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A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira (9) que os navios que atravessarem o Estreito de Ormuz devem seguir duas rotas alternativas, mais próximas da costa, alegando a possibilidade de haver “minas” na via habitual, segundo informação da agência de notícias AFP.
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“Para se proteger de possíveis colisões com minas, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária , até novo aviso, (os navios) deverão adotar rotas alternativas para o tráfego no Estreito de Ormuz”, informou a agência de notícias Mehr, citando um comunicado militar acompanhado de um mapa no qual as rotas são destacadas.
No primeiro dia de cessar-fogo, a navegação ficou incerta na região. Houve fila de navios para atravessar o Estreito de Ormuz e a circulação parecia voltar à normalidade gradualmente. No entanto, com ataques contra o Líbano, incluindo a capital Beirute, o Irã anunciou que fecharia a rota novamente. O país persa denunciou ‘violações do cessar-fogo’ por Israel’, enquanto o presidente americano Donald Trump afirmou que o Líbano não fazia parte do acordo. O anúncio feito agora pelo Irã, indicando as rotas alternativas aos navios sinaliza para uma nova reabertura.
O acordo de trégua foi mediado pelo Paquistão, que tem atuado diplomaticamente para conter os ataques de ambos os lados na região. No entanto, ainda há dúvidas sobre o escopo do acordo, que mostra fragilidade. Com a sinalização para uma negociação pelas próximas duas semanas, o preço do petróleo despencou nesta quarta-feira (8), chegando a cair 16% na madrugada, e as bolsas subiram ao redor do mundo.
Ainda na terça-feira (7), quando Trump ameaçou que “uma civilização inteira iria morrer” naquela noite, o Conselho de Segurança da ONU votou e rejeitou proposta sobre coordenação para reabrir o Estreito de Ormuz, com o veto de Rússia e China, membros permanentes. A proposta falava para países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação” pela rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial.
A ministra de Ciências do Chile, Ximena Linconao, foi agredida e alvo de insultos nesta quarta-feira após participar de uma cerimônia em uma universidade no sul do país, segundo autoridades e um vídeo divulgado pela imprensa local. Em imagens da rádio Biobío, é possível ver a ministra deixando o local enquanto um grupo de pessoas — aparentemente estudantes — joga água nela. No caminho até o carro, um homem empurrou a ministra e um de seus seguranças. Linconao, no entanto, não ficou ferida, de acordo com o governo.
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A ministra havia participado da abertura do ano acadêmico na Universidade Austral, a cerca de 850 quilômetros ao sul de Santiago. Ao deixar o evento, foi surpreendida por protestos de estudantes.
— As manifestações podem ocorrer. Entendemos isso como um direito, mas isso não foi uma manifestação. Foi um crime, um ato grave que devemos condenar — afirmou à imprensa a ministra da Segurança, María Steinert.
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A autoridade anunciou que o governo irá acionar a Justiça por um “atentado contra a autoridade” e reforçou que a ministra não sofreu lesões.
O ultradireitista José Antonio Kast assumiu o governo em 11 de março com o maior nível de popularidade para um presidente em 16 anos. No entanto, após anunciar um aumento histórico no preço dos combustíveis e cortes de gastos, sua desaprovação cresceu rapidamente.
Em apenas duas semanas de governo, a taxa de desaprovação chegou a 49%, enquanto a aprovação caiu para 47%, segundo o instituto Cadem.
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Entre os cortes anunciados por Kast estão reduções no orçamento de todos os ministérios, incluindo o de Ciências, comandado por Linconao, e o da Educação.
“Conversei com a ministra Ximena Linconao e é inaceitável a situação que ela viveu. Ela ficou duas horas trancada em uma sala de aula e precisou ser escoltada pela polícia para não sofrer ferimentos graves”, afirmou a ministra de Energia, Ximena Rincón, em publicação na rede X.
A Universidade Austral informou que abrirá uma investigação para “esclarecer o ocorrido e determinar as responsabilidades correspondentes”.
Um mineiro foi resgatado com vida nesta quarta-feira após duas semanas preso em um desabamento dentro de uma mina no noroeste do México, acidente que deixou dois trabalhadores mortos, informou o governo.
