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Um trabalhador que ficou preso por duas semanas após o desabamento de uma mina no noroeste do México foi resgatado, informou o governo nesta quarta-feira (8).
Outros dois trabalhadores morreram quando a mina de ouro e prata no estado de Sinaloa desabou em 25 de março, deixando quatro homens presos nos escombros.
Um dos mineiros foi resgatado em 30 de março, e um mergulhador localizou o outro sobrevivente na noite de terça-feira.
“Inacreditavelmente — e felizmente — ele foi encontrado vivo”, disse a presidente Claudia Sheinbaum em uma coletiva de imprensa regular.
Centenas de socorristas trabalharam dia e noite durante duas semanas, utilizando equipamentos especializados de extração de água para chegar aos mineiros.
Falhas e histórico de acidentes
Segundo as autoridades, a mina desabou devido a uma falha na impermeabilização, que comprometeu sua estrutura.
Acidentes não são incomuns em minas no México, onde algumas operam clandestinamente ou com equipamentos e segurança inadequados.
Em agosto de 2022, o desabamento de uma mina no estado de Coahuila, no norte do país, matou 10 trabalhadores.
Nesse mesmo estado, em 2006, 65 mineiros morreram em uma explosão na mina de carvão Pasta de Conchos.
Um menino de nove anos nascido em Cardiff está impedido de voltar para casa no Reino Unido após ser barrado no embarque por falta de comprovação de status migratório, depois de uma mudança recente nas regras de entrada no país. David Toropu viajava com a família durante as férias de Páscoa e, ao tentar retornar na última quinta-feira, dia 2, a partir de Milão, foi informado de que não poderia embarcar para Londres.
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David havia passado quatro dias em Veneza, em uma excursão de rúgbi, ao lado da mãe, Christina, do padrasto e do meio-irmão. A família esperava repetir o trajeto sem dificuldades, como na ida, mas foi surpreendida no aeroporto com a informação de que o controle de fronteira britânico não tinha registro de residência do menino no país.
Apesar de ter nascido em Cardiff e viver toda a vida no País de Gales, David possui passaporte romeno. Os pais são cidadãos da Romênia e se mudaram para o Reino Unido um ano antes de seu nascimento. O pai tem status de residência permanente, enquanto a mãe possui autorização temporária.
“Eu não sabia que precisava solicitar um status próprio para ele. Como nasceu depois de anos vivendo no país, achei que teria direito automático à cidadania britânica”, disse Christina ao Wales Online.
“Pensei que ele teria dupla cidadania e não precisaria de outro documento. Mas as regras mudaram depois do Brexit e eu não sabia.”
Após ser impedida de embarcar com o filho, Christina permaneceu na Itália enquanto o marido e o enteado retornaram ao Reino Unido. Depois de dois dias, ela seguiu com David para a Romênia, onde estão hospedados na casa de familiares, à espera de uma solução.
A família segue separada e sem previsão de reencontro. Segundo a mãe, a situação tem causado forte impacto emocional no menino, que tem toda a rotina estruturada no Reino Unido, onde estuda, pratica esportes e recebe atendimento médico.
“Ele ouviu quando disseram que não poderia entrar e ficou perguntando o que ia acontecer. Achou que iam me deixar voltar e que ele ficaria sozinho”, relatou.
No aeroporto, Christina tentou regularizar a situação solicitando uma autorização eletrônica de viagem, mas o pedido foi negado. As autoridades informaram que o documento é válido apenas para visitantes, não para residentes — e o endereço informado era justamente no Reino Unido.
Além da incerteza, a família já acumula prejuízo financeiro. Em menos de uma semana, Christina afirma ter gasto cerca de £2 mil (R$ 12 mil) com hospedagem, novas passagens e taxas.
“Tivemos que ficar no quarto mais barato possível, ainda assim custava mais de £157 por noite (R$ 950)”, disse.
O caso chegou ao conhecimento da deputada britânica Alex Davies-Jones, que afirmou estar prestando apoio à família para tentar resolver a situação o mais rápido possível.
“É uma experiência extremamente angustiante para o menino e para a mãe. Estamos trabalhando para ajudá-los a voltar para casa com segurança”, declarou.
A dificuldade enfrentada por David ocorre após mudanças implementadas pelo governo britânico em fevereiro, que passaram a exigir que cidadãos com dupla nacionalidade apresentem passaporte britânico ou um certificado digital que comprove o direito de residência. Antes, era possível entrar no país apenas com o passaporte estrangeiro.
