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O Reino Unido monitorou três submarinos russos durante um mês, acusando-os de realizar uma suposta “operação secreta” no Atlântico Norte, perto de cabos submarinos e gasodutos, anunciou o secretário de Defesa britânico, John Healey, nesta quinta-feira.
Leia: Estreito de Ormuz está aberto, mas passagem tem de ter consentimento do Exército do Irã, diz vice-chanceler iraniano
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— Deslocamos nossas forças armadas para monitorar e impedir qualquer atividade maliciosa desses submarinos — disse Healey em uma coletiva de imprensa.
Secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, faz um pronunciamento sobre a recente atividade operacional britânica em 9 de abril de 2026
Foto por YUI MOK / POOL / AFP
O ministro especificou que outros países aliados participaram da operação, que ocorreu “em águas britânicas e seus arredores”. A Marinha britânica detectou um submarino de ataque e dois submarinos espiões perto de cabos submarinos, afirmou o ministro.
— Nossas forças armadas deixaram claro para eles que estavam sendo monitorados, que seus movimentos não eram secretos, como o presidente Vladimir Putin havia planejado, e que sua tentativa de operação secreta havia sido descoberta — disse Healey.
Relações tensas
O ministro também advertiu na coletiva de imprensa que “qualquer tentativa de danificar cabos submarinos não será tolerada e terá sérias consequências”. Os submarinos russos deixaram a área. “Não temos evidências de que qualquer dano tenha ocorrido”, explicou o ministro.
Nas últimas semanas, “enquanto a atenção de muitas pessoas estava voltada para o Oriente Médio, o Reino Unido, em colaboração com a Noruega e outros aliados, respondeu ao aumento da atividade russa no Atlântico Norte”, disse Healey.
As relações entre a Rússia e o Reino Unido, já tensas antes do conflito na Ucrânia, pioraram em fevereiro de 2022 com o início da ofensiva lançada pelo governo de Vladimir Putin contra seu vizinho. Expulsões recíprocas de diplomatas tornaram-se frequentes nos últimos anos entre a Rússia e o Reino Unido.
O Estreito de Ormuz está aberto, mas petroleiros e outras embarcações só podem atravessar a via com consentimento do Exército do Irã, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Saeed Khatibzadeh, em entrevista à ITV News. Ele destacou que qualquer embarcação que se comunique com as autoridades iranianas pode receber autorização, desde que não haja comportamento hostil. Apesar das garantias de Teerã, a navegação pelo estreito continua lenta: o Irã permitirá a travessia de no máximo 15 navios por dia, disse uma fonte iraniana sênior à agência TASS, sob condição de anonimato.
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— O Estreito de Ormuz está aberto, mas todos os navios que desejam passar precisam se comunicar com o Exército e com os pontos de contato militares iranianos, devido às limitações do estreito — disse Khatibzadeh. — Há restrições técnicas por ser uma zona de guerra e por causa de várias medidas que o Irã adotou durante o conflito, durante essa agressão contra o país.
O estreito, um canal de apenas 34 km de largura entre Irã e Omã, dá acesso do Golfo ao Oceano Índico e é a principal rota para cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo, além de outros produtos essenciais, incluindo fertilizantes. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a via tem estado em grande parte fechada pelo Irã, provocando alta nos preços globais do petróleo.
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Segundo o ministro, a passagem pelo estreito exige cuidado com a segurança dos petroleiros, das embarcações e das tripulações.
— As restrições estão diretamente ligadas às condições de guerra e levam tempo para serem removidas, mas a passagem segura é garantida — afirmou.
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Embora o presidente americano, Donald Trump, tenha dito na terça-feira que o cessar-fogo de 14 dias entre os EUA e o Irã depende da reabertura de Ormuz, e Teerã tenha concordado que o trânsito é possível, a navegação por essa rota estratégica segue em grande parte paralisada. Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir acima de US$ 98 (cerca de R$ 503, na cotação atual) o barril em Londres na quinta-feira, após despencarem mais de 13% na quarta.
