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Após 16 anos, um ícone da extrema direita global pode ser derrotado hoje, quando os húngaros vão às urnas para decidir o futuro do eurocético e pró-Rússia Viktor Orbán, de 62 anos. Se o resultado colocar um fim à “democracia iliberal” no país, abrirá caminho para uma Europa menos fragmentada por divisões geopolíticas. Mas, se Orbán se mantiver no poder, a vitória confirmará a força da onda favorável à extrema direita no mundo. Líderes europeístas torcem pela mudança. Os confrontos da Hungria de Orbán com a União Europeia (UE) e o alinhamento do conservadorismo húngaro ao projeto americano de desmonte da ordem liberal do pós-Segunda Guerra fazem da eleição parlamentar húngara um dos pleitos mais importantes da Europa neste ano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os astronautas da Missão Artemis II, primeiros que viajaram à órbita da Lua em mais de 50 anos, retornaram com sucesso ao planeta Terra na última sexta-feira à noite. A missão não chegou ao solo lunar, mas marcou um importante passo para retorno humano ao satélite natural e para sua potencial ocupação permanente, que está nos planos da Agência Espacial Americana (Nasa).
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Mas afinal, para quando está prevista a próxima viagem para levar astronautas de fato à superfície da Lua? Entre 1969 e 1972, a Nasa chegou a levar 12 pessoas ao satélite como parte do projeto nomeado como Apollo. Agora, o planejamento da agência é que, na quarta etapa do projeto Artemis, prevista para 2028, astronautas cheguem novamente ao solo da Lua.
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Na Missão Artemis IV, astronautas viajarão até a órbita lunar, e dois membros da tripulação descerão à superfície da Lua e passarão aproximadamente uma semana perto do polo sul do satélite conduzindo pesquisas antes de retornar à órbita lunar para se reunir com o restante da tripulação e iniciar a viagem de retorno à Terra.
De acordo com a Nasa, a previsão para a Artemis IV é início de 2028, data que permanece inalterada desde meados de 2025. Se bem sucedida, o ser humano voltará a pisar na lua quase 60 anos depois que a Missão Apollo 11 conseguiu o primeiro pouso tripulado no satélite da história, em 20 de julho de 1969.
O objetivo do projeto Artemis como um todo é enviar astronautas em missões cada vez mais difíceis para explorar mais a Lua e construir a base para as primeiras missões tripuladas até Marte. A Artemis I foi lançada em 2022, uma viagem não tripulada em que a cápsula percorreu milhares de quilômetros além da Lua ao longo de uma missão de cerca de três semanas.
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Nasa
A Artemis II, recém-concluída, foi o primeiro voo tripulado do projeto. Já a Artemis III, prevista para 2027, pretende lançar uma tripulação na Orion em órbita baixa da Terra, apenas para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a cápsula e as espaçonaves de pouso comerciais necessárias para levar astronautas à superfície da Lua. As espaçonaves são da SpaceX e da Blue Origin, empresas dos milionários Elon Musk e Jeff Bezos.
No ano seguinte, a grande expectativa é que a Artemis IV leve novamente dois astronautas para a superfície lunar, pela primeira vez neste século. Em seguida, como parte da Artemis V, a Nasa pretende realizar missões subsequentes até o solo lunar aproximadamente uma vez ao ano.
A longo prazo, o objetivo da agência é ampliar a exploração da Lua em busca de descobertas científicas e benefícios econômicos, além de estabelecer uma presença humana duradoura na superfície lunar e preparar o caminho para enviar os primeiros astronautas até Marte. Para alcançar isso, a Nasa anunciou uma abordagem em fases para a construção de uma base lunar.
Simulação da Nasa de uma base lunar.
Nasa
Enquanto o planeta acompanhava, embevecido, as imagens da missão americana Artemis II na órbita da Lua, a China, aqui na Terra, avança no desenvolvimento científico. Não é apenas no espaço que EUA e China disputam a liderança. E, a despeito do que as belas fotos americanas do mundo da Lua sugerem, são os chineses que lideram. A China se tornou a maior superpotência do mundo em investimento em ciência, mas não só. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto delegações diplomáticas de EUA e Irã participavam de uma rodada inicial de negociações no Paquistão no sábado, o Estreito de Ormuz voltou a ser palco das tensões entre militares dos países. O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou que dois navios contratorpedeiros teriam atravessado o estreito, dando início a uma operação para retirada de minas explosivas da importante rota para o mercado mundial de petróleo e gás. A alegação sobre a travessia foi rejeitada por Teerã, embora mensagens de rádio indiquem que um confronto real pode ter chegado perto de acontecer.