Como esses certificados não são emitidos automaticamente, há casos de pessoas que vivem há anos no Reino Unido, mas nunca solicitaram o documento. O governo orienta que cidadãos nessa situação solicitem um passaporte britânico, que custa cerca de £100 (R$ 630), ou o certificado, que pode chegar a £589 (R$ 3,7 mil).
Em nota, o Ministério do Interior informou que a documentação necessária já foi concedida, abrindo caminho para o retorno de David ao Reino Unido.
O pinguim-imperador foi reclassificado como espécie ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), após avaliação que indica aumento do risco associado às mudanças climáticas e à perda de gelo marinho na Antártida.
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Antes classificada como “quase ameaçada”, a espécie passou a integrar uma categoria mais crítica na Lista Vermelha da IUCN, sistema que avalia o risco de extinção de plantas, animais e fungos. A organização descreve o cenário atual como uma “ameaça existencial às espécies dependentes de gelo”, segundo a emissora americana CBS News.
Os pinguins-imperadores dependem diretamente do gelo marinho para viver, caçar e se reproduzir. A ruptura precoce das plataformas congeladas e a redução da estabilidade do gelo têm provocado queda acentuada da população.
Segundo a IUCN, as mudanças no gelo marinho devem reduzir a população pela metade até a década de 2080. Integrante do grupo de especialistas da entidade, Philip Trathan afirmou que os pesquisadores concluiram que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem representam a ameaça mais significativa para os pinguins-imperadores”.
Imagens de satélite indicam o desaparecimento de cerca de 20 mil pinguins adultos entre 2009 e 2018, o equivalente a aproximadamente 10% da população. Desde 2016, o gelo marinho apresenta níveis mínimos recordes, com recuo e ruptura precoce na primavera.
Dependência do gelo e efeito em cadeia
O cientista Christophe Barbraud, do instituto francês CNRS, destaca que a espécie está “intimamente” ligada às placas de gelo.
— Essa espécie está intimamente associada ao gelo marinho e às placas de gelo. No entanto, desde 2016-2017, houve uma diminuição significativa na extensão do gelo marinho ao redor da Antártida e, portanto, sem gelo marinho, ela terá grande dificuldade para sobreviver — explica.
A IUCN também relaciona as mudanças climáticas à redução de alimento disponível.
“O declínio em curso se deve às mudanças climáticas, já que o aumento da temperatura dos oceanos e a redução do gelo marinho estão empurrando o krill para maiores profundidades oceânicas em busca de água mais fria, reduzindo a disponibilidade de alimento para as focas”, explica a entidade.
Outras espécies afetadas
A foca-de-pelo-antártica também foi reclassificada como ameaçada, após queda superior a 50% da população desde 1999, em um cenário inicialmente marcado pela caça intensa e agravado por alterações ambientais.
Outra espécie reclassificada foi o elefante-marinho-do-sul, que passou de “menos preocupante” para “vulnerável” devido ao declínio populacional associado a um patógeno contagioso letal.
O pinguim-imperador, maior e mais pesado entre os pinguins, com faixa dourada-alaranjada no pescoço e no peito, é considerado símbolo de resistência às condições extremas da Antártida.
Para especialistas, a espécie também atua como indicador das mudanças ambientais.
— É uma espécie sentinela que nos mostra nosso mundo em transformação e o quão bem estamos controlando as emissões de gases de efeito estufa que levam às mudanças climáticas — explica Trathan.
Um homem de 46 anos procurado pela Justiça polonesa foi preso na última sexta-feira após tentar se esconder dentro da estrutura da caixa de descarga de um vaso sanitário, em uma casa na cidade de Nowogród, na Polônia. Ele foi localizado por policiais depois que parte do corpo — um dos pés — ficou visível do lado de fora da instalação.
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A prisão ocorreu por volta das 6h, quando agentes foram até o imóvel para cumprir um mandado expedido pelo Sąd Rejonowy w Suwałkach. No local, a companheira do suspeito afirmou que ele havia deixado o país no dia anterior para trabalhar no exterior. Durante a abordagem, no entanto, os policiais ouviram um barulho vindo do banheiro e decidiram verificar.
Ao entrarem no cômodo, encontraram uma situação incomum: da estrutura onde normalmente fica a caixa de descarga, acima do vaso sanitário, saía um pé. Ao abrirem o compartimento, os agentes encontraram o homem escondido no interior da instalação. Ele foi detido e deverá cumprir pena de quatro meses de prisão por dirigir com a habilitação suspensa.
