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As forças de segurança venezuelanas detiveram vários americanos nos meses que se seguiram ao início da campanha de pressão militar e econômica do governo de Donald Trump contra o país sul-americano, segundo um funcionário americano familiarizado com o assunto. Alguns dos detidos enfrentam acusações criminais legítimas, enquanto o governo americano considera declarar pelo menos dois prisioneiros como detidos injustamente, de acordo com o funcionário.
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Entre os presos estão três pessoas com dupla cidadania venezuelana e americana e dois cidadãos americanos sem vínculos conhecidos com o país, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a falar publicamente.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, há muito tempo usa americanos detidos, culpados ou inocentes de crimes graves, como moeda de troca em negociações com Washington, seu maior adversário.
Em seus dois mandatos, Trump, priorizou a libertação de americanos detidos no exterior e mandou seu enviado, Richard Grenell, à Venezuela para negociar um acordo sobre prisioneiros dias após o início de seu segundo mandato. O período subsequente de negociações entre autoridades americanas e venezuelanas resultou na libertação de 17 cidadãos americanos e residentes permanentes detidos na Venezuela.
Mas a decisão do governo Trump de suspender essas negociações em favor de uma campanha de pressão militar e econômica contra Maduro pôs fim às libertações de prisioneiros. O número de americanos detidos na Venezuela começou a aumentar novamente nos últimos meses, segundo a autoridade americana.
Esse aumento coincidiu com o envio de uma frota naval americana para o Caribe e o início de ataques aéreos contra embarcações que, segundo Washington, transportam drogas a mando de Maduro. Os EUA intensificaram ainda mais sua campanha de pressão neste mês, visando petroleiros que transportam petróleo venezuelano e paralisando a maior fonte de exportações do país.
A Embaixada dos Estados Unidos na Colômbia, responsável por assuntos venezuelanos, recusou-se a comentar sobre os americanos detidos na Venezuela e encaminhou as perguntas ao Departamento de Estado dos EUA, que não respondeu aos pedidos de comentários. O Ministério da Comunicação da Venezuela, responsável pelas solicitações da imprensa do governo, também não respondeu a um pedido de comentários.
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Paradeiros desconhecidos
As identidades da maioria dos americanos detidos na Venezuela nos últimos meses são desconhecidas. A família de um viajante chamado James Luckey-Lange, de Staten Island, na cidade de Nova York, relatou seu desaparecimento logo após ele cruzar a instável fronteira sul da Venezuela no início de dezembro. O funcionário americano disse que Luckey-Lange, de 28 anos, está entre os presos recentemente e é um dos dois americanos que podem ser considerados detidos injustamente.
Luckey-Lange é filho da musicista Diane Luckey, que se apresentava sob o nome artístico de Q Lazzarus e é mais conhecida pelo seu single de 1988, “Goodbye Horses”. Entusiasta de viagens e praticante amador de artes marciais, o jovem trabalhou na pesca comercial no Alasca após se formar na faculdade, de acordo com amigos e familiares. Ele embarcou em uma longa viagem pela América Latina em 2022, após a morte de sua mãe. Seu pai faleceu este ano.
— Ele tem viajado bastante, tentando descobrir o que fazer da vida — disse Eva Aridjis Fuentes, cineasta que trabalhou com Luckey-Lange em um documentário sobre Q Lazzarus. — Ele sofreu muitas perdas.
No início de dezembro, o jovem escreveu em seu blog que estava pesquisando mineração de ouro na região amazônica da Guiana, que faz fronteira com a Venezuela. Em 7 de dezembro, ele escreveu a um amigo dizendo que estava em um local não especificado na Venezuela e falou com sua família pela última vez no dia seguinte. Ele disse que estava indo para Caracas, onde planejava pegar um voo em 12 de dezembro que o levaria de volta para Nova York.
Não está claro se Luckey-Lange tinha visto para entrar na Venezuela, como exige a lei do país para cidadãos americanos. Sua tia e parente mais próxima, Abbie Luckey, disse em entrevista por telefone que não foi contatada por autoridades americanas e está buscando informações sobre seu paradeiro.
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Alguns cidadãos americanos que foram libertados da prisão na Venezuela no início deste ano descreveram condições abusivas e falta de devido processo legal. Muitos não foram acusados ​​de nenhum crime e poucos foram condenados.
Um peruano-americano chamado Renzo Huamanchumo Castillo disse que foi detido no ano passado após viajar para a Venezuela para encontrar a família de sua esposa e então acusado de terrorismo e conspiração para matar Maduro. Ele alegou que as acusações não faziam sentido.
