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A Rússia anunciou nesta terça-feira que vai endurecer sua postura nas negociações de paz quanto à guerra na Ucrânia, após a suposta tentativa de ataque a drone de Kiev contra a residência do líder russo, Vladimir Putin. O governo ucraniano rejeitou qualquer envolvimento com o caso, e aponta que Moscou não apresentou qualquer prova sobre o ataque. O Kremlin se negou a apresentar qualquer prova.
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— As consequências se traduzirão em um endurecimento da postura de negociação da Federação da Rússia — disse o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em sua entrevista coletiva diária com a imprensa.
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O suposto ataque teria sido lançado entre o domingo e a segunda-feira, segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que denunciou o caso na segunda-feira. O alvo, de acordo com o ministro, seria uma residência de Putin na região de Novgorod, entre Moscou e São Petersburgo, e teria envolvido 91 drones de longo alcance, destruídos pelas defesas aéreas do país. Lavrov já havia antecipado que o ataque faria o Kremlin revisar sua posição nas atuais negociações de paz.
Em Kiev, autoridades do governo ucraniano negaram ter realizado qualquer ataque em larga escala contra o endereço ligado a Putin. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu-se ao caso como típicas “mentiras russas”. Em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, afirmou que a Rússia não havia apresentado nenhuma “evidência plausível” para apoiar as alegações sobre o ataque.
“Quase um dia se passou e a Rússia ainda não apresentou nenhuma evidência plausível para suas acusações sobre o suposto ‘ataque da Ucrânia à residência de Putin’. E não apresentarão. Porque não há nenhuma. Nenhum ataque do tipo aconteceu”, escreveu.
Questionado sobre a apresentação de evidências, Peskov afirmou que Moscou não estava disposta a comprovar suas alegações.
— Não acredito que deva haver qualquer evidência de que um ataque em larga escala com drones tenha sido executado e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, foi derrubado.
Ainda na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, que tenta mediar um acordo de paz para o conflito, criticou o suposto ataque ucraniano.
— Sabe quem me contou? O presidente Putin, hoje de manhã. Ele disse que foi atacado. Isso não é legal — afirmou Trump a repórteres em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, acrescentando que estava “muito irritado com isso”. — É um momento delicado. Não é o momento certo. (Com AFP)
Um homem de Oklahoma estava praticando tiro ao alvo na quinta-feira (25), dia de Natal, com uma pistola que ele mesmo havia comprado, quando atirou fatalmente em uma mulher que estava sentada com duas crianças na varanda da frente de uma casa vizinha, informaram autoridades.
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O homem, Cody Wayne Adams, de 33 anos, foi acusado de homicídio culposo de primeiro grau depois que a vítima, que morava a menos de um quilômetro de distância, desmaiou e morreu após ser atingida enquanto estava com familiares em Comanche, Oklahoma, a cerca de 155 quilômetros a sudoeste da cidade de Oklahoma.
O advogado do Sr. Adams não pôde ser contatado imediatamente para comentar o caso no domingo.
Equipes de emergência médica foram enviadas à casa da vítima por volta das 15h16 de quinta-feira, informou o Gabinete do Xerife do Condado de Stephens em comunicado nas redes sociais. Os paramédicos realizaram reanimação cardiopulmonar em Sandra Phelps antes de ela ser declarada morta às 15h53, de acordo com um depoimento de causa provável.
Circunstâncias do disparo
O tiroteio ocorreu enquanto a Sra. Phelps estava com dois familiares adultos em uma varanda frontal coberta, e eles ouviram disparos nas proximidades, segundo o depoimento.
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A vítima estava sentada em um sofá de dois lugares com uma criança no braço esquerdo, enquanto outra criança estava em um carrinho à sua frente. Segundo o depoimento, a Sra. Phelps comentou que alguém havia recebido uma arma nova de presente de Natal, disse “ai” e desmaiou logo em seguida.