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No último dia 25 de março, a estrutura interna de uma mina de ouro e prata, localizada no estado de Sinaloa, desabou e deixou quatro homens que trabalhavam no local presos. Dois mineiros morreram, um outro foi resgatado com vida em 30 de março, e o último foi localizado na noite de terça-feira por um mergulhador na área do acidente. O homem conseguiu sobreviver por 14 dias.
— Incrivelmente e felizmente, ele foi encontrado com vida — disse, em coletiva de imprensa, a presidente Claudia Sheinbaum.
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O Comando Unificado, responsável por coordenar as operações de busca e resgate na Mina Santa Fé, localizada no município de El Rosario, em Sinaloa, informou que às 13h50 (horário local) desta terça-feira, 7 de abril, as equipes de resgate o localizaram com vida.
— Imediatamente, foram acionados os protocolos para o resgate seguro do trabalhador — disse o órgão, que acrescentou que o resgate trabalhaou por mais de 312 horas de forma ininterrupta.
Em seguida, em novo comunicado, o Comando Unificado confirmou o resgate de do homem de 42 ano às 10h36 (horário local) desta quarta-feira. Ele foi identificado como Francisco Zapata Nájera, natural de Santiago Papasquiaro, no estado de Durango. O mineiro foi transferido em um helicóptero da Força Aérea Mexicana para Mazatlán para receber atendimento médico. Ainda segundo o órgão, há um trabalhador que ainda não foi localizado.
O acidente
De acordo com as autoridades, o colapso da mina ocorreu após a falha na camada de impermeabilização, que provocou a infiltração descontrolada de líquidos, enfraquecendo a estabilidade das galerias.
Centenas de socorristas, técnicos, militares, equipes de proteção civil e mergulhadores trabalharam dia e noite durante duas semanas, com equipamentos especializados para retirada de água, para chegar até onde estavam os mineiros.
Comando Unificado divulga imagens de resgate de mineiro
Reprodução | X
Diversos acidentes já foram registrados em minas no México. Algumas operam de forma clandestina ou com equipamentos e condições de segurança precárias. Em agosto de 2022, o desabamento de uma mina no estado de Coahuila, no norte do país, deixou 10 trabalhadores mortos e soterrados. No mesmo estado, em fevereiro de 2006, ocorreu a maior tragédia do setor, quando 65 mineiros morreram após uma explosão na mina de carvão Pasta de Conchos.
Uma política relacionada à divulgação da identidade de gênero dos alunos de uma escola em Los Angeles fez com que a administração do presidente Donald Trump abrisse uma investigação, segundo o jornal The New York Times. Adotada em 2019 pelo Distrito Escolar Unificado de Los Angeles, de administração pública, a medida determinava que os educadores avaliassem se deveriam ou não informar aos pais sobre a identidade de gênero adotada pelos alunos no ambiente escolar.
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O objetivo era proteger os estudantes transgêneros que eventualmente não tenham apoio dentro de casa. O documento de 11 páginas orienta professores e funcionários sobre como lidar com questões de identidade de gênero. A política permite que os alunos escolham seus pronomes (masculino, feminino ou neutro) e banheiros com base em sua identidade de gênero e a “levarem em consideração a segurança, a saúde e o bem-estar do aluno ao decidir se devem ou não revelar sua identidade de gênero aos pais”.
No dia 25 de março, o Departamento de Justiça notificou o distrito sobre a investigação, que inclui ainda outro caso, o de uma aluna que alega ter sido agredida sexualmente depois que funcionários do distrito ignoraram seus alertas sobre o suposto agressor.
A investigação foi motivada por um processo movido por dois pais contra o distrito, que é o segundo maior do país. Eles afirmam que a política contribuiu para o isolamento de seu filho, que posteriormente se suicidou. No entanto, a morte teria acontecido só quatro anos depois. O distrito não quis responder sobre o caso ao The New York Times.
O processo mencionado na carta é uma queixa de Kathleen Mulligan e Andrew Parke, que afirmam que seu único filho, Dylan, morreu em 1º de março de 2024, dois anos após se formar na Palisades Charter High School. De acordo com a denúncia, a morte de Dylan remonta ao ano letivo de 2019-2020, quando Dylan cursava o segundo ano do ensino médio e contou à equipe da escola sobre seus planos de se assumir como transgênero e ser conhecido como Aria.
