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O badminton vai testar petecas sintéticas em torneios de nível inferior, com o objetivo de potencialmente utilizá-las no nível de elite, informou a entidade que rege o esporte, devido à escassez de penas de pato e ganso. O aumento vertiginoso dos custos das matérias-primas na China fez com que os preços das petecas mais que dobrassem no ano passado.
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A Federação Mundial de Badminton (BWF) já havia afirmado que esse era um problema, mas que a escassez ainda não havia atingido um nível crítico. A BWF afirmou que usará petecas sintéticas em eventos selecionados, incluindo torneios internacionais juvenis.
“Esta iniciativa faz parte da abordagem de longo prazo da BWF para avaliar petecas de penas sintéticas para uso potencial no nível de elite”, afirmou em comunicado. “O teste incluirá a coleta de dados de desempenho do fabricante, juntamente com o feedback de jogadores, oficiais técnicos e organizadores de eventos.”
“Esta informação apoiará a avaliação contínua da BWF e orientará as decisões futuras sobre o potencial uso de petecas sintéticas em torneios de alto nível.”
A escassez de petecas pode ser atribuída, em parte, à mudança nos hábitos de consumo na China. A produção de petecas depende muito do fornecimento de penas de pato e ganso. Uma peteca de alta qualidade requer 16 penas cuidadosamente selecionadas, geralmente provenientes das asas de patos ou gansos.
A produção de petecas de pato e ganso na China, líder mundial na produção de petecas, diminuiu drasticamente nos últimos anos. Fabricantes disseram à AFP que também há uma crescente demanda por petecas devido à popularidade do badminton na China.
O Irã tornou público um plano de dez pontos para encerrar o conflito com os Estados Unidos, um dia após a entrada em vigor de um cessar-fogo temporário de duas semanas, acordado na noite de terça-feira. A proposta foi considerada pelo presidente Donald Trump como “uma base viável para negociar”, mas inclui exigências que entram em choque direto com posições já defendidas por Washington, especialmente sobre o programa nuclear iraniano e a presença militar americana no Oriente Médio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Ponto central das negociações sobre um cessar-fogo temporário e, provavelmente, dos termos para o fim da guerra no Irã, a reabertura completa do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% das exportações de petróleo do mundo, é um desejo de boa parte da comunidade internacional, e chegou a ser citada na publicação em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a trégua. Um alívio para as centenas de embarcações que aguardam o momento de cruzar a área e chegar a seus portos.
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Mas se depender de Teerã, o cenário pré-Operação Fúria Épica não será retomado tão cedo. Ao longo dos 39 dias de conflito, o regime aplicou com sucesso uma estratégia planejada por décadas para o estreito, virtualmente bloqueou a passagem e agora quer exige poderes para controlar a rota, decidindo quem pode transitar e quanto deve pagar pelo “privilégio”. Uma pequena amostra do “dedo no gatilho”, usando uma expressão da Guarda Revolucionária, veio nesta quarta-feira, quando o tráfego foi interrompido após ataques israelenses contra o Líbano, que deixaram mais de 200 mortos.
Entenda por que a reabertura total e irrestrita do Estreito de Ormuz será tão difícil a curto prazo.
Controle militar (com ajuda do terreno)
Há décadas o Irã ameaça fechar Ormuz diante de riscos externos, como a Guerra Irã-Iraque, mas até o dia 28 de fevereiro eram apenas palavras e exercícios militares. Mas no início de março, a Guarda Revolucionária colocou em prática a estratégia defensiva. Com drones, mísseis, minas navais, lanchas e mensagens ameaçadoras por rádio, o tráfego de navios caiu quase a zero, provocando um congestionamento histórico em águas próximas e causando um choque do petróleo de grande porte.
