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O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, prometeu na quinta-feira defender a soberania da ilha em uma mensagem de Ano Novo, depois que China realizou manobras militares ao redor do território.
“Minha posição sempre foi clara: defender com firmeza a soberania nacional, fortalecer a defesa nacional e a resiliência de toda a sociedade, estabelecer capacidades abrangentes e eficazes de dissuasão e construir mecanismos sólidos de defesa democrática”, declarou Lai em um pronunciamento televisivo a partir do gabinete presidencial.
Xi Jinping afirma que reunificação de China e Taiwan é ‘imparável’ após fim de exercícios militares ao redor da ilha
Na véspera, a China afirmou ter “concluído com êxito” seus exercícios militares em torno de Taiwan.
Nesta semana, Pequim lançou mísseis e mobilizou dezenas de aviões de combate, navios da marinha e da guarda costeira para cercar Taiwan.
Durante as manobras, os militares simularam o bloqueio de portos taiwaneses e o ataque a alvos marítimos.
Taiwan classificou as ações como “extremamente provocadoras e imprudentes” e afirmou que elas não conseguiram impor um bloqueio à ilha de governo autônomo.
A guerra na Ucrânia consolidou, em escala industrial, uma transformação que vinha sendo gestada há décadas: veículos não tripulados e inteligência artificial deixaram de ser “apoio” para virar o centro do campo de batalha. O que era visto como vantagem tecnológica de potências militares passou a ser também uma arma assimétrica — barata, replicável e adaptável — capaz de prolongar conflitos, impedir vitórias rápidas e impor custos econômicos desproporcionais ao adversário.
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Em 2026, a tendência é que esse modelo se torne ainda mais contundente por três razões combinadas: produção em massa, ciclos de inovação cada vez mais curtos e autonomia crescente (ainda que, formalmente, mantida sob supervisão humana em diversos sistemas). A Ucrânia, que virou laboratório vivo dessa nova era, segue como principal vitrine: além da expansão da indústria local, há um movimento de exportação da capacidade de fabricação para dentro da Europa, com projetos industriais desenhados para produzir dezenas de milhares de unidades e sustentar um esforço prolongado.
A consequência é direta: 2026 tende a ser o ano em que “drones” deixam de ser uma categoria genérica e passam a ser entendidos como um “ecossistema de armas” — do micro ao oceânico; do reconhecimento ao ataque; do ar ao mar e ao subsolo.
1) O “novo calibre” do combate: FPVs em massa e munições guiadas por IA
O que começou como adaptação de tecnologia civil evoluiu para uma lógica militar em grande escala. Na prática, o drone FPV (de visão em primeira pessoa), barato e altamente letal em curtas distâncias, tornou-se um dos instrumentos mais eficientes para negar terreno, perseguir alvos e saturar defesas — e sua proliferação já é tratada como central na contabilidade de perdas na linha de frente.
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A próxima camada — com impacto potencial ainda maior em 2026 — é a incorporação sistemática de IA embarcada para guiar ataques e resistir a bloqueios eletrônicos. Um exemplo emblemático é o contrato para entrega de 33 mil “kits” de ataque com IA destinados a drones ucranianos, financiado pelo Pentágono, que aponta para o salto de escala da automação aplicada ao “último quilômetro” do ataque.
Na prática, esse tipo de solução reduz o peso do operador humano no momento crítico e aumenta a capacidade de operar em ambientes de guerra eletrônica. Para 2026, o risco geopolítico é claro: mais atores terão acesso a um poder de ataque de precisão antes restrito a mísseis caros, elevando o custo de proteção de infraestrutura crítica (energia, telecomunicações, bases aéreas, logística).
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2) Guerra eletrônica acelera a corrida: drones por fibra óptica e contramedidas “hard kill”
À medida que interferência e bloqueio de sinal se tornam rotina, o combate entra numa dinâmica de “ação e reação” com prazos curtos. A Ucrânia e a Rússia evoluíram rapidamente de modelos dependentes de rádio para alternativas mais resilientes — e a tendência para 2026 é a consolidação de soluções como drones controlados por fibra óptica, que reduzem vulnerabilidades ao jamming e empurram o conflito para uma disputa de sensores, câmeras e algoritmos.