A procuradora-geral adjunta para direitos civis, Harmeet K. Dhillon, afirmou que o governo Trump “não tolerará políticas que neguem os direitos fundamentais dos pais”.
“Os pais têm o direito fundamental ao cuidado, à guarda e ao controle de seus filhos, incluindo o direito de direcionar a criação e a educação deles”, disse ela em um comunicado.
Segundo a jornal novaiorquino, a investigação é a mais recente medida do governo Trump para desfazer proteções a pessoas transgênero, que, segundo ele, violam o direito dos pais de terem controle total e transparência sobre seus filhos.
Um ex-motorista de entregas se declarou culpado pelo assassinato da menina Athena Strand, de 7 anos, e agora pode ser condenado à morte nos Estados Unidos. O caso, ocorrido em 2022 no Texas, voltou ao centro das atenções após a confissão do acusado durante o julgamento, que entrou na fase de definição da pena.
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Tanner Horner, que trabalhava como entregador, admitiu ter sequestrado e matado a criança após realizar uma entrega na casa da família. Segundo promotores, ele enfrenta duas possíveis condenações: pena de morte ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
De acordo com a investigação, o crime aconteceu depois que o motorista afirmou ter atropelado acidentalmente a menina. Em seguida, ele a colocou dentro do veículo e decidiu matá-la para evitar que o caso fosse denunciado. A vítima foi estrangulada e teve o corpo abandonado próximo a um rio, sendo encontrada dias depois.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou provas consideradas perturbadoras, incluindo imagens da criança ainda viva dentro da van, visivelmente assustada momentos antes da morte.
Os promotores também afirmam que há indícios de premeditação e possível violência sexual, com base em evidências de DNA e no comportamento do acusado antes do crime.
— Não grite ou eu vou te machucar — teria dito o homem à menina ao colocá-la no veículo, segundo relato apresentado em tribunal.
A defesa argumenta que o réu sofre de problemas mentais e tenta evitar a pena de morte, enquanto a acusação sustenta que a brutalidae e as circunstâncias do crime justificam a punição máxima.
O caso gerou forte comoção nos Estados Unidos desde o desaparecimento da criança, reportado em novembro de 2022, e segue sendo acompanhado nacionalmente enquanto o júri decide a sentença.
Durante seu histórico sobrevoo lunar, astronautas da missão Artemis II, da NASA, testemunharam meteoritos atingindo a superfície acidentada da Lua — um fenômeno raro e pouco documentado por observação direta em órbita. A visão despertou a curiosidade dos cientistas.
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— Isso definitivamente foram flashes de impacto na Lua. E Jeremy [Hansen] acabou de ver outro — relatou na segunda-feira o comandante da missão, Reid Wiseman, enquanto voava ao redor da Lua, na primeira viagem desse tipo realizada por humanos em mais de meio século.
Imagem divulgada pela Nasa mostra a superfície da Lua, com contrastes entre áreas claras e escuras, vista da espaçonave Orion, em 6 de abril de 2026
HANDOUT / NASA / AFP
— Incrível — respondeu Kelsey Young, responsável científica lunar da missão, enquanto acompanhava a espaçonave a mais de 400 mil quilômetros de distância, na Terra.
— Eu não sei se esperava que a tripulação visse algum nesta missão, então vocês provavelmente perceberam a surpresa e o choque no meu rosto — disse ela, relembrando o episódio em uma coletiva de imprensa no dia seguinte.
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Entre a equipe da Nasa em Houston, houve “gritos audíveis de alegria” por parte dos cientistas quando a tripulação descreveu os flashes de luz causados pelos impactos de meteoritos, afirmou Young.
— [O fenômeno é] algo que não testemunhamos com frequência — disse a astronauta reserva da missão, Jenni Gibbons. — Eles eram uma prioridade científica muito alta para nós, então o fato de terem visto quatro ou cinco foi simplesmente extraordinário.
“Sem dúvida”
Terra se pondo sobre a borda da Lua, vista da espaçonave Orion
NASA / AFP
Enquanto os astronautas retornavam para casa em alta velocidade, a Nasa perguntou a eles, na terça-feira, sobre os impactos de meteoritos que observaram durante o período de quase sete horas de observação.
— Eles duraram mais tempo? E vocês perceberam alguma cor? — perguntou Young.
