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Um juiz criminal ordenou a prisão preventiva do urologista Alberto Posada Peláez, acusado de ser um abusador em série que usava sua posição e consultório particular para abusar sexualmente de suas pacientes. Ele foi preso neste sábado (18).
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O especialista foi preso por policiais da Polícia Nacional em um estacionamento na zona sul de Medellín, após uma promotora do Centro Integral de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual (Caivas) conseguir comprovar um padrão de atividade criminosa após receber pelo menos 20 denúncias formais.
Durante as audiências preliminares, a Procuradoria-Geral da República colombiana o acusou do crime de agressão sexual ou atos sexuais abusivos contra pessoa incapaz de resistir.
Embora o médico tenha negado as acusações, as provas foram suficientes para que o juiz considerasse o médico um perigo para a sociedade e para as vítimas, ordenando sua prisão imediata.
De acordo com as investigações conduzidas pela promotoria, o modus operandi de Posada Peláez consistia em se aproveitar da confiança e do desequilíbrio de poder inerentes à relação médico-paciente.
O urologista atendia mulheres para consultas, onde supostamente fazia comentários e insinuações íntimas antes de pedir que elas vestissem um avental médico. Uma vez em estado de vulnerabilidade, o exame se transformava em abuso sexual e submissão.
No entanto, a magnitude desse escândalo pode ser muito maior do que a inicialmente relatada no boletim judicial. Outras reportagens indicam que o número de potenciais vítimas pode chegar a 50 mulheres, que supostamente sofreram abusos semelhantes durante anos em seus consultórios particulares. Os relatos dos sobreviventes coincidem ao descrever o uso de táticas manipuladoras e toques inapropriados sob o pretexto de procedimentos médicos legítimos.
Os resultados da eleição presidencial do Peru, que determinarão quem avança para o segundo turno, não serão conhecidos até meados de maio, devido à lentidão da apuração e à revisão de milhares de boletins de urna, disse um funcionário da autoridade eleitoral neste sábado. Com 93,4% dos boletins de urna apurados, os resultados parciais da eleição do último domingo mostram a candidata de direita Keiko Fujimori como favorita para o segundo turno, que está marcado para acontecer no dia 7 de junho, com 17% dos votos.
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O esquerdista radical Roberto Sánchez (12%) e o ultraconservador Rafael López Aliaga (11,9%) estão praticamente empatados na disputa para avançar ao segundo turno. A diferença entre eles aumentou ligeiramente neste sábado, mas permanece mínima: 13.600 votos.
“Esperamos ter os resultados presidenciais pelo menos até meados de maio, o que é necessário para determinar o segundo turno”, disse Yessica Clavijo, Secretária-Geral do Conselho Nacional Eleitoral, à rádio RPP no sábado.
A autoridade atribuiu a lentidão na apuração ao processo de revisão de mais de 15 mil cédulas contestadas. Segundo Clavijo, 30% dessas cédulas correspondem à eleição presidencial e o restante à votação para deputados e senadores.
López Aliaga, ex-prefeito de Lima, é o crítico mais ferrenho do processo e pede sua “anulação total”, alegando “fraude eleitoral”. Ele ofereceu uma recompensa de US$ 5.800 (R$ 28,8 mil) para quem fornecer provas de irregularidades. O líder do Renovação Popular convocou seus apoiadores para uma marcha no domingo
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As eleições presidenciais de 12 de abril foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura das seções eleitorais em vários locais de votação em Lima. A autoridade eleitoral teve que estender a votação até segunda-feira para mais de 50 mil peruanos que não conseguiram votar em 13 seções eleitorais que não abriram no domingo.
Procuradores e policiais realizaram buscas nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), órgão responsável pelas eleições, e o chefe do órgão, Piero Corvetto, foi indiciado pela Junta Nacional de Eleições, juntamente com outros três funcionários, por supostos crimes contra o processo eleitoral.
A Fundação dos Mártires Iranianos, instituição do estado que dá suporte às famílias de soldados mortos ou veteranos de guerra, atualizou neste sábado (18) o número de mortos para pelo menos 3.468 mortes nas sete semanas de guerra contra os Estados Unidos e Israel. Os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano foram no dia 28 de fevereiro. Depois de 11 dias do anúncio do cessar-fogo, o Irã afirmou ter fechado novamente o Estreito de Ormuz.
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O instituto não informou quantos deles são militares e civis. No entanto, segundo dados da ONG americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), a maior parte são de civis. Até 7 de abril, quando o número de mortes era de 3.636, 1.701 eram de civis, incluindo pelo menos 254 crianças, e 1.221 eram de militares. A situação das outras 714 vítimas não foi especificada, segundo a HRANA.