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Do outro lado, cresce o investimento em contradrones que tentam resolver um paradoxo: derrubar um alvo barato sem gastar munição cara. A aposta inclui desde camadas tradicionais (armas cinéticas e defesa aérea de curto alcance) até soluções “de área”, como sistemas eletrônicos e micro-ondas, num mercado que se expande rapidamente. Em termos estratégicos, isso altera a própria arquitetura de defesa: proteger o céu de drones exige densidade, não apenas sofisticação.
3) Mar e subsolo entram no jogo: drones navais e plataformas autônomas
Se 2025 consolidou a maturidade dos drones aéreos, 2026 tende a ampliar o foco para o domínio marítimo e submarino, onde autonomia e persistência são vantagens decisivas. A Ucrânia já demonstrou que drones marítimos podem reduzir a liberdade operacional de uma marinha maior no Mar Negro — e as grandes potências avançam com plataformas de superfície e submarinas que dispensam tripulação.
Nos EUA, a DARPA batizou o USX-1 Defiant, navio experimental “sem necessidade de humanos a bordo”, como símbolo de uma geração desenhada para operar com manutenção e produção mais simples do que navios tradicionais.
O modelo de navio não tripulado americano USX-1 Defiant
Reprodução: Darpa

4) Drones “para todos”: a difusão que muda guerras regionais
O ponto mais disruptivo para 2026 não é apenas o avanço tecnológico, mas a difusão. Drones se tornaram, como a metralhadora em outros ciclos históricos, um multiplicador de força para atores com menos recursos. A experiência ucraniana reforça essa lógica, enquanto governos europeus buscam acelerar parcerias e capacidade industrial ligada a sistemas não tripulados.
Drone FPV usado pelo exército ucraniano
Reprodução: X / @DefenceU
Essa democratização aumenta a probabilidade de conflitos prolongados e reduz o espaço para vitórias “relâmpago”: mesmo forças inferiores podem impor desgaste constante e custos altos, criando impasses e guerras longas.
5) O efeito colateral: mais “guerras longas” e pressão sobre civis e infraestrutura
O avanço de drones e IA não apenas altera como se combate; altera o que vira alvo. Infraestrutura energética, logística e centros de produção passam a ser visados com maior frequência, porque drones e munições guiadas baixam a barreira de entrada para ataques de longo alcance e para operações de saturação.
A Rússia, por exemplo, tem apostado em campanhas de drones e mísseis contra a rede energética ucraniana — um lembrete de que a guerra com sistemas não tripulados não se limita a frentes de batalha e pode produzir efeitos humanitários amplos.
O que observar em 2026: maquinário e armas que podem mudar o jogo
Drones FPV (kamikaze) e enxames de baixo custo
São hoje o “calibre básico” do campo de batalha. Custam pouco, são rápidos de montar e altamente letais a curta distância. Modelos usados na Ucrânia como FPV Vampire, R18 e versões improvisadas com peças civis têm destruído tanques, artilharia e posições entrincheiradas. Em 2026, a tendência é o uso coordenado em enxames, saturando defesas e tornando obsoletos blindados sem proteção ativa.
Munições vagantes (loitering munitions)
Funcionam como um híbrido entre drone e míssil: voam, patrulham a área e atacam quando identificam o alvo. Exemplos incluem o Shahed-136 (Rússia/Irã), Switchblade 600 (EUA) e Harop (Israel). Em 2026, devem ganhar mais autonomia, maior alcance e ogivas mais pesadas, substituindo parte da artilharia convencional.
Drone iraniano Shahed-136 da Rússia interceptado pelo exército ucraniano
Reprodução: Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia
Drones com IA embarcada
A próxima geração não depende totalmente do operador. Sistemas com software da Auterion, por exemplo, permitem que o drone identifique, siga e ataque alvos mesmo sob interferência eletrônica. Isso reduz o tempo de decisão humana e torna o ataque mais difícil de bloquear. Em guerras futuras, esses drones podem operar quase como “caçadores autônomos”.
Drone com IA da fabricante dinamarquesa Dropla Tech
Reprodução: Dropla Tech
Drones guiados por fibra óptica
Resposta direta ao jamming russo e ocidental. Esses drones permanecem conectados fisicamente ao operador por cabos de fibra, como já ocorre na Ucrânia. Operam até 40–50 km, praticamente imunes a interferências. Em 2026, devem se tornar padrão em frentes estáticas, como trincheiras e zonas urbanas.