Irã aperta controle sobre Estreito de Ormuz e impõe vitória estratégica no conflito contra os EUA e Israel
Editoria de Arte/O Globo
A costa extensa deu aos iranianos uma ampla plataforma de lançamento contra quem desafiasse o bloqueio. O controle de ilhas como Qeshm — a maior do Golfo Pérsico, e nos últimos anos transformada em uma fortaleza — garantiu locais avançados de controle, observação e intimidação. Em seu trecho mais estreito, as duas margens estão a menos de 40 km de distância, e as águas mais rasas do lado iraniano restringem ainda mais as rotas. Ao contrário de outros pontos de travessia pelo mundo, não há um plano B para quem quer chegar ao interior do Golfo.
Garantias de segurança
Dentro do conceito de defesa do Irã, o Estreito de Ormuz passou a ser um elemento crucial de segurança contra ameaças externas, ao lado de seu arsenal de mísseis e drones. Ao fechar a passagem, Teerã coletivizou e maximizou os custos da guerra dos EUA e Israel, em uma tentativa de pressionar a comunidade internacional por um cessar-fogo. Deu certo: Trump fez três ultimatos exigindo a reabertura, e ameaçou eliminar a civilização iraniana no último deles.
A duas horas do fim do prazo, o americano piscou, anunciou a trégua e até republicou em suas redes sociais a declaração do governo iraniano de que iria controlar o estreito durante a pausa nos combates. Como disse Danny Citrinowicz, ex-chefe do departamento do Irã da inteligência de defesa israelense, ao Wall Street Journal, “o Estreito de Ormuz definitivamente se tornou tão importante para eles quanto os mísseis e o programa nuclear”, cujo controle “é imprescindível”. Os iranianos, especialmente a Guarda Revolucionária, também entendem que desarmar o sistema montado na área exigiria uma operação de tal porte que poucos ousariam se aventurar.
— Na tentativa de impedir o Irã de desenvolver uma arma de destruição em massa, os EUA entregaram ao Irã uma arma de perturbação em massa — explicou Ali Vaez, diretor do Projeto Irã do International Crisis Group, à agência Reuters. .
Fonte bilionária de renda
Em meio ao choque provocado pelo bloqueio, os iranianos sinalizaram que navios autorizados a trafegar por Ormuz precisariam pagar um pedágio, que poderia chegar a até US$ 2 milhões em determinados casos. Segundo o portal Lloyds List, desde o dia 13 de março, ao menos 26 navios trafegaram pela rota aprovada pela Guarda Revolucionária — as regras incluem o envio de documentos, lista de tripulantes e uma “checagem de risco geopolítico”, uma verificação se a embarcação pertence a algum país “hostil”, como Israel e EUA. O pagamento pode ser feito em riais iranianos, yuanes chineses ou em criptomoedas, jeito eficaz para evitar sanções. Um projeto para oficializar a cobrança está em fase final no Parlamento, e prevê uma tarifa de US$ 1 por barril de petróleo. Alguns petroleiros têm capacidade para até dois milhões de barris. Caso implementado sem percalços, o esquema poderá gerar até US$ 500 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.
— O Irã aprendeu a manter a economia global como refém — disse Petras Katinas, pesquisador do think tank Royal United Services Institute, ao jornal britânico Telegraph.
Vantagem em disputas
Pouco depois do anúncio da trégua, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, estipulou que Teerã determinaria o ritmo da reabertura do estreito, ao contrário da retomada plena do tráfego, como a existente antes de Trump decidir lançar a “Operação Fúria Épica”. Nas primeiras horas de cessar-fogo, o Irã interrompeu a passagem por Ormuz como resposta aos bombardeios israelenses contra o Líbano — teoricamente incluido no plano — e prometeu manter o bloqueio caso os ataques continuem. Nas negociações previstas para começar na sexta-feira, analistas esperam que o controle sobre a passagem seja usado para obter concessões generosas, ignorando as queixas dos países árabes que não quererem pagar mais por suas exportações. Mais do que uma arma de combate ou econômica, a supremacia (ao menos momentânea) sobre Ormuz deu a Teerã uma potente ferramenta política.