De acordo com o depoimento, a Sra. Phelps foi atingida uma vez no braço direito e a bala entrou em seu peito, logo abaixo da axila. As autoridades não divulgaram a idade da vítima.
Os investigadores entrevistaram pessoas na área, descobriram que havia várias casas onde pessoas disparavam armas de fogo e verificaram as residências. Segundo a declaração juramentada, todas as casas, exceto uma, possuíam “anteparos ou locais de tiro adequados”. O caso atípico era a residência do Sr. Adams.
O homem havia ganhado uma pistola Glock .45 de presente de Natal, e vizinhos disseram tê-lo ouvido atirar naquela tarde. Adams informou aos investigadores que havia comprado a arma alguns dias antes como presente de Natal e mostrou uma lata de energético Red Bull usada para praticar tiro no quintal de sua casa.
Confissão e consequências
Do ponto de vista de onde o Sr. Adams estava atirando, havia uma linha clara até o local onde a vítima foi atingida, segundo o depoimento. Um investigador disse a Adams que ele poderia ter disparado fatalmente contra Sandra Phelps, e ele ficou “visivelmente perturbado e começou a chorar”.
Adams permitiu que os policiais revistassem sua casa e compareceu ao Gabinete do Xerife do Condado de Stephens para ser entrevistado por um advogado. Ele afirmou ter usado munição Winchester calibre .45, com cerca de oito cartuchos no primeiro carregador e dez no segundo.
Na entrevista, um capitão da polícia disse que as evidências sugeriam que Adams havia disparado fatalmente contra a vítima e perguntou se ele tinha algo a dizer. “Sinto muito”, respondeu o homem.
Liberação e pena
Segundo registros judiciais, Adams foi liberado da custódia policial após pagar fiança de US$ 100 mil na sexta-feira. Ele deverá comparecer ao tribunal em 25 de fevereiro.
Se condenado por homicídio culposo de primeiro grau, poderá enfrentar pelo menos quatro anos de prisão.
Um britânico que passou quase três décadas caminhando ao redor do mundo teme que o último obstáculo de sua jornada não possa ser vencido a pé pelos próximos dias. O ex-paraquedista Karl Bushby, de 56 anos, está próximo de concluir a travessia iniciada em 1998, no Chile, com destino final em Hull, no norte da Inglaterra, mas enfrenta a possibilidade de não receber autorização para usar o Eurotúnel.
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Após cerca de 58 mil quilômetros percorridos exclusivamente a pé, Bushby teme que as regras de segurança do Túnel da Mancha impeçam sua passagem por um túnel de serviço. Pelas normas que ele próprio estabeleceu ao iniciar a aventura, o britânico se comprometeu a não utilizar nenhum meio de transporte mecanizado, o que inclui balsas ou trens.
Caso o pedido seja negado, a alternativa extrema seria atravessar o Canal da Mancha a nado. “Ainda não entramos em contato oficialmente. Tenho uma carta pronta para enviar, só preciso encontrar a pessoa certa”, afirmou Bushby, em declarações à imprensa britânica. Ele diz estar otimista, mas admite não saber quão difícil será obter a permissão.
Travessias improváveis marcaram a jornada
Ao longo dos 27 anos de caminhada, Bushby já enfrentou desafios semelhantes. Para evitar entrar no Irã ou na Rússia, ele nadou mais de 270 quilômetros pelo Mar Cáspio, em uma travessia que durou 31 dias, do Cazaquistão ao Azerbaijão. Também precisou enfrentar trechos de água no Estreito de Bering, entre a Ásia e a América do Norte.
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Apesar disso, o britânico admite desconforto com a ideia de encarar o Canal da Mancha. “É um tipo diferente de água, muito mais fria. Espero nunca ter que pensar seriamente nisso”, disse, em tom de brincadeira, ao afirmar que nadar seria a última das opções.
Atualmente na Hungria, Bushby afirma que a jornada lhe trouxe uma visão ampla das culturas ao redor do mundo. Segundo ele, as diferenças entre os povos são, em grande parte, superficiais, e a receptividade foi uma constante ao longo do caminho, embora cite a Rússia como um dos países onde sentiu maior frieza inicial com estrangeiros.