“Um dossiê foi aberto para 3.468 mártires que morreram durante o recente conflito”, disse o diretor da fundação, Ahmad Mousavi, citado pela agência de notícias ISNA.
Uma contagem anterior, divulgada em 12 de abril pela Organização de Medicina Legal do Irã, reportava 3.375 mortes.
Um frágil cessar-fogo de duas semanas, em vigor desde 8 de abril, teoricamente expira na próxima quarta-feira.
Após uma primeira rodada de negociações fracassada no Paquistão, os esforços diplomáticos continuam em busca de uma paz duradoura entre o Irã e os Estados Unidos.
Devido às restrições impostas à imprensa, a AFP afirma não ter conseguido verificar esses números de forma independente.
Um homem russo de 58 anos fez um ataque a tiros no sul de Kiev, capital da Ucrânia, neste sábado (18). Segundo informações da agência de notícias AFP, ele teria disparado contra civis e feitos reféns em um supermercado. Até o momento, cinco pessoas morreram e outras dez foram hospitalizadas. O homem também foi morto pela polícia de Kiev. Uma sexta vítima também já teria falecido no hospital, segundo o jornal La Nacion.
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O homem teria feito uma primeira vítima ainda na rua, com um tiro à queima-roupa. Em seguida, entrou no supermercado, disparou mais tiros, quando uma confusão foi instalada, de acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko. Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o homem fez ainda quatro reféns no estabelecimento, que foram resgatados.
“O agressor em Kiev que abriu fogo contra civis foi eliminado”, acrescentou o presidente, que ofereceu suas condolências às famílias das vítimas.
Perita analisa cena do crime depois de atentado em Kiev
SERHII OKUNEV / AFP
O homem usou uma arma automática, segundo o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, que informou a nacionalidade e idade do homem. A motivação do crime, no entanto, ainda é investigada.

“Tentamos convencê-lo. Percebendo que provavelmente havia alguém ferido lá dentro, oferecemos torniquetes para estancar o sangramento. Mas ele não respondeu. Por isso, foi dada a ordem para eliminá-lo”, disse o ministro do Interior, Igor Klimenko, que informou que a negociação no supermercado durou cerca de 40 minutos.
Uma funcionária do supermercado explicou como foi o momento em que perceberam a entrada do homem no local.
“Ouvimos os barulhos de tiro na loja, como garrafas de champanhe sendo abertas ou balões estourando várias vezes. Então os clientes começaram a gritar: ‘Corram!’. Há um lugar onde você pode se esconder atrás dos refrigeradores, e nós corremos para lá. Ouvi um homem gemendo”, relatou ela à AFP, ainda impactada e com a voz trêmula.
Agente de segurança em frente a supermercado onde houve ataque a tiros em Kiev
SERGEI SUPINSKY / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste sábado uma série de críticas aos conflitos no Irã. Em discurso feito em Barcelona, na Espanha, o petista declarou que “primeiro inventam mentiras para depois destruir as pessoas”, ao negar que o Irã tenha interesse em construir uma bomba atômica.
– Estão atrás outra vez de construir a ideia de que o Irã iria construir uma bomba atômica. Eles não iriam construir uma bomba atômica. Nós precisamos acabar com essa história de contar mentiras sobre as pessoas para depois destruir as pessoas – disse o presidente brasileiro.
No final de fevereiro, o governo de Donald Trump, com o auxílio do governo de Israel, deu início a um ataque ao Irã, que tem reagido com mísseis e drones contra território israelense e bases americanas em outros países da região.
Depois disso, o presidente americano fez diversas ameaças e recuos contra o Irã, o que incluiu o bloqueio do estreito de Ormuz, uma rota comercial importante para o país e para o comércio de petróleo.
Lula ainda aproveitou o discurso para cobrar diretamente Trump e outros chefes de Estado que compõem o Conselho de Segurança da ONU e pedir que “parem com essa loucura de guerra”.
— Eu queria dizer ao presidente Trump, ao presidente (da China) Xi Jiping, ao presidente (da Rússia) Putin, ao presidente (da França) Macron e ao presidente (primeiro-ministro da Inglaterra, Keir Starmer), que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus cumpram com suas obrigações de garantir a paz no mundo, convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra porque o mundo não comporta mais — afirmou.
O Papa Leão XIV disse no sábado que lamenta que suas declarações tenham sido interpretadas como uma resposta às críticas do presidente Donald Trump, e insistiu que não tinha nenhum interesse em debater com o mandatário estadunidense. O pontífice deu como exemplo um discurso sobre os “tiranos” que assolam o mundo, proferido na quinta-feira em Camarões, durante a segunda etapa de sua viagem pela África.