“Hoje, o controle sobre o Estreito de Ormuz oferece um tipo diferente de influência”, escreveu Hamidreza Azizi, pesquisador visitante do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, em uma análise nos últimos dias. “Uma influência que é imediatamente visível nos mercados globais, continuamente exercitável e menos dependente de ciclos prolongados de negociação e processos diplomáticos.”
A legalidade (ou não) do fechamento
Mas a estratégia iraniana deve enfrentar questionamentos legais. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em seu Artigo 17, garante a embarcações que não ameacem áreas consteiras o direito da “passagem inocente”, aquela considerada contínua e rápida por águas territoriais internacionais. Ao estipular a cobrança de pedágio, o Irã rompe com a ideia de que o mar não pertence a ninguém. Philippe Delebecque, professor e especialista em direito marítimo da Universidade Sorbonne, em Paris, disse à Associated Press que “e liberdade de navegação sempre foi reconhecida, inclusive especificamente em estreitos”, e questionou o que aconteceria se os países que margeiam os estreitos de Gibraltar e Malaca também começassem a cobrar. Irã e EUA não ratificaram a Convenção do Mar, o que não os isenta de cumprir a lei internacional ou as regras estabelecidas pelo direito internacional costumeiro.
Se fosse um manual, o título está dado: “Como implodir seu próprio governo em seis semanas.” De forma reservada, um estrategista político americano dos mais austeros sintetizou assim ao GLOBO os 39 dias de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Ele o fez após o anúncio, na noite desta terça-feira, do cessar-fogo entre Washington e Teerã para as próximas duas semanas e que, de acordo com Tel Aviv, exclui o teatro de guerra do Líbano, onde segue o conflito com o Hezbollah. O veterano de pleitos desde os anos 1990 jamais trabalhou para o Partido Democrata e não é uma voz isolada no flanco da direita. Desastre já é palavra usada por governistas, e cada vez menos apenas à boca miúda, para traduzir “a aventura de Donald Trump no Irã”.
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A maior parte o faz, pelo viés ideológico, de olho no legado da segunda passagem do republicano pela Casa Branca e na cada vez maior percepção da base trumpista de estelionato eleitoral cometido em 2024, quando o então candidato presidencial denunciou as “guerras sem fim nos cafundós do planeta”, com bilhões desviados do bem-estar dos cidadãos americanos. Se mostram especialmente contrariados com a previsão ao Orçamento de US$ 1,5 trilhão pela Casa Branca para despesas militares pós-Irã enquanto o custo de vida, a gasolina, os fertilizantes para o agro e o preço dos planos de saúde disparam.
Os mais oportunistas centram seu desgosto na perda de seus cargos, com a derrota maior do que a esperada para a oposição nas eleições de novembro após os passos em falso no Irã. Não é coincidência o Comitê de Campanha ao Senado do Partido Republicano anunciar investimento inédito de US$ 342 milhões nas disputas majoritárias, com socorro gordo de dólares a estados que votam majoritariamente na direita há décadas, entre eles Alasca e Ohio.
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E os governistas menos tacanhos alertam ainda para o que já consideram ser, mesmo com fim inconcluso da transformação em curso no Oriente Médio, o maior erro geopolítico de Washington desde a Guerra do Vietnã. Destacam a falta de confirmação do fim da ameaça militar do Irã e da capacidade do país de produzir armas atômicas, além do controle por Teerã do estratégico Estreito de Ormuz. Nenhum deles compra a inverdade de Trump de que houve mudança de regime em Teerã e que o novo comando, como o cessar-fogo indicaria, estaria interessado em “colaborar com Washington”. Não têm ilusão de estarem às voltas com uma nova Caracas de Delcy Rodriguez.