Khatibzadeh também ressaltou que medidas como a presença de minas e outras restrições adotadas durante o conflito ainda estão em vigor. Por este motivo, todas as “embarcações devem tomar as medidas necessárias com as autoridades iranianas para atravessar com segurança”.
— É preciso garantir que a travessia segura de petroleiros e embarcações, assim como o bem-estar das tripulações, sejam assegurados durante o percurso — afirmou. — Qualquer embarcação que se comunique com as autoridades iranianas pode receber autorização, independentemente da nacionalidade, desde que não haja comportamento hostil.
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Khatibzadeh também disse à emissora que “espera que possamos nos reunir em breve no Paquistão” para negociações programadas com uma delegação americana. Ele ressaltou ainda que o Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo e criticou os ataques israelenses no país, afirmando que o Irã esperava que os Estados Unidos pudessem “controlar seu aliado” e “honrar suas palavras”.
As declarações de Khatibzadeh estão em linha com transmissões de rádio feitas pelo país ao tráfego marítimo na quarta-feira, nas quais insistiu na necessidade de obter permissão para atravessar o corredor marítimo.
Ainda assim, se implementado, esse modelo pode enfrentar dificuldades práticas, já que cerca de 130 embarcações cruzavam o estreito diariamente antes do conflito e teriam de solicitar aprovação ao Irã.
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Na quarta-feira, o tráfego de navios pelo estreito foi o menor desde o final de março, segundo dados da empresa global de monitoramento Kpler.
— Para ser claro: o Estreito de Ormuz não está totalmente aberto — afirmou Sultan Ahmed Al Jaber, executivo-chefe da empresa estatal de petróleo de Abu Dhabi. — O acesso está sendo restrito, condicionado e controlado.
Teerã tem cobrado de algumas transportadoras uma taxa de até US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,2 milhões) para a travessia.
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Dois petroleiros chineses totalmente carregados aguardavam próximo ao estreito na quinta-feira, com um terceiro a caminho, o que os coloca em posição de se tornarem as primeiras embarcações desse tipo a deixar o Golfo Pérsico desde o início do cessar-fogo.
UE e França rejeitam “pedágio”
A União Europeia (UE) afirmou que a passagem pelo estratégico Estreito de Ormuz deve ser garantida sem “pagamento ou pedágio” algum, após o Irã insinuar que poderia cobrar pela travessia de navios.
— A liberdade de navegação é um bem público e deve ser garantida — destacou o porta-voz da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, em entrevista em Bruxelas.
O ministro francês Jean-Noël Barrot classificou como “inaceitável” a ideia de criar um mecanismo de pedágio na região. Na quarta-feira, o presidente americano Donald Trump mencionou a criação de uma empresa conjunta para gerenciar a navegação no estreito em troca de pagamento.
(Com Bloomberg, New York Times e AFP)
A baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha, desde o dia 23 de março, entrou em fase terminal e já não pode mais ser salva, segundo avaliação de especialistas ouvidos pela emissora alemã NDR. O animal permanece preso em águas rasas no lago Kirchsee, próximo à ilha de Poel, sem responder a estímulos e com quadro considerado irreversível, nesta quinta-feira (9).
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De acordo com a especialista em bem-estar animal Bianca König, da organização Whale and Dolphin Conservation (WDC), a ausência de reação a embarcações é um dos sinais de que a baleia está morrendo. O processo pode levar horas ou até alguns dias, dependendo das condições do animal.
Assista:
ONG diz que esperanças para baleia jubarte encalhada na costa alemã estão diminuindo
Por que a baleia não pode mais ser salva
Especialistas apontam que o próprio peso do animal, estimado em cerca de 12 toneladas, passou a atuar contra sua sobrevivência. Presa em um banco de lama em águas muito rasas, a baleia sofre compressão dos órgãos internos, o que pode levar a colapso circulatório.
