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O Papa Leão XIV chegou nesta terça-feira a Barcelona para a etapa catalã de sua visita de sete dias à Espanha, marcada pela celebração de uma missa na Basílica da Sagrada Família e pela bênção da nova Torre de Jesus Cristo, estrutura que transformou o templo na igreja mais alta do mundo.
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O avião do Pontífice pousou às 12h45, no horário local (7h45 em Brasília), no aeroporto de El Prat. A visita à capital catalã ocorre após compromissos em Madri, onde Leão XIV discursou diante do Parlamento espanhol, reuniu-se com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero e celebrou uma missa que reuniu 1,5 milhão de pessoas, segundo os organizadores.
No quarto dia de sua viagem ao país, o Papa seguiu para a catedral de Barcelona, onde presidiu uma oração ao meio-dia. Em sua primeira aparição pública na cidade, alternou entre o espanhol e o catalão. Embora ambos os idiomas sejam falados lado a lado na Catalunha, eles frequentemente se tornam instrumentos de disputa política.
— Queridos irmãos e irmãs, é com grande alegria que inicio minha visita realizando a oração do meio-dia nesta catedral — afirmou em catalão.
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Falado por cerca de 10 milhões de pessoas, o catalão foi reprimido durante a ditadura espanhola do século XX sob o general Francisco Franco, segundo os catalães, que continuam bastante protetores em relação ao idioma. Sua preservação foi um elemento importante do sentimento separatista no recente movimento pela independência da região, que atingiu seu auge com a tentativa de secessão em 2017.
A escolha do idioma pelo Papa teve repercussão na região, onde parte da população defende uma presença mais ampla do catalão em atos públicos da Igreja. Os Papas João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI (1927-2022) usaram algumas palavras em catalão quando visitaram Barcelona, em 1982 e 2010, respectivamente. O rei da Espanha também fala catalão quando está na Catalunha, mas é raro que políticos espanhóis oriundos de regiões onde o idioma não é falado façam o mesmo.
— Ele agora faz parte da nossa cultura — disse Nelly Leiva, que carregava uma bandeira do Peru, nacionalidade também compartilhada por Leão XIV, nascido nos Estados Unidos.
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À noite, o Pontífice deverá presidir uma vigília com jovens no Estádio Olímpico de Barcelona. Na segunda-feira, milhares de católicos lotaram o estádio do Real Madrid para um encontro com o Papa que contou com dançarinos chutando bolas de futebol enquanto vestiam as cores branca e amarela da Santa Sé. Leão XIV, que se alinhou ao Real Madrid durante os eventos na capital espanhola, disse: “Hoje a Igreja em Madri marcou um grande gol que será lembrado para sempre!”.
O Papa também visitou o museu do clube para conhecer sua extensa coleção de troféus ao lado do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, que lhe entregou uma camisa do clube com o nome “Robert F. Prevost” nas costas. Os moradores de Barcelona perceberam.
— Uma figura tão importante quanto ele não deveria tomar partido. Agora que disse que apoia o Real Madrid, bem, sinto muito, mas ele estragou tudo — afirmou Eduard Modroño, funcionário de escritório e torcedor do Barcelona.
Sagrada Família
Na quarta, Leão XIV visitará uma penitenciária e a abadia de Montserrat antes de seguir para a Sagrada Família, principal compromisso de sua passagem pela segunda maior cidade da Espanha. A missa será celebrada exatamente 100 anos após a morte de Antoni Gaudí, ocorrida em 10 de junho de 1926. O arquiteto catalão, responsável pelo projeto da basílica, morreu após ser atropelado por um bonde quando se dirigia a uma igreja para rezar. Seu processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Ainda inacabada, a Sagrada Família recebeu quase cinco milhões de visitantes no ano passado e segue como uma das obras arquitetônicas mais conhecidas do mundo.
Após a celebração, o Papa abençoará a Torre de Jesus Cristo, peça central do conjunto arquitetônico concluída em fevereiro. A estrutura elevou a altura total da basílica para 172,5 metros, tornando-a a igreja mais alta do planeta. A expectativa é que a construção da Sagrada Família seja concluída dentro de aproximadamente dez anos.