Modelo de Drone via fibra ótica usado pelo exército ucraniano
Reprodução: Forças Armadas da Ucrânia
Sistemas anti-drone dedicados
Com drones baratos dominando o campo, surgem defesas específicas:
– Canhões de curto alcance como o Skynex (Rheinmetall)
Canhão anti-drone Skynex, da alemã Rheinmetall
Reprodução: Rheinmetall
– Interceptadores como o Coyote (EUA)
O interceptador anti-drone Coyote, da americana Raytheon
Reprodução: Raytheon
– Armas de micro-ondas e lasers, testadas por China e EUA
Modelo de defesa anti-drone via microondas Leonidas, da americana Epirus
Reprodução: Epirus
Em 2026, a defesa aérea deixa de mirar só aviões e passa a focar alvos pequenos, lentos e numerosos.
Guerra eletrônica (EW) portátil
Bloquear, confundir ou “sequestrar” drones virou rotina. Equipamentos móveis de jamming — usados por Rússia e Ucrânia — disputam o controle do espectro eletromagnético metro a metro. Em 2026, a guerra eletrônica será tão importante quanto artilharia ou blindados.
Modelo de jammer móvel desenvolvido pela americana Arthos
Reprodução: Arthos Drone Detection
Artilharia integrada a drones (kill chain acelerada)
Obuseiros como o M777, Caesar ou PzH 2000 tornam-se mais letais quando conectados a drones de reconhecimento. Um alvo que antes exigia dezenas de disparos passa a ser destruído com poucos tiros guiados em tempo real. A artilharia não desaparece — ela fica mais precisa e mais barata por alvo.
Obuseiro M777, do exército americano
Reprodução: Dover Air Force Base
Mísseis de cruzeiro e balísticos de teatro
Armas como o Tomahawk (EUA), Kalibr (Rússia) e Storm Shadow (Reino Unido) seguem centrais para ataques profundos contra infraestrutura, energia e logística. Em 2026, o foco será integração com drones de reconhecimento e uso combinado para saturar defesas aéreas.
Missil do modelo tomahawk sendo lançado
Reprodução: Raytheon
Tanques e blindados com kits anti-drone
O tanque não morreu — mas mudou. Blindados como Leopard 2A8, Abrams SEP v3 e Merkava Mk4 ganham proteção ativa (APS), sensores superiores, redes anti-drone e fumaça inteligente. Em 2026, veículos sem defesa contra ataques verticais serão alvos fáceis.
Tanque do modelo Leopard 2A8
Reprodução: Reddit
Veículos terrestres não tripulados (UGVs)
Robôs começam a assumir tarefas perigosas:
– Logística (munição, água, evacuação)
– Metralhadoras remotas
– Desminagem
Exemplos incluem o Milrem THeMIS (Estônia) e protótipos ucranianos. Em 2026, reduzem baixas humanas em áreas expostas.
Veículo não tripulado Milrem Themis
Reprodução: Milrem
Drones marítimos (USVs) e “porta-drones”
A Ucrânia mostrou o impacto com drones como o Sea Baby e o Magura V5, que afundaram navios russos no Mar Negro. Em 2026, USVs atuarão como plataformas de ataque, reconhecimento e lançamento de drones aéreos, ameaçando portos e rotas comerciais.
Drone marinho do modelo SeaBaby
Reprodução: Forças Armadas da Ucrânia
Veículos submarinos não tripulados (UUVs / XLUUVs)
A China lidera com grandes drones submarinos exibidos em desfiles militares; os EUA e aliados avançam com projetos como o Ghost Shark (Austrália/Anduril). Em 2026, esses sistemas ampliam espionagem, sabotagem e guerra de minas — especialmente em estreitos estratégicos.
Submarino não tripulado Ghost Shark, da Anduril
Reprodução: Anduril
Navios de guerra autônomos
Projetos como o USX-1 Defiant (DARPA/EUA) mostram uma nova classe naval: navios sem tripulação, mais baratos, produzidos rápido e ideais para missões de risco. Singapura já lançou seu Multi-Role Combat Vessel para operar drones aéreos, de superfície e submarinos.