Além disso, as condições do local tornam qualquer tentativa de resgate inviável. Para voltar a nadar, seria necessário um aumento de cerca de 60 centímetros no nível da água, algo que não deve ocorrer nos próximos dias. Atualmente, a baleia está em uma cavidade com apenas 30 centímetros de profundidade, com grande parte do corpo exposta.
O estado físico também impede qualquer transporte. Segundo especialistas do Instituto de Pesquisa da Vida Selvagem Terrestre e Aquática (ITAW), a pele está gravemente danificada, com bolhas e lesões, e há suspeita de danos internos. Uma tentativa de içamento poderia causar sofrimento extremo e, ainda assim, não garantiria a sobrevivência do animal.
Por que a eutanásia foi descartada
Autoridades alemãs também descartaram a possibilidade de abreviar o sofrimento do animal. Segundo o ministro do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, métodos como arpoamento, envenenamento ou uso de explosivos são considerados inaceitáveis e, em alguns casos, condenados internacionalmente.
Especialistas reforçam que, embora existam técnicas que podem levar a uma morte mais rápida, há risco elevado de dor intensa e falhas no procedimento. Por isso, a decisão foi deixar o animal seguir seu curso natural, sob monitoramento.
O que será feito após a morte
Com o prognóstico considerado desfavorável, autoridades já se preparam para a remoção da carcaça. Segundo a NDR, o corpo deverá ser levado para Stralsund, onde será submetido a autópsia por cientistas do Museu Oceanográfico Alemão.
O objetivo é identificar possíveis doenças, avaliar os danos sofridos e entender as causas do encalhe. Amostras serão coletadas, e o corpo passará por medições detalhadas. O esqueleto poderá ser preservado pela Universidade de Rostock para fins científicos e educativos.
O que se sabe até agora
A baleia jubarte foi vista pela primeira vez na região no início de março e, desde então, passou por uma sequência de deslocamentos e encalhes no Mar Báltico. Após conseguir nadar livremente em alguns momentos, acabou presa definitivamente em uma área rasa próxima à ilha de Poel.
Especialistas indicam que o animal não pertence a esse ambiente. A baixa salinidade, a menor disponibilidade de alimento e a ausência de outros indivíduos da espécie tornam o Mar Báltico um local hostil para baleias jubarte.
Há indícios de que o animal tenha sofrido ferimentos por hélice de embarcação e também tenha se envolvido com redes de pesca, o que pode ter agravado seu estado. Além disso, o longo período em águas rasas contribuiu para o desgaste físico extremo.
Mesmo com tentativas iniciais de resgate, incluindo escavação de canais e estímulos com embarcações —, especialistas concluíram que as chances de sucesso eram mínimas. A decisão final foi suspender as operações para evitar sofrimento adicional.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR, resta apenas acompanhar a evolução do quadro. A expectativa é de um desfecho iminente, enquanto o caso segue mobilizando autoridades, cientistas e a população local.
Um trabalhador que ficou preso por duas semanas após o desabamento de uma mina no noroeste do México foi resgatado, informou o governo nesta quarta-feira (8).
Outros dois trabalhadores morreram quando a mina de ouro e prata no estado de Sinaloa desabou em 25 de março, deixando quatro homens presos nos escombros.
Um dos mineiros foi resgatado em 30 de março, e um mergulhador localizou o outro sobrevivente na noite de terça-feira.
“Inacreditavelmente — e felizmente — ele foi encontrado vivo”, disse a presidente Claudia Sheinbaum em uma coletiva de imprensa regular.
Centenas de socorristas trabalharam dia e noite durante duas semanas, utilizando equipamentos especializados de extração de água para chegar aos mineiros.
Falhas e histórico de acidentes
Segundo as autoridades, a mina desabou devido a uma falha na impermeabilização, que comprometeu sua estrutura.
