Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Seis pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas na véspera do Ano-Novo no sudoeste do Equador durante um ataque armado, informou a polícia local nesta quinta-feira. O caso ocorreu três dias após outro massacre, no qual também morreram seis pessoas, incluindo um bebê.
Recorde de homicídios: Presidente de Equador declara estado de exceção em nove províncias do país
Combate ao narcotráfico: Equador restringe passagens de fronteira com Colômbia e Peru por ‘razões de segurança nacional’
As duas chacinas aconteceram na província de Manabí, que foi declarada na quarta-feira, junto com outras oito, em estado de exceção devido ao aumento dos homicídios.
O Equador trava uma guerra contra quadrilhas de narcotraficantes com conexões com cartéis internacionais, que, na disputa pelo poder, transformaram o país no mais violento da América Latina.
A imprensa local informou que o ataque de quarta-feira ocorreu por volta das 23h no horário local, quando um grupo de pessoas comemorava a chegada do Ano-Novo do lado de fora de uma residência.
“Em decorrência de um ato violento, foram registradas seis pessoas mortas e 11 pessoas feridas por disparos de arma de fogo”, informou a polícia nesta quinta-feira, por meio de canal oficial no WhatsApp. A corporação acrescentou que “unidades especializadas da Polícia Nacional estão investigando este caso”.
O Equador encerra 2025 com um novo recorde de homicídios. Entre janeiro e novembro deste ano, mais de 8.300 pessoas foram assassinadas, segundo informações do Ministério do Interior.
O número supera o total de mortes violentas registrado em 2023, quando foi atingido o recorde de 47 homicídios por 100 mil habitantes. O Observatório do Crime Organizado estima que a taxa de 2025 será de 52 mortes violentas por 100 mil habitantes.
Pelo menos 87 pessoas presas durante as manifestações após a reeleição de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024 — denunciadas pela oposição como fraudulentas — foram libertadas nesta quinta-feira na Venezuela, segundo informaram duas organizações não governamentais.
Veja: Venezuela detém americanos em meio à crescente pressão dos EUA
Retórica bélica: Política externa de Trump reforça ambições de Rússia e China ao empregar coerção
“Na manhã deste 1º de janeiro, mães e familiares relataram novas libertações de presos políticos da prisão de Tocorón, no estado de Aragua (norte)”, publicou nas redes sociais o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve).
Este é o segundo grupo de libertados na última semana. No Natal, as autoridades venezuelanas anunciaram a soltura de 99 pessoas, embora ONGs como o Foro Penal tenham conseguido verificar apenas 61 casos. Estima-se que ainda haja mais de 700 pessoas detidas por motivos políticos no país.
Initial plugin text
As eleições presidenciais de 2024 desencadearam protestos que deixaram 28 mortos e cerca de 2.400 presos, em meio ao recrudescimento da repressão policial, depois que a oposição venezuelana denunciou fraude e ratificou a vitória de Edmundo González, candidato apoiado pela líder opositora María Corina Machado. Desde então, a Justiça venezuelana libertou mais de 2.000 detidos, segundo registros oficiais.
Essas libertações coincidem com um aumento da pressão contra o governo Maduro por parte dos Estados Unidos, que desde agosto mobilizaram tropas no Caribe, determinaram um fechamento informal do espaço aéreo venezuelano e agora passaram a apreender petroleiros sancionados nas proximidades da Venezuela.
Em paralelo, um funcionário americano, sob condição de anonimato, revelou que as forças de segurança venezuelanas detiveram vários americanos nos meses subsequentes ao início da campanha de pressão militar e econômica do governo de Donald Trump contra o país. Alguns enfrentam acusações criminais legítimas, enquanto Washington considera declarar ao menos dois como detidos injustamente. Entre os presos estão três pessoas com dupla cidadania venezuelana e americana e dois americanos sem vínculos conhecidos com o país, disse.
Maduro há muito tempo usa americanos detidos, culpados ou inocentes de crimes graves, como moeda de troca em negociações com Washington, seu maior adversário. Em seus dois mandatos, Trump priorizou a libertação de americanos detidos no exterior e mandou seu enviado, Richard Grenell, à Venezuela para negociar um acordo sobre prisioneiros dias após o início de seu segundo mandato. O período de negociações resultou na libertação de 17 cidadãos americanos e residentes permanentes detidos na Venezuela.
