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Um tornado de tromba d’água atingiu barcos atracados no porto de Mazarrón, popular destino turístico na Costa Cálida, no sudeste da Espanha, durante a tarde deste domingo (28). Imagens que circularam nas redes sociais mostram o fenômeno avançando sobre embarcações, lançando destroços pelo ar e atingindo terraços de bares e restaurantes, enquanto turistas e moradores corriam em busca de abrigo.
Vídeo: Enchentes atingem destino turístico na Espanha e deixam um morto e dois desaparecidos
Segundo a imprensa local, pelo menos dois tornados foram registrados na região de Múrcia, que permaneceu sob alerta amarelo até o início da noite. Apesar do impacto visual e dos danos materiais, as autoridades informaram que não houve registro de feridos no episódio ocorrido em Mazarrón.
Veja o momento:
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Alertas e consequências em outras regiões
O tornado ocorreu em um contexto de instabilidade climática mais ampla no país. Em diversos pontos do litoral mediterrâneo, alertas vermelhos foram acionados devido a chuvas intensas que provocaram alagamentos e transbordamento de rios. Em Marbella e em cerca de 30 municípios da província de Málaga, mensagens foram enviadas aos celulares da população recomendando que as pessoas permanecessem em casa.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes sociais
Na Andaluzia, a Guarda Civil confirmou a morte de dois homens que haviam desaparecido após tentar atravessar o rio Fahala, em Alhaurín el Grande, com o nível da água elevado. As vítimas, de 53 e 54 anos, foram localizadas após uma operação de busca que mobilizou cerca de 150 pessoas, incluindo agentes, voluntários e equipes de Defesa Civil.
Outro óbito foi registrado após um homem identificado como Adrian ser arrastado pela correnteza ao tentar atravessar um riacho com sua motocicleta, segundo o prefeito local, Antonio Salazar. Em um incidente separado, na Catalunha, uma mulher ficou gravemente ferida depois que um poste de iluminação caiu durante o temporal em Sabadell, perto de Barcelona. Em Valência, até 50 casas chegaram a ser evacuadas por risco de inundações.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o Monte Etna, na ilha italiana da Sicília, entra em uma nova fase eruptiva, com fortes explosões, colunas de fumaça e fluxos de lava contrastando com a neve recente na região. As imagens, gravadas neste domingo (28), rapidamente se espalharam e chamaram a atenção para a atividade do vulcão mais alto da Europa.
Vídeo: Enchentes atingem destino turístico na Espanha e deixam um morto e dois desaparecidos
Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), uma série de explosões teve início na cratera nordeste, lançando material piroclástico por todo o cone. A atividade também se intensificou em uma abertura na encosta superior de outra cratera, formando uma coluna constante de fumaça com dezenas de metros de altura. O fluxo de lava avança em direção ao Valle del Bove e já percorreu cerca de 1,8 quilômetro.
Assista:
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Na manhã de domingo, autoridades emitiram um alerta vermelho para a aviação devido à densidade da fumaça. Apesar disso, o aeroporto de Catânia-Fontanarossa manteve as operações, sem registro de interrupções nos voos, de acordo com informações oficiais.
Além do espetáculo, um alerta maior
Embora o Etna seja amplamente monitorado, especialistas destacam que as maiores ameaças vulcânicas globais estão longe dos vulcões mais famosos. Em análise publicada no site The Conversation, o professor Mike Cassidy, da Universidade de Birmingham, afirma que o risco mais grave vem de vulcões de baixo perfil, localizados em regiões densamente povoadas e com pouco monitoramento, especialmente em áreas do Pacífico, da América do Sul e da Indonésia.
Imagem do vulcão Etna em erupção
Reprodução/Redes sociais/X
Cassidy cita o caso do vulcão Hayli Gubbi, na Etiópia, que entrou em erupção em novembro de 2025 após mais de 12 mil anos de inatividade documentada. A coluna de cinzas ultrapassou 13 quilômetros de altura e afetou o tráfego aéreo até o norte da Índia, evidenciando a vulnerabilidade de regiões onde o perigo só é percebido quando já está em curso.