— É como um pontinho de luz — respondeu o membro canadense da tripulação, Jeremy Hansen. — Eu suspeitaria que havia muitos mais.
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— Eu diria que duraram um milissegundo, como o tempo mais rápido que o obturador de uma câmera pode abrir e fechar — acrescentou Wiseman, que disse que os flashes eram “brancos a branco-azulados”. — Para mim, não havia dúvida de que estávamos vendo isso, e todos nós estávamos vendo.
Segundo a Nasa, a equipe — que bateu o recorde de maior distância da Terra durante o sobrevoo — relatou um total de seis impactos de meteoritos na superfície lunar.
As equipes em solo agora trabalham para cruzar essas observações com dados de um satélite em órbita da Lua, disse Young, acrescentando que a maioria dos registros ocorreu durante um eclipse solar, quando a Lua passou em frente ao Sol.
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“Desafio”
— Eu, pessoalmente… fiquei surpreso por eles terem visto tantos, embora tenham sido treinados para procurá-los — disse Bruce Betts, cientista-chefe da Planetary Society.
Segundo Betts, as descrições permitirão aos cientistas “ter uma ideia da frequência dos impactos”, bem como do tamanho dos projéteis.
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Uma das questões era qual tamanho um objeto precisa ter para produzir um flash visível para os astronautas, disse Betts.
— Não é um grão de poeira, mas também não é uma rocha de um metro de tamanho — explicou.
— [As observações mostram que o] fluxo diário de meteoros deve ser monitorado mais de perto no futuro antes que uma base lunar seja estabelecida — disse Peter Schultz, professor emérito de Ciências Geológicas na Brown University.
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Na Terra, objetos menores “queimam nas camadas altas da atmosfera devido ao atrito” antes de atingir o solo, observou Betts, o que não ocorre no satélite natural do planeta.
— Há mais desafios na Lua — afirmou.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quarta-feira (8), durante visita à Hungria, que Washington não pretende interferir nas eleições parlamentares do país. A declaração ocorre a poucos dias do pleito e em meio a críticas de autoridades europeias e adversários do governo húngaro.
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Em agenda na capital Budapeste, Vance rejeitou acusações de ingerência externa, apesar de ter demonstrado apoio público ao primeiro-ministro Viktor Orbán, que disputa a reeleição, afirmando que estava no local “para ajudá-lo neste ciclo eleitoral”. Segundo ele, os Estados Unidos não irão dizer aos húngaros como votar.
— Não diremos ao povo húngaro em quem votar — afirmou o vice-presidente, ao mesmo tempo em que criticou o que classificou como interferência da União Europeia no processo eleitoral do país.
A visita de Vance foi interpretada por opositores como um gesto político em favor de Orbán. O principal adversário do premiê, o líder oposicionista Péter Magyar, afirmou que a presença de autoridades estrangeiras às vésperas da votação pode configurar tentativa de influência externa.
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— Nenhum país estrangeiro pode interferir nas eleições húngaras. Esta é a nossa pátria. A história húngara não é escrita em Washington, Moscou ou Bruxelas, ela é escrita nas ruas e praças da Hungria — publicou Magyar.
Autoridades europeias também reagiram. Representantes da União Europeia indicaram preocupação com o episódio e classificaram a atuação americana como incomum no contexto de eleições de um país-membro do bloco.
Durante o discurso, Vance elogiou Orbán, a quem chamou de parceiro estratégico, especialmente em temas como segurança e guerra na Ucrânia. Ele também mdirecionou críticas a Bruxelas, acusando o bloco de tentar interferir no cenário político húngaro. Em resposta, o porta-voz adjunto do governo alemão, Sebastian Hille, rejeitou a acusação do vice-presidente americano.
— Gostaria de destacar, já que Vance está reclamando da suposta interferência da União Europeia na eleição, que o vice-presidente dos Estados Unidos esteve na Hungria poucos dias antes do pleito. Esse fato, por si só, fala por si sobre quem está interferindo — disse a jornalistas durante uma coletiva de imprensa.
A eleição na Hungria, marcada para o próximo domingo, é considerada uma das mais competitivas dos últimos anos. Após mais de uma década no poder, Orbán enfrenta desgaste político e econômico, além do crescimento da oposição, que aparece fortalecida nas pesquisas.