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Um diálogo por rádio entre militares americanos e iranianos foi gravado por uma embarcação civil que estava próxima ao local. O conteúdo da gravação foi publicado pelo jornal Wall Street Journal, dos EUA, e mostra que a Marinha iraniana chegou a fazer um ultimato aos navios americanos.
— Este é o último aviso. Este é o último aviso — dizem os militares na mensagem por rádio gravada.
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O áudio também registrou a resposta dos militares americanos, que parecem desafiar a ordem de retirada dos iranianos.
— Passagem de acordo com o direito internacional. Não há intenção de confronto, e pretendo cumprir as regras do cessar-fogo do nosso governo — disseram.
Não está claro o quanto as embarcações americanas — segundo o comunicado do Centcom, foram mobilizados para a missão os contratorpedeiros USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy — se aproximaram ou por quanto tempo navegaram na rota naval. Um porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaghari, negou veementemente que os navios de guerra tivessem entrado no estreito, e afirmou que as Forças Armadas iranianas ainda controlavam a hidrovia.
A TV estatal iraniana transmitiu uma ameaça da Guarda Revolucionária, que disse que trataria “severamente” os navios militares que transitassem pelo local.
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— Qualquer tentativa de navios militares de passar pelo Estreito de Ormuz será enfrentada severamente. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica tem plena autoridade para gerir o Estreito de Ormuz de maneira inteligente — declarou o comando naval da Guarda, segundo a emissora IRIB.
Uma autoridade americana negou que qualquer navio dos EUA tenha evitado Ormuz devido à oposição iraniana.
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás mundial, é uma questão central nas negociações entre os dois países. Após o ataque conjunto lançado por Israel e EUA, a República Islâmica bloqueou a passagem, provocando um forte aumento no preço do petróleo, em um desdobramento econômico apontado como crucial para pressionar Trump a buscar uma solução negociada.
Em meio a um cessar-fogo considerado por observadores internacionais como frágil, equipes dos dois países mantiveram negociações ativas por horas — no que, segundo relatos americanos e iranianos, incluíram as primeiras negociações diretas entre representantes dos dois países em décadas. Novas tratativas estão previstas para o domingo. (Com AFP e NYT)
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou neste domingo (11) (10 no Brasil), que retorna ao seu país sem alcançar um acordo de paz com o Irã, embora tenha assegurado que apresentou a “oferta final e melhor”.
As conversas duraram 21 horas e ocorreram com Vance, o presidente Donald Trump e outros integrantes do governo norte-americano.
– Saímos daqui com uma proposta muito simples, uma abordagem que constitui nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam – afirmou Vance, após lamentar a ausência de um “compromisso firme” por parte do Irã de renunciar às armas nucleares.
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O Irã, por sua vez, afirmou que as “exigências irracionais” dos Estados Unidos fizeram fracassar as negociações.
– Voltamos aos Estados Unidos sem ter conseguido chegar a um acordo – declarou Vance em uma breve coletiva de imprensa em Islamabad, onde foram iniciadas as negociações de paz com o Irã no sábado.
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, que era casada com Paolo Zampolli, amigo do presidente americano, Donald Trump, fez uma série de publicações no X em que ameaçou expor o mandatário e a primeira-dama, Melania Trump. Nelas, Amanda afirma que esteve “ao redor” do casal por 20 anos e que vai tomar medidas legais contra Melania e “seu marido pedófilo”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, tripulantes da missão Artemis II da Nasa, que completou o voo espacial até o ponto mais distante já alcançado por um ser humano em relação ao planeta Terra, falaram pela primeira vez com ao público neste sábado, horas após o pouso bem-sucedido no Oceano Pacífico na noite de sexta-feira. Em um misto de emoções pelo feito alcançado e pela volta segura para casa, os astronautas relataram suas experiências únicas após quase 10 dias no espaço.