Para o pesquisador, episódios como a erupção do El Chichón, no México, em 1982 — que matou mais de 2.000 pessoas e teve impactos climáticos globais — mostram que eventos locais podem rapidamente se transformar em crises internacionais. O vídeo do Etna, ainda que retrate um fenômeno sob controle, funciona como lembrete visual de que a preparação, o monitoramento contínuo e a cooperação científica internacional são decisivos para reduzir riscos futuros.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira que Kiev suspenderá a lei marcial em vigor desde o início da guerra com a Rússia, assim que o conflito terminar e os aliados do país confirmarem garantias de segurança consideradas sólidas, apontando que o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs uma garantia de defesa de 15 anos — o que foi considerado insuficiente pelo ucraniano. As declarações de Zelensky ocorrem um dia após o encontro com Trump em Mar-a-Lago, que foi encerrado com ambas as partes apontando que um acordo de paz está avançando.
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— Realmente queria que essas garantias fossem maiores. E disse a ele [a Trump] que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos — disse Zelensky em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, acrescentando que a proposta original do presidente americano oferecia garantias sólidas, mas limitadas a um prazo de 15 anos, com possibilidade de prorrogação futura.
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Ainda de acordo com o presidente ucraniano, as garantias de segurança são uma condição para que a Ucrânia suspenda a lei marcial — legislação que proíbe homens de 25 a 60 anos deixem o país, já que podem ser recrutados. Também apontou como essencial o fim do conflito.
— Em primeiro lugar, todos queremos que a guerra termine e só então a lei marcial será suspensa. Este é o único caminho. No entanto, o fim da lei marcial acontecerá quando a Ucrânia obtiver garantias de segurança — disse Zelensky. — Sem garantias de segurança, não se pode considerar que esta guerra tenha realmente terminado. Não podemos aceitar que tenha terminado porque, com um vizinho assim, continua existindo o risco de outra agressão.
Em um pronunciamento conjunto após a reunião na Flórida, Trump e Zelensky afirmaram que o acordo para encerrar o conflito estava próximo e avançando. O presidente americano afirmou que, após falar com líderes europeus, 95% dos pontos estavam resolvidos, acrescentando que um ou dois pontos sensíveis ainda estavam em aberto. Um dos pontos diz respeito à cessão territorial à Rússia.
Em um breve comentário à imprensa nesta segunda-feira, o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o governo russo confirmava a fala de Trump, de que o acordo de paz estava “mais perto do que nunca”. A parte russa não detalhou o que impede uma trégua imediata, mas o governo russo já deixou claro que não concorda com a presença de tropas internacionais no território ucraniano e exige a entrega do Donbass.
Zelensky e Trump se cumprimentam após reunião nos EUA neste domingo
AFP
Aos jornalistas, Zelensky ainda afirmou que qualquer acordo para por fim à guerra deveria ser assinado por quatro partes, EUA, Ucrânia, Europa e Rússia, e reiterou a presença de tropas estrangeiras no país como uma garantia básica de segurança.
Tanto Zelensky quanto autoridades do Kremlin afirmaram que novas reuniões com representantes americanos são esperadas para os próximos dias. O presidente francês, Emmanuel Macron, também anunciou nesta segunda que aliados europeus da Ucrânia se reunirão em Paris para discutir garantias de segurança em janeiro — incluindo os integrantes da chamada “Coalizão dos Voluntários”, grupo de países que se colocam como principais apoiadores de Kiev no continente.
Não há confirmação sobre um encontro direto entre Zelensky e Putin — algo que Trump disse achar possível no domingo.
— Por um lado, ele [Putin] diz ao presidente dos EUA que quer acabar com a guerra e que esse é o seu desejo — disse Zelensky aos jornalistas — E, por outro lado, ele fala abertamente na mídia todas as suas mensagens sobre estar pronto e querer continuar a guerra. Ele nos ataca com mísseis, fala abertamente sobre isso, comemora a destruição da infraestrutura civil, dá instruções aos seus generais sobre onde avançar e o que tomar, e assim por diante. Na minha opinião, essas ações não correspondem à retórica supostamente pacífica que ele usa nos diálogos com o presidente dos EUA. (Com AFP)
A polícia espanhola confirmou neste domingo (28) a morte de um homem que estava desaparecido após as fortes enchentes que atingiram a Costa del Sol, no sul da Espanha. O corpo foi localizado no rio Fahala, em Cártama, município vizinho de Alhaurín el Grande, horas depois de a van em que ele viajava com outro homem ser encontrada gravemente danificada.
Segundo a Guarda Civil, a vítima fazia parte de um grupo de dois homens, de 53 e 54 anos, dados como desaparecidos após tentarem atravessar a pé o rio, cujo nível estava elevado devido às chuvas intensas, depois de a travessia com o veículo se tornar impossível. As autoridades informaram que o corpo foi arrastado por vários quilômetros desde o ponto onde os problemas teriam começado, e que as buscas pelo segundo homem continuam.
