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Tailândia e Camboja anunciaram um cessar-fogo imediato em seu conflito fronteiriço, segundo declaração conjunta assinada pelos ministros da Defesa dos dois países. A trégua passa a valer a partir do meio-dia (horário local) desta sexta-feira (27).
A disputa territorial entre os dois vizinhos do Sudeste Asiático voltou a se intensificar neste mês e já provocou a morte de mais de 40 pessoas, além de cerca de um milhão de deslocados, de acordo com dados oficiais.
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O conflito tem origem em um antigo impasse sobre a demarcação da fronteira de aproximadamente 800 quilômetros, estabelecida durante o período colonial francês. A controvérsia também envolve a posse de diversos templos antigos localizados ao longo da zona divisória entre os dois países.
— Ambas as partes concordam com um cessar-fogo imediato a partir da assinatura desta declaração conjunta, com efeito às 12h do dia 27 de dezembro de 2025 — afirma o documento.
O acordo prevê ainda que os civis residentes nas áreas fronteiriças afetadas possam retornar às suas casas “o mais rápido possível, sem obstáculos e com total segurança e dignidade”.
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Entre as medidas acordadas estão a manutenção das posições militares atuais, o desminamento das áreas limítrofes, a cooperação policial no combate à ciberdelinquência e a libertação, por parte de Bangcoc, de 18 soldados cambojanos após 72 horas de cessar-fogo efetivo.
Segundo os balanços oficiais mais recentes, ao menos 47 pessoas morreram nas últimas três semanas de confrontos, 26 no lado tailandês e 21 no lado cambojano.
No início de outubro, Hoda Abu al-Naja, de 12 anos, foi parar em um hospital na Faixa de Gaza porque a desnutrição severa estava devastando seu corpo. Em seis meses, ela havia perdido um terço do seu peso, disseram os médicos. Seus membros estavam finos e esguios, suas costelas visíveis, e suas omoplatas se projetavam das costas como barbatanas. Seu cabelo castanho havia se tornado ralo e adquirido a cor de palha. Deitada numa maca, ela lutava para falar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Israel anunciou nesta sexta-feira (26) o reconhecimento da Somalilândia, território que se separou da Somália e que, até então, não era reconhecido por nenhum país. Com a decisão, Israel torna-se o primeiro Estado a considerar oficialmente a região como um país soberano.
Com área aproximada à do Uruguai, cerca de 175 mil km², a Somalilândia está localizada no extremo nordeste do Chifre da África. Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o território passa a ser considerado “um Estado independente e soberano”.
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O presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdulahi, conhecido como “Irro”, celebrou o anúncio e classificou o reconhecimento como um “momento histórico”. Na capital Hargeisa, centenas de pessoas foram às ruas durante a noite, empunhando bandeiras e gritando “Vitória!”, segundo testemunhas.
A Somalilândia declarou independência em 1991, após o colapso do regime militar do ditador Siad Barre, período que marcou o início de décadas de instabilidade na Somália. Desde então, o território opera de forma autônoma e é frequentemente citado por analistas como uma região relativamente estável, em contraste com a Somália, marcada por conflitos políticos e pela atuação de grupos insurgentes islamistas.
O governo somali reagiu com veemência ao anúncio, classificando a decisão de Israel como um “ataque deliberado à sua soberania” e alertando que a medida pode agravar as tensões políticas e de segurança na região.
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Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao New York Post publicada nesta sexta-feira, que se opõe ao reconhecimento da Somalilândia por Washington, apesar da posição adotada por Israel. Questionado sobre o tema, Trump respondeu de forma direta: “Não”, acrescentando em tom irônico: “Alguém sabe realmente o que é a Somalilândia?”
Antes da decisão israelense, a Somalilândia permanecia em isolamento político e econômico, apesar de sua localização estratégica na entrada do estreito de Bab al-Mandeb — uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, que liga o Oceano Índico ao Canal de Suez. Analistas avaliam que a aproximação pode permitir a Israel ampliar seu acesso ao Mar Vermelho.
