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As autoridades sírias anunciaram nesta quinta-feira que mataram um comandante sênior do grupo Estado Islâmico (ISIS), em coordenação com a coalizão liderada pelos Estados Unidos, poucas horas após a prisão de outro líder perto de Damasco. As forças de segurança e inteligência sírias realizaram o que o Ministério do Interior descreveu como uma “operação de segurança precisa”.
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“A operação resultou na neutralização do terrorista Mohammad Shahada, conhecido como ‘Abu Omar Shaddad’, considerado uma das principais figuras do Estado Islâmico na Síria”, acrescentou. “Esta operação confirma a eficácia da coordenação conjunta entre as agências de segurança nacional e os parceiros internacionais”, continuou o ministério.
Horas antes, as autoridades anunciaram que, nesta quarta-feira, capturaram Taha al-Zubi, também conhecido como Abu Omar Tabiya, um líder do ISIS em Damasco, juntamente com vários de seus homens.
O ISIS foi recentemente acusado de atacar um grupo de americanos em Palmira, no centro da Síria. O ataque, em 13 de dezembro, matou dois soldados e um intérprete. Em retaliação, as forças americanas realizaram ataques contra dezenas de alvos do Estado Islâmico na Síria.
Pelo menos oito pessoas morreram e 19 ficaram feridas em um acidente de ônibus no estado de Veracruz, no leste do México, na tarde de quarta-feira, véspera de Natal, informaram as autoridades locais. O ônibus caiu perto de um barranco na cidade de Zontecomatlán, informou a Defesa Civil do estado na noite de quarta-feira.
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“Infelizmente, a promotoria confirmou oito mortes”, disse a agência em um comunicado. “Dezenove feridos estão recebendo atendimento e foram transferidos para hospitais em Chicontepec e Huayacocotla”, acrescentou.
Segundo a imprensa mexicana, o ônibus viajava da Cidade do México para Chicontepec.
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Acidentes rodoviários, que geralmente envolvem ônibus de passageiros ou caminhões de carga, são comuns no México. Eles costumam ser causados ​​por excesso de velocidade ou falhas mecânicas.
No final de novembro, 10 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas em um acidente de ônibus no estado de Michoacán.
Um helicóptero que realizava uma operação de resgate no Monte Kilimanjaro, no norte da Tanzânia, caiu na noite de quarta-feira e deixou cinco mortos, entre eles dois turistas que eram transportados após uma emergência médica durante a escalada, informaram as autoridades locais. A aeronave seguia por uma das rotas mais frequentadas por visitantes estrangeiros quando perdeu contato e caiu em uma área de alta altitude, entre o acampamento Barafu e o pico Kibo, a mais de 4.000 metros.
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Segundo a polícia, os turistas — identificados pela imprensa local como cidadãos tchecos — haviam sido resgatados no interior da montanha e estavam a caminho de atendimento médico. Também morreram o piloto, um guia de montanha e um médico que participava da operação.
Equipes de busca foram mobilizadas na região após o acidente. As causas da queda ainda estão sob investigação pelas autoridades de aviação do país. As autoridades informaram que novos detalhes deverão ser divulgados à medida que a apuração avançar.
O comandante da polícia regional, Simon Maigwa, afirmou que o helicóptero era operado pela empresa Kilimanjaro Aviation, especializada em serviços de resgate médico e apoio a expedições na montanha. A companhia, porém, ainda não comentou o acidente.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Autoridade de Aviação Civil da Tanzânia informou que abriu uma investigação seguindo padrões internacionais de segurança, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar sua causa provável.
O Monte Kilimanjaro, ponto mais alto do continente africano, atinge quase 6 mil metros de altitude. Embora a rota não exija escalada técnica, o mal de altitude é um risco frequente para alpinistas e turistas. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas tentem alcançar o cume todos os anos.
Os acidentes aéreos no Monte Kilimanjaro são raros, sendo que o último incidente registrado ocorreu em novembro de 2008, quando quatro pessoas morreram, lembrou a rede americana CBS News.