— Não foi fácil estar a mais de 320 mil quilômetros de casa — afirmou Wiseman, comandante da missão, durante a apresentação na base de Ellington Field, em Houston. — Antes do lançamento, parece o maior sonho do mundo, e quando você está lá fora, só quer voltar para sua família e seus amigos. É algo especial ser humano e é algo especial estar no planeta Terra.
Visivelmente emocionado, o comandante da missão foi abraçado pelos demais tripulantes, recebendo os aplausos dos presentes na base americana. Antes, Wiseman havia se dirigido de forma direta aos demais tripulantes, afirmando que “ninguém jamais saberá o que nós quatro passamos”, e que a missão Artemis foi “a coisa mais especial que vai acontecer na minha vida”.
*Matéria em atualização
A República Islâmica do Irã enviou uma delegação com cerca de 70 representantes e negociadores ao Paquistão neste sábado para o início das negociações com os EUA sobre um cessar-fogo amplo para o conflito que paralisou o Oriente Médio. Em uma iniciativa marcada por simbologias — algumas mais explícitas do que outras —, os representantes iranianos viajaram em um avião ornamentado com fotos das crianças mortas em uma escola de ensino primário em Minab, atingida por um ataque americano no primeiro dia de conflito — amplamente denunciado por Teerã como um crime de guerra.
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Imagens divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã neste sábado mostraram parte dos assentos do voo oficial ocupados por fotos das crianças, posicionadas atrás de mochilas e tênis sujos do que aparenta ser sangue. Flores brancas também foram posicionadas entre os assentos.
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O ataque aéreo contra a escola em Minab, no sul do Irã, no dia 28 de fevereiro, matou pelo menos 170 pessoas, incluindo alunos e professores. Uma investigação preliminar realizada por militares dos EUA reconheceu que o local foi atingido por um míssil Tomahawk, após a análise de dados desatualizados apontar o prédio como alvo militar. Desde então, o caso passou a ser apontado pelas autoridades do Irã como prova de excessos e crimes cometidos pelos adversários na guerra.
Embora a homenagem, tornada pública pelas autoridades iranianas, seja o simbolismo mais explícito da delegação, especialistas apontam que mensagens das principais autoridades iranianas pelo início das negociações e a própria escolha dos representantes — e o número de pessoas enviadas — dão sinais sobre a percepção do processo diplomático por Teerã.
Fotos das crianças mortas em bombardeio a escola atribuído aos EUA foram afixadas em avião oficial
Ministério das Relações Exteriores do Irã/ AFP
— A mensagem mais importante que o Irã está enviando com a composição de sua delegação é que há consenso interno para negociações e um acordo nos níveis mais altos do regime — afirmou Omid Memarian, pesquisador sênior e especialista em Irã no Dawn Institute, organização sem fins lucrativos sediada em Washington.
A equipe iraniana é liderada pelo veterano político e comandante militar general Mohammad Bagher Ghalibaf. Além dele, autoridades de destaque como o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, o membro do Conselho de Segurança Nacional Ali Bagheri Kani e o almirante Ali Akbar Ahmadian, ex-chefe de gabinete da Guarda Revolucionária Islâmica compõem o grupo.
Três altos funcionários iranianos familiarizados com as negociações disseram ao New York Times que a equipe tinha plena autoridade para tomar decisões no Paquistão e não precisava consultar Teerã, dada a natureza crítica das negociações. As autoridades, que pediram para não ser identificadas por estarem discutindo questões sensíveis, disseram que o novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, concedeu a Ghalibaf, um amigo próximo e aliado, o poder de fechar um acordo ou desistir.
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O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, disse em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira que Ghalibaf estava agora “representando a nação e o nezam”, usando a palavra persa para o sistema completo da República Islâmica, que inclui não apenas o governo eleito, mas também o líder supremo.
— O que podemos inferir da delegação iraniana é que eles não vieram para protelar — disse Vali Nasr, professor de estudos do Oriente Médio e especialista em Irã na Universidade Johns Hopkins. — Eles vieram com plena autoridade e seriedade para chegar a um acordo com os Estados Unidos.
