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A Marinha dos Estados Unidos se prepara para um possível confronto com forças do Irã no Estreito de Ormuz nas próximas horas, diante da decisão do presidente Donald Trump de iniciar um bloqueio a portos iranianos após o fracasso das negociações de cessar-fogo no fim de semana.
Apesar de Washington ter imposto perdas significativas à Marinha convencional iraniana — destruindo parte de sua frota em uma série de ataques —, Teerã ainda mantém capacidade de ameaçar a navegação na região estratégica por meio de táticas assimétricas. Entre elas estão os chamados “enxames de lanchas rápidas”, além do uso de minas navais e drones subaquáticos.
Segundo o Wall Street Journal, a principal força utilizada pelo Irã para controlar o estreito, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, permanece amplamente intacta. Diferentemente da marinha tradicional do país, que opera navios de maior porte e cumpre papel mais simbólico, essa força paramilitar aposta em velocidade e flexibilidade para atuar na região.
O arsenal inclui embarcações leves equipadas com mísseis, minas e drones, capazes de ameaçar e interromper o tráfego comercial de forma mais difícil de neutralizar. Imagens divulgadas pela mídia estatal iraniana no início do conflito mostraram túneis subterrâneos repletos de drones navais, mísseis antinavio e minas marítimas.
Uma trégua temporária havia sido alcançada após um acordo de duas semanas firmado por Trump com Teerã, que previa a reabertura do estreito. Ainda assim, o Irã emitiu um alerta por rádio marítimo, afirmando que qualquer embarcação que tentasse atravessar a região sem autorização poderia ser destruída.
“Qualquer tentativa de embarcações militares de atravessar o Estreito de Ormuz será tratada com severidade”, afirmou o comando naval da Guarda Revolucionária, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
O impacto foi imediato: o tráfego marítimo despencou, com apenas quatro navios cruzando o estreito no primeiro dia da trégua, em comparação a mais de 100 travessias diárias antes do conflito. Posteriormente, autoridades iranianas indicaram a mediadores que pretendiam limitar o fluxo a cerca de uma dúzia de embarcações por dia.
Em meio à escalada, o Irã também divulgou imagens que alegam mostrar suas forças ameaçando atacar um destróier da Marinha dos EUA ao entrar no Estreito de Ormuz, ampliando o risco de um novo confronto direto na região.
Ao redor da Terra, todas as noites, milhares de observatórios astronômicos automatizados estão a postos para fotografar estrelas cadentes. Sou um dos cientistas que estudam os meteoros que eles capturam.
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A maioria dos filmes e a imprensa se concentram em grandes asteroides que poderiam destruir a Terra. E em seus celulares a cada poucos meses aparecem notícias de que um objeto com “o tamanho de nove máquinas de lavar” vai passar bem perto de nós. Mas as pequenas partículas de poeira e detritos que entram em nossa atmosfera diariamente contam uma história igualmente interessante.
Eu e meus colegas de ciência planetária usamos observações de câmeras automáticas que mapeiam o céu noturno para entender melhor a poeira espacial, os asteroides do tamanho de carros e os detritos de cometas que circulam em nosso Sistema Solar.
Em um estudo publicado em março de 2026, analisei milhões de observações de meteoros coletadas por redes de câmeras de céu inteiro localizadas no Canadá, Japão, Califórnia e Europa e encontrei um pequeno aglomerado recém-formado. Os 282 meteoros associados a esse aglomerado contam a história de um asteroide que se aproximou um pouco demais do Sol.
Formação de meteoros
Quando um fragmento de rocha espacial do tamanho de um grão de areia atinge nossa atmosfera, ele se aquece quase instantaneamente, vaporizando sua camada superficial e transformando-o em um gás eletricamente carregado. Todo o fragmento começa a brilhar — é o que chamamos de meteoro. Se o objeto for maior, como uma pedra, e mais brilhante, é chamado de bólido ou bola de fogo. Em média, esses objetos atingem nossa atmosfera a uma velocidade de mais de 24 km por segundo. Para pequenos objetos do tamanho de poeira ou grãos de areia, todo o processo dura apenas uma fração de segundo antes que eles desapareçam completamente.