De acordo com o The New York Times, a presença de Vance na Hungria “deixa claro que a Rússia não é o único país empenhado na vitória” de Orbán.
Disputa interna, pesquisas e oposição em ascensão
Apesar do apoio internacional, pesquisas independentes indicam que o Fidesz enfrenta desvantagem significativa. Levantamentos citados pelo The New York Times apontam uma diferença de 10 pontos percentuais ou mais em favor do partido Tisza, liderado por Peter Magyar, um ex-aliado de Orbán que rompeu com o governo em 2024. O movimento, de perfil conservador pró-europeu, ganhou força em menos de dois anos e passou a ameaçar a hegemonia do atual premiê.
Já institutos ligados ao governo indicam cenário oposto, projetando vitória da coalizão Fidesz-KDNP. Orbán, de 62 anos, venceu com facilidade as quatro eleições anteriores e é visto como referência por movimentos nacionalistas na Europa, sendo associado a políticas de restrição à imigração e enfrentamento a pautas progressistas.
O Sr. Vance, à esquerda, reunindo-se com Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, o terceiro da esquerda para a direita, e o Sr. Orban em Budapeste na terça-feira
Jonathan Ernst
A campanha do primeiro-ministro tem enfatizado a segurança nacional e a oposição à Ucrânia, apontada como uma ameaça regional. Segundo o The New York Times, essa narrativa coloca o Fidesz como “único garantidor de segurança” diante do que Orbán considera riscos vindos do país vizinho.
Interesses geopolíticos e influência internacional
O pleito húngaro também mobiliza interesses de outras potências. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vê Orbán como aliado estratégico dentro da União Europeia, especialmente por sua atuação em temas como sanções econômicas e apoio financeiro à Ucrânia. Moscou mantém colaboração com o governo húngaro e tem contribuído para sustentar a economia do país por meio do fornecimento de energia.
Na véspera da chegada de Vance, o Kremlin apoiou alegações do governo húngaro sobre um suposto ataque a um gasoduto que liga a Sérvia à Hungria. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a Ucrânia tem histórico de sabotagem e que “é muito provável que sejam encontrados indícios do envolvimento do regime de Kiev” no episódio.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, aliado de Orbán, declarou que explosivos de “poder devastador” foram encontrados no trecho sérvio do gasoduto. A oposição húngara contestou a narrativa. Peter Magyar questionou a veracidade da informação e acusou o governo de tentar influenciar o eleitorado com base no medo às vésperas da votação.
Uma visita agendada do vice-presidente JD Vance deixa claro que a Rússia não é o único país interessado na vitória do líder húngaro, Viktor Orbán
Akos Stiller/The New York Times
Segundo o The New York Times, o envio de Vance à Hungria indica que o governo Trump acredita na possibilidade de reverter o cenário apontado pelas pesquisas. O próprio presidente norte-americano já afirmou ter capacidade de influenciar eleições estrangeiras. Em entrevista à Politico, citou o apoio ao presidente argentino Javier Milei como exemplo: “Ele estava perdendo a eleição, e eu o apoiei e ele venceu com uma margem esmagadora”.
No entanto, diferentemente do caso argentino, não há confirmação de apoio financeiro direto à Hungria. Orbán afirmou ter discutido com Trump um “escudo financeiro” de dezenas de bilhões de dólares, mas o presidente dos EUA negou: “Não, eu não prometi a ele, mas certamente ele pediu”.
Os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém reabrirão na quinta-feira, anunciou a polícia israelense nesta quarta-feira, quase 20 horas após a entrada em vigor de um cessar-fogo na guerra com o Irã.
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Localizados na Cidade Velha, o setor oriental da Cidade Santa ocupado e anexado por Israel, o Muro das Lamentações (Muro Ocidental) para os judeus, a Igreja do Santo Sepulcro para os cristãos e o Monte do Templo/Haram al-Sharif para os muçulmanos, haviam sido fechados pela polícia no primeiro dia da guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã.
“A partir de amanhã de manhã, quinta-feira, 9 de abril de 2026, os locais sagrados da cidade de Jerusalém reabrirão para visitantes e fiéis”, afirmou um comunicado da polícia israelense.
A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que a Otan “deu as costas” aos Estados Unidos no contexto da guerra com o Irã, elevando o tom das críticas à aliança militar poucas horas antes de uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o secretário-geral do bloco, Mark Rutte, em Washington.