Medo do oceano: Evidências sinistras dos ataques de Trump no Caribe surgem nas praias da Colômbia
Mas a decisão do governo Trump de suspender essas negociações em favor de uma campanha de pressão militar e econômica pôs fim às libertações. O número de americanos detidos na Venezuela começou a aumentar novamente nos últimos meses, segundo o funcionário americano.
Esse aumento coincidiu com o envio de uma frota naval americana para o Caribe e o início de ataques aéreos contra embarcações que, segundo Washington, transportam drogas a mando de Maduro. Os EUA intensificaram ainda mais sua pressão neste mês, visando embarcações que transportam petróleo venezuelano e paralisando a maior fonte de exportações do país.
Paradeiros desconhecidos
As identidades da maioria dos detidos nos últimos meses são desconhecidas. A família de um turista chamado James Luckey-Lange, de Staten Island, em Nova York, relatou seu desaparecimento logo após ele cruzar a instável fronteira sul da Venezuela no início de dezembro. Segundo o funcionário americano, Luckey-Lange, de 28 anos, está entre os presos recentemente e é um dos dois que podem ser considerados detidos injustamente.
Luckey-Lange é filho da musicista Diane Luckey, que se apresentava sob o nome artístico de Q Lazzarus e é mais conhecida pelo seu single de 1988, “Goodbye Horses”. Entusiasta de viagens e praticante amador de artes marciais, o jovem trabalhou na pesca comercial no Alasca após se formar na faculdade, de acordo com amigos e familiares. Ele embarcou em uma longa viagem pela América Latina em 2022, após a morte de sua mãe. Seu pai faleceu este ano.
Fontes americanas: Primeiro ataque contra a Venezuela mencionado por Trump foi realizado pela CIA e mirou Tren de Aragua
— Ele tem viajado bastante, tentando descobrir o que fazer da vida — disse Eva Aridjis Fuentes, cineasta que trabalhou com Luckey-Lange em um documentário sobre Q Lazzarus. — Ele sofreu muitas perdas.
No início de dezembro, o jovem escreveu em seu blog que estava pesquisando mineração de ouro na região amazônica da Guiana, que faz fronteira com a Venezuela. Em 7 de dezembro, disse por mensagem a um amigo que estava em um local não especificado na Venezuela e, no dia seguinte, falou com sua família pela última vez. Ele disse que estava indo para Caracas, onde planejava pegar um voo em 12 de dezembro para Nova York.
Não está claro se Luckey-Lange tinha visto para entrar na Venezuela, como exige a lei do país para cidadãos americanos. Sua tia e parente mais próxima, Abbie Luckey, disse em entrevista por telefone que não foi contatada por autoridades americanas e está buscando informações sobre seu paradeiro.
Alguns cidadãos americanos que foram libertados da prisão na Venezuela no início deste ano descreveram condições abusivas e falta de devido processo legal. Muitos não foram acusados ​​de nenhum crime e poucos foram condenados.
O peruano-americano Renzo Huamanchumo Castillo, de 48 anos, relatou que, após ter sido detido no ano passado ao viajar para a Venezuela para encontrar a família de sua esposa, foi acusado de terrorismo e conspiração para matar Maduro. Afirmando que as acusações não faziam sentido, ele relatou ter sido frequentemente espancado e ter recebido um litro de água barrenta por dia.
— Percebemos depois que eu era apenas um símbolo — relatou.
Huamanchumo, de 48 anos, disse que era frequentemente espancado e recebia um litro de água barrenta por dia enquanto estava detido em uma notória prisão venezuelana chamada Rodeo I. Ele foi libertado em uma troca de prisioneiros em julho.
— Foi a pior coisa que se pode imaginar — disse ele.
Pelo menos outras duas pessoas com ligações aos EUA permanecem presas na Venezuela, de acordo com suas famílias: Aidel Suarez, residente permanente nos EUA nascido em Cuba, e Jonathan Torres Duque, venezuelano-americano.
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que os ataques a cinco embarcações supostamente envolvidas com narcotráfico, que resultaram em oito mortes entre terça e quarta-feira, podem ter deixado sobreviventes, que pularam na água do Oceano Pacífico. Essas ofensivas elevam o número total de ataques contra embarcações para 35 e o número de mortos para pelo menos 115 desde o início de setembro.
