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Um dos criminosos mais procurados da Colômbia, com duas ordens de captura internacionais por casos de homicídio e desaparecimento forçado, foi detido após uma troca de tiros na Bolívia, informou a polícia local nesta terça-feira. Jorge Isaac Campaz, líder máximo do grupo armado Los Espartanos, que opera violentamente na cidade portuária colombiana de Buenaventura, foi detido junto com outras 13 pessoas, 11 delas colombianas e duas bolivianas, durante uma operação na cidade de Santa Cruz, na qual não houve feridos.
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“Ele tem notificação vermelha internacional por crimes de associação criminosa, fabricação, tráfico e porte de armas, homicídio e outras infrações”, afirmou o coronel da polícia Pompeo Sánchez, em declarações à emissora de TV Red Uno.
O governo regional de Valle del Cauca, na Colômbia, confirmou em separado, nas suas redes sociais, a detenção e identificou Campaz, conhecido como “Mapaya”, como o “líder máximo” da rede criminosa, sobre quem pesavam duas ordens de prisão internacionais.
“Ele vinha praticando atividades criminosas há 14 anos”, indicou a instituição.
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O grupo Los Espartanos mantém uma violenta disputa territorial com outro grupo denominado Los Shottas pelo controle territorial do porto de Buenaventura, o mais importante do país por seu comércio e pesca, situado na região de Valle del Cauca.
Esta facção tentou firmar um acordo de paz para renunciar às armas com o governo de Gustavo Petro e diminuir a violência no país. Este processo segue em andamento, apesar dos percalços. O governo boliviano não informou que decisão vai tomar sobre Campaz.
O presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edgar Stuardo Ralón, afirmou nesta terça-feira, em entrevista à AFP, que existem elementos para classificar práticas realizadas nas missões médicas internacionais de Cuba como trabalho forçado e tráfico de pessoas. Em relatório divulgado nesta terça, a CIDH denuncia violações de direitos humanos nesses programas, como a retenção de salários dos participantes, ameaças de penas de até oito anos de prisão para quem abandoná-los e confisco de passaportes.
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Essas práticas contêm “elementos conectivos para dizer que aqui existe trabalho forçado e tráfico de pessoas”, disse Ralón. “É uma situação de impotência dramática que desconhece o conceito de trabalho e tratamento dignos, como se os participantes fossem tratados de forma totalmente abusiva, obrigados a seguir regras, convertidos em entes que não têm o mínimo inerente a toda pessoa.”
Criadas na década de 1960 pelo governo de Fidel Castro, com um propósito de solidariedade e promoção no exterior, as missões médicas tomaram um rumo mais lucrativo a partir dos anos 1990, e hoje são a principal fonte de receita da ilha, destaca a CIDH em seu relatório. Para Ralón, embora Cuba seja o principal responsável por essa situação, os países que recebem os profissionais de saúde também têm responsabilidade:
“O Estado receptor não pode dizer: ‘Como se trata de um convênio, eu me isento de verificar o respeito aos direitos humanos.'”
Também relator da CIDH para Cuba, Ralón apontou que os abusos documentados tendem a se agravar em países com garantias institucionais menores e restrições aos direitos fundamentais. Segundo ele, desde o começo da elaboração do relatório, três ou quatro países latino-americanos decidiram deixar de recorrer às missões cubanas, entre eles Guatemala e El Salvador. Ralón ressaltou que as práticas denunciadas no relatório se inserem em um contexto de ausência de direitos em Cuba.
“O aspecto central é que não existe na ilha democracia, respeito às liberdades básicas, e isso cria as condições de violações sistemáticas.”
Diante de um governo cubano que não coopera com os mecanismos interamericanos, Ralón disse que o relatório busca ao menos manter viva a agenda sobre a ilha e dar voz aos que defendem os direitos humanos dentro e fora dela.
“Como internamente isso não é possível, que essas vozes influenciem os tomadores de decisão, para permitir o funcionamento dos mecanismos do direito internacional e uma transição democrática”, destacou o relator.
Entre 8 e 9 de abril, o Rio de Janeiro receberá a IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS). O evento celebra os 40 anos de um dos projetos mais originais — e mais negligenciados — da política externa brasileira. Vale a pena parar e perguntar: o que a Zona realizou, o que deixou de realizar, e por que ela importa mais hoje do que em qualquer outro momento de sua história? Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dos programas Mercury (1958–1963), Gemini (1963–1966) e Apollo (1969–1972) até o atual Artemis, a exploração espacial dos Estados Unidos é marcada por uma tradição que mistura ciência, política e simbolismo. Em 1º de abril de 2026, essa trajetória ganhou um novo capítulo com o lançamento da missão Artemis II, o primeiro voo tripulado ao redor da Lua desde 1972. A operação, iniciada no Centro Espacial Kennedy, leva quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma jornada de cerca de dez dias que busca testar sistemas essenciais para futuras missões à superfície lunar e, posteriormente, a Marte. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Senado realiza nesta quarta-feira um esforço concentrado para analisar indicações de embaixadores feitas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e que estavam paradas desde 2025. A movimentação ocorre após pressão do Palácio do Planalto para destravar a fila de nomeações mantidas sob a condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Ao todo, 18 indicações seguem pendentes de deliberação. A maior parte está represada há meses, o que levou à vacância de postos diplomáticos considerados estratégicos, como Austrália, Polônia, Coreia do Sul e Grécia, além de representações na África, Ásia e Caribe.
