemos dizer, com base nessas novas análises, é que ele é muito diferente de qualquer grupo moderno que conhecemos”, afirmou Corentin Loron, paleontólogo da Universidade de Edimburgo e um dos autores do estudo.
Um organismo fora de qualquer classificação
Os cientistas examinaram a composição química dos fósseis em busca de biomarcadores, resíduos moleculares que ajudam a identificar a natureza original dos organismos. Nos fungos, por exemplo, é comum encontrar sinais de substâncias como quitina e glucano, componentes estruturais característicos desse grupo.
No caso do Prototaxites, esses marcadores não estavam presentes.
“Se fosse um fungo, esperaríamos ver o mesmo padrão observado nos fósseis encontrados nas mesmas condições”, explicou Loron.
Além disso, a estrutura interna do organismo também chama atenção. Os fósseis revelam um sistema complexo de tubos entrelaçados, com padrões de ramificação que não correspondem a nenhum grupo conhecido. Algumas dessas estruturas podem ter funcionado na troca de gases, água ou nutrientes, mas isso ainda é incerto.
Apesar das descobertas, os próprios pesquisadores evitam conclusões definitivas. A análise foi feita com base em apenas uma das cerca de 25 espécies conhecidas de Prototaxites, o que ainda deixa margem para outras interpretações.
Para alguns especialistas, como o pesquisador Marc-André Selosse, ainda é possível que o organismo tivesse funcionamento semelhante ao de um líquen, uma associação entre fungos e algas. Outros destacam que o Prototaxites provavelmente não realizava fotossíntese, o que o aproxima, em parte, de organismos que obtêm energia a partir de matéria orgânica em decomposição.
O que permanece claro é que o organismo ocupava um papel único nos ecossistemas primitivos. Em um mundo praticamente sem árvores, essas estruturas gigantes dominavam a paisagem.
Ainda assim, perguntas fundamentais seguem sem resposta. Não se sabe, por exemplo, como o Prototaxites se fixava ao solo nem se permanecia sempre na posição vertical durante sua vida. Também há dúvidas sobre seu crescimento, que pode ter sido extremamente lento.
“Às vezes é assustador não sabermos o que algo é. Mas também é cientificamente empolgante”, afirmou Loron.
A equipe agora pretende ampliar as análises para outros fósseis semelhantes, na tentativa de entender melhor esse organismo que, mais de 400 milhões de anos depois, continua desafiando a ciência.
Um entregador de pizzas de 68 anos, nos Estados Unidos, viu sua vida mudar após um gesto simples de gentileza viralizar nas redes sociais. Dan Simpson, morador de Idaho, arrecadou mais de US$ 43 mil, cerca de R$ 222 mil, em doações depois de fazer uma entrega que chamou a atenção de milhões de pessoas.
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A história começou no fim de março, quando Simpson, que trabalha há 14 anos como entregador, percebeu que a loja onde atua estava sem a Coca-Cola Diet solicitada por um cliente. Sem obter resposta ao tentar contato, ele decidiu ir até um supermercado por conta própria e comprou o produto com o próprio dinheiro para completar o pedido.
Vídeo viral e mobilização online
A entrega foi registrada pela câmera da casa do cliente, Brian Wilson, que compartilhou o vídeo no TikTok. As imagens rapidamente viralizaram, ultrapassando 2,5 milhões de visualizações e gerando uma onda de comentários elogiando a atitude do entregador.
Assista:
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Sensibilizado, Wilson criou uma campanha no GoFundMe com o objetivo de ajudar Simpson a se aposentar com mais segurança. Em poucos dias, milhares de pessoas contribuíram, elevando o valor arrecadado para mais de US$ 43 mil.
Surpreso com a repercussão, Simpson afirmou que inicialmente pensou se tratar de um golpe. “Isso não pode ser real”, disse ao jornal Idaho Statesman. O entregador destacou que não considera seu gesto algo extraordinário. “Sempre tentei ser uma pessoa legal e ajudar os outros”, afirmou.