Nasr, que também atuou no Departamento de Estado como representante especial dos EUA para o Afeganistão durante o governo Barack Obama, afirmou que, normalmente, uma delegação tão grande de especialistas só seria mobilizada se as negociações estivessem nas fases finais de um acordo, e não para um contato inicial exploratório. (Com NYT e AFP)
O astronauta Reid Wiseman, que participou da Missão Artemis II e retornou ao planeta Terra nesta sexta-feira à noite, publicou uma foto nas redes sociais a bordo de um helicóptero depois de ter sido resgatado do local em que a cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico.
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“No helicóptero deixando o navio agora. Este planeta é impossivelmente bonito de todas as altitudes em que o vi… da superfície até 250.000 milhas (cerca de 400 mil quilômetros)”, disse na publicação.
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Em outra publicação, Wiseman compartilhou uma foto da pequena lua de pelúcia chamada Rise, que flutuou na cabine da cápsula Orion e se tornou símbolo do momento em que a nave entrou em gravidade zero.
“É difícil não amar esse carinha. Não consigo tirar o Rise do meu campo de visão… neste momento preso à minha garrafa de água”, disse.
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O mascote não é um item comercial. Ele foi criado por Lucas Ye, de 8 anos, morador da Califórnia, vencedor de um concurso promovido pela NASA que reuniu milhares de participantes de mais de 50 países.
Rise é uma lua sorridente com boné que exibe metade da Terra — uma referência à icônica foto “Earthrise”, registrada em 1968 durante a missão Apollo 8.
Lucas Ye, de 8 anos, criador do mascote Rise, da missão Artemis II
The New York Times
Junto aos astronautas Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, Wiseman paritcipou da primeira missão da Agência Espacial Americana (Nasa) para a Lua em mais de 50 anos, desde o pouso lunar, em 1969.
A cápsula Orion pousou no planeta após retornar da viagem às 21h07 (horário de Brasília) desta sexta-feira perto da costa de San Diego, nos Estados Unidos. Os astronautas foram resgatados por um helicóptero e levados até um porta-aviões dos EUA, onde passam por exames médicos.
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‘Que jornada’
Embora não tenha chegado ao solo lunar, a missão Artemis II era considerada uma das mais importantes das últimas décadas ao dar fim a um jejum de 50 anos desde a última missão tripulada em direção à Lua. Ela marca um importante passo para retorno humano a nosso satélite natural e para sua potencial ocupação permanente.
— Que jornada. Estamos estáveis. Quatro tripulantes “verdes” (nomenclatura que indica que todos estão bem) — disse o comandante da Missão Artemis II, Reid Wiseman, logo depois da espaçonave tocar o oceano.
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A Orion pousou no Oceano Pacífico às 21h07 , pelo horário de Brasília, perto da costa de San Diego, no estado americano da Califórnia, e os quatro foram resgatados por equipes da Nasa e da Marinha dos EUA. Após um atendimento inicial no interior da própria cápsula Integrity, todos foram retirados e esperaram em barcos menores uma transferência em helicópteros para o USS John P. Murtha, onde passam por um período de recuperação e exames médicos antes de serem liberados.
“Os Estados Unidos estão de volta à ativa, enviando astronautas à Lua e trazendo-os de volta em segurança”, escreveu, na rede social X, o chefe da Nasa, Jared Isaacman. “Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da Humanidade junto às estrelas.”
De acordo com os planos atuais da Nasa, a Missão Artemis III, que também não pousará, tem lançamento previsto para 2027, enquanto a Artemis IV, que deve levar os primeiros astronautas à Lua desde 1972, tem como meta ganhar o espaço em 2028.
A importância da missão
Tal como sua missão preparatória, a Artemis I, lançada sem tripulantes no final de 2022, a Artemis II conviveu com atrasos, alterações nos planos e uma troca na Casa Branca que pôs novamente a Lua no centro das prioridades espaciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, que em seu primeiro mandato queria astronautas no satélite natural até 2024, estabeleceu como nova meta 2028, seu último ano na Presidência. Até 2032, deseja ver uma base permanente. Por isso, demonstrar que os EUA tinham capacidade para recolocar humanos na Lua era crucial, em uma corrida contra um programa espacial chinês que também quer as pegadas de seus taikonautas ali até 2030.