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Editoria de Arte/O Globo
Capacidade de Trump em xeque
As ameaças, por escrito, de Trump, de destruir “toda uma civilização” em apenas uma noite, afastaram ainda mais a opinião pública americana da Casa Branca, com recordes de narizes torcidos para o governo. Pesquisas internas do Partido Republicano constataram o tamanho do tombo destes 40 dias, especialmente entre os independentes, com a aprovação estacionada em um dígito. Como não votam diligentemente em um dos dois lados do bipartidarismo ianque, tendem a ser os mais decisivos. Mais desperto do que o costume, o Partido Democrata percebeu a oportunidade, e vozes de peso da oposição passaram a cobrar o secretariado trumpista e o vice-presidente, JD Vance, a debaterem a aplicação da 25ª emenda da Constituição dos EUA, instituída em 1967. Ela prevê que a maioria do Gabinete e o vice têm o dever de enviar, em conjunto, ao Congresso, declaração por escrito se constatarem a incapacidade do presidente de comandar o país.
Isso jamais aconteceu, o Legislativo atual é dos mais submissos ao Executivo da História americana, e os auxiliares mais próximos do republicano se dividem entre os que dizem sim, e sim, senhor, ao líder. Foi o que reforça reportagem do New York Times ao detalhar o encontro na Casa Branca que resultou no convencimento do republicano, pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre o ataque conjunto ao Irã. Alguns até questionaram a credibilidade da projeção do linha-dura israelense da queda veloz do regime após a eliminação do aiatolá Ali Kamenei, de revolta popular de monta e da minoria curda pegando em armas, mas ninguém se interpôs de fato ao impulso de Trump. Ainda assim, a discussão pública da incapacidade do político de 79 anos de seguir no comando do país, por si só, atesta a fragilidade inédita do Trump 2.0.
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Fraturas começam a ser percebidas até nas Forças Armadas. A Fundação Militar para Liberdade Religiosa, organização independente fundada dois anos após a invasão do Iraque pelos EUA, que defende soldados e oficiais americanos às voltas com discriminação, informou ter recebido, desde o início do ataque ao Irã, mais de 200 reclamações formais de proselitismo coercitivo. O uso da religião, especialmente pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, com a apresentação do ataque ao Irã como uma cruzada contemporânea, ainda causa atritos. E a ameaça, pelo presidente, de cometer o que poderiam ser qualificados como crimes de guerra, inclusive o mais grave deles, o genocídio, fez com que pelo menos um oficial da reserva tratasse reservadamente da dificuldade dos comandantes de cumprirem missões percebidas como desumanas e/ou ilegais.
É consenso que Trump reage de forma ainda mais inconsequente quando se percebe sem saída. Mas, no Irã, até republicanos avaliam que ele extrapolou, ao desafiar, sem exceções, todas as instituições do país. E o fez às vésperas da celebração dos 250 anos da democracia americana, em julho, e no momento em que poderia colher frutos do sucesso e do fascínio gerado pela missão Ártemis II.
Ao ignorar a necessidade de o Congresso aprovar uma guerra, dar de ombros aos aliados internacionais em meio a uma crise econômica global e aplicar tom vulgar às ameaças a Teerã, inclusive com a sugestão não explícita do uso de armas nucleares, o presidente teria, temem os republicanos, extrapolado sua irresponsabilidade e aumentado a probabilidade de a revolução ultraconservadora do Trump 2.0 começar a ser interrompida já no próximo semestre. Curiosamente, boa parte desses críticos de ocasião não se alarmaram há pouco mais de uma década, quando o então candidato à Presidência afirmou, em evento político, que sua base lhe era tão fiel a ponto de ele poder atirar a esmo em alguém na Quinta Avenida, em Nova York, e eles ainda votarem nele. Miraram nos votos e deixaram para depois a sugestão de crime.
A polícia da Etiópia anunciou a prisão de um dos principais líderes de uma rede internacional de tráfico humano responsável por mais de 3 mil vítimas, em um caso que envolve mortes, abusos e atuação em diversos países.
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Segundo autoridades, o principal suspeito e ao menos nove cúmplices foram detidos na região de Tigré, no norte do país. O grupo é acusado de comandar um esquema ativo desde 2018, que recrutava principalmente jovens em situação de vulnerabilidade em países do nordeste africano.