O modelo de navio não tripulado americano USX-1 Defiant
Reprodução: Darpa
Satélites, ISR e sensores persistentes
Constelações comerciais e militares (como Starlink, OneWeb e sensores militares dedicados) tornam o campo de batalha quase transparente. Em 2026, esconder grandes movimentos de tropas será cada vez mais difícil.
Soldados americanos instalando sistema Starlink para uso militar
Reprodução: Departamento de Guerra dos EUA
Sistemas de comando e controle com IA
O verdadeiro “cérebro” da guerra moderna. Plataformas que unem dados de drones, satélites, radares e tropas em tempo real. Quem dominar esse C2 com IA decide mais rápido — e vence batalhas antes mesmo do disparo.
Painel de controle com IA adaptado usado pela marinha dos EUA
Reprodução: Forças Armadas dos EUA
Helicópteros de combate multifuncionais
Segundo o site oficial da Boeing, existem mais de 1.280 helicópteros Apache em serviço em diversos países, tendo acumulado mais de cinco milhões de horas de voo, das quais 1,3 milhão foram em combate.A letalidade do helicóptero reside também no fato de poder transportar 16 mísseis Hellfire, 76 foguetes de 2,75 polegadas e 1.200 cartuchos para seu canhão automático de 30 mm, que dispara até 650 tiros por minuto.
O helicóptero Boeing AH-64 Apache
Reprodução: Boeing

Quando os presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU convidaram os 193 Estados-membros a apresentar candidaturas para o posto de secretário-geral, em novembro, foram diretos: “Nenhuma mulher jamais ocupou o cargo.” O incentivo, feito explicitamente pela primeira vez na História da organização, foi visto por especialistas como reflexo do cenário em que a instituição se encontra 80 anos desde sua fundação: um acumulado de fraturas geopolíticas, crises financeiras e a crescente reação conservadora contra a diversidade e igualdade de gênero. A decisão para definir, ao longo deste ano, quem sucederá ao português António Guterres em 1 de janeiro de 2027 será um sinal da relevância da organização — e de sua capacidade de responder aos desafios globais e de quebrar também o ciclo ininterrupto de homens à frente da organização. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O democrata Zohran Mamdani, jovem promessa da esquerda americana, se prepara, nesta quarta-feira, para ser empossado prefeito de Nova York, um cargo que certamente o colocará em rota de colisão com o presidente republicano Donald Trump. Após a meia-noite, enquanto dezenas de milhares de pessoas estiverem comemorando a chegada de 2026 na Times Square, Mamdani prestará juramento na Old City Hall, uma histórica estação do metrô em desuso de Manhattan. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O democrata Zohran Mamdani, jovem promessa da esquerda americana, se prepara, nesta quarta-feira, para ser empossado prefeito de Nova York, um cargo que certamente o colocará em rota de colisão com o presidente republicano Donald Trump. Após a meia-noite, enquanto dezenas de milhares de pessoas estiverem comemorando a chegada de 2026 na Times Square, Mamdani prestará juramento na Old City Hall, uma histórica estação do metrô em desuso de Manhattan. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que três pessoas morreram em novos ataques em águas internacionais contra três embarcações apontadas pelas autoridades americanas como suspeitas de tráfico de drogas. Com este novo anúncio, o número de mortos em ações deste tipo — que já são pelo menos 34 — aumentou para pelo menos 110, em uma ofensiva que Washington afirma combater o narcotráfico.
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O Comando Sul dos EUA, responsável pelas forças americanas que operam na América Central e do Sul, disse que os ataques tiveram como alvo “três embarcações de narcotráfico que viajavam em comboio”. Todas as três pessoas mortas estavam na mesma embarcação.
A localização exata dos ataques não foi imediatamente esclarecida, mas as outras 33 ações de mesmo padrão realizadas desde setembro pelas forças americanas ocorreram no Caribe ou no Pacífico Oriental.
A pressão exercida pelos Estados Unidos na região, sob o argumento de que o governo Trump está empenhado em combater o tráfico de drogas com destino aos EUA, é questionada pela comunidade internacional por falta de evidências que comprovem as suspeitas sobre as embarcações atacadas.