— Percebemos depois que eu era apenas um símbolo — relatou.
Huamanchumo, de 48 anos, disse que era frequentemente espancado e recebia um litro de água barrenta por dia enquanto estava detido em uma notória prisão venezuelana chamada Rodeo I. Ele foi libertado em uma troca de prisioneiros em julho.
— Foi a pior coisa que você pode imaginar — disse ele.
Pelo menos outras duas pessoas com ligações aos EUA permanecem presas na Venezuela, de acordo com suas famílias: Aidel Suarez, residente permanente nos EUA nascido em Cuba, e Jonathan Torres Duque, venezuelano-americano.
Parlamentares japonesas de todo o espectro político, lideradas pela primeira-ministra Sanae Takaichi, uniram forças para exigir mais banheiros femininos no Parlamento do país, que é dominado por homens, mas está se tornando cada vez mais feminino. Assim como nos negócios e na mídia, as mulheres são sub-representadas na política japonesa. Atualmente, o Japão ocupa a 118ª posição entre 148 países no Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2025 do Fórum Econômico Mundial.
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Em uma petição assinada por quase 60 parlamentares, elas pedem especificamente um aumento no número de banheiros femininos perto do plenário. Atualmente, existem apenas duas cabines individuais para mais de 70 parlamentares na Câmara dos Deputados japonesa.
“Antes do início das sessões plenárias, muitas parlamentares precisam esperar em longas filas para usar o banheiro”, lamentou Yasuko Komiyama, do Partido Democrático Constitucional do Japão, de centro-esquerda.
O edifício do Parlamento foi concluído em 1936, quase dez anos antes de as mulheres japonesas sequer terem o direito de votar nas eleições. Atualmente, a Câmara Baixa possui 12 banheiros masculinos, com um total de 67 cabines individuais. Em contraste, existem apenas nove banheiros e 22 cabines para mulheres, segundo o jornal Yomiuri Shimbun.
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Embora gradualmente, a representação feminina no Parlamento japonês tem aumentado: de 45 mulheres eleitas para a Câmara Baixa em 2021 para um recorde de 73 eleitas em 2024, de um total de 465 membros. Na Câmara Alta, a proporção é de 74 mulheres em 248 cadeiras. Esse número ainda está longe da meta do governo de que as mulheres ocupem pelo menos 30% das cadeiras legislativas.
A situação não é melhor no Executivo, embora Takaichi tenha prometido uma proporção “escandinava” de mulheres antes de tomar posse em outubro. No fim, ela nomeou apenas duas mulheres entre seus 19 ministros.
A organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu a Israel, nesta quarta-feira, que permita a sua continuidade de operações em Gaza e na Cisjordânia ocupada em 2026. Este apelo surge após Israel ter alertado que 37 ONGs humanitárias, incluindo MSF, seriam impedidas de entrar em Gaza a partir de quinta-feira, caso não fornecessem às autoridades os nomes dos seus funcionários palestinianos até a noite de 31 de dezembro.
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“Apelamos às autoridades israelenses para que garantam que MSF e outras organizações internacionais estejam registadas em Israel e possam continuar a trabalhar na Cisjordânia e em Gaza em 2026”, afirmou a organização num comunicado enviado à AFP. “O registo de MSF expira em 31 de dezembro de 2025 (…) e seremos obrigados a cessar as nossas atividades até 1 de março de 2026”.
O Ministério da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel acusou a MSF, na terça-feira, de empregar indivíduos “com ligações a organizações terroristas”. MSF também enfatizou que a organização aplica “políticas internas rigorosas para garantir o cumprimento da lei e evitar qualquer desvio de ajuda ou qualquer associação com grupos armados”.
A organização argumenta que seu pedido de registo “ainda é considerado pendente e incompleto”. MSF garante que continua procurando garantias e esclarecimentos relativos ao “pedido preocupante para fornecer uma lista de pessoal”. A ONG alega que este pedido “poderia constituir uma violação das obrigações de Israel perante o direito internacional humanitário”, e também dos princípios humanitários da organização. “Exploraremos todas as vias possíveis para modificar esta decisão”, acrescentou o comunicado.
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No início de 2025, Israel alterou seu processo de registro para organizações humanitárias, passando a exigir o envio de uma lista de funcionários que atuam em Gaza, incluindo palestinos que no enclave. Algumas organizações já haviam declarado que não enviaram a lista de funcionários palestinos por medo de que eles se tornassem alvos de Israel e devido às leis de proteção de dados na Europa.