A análise dos nomes pelo Senado é etapa obrigatória antes da nomeação formal dos embaixadores e passa por sabatina na Comissão de Relações Exteriores, seguida de votação em plenário.
Nos bastidores, a avaliação no governo é que o esforço concentrado desta semana deve destravar apenas parte da fila, mas inaugura uma nova dinâmica de votações, com rodadas sucessivas de sabatinas nas próximas semanas para reduzir o estoque acumulado desde o ano passado.
No Planalto, a aposta é que, uma vez retomado o fluxo, o Senado passe a avançar também sobre outras indicações travadas — não só diplomáticas, mas para cargos estratégicos em diferentes órgãos.
Entre elas, a do próprio advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. A análise ainda não foi encaminhada e virou símbolo do impasse entre governo e cúpula do Congresso.
No dia 15 de janeiro, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, deu de presente ao presidente dos EUA, Donald Trump, a medalha do Nobel da Paz , recebida por ela semanas antes, uma honraria a qual sempre se disse um justo merecedor. Exatos 82 dias depois, o mesmo Trump disse que se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz até o fim desta terça-feira, “toda uma civilização morrerá”, adotando uma retórica que se encaixa em definições de crimes de guerra. Um cessar-fogo temporário acabou firmado menos de duas horas antes do fim do prazo, e não se sabe até quando a diplomacia estará em sua lista de opções.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu na rede Truth Social..
A ameaça foi suspensa, ao menos por duas semanas, mas ao fazê-la Trump rasgou, de uma vez por todas, a roupagem de “presidente da paz” que foi base para sua vitória na última eleição.
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Durante a campanha para voltar à Casa Branca, em 2024, prometeu acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia “em 24 horas” e atacou o acordo nuclear com o Irã firmado por Barack Obama em 2015 (rasgado por ele três anos depois), afirmando que poderia obter um texto “ainda melhor” de Teerã. Também disse que um cessar-fogo em Gaza seria facilitado com seu retorno à Casa Branca — a pausa temporária nos combates veio dias antes da posse, mas foi quebrada semanas depois. A era das guerras intermináveis, repetia, estava encerrada.
— Assim como em 2017, construiremos novamente as Forças Armadas mais poderosas que o mundo já viu. Mediremos nosso sucesso não apenas pelas batalhas que vencermos, mas também pelas guerras que encerrarmos e, talvez o mais importante, pelas guerras em que nunca entrarmos — disse em seu discurso de posse, em janeiro de 2025.
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No primeiro ano de novo mandato, alegou ter encerrado oito conflitos, como entre Armênia e Azerbaijão; Tailândia e Camboja; e Ruanda e República Democrática do Congo. Alguns por meio de negociações, outros por pressão econômica, e outros com palavras vagas que, na prática, arrastaram uma definição para o futuro. Em outubro passado, um cessar-fogo em Gaza foi obtido, mas o território palestino segue parcialmente ocupado por forças israelenses, ainda sob ataques frequentes e sem qualquer perspectiva futura.
Mas havia duas grandes lacunas. Na Ucrânia, a Rússia não estava interessada em um cessar-fogo e exige termos como a cessão de territórios ocupados, limitações à capacidade de autodefesa de Kiev e o fim de sanções. Trump não esconde a admiração pelo líder russo, Vladimir Putin, a quem recebeu no Alasca em agosto passado, lhe dando um palanque no Ocidente sem contrapartidas. Por Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, não esconde um desdém que vai além da política.
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Com o Irã, a condescendência não estava à mesa. Os contatos iniciais com Teerã para um novo acordo destinado a evitar a militarização de seu programa nuclear foram feitos no começo de 2025. Em junho passado, quando as conversas pareciam avançar, Israel decidiu atacar o território iraniano, em um conflito de 12 dias que chegou ao fim depois de um inédito bombardeio americano contra o país. Trump contabilizou a pausa nas hostilidades em sua lista de “vitórias diplomáticas”.
“Partindo do pressuposto de que tudo correrá como deveria, o que certamente acontecerá, gostaria de parabenizar ambos os países, Israel e Irã, por terem a resistência, a coragem e a inteligência para pôr fim ao que deveria ser chamado de ‘GUERRA DOS 12 DIAS’”, disse Trump na rede Truth Social no dia 23 de junho de 2025. “Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não durou e jamais durará!”