Acidentes não são incomuns em minas no México, onde algumas operam clandestinamente ou com equipamentos e segurança inadequados.
Em agosto de 2022, o desabamento de uma mina no estado de Coahuila, no norte do país, matou 10 trabalhadores.
Nesse mesmo estado, em 2006, 65 mineiros morreram em uma explosão na mina de carvão Pasta de Conchos.
Um menino de nove anos nascido em Cardiff está impedido de voltar para casa no Reino Unido após ser barrado no embarque por falta de comprovação de status migratório, depois de uma mudança recente nas regras de entrada no país. David Toropu viajava com a família durante as férias de Páscoa e, ao tentar retornar na última quinta-feira, dia 2, a partir de Milão, foi informado de que não poderia embarcar para Londres.
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David havia passado quatro dias em Veneza, em uma excursão de rúgbi, ao lado da mãe, Christina, do padrasto e do meio-irmão. A família esperava repetir o trajeto sem dificuldades, como na ida, mas foi surpreendida no aeroporto com a informação de que o controle de fronteira britânico não tinha registro de residência do menino no país.
Apesar de ter nascido em Cardiff e viver toda a vida no País de Gales, David possui passaporte romeno. Os pais são cidadãos da Romênia e se mudaram para o Reino Unido um ano antes de seu nascimento. O pai tem status de residência permanente, enquanto a mãe possui autorização temporária.
“Eu não sabia que precisava solicitar um status próprio para ele. Como nasceu depois de anos vivendo no país, achei que teria direito automático à cidadania britânica”, disse Christina ao Wales Online.
“Pensei que ele teria dupla cidadania e não precisaria de outro documento. Mas as regras mudaram depois do Brexit e eu não sabia.”
Após ser impedida de embarcar com o filho, Christina permaneceu na Itália enquanto o marido e o enteado retornaram ao Reino Unido. Depois de dois dias, ela seguiu com David para a Romênia, onde estão hospedados na casa de familiares, à espera de uma solução.
A família segue separada e sem previsão de reencontro. Segundo a mãe, a situação tem causado forte impacto emocional no menino, que tem toda a rotina estruturada no Reino Unido, onde estuda, pratica esportes e recebe atendimento médico.
“Ele ouviu quando disseram que não poderia entrar e ficou perguntando o que ia acontecer. Achou que iam me deixar voltar e que ele ficaria sozinho”, relatou.
No aeroporto, Christina tentou regularizar a situação solicitando uma autorização eletrônica de viagem, mas o pedido foi negado. As autoridades informaram que o documento é válido apenas para visitantes, não para residentes — e o endereço informado era justamente no Reino Unido.
Além da incerteza, a família já acumula prejuízo financeiro. Em menos de uma semana, Christina afirma ter gasto cerca de £2 mil (R$ 12 mil) com hospedagem, novas passagens e taxas.
“Tivemos que ficar no quarto mais barato possível, ainda assim custava mais de £157 por noite (R$ 950)”, disse.
O caso chegou ao conhecimento da deputada britânica Alex Davies-Jones, que afirmou estar prestando apoio à família para tentar resolver a situação o mais rápido possível.
“É uma experiência extremamente angustiante para o menino e para a mãe. Estamos trabalhando para ajudá-los a voltar para casa com segurança”, declarou.
A dificuldade enfrentada por David ocorre após mudanças implementadas pelo governo britânico em fevereiro, que passaram a exigir que cidadãos com dupla nacionalidade apresentem passaporte britânico ou um certificado digital que comprove o direito de residência. Antes, era possível entrar no país apenas com o passaporte estrangeiro.
Como esses certificados não são emitidos automaticamente, há casos de pessoas que vivem há anos no Reino Unido, mas nunca solicitaram o documento. O governo orienta que cidadãos nessa situação solicitem um passaporte britânico, que custa cerca de £100 (R$ 630), ou o certificado, que pode chegar a £589 (R$ 3,7 mil).