Autoridades que representam as organizações humanitárias expressaram preocupação com o uso que Israel poderia fazer dos dados solicitados — para fins de auxiliar medidas de inteligência ou militares —, visto que Tel Aviv não se confirmou publicamente que não usaria as informações para estes objetivos.
— A questão é legal e de segurança. Em Gaza, vimos centenas de trabalhadores humanitários serem mortos — afirmou Shaina Low, assessora de comunicação do Conselho Norueguês para Refugiados, à AP.
Essas organizações humanitárias prestam diversos serviços sociais na Faixa de Gaza, incluindo distribuição de alimentos, assistência médica, serviços para pessoas com deficiência, educação e saúde mental. Centenas de trabalhadores humanitários patrocinados por essas organizações estão atualmente em Gaza e precisarão deixar o território até 1º de março.
Um alerta de terremoto foi emitido em todo oeste dos Estados Unidos após um tremor de 4,9 atingir a região próxima a Susanville, Califórnia, na noite desta terça-feira. Via mensagens enviadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os moradores foram aconselhados a “abaixaram-se, protegerem-se e segurarem-se”.
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Nas redes sociais, inúmeros usuários relataram ter sentido tremores no estado da Califórnia, como também na região oeste de Nevada e no sul do Oregon.
Alerta de terremoto chega a celulares do oeste dos Estados Unidos
Reprodução / X
No X, antigo Twitter, uma pessoa escreveu: “Um terremoto dessa magnitude é um alerta sério para a resiliência da infraestrutura no norte da Califórnia. Embora o sistema ShakeAlert seja essencial para salvar vidas, precisamos nos concentrar na segurança sísmica a longo prazo e na preparação para emergências”.
Outros moradores da Califpornia e de Nevada alegaram ainda que o terremoto sacudiu suas casas.
Segundo o USGS, ao menos seis outros tremores, com magnitudes entre 2,1 e 2,5 foram detectados após o tremor mais intenso. A atividade sísmica mais recente foi registrada às 00h52 no horário do Pacífico (por volta das 5h no horário de Brasília).
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, o Departamento de Polícia de Susanville afirmou que não foram relatados danos ou feridos.
Entenda a área
Susanville tem cerca de 18 mil habitantes e está situada próximo a várias zonas de falha geológica, dentro da região sismicamente ativa da Bacia e Cordilheira (Basin and Range, em inglês). A área faz parte de Walker Lane, que acomoda o movimento entre as placas do Pacífico e da América do Norte, o que torna terremotos moderados comuns na região.
De acordo com mapeamentos realizados pelo USGS, há 60% de chance de um tremor secundário de magnitude 3,0 ou superior ocorrer na próxima semana, além de 16% de chance de outro terremoto de magnitude 4,9.
O procurador-geral do Irã afirmou nesta quarta-feira que qualquer tentativa de desestabilização do país, em meio aos protestos massivos que tomaram conta da nação persa, será alvo de com uma “resposta decisiva”. A declaração ocorreu após serviço de inteligência de Israel, Mossad, emitir uma mensagem de apoio aos manifestantes, sugerindo que estariam “em solo”, ao lado dos iranianos.
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— Protestos pacíficos por subsistência fazem parte de realidades sociais e são compreensíveis — disse Mohammad Movahedi-Azad à mídia estatal. — Qualquer tentativa de transformar protestos econômicos em uma ferramenta de insegurança, destruição de patrimônio público ou implementação de cenários projetados externamente será inevitavelmente recebida com uma resposta legal, proporcional e decisiva.
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Protestos estouraram ao redor do país desde o fim de semana, centrados na deterioração das condições de vida e na complexa crise econômica do país. As manifestações foram puxados por comerciantes de Teerã, uma classe social influente na sociedade iraniana, aos quais se juntaram estudantes de ao menos 10 universidades.
As ruas de Teerã amanheceram calmas nesta quarta-feira — uma mudança em relação ao tráfego habitualmente caótico e sufocante — após as autoridades terem anunciado um feriado bancário com apenas um dia de antecedência. A maior altercação foi registrada em Fasa, localizada 780 km ao sul da capital, onde várias pessoas atacaram e danificaram o escritório do governador, segundo autoridades citadas pela agência Mizan.
“Parte da porta e do vidro do escritório do governador foram destruídos em um ataque realizado por um grupo de pessoas”, disse Hamed Ostovar, chefe do judiciário da cidade de Fasa, citado pela agência, sem especificar como o ataque foi realizado.