A ação fez parte de uma operação realizada por policiais do distrito de Łomża, que resultou na prisão de outros três homens procurados pela Justiça em um intervalo de poucos dias.
Um deles, de 44 anos, foi localizado na cidade e cumprirá pena de um ano e seis meses por fraude. Outro, de 28 anos, morador da região de Śniadowo, havia sido condenado a um ano e meio de prisão por participação em uma briga. Já um homem de 24 anos foi preso na manhã de Páscoa e cumprirá dez meses de prisão por roubo.
As detenções ocorreram entre a Sexta-feira Santa e a manhã de Páscoa e, segundo a polícia local, fazem parte de ações rotineiras para localizar e prender pessoas com mandados em aberto.
Eles tiraram milhares de fotografias e documentaram numerosas observações durante o voo ao redor da Lua, mas, ao se aproximarem da Terra, os astronautas da missão Artemis II disseram na quarta-feira que ainda não começaram a assimilar plenamente a experiência.
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Reid Wiseman, comandante da missão da NASA, afirmou que o que foi vivido leva a mente humana ao limite.
— É um verdadeiro presente. E temos muito em que pensar, anotar e escrever. Então poderemos sentir plenamente o que acabamos de viver — disse durante coletiva de imprensa.
Os quatro astronautas — os americanos Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen — estabeleceram um recorde de distância da Terra durante o sobrevoo lunar.
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AFP
A tripulação falou com jornalistas menos de dois dias antes do previsto amerissar no oceano Pacífico, ao fim da missão de 10 dias ao redor do satélite natural da Terra.
— Nem sequer comecei a assimilar o que vivemos — disse Glover: — Ainda temos mais dois dias, e atravessar a atmosfera a bordo de uma bola de fogo também é algo profundo.
— Vou ficar pensando e falando sobre todas essas coisas pelo resto da minha vida — afirmou.
Impacto emocional
Wiseman destacou o eclipse solar como um dos momentos mais marcantes da missão.
— De fato, neste momento estou com arrepios só de pensar, minhas mãos estão suando — diz.
Ao falar sobre o cotidiano no espaço, Christina Koch ressaltou a convivência intensa entre os tripulantes.
— Vou sentir falta de estar tão próxima de tantas pessoas e de ter um propósito comum, uma missão comum, trabalhar duro nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância com uma equipe em terra — disse.
— Essa sensação de trabalho em equipe é algo que não se costuma ter, sabe, como adulto — acrescentou Koch: — Quero dizer que somos tão próximos quanto irmãos. Esse é um privilégio que nunca mais teremos.
Apesar das limitações da cápsula Orion, a astronauta afirmou que a experiência compensa os desafios.
— Tudo isso é um pacote. Não podemos explorar mais profundamente a menos que façamos algumas coisas que são desconfortáveis, a menos que façamos alguns sacrifícios, a menos que assumamos alguns riscos — afirmou: — Todas essas coisas valem a pena.
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Nasa
Koch também relatou que a equipe tem “adorado viver na Orion”, apesar do espaço reduzido.
— É maior em microgravidade. Estamos esbarrando uns nos outros o tempo todo.
‘Planeta frágil’
Jeremy Hansen afirmou que presenciou cenas “que nunca havia imaginado” ao sobrevoar a face oculta da Lua e disse que a experiência reforçou sua visão sobre a vida na Terra.
— Vivemos em um planeta frágil no vazio e no nada do espaço. Nosso propósito no planeta como seres humanos é encontrar a alegria (…) e encorajar uns aos outros criando soluções juntos em vez de destruir — disse Hansen: — Quando você vê isso daqui de cima, isso não muda. Apenas confirma.
Uma turista alemã morreu após se afogar em uma praia conhecida pelas correntes perigosas no litoral da Inglaterra, segundo conclusão de um inquérito conduzido na região, nesta semana. O caso ocorreu em 10 de agosto, na baía de Porthcothan, na Cornualha, na Inglaterra.
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Anja Wolf, de 53 anos, estava em viagem com o marido, Johannes Wolf, e havia planejado explorar a costa sudoeste do país de bicicleta. De acordo com depoimento prestado ao Tribunal do Legista da Cornualha, o casal já havia entrado no mar três vezes antes do incidente. Johannes afirmou que a esposa era uma nadadora experiente e habituada a águas frias.
Correntes e isolamento agravaram risco
Na manhã do ocorrido, os dois pedalaram até a praia, uma área descrita pelas autoridades como isolada e sujeita a correntes de retorno intensas, agravadas pelas marés. Segundo o relato, eles não tinham conhecimento dos riscos. Em determinado momento, se separaram, e Anja seguiu em direção à Escadaria de Bedruthan.