Com a chegada iminente a Hull e à casa da mãe, o aventureiro reconhece que o maior desafio pode começar após o fim da caminhada. “É assustador. O propósito da minha vida nos últimos 27 anos vai acabar de forma abrupta”, afirmou. Ele diz ter ideias para o futuro, mas admite incertezas sobre como será a vida longe da estrada, agora sob os holofotes da mídia e diante da necessidade de “arrumar um emprego” e começar uma nova fase.
Uma mulher de 50 anos e sua filha de 15 morreram na Itália após apresentarem um quadro grave de mal-estar que surgiu depois do jantar da véspera de Natal. As mortes ocorreram no Hospital Cardarelli, em Campobasso, na região de Molise, e são investigadas como suspeita de intoxicação alimentar. O pai da adolescente, de 55 anos, segue internado em estado grave na UTI, em Roma.
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Gianni Di Vita, a esposa Antonella e a filha Sara procuraram um pronto-socorro no dia de Natal, relatando vômitos e fortes cólicas estomacais. Segundo relatos da imprensa local, eles receberam alta após atendimento inicial, com suspeita de gastroenterite. O quadro, no entanto, persistiu, e a família voltou ao hospital na sexta-feira (26), sendo novamente liberada.
No sábado (27), os três foram internados pela terceira vez no Hospital Cardarelli. Sara morreu poucas horas depois da internação. Em seguida, Antonella também não resistiu. Gianni foi transferido no domingo para Roma em um helicóptero médico e permanece na UTI. A outra filha do casal, de 20 anos, não participou do jantar e não apresentou sintomas, assim como os demais convidados.
Investigadores analisam os alimentos consumidos na ceia, entre eles peixe, marisco e cogumelos. A polícia recolheu itens da residência da família para exames laboratoriais. Amigos da adolescente relataram à mídia local que falaram com Sara pela última vez no Boxing Day, quando ela acreditava que o tratamento hospitalar seria suficiente e não imaginava uma piora tão rápida.
Inicialmente tratada como um caso de gastroenterite, a investigação médica passou a considerar hipóteses mais graves, como botulismo, listeriose, hepatite fulminante ou até um possível envenenamento químico. O chefe da UTI do Hospital Cardarelli, Dr. Vincenzo Cuzzone, afirmou que os sintomas começaram após uma refeição e que houve insuficiência hepática seguida por uma “cascata de eventos em velocidade extraordinária”, culminando em falência múltipla de órgãos.
Em nota, o prefeito de Campobasso, Antonio Tommasone, lamentou as mortes e declarou que a cidade vive “horas de grande tristeza”. As autoridades aguardam os resultados das análises para determinar a causa exata do ocorrido.
O proprietário de um Mercedes-Benz 230 SL Pagoda atravessava um dia difícil. Ele havia acabado de retirar o veículo branco, avaliado em US$ 180 mil, cerca de R$ 1,3 milhão, de uma oficina mecânica quando se envolveu em um acidente de trânsito na Rodovia Pan-Americana, que deixou o carro seriamente danificado.
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Por volta das 9h30 (horário local) do sábado (27), no quilômetro 23 da rodovia, no cruzamento da via de acesso norte com a Camino del Buen Ayre, em Buenos Aires, Argentina, o Mercedes perdeu o pneu traseiro esquerdo em pleno tráfego. O carro ficou preso ao asfalto e imobilizado na faixa da esquerda.
Impacto violento e imagens registradas por testemunhas
A má sorte do dono do veículo, um operário têxtil de 67 anos, não parou por aí. Segundos depois, um Peugeot 408, em alta velocidade, bateu na traseira do Pagoda. O impacto foi tão violento que o Mercedes atravessou todas as faixas e colidiu contra o guarda-corpo à direita. Nesse movimento repentino, outro veículo, um Renault Sandero vermelho, também se chocou com o carro clássico. A sequência foi registrada por celulares de diversas testemunhas e confirmada pelo jornal La Nación com fontes policiais.