(Com AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado ruidosamente na noite de segunda-feira (madrugada de terça em Brasília) no ginásio Madison Square Garden, em Nova York, ao comparecer para assistir ao Jogo 3 das Finais da NBA entre o New York Knicks e o San Antonio Spurs. O caso ocorreu em meio a críticas de torcedores da franquia ao republicano, cuja presença afetou a programação ao redor da arena por motivos de segurança — criando uma nova situação de desconforto para Trump em frente às câmeras nos últimos dias.
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As vaias aconteceram antes do início da partida. Enquanto o hino nacional dos EUA era executado na arena, a imagem do presidente apareceu no telão, provocando a reação adversa da torcida. Em fala a jornalistas após o jogo, o republicano minimizou o caso, e disse que percebeu a manifestação em sua cidade natal como “na maioria aplausos”. Também destacou que foi uma reação muito “barulhenta” e “entusiasmada”.
Trump é vaiado no Madison Square Garden, em Nova York, antes do jogo das finais da NBA
Integrante da alta sociedade nova-iorquina antes de entrar na vida política, a ida de Trump ao jogo dos Knicks — equipe de Manhattan que não vence um título da NBA desde 1973 —, não chega a ser uma novidade, considerando que o Madison Square Garden é um palco acostumado à presença de grandes estrelas na plateia. As adaptações exigidas pela segurança presidencial, porém, provocaram desconforto.
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Para que Trump pudesse assistir à partida, foi estabelecido um amplo perímetro de segurança ao redor da arena. Torcedores com ingressos para o jogo foram orientados a chegar com pelo menos duas horas antes do início da partida para verificações de segurança semelhantes a de aeroportos. Não foi permitida a entrada de bolsas no ginásio, enquanto a tradicional área reservada aos fãs na parte externa do ginásio, que os times da liga costumam montar para que torcedores sem ingressos possam viver a atmosfera da partida, foi cancelada.
Torcedores do New York Knicks protestam contra a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, do lado de fora do Madison Square Garden
Charly Triballeau/AFP
A resposta adversa em um ambiente familiar acontece em um momento em que o presidente enfrenta uma crise de popularidade entre os americanos. Pesquisas recentes indicaram que a desaprovação ao republicano chegou a 62% no começo de maio. Temas como a continuidade da guerra contra o Irã, que virou alvo de questionamentos inclusive dentro da base mais radical do movimento Maga, corroem a popularidade do presidente.
Em meio aos cenários de pressão nos contextos interno e externo, o presidente demonstrou irritação em aparições públicas recentes. No domingo, Trump se retirou de uma entrevista durante o programa “Meet the Press”, da emissora americana NBC, ao ser questionado sobre a falta de evidências de que as eleições presidenciais de 2020 (em que ele foi derrotado por Joe Biden) foi roubada — uma teoria que o republicano continua usando para mobilizar apoiadores.
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Na ocasião, Trump xingou a apresentadora Kristen Welker e acusou o programa e outras emissoras dos EUA, como ABC, CBS e CNN, de serem “uma fraude”. Alguns telespectadores afirmaram que o presidente teria tido dificuldade de se retirar do palco.
Sob olhares de Trump na madrugada de terça, o New York Knicks perdeu para o Spurs pelo placar de 115 a 111. (Com AFP
O guia nepalês Dowa Sherpa, que sobreviveu sozinho durante seis dias no Everest após ser dado como morto, deixou a unidade de terapia intensiva (UTI), informou sua família nesta terça-feira.
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O alpinista, de 57 anos, segue internado em Katmandu, mas apresenta sinais de melhora. Segundo parentes, ele já consegue conversar e se alimentar.
— Ele foi transferido da UTI para uma unidade comum e o tratamento continua. Já consegue falar um pouco e se alimentar — declarou à AFP o familiar Nuru Sherpa: — Os médicos estão observando suas mãos e pernas para verificar se há melhora.
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AFP
Dowa Sherpa foi encontrado com vida em 4 de junho, enquanto se arrastava em direção ao acampamento-base do Everest. Dias antes, em 29 de maio, ele havia alcançado o cume da montanha mais alta do mundo, com 8.849 metros de altitude, ao lado do britânico Chris Thrall.
Guia sobreviveu com chocolates e lanches
Vítima de congelamento, desidratação e de uma fratura no fêmur, Dowa Sherpa precisou ser retirado da montanha de helicóptero e levado para tratamento na capital nepalesa.