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A maioria desses fragmentos do tamanho de grãos de areia no Sistema Solar tem origem em cometas – objetos frios e gelados vindos das regiões mais distantes do Sistema Solar. À medida que os cometas passam perto do Sol, seus componentes gelados se transformam em gás, liberando toneladas de poeira. É por isso que os cometas são frequentemente chamados de “bolas de neve sujas” e parecem difusos em imagens telescópicas.
Os asteroides, por outro lado, são resquícios do início do Sistema Solar que se formaram mais perto do Sol. Eles são secos e rochosos, e não têm os mesmos gelos de diferentes substâncias que conferem aos cometas suas caudas características.
O que significa ser um objeto “ativo”?
Os astrônomos chamam um asteroide ou cometa de “ativo” quando ele libera poeira, gás ou fragmentos maiores. Essa atividade é causada por alguma força externa sobre o objeto no espaço, como o calor do Sol, um pequeno impacto ou quando os asteroides giram muito rápido e se fragmentam.
Entender e identificar esta atividade ajuda os cientistas a compreender melhor como esses objetos mudam ao longo do tempo.
Para os cometas, a sublimação do gelo – quando o gelo sólido se transforma diretamente em gás, pulando a fase líquida – é a principal responsável. Mas, para os asteroides, a razão para a atividade pode variar muito.
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Por exemplo, a missão OSIRIS-REx da Nasa, lançada ao espaço para estudar um asteroide chamado Bennu, observou atividade em sua superfície, com o estresse térmico e pequenos impactos entre as principais explicações.
Outras fontes de atividade de asteroides incluem a fragmentação quando um asteroide gira muito rápido, forças de maré que rasgam asteroides durante encontros próximos com um planeta ou liberação de gás.
Pesquisadores geralmente procuram por atividade usando telescópios. Os astrônomos podem procurar por uma “cauda” ou uma névoa ao redor do objeto. Essa cauda é um sinal claro de que há gás e poeira ao redor do corpo. Mas há outra maneira de procurar por atividade – chuvas de meteoros.
Encontrando asteroides escondidos
O asteroide ativo mais famoso atualmente é o 3200 Phaethon. Ele é o corpo progenitor da chuva de meteoros chamada Geminídeas, que ocorre todos os anos em meados de dezembro. Durante aproximações anteriores do Sol, Phaethon liberou grandes quantidades de poeira e fragmentos maiores. Esses fragmentos se espalharam ao longo de toda a sua órbita com o tempo, dando origem à atual corrente de meteoros das Geminídeas.
Cada chuva de meteoros que observamos ocorre quando a Terra atravessa uma dessas correntes de detritos. Portanto, se os astrônomos conseguem detectar chuvas de meteoros, elas também podem ser usadas para localizar objetos ativos no espaço.
No início, os detritos lançados por um asteroide ou cometa viajam muito próximos uns dos outros. Imagine espremer uma única gota de corante alimentício em um fluxo de água em movimento: inicialmente, o corante permanece em uma nuvem compacta e concentrada. Mas, à medida que flui, as correntes giratórias da água puxam o corante, fazendo com que ele se espalhe e desapareça.
No espaço, as forças gravitacionais dos planetas agem como essas correntes. Elas puxam os fragmentos individuais de meteoros de maneiras ligeiramente diferentes, fazendo com que o fluxo antes compacto se disperse gradualmente até se diluir completamente na poeira de fundo do nosso Sistema Solar.
A descoberta de um cometa rochoso
No estudo publicado recentemente no Astrophysical Journal, utilizei milhões de observações de meteoros para buscar atividades recentes e desconhecidas de asteroides próximos à Terra. Encontrei um aglomerado nítido de 282 meteoros que se destacava.
