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Um comunicado divulgado pela fundação Healthy Seas nesta segunda-feira (8), Dia Mundial dos Oceanos, revelou o que pode ser o primeiro registro subaquático de um grande tubarão-branco adulto em seu habitat natural no Mar Mediterrâneo. As imagens foram captadas pelo mergulhador técnico Derk Remmers durante uma operação de retirada de redes de pesca abandonadas realizada entre a Sicília e a Tunísia por integrantes da organização Ghost Diving, parceira da iniciativa. Segundo os organizadores, embora avistamentos ocasionais da espécie na superfície já tenham sido relatados na região, encontros filmados por mergulhadores nunca haviam sido documentados.
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A expedição foi coordenada pela Healthy Seas, fundação internacional dedicada à remoção de redes de pesca perdidas e outros resíduos marinhos, em parceria com a Ghost Diving, organização formada por mergulhadores voluntários especializados na recuperação de equipamentos abandonados no fundo do mar, e a SDSS (Society for Documentation of Submerged Sites), entidade que há mais de duas décadas pesquisa e documenta naufrágios históricos no Mediterrâneo.
Descoberta ocorreu durante missão de conservação
O encontro aconteceu enquanto a equipe trabalhava na remoção de redes fantasmas presas a um naufrágio localizado no Estreito da Sicília, uma das áreas mais exploradas pela pesca no Mediterrâneo. Essas redes, abandonadas ou perdidas por embarcações, continuam capturando e matando animais marinhos por anos, representando uma ameaça para espécies que habitam a região.
Segundo os organizadores, mergulhos anteriores no local já haviam registrado tartarugas-cabeçudas ameaçadas de extinção e grandes peixes presos aos equipamentos descartados. O naufrágio funciona como um recife artificial, atraindo diversas espécies marinhas. Quando redes fantasmas ficam presas à estrutura, porém, transformam o ambiente em uma armadilha subaquática para a fauna local.
Foi durante a descida para o naufrágio, a cerca de 40 metros de profundidade, que os mergulhadores avistaram o tubarão-branco. Remmers, responsável pelas imagens, afirmou que a cena foi algo que jamais esperava presenciar.
— Estatisticamente, é muito mais provável ganhar na loteria do que encontrar um animal tão icônico debaixo d’água. Você passa décadas mergulhando em naufrágios e removendo redes fantasmas, mas nada te prepara para um momento como este — disse à imprensa.
As imagens foram captadas durante uma operação de retirada de redes de pesca abandonadas
Reprodução/Ghost Diving
O mergulhador contou que, apesar da surpresa, a equipe manteve o plano de trabalho.
— Um encontro com um tubarão subaquático em alto-mar no Mediterrâneo é insano, mas mesmo assim prosseguimos com nosso plano de mergulho para remover as redes do naufrágio, pois este momento mostrou claramente a importância do nosso trabalho.
Valor científico
Além da retirada das redes, a missão incluiu a coleta de DNA ambiental (eDNA) e atividades de monitoramento da biodiversidade marinha. Os pesquisadores afirmam que as análises continuarão nos próximos meses e poderão fornecer novas informações sobre as espécies que utilizam a região como habitat.
Para os cientistas envolvidos no projeto, o registro representa uma oportunidade rara de estudar uma espécie criticamente ameaçada de extinção no Mediterrâneo. A maior parte das informações disponíveis sobre tubarões-brancos na região, segundo especialistas, provém de exemplares mortos capturados acidentalmente por operações pesqueiras.
— A maior parte do nosso conhecimento sobre os tubarões-brancos no Mar Mediterrâneo provém de registros de espécimes mortos capturados por operações de pesca. Observações como esta são extremamente valiosas para melhorar a nossa compreensão da distribuição, hábitos e comportamento desta espécie criticamente ameaçada, cuja sobrevivência está em risco devido às atividades humanas — afirmou Carlo Cattano, pesquisador do Centro Marinho da Sicília da Estação Zoológica Anton Dohrn.
Segundo ele, o avistamento também reforça a importância ecológica do Estreito da Sicília.