Johannes permaneceu cerca de 20 minutos na água e, ao sair, iniciou buscas pela esposa. Sem encontrá-la, tentou contato por telefone e mensagens enquanto retornava ao carro.
Uma testemunha relatou ter visto uma mulher nadando sozinha nas proximidades da Ilha de Diggory por volta das 15h. Segundo o depoimento, ela entrou em um dos túneis naturais da ilha e permaneceu ali entre 10 e 15 minutos. Na última vez em que foi vista, não apresentava sinais de dificuldade.
Horas depois, a guarda costeira recuperou o corpo de uma mulher no local. Anja foi levada à estação de botes salva-vidas de Newquay, onde foi declarada morta às 17h.
O laudo apontou o afogamento como causa principal da morte. A polícia informou não haver indícios de participação de terceiros.
A assistente do legista da Cornualha e das Ilhas Scilly, Emma Hillson, afirmou que, com base nas evidências, é provável que a vítima tenha enfrentado dificuldades ao nadar devido ao mar agitado, à maré crescente e à localização. Segundo ela, Anja possivelmente morreu enquanto tentava resistir às condições adversas.
O caso foi registrado como morte acidental.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país continuará realizando ataques contra o Hezbollah “sempre que for necessário”, mesmo diante de um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos que, segundo Israel, não inclui o Líbano.
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A declaração reforça a posição israelense de manter ações militares em território libanês, em contraste com a interpretação do Irã, que considera os ataques uma “grave violação” do acordo.
Netanyahu também indicou que Israel responderá a qualquer ação contra sua população civil. “Nossa mensagem é clara: qualquer pessoa que aja contra civis israelenses será alvo”, disse.
O premier reiterou que a ofensiva contra o Hezbollah seguirá até o cumprimento de um objetivo específico: “Continuaremos a atacar o Hezbollah onde for necessário, até restaurarmos plena segurança aos moradores do norte”.
Divergência sobre alcance da trégua
Segundo o governo israelense, o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos não se aplica ao território do Líbano, posição já manifestada anteriormente.
As declarações de Netanyahu ocorreram após anúncio das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre a morte de Ali Yusuf Harshi, identificado como secretário e sobrinho de Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah.
Israel diz ter matado sobrinho de líder do Hezbollah
O Exército de Israel comunicou, nesta quinta-feira, que realizou um ataque durante a noite na cidade de Beirute e afirmou ter matado Ali Yusuf Harshi, descrito como sobrinho e secretário pessoal de Naim Qassem, líder do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã.
Segundo os militares israelenses, a ação ocorreu na área de Beirute e teve como alvo direto Harshi, que mantinha relação familiar e profissional com Qassem, identificado como secretário-geral do Hezbollah.
Em comunicado oficial divulgado pela agência Reuters, as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam ter feito um ataque “na área de Beirute” e eliminado “Ali Yusuf Harshi, secretário pessoal e sobrinho do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando punir alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que, segundo ele, não apoiaram Washington e Israel na guerra contra o Irã, praticamente interrompida por um frágil acordo de cessar-fogo estabelecido na noite da última terça-feira. A informação foi revelada pelo Wall Street Journal (WSJ), que citou funcionários do governo Trump, na quarta-feira, mesmo dia que o republicano recebeu o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na Casa Branca para uma reunião a portas fechadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Milhares de iranianos prestaram homenagem nesta quinta-feira ao falecido líder supremo Ali Khamenei, que governou o país durante quase quatro décadas até sua morte em um ataque dos Estados Unidos e de Israel no início da guerra no Oriente Médio.
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Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi nomeado sucessor, mas não foi visto em público desde antes da guerra, e parece pouco provável que esteja presente nas cerimônias realizadas nesta quinta-feira em todo o país.
Imagens divulgadas pela televisão estatal mostram multidões em concentrações com retratos do líder em cidades como Urmia, Gorgan e na capital, Teerã.
A homenagem nacional começou às 09h40 (06h10 GMT), horário em que Khamenei morreu em 28 de fevereiro, em sua residência na capital iraniana, junto com numerosos altos funcionários do país.
Morte marcou início da guerra
O ataque que matou Khamenei marcou o início da guerra no Oriente Médio, que se espalhou pela região, com represálias do Irã contra interesses americanos no Golfo e ataques a Israel.
Na terça-feira, Washington e Teerã chegaram a um cessar-fogo de duas semanas, considerado frágil por analistas e autoridades.