Abandonado à própria sorte em temperaturas abaixo de zero, próximo à chamada “zona da morte” — região onde os níveis de oxigênio são extremamente baixos —, ele afirma ter sobrevivido praticamente sem comida e água.
Em entrevista à edição nepalesa da BBC, o guia contou que conseguiu se manter vivo graças a chocolates e pequenos lanches que carregava nos bolsos. Também relatou ter escapado de uma fenda antes de rastejar até o acampamento-base.
Caso provoca pedidos de investigação
A recuperação do montanhista foi celebrada por colegas e familiares, mas também reacendeu críticas à condução das buscas.
— Houve negligência no caso dele — afirmou à AFP Maya Sherpa, presidente da Associação de Alpinistas do Everest: — Uma investigação deve ser aberta para entender o que aconteceu, com o objetivo de evitar que incidentes como esse voltem a ocorrer.
A Associação de Montanhismo do Nepal também pediu a criação de uma comissão governamental para apurar as circunstâncias do caso.
O desaparecimento de Dowa Sherpa já havia provocado indignação entre parentes, que questionaram a demora das equipes de resgate em localizá-lo.
Nesta temporada, ao menos cinco alpinistas — dois indianos e três nepaleses — morreram durante expedições ao Everest.
Segundo números preliminares do governo do Nepal, mais de mil montanhistas alcançaram o cume neste ano, tornando esta a temporada mais movimentada já registrada na montanha.
Apenas um dia após o Irã ameaçar retomar os ataques contra Israel caso o país mantivesse suas operações no Líbano, bombardeios israelenses mataram ao menos 14 pessoas no sul do país, incluindo um adolescente de 16 anos. As ofensivas atingiram cidades e vilarejos em diferentes partes do sul libanês, colocando novamente sob pressão o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Pela primeira vez, ordens de evacuação emitidas pelo Estado judeu citaram toda a cidade de Tiro, incluindo bairros cristãos anteriormente preservados.
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Militares israelenses afirmaram, sem apresentar provas, que integrantes do Hezbollah estavam operando no local. No X, o porta-voz em língua árabe das Forças Armadas de Israel, Avichai Adraee, disse que, diante das “ações de agentes do Hezbollah dentro do bairro cristão da cidade”, o Exército seria “obrigado a agir contra suas atividades terroristas na área em um futuro próximo”. O órgão militar já havia ameaçado atacar o bairro na semana passada, levando autoridades libanesas a visitarem a região para tranquilizar os moradores.
Situada na costa do Mediterrâneo, Tiro é a maior cidade localizada ao sul do rio Litani, uma linha de demarcação importante nos conflitos entre Israel e o Hezbollah. Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial, a cidade abriga sítios arqueológicos preservados, incluindo ruínas da época romana, e tinha cerca de 100 mil habitantes antes do início da guerra atual. A cidade possui maioria muçulmana xiita, além de comunidades sunitas e cristãs. Três campos oficiais administrados pela agência das ONU para refugiados palestinos (UNRWA) ficam próximos à cidade, assim como outras áreas com grande população palestina.
Nos últimos meses, Tiro serviu como refúgio para moradores que deixavam áreas mais próximas da fronteira com Israel. Ao mesmo tempo, a cidade passou a ser alvo recorrente de ataques aéreos, levando parte da população a buscar segurança em regiões mais ao norte do Líbano. Com a nova ordem de evacuação, abrigos de emergência ficaram rapidamente lotados, enquanto equipes de resgate atuavam para retirar moradores idosos da área.
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Nesta terça, líderes de várias igrejas de Tiro fizeram um apelo ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, e ao comandante das Forças Armadas libanesas, Rodolphe Haykal, para que salvem a Cidade Antiga.
“Qualquer ataque contra ela seria uma catástrofe nacional”, diz o comunicado, acrescentando que a área abriga civis inocentes e um patrimônio cultural e religioso com séculos de história. “Pedimos esforços políticos e de segurança imediatos para preservar a capacidade de permanecer firmes, e conclamamos a comunidade internacional e as agências da ONU a cumprir sua responsabilidade moral de proteger a população de acordo com o direito humanitário internacional”.
Citado pelo jornal israelense Haaretz, Georges Iskandar, arcebispo melquita de Tiro, afirmou que permanecerá ao lado de sua comunidade apesar da ordem de evacuação:
— Permanecemos na cidade de Tiro, entre nosso povo. Assim como nossos pais e avós fizeram antes de nós, e assim como os perseverantes filhos do sul permanecem hoje em sua terra, em suas aldeias e cidades.