As declarações tinham sido redigidas muito antes do “comentário de Trump sobre a minha pessoa e sobre a mensagem de paz que promovo”, afirmou aos jornalistas enquanto se dirigia a Angola. “E, no entanto, foi percebido como se eu estivesse tentando iniciar um novo debate com o presidente, algo que não me interessa de forma alguma”, destacou Leão XIV.
— Grande parte do que foi escrito desde então foram mais comentários sobre comentários que tentam interpretar o que foi dito — assinalou.
O Papa tinha criticado duramente na quinta-feira os “tiranos” que devastam o mundo durante uma visita à cidade de Bamenda, no noroeste de Camarões, epicentro de uma insurgência separatista angófona que já dura quase uma década e que causou milhares de mortes.
Os meios de comunicação estadunidenses, em particular, interpretaram essas declarações como uma referência a Trump. Mas foram escritas muito antes das críticas de Trump, disse Leão XIV. “Houve uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus aspectos”, acrescentou.
Trump declarou em 12 de abril que não era um “grande seguidor do Papa Leão”, acusando-o de “brincar com um país (Irã) que quer uma arma nuclear”. O mandatário republicano classificou posteriormente o Papa de “fraco” e “terrível para a política externa”.
Mesmo após sofrer pesadas perdas em ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o Irã ainda mantém uma das suas principais cartas estratégicas no Golfo Pérsico: a chamada “frota de mosquitos”. Trata-se de uma flotilha de embarcações pequenas, rápidas e altamente ágeis, projetadas para assediar navios comerciais e militares — e que continuam sendo uma ameaça relevante no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.
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Esses barcos formam o núcleo das forças navais da Guarda Revolucionária, uma estrutura militar separada da marinha regular iraniana. Além da velocidade e mobilidade, o poder desse grupo está no uso de mísseis e drones, lançados tanto das embarcações quanto de posições camufladas em terra, dificultando a detecção e resposta.
O Irã chegou a prometer manter o estreito fechado até que houvesse um cessar-fogo no Líbano. Na sexta-feira, autoridades iranianas deram declarações contraditórias sobre uma possível reabertura da via marítima. Enquanto alguns afirmaram que o bloqueio americano ainda impediria a retomada normal do tráfego, o comandante naval da Guarda disse que qualquer abertura envolveria supervisão militar das travessias.
Ao comentar o anúncio inicial iraniano, o presidente Donald Trump declarou que a situação em Ormuz estava “resolvida”, mas ressaltou nas redes sociais que o bloqueio dos portos iranianos pelos EUA continuará até que um acordo de paz seja alcançado.
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A responsabilidade de fechar ou controlar o estreito recai sobre a marinha da Guarda Revolucionária, cuja atuação difere significativamente da marinha convencional. “A marinha do IRGC funciona mais como uma força de guerrilha no mar”, disse Saeid Golkar, especialista na Guarda e professor de ciência política na Universidade do Tennessee em Chattanooga. “Ela é focada em guerra assimétrica, especialmente no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Em vez de depender de grandes navios de guerra e batalhas clássicas, aposta em ataques rápidos e fugazes.”
Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz
SEPAH NEWS / AFP
Durante o conflito recente, ao menos 20 embarcações foram atacadas, segundo a Agência Marítima Internacional, ligada à ONU. A autoria raramente foi reivindicada, mas analistas apontam que os ataques provavelmente foram realizados por drones lançados de plataformas móveis em terra, difíceis de rastrear.
No dia 8 de abril, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, afirmou que mais de 90% da frota da marinha regular iraniana — incluindo seus principais navios de guerra — havia sido destruída. Ele acrescentou que cerca de metade das embarcações rápidas da Guarda também foi afundada, embora sem especificar números.
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Ainda assim, estimativas indicam que a Guarda mantém de centenas a milhares desses barcos, muitos pequenos demais para aparecer em imagens de satélite. Frequentemente, eles ficam escondidos em cavernas escavadas ao longo da costa rochosa, prontos para serem mobilizados em minutos.
Estreito de Ormuz
Giuseppe CACACE / AFP
“O grupo continua sendo uma força perturbadora”, afirmou o almirante aposentado Gary Roughead, ex-chefe de operações navais dos EUA. “Nunca se sabe exatamente o que eles estão fazendo ou quais são suas intenções.”