O direcionamento da pressão sobre a Venezuela indica, segundo especialistas, que a mobilização americana tem como foco a derrubada do regime chavista no país sul-americano. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, argumenta que o objetivo de Trump é destituí-lo do poder se apropriar do petróleo da Venezuela, já que o país detém a maior reserva da commodity no mundo.
Nos últimos dias, a ofensiva, precedida pelo deslocamento de frotas navais importantes da Marinha americana para a região, ganhou novo capítulo quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um ataque a uma instalação em território venezuelano.
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O primeiro ataque dos EUA contra o território da Venezuela foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA), afirmaram fontes de Washington à imprensa americana, após Trump tratar publicamente sobre o suposto ataque em uma entrevista na sexta-feira. Autoridades de segurança consultadas por New York Times e CNN afirmaram que o ataque — um bombardeio a drone — teve como alvo um porto, supostamente utilizado pelo Tren de Aragua, grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas, equiparado pelo governo americano a uma organização terrorista.
O bombardeio teria acontecido no começo do mês, mas não havia sido tratado publicamente pelas fontes americanas até segunda-feira, quando repercutiu uma entrevista concedida por Trump à rádio WABC na última sexta-feira, em que o republicano afirmou que uma operação destruiu uma “grande instalação” na Venezuela. Trump não identificou explicitamente o alvo ou sua localização.
Fontes ouvidas em separado por CNN e New York Times — sob condição de anonimato, por tratarem de um tema sensível — afirmaram que o bombardeio foi realizado com drones contra um porto no litoral venezuelano. A estrutura seria utilizada pela gangue Tren de Aragua para estocar e embarcar drogas com destino aos EUA. Ainda de acordo com as autoridades, não havia ninguém no local no momento do ataque.
Como receber um novo ano em grande estilo? Em Dubai, a resposta veio do céu. Os Emirados Árabes Unidos deram as boas-vindas a 2026 com um espetáculo de fogos de artifício de grandes proporções sobre o Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em uma celebração marcada por luzes, efeitos visuais e vídeos que rapidamente passaram a circular nas redes sociais.
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À meia-noite no horário local — por volta das 14 horas, em Brasília —, o céu da cidade desértica foi tomado por fogos sincronizados a um show de luzes, acompanhados por milhares de pessoas reunidas em áreas públicas. O evento, já tradicional no país, não poupou recursos e reforçou a imagem de grandiosidade associada às celebrações de Ano Novo nos Emirados.
Tentativa de recordes mundiais
Segundo os organizadores, o país tentou quebrar ao menos cinco recordes mundiais durante as comemorações. Uma das iniciativas envolveu o uso de cerca de 6.500 drones, que formaram no céu a imagem de uma fênix, na tentativa de estabelecer a maior exibição aérea do tipo já realizada. Outro destaque foi o lançamento de um projétil de duas toneladas, projetado para se tornar o maior projétil de fogos de artifício aéreo já registrado.
Veja o momento:
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As cenas do espetáculo, registradas por moradores e turistas, ganharam destaque em plataformas digitais ao redor do mundo, com imagens do Burj Khalifa iluminado servindo como pano de fundo para a virada do ano. O entusiasmo do público foi marcado por aplausos e comemorações enquanto os relógios avançavam para 2026.
Enquanto Dubai celebrava, outros países já haviam entrado no novo ano horas antes. A ilha de Kiritimati, também conhecida como Ilha Christmas, no centro do Oceano Pacífico, foi uma das primeiras a marcar a virada, seguida por regiões da Nova Zelândia, como a Ilha Chatham, onde vivem cerca de 600 pessoas. Tonga e Samoa também celebraram antes da Austrália Oriental e Central.
Ano Novo em Dubai
Captura de tela/Redes sociais
No extremo oposto do mapa, países do Ocidente ficaram entre os últimos a receber 2026. Duas ilhas desabitadas ao sudoeste do Havaí — Baker Island e Howland Island — encerraram simbolicamente a sequência global da virada. Já nos Estados Unidos, cidades como Nova York e Washington D.C. aguardaram até as 2h da manhã no horário brasileiro para celebrar o Ano Novo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que vai retirar as tropas da Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland, após uma série de reveses judiciais decorrentes de suas ações em cidades governadas por democratas. O presidente republicano mobilizou efetivos em diversas cidades governadas por democratas, com o argumento de combater o crime e reforçar sua campanha contra os imigrantes em situação irregular.