O anúncio também provocou críticas de diversos atores internacionais. Egito, Turquia e Djibuti, além de organizações multilaterais como o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), a Liga Árabe e a União Africana (UA), manifestaram reprovação à medida.
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Em nota, a União Africana alertou para o “risco de se criar um precedente perigoso, com consequências significativas para a paz e a estabilidade em todo o continente”.
A decisão ocorre em meio a um contexto de crescente pressão regional sobre Israel, intensificada após o início da guerra em Gaza, deflagrada pelo ataque do grupo Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, Israel passou a enfrentar tensões em múltiplas frentes, incluindo confrontos indiretos com os rebeldes huthis do Iêmen, cujo litoral fica em frente à Somalilândia.
As companhias aéreas cancelaram mais de mil voos nos Estados Unidos nesta sexta-feira, durante a alta temporada de viagens de Natal, devido a alertas de uma forte tempestade de inverno e da previsão de intensas nevascas em partes do Meio-Oeste e do Nordeste do país. Nova York, a maior cidade do país, se preparava para receber até 25 centímetros de neve durante a noite, com temperaturas abaixo de zero e um frio que pode se prolongar ao longo do fim de semana.
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Ao todo, 1.364 voos haviam sido cancelados e 4.267 estavam atrasados até as 15h30 no horário de Brasília desta sexta-feira, segundo o site FlightAware, que informou que os aeroportos de Nova York e Chicago estavam entre os mais afetados.
De acordo com o FlightAware, os aeroportos da região de Nova York registraram 785 cancelamentos de voos. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) previu nevascas na região superior dos Grandes Lagos ao longo do dia, com o centro da tempestade se deslocando para o Nordeste.
“As condições das estradas serão perigosas para quem estiver voltando das férias”, alertou o órgão.
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O prefeito de Nova York, Eric Adams, anunciou um alerta de tempestade de inverno e informou que equipes municipais foram mobilizadas para limpar as vias.
“Todos os nova-iorquinos devem se preparar: evitem dirigir, se possível, e reservem mais tempo para o transporte público”, disse Adams.
As tradicionais carruagens com cavalos serão proibidas a partir de 29 de dezembro em Cartagena das Índias, joia turística da Colômbia, informou o prefeito da cidade nesta sexta-feira. Conhecida por seu centro histórico murado e sua arquitetura colonial, a cidade caribenha teve por décadas como um de seus símbolos as carruagens puxadas por cavalos que levam turistas para passear por suas ruas de paralelepípedos.
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Mas ativistas pelos direitos dos animais têm denunciado que essas jornadas provocam lesões, estresse e colapsos por exaustão nos animais.
“Em nenhuma circunstância permitiremos qualquer forma de maus-tratos aos animais”, disse o prefeito Dumek Turbay no X.
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O governante proibiu por decreto e “sob qualquer conceito ou finalidade, a circulação de carruagens de tração animal no Centro Histórico” desta cidade de quase um milhão de habitantes. Turbay também anunciou que circulará em Cartagena um “primeiro lote de carruagens elétricas”, regulamentado pela prefeitura e com um limite máximo de 62 veículos.
“NÃO haverá espaço para carruagens elétricas ‘piratas'”, acrescentou.
A associação dos trabalhadores das carruagens tradicionais manifestou sua inconformidade e questiona não ter sido levada em conta para a implementação da nova medida. No passado, o Congresso debateu sem sucesso projetos de lei para proibir os veículos de tração animal, por considerá-los maus-tratos. Em maio de 2024, os legisladores proibiram as touradas a partir de 2027.
Israel anunciou nesta sexta-feira o reconhecimento da Somalilândia, uma república que se separou da Somália e que até agora não havia sido reconhecida por nenhum outro país. Esse território, do tamanho do Uruguai (175 mil km²), no extremo noroeste da Somália, passa a ser considerado “um Estado independente e soberano”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
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O presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdulahi, conhecido como “Irro”, celebrou imediatamente “um momento histórico”. A Somalilândia se separou e declarou sua independência em 1991, quando a Somália mergulhava no caos após a queda do regime militar do autocrata Siad Barre.