Veja o momento:
Chuvas extremas e mobilização de resgate
Helicópteros, cães farejadores e mergulhadores especializados foram mobilizados para apoiar as operações, em meio a um cenário de emergência provocado pelas chuvas torrenciais. Mais de 300 ocorrências foram registradas apenas na província de Málaga, onde os bombeiros realizaram resgates de pessoas presas em casas e propriedades rurais alagadas, incluindo uma criança.
A situação também é crítica em outras áreas do sul do país. Na província de Granada, segue a busca por um terceiro homem que desapareceu após ser arrastado por uma enxurrada ao tentar atravessar um riacho com uma motocicleta, segundo relato do prefeito local, Antonio Salazar. Em Sabadell, perto de Barcelona, uma mulher ficou gravemente ferida depois que um poste de iluminação caiu durante o mau tempo.
Marbella, um dos destinos turísticos mais conhecidos da Costa del Sol, esteve entre as áreas mais afetadas, com ruas transformadas em rios e bairros alagados até a altura dos joelhos. Moradores e turistas receberam alertas em seus celulares recomendando que permanecessem em casa, medida que se estendeu a quase 30 municípios da província de Málaga.
A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha emitiu alertas laranja e amarelo para diversas regiões, incluindo Málaga, Granada, Valência e Almería, com previsão de acumulados que podem chegar a 120 litros por metro quadrado em apenas 12 horas. Autoridades alertam para o risco contínuo de inundações, recomendam evitar deslocamentos desnecessários e orientam a busca por áreas mais altas em zonas vulneráveis.
Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas e várias estruturas foram danificadas após um sismo de magnitude 6,0 registrado na noite de sábado no Peru, na região de Áncash, ao norte de Lima, informaram neste domingo (28) as autoridades e a imprensa local.
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O potente terremoto ocorreu às 21h51 de sábado (23h51 de Brasília) a uma profundidade de 52 quilômetros, com epicentro no oceano Pacífico, em frente à cidade portuária de Chimbote, segundo o boletim oficial.
O tremor deixou “25 pessoas feridas, das quais 12 estão hospitalizadas e 13 receberam alta”, afirmou o Ministério da Saúde em comunicado. A imprensa local divulgou neste domingo imagens do impacto material do abalo.
Em Chimbote, uma cidade de meio milhão de habitantes localizada cerca de 450 quilômetros ao norte de Lima, o principal hospital sofreu danos, assim como escolas e casas. Nos vídeos que circulam nas redes sociais, também é possível ver imóveis com rachaduras e supermercados com mercadorias no chão.
O Instituto Geofísico do Peru (IGP) informou nas redes sociais que, desde quinta-feira, registrou vários sismos no país, inclusive um de magnitude 4,8 no domingo 155 quilômetros ao sul de Lima.
O Instituto de Geologia, Mineração e Metalurgia também reportou que “tem identificadas zonas críticas por perigos geológicos” em Áncash e La Libertad, outro departamento mais ao norte.
O Peru, com 34 milhões de habitantes, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste das Américas e do leste da Ásia. Nessas regiões registra-se a maior atividade sísmica do mundo. Só no Peru, ocorrem anualmente pelo menos uma centena de abalos sísmicos perceptíveis para a população.
Em 1970, o Peru sofreu um dos terremotos mais mortíferos dos últimos 100 anos, no qual 67 mil pessoas morreram em Áncash.
Cientistas que monitoram o fundo do oceano no nordeste do Pacífico foram surpreendidos por um resultado inquietante: após uma década de observações, nenhuma “minhoca-zumbi” apareceu em ossos de baleia depositados propositalmente no leito marinho. A ausência do animal, conhecido formalmente como Osedax — ou “devorador de ossos” — levanta preocupações sobre os efeitos da perda de oxigênio nos oceanos e o possível colapso de ecossistemas associados às chamadas “quedas de baleia”.
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O experimento de longo prazo foi conduzido por pesquisadores da Ocean Networks Canada (ONC) e da Universidade de Victoria (UVic), também no Canadá. Ossos de baleias-jubarte foram colocados a quase mil metros de profundidade no cânion Barkley, uma região naturalmente pobre em oxigênio e situada em rotas migratórias de baleias-jubarte e-cinzentas. Ao longo de dez anos, câmeras submarinas de alta resolução não registraram qualquer sinal de colonização por Osedax, apesar de o verme ser conhecido por se instalar rapidamente nesses restos orgânicos.