Veja: EUA anunciam novo ataque a embarcações com pelo menos três mortos
Retórica bélica: Política externa de Trump reforça ambições de Rússia e China ao empregar coerção
Os militares americanos, sem apresentar provas, afirmaram que as embarcações faziam parte de um comboio que navega por rotas conhecidas do narcotráfico e que “haviam transferido narcóticos entre elas antes dos ataques”.
Initial plugin text
Segundo a agência Associated Press, três pessoas morreram quando o primeiro barco foi atingido, enquanto os ocupantes dos outros dois barcos pularam na água e se afastaram das embarcações antes do ataque.
“Três narcoterroristas a bordo da primeira embarcação foram mortos no primeiro confronto. Os narcoterroristas restantes abandonaram as outras duas embarcações, saltando ao mar e se distanciando antes que confrontos subsequentes afundassem suas respectivas embarcações”, escreveu o Comando Sul, responsável pelas forças americanas que operam na América Central e do Sul, no X.
Initial plugin text
O Comando Sul afirmou ter notificado imediatamente a Guarda Costeira dos EUA para iniciar as operações de busca e resgate. De acordo com a agência Reuters, uma autoridade americana disse que oito pessoas abandonaram as embarcações e estão sendo procuradas.
Medo no mar: Evidências sinistras dos ataques de Trump no Caribe surgem nas praias da Colômbia
“[Nossa equipe] está coordenando as operações de busca e salvamento com as embarcações na área, e uma aeronave C-130 está a caminho para fornecer cobertura adicional de busca, com capacidade para lançar uma balsa salva-vidas e suprimentos”, afirmou a Guarda Costeira em um comunicado.
A decisão do Comando Sul parece uma resposta a pressão que políticos americanos, principalmente democratas, jogaram sobre as Forças Armadas recentemente após a revelação de execuções em um dos ataques contra embarcações no Caribe. Em setembro, militares mataram sobreviventes de um ataque, com um segundo bombardeio ao barco.
Pressão sobre Maduro
A pressão exercida pelos Estados Unidos na região, sob o argumento de que o governo Trump está empenhado em combater o tráfico de drogas com destino aos EUA, é questionada pela comunidade internacional por falta de evidências que comprovem as suspeitas sobre as embarcações atacadas.
O direcionamento da pressão sobre a Venezuela indica, segundo especialistas, que a mobilização americana tem como foco a derrubada do regime chavista no país sul-americano. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, argumenta que o objetivo de Trump é destituí-lo do poder se apropriar do petróleo da Venezuela, já que o país detém a maior reserva da commodity no mundo.
Nos últimos dias, a ofensiva, precedida pelo deslocamento de frotas navais importantes da Marinha americana para a região, ganhou novo capítulo quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um ataque a uma instalação em território venezuelano.
Initial plugin text
O primeiro ataque dos EUA contra o território da Venezuela foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA), afirmaram fontes de Washington à imprensa americana, após Trump tratar publicamente sobre o suposto ataque em uma entrevista na sexta-feira. Autoridades de segurança consultadas por New York Times e CNN afirmaram que o ataque — um bombardeio a drone — teve como alvo um porto, supostamente utilizado pelo Tren de Aragua, grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas, equiparado pelo governo americano a uma organização terrorista.
O bombardeio teria acontecido no começo do mês, mas não havia sido tratado publicamente pelas fontes americanas até segunda-feira, quando repercutiu uma entrevista concedida por Trump à rádio WABC na última sexta-feira, em que o republicano afirmou que uma operação destruiu uma “grande instalação” na Venezuela. Trump não identificou explicitamente o alvo ou sua localização.
Fontes ouvidas em separado por CNN e New York Times — sob condição de anonimato, por tratarem de um tema sensível — afirmaram que o bombardeio foi realizado com drones contra um porto no litoral venezuelano. A estrutura seria utilizada pela gangue Tren de Aragua para estocar e embarcar drogas com destino aos EUA. Ainda de acordo com as autoridades, não havia ninguém no local no momento do ataque.
A região suíça de Crans-Montana, cidade turística de esqui onde ocorreu o incêndio mortal durante a celebração de Ano Novo, havia proibido fogos de artifício na antevéspera da virada do ano, alegando preocupações com a segurança. O incidente deixou ao menos 40 mortos e cerca de 100 feridos, que foram socorridos para hospitais da região. Autoridades declararam estado de emergência, devido “a gravidade da situação”.