Manifestantes em protesto contra a deterioração das condições econômicas no Irã, em Teerã
FARS NEWS AGENCY / AFP
O regime iraniano acompanha com atenção os desdobramentos dos protestos, com um histórico de repressão dura contra inquietações sociais anteriores — como em 2022, após o assassinato da jovem Mahsa Amini, e em 2019, em meio a uma crise relacionada ao preço dos combustíveis —, sobretudo ao final de um ano particularmente duro para o governo.
A pressão interna vem após o país se envolver em um conflito direto com Israel, sendo duramente atacado por dias a fio, e sofrer danos pesados em seu programa nuclear, com bombardeios dos EUA castigando algumas de suas principais instalações.
É nesse contexto que as declarações do Mossad foram recebidas com particular atenção por Teerã. Em uma publicação na conta em língua farsi no X, a agência de espionagem encorajou os iranianos a “saírem às ruas juntos”, em um aceno à uma possível interferência.
“Vamos às ruas juntos. O tempo chegou. Nós estamos com vocês”, diz a publicação. (Com AFP)
Em meio ao pico de tensão após a confirmação do presidente americano, Donald Trump, do primeiro ataque dos EUA em território venezuelano, o líder chavista, Nicolás Maduro, anunciou que as Forças Armadas do país derrubaram nove aeronaves suspeitas de vínculo com o narcotráfico perto das fronteiras com Brasil e Colômbia. Sem uma manifestação oficial de Caracas sobre o suposto bombardeio americano, a fala de Maduro foi apontada por analistas como uma tentativa de controlar a narrativa sobre o combate às organizações criminosas.
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— Parabenizo nossa Força Armada Nacional Bolivariana, a nossa aviação militar, por estarem vigilantes — disse Maduro em uma transmissão em cadeia nacional de rádio e televisão na terça-feira, sem mencionar o suposto ataque americano. — Vamos culminando um ano de ofensiva contra grupos criminosos e todos os inimigos da pátria.
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Em uma nota publicada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Maduro é citado em uma declaração comemorando o que chama de “recorde mundial”, pelo abate das nove aeronaves em 24 horas. Uma nota publicada pela sigla no dia anterior apontou que os abates teriam sido realizados nos estados de Apure e Amazonas, no sul do país, com um total de 39 operações no ano.
Analistas apontaram que as declarações de Maduro sobre o combate ao narcotráfico estão inseridos em uma disputa narrativa com Trump, em um momento em que o presidente dos EUA avança com a campanha de pressão total contra o regime chavista, sob justificativa de combater o tráfico. O esforço retórico do líder venezuelano seria uma resposta à linha oficial de Washington.
— A Venezuela tem um modelo exemplar, único na América do Sul, de combate ao crime, aos grupos criminosos e ao narcotráfico, por terra, por ar e por mar — disse Maduro, em fala registrada na nota publicada on-line pelo partido governista.
Além das aeronaves, as forças venezuelanas também teriam bombardeado quatro instalações utilizados por grupos envolvidos com o narcotráfico, segundo as autoridades.
Trump tenta associar Maduro ao tráfico internacional de drogas, que ele e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, equipararam ao terrorismo no Hemisfério Ocidental. O Pentágono aumentou em agosto para US$ 50 milhões (R$ 275 milhões, aproximadamente) a recompensa oferecida por informações que levem à captura do líder chavista, apontado como líder do Cartel de los Soles, uma organização criminosa apontada por Washington, que especialistas afirmam não existir formalmente.
A ação contra grupos criminosos, muitos deles listados como organizações terroristas por Trump, tem sido usada por forças americanas como pretextos para mobilizar equipamentos militares e disparar na região. O primeiro ataque em solo venezuelano — que segundo fontes americanas foi lançado pela CIA — teria mirado um porto usado pelo grupo criminoso Tren de Aragua. (La Nacion e AFP)
Enquanto ainda é manhã aqui no Brasil, tem país do mundo já celebrando a chegada de 2026. E o primeiro deles é Kiribati, na Oceania. A república independente formada por um conjunto de 33 ilhas — dos quais apenas 21 são habitadas — reúne uma série de curiosidades geográficas. É a única nação insular com território nos quatro hemisférios ao estar localizada no Oceano Pacífico, onde o Equador e a Linha Internacional de Data (LID) se encontram. Ter parte do território em lado opostos da LID já fez, anteriormente, o país comemorar a chegada do novo ano duas vezes, como o primeiro e o último a vivenciar a virada.