O que torna essa descoberta tão empolgante é que estamos, essencialmente, testemunhando um asteroide ainda desconhecido sendo reduzido a pedaços. Essa corrente de meteoros recém-confirmada segue uma órbita extrema que se aproxima do Sol quase cinco vezes mais do que a órbita da Terra.
Com base na forma como esses meteoros se fragmentam ao atingir nossa atmosfera, podemos concluir que são moderadamente frágeis, mas mais resistentes do que os materiais provenientes de cometas. Essa descoberta nos indica que o intenso calor solar está literalmente rachando a superfície do asteroide, liberando gases aprisionados e fazendo com que ele se desintegre. Essa é provavelmente uma das principais fontes da atividade passada de Phaethon e a principal razão pela qual os meteoritos na Terra são tão diversos.
A busca pela origem
Por que é importante encontrar um asteroide escondidos e em desintegração? As observações de meteoros funcionam como uma sonda excepcionalmente sensível que nos permite estudar objetos completamente invisíveis aos telescópios tradicionais.
Além de resolver mistérios astronômicos, a análise desses detritos nos ajuda a compreender a evolução física de asteroides e cometas em nosso Sistema Solar. Mais importante ainda, ela revela populações ocultas de asteroides próximos à Terra, o que constitui informação vital para a defesa planetária.
O asteroide progenitor da nova chuva de meteoros permanece não detectável. Mas a missão NEO Surveyor, com lançamento previsto para 2027 pela Nasa, oferece uma solução promissora. Este telescópio espacial, dedicado à defesa planetária e à descoberta de asteroides escuros, perigosos e que se aproximam do Sol, será a ferramenta ideal para investigar a origem da chuva.
* Patrick M. Shober é pós-doutorando em Ciências Planetárias na Nasa.
* Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.
Um tribunal de Paris condenou, nesta segunda-feira (13), a empresa francesa de cimento Lafarge e oito ex-executivos acusados de “financiamento do terrorismo” em 2013 e 2014, por pagarem a jihadistas para manter uma fábrica em funcionamento durante a guerra na Síria.
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Em uma sentença severa, o tribunal condenou o ex-CEO Bruno Lafont a seis anos de prisão, com detenção imediata, e impôs multas de quase 5,7 milhões de euros (33,5 milhões de reais, na cotação atual) à empresa e a quatro ex-executivos.
Em 2022, a empresa francesa já havia sido condenada nos Estados Unidos a pagar uma multa de 778 milhões de dólares (cerca de 4 bilhões de reais, na cotação da época) após se declarar culpada de conspiração para fornecer apoio material a organizações consideradas “terroristas” por Washington.
Em sua sentença, o tribunal de Paris constatou que a Lafarge pagou aproximadamente 5,6 milhões de dólares em 2013 e 2014 (equivalente a 28 milhões de reais, na taxa de câmbio atual), por meio de sua subsidiária Lafarge Cement Syria (LCS), a grupos jihadistas e intermediários para manter sua fábrica de Jalabiya, no norte da Síria, em funcionamento.
Para preservar seus interesses econômicos em uma Síria que as demais multinacionais estavam abandonando, a empresa fez pagamentos a três organizações jihadistas, incluindo o Estado Islâmico (EI), o que lhes permitiu “preparar ataques terroristas”, em particular os de janeiro de 2015 na França, acrescenta o tribunal.
“Essa forma de financiamento de organizações terroristas, principalmente do Estado Islâmico, foi fundamental para permitir que a organização terrorista assumisse o controle dos recursos naturais da Síria”, enfatizou a presidente do tribunal, Isabelle Prévost-Desprez.
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A empresa, posteriormente absorvida pela suíça Holcin, estabeleceu uma “parceria comercial com o EI”, afirmou a magistrada, enfatizando o elevado valor pago.