As autoridades da Turquia afirmaram nesta quarta-feira que frustraram ataques planejados contra eventos de Natal e de Ano Novo após prenderem mais de 100 suspeitos de integrar o chamado Estado Islâmico.
Segundo a Promotoria-Chefe de Istambul, operações simultâneas foram realizadas em 124 endereços da cidade. Durante as ações, a polícia apreendeu armas de fogo, munição e documentos classificados como “organizacionais”. Ao todo, 115 pessoas foram detidas, enquanto outras 22 ainda são procuradas.
De acordo com as autoridades, apoiadores do grupo extremista vinham planejando ataques em diferentes regiões do país ao longo desta semana, com foco especial em alvos ligados a não muçulmanos e a celebrações de fim de ano. A Promotoria informou ainda que os suspeitos mantinham contato com integrantes do Estado Islâmico fora do território turco.
O anúncio ocorre dois dias depois de agentes da inteligência turca realizarem uma operação contra o grupo na região da fronteira entre Afeganistão e Paquistão. Nessa ação, um cidadão turco acusado de ocupar posição de liderança no braço regional do Estado Islâmico foi detido, sob suspeita de planejar ataques contra civis.
Os serviços de segurança da Turquia realizam operações frequentes contra pessoas com supostos vínculos com o grupo extremista. O país faz fronteira com a Síria, onde o Estado Islâmico ainda mantém presença em algumas áreas.
O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, aliado do governo turco, afirmou recentemente que pretende trabalhar em conjunto com os Estados Unidos e países europeus para eliminar remanescentes do grupo.
As forças de segurança da Turquia afirmam ter desmantelado nesta quinta-feira uma série de ataques terroristas que estavam sendo planejados para as comemorações de Natal e Ano Novo em todo o país. Ao todo, 124 locais em Istambul foram alvos de buscas, que levaram à prisão de 115 suspeitos ligados ao grupo fundamentalista sunita Estado Islâmico (ISIS), informou a Procuradoria-Geral.
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Segundo as autoridades locais, os atentados tinham como principais vítimas potenciais as populações não muçulmanas. O gabinete do procurador apontou que os detidos estavam em contato com células do ISIS de fora da Turquia, o que revela a natureza transnacional da ameaça.
Durante as buscas, os agentes apreenderam armas de fogo, munições e o que as autoridades descreveram como “documentos organizacionais”.
Ainda de acordo com os policiais, 22 seguem foragidos.
As prisões marcam a etapa mais recente da ofensiva do governo turco contra o grupo armado, classificado pelas autoridades como a segunda maior ameaça “terrorista” ao país.
A Turquia tornou-se um dos principais alvos do Estado Islâmico por sua posição geográfica e composição demográfica: o país faz fronteira extensa com a Síria, onde a organização mantém presença, apesar de ter perdido seus territórios em 2019. Desde então, o grupo vem ampliando sua atuação na Ásia Central e consolidando novas ramificações em diferentes regiões da África.
As operações de detenções são frequentes na Turquia antes das festas de fim de ano. O país, que compartilha 900 km de fronteira com a Síria, teme a infiltração do grupo jihadista, que continua ativo no país vizinho.
O EI foi acusado recentemente de atacar um grupo de americanos em Palmira, no centro da Síria, em um atentado que matou dois militares e um intérprete.
Os serviços de inteligência turcos anunciaram esta semana a detenção, “entre o Afeganistão e o Paquistão”, de um suposto líder do grupo Estado Islâmico. O suspeito, Mehmet Gören, foi levado para a Turquia e acusado pelo serviço de inteligência do país, o MIT, de “planejar atentados suicidas contra civis no Afeganistão, Paquistão, Turquia e Europa”. (Com AFP)
O Papa Leão XIV exortou na quinta-feira a Rússia e a Ucrânia a encontrarem a “coragem” para manter conversações diretas e falou da terrível situação humanitária em Gaza na sua primeira mensagem de Natal. O Pontífice americano, eleito pelos seus colegas cardeais em maio após a morte do seu predecessor, o Papa Francisco, condenou também a “insensatez” da guerra e os “escombros e feridas abertas” que ela deixa para trás.