“Esta foi uma observação notável em um experimento de tão longa duração”, afirmou Fabio De Leo, cientista sênior da ONC e professor adjunto do Departamento de Biologia da UVic, que liderou o estudo. Segundo ele, a ausência pode estar ligada aos níveis excepcionalmente baixos de oxigênio no local.
As minhocas-zumbi desempenham um papel fundamental no fundo do mar. Elas não têm boca, ânus nem sistema digestivo. Sobrevivem perfurando os ossos com estruturas semelhantes a raízes, onde abrigam microrganismos capazes de extrair nutrientes. Por isso, são consideradas “engenheiras do ecossistema”, pois iniciam o processo de reciclagem de nutrientes e permitem que outras espécies colonizem os restos das baleias.
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Quando uma baleia morre e afunda, seu corpo cria uma “queda de baleia”, evento que normalmente sustenta uma rica biodiversidade por anos, funcionando como uma espécie de oásis no fundo do oceano. Para De Leo, essas quedas são “quase como ilhas” e representam “um habitat de passagem para esta e muitas outras espécies especializadas em ossos de baleia”.
A falta do Osedax sugere que a expansão das zonas de mínimo oxigênio (OMZs, na sigla em inglês), associada ao aquecimento global, pode estar interrompendo esse processo. Sem o verme para iniciar a decomposição dos ossos, menos organismos conseguem acessar os nutrientes armazenados, o que compromete toda a cadeia ecológica.
“Basicamente, estamos falando de uma perda potencial de espécies”, alerta De Leo. As minhocas adultas vivem nos ossos, enquanto suas larvas se dispersam por centenas de quilômetros pelas correntes oceânicas em busca de novas quedas de baleia. Se esses habitats deixarem de funcionar, a conectividade entre eles se rompe, reduzindo a diversidade ao longo do tempo.
O impacto não se limita às minhocas-zumbi. O estudo também identificou sinais de estresse em outro engenheiro do ecossistema profundo: os moluscos perfuradores de madeira do gênero Xylophaga. Embora presentes em amostras de madeira submersa no cânion Barkley, eles colonizaram o material em ritmo muito mais lento do que em áreas ricas em oxigênio, o que pode atrasar a decomposição do carbono e a formação de habitats para outras espécies.
“Parece que a expansão das OMZs, que é consequência do aquecimento dos oceanos, será uma má notícia para esses incríveis ecossistemas de quedas de baleia e de madeira ao longo da margem nordeste do Pacífico”, disse Craig Smith, professor emérito da Universidade do Havaí e coautor da pesquisa.
Os dados foram coletados por meio do observatório submarino NEPTUNE, da ONC, com apoio de sensores oceanográficos, câmeras fixas e veículos operados remotamente. Novos resultados são esperados nos próximos meses a partir do monitoramento de outra queda de baleia em um local diferente da rede NEPTUNE.
A pesquisa contou com financiamento da Fundação Canadense para a Inovação e, em parte, da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, além de estar alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 da ONU, voltado à proteção da vida marinha.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai se reunir com Donald Trump na Flórida, nesta segunda-feira, em um momento em que o presidente de Estados Unidos pressiona para avançar para a etapa seguinte do frágil plano de trégua em Gaza.
O encontro na luxuosa residência de Trump, Mar-a-Lago, ocorre num contexto em que alguns funcionários da Casa Branca temem que tanto Israel quanto Hamas estejam protelando a segunda fase do cessar-fogo.
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Trump, que disse que Netanyahu solicitou a reunião, estaria ansioso para anunciar antes de janeiro um governo tecnocrático palestino para Gaza e o envio de uma força internacional de estabilização.
Os dois governantes se reunirão às 13h (hora local), informou a Casa Branca.
A porta-voz do governo israelense, Shosh Bedrosian, disse que Netanyahu abordará a segunda fase do acordo, que envolve garantir que “Hamas fique desarmado e Gaza desmilitarizada”.
No entanto, Netanyahu também tentará mudar o foco do encontro para Irã, naquela que será sua quinta reunião neste ano com Trump nos Estados Unidos. Segundo reportes, o líder israelense buscará pressionar por mais ataques norte-americanos contra o programa nuclear de Teerã.
Netanyahu também levantará “o perigo que Irã representa não apenas para a região de Oriente Médio, mas também para Estados Unidos”, afirmou Bedrosian antes de embarcar com o primeiro-ministro israelense.
A visita de Netanyahu coroa dias frenéticos de diplomacia internacional em Palm Beach, onde Trump recebeu, no domingo, seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para discutir o fim da invasão russa.