Aumento das tensões
O agravamento da situação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Israel e Irã. No domingo, um ataque israelense ao bairro de Dahiyeh, na periferia sul de Beirute, onde o Hezbollah exerce forte influência, desencadeou uma troca direta de ataques entre os dois países pela primeira vez desde a entrada em vigor de uma trégua em abril.
Na segunda-feira, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas anunciou a suspensão de ataques ofensivos, mas advertiu que novas “agressões e atos hostis” de Israel e de seus aliados, incluindo no sul do Líbano, seriam respondidos com medidas “muito mais severas e devastadoras do que antes”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel continuará suas operações contra o Hezbollah no território libanês e declarou que o país exercerá seu direito à autodefesa “em toda a extensão necessária”. O ministro da Defesa, Israel Katz, rejeitou as ameaças iranianas e afirmou que qualquer tentativa de Teerã de atacar Israel será respondida “com grande força”.
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Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça que Israel e Irã concordaram em interromper os ataques mútuos e disse acreditar que um acordo entre Washington e Teerã poderá ser concluído nos próximos dias. Autoridades iranianas não responderam às declarações. Os mais recentes bombardeios evidenciaram como o Líbano se tornou um dos principais pontos de divergência nas negociações para encerrar a guerra travada entre os EUA, Israel e Irã.
Teerã tem insistido que qualquer acordo de paz inclua garantias de segurança para o Líbano, enquanto Israel rejeita essa vinculação e afirma que continuará realizando ataques no país para atingir o Hezbollah. O grupo, por sua vez, rejeitou qualquer cessar-fogo com Israel e continua lançando ataques contra território israelense a partir de suas posições no sul do Líbano. Israel ocupa amplas áreas da região, argumentando que a medida é necessária para se defender dos ataques do grupo.
Trump tem afirmado repetidamente que Estados Unidos e Irã estão próximos de um acordo para encerrar a guerra, resolver o impasse em torno do programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio aos esforços diplomáticos, o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, declarou à emissora al-Jadeed que o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, concordou com um cessar-fogo. Segundo ele, as negociações entre Israel e Líbano deverão ser retomadas em 22 de junho, em Washington.
Segundo dados apresentados pelo Ministério da Defesa do Líbano, entre 17 de abril e 7 de junho, Israel realizou 3.491 ataques aéreos considerados violações do cessar-fogo. O relatório registra ainda 407 bombardeios, seis operações com tratores e máquinas de remoção e seis incursões terrestres de tropas israelenses. Pelo menos 3.526 pessoas foram mortas no país, enquanto outras 10.733 ficaram feridas.
(Com AFP e New York Times)
Um homem de 40 anos foi preso na Indonésia suspeito de matar a sogra após enviar espetinhos de frango contaminados com veneno para ratos à casa da vítima. Segundo a polícia, Purwadi Wahyudi planejou o crime porque se sentia desrespeitado por ela.
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A vítima, identificada apenas como Aminah, tinha 57 anos e morava na província de Java Central. Ela foi encontrada morta em casa no dia seguinte ao recebimento da encomenda. De acordo com os investigadores, o corpo estava coberto de vômito. O homem ainda tentou incriminar a própria cunhada ao utilizar a identidade dela em um aplicativo de entregas.
Purwadi foi considerado suspeito pelas autoridades e permanece detido. Segundo a BBC, ele ainda não foi formalmente acusado de homicídio. Na Indonésia, no entanto, esse tipo de crime pode resultar em pena de morte ou em condenação mínima de 20 anos de prisão.
De acordo com a investigação, Purwadi encomendou os espetinhos em 18 de maio, mergulhou os alimentos em substâncias tóxicas e enviou a comida à residência da sogra por meio de um serviço de entregas.
Segundo a polícia, o suspeito teria cometido o crime porque se sentia desrespeitado por Aminah.
Suspeito teria usado identidade da cunhada em aplicativo
Os investigadores afirmam que Purwadi tentou direcionar as suspeitas para a cunhada ao utilizar os dados dela em um aplicativo de entregas. Segundo a BBC, ele teria usado o nome e a fotografia da mulher para fazer o pedido.