Apesar da ajuda financeira e da proximidade da aposentadoria, Simpson afirmou que não pretende abandonar completamente o trabalho.
A missão Artemis II, que chegou nesta quinta-feira à órbita lunar e sobrevoou pela primeira vez o lado escuro do satélite natural, já se tornou um marco da história da exploração espacial. Além do pioneirismo da iniciativa e do simbolismo de uma viagem à Lua, a missão ainda possui outro elemento marcante: os trajes de sobrevivência que estão sendo utilizados pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), durante o voo. As roupas, que foram apresentados na sala de preparação do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, fazem parte de um novo modelo feito sob medida para os tripulantes do foguete SLS (Space Launch System) e da cápsula Orion.
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O programa Artemis tem como objetivo levar astronautas de volta à Lua para promover descobertas científicas, gerar benefícios econômicos e estabelecer as bases para futuras missões tripuladas a Marte.
Os trajes da Artemis II chamam atenção pela cor laranja vibrante, uma medida de segurança pensada para facilitar a visualização dos astronautas em caso de resgate. A tonalidade, conhecida como “laranja internacional”, é utilizada desde 1981 em lançamentos e reentradas, justamente por aumentar a visibilidade em situações críticas — especialmente no mar, onde equipes de resgate aéreo precisam localizar rapidamente tripulantes.
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Divulgação: Nasa
Esses momentos — lançamento e retorno à Terra — são os únicos em que haveria chance de evacuação com possibilidade de resgate. Em cenários extremos, como pousos forçados no oceano, a cor intensa ajuda a identificar astronautas à deriva.
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Além disso, os trajes contam com tiras cruzadas azuis de alta visibilidade, projetadas para oferecer pontos de apoio fáceis para equipes de resgate. Embora raras, situações de emergência já ocorreram na história da exploração espacial.
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Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em 1961, durante o Projeto Mercury, quando o astronauta Gus Grissom quase morreu afogado após a escotilha de sua cápsula se abrir inesperadamente após o pouso no mar. Na época, ele usava um traje prateado, semelhante aos utilizados por pilotos de testes de alta altitude, e não um traje laranja — padrão que só seria adotado anos depois.
Resgates em água são considerados os cenários mais prováveis, já que lançamentos e retornos costumam ocorrer próximos a regiões costeiras. Ainda assim, os astronautas são preparados para sobreviver em diferentes ambientes, como áreas tropicais e desertos, comuns nas rotas de reentrada próximas à linha do Equador.
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Seguindo essa lógica, os trajes da Artemis II foram equipados com itens de sobrevivência, como alimentos, faca, dispositivos de flutuação, espelhos de sinalização e outros suprimentos básicos. Também incluem sistemas de comunicação, resfriamento líquido e materiais resistentes ao fogo.
Diferentemente dos antigos trajes da NASA — que tinham tamanhos padronizados e ficaram conhecidos como “pumpkin suits” (trajes de abóbora) pelo formato pouco ajustado —, os novos modelos foram feitos sob medida para cada astronauta, garantindo maior conforto e eficiência.
Apesar da evolução dos trajes laranja, os tradicionais uniformes brancos continuam em uso nas caminhadas espaciais e deverão ser utilizados novamente quando astronautas voltarem à superfície lunar, previsto para 2028. A escolha da cor branca se deve à sua capacidade de refletir radiação e manter os astronautas resfriados, além de proporcionar alta visibilidade contra o fundo escuro do espaço.
Pesquisadores identificaram pela primeira vez evidências de que focas-cinzentas podem atacar golfinhos, ampliando o entendimento sobre o comportamento desses predadores marinhos e suas interações no oceano. O primeiro caso suspeito foi registrado no País de Gales há pouco mais de um mês.