Contexto: Ao menos 40 pessoas morrem em explosão seguida de incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui de luxo na Suíça
Veja: Vídeos mostram momento do incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui na Suíça, onde ao menos 40 pessoas morreram
Segundo a rede americana CNN, as autoridades da cidade afirmaram que a falta de chuva por mais de um mês significava que o risco de incêndio era “extremamente alto”. Em comunicado, o governo local informou que a proibição estava em vigor em Crans-Montana, bem como nas cidades vizinhas de Lens e Icogne.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nesta quinta-feira que o incêndio no bar “Le Constellation”, que fica em uma estação de esqui de luxo, no sul da Suíça, pode ter sido causado por fogos de artifício.
Policiais fazem a segurança do local do incêndio que atingiu um bar em Crans-Montana, na Suíça
MAXIME SCHMID / AFP
— Parece ter sido um acidente causado por um incêndio, por alguma explosão, por algum rojão lançado durante as comemorações de Ano Novo — disse Tajani ao canal de televisão italiano Sky TG24.
Entenda: Fogos de artifício podem ter causado incêndio em festa de Ano Novo nos Alpes Suíços, que deixou 40 mortos e 100 feridos
No entanto, duas mulheres contaram à emissora francesa BFMTV que estavam dentro do bar quando viram um barman carregando uma garçonete nos ombros. A garçonete segurava uma vela acesa dentro de uma garrafa, que incendiou o teto de madeira. As chamas se alastraram rapidamente e o teto desabou, disseram elas à emissora.
Initial plugin text
O Ministério das Relações Exteriores da Itália, que confirmou as 40 mortes, afirmou que não se acredita que o incêndio tenha sido criminoso. As vítimas, ainda de acordo com o comunicado do ministério, ainda não puderam ser identificadas devido à gravidade das queimaduras.
Autoridades declararam estado de emergência, o que permite o Estado a coordenar diversos recursos e mobilizá-los para os esforços voltados para as causas e consequências da explosão seguida de incêndio.
— Tendo em conta a gravidade da situação, o Conselho de Estado decidiu declarar uma situação especial, conforme permitido pela Lei da Proteção da População — afirmou Stephane Ganzer, conselheiro de Estado do cantão do Valais, numa coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira. — Esta disposição legal permite-nos coordenar vários recursos e mobilizá-los ao longo do tempo, uma vez que estamos perante um evento que envolverá várias forças de coordenação.
O resort de esqui de Crans-Montana se manifestou nas redes sociais, lamentando o ocorrido e orientando as famílias a procurarem a polícia local para acessar informações sobre o caso. “Nossos pensamentos estão com as vítimas e seus familiares. Também gostaríamos de expressar nossa sincera gratidão com todas as pessoas e os serviços de emergência que estão providenciando assistência neste momento”, diz a nota.
Dez helicópteros, 40 ambulâncias e 150 socorristas foram mobilizados para combater as chamas e resgatar as vítimas. De acordo com a polícia, pessoas de diversas nacionalidades estão envolvidas no incidente, mas não foram informados mais detalhes sobre a origem das vítimas.
Imagens que foram publicadas nas redes sociais e registradas por veículos de comunicação do lado de fora da estação mostram colunas de fumaça saindo do prédio enquanto veículos de emergência seguem para o local. O endereço, que atrai visitantes de alto padrão, tem capacidade para mais de 300 pessoas. O bar, onde era realizada a festa, fica no subsolo, apurou o jornal The Sun.
Uma testemunha que também falou à BFMTV descreveu pessoas quebrando janelas para escapar do incêndio, algumas gravemente feridas, e pais em pânico correndo para o local para ver se seus filhos estavam presos lá dentro.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nesta quinta-feira que o incêndio no bar de uma estação de esqui no sul da Suíça, na cidade turística de Crans-Montana, pode ter sido causado por fogos de artifício. O incidente, que ocorreu durante a festa de Ano Novo, deixou ao menos 40 mortos e cerca de 100 feridos, que foram socorridos para hospitais da região.
— Parece ter sido um acidente causado por um incêndio, por alguma explosão, por algum rojão lançado durante as comemorações de Ano Novo — disse Tajani ao canal de televisão italiano Sky TG24.
Dez helicópteros, 40 ambulâncias e 150 socorristas foram mobilizados para combater as chamas e resgatar as vítimas.