A estratégia, no entanto, despertou desconfiança do entregador responsável pela encomenda.
De acordo com relatos, o profissional estranhou a situação porque esperava encontrar uma mulher.
A pessoa responsável pela venda dos espetinhos também chamou a atenção dos investigadores ao afirmar que os alimentos estavam em uma embalagem diferente quando foram entregues a Aminah.
O corpo da vítima foi encontrado pela própria filha mais nova de Aminah, identificada como Luriyanti Putri. Ela relatou às autoridades que a mãe havia informado ter recebido uma entrega de espetinhos de frango feita por uma pessoa desconhecida no dia anterior à descoberta do corpo.
A filha afirmou que não havia enviado a encomenda e orientou a mãe a não consumir os alimentos.
A família procurou a polícia após o enterro de Aminah, desconfiando que a mulher não tivesse morrido por causas naturais.
Uma vizinha também relatou às autoridades ter visto galinhas mortas nas proximidades do galinheiro da vítima.
Exames apontaram sinais de envenenamento
Diante das suspeitas, o corpo de Aminah foi exumado para a realização de exames periciais. Os laudos identificaram sinais de envenenamento na maioria dos principais órgãos da vítima, além da presença de vestígios de substâncias tóxicas.
Para a polícia, os indícios apontam para uma ação premeditada.
Ao veículo indonésio Kompas, o chefe da unidade de investigação criminal da polícia de Boyolali, Indrawan Wira Saputra, disse que o crime foi cuidadosamente planejado.
Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, em Moçambique, foi assassinado a tiros na madrugada do último sábado após homens armados invadirem sua residência oficial na província da Zambézia. O religioso, de 54 anos, também era secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira.
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De acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), os invasores escalaram o muro da casa episcopal, desativaram o sistema de segurança elétrica e dispararam contra o bispo com uma arma do tipo AK-M. A vítima foi atingida no peito e morreu no local. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e as autoridades não divulgaram a motivação do crime.
O caso provocou reações dentro e fora de Moçambique. Em mensagem divulgada pelo Vaticano, o Papa Leão XIV classificou o episódio como um “grave ato de violência” e manifestou solidariedade aos fiéis do país africano. A União Europeia e a Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique também defenderam uma investigação transparente.
CNBB destaca trajetória do religioso
Em nota divulgada nesta segunda-feira (8), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) prestou solidariedade à Igreja moçambicana e relembrou a atuação de Dom Osório em missões pastorais e na estrutura missionária da Santa Sé.
“Dom Osório Citora Afonso dedicou sua vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço da Igreja, tendo exercido importantes missões pastorais em seu país e junto ao Dicastério para a Evangelização. Seu testemunho de fé, entrega e compromisso eclesial permanecerá vivo na memória do povo de Deus”, afirmou a entidade.
Antes de ser nomeado bispo auxiliar de Maputo pelo Papa Francisco, em 2023, Dom Osório trabalhou durante seis anos no Vaticano como oficial da Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares, órgão responsável pelo acompanhamento de territórios missionários da Igreja Católica. Também atuou como formador do Seminário Teológico Internacional de Bravetta, em Roma.
Natural de Ribaué, na província de Nampula, ele foi ordenado sacerdote em 2002 pelo Instituto Missões Consolata. Em julho de 2025, assumiu a Diocese de Quelimane. Neste ano, passou a acumular também a administração apostólica da Arquidiocese da Beira.
Com cerca de 96% das urnas apuradas, a disputa pela Presidência do Peru segue completamente em aberto. O candidato de esquerda Roberto Sánchez lidera com 50,07% dos votos válidos, uma diferença inferior a 27 mil votos em comparação à candidata de direita Keiko Fujimori, que tem 49,93% — uma margem tão estreita que mesmo parcelas minoritárias do eleitorado podem definir a vitória. Com a contagem em andamento, Sánchez espera ampliar a maioria com os votos das zonas rurais, onde historicamente a esquerda peruana tem maioria penetração, enquanto Keiko conta com os votos do exterior para reverter a vantagem.
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À medida que a apuração avança sem conferir margem segura a nenhum dos candidatos, a decisão se encaminha para ser definida por setores improváveis. Keiko, herdeira política do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), conquistou maioria no grande centro urbano do país, Lima, onde obteve mais de 63% dos votos. A candidata de direita liderou a maior parte da apuração, mais rápida nas grandes cidades, sendo superada por Sánchez quando a contagem já ultrapassava 93% — com a chegada dos votos de províncias mais afastadas, sobretudo da região andina. O esquerdista lidera em 16 dos 24 departamentos do país.