Em nota, o Ministério do Interior informou que a documentação necessária já foi concedida, abrindo caminho para o retorno de David ao Reino Unido.
O pinguim-imperador foi reclassificado como espécie ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), após avaliação que indica aumento do risco associado às mudanças climáticas e à perda de gelo marinho na Antártida.
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Antes classificada como “quase ameaçada”, a espécie passou a integrar uma categoria mais crítica na Lista Vermelha da IUCN, sistema que avalia o risco de extinção de plantas, animais e fungos. A organização descreve o cenário atual como uma “ameaça existencial às espécies dependentes de gelo”, segundo a emissora americana CBS News.
Os pinguins-imperadores dependem diretamente do gelo marinho para viver, caçar e se reproduzir. A ruptura precoce das plataformas congeladas e a redução da estabilidade do gelo têm provocado queda acentuada da população.
Segundo a IUCN, as mudanças no gelo marinho devem reduzir a população pela metade até a década de 2080. Integrante do grupo de especialistas da entidade, Philip Trathan afirmou que os pesquisadores concluiram que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem representam a ameaça mais significativa para os pinguins-imperadores”.
Imagens de satélite indicam o desaparecimento de cerca de 20 mil pinguins adultos entre 2009 e 2018, o equivalente a aproximadamente 10% da população. Desde 2016, o gelo marinho apresenta níveis mínimos recordes, com recuo e ruptura precoce na primavera.
Dependência do gelo e efeito em cadeia
O cientista Christophe Barbraud, do instituto francês CNRS, destaca que a espécie está “intimamente” ligada às placas de gelo.
— Essa espécie está intimamente associada ao gelo marinho e às placas de gelo. No entanto, desde 2016-2017, houve uma diminuição significativa na extensão do gelo marinho ao redor da Antártida e, portanto, sem gelo marinho, ela terá grande dificuldade para sobreviver — explica.
A IUCN também relaciona as mudanças climáticas à redução de alimento disponível.
“O declínio em curso se deve às mudanças climáticas, já que o aumento da temperatura dos oceanos e a redução do gelo marinho estão empurrando o krill para maiores profundidades oceânicas em busca de água mais fria, reduzindo a disponibilidade de alimento para as focas”, explica a entidade.
Outras espécies afetadas
A foca-de-pelo-antártica também foi reclassificada como ameaçada, após queda superior a 50% da população desde 1999, em um cenário inicialmente marcado pela caça intensa e agravado por alterações ambientais.
Outra espécie reclassificada foi o elefante-marinho-do-sul, que passou de “menos preocupante” para “vulnerável” devido ao declínio populacional associado a um patógeno contagioso letal.
O pinguim-imperador, maior e mais pesado entre os pinguins, com faixa dourada-alaranjada no pescoço e no peito, é considerado símbolo de resistência às condições extremas da Antártida.
Para especialistas, a espécie também atua como indicador das mudanças ambientais.
— É uma espécie sentinela que nos mostra nosso mundo em transformação e o quão bem estamos controlando as emissões de gases de efeito estufa que levam às mudanças climáticas — explica Trathan.
Um homem de 46 anos procurado pela Justiça polonesa foi preso na última sexta-feira após tentar se esconder dentro da estrutura da caixa de descarga de um vaso sanitário, em uma casa na cidade de Nowogród, na Polônia. Ele foi localizado por policiais depois que parte do corpo — um dos pés — ficou visível do lado de fora da instalação.
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A prisão ocorreu por volta das 6h, quando agentes foram até o imóvel para cumprir um mandado expedido pelo Sąd Rejonowy w Suwałkach. No local, a companheira do suspeito afirmou que ele havia deixado o país no dia anterior para trabalhar no exterior. Durante a abordagem, no entanto, os policiais ouviram um barulho vindo do banheiro e decidiram verificar.