As investigações indicam que a organização criminosa traficou milhares de pessoas para destinos como a Líbia, onde as vítimas eram mantidas em cativeiro. De acordo com a polícia, migrantes ficavam presos em armazéns, submetidos a violência, extorsão e abusos sistemáticos.
O grupo também é responsabilizado pela morte de mais de 100 pessoas e pela exploração sexual de pelo menos 50 mulheres, segundo informações oficiais.
Esquema internacional e lucro milionário
A rede atuava em vários países, incluindo Sudão, Somália, Quênia e nações europeias, utilizando múltiplas identidades para dificultar a ação das autoridades.
As autoridades estimam que o esquema movimentou mais de 3 bilhões de birres etíopes (cerca de US$ 19 milhões), valor obtido por meio do tráfico e da extorsão de vítimas e familiares.
Relatos colhidos durante a investigação apontam que os migrantes eram atraídos com promessas de emprego no exterior, mas acabavam sequestrados e obrigados a pedir dinheiro a parentes para serem libertados.
Cooperação internacional e próximos passos
A operação é resultado de uma investigação transnacional, com compartilhamento de informações entre autoridades de diferentes países e organismos regionais de combate ao tráfico de pessoas.
Segundo a polícia etíope, o caso já foi encaminhado à Justiça para processamento dos suspeitos. Além disso, bens e contas ligadas ao grupo foram bloqueados, como parte das medidas para desarticular a organização criminosa.
A ação ocorre em um contexto em que a Etiópia é considerada uma das principais rotas de origem de migrantes na África, cenário frequentemente explorado por redes de tráfico humano que prometem melhores condições de vida no exterior.
O principal suspeito dos assassinatos de Gilgo Beach, Rex Heuermann, declarou-se culpado na quarta-feira (8) e deve agora receber a sentença de prisão perpétua no próximo mês de junho, depois de 30 anos de investigação sobre o caso. Segundo a sua confissão, ele teria matado oito mulheres em Nova York, com requintes de crueldade, incluindo desmembramento dos corpos.
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Heuermann, de 62 anos, confessou os sete homicídios pelos quais era formalmente acusado, além de um oitavo crime que ainda não havia sido oficialmente imputado. Ele compareceu ao tribunal do condado de Suffolk para o que seria uma audiência de rotina antes do julgamento previsto para o outono.
As vítimas de Heuermann, em sentido horário, a partir da linha superior: Shannan Gilbert, Maureen Brainard-Barnes, Melissa Barthelemy, Valerie Mack, Amber Lynn Costello e Megan Waterman
Reprodução: Condado Policial de Suffolk
Vestido com terno escuro, camisa branca e gravata azul estampada, ele afirmou ao juiz Timothy P. Mazzei que estava fazendo a confissão de forma voluntária e que abria mão do direito de recorrer e de testemunhar em sua própria defesa.
“Você sente que é do seu interesse se declarar culpado?”, perguntou o juiz.
“Sim, sinto”, respondeu Heuermann, assentindo com a cabeça.
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O promotor do condado de Suffolk, Raymond A. Tierney, citou uma a uma as vítimas e questionou o réu sobre como havia causado suas mortes. “Estrangulamento”, respondeu Heuermann repetidamente.
A faixa de areia de Gilgo Beach, em Nova York
SPENCER PLATT / GETTY IMAGES VIA AFP
Ele afirmou que contratava mulheres como acompanhantes, as matava, amarrava seus corpos com estopa e os abandonava ao longo da Ocean Parkway, via da orla que gerou a alcunha do criminoso.
Durante a confissão, Heuermann manteve comportamento calmo, como se estivesse em uma conversa cotidiana. A audiência, realizada diante de uma sala lotada, durou cerca de 20 minutos.