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Analistas apontam que a tendência nesta reta final é de que as menores variações serão decisivas. Do lado de Sánchez, a expectativa é de que a vantagem do candidato se alargue com o voto de zonas que ainda não tiveram os votos apurados, principalmente áreas rurais — embora, na última atualização da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), a distância para Keiko tenha diminuído, e não aumentado.
Enquanto isso, o Força Popular mantém a expectativa de que Keiko possa reverter a vantagem para Sánchez com a apuração de dois tipos específicos de voto: os votos no estrangeiro, que costuma tender à direita, e os votos constantes em cerca de 1,5 mil atas eleitorais enviadas à Júris Eleitorais Especiais, órgãos responsáveis ​​pela administração da justiça eleitoral em primeira instância, que serão contabilizados ao fim de um processo de auditoria de controle. Estima-se que as atas selecionadas possam adicionar cerca de 300 mil votos na reta final da eleição — mais do que o suficiente para desempatar a eleição.
Em entrevista ao jornal peruano El Comércio, um diretor do partido de Keiko afirmou que 900 das atas seriam de cidades nas províncias de Lima e Callao, onde a candidata de direita registrou maioria. No caso dos votos no exterior, o Ministério das Relações Exteriores peruano apontou que a contabilização deve ser concluída até quarta-feira.
Cerca de 400 mil peruanos votaram em seções eleitorais montadas no exterior no primeiro turno, com Keiko aparecendo na segunda colocação, com cerca de 52 mil votos, atrás do candidato também de direita, Rafael López Aliaga. Sánchez ficou em oitavo em votos no exterior, com pouco mais de 7,9 mil votos.
Em entrevista ao jornal El País, o CEO da empresa de pesquisas Ipsos, Alfredo Torres, afirmou que as projeções são mais favoráveis a Keiko, apesar da liderança momentânea de Sánchez. Ele apontou que o perfil dos votos aguardando apuração pesam a favor da candidata de direita. (Com El Comércio)
Após quatro dias de buscas que mobilizaram policiais, caçadores e helicópteros, um urso-negro que circulava por áreas urbanas da cidade de Utsunomiya, ao norte de Tóquio, foi capturado nesta terça-feira. O animal havia provocado uma onda de preocupação entre moradores e levado as autoridades a fechar as 94 escolas públicas de ensino fundamental e médio da cidade.
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Desde sábado, mais de uma dúzia de avistamentos havia sido registrada. O urso foi visto em diferentes pontos de Utsunomiya, incluindo um shopping center, uma universidade e um mercado atacadista. Em resposta, a prefeitura intensificou os alertas à população e montou uma operação de busca envolvendo policiais, funcionários municipais e caçadores.
Confira:
Urso que assustava cidade japonesa é capturado após quatro dias de buscas
— Mobilizamos veículos nas áreas onde um urso foi avistado para alertar a população e pedir às pessoas que permanecessem dentro de casa ou em seus carros — afirmou um representante do governo municipal à AFP.
A captura ocorreu após o animal ser localizado em uma residência. Segundo a imprensa japonesa, duas tentativas de tranquilização falharam antes que um terceiro disparo permitisse a contenção do urso.
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Reprodução: AFP
Aumento dos conflitos
O episódio ocorre em meio ao crescimento dos encontros entre humanos e ursos no Japão. De abril de 2025 a março de 2026, o país registrou mais de 50 mil avistamentos desses animais, mais que o dobro do recorde anterior, segundo dados oficiais.
A preocupação foi reforçada nesta semana por outro caso em Fukushima, no nordeste do país, onde um urso feriu quatro pessoas após invadir uma área industrial. O animal continua foragido. Em 2025, o Japão registrou 20 mortes causadas por ataques de ursos, o maior número já contabilizado. Especialistas atribuem o aumento dos incidentes à expansão da população desses animais e à maior disponibilidade de alimentos, fenômeno que também tem sido associado às mudanças climáticas.
Um vídeo gravado por câmeras de segurança e compartilhado nas redes sociais, nesta segunda-feira (8), tem chamado a atenção ao registrar um momento de instinto e proteção durante o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o sul das Filipinas.