Devido ao conflito em curso, ainda não foi realizado um funeral de Estado para o líder iraniano.
Reaproximação diplomática
No campo diplomático, Irã e Arábia Saudita retomaram contato direto pela primeira vez desde o início do conflito. O ministro saudita das Relações Exteriores, Faisal bin Farhan, conversou por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, em um movimento que sinaliza tentativa de reabertura de canais entre potências rivais da região.
Na Europa, a Espanha anunciou que reabrirá sua embaixada em Teerã, fechada desde março por causa da guerra. Segundo o chanceler José Manuel Albares, a decisão busca contribuir, “a partir da própria capital do Irã, para esse esforço pela paz”.
Já a França rejeitou a possibilidade de cobrança de pedágio no estreito de Ormuz, ideia mencionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
— Não, não é aceitável porque a liberdade de navegação em águas internacionais é um bem comum, um bem comum da humanidade — afirmou o ministro Jean-Noël Barrot.
Risco ao cessar-fogo
Reino Unido e França também pressionaram por ampliação do cessar-fogo ao Líbano, após ataques israelenses em Beirute que deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ministra britânica Yvette Cooper disse estar “profundamente preocupada”, enquanto Barrot classificou os ataques como “intoleráveis” e afirmou que a França se soma ao luto nacional libanês.
Apesar da trégua de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, a situação segue instável. O presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas permanecerão posicionadas perto do Irã até que seja cumprido um “acordo real”.
“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em, e perto do, Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump.
A ONU alertou para o risco de colapso do cessar-fogo. Segundo o secretário-geral António Guterres, a atividade militar israelense “em curso no Líbano representa um grave risco para o cessar-fogo” e compromete “os esforços para alcançar uma paz duradoura e ampla na região”.
No terreno, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra Israel em resposta a uma suposta “violação” da trégua. O grupo disse ter atingido a “zona de Manara [do outro lado da fronteira com Israel] com uma chuva de foguetes às 02h30 de quinta-feira”.
O aumento da tensão também afeta o transporte marítimo global. A Guarda Revolucionária do Irã orientou navios a utilizarem rotas alternativas no estreito de Ormuz, citando risco de “minas” na via habitual.
A chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Líbano, Agnes Dhur, afirmou que a organização está “indignada com a devastadora perda de vidas e a destruição” provocadas pelos ataques israelenses em áreas densamente povoadas do país.
Um homem de 58 anos foi condenado a 11 anos de prisão após provocar a explosão da casa da companheira em um suposto ato de vingança, na cidade de Derby, na Inglaterra. O caso ocorreu na noite de 10 de junho do ano passado, na Eden Street, no bairro de Alvaston, e deixou um rastro de destruição que afetou toda a vizinhança.
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Imagens divulgadas pela Polícia de Derbyshire, nesta quarta-feira (8), mostram o momento em que a fachada do imóvel é arremessada para a rua, atingindo a via por onde passava um carro. A explosão, causada por um vazamento de gás, danificou gravemente a residência e imóveis vizinhos, dois deles precisaram ser demolidos.
Impacto devastador na comunidade
Segundo as investigações, Paul Solway desligou o registro de gás no porão da casa e ateou fogo a uma cadeira na cozinha, provocando a explosão. Ele estava sozinho no imóvel e sofreu queimaduras graves, enquanto um cachorro foi resgatado dos escombros.
A companheira, Joanne Waterfall, havia deixado a casa pouco antes após pedir que ele se mudasse. Ela saiu ilesa, mas perdeu todos os seus bens. “Não tenho nada. Tive que começar do zero absoluto”, afirmou após a sentença. Sem seguro residencial, ela agora está sem moradia.
De acordo com a BBC, durante o julgamento, Solway admitiu seis acusações de danos à propriedade com risco à vida. O juiz Shaun Smith KC classificou os efeitos do crime como “devastadores”, destacando que moradores perderam economias e passaram a depender de assistência pública para habitação.
O promotor Paul Raudnitz KC afirmou que o réu apresentava sinais de descontrole antes da explosão, chegando a dizer a um vizinho que “estaria morto naquela noite”. Para a vítima, no entanto, o ato foi premeditado. “Ele planejou isso. Nunca pediu desculpas, não demonstra remorso”, declarou.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou uma ordem de restrição que impede qualquer contato entre Solway e Waterfall. Segundo a polícia, quase um ano após o incidente, famílias ainda enfrentam as consequências materiais e emocionais da explosão.

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