Apesar do caráter dramático das imagens, não houve registro de ferimentos graves. Apenas o passageiro do Peugeot sofreu lesões leves. O mais afetado foi o proprietário do Mercedes clássico, cujo chassi ficou bastante danificado. Ele também passou a ser alvo de uma investigação da promotoria de San Isidro por danos leves. Segundo informações iniciais, o veículo havia acabado de sair da oficina mecânica naquele mesmo dia, após passar por reparos.
O Mercedes-Benz Pagoda é considerado um ícone do design automotivo dos anos 1960. O modelo se distingue pelo capô côncavo, inspirado na arquitetura dos templos asiáticos — característica que deu origem ao seu nome.
Uma pessoa morreu em uma colisão envolvendo um veículo parado na Rodovia Pan-Americana. Em agosto passado, um motorista morreu no trecho de Escobar em direção ao centro de Buenos Aires, após colidir frontalmente com um caminhão semirreboque que estava estacionado no acostamento.
O veículo de carga havia sido atingido anteriormente na traseira por um Toyota Corolla preto, conduzido por um homem de 58 anos, morador da cidade de Escobar, na província de Buenos Aires. A colisão ocorreu no quilômetro 48,6 da Rodovia Pan-Americana e resultou na morte do motorista no local.
A primeira lua cheia do ano é chamada de “Lua do Lobo” pela cultura popular do Hemisfério Norte, e estará mais visível neste sábado, 3 de janeiro. A nomenclatura vem dos povos originários da América do Norte, que acompanhavam a passagem do tempo pelas fases do satélite natural. Ela recebe essa denominação por ser o período em que os lobos ficam mais ativos no norte do continente americano, sendo reconhecidos por seus uivos sob a luz do astro. Outros nomes atribuídos a essa Lua cheia são “Lua Serena” e “Lua Central”.
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Como ver a “Lua do Lobo”?
A visibilidade da “Lua do Lobo” poderá ser notada ainda durante o pôr do sol, entre as 17h30 e 18h, horário local, caso o tempo não fique nublado. O fenômeno também leva esse nome por ser vista somente em janeiro, como explica a agência espacial Nasa.
Segundo a Nasa, a primeira Lua cheia de janeiro também pode ser chamada de Lua do Gelo, Lua após o Yule, Lua Velh, Shakambhari Purnima, Paush Purnima, Lua do Festival Thaipusam, Lua do Festival Ananda Pagoda, Duruthu Poya e Lua Cheia de Tu B’Shevat.
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A “Lua do Lobo” será também uma superlua, uma das três que poderão ser vistas no ano de 2026. Além de janeiro, ela também poderá ser observada em novembro e em dezembro. Já no fim de maio, haverá uma microlua, fenômeno oposto à superlua, durante a “Lua Azul”, nome dado à segunda lua cheia que aparece no mês. A microlua também ocorrerá em junho e julho.
A superlua é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua cheia ou nova coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra. Nessas condições, o satélite natural pode parecer até cerca de 14% maior e 30% mais brilhante no céu em comparação a uma Lua cheia comum, embora a diferença nem sempre seja facilmente perceptível a olho nu. O efeito acontece porque a órbita lunar é elíptica, fazendo com que a distância entre a Terra e a Lua varie ao longo do mês.