Após o depoimento, o advogado de defesa, Michael Brown, disse que a decisão de assumir a responsabilidade partiu do próprio cliente.
“Houve um momento nesta defesa em que Rex disse: ‘Quero me declarar culpado’”, afirmou Brown. Segundo ele, Heuermann foi motivado pelo desejo de poupar as famílias das vítimas de um julgamento “sensacionalista” e de “evitar que sua própria família passasse por esse sofrimento”. Questionado se o cliente demonstrava arrependimento, respondeu: “Espero que sim”.
A investigação teve início em 2010, quando a polícia encontrou quatro corpos em Gilgo Beach, na costa sul de Long Island. Ao longo dos anos, os restos mortais de 16 pessoas foram localizados na região, incluindo uma mulher assassinada ainda na década de 1990. Desde o começo, parte dos investigadores suspeitava da atuação de um assassino em série, mas o caso foi prejudicado por falhas internas, desorganização e episódios de corrupção.
As autoridades acreditavam que o criminoso escolhia mulheres que anunciavam serviços em sites como Craigslist, utilizava tiras de estopa para amarrá-las e fazia contato por celulares descartáveis, difíceis de rastrear. Dados de torres de telefonia indicavam que ele poderia se deslocar entre Long Island e Manhattan.
Apesar dessas pistas, a polícia levou anos para identificar um suspeito. A virada ocorreu apenas em julho de 2023, com a prisão de Heuermann.
Durante todo esse período, familiares das vítimas pressionaram as autoridades por respostas e questionaram se o ritmo da investigação teria sido diferente caso as mulheres não fossem trabalhadoras do sexo.
Na audiência desta quarta-feira, os nomes das vítimas foram lembrados em voz alta: Megan Waterman, 22 anos; Melissa Barthelemy, 24; Amber Lynn Costello, 27; Maureen Brainard-Barnes, 25; Valerie Mack; Jessica Taylor, 20; Sandra Costilla, 28; e Karen Vergata, 34.
O movimento libanês Hezbollah, apoiado por Teerã, afirmou, nesta quinta-feira (no horário local), que lançou foguetes contra Israel em resposta à “violação” do cessar-fogo pactuado entre Estados Unidos e Irã. Em comunicado, o Hezbollah informou que, “em resposta à violação do acordo de cessar-fogo por parte do inimigo”, atacou “a região de Manara [do outro lado da fronteira com Israel] com uma chuva de foguetes às 2h30 de quinta-feira”, 20h30 desta quarta-feira em Brasília.
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O grupo libanês não havia reivindicado nenhum ataque contra Israel desde o anúncio da trégua na terça-feira (horário de Washington), depois de 39 dias de guerra. Poucas parte do Líbano permanecem intocados pela guerra. Vilarejos inteiros foram esvaziados depois que Israel emitiu alertas de evacuação em larga escala para quase todo o sul do país.
Ataques aéreos israelenses destruíram casas, romperam pontes e arrasaram partes de cidades. As forças terrestres israelenses avançaram cada vez mais, entrando em confronto com militantes do Hezbollah em terrenos acidentados e montanhosos.
A guerra trouxe grande incerteza para o sul do país, uma área predominantemente muçulmana xiita e dominada pelo Hezbollah durante décadas. Nos últimos dias, autoridades israelenses apresentaram um plano para ocupar uma faixa do sul, da fronteira até o rio Litani, após o fim da invasão terrestre. Isso corresponde a cerca de 10% de todo o país. Israel afirma que pretendem estabelecer uma “zona de segurança” para impedir que o território seja usado para atacar seu território.
Na última terça-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que as centenas de milhares de libaneses deslocados que fugiram do sul não poderão retornar às suas casas até que a “segurança dos residentes do norte de Israel seja garantida”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, antes de reunião com ministros das Relações Exteriores do Reino Unido e da França, em Jerusalém, em 16 de agosto de 2024
Kobi Wolf/Bloomberg
O governo do Líbano condena a campanha militar de Israel e apela à comunidade internacional para que intervenha. Na semana passada, o primeiro-ministro Nawaf Salam alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o risco de Israel anexar o território ao sul do rio Litani.