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“Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando a criminalidade começar a aumentar novamente. É só uma questão de tempo!”, escreveu Trump ao anunciar a medida em sua rede social Truth Social.
Na semana passada, a Suprema Corte americana havia bloqueado a ordem de Trump de enviar tropas da Guarda Nacional para Chicago. O presidente afirma que a movimentação é necessária para combater o crime e proteger os agentes de imigração e suas instalações na terceira maior cidade do país. A decisão dos juízes, até então preliminar, impedia apenas por ora que o governo enviasse a força militar estadual para a região de Chicago, onde uma repressão à imigração resultou em milhares de prisões e confrontos entre moradores e agentes federais.
Já no início do mês, um juiz federal determinou que o governo Trump encerrasse imediatamente o envio da Guarda Nacional da Califórnia em Los Angeles, ao concluir que a permanência das tropas se tornou ilegal após o fim dos distúrbios que justificaram a federalização. A medida impactou cerca de 100 soldados que permaneciam na cidade seis meses depois dos protestos que tomaram as ruas durante o verão.
Trump havia convocado cerca de 4 mil militares da Guarda Nacional da Califórnia em junho, apesar das objeções de autoridades estaduais e locais, alegando necessidade de proteger instalações e agentes federais durante protestos intensos contra operações de imigração. Ao longo do segundo semestre, o contingente foi sendo reduzido até chegar aos 300 soldados no mês passado, com plano de manter 100 militarizados até fevereiro.
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A Califórnia, contudo, argumentou que a situação de emergência que autorizou a federalização havia cessado. Em pedido de liminar apresentado em novembro, a procuradora-geral adjunta Meghan Strong afirmou que a lei só permite o comando presidencial enquanto houver uma emergência “atual”. “Assim que essa situação passar, a federalização terá que terminar”, disse.
Críticos argumentam que a lei federal proíbe o uso de tropas militares para aplicação da lei em território nacional, enquanto defensores dizem que o auxílio das tropas aos agentes federais e à polícia local tem sido legal e necessário.
Grande parte da disputa decorre da natureza híbrida da Guarda Nacional, que é simultaneamente um componente das Forças Armadas nacionais e um recurso à disposição dos governadores estaduais para lidar com necessidades civis.
Por que o Equador decide literalmente queimar o ano velho para abrir caminho ao novo? Todos os dias 31 de dezembro, ruas e casas do país se enchem de efígies feitas de papelão ou pano, recheadas de serragem e cobertas por máscaras que representam políticos, personagens fictícios ou figuras do entretenimento, em um ritual popular que simboliza a purificação do passado e a renovação das energias para o ano que começa.
O adeus às cartas: com última entrega após 401 anos, Dinamarca se torna o primeiro país a fechar seu correio
Em Quito, capital do país, essa tradição tem um nome próprio: Vicente Paredes. De acordo com o Infobae, cabeleireiro de formação desde 1971, ele é o fundador do chamado “Palácio da Máscara”, espaço que se tornou referência na produção artesanal de máscaras usadas nas efígies do chamado “Velho Ano”, boneco central da celebração equatoriana de fim de ano.
Paredes começou a fazer máscaras de papelão quando elas ainda eram vendidas em salões de beleza durante o mês de dezembro. Autodidata, criou o Palácio da Máscara no mesmo ano em que se formou como cabeleireiro e, ao longo do tempo, chegou a empregar onze pessoas na confecção artesanal das peças.
Do papelão ao látex: a reinvenção de um ofício
A virada em sua trajetória veio ao conhecer, anos depois, uma máscara de borracha. Decidido a se diferenciar de outros artesãos, Paredes passou a experimentar o látex, mesmo sem formação artística ou técnica. “Comecei sem saber o que era borracha ou látex”, contou, lembrando que as primeiras peças eram mal pintadas, mas ainda assim encontraram compradores.
O aprendizado ganhou impulso quando um engenheiro equatoriano, formado nos Estados Unidos e especializado em látex, apareceu em sua oficina e ofereceu ajuda. Segundo Paredes, foi um ponto de inflexão. Com o novo conhecimento, ampliou a produção e hoje mantém centenas de modelos, além de fabricar mãos, pés, garras, narizes, perucas e outros itens para fantasias.