A origem dessa estratégia remonta à Revolução Islâmica de 1979, quando o líder aiatolá Ruhollah Khomeini criou a Guarda Revolucionária por desconfiar das forças armadas tradicionais. A divisão naval foi incorporada por volta de 1986, durante a guerra Irã-Iraque, quando a marinha regular hesitou em atacar petroleiros de países que financiavam o Iraque, como Kuwait e Arábia Saudita.
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Após confrontos com os EUA — incluindo um episódio em que um navio americano quase afundou ao atingir uma mina iraniana — e a demonstração de força americana na Guerra do Golfo, Teerã concluiu que não poderia vencer um confronto direto. A resposta foi investir em uma força discreta e descentralizada, capaz de assediar navios inimigos.
Hoje, a marinha da Guarda conta com cerca de 50 mil integrantes e está dividida em cinco setores ao longo do Golfo, com presença em várias das 38 ilhas controladas pelo Irã. O país construiu ao menos dez bases fortificadas e bem ocultas para suas embarcações de ataque.
Inicialmente, o arsenal incluía barcos recreativos equipados com lançadores de foguetes ou metralhadoras. Com o tempo, o Irã desenvolveu embarcações especializadas, submarinos em miniatura e drones marítimos. Muitos desses barcos ultrapassam 100 nós de velocidade, equivalente a mais de 185 km/h.
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Apesar de os Estados Unidos contarem com navios equipados para enfrentar ataques desse tipo, embarcações comerciais não possuem meios eficazes de defesa. Ainda assim, especialistas observam que o Irã nunca testou em combate uma ofensiva em grande escala com enxames de barcos.
Desde que Trump impôs um bloqueio naval a embarcações vindas de portos iranianos, até mesmo navios de guerra americanos evitam permanecer no estreito, devido à limitação de manobra e ao risco de ataques surpresa. A tendência é que as forças dos EUA operem mais afastadas, no Golfo de Omã ou no Mar Arábico, monitorando o tráfego à distância.
O Irã também já sinalizou que pode ampliar suas operações para o Mar Vermelho, por meio de forças aliadas no Iêmen, aumentando a tensão em outra rota estratégica global.
A marinha da Guarda tem um longo histórico de confrontos indiretos com os EUA, com episódios frequentes de aproximações agressivas seguidas de recuo. Mais recentemente, o uso de drones elevou o risco desses encontros, devido ao baixo custo e à dificuldade de detecção dessas armas.
Em 2016, forças iranianas capturaram duas embarcações americanas e detiveram dez marinheiros, exibidos ajoelhados em imagens que repercutiram nos Estados Unidos. Eles foram libertados sem ferimentos.
Um dos líderes dessa operação, o general Mohammad Nazeri, ganhou status quase cult no Irã e inspirou um reality show de televisão estatal, “The Commander”, no qual participantes competiam para se tornar comandos navais, demonstrando habilidades de sobrevivência e coragem em desafios extremos.
Lanchas rápidas iranianas abriram fogo neste sábado (18) contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou a agência britânica de segurança marítima, depois que o Exército do Irã anunciou o fechamento da rota de navegação. O capitão do petroleiro informou que havia sido interceptado a 37 quilômetros ao nordeste de Omã por duas lanchas rápidas da Guarda Revolucionária Islâmica.
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Sem qualquer aviso por rádio, as embarcações “abriram fogo contra o petroleiro”, indicou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido em um comunicado. A nota afirma que a tripulação está a salvo. O Irã anunciou neste sábado (18) que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, poucas horas após a reabertura da via, em resposta à decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio aos seus portos.
A reabertura, na sexta-feira, da passagem marítima crucial para o transporte mundial de petróleo foi bem recebida nas Bolsas e gerou otimismo em Washington, onde o presidente Donald Trump declarou à AFP que um acordo de paz mais amplo entre Estados Unidos e Irã estava “muito próximo”.
A República Islâmica havia “aceitado de boa-fé autorizar a passagem de um número limitado de petroleiros e navios comerciais” pelo estreito, mas os americanos “continuam com atos de pirataria amparados no chamado bloqueio”, denunciou neste sábado o comando central das Forças Armadas iranianas. Por este motivo, acrescenta um comunicado militar, a situação voltou “ao estado anterior e a passagem estratégica fica agora sob o controle rigoroso” do Irã.
O anúncio aconteceu no momento em que diversas peças diplomáticas se movimentam para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio, com um acordo que vá além do cessar-fogo de duas semanas que entrou em vigor em 8 de abril entre Irã e Estados Unidos.