Durante o julgamento, realizado entre novembro e dezembro, a defesa tentou negar que a fábrica em Jalabiya permanecesse ativa por razões puramente financeiras, em detrimento da segurança de seus mil funcionários.
“Poderíamos ter lavado as mãos e ido embora, mas o que teria acontecido com os funcionários da fábrica se tivéssemos ido?”, disse Christian Herrault, ex-diretor-geral adjunto da Lafarge. “Tivemos que escolher entre duas soluções ruins, a pior e a menos pior”, acrescentou.
Esse sistema previa pagamentos em dinheiro para financiar a compra de suprimentos para a produção de cimento e garantir “pagamentos de segurança”, permitindo que os funcionários e as mercadorias da fábrica de cimento passassem pelos postos de controle da região.
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Defesa apresentará recurso
Oito ex-executivos da empresa de cimento receberam penas que variam de 18 meses a sete anos de prisão por essas acusações. O tribunal ordenou a prisão imediata de Bruno Lafont e Christian Herrault, condenados a seis e cinco anos de prisão, respectivamente.
O CEO da Lafarge entre 2008 e 2015, de 69 anos, foi preso no tribunal e imediatamente levado sob custódia pela polícia. Sua advogada, Jacqueline Lafont, anunciou à imprensa que recorreria imediatamente da sentença e denunciou a ordem de prisão como “injustificada”.
A Procuradoria Nacional Antiterrorismo considerou que Bruno Lafont estava plenamente informado e deu “instruções claras” para manter as operações da fábrica, “uma escolha puramente econômica, de um cinismo espantoso”.
Apesar dos milhões gastos, a fábrica de Jalabiya foi evacuada pela Lafarge às pressas e sem aviso prévio em 18 de setembro de 2014, diante do avanço do Estado Islâmico. No dia seguinte, caiu nas mãos dos jihadistas.
Algumas vítimas dos atentados jihadistas de 13 de novembro de 2015, que mataram 130 pessoas em Paris e arredores, juntaram-se ao caso como acusações particulares por considerá-lo uma das “engrenagens” que ensanguentaram a França durante aqueles anos.
Para entender por que o Papa Leão XIV decidiu viajar para a África menos de um ano após o início de seu papado, é preciso considerar um dado central: atualmente, um em cada cinco católicos do mundo vive no continente. A viagem de 10 dias começou nesta segunda-feira e inclui visitas à Argélia, Angola, Camarões e Guiné Equatorial. Com exceção da Argélia, que é predominantemente muçulmana, os demais países abrigam populações católicas expressivas, o que reforça a relevância da escolha. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Apesar de terem destruído grande parte da frota naval do Irã nas últimas semanas, os Estados Unidos não conseguiram neutralizar o principal instrumento de controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz: as embarcações rápidas da Guarda Revolucionária, segundo análise do Wall Street Journal. A avaliação é reforçada pelo próprio presidente americano, Donald Trump, que reconheceu nesta segunda-feira que os EUA não atingiram esses barcos menores, peça central da atuação iraniana para restringir o tráfego na região. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca enfraquecer o regime iraniano com o bloqueio ostensivo do Estreito de Ormuz, que entrou em vigor na manhã desta segunda-feira, dados revelam que o Irã construiu uma reserva de petróleo fora do Golfo Pérsico, ao longo das últimas semanas, capaz de permitir que a República Islâmica resista à medida “por semanas ou até meses”, segundo publicou o jornal americano Wall Street Journal. A guerra, iniciada com bombardeios americanos e israelenses contra o território iraniano em 28 de fevereiro, favoreceu a exportação de petróleo a partir de Teerã, que tem vendido uma quantidade maior que o normal da commodity para países aliados. Entre eles, destaca-se a China como principal parceira comercial do país persa, onde refinarias independentes absorvem mais de 90% das exportações iranianas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Viagens espaciais são para a política dos Estados Unidos um pouco como a Copa do Mundo de futebol é para o Brasil. Um presidente pode não ter nada a ver com uma campanha bem sucedida, mas tende a se beneficiar do sentimento de união nacional que ela cria. O que cientistas questionam agora é se Donald Trump merece surfar no sucesso da missão Artemis II enquanto tenta cortar o orçamento da