— Nossa investigação sobre tubarões permitiu-nos identificar vários pontos críticos para espécies ameaçadas, e este avistamento é particularmente significativo para validar o valor de conservação desta área.
A diretora da Healthy Seas, Veronika Mikos, afirmou que o significado do episódio vai além do encontro com um dos predadores mais emblemáticos dos oceanos.
— O que torna este encontro tão impactante não é apenas o tubarão em si, mas o contexto em que aconteceu. Estávamos lá para remover redes fantasmas que aprisionavam a vida marinha em um ecossistema de naufrágio que é um ponto de biodiversidade excepcional. Momentos como este nos lembram quanta vida ainda pode existir nas águas costeiras do Mediterrâneo e como é importante protegê-la de ameaças evitáveis, como equipamentos de pesca abandonados ou a sobrepesca.
A cidade japonesa de Utsunomiya, ao norte de Tóquio, determinou o fechamento de suas 94 escolas de ensino fundamental e médio nesta segunda-feira (8), após vários relatos da presença de ursos nas ruas, ao mesmo tempo que dezenas de caçadores participavam da operação.
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Desde sábado, as autoridades receberam mais de uma dezena de relatos de observação de ursos, um deles dentro de um shopping center.
“Mobilizamos veículos nas áreas onde um urso foi observado para alertar a população e pedir às pessoas que permaneçam dentro de casa ou em seus carros”, declarou à AFP uma fonte do governo municipal.
Ele também explicou que dezenas de caçadores, policiais e funcionários estão procurando o animal ou animais.
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O Japão registrou nos últimos anos um aumento do número de observações de ursos e de ataques, em particular nas áreas urbanas.
No ano passado, 13 pessoas, um número recorde, morreram em ataques de ursos no país.
Desde o início do ano, as observações também aumentaram, já que os animais saem famintos da hibernação.
De abril do ano passado até março de 2026, o número de observações no país superou 50 mil, mais que o dobro do recorde anterior, segundo dados oficiais.
A comunidade astronômica internacional iniciou a contagem regressiva para 2 de agosto de 2027, data de um eclipse solar total histórico. De acordo com dados divulgados pela Nasa, este evento se configura como um dos marcos mais significativos do século XXI, superando consideravelmente a duração de fenômenos anteriores. Em seu ápice, o eclipse manterá uma fase de escuridão total por seis minutos e 22 segundos, um número que estabelece um novo recorde em comparação com o evento de 11 de julho de 1991, que durou dois minutos e dez segundos.
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O interesse por este evento aumentou consideravelmente após o impacto do eclipse de 8 de abril de 2024, que cobriu partes dos Estados Unidos, México e Canadá durante quatro minutos e 28 segundos. Dada a magnitude projetada para 2027, especialistas sugerem que os observadores planejem viagens para áreas distantes da poluição luminosa e que possuam o equipamento adequado. O uso de telescópios e binóculos de última geração com certificação ISO 12312-2 é essencial; essa certificação é indispensável para proteger a visão da radiação solar direta.
A trajetória da sombra da Lua começará no Oceano Atlântico e seguirá pelo norte da África. Países como Marrocos, Tunísia, Líbia e Egito estão ao longo da principal faixa de visibilidade do eclipse, que continuará em direção à Arábia Saudita e ao Iêmen antes de terminar nas águas do Oceano Índico.
Especialistas identificaram a cidade de Luxor, no Egito, como o epicentro ideal para observação, já que a totalidade do fenômeno poderá durar até seis minutos e 23 segundos. A Nasa também confirmou que um eclipse parcial será visível em diversos países europeus, no sul da Ásia e em países africanos como Argélia, Sudão e Somália.
Fisicamente, o evento apresentará números impressionantes. A sombra da Lua se deslocará pela superfície da Terra a uma velocidade de aproximadamente 258 quilômetros por hora, cobrindo uma faixa de 15.227 quilômetros de comprimento.
Este conteúdo foi produzido por uma equipe do LA NACION com o auxílio de IA.