Segundo a emissora ABN TV, as imagens mostram uma criança sentada em um sofá quando a casa começa a tremer. Em poucos segundos, uma mulher, identificada como a avó do menino, corre em sua direção e o puxa para um local mais seguro.
O registro foi feito durante o terremoto que atingiu a ilha de Mindanao às 7h37 no horário local e deixou mais de 30 mortos e cerca de 200 feridos. Nas imagens, é possível ver móveis balançando enquanto a mulher abraça a criança e tenta protegê-la dos efeitos do tremor. O vídeo se espalhou pelas redes sociais.
Confira:
Tremor provocou destruição e alerta de tsunami
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a uma profundidade de 55 quilômetros e teve epicentro a cerca de 105 quilômetros a sudoeste de General Santos City, um importante centro comercial da região. O abalo causou danos em edifícios, residências e escolas, além de provocar deslizamentos de terra e a queda de estruturas em diferentes localidades.
As autoridades filipinas emitiram um alerta de tsunami para Mindanao logo após o terremoto. O aviso foi posteriormente cancelado após o monitoramento indicar que as oscilações do nível do mar não representavam mais risco significativo para as áreas costeiras. Antes disso, havia preocupação com a possibilidade de ondas de até três metros atingirem o litoral.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., pediu que a população das áreas vulneráveis deixasse imediatamente as regiões costeiras. “Não esperem. Sua vida é mais importante do que qualquer coisa deixada para trás”, afirmou.
As operações de busca e resgate continuam nas áreas mais afetadas. Segundo autoridades locais, diversos prédios e casas desabaram, enquanto equipes de emergência seguem procurando desaparecidos. Até o fim da manhã, o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia havia registrado cerca de 138 réplicas, algumas com magnitude de até 6,7, aumentando o temor entre moradores da região.
As imagens do resgate de um pastor alemão que ficou à deriva em um caiaque inflável no mar viralizaram nas redes sociais nesta segunda-feira (8). O vídeo foi publicado pela empresa Serenity Farne Island Boat Tours e mostra o momento em que Bruce é encontrado após ser arrastado pela correnteza na costa de Bamburgh, em Northumberland, no nordeste da Inglaterra.
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Segundo relatos divulgados pela companhia, o cão estava em um caiaque com seu tutor, Arran McArthur, durante um passeio na praia quando uma onda repentina arrancou a embarcação de suas mãos. McArthur ainda tentou nadar atrás do animal, mas ventos fortes empurraram o caiaque cada vez mais para longe da costa.
Após retornar à praia para acionar a guarda costeira, uma operação de buscas foi iniciada com o apoio da Royal National Lifeboat Institution (RNLI). O pedido de socorro também foi ouvido pelo capitão Jimmy Reid, da Serenity Farne Island Boat Tours, que decidiu participar das buscas ao lado do tripulante Aaron Fordy.
Encontro em alto-mar
Reid contou que a equipe optou por procurar mais distante da costa, acreditando que a correnteza poderia ter levado o caiaque para uma área mais afastada.
“O barco salva-vidas e outra embarcação estavam procurando mais perto da costa, então resolvi olhar mais para longe, onde imaginei que ele pudesse ter sido levado pela correnteza”, afirmou no Facebook. “Depois de cerca de meia hora, vimos um caiaque azul e branco. Para ser sincero, achávamos que encontraríamos apenas o barco vazio”.
O cão estava em um caiaque com seu tutor, Arran McArthur, durante um passeio na praia quando uma onda repentina arrancou a embarcação de suas mãos
Redes sociais
Ao se aproximarem, os tripulantes perceberam que Bruce estava encolhido dentro da embarcação. Durante a tentativa de resgate, o cão assustado escapou da coleira e saltou no mar, mas Fordy conseguiu alcançá-lo e puxá-lo para bordo. Tremendo de frio, o animal foi envolvido em toalhas e recebeu água.
Bruce foi encontrado após percorrer quase cinco quilômetros mar adentro. Depois de concluir o passeio com turistas nas Ilhas Farne, a tripulação retornou ao porto e reuniu o cão ao tutor.
“Já trabalho no mar há dez anos e vi muitas coisas incomuns, mas nunca um cachorro sozinho em um barco”, disse Reid.

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