Ao entrarem no cômodo, encontraram uma situação incomum: da estrutura onde normalmente fica a caixa de descarga, acima do vaso sanitário, saía um pé. Ao abrirem o compartimento, os agentes encontraram o homem escondido no interior da instalação. Ele foi detido e deverá cumprir pena de quatro meses de prisão por dirigir com a habilitação suspensa.
A ação fez parte de uma operação realizada por policiais do distrito de Łomża, que resultou na prisão de outros três homens procurados pela Justiça em um intervalo de poucos dias.
Um deles, de 44 anos, foi localizado na cidade e cumprirá pena de um ano e seis meses por fraude. Outro, de 28 anos, morador da região de Śniadowo, havia sido condenado a um ano e meio de prisão por participação em uma briga. Já um homem de 24 anos foi preso na manhã de Páscoa e cumprirá dez meses de prisão por roubo.
As detenções ocorreram entre a Sexta-feira Santa e a manhã de Páscoa e, segundo a polícia local, fazem parte de ações rotineiras para localizar e prender pessoas com mandados em aberto.
Eles tiraram milhares de fotografias e documentaram numerosas observações durante o voo ao redor da Lua, mas, ao se aproximarem da Terra, os astronautas da missão Artemis II disseram na quarta-feira que ainda não começaram a assimilar plenamente a experiência.
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Reid Wiseman, comandante da missão da NASA, afirmou que o que foi vivido leva a mente humana ao limite.
— É um verdadeiro presente. E temos muito em que pensar, anotar e escrever. Então poderemos sentir plenamente o que acabamos de viver — disse durante coletiva de imprensa.
Os quatro astronautas — os americanos Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen — estabeleceram um recorde de distância da Terra durante o sobrevoo lunar.
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A tripulação falou com jornalistas menos de dois dias antes do previsto amerissar no oceano Pacífico, ao fim da missão de 10 dias ao redor do satélite natural da Terra.
— Nem sequer comecei a assimilar o que vivemos — disse Glover: — Ainda temos mais dois dias, e atravessar a atmosfera a bordo de uma bola de fogo também é algo profundo.
— Vou ficar pensando e falando sobre todas essas coisas pelo resto da minha vida — afirmou.
Impacto emocional
Wiseman destacou o eclipse solar como um dos momentos mais marcantes da missão.
— De fato, neste momento estou com arrepios só de pensar, minhas mãos estão suando — diz.
Ao falar sobre o cotidiano no espaço, Christina Koch ressaltou a convivência intensa entre os tripulantes.
— Vou sentir falta de estar tão próxima de tantas pessoas e de ter um propósito comum, uma missão comum, trabalhar duro nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância com uma equipe em terra — disse.
— Essa sensação de trabalho em equipe é algo que não se costuma ter, sabe, como adulto — acrescentou Koch: — Quero dizer que somos tão próximos quanto irmãos. Esse é um privilégio que nunca mais teremos.
Apesar das limitações da cápsula Orion, a astronauta afirmou que a experiência compensa os desafios.
— Tudo isso é um pacote. Não podemos explorar mais profundamente a menos que façamos algumas coisas que são desconfortáveis, a menos que façamos alguns sacrifícios, a menos que assumamos alguns riscos — afirmou: — Todas essas coisas valem a pena.
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Nasa
Koch também relatou que a equipe tem “adorado viver na Orion”, apesar do espaço reduzido.
— É maior em microgravidade. Estamos esbarrando uns nos outros o tempo todo.
‘Planeta frágil’
Jeremy Hansen afirmou que presenciou cenas “que nunca havia imaginado” ao sobrevoar a face oculta da Lua e disse que a experiência reforçou sua visão sobre a vida na Terra.
— Vivemos em um planeta frágil no vazio e no nada do espaço. Nosso propósito no planeta como seres humanos é encontrar a alegria (…) e encorajar uns aos outros criando soluções juntos em vez de destruir — disse Hansen: — Quando você vê isso daqui de cima, isso não muda. Apenas confirma.