Calendário Lunar de 2026
3 de janeiro de 2026: Wolf Moon (Lua do Lobo)
1º de fevereiro de 2026: Snow Moon (Lua de Neve)
3 de março de 2026: Worm Moon (Lua de Minhoca)
1º de abril de 2026: Pink Moon (Lua Rosa)
1º de maio de 2026: Flower Moon (Lua das Flores)
31 de maio de 2026: Blue Moon (Lua Azul)
29 de junho de 2026: Strawberry Moon (Lua de Morango)
29 de julho de 2026: Buck Moon (Lua dos Cervos)
28 de agosto de 2026: Sturgeon Moon (Lua do Esturjão)
26 de setembro de 2026: Harvest Moon (Lua da Colheita)
26 de outubro de 2026: Hunter’s Moon (Lua do Caçador)
24 de novembro de 2026: Beaver Moon (Lua do Castor)
24 de dezembro de 2026: Cold Moon (Lua Fria)
Com a proximidade do início de um novo ano, os fãs de astronomia se perguntam quando haverá eclipses e chuvas de meteoros em 2026. Trata-se de alguns dos fenômenos astronômicos mais destacados, já que oferecem a possibilidade de acompanhar um espetáculo natural no céu.
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Segundo o Serviço de Hidrografia Naval da Argentina (SHN), em 2026 haverá ao todo quatro eclipses: dois lunares e dois solares. No primeiro caso, a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. No outro, trata-se de um evento em que a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar direta em determinadas regiões do planeta.
Por outro lado, já é possível antecipar quando haverá chuvas de estrelas no próximo ano. Elas ocorrem quando a Terra passa por regiões da órbita de um cometa, que deixa correntes de detritos cósmicos chamados meteoroides, os quais entram na atmosfera terrestre a velocidades muito altas. A maioria desses fragmentos é pequena e se desintegra ao entrar na atmosfera, produzindo os característicos clarões conhecidos como “estrelas cadentes”.
Veja, abaixo, o calendário de eclipses para o ano que vem:
Calendário de eclipses de 2026
Como já foi mencionado, 2026 terá dois eclipses lunares e dois solares. No entanto, cada um deles se diferencia pelas condições em que ocorre.
Eclipse anular do Sol: ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, mas está suficientemente distante em sua órbita, próxima do apogeu. Assim, não consegue cobrir completamente o disco solar e deixa visível um “anel de fogo” brilhante ao redor da borda lunar. Esse tipo de eclipse acontece apenas durante a fase de Lua nova e é visível em uma faixa específica da Terra por onde passa a sombra anular. Diferentemente dos eclipses totais, o céu não escurece completamente, mantendo um brilho diurno. Para observá-lo, é necessário o uso de óculos certificados para eclipses ou projetores, pois olhar diretamente para o Sol durante esse tipo de evento pode causar danos irreversíveis aos olhos.
Eclipse total da Lua: acontece quando a Terra se posiciona completamente entre o Sol e a Lua, cobrindo todo o disco lunar com sua sombra umbral, a parte mais escura. Durante esse evento, a Lua adquire um tom avermelhado ou acobreado, conhecido como “Lua de sangue”, devido à refração da luz solar pela atmosfera terrestre, que filtra os tons azuis e permite a passagem dos tons vermelhos. Pode ser observado a olho nu.
Eclipse total do Sol: ocorre quando a Lua se alinha perfeitamente entre a Terra e o Sol, cobrindo totalmente o disco solar em uma faixa estreita da superfície terrestre conhecida como banda de totalidade. Nessa região, o dia escurece como ao entardecer e revela a coroa solar, a atmosfera externa do Sol, visível apenas durante esses breves minutos. Fora dessa faixa, o eclipse é observado como parcial ou anular. Nesse caso, também é recomendável evitar a observação direta.
Eclipse parcial da Lua: acontece quando apenas uma parte do disco lunar entra na umbra, a sombra mais escura da Terra, enquanto o restante permanece iluminado diretamente pelo Sol. Isso faz com que parte da Lua apareça escurecida em tons avermelhados, enquanto a outra segue brilhante. Ocorre durante a fase de Lua cheia, mas com um alinhamento imperfeito, e pode ser observado a olho nu sem proteção.