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O achado, um corpo parcialmente comido de um golfinho-comum-de-bico-curto, na praia de Newgale, em Pembrokeshire, foi feito a partir da análise de golfinhos encontrados mortos, que apresentavam ferimentos compatíveis com mordidas de focas. Essas ocorrência, porém foram feitas em Devon, na Inglaterra, contou um coordenador da Marine Environmental Monitoring (MEM) à BBC. Até então, esse tipo de interação era associado quase exclusivamente a ataques contra outras espécies de mamíferos marinhos.
É comum focas-cinzentas terem em sua alimentação peixes como enguias-da-areia, bacalhau e arenque, além de lulas e crustáceos. Mas observações recentes indicam que têm cardápio mais amplo do que o esperado, incluindo animais maiores.
— Agora há evidências, tanto de observações diretas quanto de dados de encalhes, de que isso também ocorre entre focas-cinzentas e botos-comuns, e entre golfinhos-comuns — disse a Dra. Izzy Langley, da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marinhos da Universidade de St Andrews, em entrevista à BBC.
As marcas no golfinho-comum-de-bico-curto encontrado na praia do País de Gales são semelhantes às deixadas nas toninha-comum quando atacadas e mordidas por focas-cinzentas, apontou Mat Westfield, coordenador de encalhes no País de Gales da MEM. A fêmea adulta de 1,84 m de comprimento sofreu ferimentos em forma de “saca-rolhas”, quando as mordidas ficam concentradas na parte central do corpo.
— A criatura apresentava marcas de mordida nas barbatanas peitorais e ao redor das bordas da camada de gordura rasgada, que são compatíveis com marcas de mordida de foca-cinzenta — explicou o especialista à BBC.
O corpo de animal foi enviado para exames adicionais.
Os pesquisadores buscam entender como esses ataques estão ocorrendo, e se são realizados apenas por alguns indivíduos dos grupos de focas-cinzentas que habitam a região. A partir dos primeiros dados, Izzy Langley acredita poder se tratar de um comportamento adotado por machos adultos que pode ser aprendido por outros indivíduos.
Em janeiro, na costa de Dublin, Dave O’Connor, da Wolfhound Adventure Tours e do Irish Whale Dolphin Group (IWDG), fotografou uma interação entre golfinhos e focas incomuns. As imagens feitas por ele, durante uma ronda habitual para documentar a população local de toninhas resultou em fotos, no mínimo, curiosas. Ele avistou um pequeno grupo de golfinhos-comuns e, durante a observação, notou que um deles ficou parado na superfície da água, um comportamente relativamente comum como uma espécie de descanso.
“Notei então que algo mais escuro o havia agarrado e percebi que provavelmente se tratava de um ataque de foca-cinzenta. Já tinha ouvido falar desse comportamento, mas nunca imaginei que o presenciaria”, disse em relato publicado no site da IWDG.
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Os dois animais submergiram na água, e O’Connor não pôde ver o que de fato aconteceu, se foi um ataque da foca e se resultou em algum ferimento fatal. As fotos foram compartilhadas no perfil do Instagram do IWDG.
O choque energético provocado pelo conflito no Oriente Médio pegou a China, maior compradora de petróleo do mundo, de surpresa. Ainda assim, o país vinha se antecipando a uma crise desse tipo. Nos últimos anos, acumulou reservas crescentes de petróleo, investiu de forma agressiva em fontes renováveis — como solar, eólica e hidrelétrica — e passou a utilizar tecnologia para reduzir a dependência de matérias-primas importadas que abastecem sua vasta produção industrial. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os quatro astronautas da missão lunar Artemis II da Nasa concluíram suas observações da superfície lunar, incluindo o lado oculto, nesta segunda-feira e agora se preparam para retornar à Terra. Por quase 40 minutos, a tripulação da Orion — Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen — ficou completamente isolada da comunicação com a Terra enquanto passava atrás da Lua. Durante esse tempo, eles puderam testemunhar o pôr e o nascer do sol.
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“Sempre escolheremos a Terra, sempre escolheremos uns aos outros”, disse a astronauta Christina Koch, em suas primeiras palavras após a perda de sinal planejada durante o sobrevoo da espaçonave pela Lua.