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Kiritimati, também conhecida como Ilha Christmas, é a primeira do país a celebrar o novo ano ao cruzar a linha de data. Ela é considerada o maior atol de coral do mundo.
As ilhas estão divididas em três grupos: Ilhas Gilbert a oeste, a Área Protegida das Ilhas Fênix (PIPA, anteriormente conhecida como Grupo das Ilhas Fênix) no centro; e as Ilhas da Linha a leste. Esses conjuntos têm fuso horário diferentes.
A confusão de o país celebrar o Ano Novo duas vezes, com espaço de mais de 20 horas, foi resolvida na década de 1990. Grupos de ilhas estavam em lados opostos da LID. O presidente Teburoro Tito, em 1994, decidiu alterar a linha de data, diminuindo a diferença em 2 horas entre os territórios das Ilhas Gilbert e os das Ilhas da Linha e Fênix.
Enquanto era 7h do dia 31 de dezembro no Brasil (horário de Brasília), Kiribati já recebi 2026.
De acordo com o Censo Populacional de 2015, Kiribati tem uma população total de 109.693 habitantes. As mulheres representam cerca de 50,6%. Mais da metade dos habitantes (62 mil) vive no Atol de Tarawa.
O território não tem fronteira terrestre com outras nações. O país se tornou independente do Reino Unido em 1979.
Diferente de outros países, Kiribati aposta mais em cerimônias tradicionais, com cantos a apresentações, com comidas típicas, do que nos mundialmente replicados espetáculos de fogos de artifício. A região acaba sendo uma alternativa mais calma para celebrar a chegada do novo ano.
A bandeira nacional traz um sol e uma fragata, ave típica da região, em amarelo num fundo vermelho na parte superior. Na outra metade estão três ondas azuis e três brancas, que representavam o Oceano Pacífico.
Um leão africano viralizou nas redes sociais após se tornar uma das atrações do Jiudingshan Wildlife Zoo, um zoológico chinês localizado em Xuzhou, na província de Jiangsu. Diferente do que se espera da espécie, o animal encantou os visitantes por seu comportamento pacífico e uma característica bastante singular: ter patas visivelmente mais curtas.
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Por conta de suas patinhas, o felino ganhou um apelido carinhoso entre os funcionários do local. Ao invés da postura imponente e agressiva, comumente associada aos leões, o animal demonstra sociabilidade e disposição para brincar com os humanos, o que o transformou no favorito entre o grupo de trabalhadores.
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Nas redes sociais, as imagens do leão de patas curtas já acumulam milhares de visualizações e comentários, dentro e fora do território chinês.
O líder chinês, Xi Jinping, afirmou nesta quarta-feira que a reunificação de Taiwan à China é “imparável”, após autoridades militares chinesas anunciarem o fim dos exercícios de guerra ao redor da estratégica ilha, reivindicada por Pequim como parte de seu território soberano.
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— A reunificação da nossa Pátria-mãe é imparável — afirmou Xi em seu discurso de ano-novo transmitido ao vivo, dias após o presidente americano, Donald Trump, ter minimizado os exercícios militares, apontando que o líder chinês não invadiria o território taiwanês neste momento.
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Os exercícios massivos, com uso de munição real, foram realizados por Pequim na segunda e na terça-feira, como objetivo simular um bloqueio aos principais portos taiwaneses e ataques a alvos marítimos da ilha. Para isso, o Exército de Libertação Popular chinês mobilizou dezenas de aviões de combate, navios da Marinha e embarcações de sua guarda costeira para cercar Taiwan, além de disparar dezenas de mísseis e foguetes.
Taipé classificou os dois dias de manobras como “altamente provocativos e temerários”, além de afirmar que as forças chinesas não conseguiram impor um cerco ao seu território. Nesta quarta, as autoridades de Pequim anunciaram que os exercícios foram concluídos “com sucesso”.
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— O Comando do Teatro Oriental do ELP concluiu com sucesso os exercícios ‘Missão Justiça 2025’ — declarou um porta-voz militar chinês, o capitão Li Xi, assegurando que as tropas continuarão treinando para “frustrar resolutamente as tentativas dos separatistas da ‘Independência de Taiwan’ e a intervenção externa”.
A guarda costeira de Taiwan confirmou o movimento de afastamento das embarcações chinesas. No entanto, mantem 11 embarcações mobilizadas.
— Não podemos baixar a guarda — disse Hsieh Ching-chin, vice-diretor geral da Guarda Costeira de Taiwan.