Todas as chuvas de meteoros de 2026
De acordo com a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, dos Estados Unidos), estas são as principais chuvas de meteoros e os períodos do ano em que poderão ser observadas:
Quadrântidas: entre o fim de dezembro e o início de janeiro
Líridas: nas últimas semanas de abril
Eta Aquáridas: entre o fim de abril e o início de maio
Delta Aquáridas do Sul: entre o fim de julho e o início de agosto
Perseidas: entre o fim de julho e o início de agosto
Oriônidas: entre o início de outubro e meados de novembro
Leônidas: entre o início de novembro e o início de dezembro
Gemínidas: durante o mês de dezembro
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitou uma fábrica de novos lança-foguetes múltiplos e elogiou a capacidade dos seus sistemas de “aniquilar o inimigo”, informou nesta terça-feira (30) a agência de notícias estatal.
A visita de Kim à fábrica foi reportada um dia após Pyongyang anunciar que testou dois mísseis de cruzeiro de longo alcance para mostrar “preparação para o combate”.
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Kim, que estava acompanhado por dois oficiais do programa de mísseis, afirmou que o novo sistema de armas vai servir como “principal meio de ataque” de suas Forças Armadas, informou a KCNA. Ele acrescentou que o novo sistema de múltiplos foguetes é “um sistema de armas superpoderoso, já que pode aniquilar o inimigo por meio de um ataque súbito e preciso, com alta exatidão e um poder devastador”.
Imagens divulgadas pela KCNA mostram Kim ao lado dos enormes sistemas de mísseis, em uma fábrica com propaganda nas paredes. Na véspera, ele supervisionou um lançamento de mísseis no Mar Amarelo.
A Coreia do Norte se mantém em guerra com o Sul, e seu amplo arsenal de artilharia é considerado por analistas central em sua estratégia em caso de conflito na península.
Pyongyang aumentou de forma significativa nos últimos anos seus testes de mísseis. Analistas consideram que a Coreia do Norte busca aumentar sua capacidade de realizar ataques precisos e testar armas antes de potencialmente exportá-las para a Rússia.
Estelionatários que forem pegos agindo em Singapura serão punidos com até 24 chibatadas. A medida passa a valer a partir desta terça-feira, com a entrada em vigor de uma lei que impõe essa punição.
A cidade-Estado intensificou a pressão contra redes criminosas, após registrar números recordes de estelionato. O Ministério do Interior afirmou que “combater os golpes é uma prioridade nacional”.
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A segunda maior economia do Sudeste Asiático registrou perdas superiores a US$ 2,8 bilhões com estelionatos entre 2020 e o primeiro semestre de 2025, informou a ministra do Interior, Sim Ann, ao Parlamento, ao pressionar pela aprovação da lei. Nesse período, foram registrados 190 mil casos de estelionato, precisou aos parlamentares.
A flagelação de estelionatários fez parte das emendas aprovadas em novembro pelo Parlamento e será aplicada além de outras punições, como multas e prisão.
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Os estelionatários, membros de redes de golpes e seus recrutadores “enfrentarão flagelação com pelo menos seis chibatadas, podendo chegar a 24, em casos mais graves”, informou o ministério em um comunicado prévio.
A polícia de Singapura afirmou ter apreendido mais de US$ 115 milhões em bens ligados a Chen Zhi, um magnata britânico-cambojano acusado de manter campos de trabalho forçado no Camboja, que também operam como centros de estelionatos multimilionários.
Em 2025, a exploração espacial voltou a ocupar espaço no noticiário — às vezes por conquistas celebradas, outras por expectativas frustradas. O ano começou embalado por previsões ambiciosas feitas no fim de 2024, mas rapidamente deixou claro que, fora da Terra, cronogramas são mais frágeis do que anúncios sugerem. Ainda assim, entre pousos na Lua, satélites em órbita e missões rumo a asteroides, o balanço revela um setor em transformação, cada vez mais diverso e competitivo.
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A Lua voltou a ser destino frequente, sobretudo para empresas privadas, enquanto a observação da Terra ganhou reforços estratégicos na Europa. Ao mesmo tempo, a China avançou discretamente em missões de longo alcance, mirando não apenas a órbita terrestre, mas também pequenos corpos do Sistema Solar. Nem tudo saiu como o planejado — e talvez essa seja a principal marca de 2025: um ano que ajustou expectativas e mostrou que o caminho até o espaço segue feito de tentativas, erros e correções.