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O presidente Donald Trump telefonou para os astronautas nesta segunda-feira e os parabenizou, dizendo que eles haviam feito “história”.
“Vocês são pioneiros dos tempos modernos, todos vocês”, disse Trump a eles, antes de iniciar uma conversa com a tripulação da Artemis II. “Eles têm muita coragem para fazer o que estão fazendo”, acrescentou. “Eles fizeram história e encheram toda a América de orgulho.”
Imagem da Lua feita a bordo da cápsula Orion, durante a Missão Artemis II
Nasa
No início desta segunda-feira, a tripulação da Artemis II quebrou o recorde anterior de 400.171 quilômetros, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. A missão superou a marca anterior em mais de 6.600 quilômetros, atingindo uma distância de 406.778 quilômetros.
“Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão indo além dessa fronteira”, disse Jenni Gibbons, do centro de controle da missão em Houston.
Foi uma das conquistas mais significativas da jornada até agora. O astronauta Jeremy Hansen disse que o momento tinha o propósito de “desafiar esta geração e a próxima, para garantir que este recorde não dure muito tempo.”
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Durante o sobrevoo lunar, eles estão observando a Lua de uma perspectiva única em comparação com as missões Apollo das décadas de 1960 e 1970, vendo toda a superfície circular da Lua, incluindo regiões próximas aos polos. Victor Glover descreveu o “terminador”, a linha divisória entre o dia e a noite na Lua.
“Nossa […] gostaria de ter um pouco mais de tempo para sentar aqui e descrever o que estou vendo”, disse ele, antes de esboçar um retrato vívido para os cientistas que o acompanhavam na Terra.
Os astronautas receberam treinamento em geologia para poderem fotografar e descrever características lunares, incluindo antigos fluxos de lava e crateras de impacto.
Jeremy Hansen, astronauta da Missão Artemis II, se barbeia durante viagem à Lua
Nasa
Retorno à Terra
O período de observação durante o sobrevoo lunar continuou até aproximadamente 21h20, horário do leste dos EUA (22h20 de Brasília). Perto do final do sobrevoo, os astronautas testemunharam um eclipse solar, quando o Sol passar atrás da Lua. A cápsula Orion orbitou a Lua antes de fazer uma curva em U e retornar à Terra em uma trajetória de retorno livre, uma viagem de volta que levará cerca de quatro dias.
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A missão Artemis II, liderada por Wiseman, é ainda mais histórica por incluir diversos outros marcos. Glover será a primeira pessoa negra a orbitar a Lua, Koch será a primeira mulher e o canadense Hansen, o primeiro não americano.
Homenagens Lunares
A jornada espacial desta segunda-feira incluiu um momento emocionante quando a tripulação propôs nomear duas crateras. Uma em homenagem ao apelido da espaçonave: “Integridade”. A segunda foi “Carroll”, em homenagem à falecida mulher do comandante da missão, que morreu de câncer.
“É um ponto brilhante na Lua”, disse Hansen, com a voz embargada pela emoção. “E gostaríamos de chamá-la de Carroll.”
Os astronautas se abraçaram e um minuto de silêncio foi observado no centro de controle da missão em Houston.
“Crateras Integrity e Carroll, recebidas com clareza. Obrigado”, disse Gibbons.
A Nasa afirmou que submeterá formalmente os nomes propostos à União Astronômica Internacional, órgão responsável por nomear corpos celestes e suas características geográficas.
No último domingo (5), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, fez um pronunciamento televisionado no país em que demonstrou a sua preocupação sobre uma possível destruição de casas e da estrutura civil do sul do país por Israel. Desde o início da guerra no Irã, os militares comandados por Benjamin Netanyahu estão fazendo ataques contra o grupo armado Hezbollah, aliados dos iranianos que ficam no sul do Líbano.
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“É verdade que Israel pode querer fazer no sul do Líbano o que fez em Gaza”, ressaltou o presidente, que também é militar e comandava o exército do país até sua eleição, em 2025.