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Mas um observador atento da política americana percebe que a retórica do pacificador contrasta com a política de militarização radical dos Estados Unidos. O Trump 2.0, em vez de “presidente da paz”, se mostra o “presidente da guerra”.
Internamente, ele defende uma expansão histórica do Orçamento de Defesa, que em 2027 pode chegar a US$ 1,5 trilhão. O republicano quebrou um tabu interno e ampliou a presença de tropas nas ruas, desde o policiamento da capital americana até o controle de protestos contra suas políticas migratórias. Em seu aniversário, ordenou que fosse realizada uma parada militar em Washington, como não se via há décadas — na ocasião, a Casa Branca disse que a escolha da data foi uma coincidência.
Presidente dos EUA, Donald Trump (C), faz saudação a tropas durante parada militar em Washington
Andrew Harnik/Getty Images/AFP
A nova Estratégia de Segurança Nacional ressuscitou a Doutrina Monroe, estabelecendo a América Latina como zona de controle dos EUA. A operação contra barcos acusados de estarem à serviço do narcotráfico levou um contingente militar sem precedentes à região e afundou mais de 20 embarcações, deixando dezenas de mortos. Até hoje, não foram dados detalhes sobre a ofensiva.
Em janeiro, lançou um inédito ataque a um país da América do Sul, invadindo a capital venezuelana, Caracas, capturando o presidente Nicolás Maduro e o levando para Nova York, onde está preso aguardando julgamento. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder, e o chavismo passou a seguir a cartilha da Casa Branca. Cuba, desde os anos 1960 sob embargo e agora som bloqueio naval, deve ser o próximo alvo.
Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgaram imagens de novas ações contra lanchas no Caribe e Pacífico
Reprodução/ X/ SouthCom
A relativa facilidade com que virou a mesa na Venezuela e com que convenceu Havana a conversar lhe deu confiança para avançar sobre o Irã, há 47 anos um algoz de presidentes americanos de ambos partidos. No começo de janeiro, em meio à repressão aos protestos nas ruas, disse que poderia ajudar, e por pouco não lançou seus mísseis. No final de fevereiro, quando os iranianos pareciam perto de fazer concessões sobre seu programa nuclear, optou pela guerra total.
— Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poderio das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eu construí e reconstruí nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato e não existe nenhuma força militar no mundo que sequer se aproxime de seu poder, força ou sofisticação — disse na madrugada do dia 28 de fevereiro, ao confirmar o início da “Operação Fúria Épica”.
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O “Cenário Venezuela” não se confirmou. O regime sofreu duras baixas, mas segue no controle. As retaliações não se restringiram às forças dos EUA e Israel e atingem as monarquias árabes do Golfo Pérsico. O fechamento do Estreito de Ormuz provocou impactos globais. As autoridades iranianas hoje querem impor aos americanos um acordo amplo para encerrar as hostilidades, incluindo o fim das sanções e o direito ao enriquecimento de urânio.
A chance de se tornar mais uma das “guerras eternas” criticadas por ele no passado assusta Trump. A forte objeção interna, impulsionada por seu discurso vago e pela alta dos combustíveis, pode lhe render uma derrota nas eleições legislativas de novembro. A falta de um caminho de saída ajuda a explicar a crescente agressividade em suas declarações. Como a desta terça-feira, quando ameaçou “eliminar a civilização iraniana” caso Ormuz não fosse reaberto até as 21h desta terça-feira (pelo horário de Brasília) — uma fala interpretada como um potencial crime de guerra.
“Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer. Quem sabe?”, escreveu na Truth Social. “Quarenta e sete anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim.”
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Mas o regime em Teerã não dava sinais de que cederia. Tampouco se sabia o que Trump tinha em mente. Daria aos iranianos mais tempo, como o fez em duas ocasiões? Atacaria as instalações de geração de energia e o setor petrolífero? Adotaria uma estratégia de terra arrasada, como a do Bombardeio a Tóquio, de março de 1945? Daria início a uma ofensiva terrestre, rejeitada até por seus aliados? Ou declararia a vitória unilateralmente?
— Somente Trump sabe a situação final e o que ele fará — disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no começo da terça-feira.
A menos de duas horas do fim do prazo, Trump anunciou a suspensão “dos bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, um cessar-fogo condicionado à reabertura de Ormuz, e que estava em negociações com Teerã sobre um “um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio”. Mas a faceta pacificadora pode ter prazo de validade.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25 que autoriza a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a acessar dados fiscais dos agentes regulados pela agência, relacionados à produção, comercialização, movimentação, estoques e preços dos derivados de petróleo e gás natural, combustíveis fósseis (gasolina e diesel, por exemplo), biocombustíveis (etanol e biodiesel) e combustíveis sintéticos. A proposta passará por análise do Senado.