Desde então, funciona de forma autônoma e se distingue por uma relativa estabilidade em comparação à Somália, afetada pela insurgência islamista Al Shabab e por conflitos políticos crônicos.
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Até agora não havia sido reconhecida internacionalmente, o que a mantinha em isolamento político e econômico, apesar de sua localização estratégica na entrada do estreito de Bab al-Mandeb, uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, que conecta o oceano Índico ao canal de Suez.
A junta militar birmanesa organiza a partir de domingo eleições legislativas que apresenta como uma etapa rumo à reconciliação, quase cinco anos após tomar o poder com um golpe que desencadeou uma guerra civil em Mianmar. A ex-chefe do governo civil e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, está presa desde o golpe militar de fevereiro de 2021, que pôs fim a uma década de democracia no país asiático. A ONU e vários países criticaram o processo eleitoral, que consideram uma tentativa da junta de limpar sua imagem.
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As eleições, em três turnos, ocorrerão ao longo de um mês e foram precedidas por uma onda de repressão contra qualquer indício de oposição. Mianmar, com cerca de 50 milhões de habitantes, está mergulhada em uma sangrenta guerra civil, e a votação não será realizada nas zonas controladas pelos rebeldes.
— Os militares estão apenas tentando legalizar o poder que tomaram pela força — declarou um habitante da cidade de Myitkyina, no norte. — Quase ninguém se interessa por esta eleição. Mas alguns temem ter problemas caso se abstenham.
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O chefe da junta, Min Aung Hlaing, não respondeu aos pedidos de entrevista da agência de notícias AFP. No entanto, nos meios de comunicação estatais, ele apresenta as votações como uma oportunidade de reconciliação, ao mesmo tempo que admite que o exército “continuará desempenhando um papel na condução política do país”.
Ex-chefe de governo civil presa
O exército governa Mianmar desde a sua independência, exceto durante um período democrático entre 2011 e 2021, que gerou uma onda de reformas e otimismo quanto ao futuro do país. Porém, quando a Liga Nacional para a Democracia (LND), de Aung San Suu Kyi, superou amplamente os candidatos próximos aos militares nas eleições de 2020, o general Min Aung Hlaing tomou o poder alegando uma fraude eleitoral generalizada.
Aung San Suu Kyi cumpre uma pena de 27 anos de prisão por várias condenações, que vão de corrupção até violação das normas anticovid.
— Não acredito que ela considere estas eleições significativas, de modo algum — declarou seu filho, Kim Aris, do Reino Unido.
A legenda comandada pela opositora ao regime foi dissolvida, assim como a maioria das siglas que participaram das eleições de 2020. Enquanto isso, o Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), favorável aos militares, representa mais de 20% dos candidatos, segundo a rede ‘Asian Network for Free Elections’.
A junta anunciou que está processando mais de 200 pessoas por “tentarem sabotar o processo eleitoral”, mirando qualquer manifestação ou crítica contra as eleições, em um país com cerca de 22 mil presos políticos, informou uma associação birmanesa de assistência a estes detidos.
Votação questionada
Após o golpe de Estado, muitos opositores pró-democracia uniram-se a guerrilhas para combater ao lado de grupos étnicos armados. Há vários meses, a junta trava uma ofensiva militar para conquistar mais território antes das eleições, mas reconhece que a votação não será possível em uma de cada sete circunscrições.
— Existem muitas maneiras de alcançar a paz no país, mas não as escolheram. Preferiram organizar eleições — observou Zaw Tun, da pró-democracia Força de Defesa do Povo na região de Sagaing — Continuaremos lutando.
Segundo o grupo ‘Armed Conflict Location & Data’ (Acled), que registra os atos de violência reportados pela imprensa, 90 mil pessoas morreram em Mianmar de todos os lados. A guerra civil também provocou 3,6 milhões de deslocados, de acordo com dados das Nações Unidas, e metade da população vive abaixo da linha da pobreza.