Em atualização
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o incêndio começou a se alastrar pelo bar de uma estação de esqui no sul da Suíça, na cidade turística de Crans-Montana, durante a festa de Ano Novo. O incidente deixou ao menos 40 mortos e cerca de 100 feridos, que foram socorridos para hospitais da região. Dez helicópteros, 40 ambulâncias e 150 socorristas foram mobilizados para combater as chamas e resgatar as vítimas.
Contexto: Ao menos 40 pessoas morrem em explosão seguida de incêndio em festa de Ano Novo em estação de esqui de luxo na Suíça
Vai virar tendência? Após Austrália, Suíça avalia regular redes sociais para menores de 16 anos
O Ministério das Relações Exteriores da Itália, que confirmou as 40 mortes, afirmou que não se acredita que o incêndio tenha sido criminoso. As vítimas, ainda de acordo com o comunicado do ministério, ainda não puderam ser identificadas devido à gravidade das queimaduras.
Initial plugin text
Uma testemunha que falou à emissora francesa BFMTV descreveu pessoas quebrando janelas para escapar do incêndio, algumas gravemente feridas, e pais em pânico correndo para o local para ver se seus filhos estavam presos lá dentro.
Initial plugin text
De acordo com a polícia, pessoas de diversas nacionalidades estão envolvidas no incidente, mas não foram informados mais detalhes sobre a origem das vítimas.
Initial plugin text
Em uma rápida coletiva de imprensa após o incêndio, segundo o jornal britânico Guardian, as autoridades foram questionadas sobre as normas de segurança do “Le Constellation”, onde ocorreu a explosão, em meio a relatos de que algumas pessoas ficaram presas no prédio. Também surgiram alegações de que fogos de artifício, ou artefatos pirotécnicos, podem ter sido a causa.
Initial plugin text
Imagens que foram publicadas nas redes sociais e registradas por veículos de comunicação do lado de fora da estação mostram colunas de fumaça saindo do prédio enquanto veículos de emergência seguem para o local. O endereço, que atrai visitantes de alto padrão, tem capacidade para mais de 300 pessoas. O bar, onde era realizada a festa, fica no subsolo, apurou o jornal The Sun.
Em entrevista ao jornal local Blick, um antigo frequentador do bar disse que o porão que dá acesso ao estabelecimento tem apenas uma estreita passagem para entrada e saída.
Um dos locais mais exclusivos da Suíça, Crans-Montana é famosa por ter sol durante todo o ano, que se deve à sua posição em um planalto voltado para o sul, no Vale do Ródano. A região – a 1.500 metros acima do nível do mar – oferece vistas alpinas panorâmicas, que vão do Matterhorn ao Mont Blanc, um dos picos mais altos da Europa.
Várias pessoas morreram e outras ficaram feridas após incêndio durante uma festa de ano novo em uma estação de esqui no sul da Suíça. As informações são da CNN, que ouviu Gaetan Lathion, porta-voz da polícia do Cantão de Valais, nesta quinta-feira. Nas redes sociais, vídeos mostram a cena da tragédia.
Initial plugin text
Segundo o policial, o “incêndio começou por volta de 1h30 da manhã no Le Constellation Lounge bar, em Crans-Montana”. Ele disse que cerca de 100 pessoas estavam no local naquele momento: – Há vários feridos e várias fatalidades.
Equipes de resgate seguem trabalhando no local, ainda segundo a CNN. A área foi fechada, com uma zona de exclusão aérea sobre Crans-Montana, informou a polícia.
Os policiais confirmaram que o incêndio começou dentro do bar, mas disseram que a causa permanece desconhecida. Eles não forneceram um número exato de mortos e feridos no incêndio, que ocorreu em uma área conhecida por resorts de férias de alto padrão.
Um dos locais mais exclusivos da Suíça, Crans-Montana é famosa por ter sol durante todo o ano, que se deve à sua posição em um planalto voltado para o sul, no Vale do Ródano.
A região – a 1.500 metros acima do nível do mar – oferece vistas alpinas panorâmicas, que vão do Matterhorn ao Mont Blanc, um dos picos mais altos da Europa.
Os turistas são atraídos por seu glamour discreto, com lojas de alto padrão e alta gastronomia, além de extensas pistas de esqui e uma animada cena de pós-ski.
Uma planta bizarra foi descoberta perto de Kuala Lumpur, na Malásia, na periferia de uma área de piquenique de uma reserva florestal, chamando a atenção de pesquisadores pela aparência incomum e pelo modo de vida altamente especializado.