O Papa Leão XIV fará um discurso inédito ao Parlamento espanhol nesta segunda-feira e se encontrará com vítimas de abuso sexual cometido por membros do clero, embora algumas associações de vítimas reclamem de terem sido excluídas. O Vaticano anunciou que o pontífice se encontraria com essas vítimas durante sua viagem de sete dias à Espanha, que começou no sábado, e, segundo a imprensa espanhola, o encontro a portas fechadas acontecerá na tarde desta segunda-feira na Nunciatura Apostólica, na capital espanhola.
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No entanto, diversas associações de vítimas que há anos denunciam a falta de transparência da Igreja sobre o assunto protestaram por não terem sido convidadas e planejam demonstrar sua indignação na manhã de segunda-feira em frente à Nunciatura.
“Não ser convidado é um golpe”, disse Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infância Roubada, à AFP neste domingo, afirmando que o Papa corre o risco de ver “uma realidade completamente distorcida” se encontrar apenas com as vítimas assistidas pelo Projeto Repara da Arquidiocese de Madri.
No voo para Madri, no sábado, o Papa, de 70 anos, afirmou que “o abuso ainda é uma ferida aberta” para a Igreja. O Provedor de Justiça espanhol estimou, em um relatório de 2023, que, desde 1940, mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos nas mãos do clero católico.
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O governo espanhol de esquerda e a Igreja assinaram um acordo em março para indenizar as vítimas de crimes sexuais, após anos de relutância e falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica. O Rei Felipe VI da Espanha elogiou a “clareza e firmeza” do Papa diante dos abusos sexuais, recebendo-o no Palácio Real no sábado.
Discurso aos Parlamentares
Antes de se encontrar com as vítimas, Leão XIV, nascido nos Estados Unidos e também cidadão peruano, discursará perante os membros das duas casas do Parlamento espanhol na manhã desta segunda-feira. Os Papas raramente discursam em parlamentos, pois procuram evitar intervenções políticas excessivamente explícitas.
No sábado, o Papa pediu o fim das “narrativas divisivas e polarizadoras”, uma mensagem que repercutiu neste país politicamente polarizado, onde a extrema-direita, com sua retórica linha-dura anti-imigração, é a terceira maior força no Parlamento. Leão XIV está em visita à Espanha em um momento turbulento para o primeiro-ministro Pedro Sánchez, fragilizado por diversos escândalos de corrupção envolvendo membros de seu círculo íntimo.
Antes de discursar para os parlamentares, o Papa se reunirá com Sánchez, que destacou a “harmonia” do pontífice com seu governo, particularmente em questões como o acolhimento de migrantes e a defesa do direito internacional. No sábado, o Papa também agradeceu à Espanha por seu “compromisso ativo com a paz” e “fidelidade ao direito internacional”.
Sánchez entrou em conflito em diversas ocasiões com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra no Irã, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os assassinatos em Gaza. O próprio Papa foi duramente criticado por Trump por sua postura pacifista, especialmente desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã.
Barcelona e Ilhas Canárias
Após celebrar uma missa com 1,5 milhão de fiéis, segundo os organizadores, no domingo, no coração de Madri, o Papa liderará outro evento de grande porte na tarde desta segunda-feira, no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid. Na terça-feira, ele viajará para Barcelona para abençoar a nova torre da Basílica da Sagrada Família, que no dia seguinte se tornará a igreja mais alta do mundo.
Nas Ilhas Canárias, na quinta e sexta-feira, Leão XIV se unirá a Sánchez para homenagear os milhares de migrantes que morreram tentando chegar à Europa. Ao contrário de alguns países vizinhos, o governo de Sánchez lançou recentemente um amplo plano para regularizar a situação de migrantes indocumentados, o que deve regularizar o status de meio milhão de pessoas, a maioria da América Latina. A medida atraiu fortes críticas da direita e da extrema-direita.
O presidente chinês, Xi Jinping, chegou a Pyongyang nesta segunda-feira para sua primeira visita oficial à Coreia do Norte desde 2019, informou a agência de notícias estatal Xinhua. Xi, que tem um encontro marcado com o líder norte-coreano Kim Jong Un, chegou a Pyongyang ao meio-dia (0h desta segunda em Brasília), disse a Xinhua.