Na manhã de sábado, o site MarineTraffic mostrava uma tímida retomada do tráfego comercial em Ormuz: pouco mais de 10 navios circulavam na região, incluindo petroleiros, mas por volta das 9h00 GMT (6h00 de Brasília) pelo menos dois pareciam dar meia-volta. Um cruzeiro, o Celestyal Discovery, atravessou a via sem passageiros para um deslocamento entre Dubai e Mascate, algo inédito desde o início da guerra em 28 de fevereiro, segundo a mesma fonte.
Antes da guerra, quase 120 navios atravessavam diariamente o estreito, segundo a publicação especializada Lloyd’s List.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à Cuba e disse que está preocupado com a situação do país. Em meio a tensão entre Washington e Havana, a ilha enfrenta uma grave crise energética, com o petróleo escasso, apagões recorrentes e instabilidade política.
— Estou preocupado com Cuba, muito preocupado. Cuba tem problema, mas é um problema dos cubanos, não é problema do Lula, da Claudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump. É um problema do povo cubano. Pare com esse maldito bloqueio a Cuba e deixe os cubanos viverem a vida deles. Não é possível que nós fiquemos quietos diante disso — afirmou Lula em Barcelona, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.
O chamado bloqueio dos Estados Unidos a Cuba é, na realidade, um conjunto de sanções econômicas impostas ao regime cubano a partir de 1962, em meio à Guerra Fria, e que, embora tenha sido flexibilizado durante o governo de Barack Obama, na década passada, ainda se mantém.
Em março, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou que funcionários do governo estavam em contato com representantes dos Estados Unidos. Díaz-Canel enfatizou que as conversas com os EUA buscam “em primeiro lugar identificar quais são os problemas bilaterais que precisam de uma solução a partir da gravidade que têm”.
Donald Trump não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista e localizada a apenas 150 quilômetros dos EUA. Para a Casa Branca comandada por Trump, o país representa uma “ameaça excepcional”, principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana.
A situação da ilha se agravou após a ofensiva do governo Trump contra a Venezuela. Washington prendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assumiu o controle da estatal petrolífera do país e bloqueou o envio de combustível para Cuba, que dependia de Caracas como principal fornecedora de petróleo.
A escassez de diesel já obrigou o governo cubano a reduzir serviços públicos, incluindo transporte coletivo e cirurgias eletivas em hospitais, segundo relatos divulgados pela imprensa americana.
O comando central militar do Irã anunciou este sábado que retomará a “gestão rigorosa” do Estreito de Ormuz, revertendo uma decisão anterior de desbloquear essa via estratégica como parte das negociações com os Estados Unidos. Em um comunicado divulgado pela televisão estatal, o quartel-general assinalou que Washington havia descumprido uma promessa ao manter seu bloqueio a navios que navegam de e para portos iranianos.
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Enquanto os Estados Unidos não restaurarem a liberdade de movimento para todas as embarcações que visitem o Irã, “a situação no Estreito de Ormuz continuará a ser estritamente controlada”, indicou o comando militar em seu comunicado.
A reabertura do estreito tranquilizou os mercados na sexta-feira, e impulsionou o otimismo em Washington. O Irã permitiu a retomada do trânsito pela passagem marítima após a confirmação da trégua entre Líbano e Israel.
Em uma conversa telefônica com a AFP nesta sexta-feira, o presidente Donald Trump assegurou que não havia “pontos conflitivos” para concluir um acordo de paz. Ademais, disse que o Irã havia concordado em entregar seu urânio enriquecido, uma questão-chave das negociações.
O Irã, no entanto, disse que o seu urânio enriquecido não será levado a lugar nenhum. Também advertiu que, se os navios de guerra americanos interceptarem embarcações procedentes de portos iranianos, poderia fechar novamente o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
“Se o bloqueio continuar, o Estreito de Ormuz não vai permanecer aberto”, escreveu o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X. Além disso, assinalou que o trânsito por essa via marítima dependeria de autorização da República Islâmica.
Trégua sob pressão
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro com os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, que respondeu com lançamentos de mísseis e drones no Golfo e o fechamento desse estreito estratégico para o transporte de hidrocarbonetos.
O cessar-fogo no Líbano e a reabertura do estreito tinham marcado um avanço claro no acordo que Washington busca para acabar com sua guerra contra o Irã, depois que Teerã insistiu que os enfrentamentos no Líbano fossem incluídos na negociação. Trump disse que Washington “proibiu” Israel de continuar com seus ataques. “É suficiente”, disse, e acrescentou que os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano “para lidar” com o Hezbollah.
Mesmo assim, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ressaltou que a ofensiva contra o Hezbollah não havia terminado. “Ainda há coisas que planejamos fazer a respeito das ameaças dos foguetes e drones” do movimento libanês, disse Netanyahu em uma mensagem gravada.

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