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Antes da data inicial de lançamento, em março, foram detectados problemas como um vazamento de hidrogênio, e o consenso foi pelo adiamento para o dia 1º de abril. Desta vez, sem sustos, imprevistos ou questões técnicas: às 19h35, pelo horário de Brasília, o foguete levando a cápsula Orion e seus quatro tripulantes — Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen — rompeu a atmosfera rumo à órbita lunar.
— Gostaria de começar parabenizando a equipe da Nasa e nossos bravos astronautas pelo lançamento bem-sucedido da Artemis II. Foi algo realmente extraordinário — disse Trump, no dia 1º de abril, no mesmo pronunciamento em que exaltou a guerra contra o Irã.
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Fora da atmosfera, os astronautas tinham diante de si o planeta azul onde todos os seres humanos, desde o início da História, nasceram, viveram e construíram suas trajetória. A primeira imagem, feita por Wiseman, foi batizada de “Olá, Mundo”. A bordo, os quatro “brigavam” pelos melhores lugares da Orion: as janelas.
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— Fenomenal. Nenhum de nós consegue almoçar porque estamos grudados na janela. Estamos tirando fotos. Reid disse que não aguenta mais — disse Jeremy Hansen, durante uma entrevista a veículos de comunicação, por videoconferência.
‘Uma visão belíssima’
A queima de injeção translunar direcionou a espaçonave em uma rota que não era usada por humanos desde 1972. A Lua crescia nas janelas, ao mesmo tempo em que a Terra ficava mais distante. Além dos exercícios, obrigatórios para enfrentar os impactos da ausência da gravidade nos músculos, a tripulação revisava ordens e preparava equipamentos da etapa mais aguardada da missão: fotografar e filmar de perto a Lua, inclusive seu lado oculto.
— É uma visão belíssima — disse Christina Koch, especialista da missão, ao controle da missão na Terra. — Estamos vendo cada vez mais do lado distante [da Lua], e é simplesmente emocionante estar aqui.
O astronauta da NASA e comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, tirou esta foto da Terra da janela da espaçonave Orion em 2 de abril
NASA/Divulgação
Mas nem só de sorrisos se fez a aproximação lunar. Na noite de sexta-feira, a Nasa revelou problemas com o banheiro da Orion, um equipamento de US$ 23 milhões que parou de funcionar logo depois do lançamento. A função de “encanador espacial” ficou com Koch, e no sábado a Nasa confirmou que tudo funcionava perfeitamente — até então, os dejetos produzidos foram armazenados em sacolas próprias, como as usadas nos anos 1960.
— Acho que essa fixação com o banheiro é meio que da natureza humana —disse John Honeycutt, líder da equipe de gerenciamento da missão da Nasa. — E é mais difícil de administrar no espaço.
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Nasa
Com todos equipamentos a bordo funcionando, na segunda-feira a Orion entrou na esfera de influência lunar, quando a espaçonave passou a ser “puxada”, e bateu o recorde de mais longa distância viajada no espaço — 400.771 km —, um feito que pertencia à Apollo 13, em 1970. Àquela altura, detalhes reservados a poucos mortais começaram a se apresentar.
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Koch ao comando da missão. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
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No ponto máximo de aproximação, a Orion chegou a 6,5 mil km de distância da superfície. Contrastes de luz e sombra nas crateras foram notados em suas nuances mais sensíveis. O “terminador”, limite entre as partes clara e escura da Lua, foi descrito como “visualmente fascinante” pelo piloto da missão, Victor Glover. Em um dos momentos mais emocionantes da jornada, Hansen pediu, em nome da tripulação, que uma das crateras observadas recebesse o nome de Carroll, em homenagem à mulher de Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
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O aguardado e temido blecaute de comunicações durante a passagem pelo lado oculto da Lua, anunciado pelo “pôr da Terra” no horizonte lunar, durou cerca de 40 minutos, sem sustos. Neste período, a tripulação conseguiu observar o impacto de meteoritos no solo, um fenômeno raro que rendeu alguns gritos de comemoração na Orion e no centro de comando de terra.