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‘Dia repleto de alegria’: Com trégua em Gaza, Belém retoma celebrações de Natal
Em discurso para uma multidão de cerca de 26 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa pediu “solidariedade e aceitação dos necessitados” na Europa — uma possível referência ao crescente sentimento anti-imigração no continente.
— Oremos de maneira especial pelo povo atormentado da Ucrânia — disse ele, acrescentando: — Que as partes envolvidas, com o apoio e o compromisso da comunidade internacional, encontrem a coragem para se engajar em um diálogo sincero, direto e respeitoso.
Autoridades russas e ucranianas conversaram separadamente nas últimas semanas com negociadores dos Estados Unidos sobre propostas para encerrar a guerra iniciada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
Dezenas de milhares de pessoas foram mortas, o leste do território ucraniano foi dizimado e milhões foram forçadas a fugir de suas casas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, delineou esta semana os pontos-chave de um plano para pôr fim ao conflito após as negociações com os EUA. Mas o seu homólogo russo, Vladimir Putin, não demonstrou até agora qualquer vontade de chegar a um compromisso, reforçando as suas exigências intransigentes.
‘Retorno à vida’
Em sua primeira homilia de Natal como líder da Igreja Católica, Leão XIV abordou as condições desoladoras na Faixa de Gaza, onde centenas de milhares de pessoas ainda vivem em abrigos temporários em condições invernais semanas após um frágil cessar-fogo ter sido estabelecido.
— Como não pensar nas tendas em Gaza, expostas por semanas à chuva, ao vento e ao frio? — refletiu o religioso, antes de dizer que os habitantes do território “não têm mais nada e perderam tudo”.
A ONU afirmou que cerca de 1,3 milhão de pessoas precisam atualmente de assistência para abrigo em Gaza e alertou para o risco crescente de hipotermia com a queda das temperaturas.
— A guerra, em todas as suas formas, tem sido dura para todos os que vivem nesta terra — disse Elias al-Jalda, um cristão palestino de Gaza, à AFP após assistir a uma missa de Natal na única igreja católica romana de Gaza na noite de quarta-feira. — Esperamos que este ano marque o início de uma nova fase, definida pelo fim completo da guerra e pelo retorno da vida a Gaza.
Cidade onde Jesus Cristo nasceu vive Natal de paz
Em Belém, a comunidade cristã celebrou seu primeiro Natal festivo em mais de dois anos, à medida que a cidade ocupada da Cisjordânia emerge da sombra da guerra em Gaza. Centenas de fiéis se reuniram para a missa na noite de quarta-feira na Igreja da Natividade em Belém, o local bíblico onde Jesus Cristo nasceu. Outros tantos também participaram do desfile pela estreita Star Street em Belém na quarta-feira, enquanto uma multidão se aglomerava na praça.
— Hoje é um dia cheio de alegria, porque não pudemos celebrar devido à guerra — disse Milagros Anstas, 17 anos.
Homens vestidos de Papai Noel vendiam maçãs caramelizadas e brinquedos, enquanto famílias tiravam fotos em frente a um presépio emoldurado por uma estrela gigante. Ao cair da noite, luzes multicoloridas brilhavam sobre a Praça da Manjedoura e uma imponente árvore de Natal reluzia ao lado da Igreja da Natividade.
Esperança na Síria
Na Síria, as luzes de Natal iluminaram a Cidade Velha de Damasco, apesar dos temores da comunidade cristã de violência após um ataque mortal em junho. Ao redor do distrito, que abriga várias igrejas importantes, enfeites vermelhos pendiam das árvores, lojistas colocavam decorações de Natal e vendedores ambulantes vendiam castanhas quentes.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump divulgou uma mensagem totalmente diferente daquelas dos líderes religiosos. Ele desejou um Feliz Natal “a todos, incluindo a escória radical de esquerda”, referindo-se aos democratas.
O mau tempo atrapalhou as festas de fim de ano na Califórnia, onde as autoridades, temendo inundações, declararam estado de emergência em Los Angeles e ordenaram evacuações.