Uma turista alemã morreu após se afogar em uma praia conhecida pelas correntes perigosas no litoral da Inglaterra, segundo conclusão de um inquérito conduzido na região, nesta semana. O caso ocorreu em 10 de agosto, na baía de Porthcothan, na Cornualha, na Inglaterra.
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Anja Wolf, de 53 anos, estava em viagem com o marido, Johannes Wolf, e havia planejado explorar a costa sudoeste do país de bicicleta. De acordo com depoimento prestado ao Tribunal do Legista da Cornualha, o casal já havia entrado no mar três vezes antes do incidente. Johannes afirmou que a esposa era uma nadadora experiente e habituada a águas frias.
Correntes e isolamento agravaram risco
Na manhã do ocorrido, os dois pedalaram até a praia, uma área descrita pelas autoridades como isolada e sujeita a correntes de retorno intensas, agravadas pelas marés. Segundo o relato, eles não tinham conhecimento dos riscos. Em determinado momento, se separaram, e Anja seguiu em direção à Escadaria de Bedruthan.
Johannes permaneceu cerca de 20 minutos na água e, ao sair, iniciou buscas pela esposa. Sem encontrá-la, tentou contato por telefone e mensagens enquanto retornava ao carro.
Uma testemunha relatou ter visto uma mulher nadando sozinha nas proximidades da Ilha de Diggory por volta das 15h. Segundo o depoimento, ela entrou em um dos túneis naturais da ilha e permaneceu ali entre 10 e 15 minutos. Na última vez em que foi vista, não apresentava sinais de dificuldade.
Horas depois, a guarda costeira recuperou o corpo de uma mulher no local. Anja foi levada à estação de botes salva-vidas de Newquay, onde foi declarada morta às 17h.
O laudo apontou o afogamento como causa principal da morte. A polícia informou não haver indícios de participação de terceiros.
A assistente do legista da Cornualha e das Ilhas Scilly, Emma Hillson, afirmou que, com base nas evidências, é provável que a vítima tenha enfrentado dificuldades ao nadar devido ao mar agitado, à maré crescente e à localização. Segundo ela, Anja possivelmente morreu enquanto tentava resistir às condições adversas.
O caso foi registrado como morte acidental.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país continuará realizando ataques contra o Hezbollah “sempre que for necessário”, mesmo diante de um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos que, segundo Israel, não inclui o Líbano.
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A declaração reforça a posição israelense de manter ações militares em território libanês, em contraste com a interpretação do Irã, que considera os ataques uma “grave violação” do acordo.
Netanyahu também indicou que Israel responderá a qualquer ação contra sua população civil. “Nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que aja contra civis israelenses será alvo”, disse.
O premier reiterou que a ofensiva contra o Hezbollah seguirá até o cumprimento de um objetivo específico: “Continuaremos a atacar o Hezbollah onde for necessário, até restaurarmos plena segurança aos moradores do norte”.
Divergência sobre alcance da trégua
Segundo o governo israelense, o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos não se aplica ao território do Líbano, posição já manifestada anteriormente.
As declarações de Netanyahu ocorreram após anúncio das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre a morte de Ali Yusuf Harshi, identificado como secretário e sobrinho de Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah.
Israel diz ter matado sobrinho de líder do Hezbollah
O Exército de Israel comunicou, nesta quinta-feira, que realizou um ataque durante a noite na cidade de Beirute e afirmou ter matado Ali Yusuf Harshi, descrito como sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, líder do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã.
Segundo os militares israelenses, a ação ocorreu na área de Beirute e teve como alvo direto Harshi, que mantinha relação familiar e profissional com Qassem, identificado como secretário-geral do Hezbollah.
Em comunicado oficial divulgado pela agência Reuters, as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam ter feito um ataque “na área de Beirute” e eliminado “Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem”.

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