O cessar-fogo em Gaza, em outubro, é um dos principais êxitos do primeiro ano de Trump em seu retorno ao poder, mas sua administração e os mediadores regionais querem manter o impulso.
O enviado global de Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, receberam altos funcionários dos países mediadores Catar, Egito e Turquia em Miami no início deste mês.
O momento da reunião com Netanyahu é “muito significativo”, disse Gershon Baskin, copresidente da comissão de construção da paz Alliance for Two States, que participou de negociações secretas com Hamas.
– A fase dois tem que começar – declarou. Acrescentou que acredita “que os norte-americanos percebem que já é tarde, porque Hamas teve tempo demais para restabelecer sua presença”.
‘A fase dois não avança’
A primeira fase do acordo de trégua envolveu a libertação, por Hamas, dos reféns que ainda estavam em mãos do grupo — mortos e vivos — desde o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel.
Hamas devolveu todos, com exceção do corpo de um refém. Ambas as partes denunciam violações frequentes do cessar-fogo.
Na segunda etapa, está previsto que Israel se retire de suas posições em Gaza, enquanto Hamas deve depor as armas — um importante ponto de atrito para o movimento islamista.
Além disso, uma autoridade interina deve governar o território palestino, e será enviada a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês).
O veículo norte-americano Axios informou na sexta-feira que Trump queria convocar a primeira reunião de um novo “Conselho de Paz” para Gaza, que ele presidiria, no fórum de Davos, na Suíça, em janeiro.
Mas observou que altos funcionários da Casa Branca estavam cada vez mais exasperados, por considerarem que Netanyahu faz esforços para frear o processo de paz.
– Há cada vez mais sinais de que a administração norte-americana está se frustrando com Netanyahu – disse Yossi Mekelberg, especialista em Oriente Médio do centro de estudos londrino Chatham House.
– A pergunta é o que vai fazer a respeito (…) porque a fase dois, neste momento, não avança – acrescentou.
Israel também continua atacando alvos de Hamas em Gaza e do Hezbollah no Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor. Síria também estará na agenda das conversas.
Mekelberg observou que Netanyahu pode estar tentando desviar a atenção de Gaza para Irã justamente quando Israel entra em um ano eleitoral.
– Tudo está relacionado a se manter no poder – afirmou sobre o veterano primeiro-ministro israelense.
Um incêndio na noite de domingo em um lar de idosos na ilha de Sulawesi, Indonésia, deixou 16 mortos e três feridos, informou nesta segunda-feira uma autoridade local.
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“Houve 16 mortes e três (pessoas) sofreram queimaduras”, afirmou o chefe da agência local de bombeiros e resgatistas, Jimmy Rotinsulu.
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Os bombeiros receberam o alerta do incêndio às 20h30 (hora local) no lar de idosos de Manado, capital provincial de Sulawesi do Norte, indicou Rotinsulu, acrescentando que o fogo foi controlado uma hora depois.
Segundo ele, vários corpos das vítimas foram encontrados dentro de seus quartos.
As autoridades conseguiram retirar 12 pessoas ilesas, que foram transferidas para um hospital próximo, acrescentou.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira uma reunião de aliados da Ucrânia em Paris, no início de janeiro, para discutir as garantias de segurança para Kiev como parte de um acordo de paz com a Rússia.
“Reuniremos os países da Coalizão de Voluntários em Paris no início de janeiro para concluir as contribuições concretas de cada um”, indicou Macron, na rede social X, após conversar com seus pares ucraniano, Volodymyr Zelensky; e norte-americano, Donald Trump.
“Estamos avançando nas garantias de segurança que serão centrais para construir uma paz justa e duradoura”, afirmou Macron.
Zelensky e Trump se reuniram no domingo, na Flórida, na residência do líder americano que se mostrou otimista, embora também evasivo, sobre uma rápida resolução do conflito iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa à Ucrânia.
A China afirmou nesta segunda-feira que iniciou exercícios militares com fogo real ao redor de Taiwan, horas depois de anunciar “grandes” manobras em águas e no espaço aéreo próximos à ilha de governo democrático.
O Exército chinês “emprega destróieres, fragatas, caças, bombardeiros e drones” nas manobras desta segunda-feira, que incluem “treinamento com fogo real contra alvos marítimos no norte e no sudoeste de Taiwan”, segundo comunicado do Comando do Teatro Oriental do Exército Popular de Libertação (EPL).
Taiwan confirmou que detectou quatro navios da guarda costeira chinesa perto de suas águas.

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