O objetivo é melhorar o ambiente de regulação e a fiscalização, evitar fraudes, adulteração de combustíveis, sonegação de impostos, além de outras práticas ilícitas.

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A medida pretende reduzir custos de fiscalização dos agentes regulares e nivelar a concorrência ao eliminar vantagens competitivas de agentes irregulares.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais, incluindo Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e). O projeto prevê ainda que a ANP deverá preservar o sigilo fiscal das informações obtidas.

Ainda de acordo com a proposta, a agência reguladora deverá comunicar à Receita Federal ou à secretaria da Fazenda estadual ou do Distrito Federal quando instaurar processo sancionador que possa ter repercussão na esfera tributária. A comunicação dependerá do tipo de tributo envolvido daquela unidade da federativa.

Transição

Os deputados aprovaram ainda o projeto de lei (PL) 396/07 que estabelece regras mínimas para o processo de transição de governo no período entre o resultado final da eleição e a data da posse. A proposta será enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para elaboração da redação final.

O texto estabelece que passa a ser dever da administração que sai do governo facilitar a transição administrativa para o novo governante, sob pena de ser responsabilizada

Pela proposta, caberá ao chefe do Executivo permitir e facilitar o acesso dos administradores eleitos ou de seus representantes legitimamente constituídos às instalações materiais e a todas as informações administrativas pertinentes à gestão que se encerra, inclusive as relativas à prestação de serviços de terceiros.

O texto determina ainda a obrigação de prestar apoio técnico e administrativo necessário aos trabalhos da equipe de transição.

Caso as medidas não sejam tomadas, o texto prevê sanções administrativas e legais aplicáveis e multa, além da obrigação de reparar os danos causados.

Entre outros pontos, o projeto considera como circunstâncias agravantes sonegar informações de forma deliberada; inutilizar bancos de dados ou equipamentos de informática ou danificar patrimônio público material ou imaterial com o intuito de dificultar a transição, mesmo se praticada desde o início do período eleitoral até o final da transição.

Incorrer nessas circunstâncias resulta no aumento de um terço da penalidade. O mesmo se aplica para os casos de intimidação de servidor ou agente público para que descumpra as regras do projeto, sem prejuízo de outras sanções administrativas, civis ou penais cabíveis; e causar dano irreparável ou irrecuperável.

O texto concede o prazo de 72 horas para a formação da equipe de transição, em composição paritária. O prazo correrá a partir da proclamação do resultado da eleição.

Os membros da equipe de transição não serão remunerados, exceto se forem servidores públicos, aos quais serão asseguradas as remunerações e vantagens que já recebiam.