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Riscos significativos
O presidente taiwanês, Lai Ching-te, alertou nesta quarta-feira que as manobras militares chinesas “não são um incidente isolado” e representam “riscos significativos” para a região, “o transporte marítimo, o comércio e a paz no mundo”.
Muitos classificaram os exercícios militares como uma demonstração de força da China, após os EUA autorizarem uma venda recorde de armamentos a Taipé, e de declarações da premier japonesa, Sanae Takaichi, nas quais sugeriu responder militarmente em caso de uma agressão de Pequim contra a ilha vizinha.
O Japão afirmou nesta quarta-feira que estas manobras militares “aumentam as tensões” no estreito de Taiwan e que transmitiu sua “preocupação” a Pequim. O Ministério das Relações Exteriores da Austrália também condenou os exercícios militares “desestabilizadores” da China e disse que comunicou sua inquietude ao governo chinês.
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No entanto, a China rebateu as críticas, classificando-as como “irresponsáveis”.
— Estes países e instituições estão fechando os olhos para as forças separatistas de Taiwan que tentam alcançar a independência por meios militares — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Lin Jian. — Entretanto, estão criticando de maneira irresponsável as ações necessárias e justas da China para defender sua soberania nacional e sua integridade territorial, distorcendo os fatos e confundindo o certo com o errado, o que é totalmente hipócrita.
O Escritório de Assuntos de Taiwan da China também havia classificado, pouco antes, as simulações de operações militares como “uma severa advertência às forças separatistas (…) e às forças externas que interferem”. (Com AFP)
A colisão frontal entre dois trens turísticos na via para Machu Picchu, no sudeste do Peru, será apurada para identificar o que levou ao acidente que resultou em uma morte e deixou ao menos 40 feridos. A batida aconteceu na ferrovia Ollantaytambo-Machu Picchu, em Cusco, na última terça-feira.
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O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), por meio da Direção-Geral de Inspeções e Sanções em Transportes, iniciou os procedimentos administrativos para apurar as causas e determinar as responsabilidades. O órgão solicitou informações detalhadas sobre o caso e a documentação técnica e operacional, incluindo as apólices de seguro vigentes da PeruRail e da Inca Rail, as empresas operadoras envolvidas na colisão, destacou o jornal El Peruano nesta quarta-feira.
O choque entre os dois trens aconteceu por volta das 13h20 (horário local), segundo a Ferrocarril Transandino SA (Fetransa), concessionária que administra a ferrovia no sudeste do país. Destino turístico mundialmente famoso, o trecho operava em horário de pico, com grande número de passageiros nacionais e internacionais no passeio. Até o momento, foram confirmados pelo menos 40 feridos, número que pode subir em novo balanço.
A única vítima fatal no incidente confirmada até o momento é o maquinista que operava trem da Inca Rail, segundo o El Comercio. O homem oi identificado como Roberto Cárdenas Loayza, de 61 anos recém-completados no último dia 22, divulgou o jornal peruano La Republica.
O trabalho de atendimento e de resgate das vítimas foi um desafio para as autoridades. Os primeiros a chegaram na região foram os guardas do parque. O incidente ocorreu no km 82 de ferrovia, setor de Piscacucho. A área não é cercada de estradas ou rodovias, o que dificuldade o acesso. O trecho aberto é estreito, o que não permitiu pouso de helicóptero, atrasando a retirada das vítimas.
Causas do acidente não foram confirmadas
Reprodução | X @cuscopost
Foi feito um trabalho em conjunto para atender aos feridos. As vítimas foram levadas para clínicas e hospitais próximos para receberem atendimento médico. Unidades especializadas foram mobilizadas para realizar as operações de resgate, destacou o jornal El Comercio.
Em um comunicado, a Ferrocarril Transandino SA afirma que “o protocolo de emergência foi ativado para fornecer a assistência adequada aos feridos”.
Vídeos enviados por passageiros à emissora RPP mostram turistas deitados em um dos lados da via e os trens danificados.
Após o incidente, o Ministério da Cultura (Mincul) declarou que prestará a assistência necessária para o reagendamento ou reembolso dos ingressos para Machu Picchu aos visitantes afetados neste período. Protocolos de atendimento a turistas foram acionados, segundo o Ministério do Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) para salvaguardar a segurança e os direitos dos visitantes.
Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983, a cidadela inca de Machu Picchu é a principal atração turística do Peru e recebe, em média, 4,5 mil visitantes por dia.

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