O presidente americano, Donald Trump, reiterou suas duras críticas à Otan e voltou a invocar seu descontentamento com a Groenlândia, a gigantesca ilha que ele tentou anexar, após uma reunião a portas fechadas nesta quarta-feira com o chefe da aliança, Mark Rutte. A raiva de Trump em relação aos aliados da Otan por não se juntarem à sua guerra contra o Irã aumentou os temores de que ele tente retirar os Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que existe há quase oito décadas.
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Cessar-fogo no Irã: o que se sabe e quais os próximos passos para a reabertura do Estreito de Ormuz e um acordo de paz?
Em seus comentários iniciais sobre a reunião, ele reiterou sua frustração.
“A OTAN NÃO ESTAVA LÁ QUANDO PRECISAMOS DELA, E NÃO ESTARÁ LÁ SE PRECISARMOS DELA NOVAMENTE”, publicou em sua plataforma, Truth Social. “LEMBREM-SE DA GROENLÂNDIA, AQUELE GRANDE PEDAÇO DE GELO MAL ADMINISTRADO”, acrescentou, sem dar mais detalhes.
Antes do início da guerra com o Irã, sua ameaça de anexar a Groenlândia, a gigantesca ilha do Ártico, era uma questão central dentro da aliança. Rutte, o ex-primeiro-ministro holandês apelidado de “o conselheiro de Trump”, entrou na Ala Oeste da Casa Branca por uma porta lateral na quarta-feira. Saiu com a mesma discrição duas horas e meia depois.
“Foi uma discussão muito franca e aberta”, disse ele posteriormente à CNN em uma entrevista televisionada.
Rutte não respondeu diretamente às perguntas sobre se Trump havia dito que se retiraria da aliança.
“É muito triste que a Otan tenha virado as costas para o povo americano nas últimas seis semanas, justamente quando são essas pessoas que têm financiado sua defesa”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt antes da reunião na Casa Branca.
Questionada se Trump abordaria uma possível retirada da Otan, ela respondeu: “É algo que o presidente mencionou e acho que é algo que ele abordará em algumas horas com o secretário-geral Rutte”.
Enquanto isso, o Wall Street Journal indicou que Trump buscaria punir alguns membros da Otan que, em sua opinião, não ajudaram durante o conflito.
“Compartilhamento de responsabilidades”
O Secretário-Geral da Otan tem um longo histórico de persuadir Trump a apoiá-lo. Antes da reunião na Casa Branca com Trump, Rutte conversou com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. As discussões se concentraram em operações militares contra o Irã, na guerra na Ucrânia e no fortalecimento da coordenação e do “compartilhamento de responsabilidades” com os aliados da Otan, de acordo com um comunicado do porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott. Ele também deve se reunir com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth.
Os Estados Unidos desempenham um papel militar central na Otan desde sua criação, em 1949, mas Trump exige maior comprometimento de seus parceiros. Em 2025, os demais membros da aliança decidiram por um aumento significativo em seus gastos com defesa, como parte de um plano que se estende até 2035. Nos últimos meses, Trump também retirou o apoio à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia e ameaçou proteger os países aliados, a menos que eles invistam mais em defesa.
Rutte tem sido uma figura fundamental nos esforços dos membros da Otan para apaziguar o presidente dos EUA. O ocupante da Casa Branca é generoso em seus elogios ao chefe da Otan, a quem chama de “um sujeito formidável” e “ótimo”. Mas ele critica os europeus por sua recusa em ajudar os Estados Unidos e Israel a reabrirem o Estreito de Ormuz, crucial para o mercado global de hidrocarbonetos, durante o conflito com o Irã.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira (9) que os navios que atravessarem o Estreito de Ormuz devem seguir duas rotas alternativas, mais próximas da costa, alegando a possibilidade de haver “minas” na via habitual, segundo informação da agência de notícias AFP.