Já na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese deixou uma mensagem sombria após o ataque mortal durante a celebração do Hanukkah em Bondi Beach, em 14 de dezembro.
— Após o terror infligido aos judeus australianos que celebravam o Hanukkah e Bondi Beach, sentimos o peso da tristeza em nossos corações — disse ele.
A Coreia do Norte divulgou nesta quarta-feira novas imagens do que afirma ser seu primeiro submarino de propulsão nuclear. A embarcação, de grandes dimensões, teria porte comparável ao de submarinos de ataque da Marinha dos Estados Unidos, segundo análises preliminares a partir do material publicado pela mídia estatal.
As imagens mostram o líder norte-coreano Kim Jong-un inspecionando o submarino de mísseis guiados em uma instalação de construção fechada, o que indica que o equipamento ainda não foi lançado ao mar. O regime afirma que o projeto representa um avanço estratégico relevante dentro do programa militar do país.
O desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear é um objetivo antigo de Kim Jong-un, anunciado publicamente em 2021, durante um congresso do partido governista. No entanto, especialistas avaliam que o projeto ganhou novo impulso após a Coreia do Sul receber sinal verde do governo dos Estados Unidos para avançar em seus próprios planos de submarinos nucleares, elevando a corrida tecnológica na região.
Submarinos de propulsão nuclear oferecem vantagens significativas em relação aos modelos convencionais. Essas embarcações podem permanecer submersas por longos períodos — potencialmente por anos, desde que haja suprimentos suficientes para a tripulação — sem a necessidade de emergir para captar ar, como ocorre com submarinos a diesel-elétricos.
Além da autonomia prolongada, esse tipo de submarino costuma ser mais rápido e mais silencioso, características consideradas cruciais em operações militares modernas. Atualmente, apenas Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Índia dominam essa tecnologia, o que ressalta o peso simbólico e estratégico do anúncio feito por Pyongyang.
De acordo com a mídia estatal norte-coreana, o submarino teria deslocamento estimado em 8.700 toneladas, valor semelhante ao dos submarinos de ataque da classe Virginia, movidos a energia nuclear e utilizados pela frota norte-americana.
Ainda há mais cristãos do que judeus no Oriente Médio, região majoritariamente muçulmana. Os seguidores do cristianismo, no entanto, seguem cada vez mais ameaçados e ignorados. O ano de 2025 foi novamente péssimo para os cristãos mais antigos do planeta. Sim, porque sempre é bom lembrar que a religião cristã veio do que hoje são Israel, Palestina, Líbano e Síria. Hoje celebramos o Natal porque Jesus Cristo nasceu nesta data, segundo a tradição, em Belém, atual território palestino, e morreu na parte oriental de Jerusalém, de maioria palestina e controlada por Israel. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Europa de 2026 será menos utópica do que o continente construído desde 1945 com a ajuda americana. Se no pós-Segunda Guerra, os Estados Unidos usaram o Plano Marshall e a Organização do Tratado do Atlântico Norte para financiar uma aliança transatlântica que permitiu aos países europeus reconstruir o continente — enquanto a população se beneficiava de um Estado de bem-estar social baseado em valores pacíficos e ambientais —, agora a ascensão do segundo governo Trump e sua aversão à ordem mundial do pós-guerra escancararam a urgência de os europeus realinharem seu projeto de futuro para se manterem relevantes. Em 2026, as aspirações europeias buscam uma Europa mais independente e, consequentemente, menos idealista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Pouco antes das 19h, a sala principal do Salão de Concertos do Palácio dos Órgãos de Lviv já estava cheia. Todos ali esperavam pela chegada da Orquestra e Coro Homin, grupo bastante conhecido na maior cidade do oeste da Ucrânia. Ao entrarem no salão, os cantores subiram ao palco, todos de branco com exceção do maestro. Nada no local lembra que o país está em guerra e neste mesmo dia sofreu um pesado ataque com mais de 650 drones e dezenas de mísseis disparados pela Rússia. A apresentação, ontem, marcou uma das primeiras celebrações oficiais do Natal deste ano segundo o calendário reformado em 2023, após a invasão do país no ano anterior. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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