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Antes da viagem, o líder chinês afirmou que a amizade de Pequim com Pyongyang é “invencível”, em um artigo publicado na mídia estatal norte-coreana.
“Não importa como os tempos mudem ou como a situação internacional evolua, a amizade tradicional entre a China e a Coreia do Norte sempre permanecerá invencível”, segundo um artigo de Xi publicado na primeira página do jornal norte-coreano Rodong Sinmun.
Esta é a primeira viagem internacional de Xi em 2026. Nas últimas semanas, ele recebeu em Pequim o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Xi Jinping está acompanhado de sua mulher, Peng Liyuan, do Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e de Cai Qi, o quinto na hierarquia do Partido Comunista Chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
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Esta é a primeira visita de Xi à Coreia do Norte desde 2019 e ocorre em um momento de impasse nas negociações nucleares entre Washington e Pyongyang. O porta-voz diplomático chinês, Mao Ning, afirmou na sexta-feira que Xi e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, terão uma “troca de opiniões sobre as relações bilaterais e questões de interesse comum”.
Seong-Hyon Lee, do Centro de Estudos Asiáticos da Universidade de Harvard, comentou que a China atualmente prefere defender a estabilidade em vez de pressionar a Coreia do Norte à desnuclearização.
“A estratégia regional da China se beneficia de um Estado-tampão estável, fortemente armado e alinhado, que absorva as capacidades militares dos Estados Unidos e seus aliados”, disse o acadêmico à AFP.
Pesquisadores alertaram nesta segunda-feira que os estados com armas nucleares estão retirando seus armamentos de depósitos e colocando-os em sistemas de lançamento, em um momento em que as armas de destruição em massa desempenham um papel cada vez mais importante na política global. O Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI) afirmou que as potências nucleares possuem um total estimado de 12.187 ogivas, das quais cerca de 9.745 estão em reserva para uso potencial.
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Essa é uma diminuição marginal em comparação com o ano anterior, já que, desde o fim da Guerra Fria, as ogivas mais antigas geralmente têm sido desativadas mais rapidamente do que as novas foram implantadas, resultando em uma redução no número total de ogivas.
“A notícia mais preocupante é que, embora tenhamos menos armas nucleares, o nível de perigos e riscos nucleares está aumentando”, disse Karim Haggag, diretor do SIPRI, à AFP.
O instituto também prevê que a tendência de declínio dos arsenais nucleares provavelmente se inverterá nos próximos anos, “à medida que o ritmo de desmantelamento diminui enquanto a implantação de novas armas nucleares acelera”, afirmou em comunicado. Haggag também listou vários sinais preocupantes, incluindo o colapso dos controles de armas estratégicas — como os acordos internacionais — e a competição entre as principais potências nucleares.
Implantação de Armas
Outra tendência preocupante é “que os Estados que possuem armas nucleares estão retirando-as do armazenamento e implantando-as em sistemas de lançamento com capacidade nuclear. Portanto, estamos vendo um aumento no número de armas nucleares implantadas”, disse Haggag. Os Estados Unidos e a Rússia juntos possuem cerca de 83% do arsenal nuclear mundial, com mais de 5.000 ogivas cada. Ambos têm programas para modernizar seus arsenais, mas ambos enfrentaram dificuldades.
O programa de modernização nuclear dos Estados Unidos está progredindo, mas enfrentou “dificuldades de planejamento e financiamento que provavelmente atrasarão e aumentarão significativamente o custo do programa”, afirmou o SIPRI em comunicado. O programa nuclear russo também foi prejudicado por testes fracassados ​​de mísseis balísticos intercontinentais, e as sanções econômicas e as contra-acusações relacionadas à guerra na Ucrânia também parecem estar impactando o programa.
Competição Geopolítica
Enquanto isso, a China está expandindo seu arsenal nuclear em um ritmo mais acelerado do que qualquer outro país.
“A intensificação da competição geopolítica oferece um forte incentivo para a China aumentar seu programa de armas nucleares”, disse Haggag.