— Não creio que alguém acredite que estas eleições contribuirão para resolver os problemas de Mianmar — afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou a “expansão” e a modernização da produção de mísseis do país para o próximo ano, além da construção de novas fábricas para suprir a crescente demanda, informou a imprensa estatal nesta sexta-feira. Pyongyang aumentou nos últimos anos os testes de seus projéteis, destinados, segundo analistas, a aprimorar as capacidades de ataque de precisão, desafiar os Estados Unidos e a Coreia do Sul e testar armas antes de uma possível exportação à Rússia.
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Durante visitas a fábricas de munição, acompanhado por funcionários de alto escalão, Kim determinou que “continuassem ampliando a capacidade geral de produção” para acompanhar o ritmo da demanda das Forças Armadas, segundo a agência estatal de notícias KCNA.
— O setor de produção de mísseis e projéteis é de importância primordial para reforçar a dissuasão de guerra — acrescentou o líder norte-coreano.
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A visita de Kim foi noticiada um dia após a imprensa estatal informar que ele havia inspecionado uma fábrica de submarinos de propulsão nuclear, durante a qual prometeu compensar a “ameaça” de uma possível produção de embarcações desse tipo por Seul. Também detalhou um plano de reorganização naval e foi informado sobre pesquisas de “novas armas submarinas secretas”, segundo a KCNA, sem fornecer mais detalhes.
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Espera-se que o governante Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte realize seu primeiro congresso partidário em meia década no início de 2026, no qual os responsáveis pelas políticas debaterão planos de desenvolvimento econômico e militar para os próximos cinco anos.
Uma explosão dentro de uma mesquita na cidade síria de Homs matou pelo menos oito pessoas e deixou outras 18 feridas durante as orações de sexta-feira, segundo autoridades locais. O atentado ocorreu na Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib, localizada no bairro de Wadi al-Dhahab, área dominada pela minoria alauíta.
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Imagens divulgadas por agências estatais sírias mostram o interior do templo com paredes chamuscadas, buracos provocados pela explosão, janelas estilhaçadas e manchas de sangue nos carpetes. De acordo com a agência Sana, investigações preliminares indicam que artefatos explosivos foram plantados dentro da mesquita. As forças de segurança isolaram a área e seguem à procura dos responsáveis.
A autoria do ataque foi reivindicada pelo Saraya Ansar al-Sunna, um grupo extremista sunita pouco conhecido, em mensagem publicada em seu canal no Telegram. O mesmo grupo já havia assumido, em junho, um atentado suicida contra uma igreja greco-ortodoxa no bairro de Dweil’a, nos arredores de Damasco, quando um homem armado abriu fogo e detonou um colete explosivo durante uma celebração religiosa, matando 25 pessoas.
Na ocasião, o governo sírio atribuiu o ataque a uma célula do Estado Islâmico (EI), afirmando que o grupo também planejava atingir um santuário muçulmano xiita. O EI, que segue uma interpretação extremista do islamismo sunita e considera os xiitas infiéis, não reivindicou a autoria daquele atentado. As origens pouco claras e as ligações opacas do Saraya Ansar al-Sunna levantaram questionamentos entre analistas e observadores sobre seus vínculos reais, inclusive a possibilidade de atuar como fachada de grupos jihadistas maiores, hipótese não confirmada.
Instabilidade persistente
O novo atentado ocorre em um contexto de instabilidade persistente na Síria após a queda de Bashar al-Assad, há cerca de um ano. Alauíta, Assad fugiu para a Rússia, aliada histórica de seu regime, onde recebeu asilo com a família. Desde então, membros de sua seita — um ramo do islamismo xiita que representa uma das maiores minorias religiosas do país — relatam temores de represálias e têm sido alvo de operações de segurança e episódios de violência.
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Em março, uma emboscada atribuída a apoiadores de Assad contra forças de segurança desencadeou dias de confrontos que deixaram centenas de mortos, a maioria alauítas. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos acusou forças de segurança de matarem dezenas de membros da comunidade na província costeira de Latakia.