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A declaração foi feita pela porta-voz Karoline Leavitt, que indicou que Trump deve discutir com Rutte a possibilidade de abandonar a aliança durante o encontro na Casa Branca, marcado para a tarde.
— (A saída da Otan) é algo que o presidente tem discutido e que acredito que ele voltará a tratar nas próximas horas com o secretário-geral Mark Rutte — afirmou a porta-voz.
Trump chegou a sugerir que os Estados Unidos poderiam deixar a aliança após países membros ignorarem seu apelo para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global que havia sido fechada pelo Irã, provocando alta nos preços de energia.
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A reunião ocorre em meio ao cessar-fogo de duas semanas envolvendo o Irã, anunciado na terça-feira, e em um momento de tensão entre Washington e aliados europeus sobre o papel da Otan no conflito no Oriente Médio.
Antes do encontro com Trump, Rutte se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o Departamento de Estado, as conversas abordaram as operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e o reforço da coordenação entre os países membros, incluindo a chamada “divisão de encargos” dentro da aliança.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (à direita), cumprimenta o secretário-geral da Otan, Mark Rutte (à esquerda), durante encontro no Departamento de Estado, em Washington, D.C., em 8 de abril de 2026
KENT NISHIMURA / AFP
Os EUA desempenham papel central na Otan desde sua criação, em 1949, mas o governo Trump tem intensificado as cobranças sobre os aliados europeus, especialmente em relação aos gastos com defesa e ao apoio em operações militares recentes.
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Nos últimos dias, o presidente americano voltou a criticar países europeus por não apoiarem de forma mais ativa a ofensiva conduzida por EUA e Israel contra o Irã. Apesar disso, Trump mantém uma relação próxima com Rutte, a quem já descreveu como “um cara formidável”.
A expectativa é que o chefe da Otan tente amenizar as tensões e reforçar o compromisso dos aliados durante o encontro.
Protagonista da guerra no Oriente Médio, o Estreito de Ormuz vem ganhando protagonismo no noticiário internacional. Mas bem próximo de lá, uma ilha chama a atenção pelo show de cores que promove para seus visitantes em solo e mar. A Ilha de Ormuz fica a 8 km da costa do Irã e tem apenas 41 quilômetros quadrados. Ainda pouco conhecida na região como rota turísticas, ela é também considerada uma raridade geológica. Um dos fenômenos que acontece ali deixa as águas vermelhas, e seu solo repleto de colinas fica colorido, em meio a cavernas de sal, além de construções em formato de ovos em meio a uma área deserta.
O show de cores é explicado por camadas de rocha vulcânicas, sal e minerais, como o óxido de ferro. Segundo influenciadores que postam sobre o destino nas redes, é possível atravessá-la em 40 minutos com uma scooter. Embora ainda seja relativamente pouco explorada, em comparação a outros destinos próximos, mesmo com o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, alerta oficiais não recomendam que se viaje para a ilha.
Um dos locais que mais chama atenção por lá é o Vale do Arco-Íris, há faixas de areia em verde, laranja, roxo, rosa e vermelho. Perece até feito por inteligência artificial, mas ela existe e proporciona belas fotos a seus visitante. Já no Vale do Açafrão as cores predominantes são o amarelo brilhante e o dourado. Moradores locais acreditam que a areia rica em diferentes minerais tem propriedades curativas.
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Outro fenômeno conhecido no local é a coloração da água, que fica vermelha, especialmente depois de chuvas. É tudo explicado pela química, já que o solo é rico em óxido de ferro, resultado da origem de depósitos vulcânicos, segundo explicou o portal Daily Mail, em uma das vezes que o fenômeno ocorreu, em dezembro.
Há ainda cavernas de sal, onde camadas de sal ficam presas nas rochas, onde também há uma variedade de cores.
Por lá ainda existe a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, construída pelos portugueses no século XVI, época das grandes navegações europeias.
Para se chegar até a Ilha de Ormuz, o caminho não é fácil. É preciso viajar da capital Teerã até a cidade de Bandar Abbas, em um voo que dura aproximadamente duas horas. seguidas de 45 minutos de travessia de barco até a Ilha de Ormuz.
Praia na Ilha de Ormuz
Reprodução/Instagram/@monkey.inc
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