Apesar de ainda produzir máscaras de papelão, o artesão acredita que elas têm “apenas mais alguns anos” de vida útil. Em sua avaliação, a tendência é que sejam substituídas pelas versões de borracha ou por novas técnicas que utilizam o papelão em peça única, incluindo o rosto, e não mais em partes separadas.
As máscaras mais procuradas continuam sendo as de políticos, “como sempre”, diz Paredes. Elas costumam integrar o “Velho Ano”, figura em torno da qual surgem as chamadas “viúvas” — geralmente homens vestidos de mulher — que encenam o luto e pedem contribuições financeiras aos transeuntes.
Pouco antes da meia-noite, o ritual ganha tom catártico. O boneco pode ser chutado, insultado ou agradecido, dependendo de como foi o ano, mas invariavelmente termina queimado na fogueira, muitas vezes ainda usando uma máscara de papelão.
No Palácio da Máscara, os preços variam conforme o material: máscaras de papelão custam a partir de US$ 3, enquanto as de borracha vão de US$ 15 a US$ 60, de acordo com o nível de detalhamento. A pandemia da Covid-19 quase encerrou a atividade, após quase dois anos de portas fechadas, mas o espaço reabriu a pedido dos clientes.
Hoje, as máscaras de Paredes estão espalhadas pelo Equador e também por comunidades de equatorianos na Europa e nos Estados Unidos. Para o artesão, a essência do trabalho permanece a mesma: permitir que as pessoas depositem no “Velho Ano” tudo o que desejam deixar para trás e recebam o Ano Novo com novas energias.
Quando foi a última vez que você enviou uma carta pelo correio? Na Dinamarca, essa pergunta ajuda a explicar uma decisão inédita: o país tornou-se o primeiro do mundo a extinguir completamente seu serviço postal estatal, após um declínio acentuado no envio de correspondências ao longo das últimas décadas.
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A última carta entregue em território dinamarquês chegou ao destino nesta terça-feira (30), levada pelo carteiro veterano Brian Rasmussen. O gesto simbólico marcou o encerramento de uma atividade iniciada há 401 anos e o fim oficial das operações postais da PostNord, empresa estatal responsável pelo serviço.
Considerado hoje pitoresco e ultrapassado, o envio de cartas no país despencou cerca de 90% nos últimos 25 anos. No ano 2000, a PostNord entregou quase 1,5 bilhão de cartas. No ano passado, esse número caiu para 110 milhões, tornando o serviço economicamente inviável. O custo também pesava: cada selo para uma carta comum custava cerca de £ 2,15.
Caixas viram relíquias e serviço muda de rumo
Com o fechamento, a PostNord iniciou a remoção e a venda de suas cerca de 1.500 caixas de correio espalhadas pelo país. Algumas foram arrematadas por mais de 200 libras, enquanto outras serão preservadas em museus, como testemunho de uma era que se encerra. Centenas de milhares de pessoas demonstraram interesse em adquirir os equipamentos, agora tratados como antiguidades.
O impacto social também foi significativo. Aproximadamente um terço dos funcionários da empresa — cerca de 1.500 pessoas — foi dispensado com o fim do serviço postal tradicional. A companhia passará a atuar exclusivamente na entrega de encomendas, segmento considerado lucrativo e em expansão, impulsionado pelo crescimento das compras online.
Em declaração à ABC News, um porta-voz da PostNord afirmou que a maior parte da comunicação entre as pessoas passou a ser eletrônica. Segundo ele, a decisão tem sido observada com atenção por operadores postais de outros países. “O mundo inteiro está olhando neste momento”, disse. “Houve uma grande compreensão por parte do público na Dinamarca. A maioria das pessoas nem se lembra da última vez que enviou uma carta.”
A partir de agora, quem ainda quiser enviar correspondências precisará deixá-las em quiosques instalados em lojas, de onde uma empresa privada fará o encaminhamento para destinos nacionais e internacionais. Mesmo assim, o encerramento despertou nostalgia.
Nas redes sociais, moradores lamentaram o fim do serviço e relembraram seu valor simbólico. “Observe bem esta imagem”, escreveu um usuário dinamarquês no X, ao postar a foto de uma caixa de correio. “Daqui a cinco anos, vou explicar a uma criança de cinco anos o que era uma caixa de correio antigamente.”

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