— [O fenômeno é] algo que não testemunhamos com frequência — disse a astronauta reserva da missão, Jenni Gibbons. — Eles eram uma prioridade científica muito alta para nós, então o fato de terem visto quatro ou cinco foi simplesmente extraordinário.
Em um presente de despedida, os quatro testemunharam um eclipse solar visto apenas para quem estava a bordo da Missão Artemis II. Era hora de aproveitar o impulso do nosso satélite natural de volta à Terra, na etapa considerada a mais arriscada da jornada.
A calmaria do espaço foi substituída pelo caos da reentrada, quando a cápsula que percorreu 1,1 milhão de quilômetros desde a semana passada foi envolta por uma bola de plasma, a uma temperatura no escudo térmico de 3.000ºC e voando 30 vezes mais rápido do que a velocidade do som. A bordo, ficaram sem comunicação por seis minutos, sem controle direto e sem banheiro, desativado cerca de três horas antes do pouso. Em novembro de 2022, a cápsula da Artemis I – um voo de teste não tripulado – sofreu uma perda inesperada de carbono no escudo térmico, mas os engenheiros garantiram ter encontrado as causas e sanado o problema para o voo seguinte.
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— Estamos voltando à Lua. E vamos ficar. Estamos construindo uma presença duradoura. Vamos dominar as habilidades necessárias na superfície lunar para que um dia possamos realizar missões a Marte. É um momento emocionante, incrivelmente empolgante. E não estamos fazendo isso sozinhos. Estamos levando todos conosco — disse Isaacman a jornalistas, a bordo do USS John P. Murtha.
A Nasa divulgou, neste sábado, novas imagens da tripulação da missão Artemis II após o retorno à Terra. Em uma das fotos, os quatro astronautas — o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista de missão Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen — aparecem reunidos diante da cápsula Orion, usada na viagem ao redor da Lua, com seus macacões azuis de voo. A nave pousou às 21h07 (de Brasília) na sexta-feira, próximo à costa de San Diego, na Califórnia, e os tripulantes foram resgatados por equipes da agência e da Marinha dos Estados Unidos.
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Nos registros, a cápsula Orion aparece equipada com os paraquedas utilizados na fase final da missão, responsáveis por desacelerar a nave antes do pouso no mar. O registro marca um dos primeiros momentos públicos da tripulação após a conclusão da viagem de dez dias.
Foto divulgada pela NASA mostra a nave espacial Orion da agência, enquanto a equipe de Aterragem e Recuperação da Nasa, juntamente com pessoal da Marinha dos EUA, trabalha para recuperar a nave e colocá-la no convés de carga do USS John P. Murtha, no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, em 11 de abril de 2026
Joel KOWSKY / NASA / AFP
A Artemis II foi a primeira missão tripulada do programa Artemis e levou humanos a orbitar a Lua pela primeira vez desde o fim das missões Apollo, na década de 1970. Durante o voo, os astronautas percorreram cerca de 400 mil quilômetros, em uma trajetória que os colocou mais distantes da Terra do que em qualquer missão tripulada anterior.
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Além do simbolismo histórico, a missão teve como objetivo testar sistemas essenciais da Orion, como suporte à vida, navegação e comunicação, preparando o terreno para futuras tentativas de pouso na superfície lunar.
Foto divulgada pela NASA mostra a nave espacial Orion da agência, enquanto a equipe de Aterragem e Recuperação da Nasa, juntamente com pessoal da Marinha dos EUA, trabalha para recuperar a nave e colocá-la no convés de carga do USS John P. Murtha, no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, em 11 de abril de 2026
Joel KOWSKY / NASA / AFP
O retorno à Terra incluiu uma das etapas mais críticas da viagem: a reentrada na atmosfera em alta velocidade, quando a cápsula enfrentou temperaturas extremas e chegou a perder comunicação com o controle da missão por seis minutos, um fenômeno esperado nesse tipo de operação.
40 mil km/h, 3.000°C e bloqueio de sinal: Saiba o que os astronautas da Artemis II enfrentaram durante o retorno à Terra nesta sexta
Com o sucesso da Artemis II, a Nasa avança agora para as próximas fases do programa, que incluem novas missões de teste e, posteriormente, o envio de astronautas para a superfície da Lua pela primeira vez em mais de cinco décadas.
(Com AFP)

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