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (7) a Medida Provisória (MP) 1323/25, que traz mais rigor para a concessão do seguro-defeso. O objetivo é evitar fraudes no pagamento do benefício. Entre outros pontos, a medida traz novas condições de cadastro e identificação, além de autorizar a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei. A nova legislação segue para análise do Senado.

O benefício é pago aos pescadores artesanais que não podem praticar a atividade devido à piracema. O projeto determina que o interessado deve ter solicitado o benefício dentro dos prazos legais para receber o seguro-defeso de anos anteriores dentro dos prazos legais.

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Além disso, o pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa. A MP estabelece ainda que as despesas ficarão de fora do limite previsto na Lei 10.779/03, que trata do seguro.

A legislação diz que o seguro terá a dotação orçamentária do ano anterior mais a correção permitida pelo arcabouço fiscal (IPCA + até 2,5% da variação real da receita primária).

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é R$ 7,9 bilhões.

O texto prorroga até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

O relatório deve ser apresentado anualmente para que o pescador continue habilitado a contar com o auxílio no ano seguinte. Quem estiver em atraso não recebe o valor pago para sustento da família enquanto houver proibição de pesca para preservar as espécies em sua época de reprodução.

No entanto, para receber os benefícios relativos a 2026 será necessário apresentar o Reap apenas de 2025.

O relator da proposta, deputado Beto Faro (PT-PA) disse que a medida visa resgatar a integridade e virtudes do seguro defeso ao pescador artesanal, dificultando a realização de fraudes que acabam prejudicando os “seus beneficiários legítimos e da moralidade pública.”

“A iniciativa do governo busca preservar o significado essencial do seguro defeso, ou seja, a garantia de uma renda básica ao pescador artesanal durante o período de impedimento do exercício da pesca para permitir a reprodução das espécies pesqueiras”, explicou. 

 

Trump diz que negociação com o Irã avançou e suspende ataques por duas semana; acompanhe Presidente dos EUA colocou como principal condição para cessar-fogo temporário a reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou com um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, ele anunciou há pouco nas redes sociais, com a condição de que o Irã reabra imediatamente o Estreito de Ormuz para o trânsito seguro de qualquer embarcação. Os iranianos, no entanto, ainda não confirmaram o aceite da proposta, intermediada por autoridades paquistanesas. Após os últimos adiamentos, Trump havia programado para a noite desta terça-feira o fim do ultimato para que a República Islâmica chegasse a um acordo com a Casa Branca pela reabertura do Estreito de Ormuz. Reiterando suas ameaças contra Teerã, o presidente americano chegou a declarar no início do dia que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”, horas antes do prazo estabelecido, que se encerra às 21h (em Brasília)
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“Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo bilateral”, escreveu o líder americano em sua plataforma Truth Social.
Trump afirmou ainda que acreditar que a proposta de 10 pontos formulada pelo Irã “constitui uma base viável para a negociação”. “Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consolidado”, acrescentou em sua publicação.
Mediador na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, o Paquistão havia pedido a Trump que aumentasse o prazo estabelecido pelo presidente americano para que os iranianos fechem um acordo que reabra o Estreito de Ormuz, por onde passavam um quinto do petróleo comercializado no mundo até o início do conflito. O apelo foi feito diretamente pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que também pediu a reabertura da rota marítima ao regime iraniano.
Em seu anúncio de cessar-fogo, o presidente americano disse novamente que os EUA “já cumpriram e superaram todos os objetivos militares” da guerra no Golfo Pérsico, apesar de ter declarado repetidamente que o grande objetivo da ação militar contra a Teerã era impedir que a República Islâmica tenha acesso a armas nucleares. Ainda que não tenha sido provado publicamente que esta ameaça, como referenciado pelo Pentágono, fosse real, Washington também não anunciou a realização de nenhum ataque que deixasse claro o sucesso em relação a este ponto. Além disso, Trump declarou que os EUA estão “muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio”.
Os novos episódios do conflito na região ocorrem em um momento em que autoridades políticas, incluindo aliadas dos EUA, e especialistas em direito internacional expressam temores de que as ações americanas configurem crimes de guerra, e enquanto novos ataques atingem o território iraniano. Em resposta à ameaça mais recente de Trump, o embaixador do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, falou que as declarações do presidente americano sobre destruir o seu país e matar a população “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais”.
*Em atualização

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