O SIPRI estima que a China possua atualmente 620 ogivas nucleares e, dependendo de como optar por estruturar suas forças, poderá ter o mesmo número de mísseis balísticos intercontinentais até 2030. No entanto, o instituto observou que, mesmo que o país alcance 1.000 ogivas nucleares até lá, isso representaria apenas um quarto dos arsenais combinados dos Estados Unidos e da Rússia.
Na Europa, a França e o Reino Unido mantiveram seus arsenais nucleares estáveis ​​em 290 e 225 ogivas, respectivamente, mas o SIPRI indicou que o arsenal do Reino Unido deverá aumentar após uma revisão de 2021 que recomendou elevar o limite máximo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também ordenou um aumento no arsenal da França em março. O SIPRI indicou que a Índia teria expandido ligeiramente seu arsenal nuclear para 190 ogivas. O arsenal nuclear do Paquistão permaneceu estável em 170, mas o país continuou a acumular material físsil, “sugerindo que seu arsenal nuclear poderá se expandir na próxima década”.
A Coreia do Norte também está “no caminho certo para atingir sua meta declarada de expandir exponencialmente seu arsenal nuclear”, segundo o SIPRI, que estima que o país possua cerca de 60 ogivas nucleares. Acredita-se que Israel — que não reconhece possuir armas nucleares — também esteja modernizando seu arsenal, que o instituto estima em cerca de 90 ogivas.
O exército israelense anunciou neste domingo (manhã de segunda no horário local) que realizou ataques aéreos contra “alvos militares” no Irã em resposta aos lançamentos de mísseis iranianos contra Israel, pela primeira vez desde a adoção de um cessar-fogo na guerra do Oriente Médio.
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“Recentemente, a Força Aérea Israelense atacou alvos militares do regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã”, declarou o exército israelense no Telegram. Enquanto isso, a televisão iraniana relatou explosões em três cidades. “Várias explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan”, publicou a televisão estatal iraniana no Telegram.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo que instaria o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a não atacar o Irã em resposta aos lançamentos de mísseis contra Israel para evitar uma escalada ainda maior da guerra.
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JACK GUEZ/AFP
Pressionado internamente para encerrar a guerra, Trump deu entrevistas a diversos veículos de imprensa americanos e estrangeiros após os ataques. À Fox News, revelou que os ataques a Beirute não haviam sido coordenados com os Estados Unidos e que ele “não estava nada satisfeito com isso”. Também alertou que Netanyahu não “manda em nada”.
A ofensiva contra a capital libanesa foi classificada pelo Irã como um “cruzamento de todas as linhas vermelhas”, o que teria motivado os disparos contra Israel. A Guarda Revolucionária do Irã disse se tratar de um “aviso”, ameaçando realizar ataques mais amplos em caso de novas agressões.
“O Exército israelense deve cessar seus ataques ao sul do Líbano e aos subúrbios. Se expandir seus ataques para essa região ou responder à ação do Irã, enfrentará golpes ainda mais devastadores e lamentáveis — disse na TV estatal o general Ali Abollahi, chefe do quartel-general de Khatam al-Anbiya.
Ligação a Netanyahu
Em comunicado, as Forças Armadas israelenses disseram que o Irã cometeu um “grave erro” e prometeram prosseguir com sua campanha militar no Líbano, intensificando as operações contra o Hezbollah.
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Mas, em terra, os impactos foram mínimos. O Exército israelense disse ter interceptado todos os mísseis disparados do Irã, e não houve relatos de vítimas diretamente decorrentes dos impactos. O Magen David Adom, serviço de resgate do país, informou ter atendido diversas pessoas feridas enquanto buscavam abrigo. O Corpo de Bombeiros de Israel disse que suas equipes combateram vários pequenos incêndios causados por fragmentos dos mísseis interceptores.
Por precaução, no entanto, as aulas foram suspensas em todo o país hoje e a Embaixada dos EUA em Jerusalém informou que suas seções consulares em Jerusalém e no escritório da embaixada em Tel Aviv estariam fechadas, orientando todos os funcionários do governo americano e seus familiares em Israel a permanecerem em casa.