A Lua como laboratório
O principal destaque lunar do ano veio em 15 de janeiro, com o lançamento do módulo Blue Ghost, da empresa americana Firefly Aerospace, a bordo de um foguete Falcon 9. Transportando dez cargas úteis da NASA, o módulo pousou com sucesso em 2 de março no Mare Crisium, uma vasta planície lunar.
Durante cerca de duas semanas, realizou experimentos científicos e tecnológicos, incluindo perfuração do solo, medições térmicas e análises do regolito, conforme previsto. A missão foi oficialmente encerrada em 16 de março, após a perda de contato com o módulo ao fim do dia lunar, um desfecho considerado dentro do esperado.
Poucos dias depois, em 27 de fevereiro, foi lançada a missão IM-2, da Intuitive Machines, com o módulo Athena. O pouso ocorreu em 6 de março, próximo ao polo sul da Lua, e imagens chegaram a ser transmitidas à Terra.
O sucesso inicial, porém, durou pouco: o módulo acabou tombado em terreno acidentado, o que comprometeu a operação dos instrumentos. Com as baterias incapazes de se recarregar adequadamente, a missão foi encerrada antes de cumprir seus objetivos principais.
Outras iniciativas lunares privadas previstas para 2025 — como a missão IM-3, da Intuitive Machines, além de projetos da Astrobotic e da Blue Origin — seguiram sem informações públicas detalhadas, reforçando o contraste entre o discurso ambicioso e a realidade operacional do setor.
Olhar para a Terra e além dela
Enquanto a Lua concentrava atenções, a órbita terrestre foi palco de avanços menos chamativos, mas fundamentais. Em 2025, a Agência Espacial Europeia deu continuidade ao fortalecimento do programa Copernicus.
Em 4 de novembro, o satélite Sentinel-1D foi lançado a bordo do foguete Ariane 6, ampliando a capacidade de monitoramento ambiental do continente. Sua primeira imagem, em cores falsas, mostrou o norte da Alemanha, com campos agrícolas, áreas urbanas e rios como Elba e Weser se destacando até o mar do Norte.
Outro reforço veio com o Sentinel-6B, que entrou em operação com a missão de medir com alta precisão a elevação do nível do mar — um dado essencial para acompanhar os impactos das mudanças climáticas.
Já em 2 de julho, o lançamento do Sentinel-4 marcou um avanço significativo: trata-se da primeira missão em órbita geoestacionária dedicada exclusivamente à observação da qualidade do ar na Europa.
Mais distante da Terra, a China deu um passo estratégico com o lançamento da missão Tianwen-2, em 28 de maio. O destino inicial é o asteroide próximo da Terra 469219 Kamoʻoalewa, de onde a sonda pretende recolher amostras antes de seguir rumo ao cometa 311P/PanSTARRS.
A missão está em curso e pode ajudar a esclarecer se o asteroide é, na verdade, um fragmento da Lua ejetado por um impacto antigo, além de abrir caminho para futuras missões chinesas de exploração do espaço profundo.
O ano também foi marcado por frustrações. A missão IM-2 não alcançou seus objetivos centrais, e a promessa da SpaceX de realizar até 25 voos da Starship em 2025 ficou longe de se concretizar. Em março, o oitavo voo de teste do megafoguete terminou sem cumprir as metas previstas, evidenciando as dificuldades de escalar rapidamente um projeto dessa magnitude.
Ainda assim, o balanço de 2025 está longe de ser negativo. O sucesso do Blue Ghost mostrou que a exploração lunar privada começa a se consolidar, o programa Copernicus segue produzindo dados essenciais para a vida na Terra, e a Tianwen-2 aponta para um futuro em que missões de longa distância deixarão de ser exceção.

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