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“Para se proteger de possíveis colisões com minas, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária , até novo aviso, (os navios) deverão adotar rotas alternativas para o tráfego no Estreito de Ormuz”, informou a agência de notícias Mehr, citando um comunicado militar acompanhado de um mapa no qual as rotas são destacadas.
No primeiro dia de cessar-fogo, a navegação ficou incerta na região. Houve fila de navios para atravessar o Estreito de Ormuz e a circulação parecia voltar à normalidade gradualmente. No entanto, com ataques contra o Líbano, incluindo a capital Beirute, o Irã anunciou que fecharia a rota novamente. O país persa denunciou ‘violações do cessar-fogo’ por Israel’, enquanto o presidente americano Donald Trump afirmou que o Líbano não fazia parte do acordo. O anúncio feito agora pelo Irã, indicando as rotas alternativas aos navios sinaliza para uma nova reabertura.
O acordo de trégua foi mediado pelo Paquistão, que tem atuado diplomaticamente para conter os ataques de ambos os lados na região. No entanto, ainda há dúvidas sobre o escopo do acordo, que mostra fragilidade. Com a sinalização para uma negociação pelas próximas duas semanas, o preço do petróleo despencou nesta quarta-feira (8), chegando a cair 16% na madrugada, e as bolsas subiram ao redor do mundo.
Ainda na terça-feira (7), quando Trump ameaçou que “uma civilização inteira iria morrer” naquela noite, o Conselho de Segurança da ONU votou e rejeitou proposta sobre coordenação para reabrir o Estreito de Ormuz, com o veto de Rússia e China, membros permanentes. A proposta falava para países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação” pela rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial.
A ministra de Ciências do Chile, Ximena Linconao, foi agredida e alvo de insultos nesta quarta-feira após participar de uma cerimônia em uma universidade no sul do país, segundo autoridades e um vídeo divulgado pela imprensa local. Em imagens da rádio Biobío, é possível ver a ministra deixando o local enquanto um grupo de pessoas — aparentemente estudantes — joga água nela. No caminho até o carro, um homem empurrou a ministra e um de seus seguranças. Linconao, no entanto, não ficou ferida, de acordo com o governo.
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A ministra havia participado da abertura do ano acadêmico na Universidade Austral, a cerca de 850 quilômetros ao sul de Santiago. Ao deixar o evento, foi surpreendida por protestos de estudantes.
— As manifestações podem ocorrer. Entendemos isso como um direito, mas isso não foi uma manifestação. Foi um crime, um ato grave que devemos condenar — afirmou à imprensa a ministra da Segurança, María Steinert.
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A autoridade anunciou que o governo irá acionar a Justiça por um “atentado contra a autoridade” e reforçou que a ministra não sofreu lesões.
O ultradireitista José Antonio Kast assumiu o governo em 11 de março com o maior nível de popularidade para um presidente em 16 anos. No entanto, após anunciar um aumento histórico no preço dos combustíveis e cortes de gastos, sua desaprovação cresceu rapidamente.
Em apenas duas semanas de governo, a taxa de desaprovação chegou a 49%, enquanto a aprovação caiu para 47%, segundo o instituto Cadem.
Mudança de governo no Chile: Kast assume prometendo ‘um antes e um depois’ em matéria de combate à violência
Entre os cortes anunciados por Kast estão reduções no orçamento de todos os ministérios, incluindo o de Ciências, comandado por Linconao, e o da Educação.
“Conversei com a ministra Ximena Linconao e é inaceitável a situação que ela viveu. Ela ficou duas horas trancada em uma sala de aula e precisou ser escoltada pela polícia para não sofrer ferimentos graves”, afirmou a ministra de Energia, Ximena Rincón, em publicação na rede X.
A Universidade Austral informou que abrirá uma investigação para “esclarecer o ocorrido e determinar as responsabilidades correspondentes”.

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