Após o ataque em Homs, o Conselho Islâmico Supremo Alauíta na Síria e na Diáspora afirmou, em nota, que o atentado representa “a continuação do terrorismo extremista organizado que tem como alvo específico a comunidade alauíta, e cada vez mais outros grupos sírios”. O órgão responsabilizou o governo sírio “de forma plena e direta” pelos crimes, acrescentando que “esses atos não ficarão sem resposta”.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou o atentado, classificando-o como um “crime terrorista” e afirmando, em comunicado publicado no X, que o ato buscou “minar a segurança e a estabilidade” do país. Autoridades locais também declararam que o ataque se insere em uma série de tentativas de semear o caos em um momento de transição política. O vice-imã da mesquita relatou à televisão estatal al-Ikhbariyah que os fiéis estavam em oração quando ouviram uma forte explosão.
— Ela nos lançou ao chão. Um incêndio começou em um canto da mesquita. Quem não ficou ferido correu para ajudar a retirar os feridos — disse, acrescentando que as forças de segurança e equipes do Crescente Vermelho chegaram poucos minutos depois, e que o fogo destruiu exemplares do Alcorão guardados no local.
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Países vizinhos, como Arábia Saudita, Jordânia e Líbano, condenaram o ataque. Em nota, o presidente libanês, Joseph Aoun, reafirmou o apoio de Beirute à Síria no combate ao terrorismo. O atentado também ocorre em meio a outros focos de tensão no país: nesta semana, confrontos intermitentes entre forças do governo sírio e combatentes curdos das Forças Democráticas Sírias levaram ao fechamento temporário de escolas e repartições públicas em bairros mistos da cidade de Aleppo, no norte, antes de um cessar-fogo ser anunciado.
Um agressor da Cisjordânia ocupada por Israel matou duas pessoas em um ataque com carro e facadas no norte de Israel nesta sexta-feira, informaram as autoridades israelenses. A polícia disse que uma investigação preliminar definiu a ação, na região da Galileia, em Israel, como um ato terrorista. O episódio de violência ocorre em meio à escalada das tensões entre israelenses e palestinos na Cisjordânia, enquanto o governo do premier israelense, Benjamin Netanyahu, investe há meses na repressão contra militantes locais, que resultou no deslocamento de dezenas de milhares de pessoas.
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As forças policiais disseram que um homem de 68 anos foi atropelado em Beit Shean, perto da fronteira de Israel com a Jordânia. Mais tarde, uma jovem de 20 anos foi esfaqueada nas proximidades. O Magen David Adom, serviço de resgate de emergência israelense, confirmou a morte das duas pessoas. Segundo o serviço, outras duas pessoas sofreram ferimentos leves.
Um civil atirou no agressor, que foi levado a um hospital com ferimentos moderados, informou a polícia.
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Após o incidente, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter determinado que as tropas israelenses adotem uma resposta dura em Qabatiya, na Cisjordânia, cidade que, segundo ele, seria a origem do autor do ataque. O Exército informou ainda que “se prepara para uma operação” na região.
O ataque ocorreu um dia depois de um reservista das forças armadas de Israel, que estava à paisana, atropelar com seu veículo um palestino que rezava à beira de uma estrada na Cisjordânia, após ter feito disparos na região.
“Foram recebidas imagens que mostram um homem armado atropelando um palestino”, informou o Exército israelense, em comunicado sobre o ataque de quinta-feira, acrescentando que o reservista já havia sido desligado do serviço militar. O palestino foi levado a um hospital para exames e, depois, recebeu alta e voltou para casa.
Desde 7 de outubro de 2023 — data que marcou o início da guerra em Gaza — mais de 1.000 palestinos foram mortos na Cisjordânia, a maioria em operações das forças de segurança israelenses e parte em episódios de violência envolvendo colonos, segundo as Nações Unidas. No mesmo período, 57 israelenses morreram em ataques cometidos por palestinos. (Com AFP e New York Times)

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