O Irã, por sua vez, fechou parte do espaço aéreo do país e suspendeu os voos no Aeroporto Internacional Imam Khomeini, um dos dois principais da capital iraniana. O vizinho Iraque também anunciou o fechamento de seu espaço aéreo por pelo menos 72 horas. Já as autoridades sírias fecharam os corredores aéreos do sul do país por 12 horas.
Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu, na noite deste domingo (7), a costa sul das Filipinas, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Segundo a polícia, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.
O sismo teve seu epicentro no mar, a 35 quilômetros de profundidade, perto da ilha segura de Mindanao. Em entrevista à agência Reuters, Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, em Sarangani, disse que o prédio da polícia apresentou rachaduras logo após o abalo.
— Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos — informou em chamada por telefone.
Os terremotos ocorrem quase diariamente nas Filipinas, um arquipélago situado no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende do Japão ao Sudeste Asiático e à costa do Pacífico.
Após registro, o Japão emitiu alerta de tsunami para a costa do Pacífico. A Agência Meteorológica do do país informou que tsunamis de até um metro devem atingir diferentes regiões do arquipélago a partir das 23h30 (horário de Brasília).
O Sistema de Alerta de Tsunamis (TWS, na sigla em inglês) dos Estados Unido também emitiu um alerta.
Na mensagem, o sistema americano informou que ondas de um a três metros são possíveis ao longo da costa da Filipinas e de 0,3 metras a um metro podem chegar à Indonésia e Malásia. Japão, Taiwan, Papua Nova Guiné e outras regiões podem ser atingidos por ondas de menos de 0,3 metros.
Cinco pessoas ficaram feridas em um ataque a faca que aconteceu neste domingo (7) na Penn Station, em Nova York. Segundo o corpo de bombeiros da cidade, todas as vítimas foram levadas para o hospital e o agressor, um homem em situação de rua, segundo fontes informaram à ABC News, está sob custódia.
As vítimas eram todas civis, incluindo uma pessoa com ferimentos graves, informou o Corpo de Bombeiros de Nova York em um comunicado. A polícia, citada pela CBS News, pediu que os transeuntes evitassem o local, já que eram esperados atrasos no trânsito, fechamento nas vias e interrupções no transporte público.
Nas redes sociais, circulam imagens de agentes detendo uma pessoa no chão e o que parecem ser algumas manchas de sangue na estação
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As circunstâncias do esfaqueamento não ficaram imediatamente claras, mas uma fonte policial próxima às investigações disse à CBS News disse que foi um ato de violência aleatório.
O incidente ocorreu em um movimentado centro de transportes de Nova York, pouco antes de dois grandes eventos esportivos na região metropolitana, incluindo a Copa do Mundo de futebol.
* Com AFP
A candidata de direita Keiko Fujimori lidera ligeiramente as pesquisas de boca de urna contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez, antes do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo no Peru, marcado por instabilidade política e criminalidade. Fujimori obteve 50,7% dos votos, contra 49,3% de Sánchez, segundo a empresa de pesquisas Ipsos; e 50,5% contra 49,5%, segundo o Datum, indicando um empate técnico.
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No segundo turno das eleições de 2021, Keiko começou vencendo por 0,6 ponto percentual. Depois, na apuração rápida, ela ficou 0,4 ponto percentual atrás de Pedro Castillo e, no final, acabou perdendo por 0,4 ponto percentual.
Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), enfrenta Sánchez em sua quarta tentativa de chegar à presidência. Seu adversário ganhou força na reta final, empatando com ela nas pesquisas.
— Temos que escolher entre o “mal menor”, a história está se repetindo. Estamos em uma crise que já dura mais de uma década — disse Renzo Masa, um estudante de 23 anos, à AFP após votar.
Após um número recorde de presidentes eleitos desde 2016, cerca de 27 milhões de eleitores devem escolher um presidente para um mandato de cinco anos, o nono presidente em uma década, após um declínio recorde no número de presidentes. As urnas fecharam às 17h, horário local (19h de Brasília), após um dia sem grandes incidentes, ao contrário do primeiro turno caótico, marcado por falhas técnicas e alegações de fraude.