Nasa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O comportamento errático e as declarações extremas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas últimas semanas reacenderam o debate sobre sua saúde mental — uma discussão que o acompanha desde que entrou na cena política nacional, há uma década. Falas desconexas, difíceis de acompanhar e, por vezes, carregadas de termos ofensivos culminaram na ameaça de que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao se referir ao Irã na semana passada, e em um ataque contundente ao Papa Leão XIV no domingo, a quem chamou de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. As declarações deixaram muitos com a impressão de um líder desequilibrado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que Washington deixou claras suas “linhas vermelhas” a Teerã durante as negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio e que agora cabe ao Irã dar o próximo passo. Vance liderou a delegação americana que se reuniu com autoridades iranianas no Paquistão durante o fim de semana, conversas que terminaram sem acordo para encerrar o conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
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“Realmente acredito que a bola está no campo do Irã, porque colocamos muito sobre a mesa. De fato, deixamos muito claro quais eram nossas linhas vermelhas”, declarou Vance em entrevista à Fox News.
Segundo ressaltou, “há duas coisas em particular nas quais o presidente dos Estados Unidos deixou muito claro” que será inflexível: o controle americano do urânio enriquecido do Irã e um mecanismo de verificação que garanta que Teerã não desenvolva armas nucleares.
“Uma coisa é os iranianos dizerem que não vão ter uma arma nuclear. Outra coisa muito diferente é nós estabelecermos o mecanismo para garantir que isso não aconteça”, afirmou Vance.
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O vice-presidente lembrou que uma das condições acordadas entre os dois países para o cessar-fogo anunciado na semana passada é a reabertura completa do Estreito de Ormuz, vital para o mercado mundial de petróleo e que Teerã bloqueou.
O Comando Sul dos EUA, responsável por operações militares na América Latina e Caribe, anunciou nesta segunda-feira mais um ataque contra barcos acusados de ligação com o narcotráfico, deixando dois mortos. Desde o ano passado, o governo americano, como parte de sua nova estratégia de combate aos cartéis na região, realizou 50 ataques, nos quais 170 pessoas foram mortas, mas jamais apresentou provas da ligação dos tripulantes com o crime.
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Em publicação na rede social X, os militares americanos afirmaram que “a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico”, sem detalhar de que tipo ou perto da costa de qual país ela ocorreu. Duas pessoas morreram, continua a mensagem. Um vídeo em baixa qualidade mostra o que parece ser um barco de pesca atingido por um míssil, seguido por uma explosão.
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Segundo levantamento da rede NBC News, desde o ano passado, quando os EUA posicionaram um grande contingente naval na região do Caribe e do Pacífico Oriental, 51 barcos foram destruídos em 50 ataques, deixando 170 mortos. Os tripulantes são descritos pelos militares americanos como “narcotraficantes” ou “combatentes”, mas Washington jamais detalhou as informações de inteligência que levaram a tais conclusões.
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Alguns carteis do tráfico foram classificados pelo governo americano como organizações terroristas, o que dá (em tese) argumentos legais para justificar as ações. As explicações não convenceram muitos além das lideranças em Washington e de aliados políticos na região, e a política da Casa Branca é alvo de duras críticas da comunidade internacional.
— Os EUA devem interromper tais ataques e tomar todas as medidas necessárias para impedir a execução extrajudicial de pessoas a bordo dessas embarcações, independentemente da conduta criminosa alegada contra elas — disse, em outubro do ano passado, Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. — Nenhum dos indivíduos nas embarcações visadas parecia representar uma ameaça iminente à vida de outras pessoas ou justificar o uso de força armada letal contra eles sob o direito internacional

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