A preocupação tem fundamento, já que o próprio ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, já afirmou que o sul da capital Beirute logo ficariam parecidos com Khan Yunis”, em referência a uma cidade da Faixa de Gaza, onde mais de 70 mil pessoas já morreram com os ataques de Israel.
Aoun também alertou para uma nova crise de refugiados, como também aconteceu com os palestinos, que poderia vir na sequência da guerra.
“”Alguns perguntaram sobre negociação: ‘O que ganharemos com a negociação?’. E eu pergunto: ‘O que ganhamos com a guerra?’. Negociação não é concessão e diplomacia não é rendição, e nossos contatos continuam para impedir a matança e a destruição”, afirmou.
Além das ameaças, a preocupação se torna ainda maior quando observados os procedimentos que Israel está tomando em relação ao sul do Líbano, parte do país com que faz fronteira, inclusive com incursões por terra. Muitas delas são parecidas com o que foi feito em Gaza, para combater o Hamas.
Para o professor de Relações Internacionais do Ibmec Tanguy Baghdadi, a lista de operações na região mostra a semelhança com o que foi visto recentemente.
“Israel está demandando a saída das pessoas das suas residências, também já anunciou uma ocupação militar no sul do Líbano. Do Rio Litani até a fronteira com Israel, essa área tem que ser evacuada, segundo Israel. Pessoas que já saíram dessas áreas não poderão voltar, as pontes foram destruídas, ou seja, você já não consegue sair mais com facilidade, cruzando o rio em direção ao Norte, e você tem o anúncio de destruição de residências, de instalações nessa área que, segundo Israel, são ou podem ser utilizadas pelo Hezbollah”, afirmou ele, em análise feita durante o seu podcast, Petit Journal.
Joseph Aoun ressaltou também que não houve possibilidade de negociações por parte da Palestina durante a guerra que buscava atacar o Hamas, no entanto, terminou com um custo humanitário muito alto para os civis. Mesmo com a parte libanesa disponível para uma negociação, ela pode encontrar dificuldades por conta da pouca disposição de Israel.
“Me parece que isso é uma tentativa de estabelecer algum tipo de diálogo. Agora, é um diálogo muito difícil de ser empreendido, pelo fato de que, para isso, você vai ter que combinar também com o Hezbollah, vai ter que ter também a anuência de Israel, que sempre leva isso como uma questão de segurança nacional, mostrando que não pode ter qualquer tipo de recuo. Ainda mais no momento em que Israel está envolvido numa guerra com o Irã e que não pode ter ameaças no norte do país, segundo o próprio Netanyahu”, completa o professor, que observa a tentativa de formar um cordão de segurança naquele espaço.
Quem é Joseph Aoun?
Eleito presidente em janeiro de 2025, Joseph Aoun era comandante do exército desde 2017. Ele já chegou a sinalizar para Israel pela paz também neste momento, evitando reagir a ataques dos últimos anos. Com mais de 40 soldados mortos, ele optou por não entrar em confronto direto com o país vizinho. Ele ainda participou de mediações para um cessar-fogo no fim de 2024, com o mesmo Netanyahu.
Aoun tem 62 anos e é o 14º presidente eleito no país. No Líbano, o chefe do executivo é o primeiro-ministro, que tem maiores poderes. No entanto, o presidente ainda exerce um papel representativo para a população. Antes dele, o país havia ficado dois anos sem presidente.
O exército libanês tem reconhecidamente menos poder de fogo do que o Hezbollah, que é um dos aliados do Irã na região.
Em meio ao avanço da disputa global pelo domínio do espaço, China e Europa se uniram em uma rara parceria científica para lançar uma missão dedicada a investigar como o campo magnético da Terra protege o planeta da radiação solar, segundo informações do jornal britânico Financial Times. O projeto, batizado de Smile, também busca melhorar a capacidade de prever tempestades geomagnéticas que podem afetar desde sistemas de comunicação até redes de energia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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