Juntos, os dois candidatos não ultrapassaram os 30% no primeiro turno, em abril, marcado por problemas logísticos e alegações de fraude que aumentaram a desconfiança nas instituições peruanas.
Fujimori, uma administradora de 51 anos, apela para o legado ambivalente de seu pai, que estabilizou a economia, derrotou a insurgência, mas foi acusado de crimes contra a humanidade. Sánchez, um congressista de 57 anos e ex-ministro, defende a herança camponesa do ex-presidente Pedro Castillo, um professor rural preso pela tentativa fracassada de autogolpe de 2022. Como demonstração de lealdade, Sánchez aguardou os resultados da pesquisa de boca de urna na prisão onde seu mentor está encarcerado, a quem prometeu conceder indulto.
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‘Comunismo’ ou ‘ditadura’
Em meio à multidão de apoiadores e jornalistas, Fujimori, candidata da Fuerza Popular, e Sánchez, do Juntos por el Perú, votaram na zona leste de Lima. “Temos grandes esperanças”, disse o candidato de esquerda. Fujimori promete prosperidade e alerta para o “perigo do comunismo”. “Esta eleição é entre ordem e retrocesso”, afirmou ela.
— Votei na Keiko porque ela representa a estabilidade. Infelizmente, não lhe demos a oportunidade de governar — declarou Luis Bernaola, um técnico em eletrônica de 44 anos.
Sánchez moderou sua retórica de “mudança radical”, distanciou-se dos ultranacionalistas e disse à AFP que deseja uma relação “respeitosa” com Washington.
O candidato esquerdista, que sempre usa o chapéu que ganhou de Castillo, a quem planeja perdoar, acusa Fujimori de fazer parte da “ditadura” do poderoso Congresso que destitui presidentes, onde ela exerce influência. Sem afetar o segundo turno das eleições, um juiz ordenou que ele fosse a julgamento por supostas irregularidades financeiras dentro de seu partido. Se ele vencer a presidência, terá imunidade parlamentar, embora esteja vulnerável a um parlamento de direita.
— Precisamos de mudança. O equilíbrio de poder é importante. Tenho mais medo da Keiko do que do Sánchez — contou Juan Salas, um comerciante de 32 anos.
Nenhum dos candidatos possui maioria no legislativo. O futuro presidente terá que formar alianças se quiser concluir seu mandato, opinou o analista Jeffey Radzinsky. O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho.
— Quem quer que vença, deslegitimará o resultado se a disputa for acirrada. Isso traz mais instabilidade — avaliou o sociólogo David Sulmont.
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Extorsão, a questão mais crítica
Apesar da desilusão política, a maior preocupação dos peruanos é a insegurança em um país onde gangues criminosas proliferam e os relatos de extorsão aumentaram nove vezes em cinco anos.
— É a questão mais crítica. Espero que acabem com o crime — destacou Carlos Altamirano, um engenheiro de 49 anos, à AFP após votar na zona norte de Lima.
Fujimori defende uma abordagem linha-dura: militarizar prisões e zonas de conflito, e expulsar migrantes para erradicar, segundo ela, o “flagelo social” com a “mesma força” que seu pai usou para derrotar a insurgência na década de 1990.
Sánchez propõe combater a corrupção na polícia e no Judiciário, denunciando o que considera cumplicidade entre as elites políticas e o crime organizado. Sua base social está no campo empobrecido e negligenciado, onde a insegurança é menor.
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A base de Fujimori está em Lima, que em 2025 triplicou sua taxa de homicídios em comparação com 2020, chegando a 23 por 100 mil habitantes.
O vencedor herdará um Peru economicamente estável, com crescimento do PIB de 3,4% e baixa inflação. No entanto, sete em cada dez trabalhadores estão na economia informal.
Fujimori defende políticas neoliberais, respeito à propriedade privada e atração de investimentos. Sánchez ofereceu aumentos salariais e tentou tranquilizar os investidores, prometendo manter a abertura econômica e a independência do Banco Central, que é estratégico.

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