O adeus às cartas: com última entrega após 401 anos, Dinamarca se torna o primeiro país a fechar seu correio
Conhecida como lanterna-de-fada, a planta é um parasita que rouba toda a sua energia e nutrientes de fungos micorrízicos que vivem no solo. Geralmente escondida debaixo da terra, ela produz periodicamente uma flor rosada, com o topo em forma de cúpula — semelhante a um guarda-chuva — da qual se estendem três estruturas parecidas com tentáculos.
O encontro inesperado
Gim Siew Tan, naturalista e fotógrafa, deparou-se com a flor em novembro de 2023, despontando entre as folhas no chão da floresta. Ela publicou imagens da planta no iNaturalist, uma plataforma colaborativa para identificação de plantas, animais e fungos.
“Tão bonito e único”, lembrou-se de ter pensado. “Então veio a pergunta: ‘O que é isso?’”
As fotos chegaram até Siti Munirah, botânica do Instituto de Pesquisa Florestal da Malásia, que disse ter reconhecido imediatamente que se tratava de uma espécie ainda não descrita pela ciência. A Sra. Tan, a Sra. Siti Munirah e colegas detalharam a planta em um estudo publicado no mês passado na revista PhytoKeys, batizando-a de Thismia selangorensis.
Raridade e risco de extinção
Após a descoberta, feita junto a um riacho na Floresta Recreativa de Sungai Congkak, os pesquisadores realizaram diversos levantamentos nas áreas próximas. Até agora, encontraram apenas 20 indivíduos, incluindo alguns que viviam em ocos de árvores. Diante da raridade da planta e de sua distribuição aparentemente restrita, ela deve ser considerada criticamente ameaçada de extinção, afirmou a Sra. Siti Munirah.
A planta Thismia selangorensis é um micoheterótrofo, termo usado para designar plantas que parasitam fungos. Existem apenas cerca de 550 espécies conhecidas de micoheterótrofos no mundo, como a Thismia flavescens, explicou Vincent Merckx, biólogo do Centro de Biodiversidade Naturalis, na Holanda, que não participou do estudo. Esse número representa uma fração mínima das cerca de 435 mil espécies de plantas estimadas na Terra.
Uma flor fora do comum
A característica mais marcante da lanterna-de-fada é sua cúpula em forma de guarda-chuva, descrita como “extraordinariamente ampla”, localizada no topo da flor, estrutura conhecida como mitra, segundo Michal Sochor, botânico da Universidade Palacký, na República Tcheca.
Essa forma pode ajudar a impedir que detritos ou água da chuva entrem na parte interna da flor, disse o Dr. Sochor, que também não participou do estudo. Já a função das extensões semelhantes a tentáculos ainda é desconhecida, mas elas podem liberar substâncias químicas para sinalizar a presença da flor à medida que ela emerge da serapilheira.
Como muitos micoheterótrofos, esses organismos recém-descobertos são difíceis de localizar. Eles passam a maior parte da vida no subsolo e só aparecem acima do solo durante períodos de floração imprevisíveis.
Um parasitismo sofisticado
A maioria das plantas estabelece uma relação simbiótica com fungos micorrízicos, parceria que existe há cerca de 500 milhões de anos, desde que as plantas começaram a ocupar a terra. As plantas fornecem açúcares aos fungos, produzidos pela fotossíntese, enquanto os fungos ajudam a absorver água e nutrientes do solo.
Os micoheterótrofos burlam esse sistema ao se apropriar dos nutrientes sem oferecer nada em troca. Isso só é possível porque os fungos micorrízicos estão conectados a outras plantas verdes, que usam energia solar, explicou o Dr. Merckx. Como muitos parasitas, essas plantas tendem a ser altamente especializadas, explorando geralmente apenas uma única espécie de fungo — enquanto a maioria das árvores se associa a dezenas delas.
A Thismia selangorensis possui raízes curtas e robustas, descritas pelos pesquisadores como “semelhantes a corais”, nas quais os fungos provavelmente se alojam e são manipulados pela planta.
“Gosto de pensar que ela me encontrou”
Quando a Sra. Tan encontrou a nova espécie, ela estava, na verdade, à procura de fungos mucilaginosos — organismos peculiares capazes de se aglomerar, mover-se e produzir corpos frutíferos semelhantes a caules.
“Passar tempo procurando fungos mucilaginosos me ensinou a notar as menores coisas no chão da floresta”, disse ela, referindo-se à nova planta. “Mas gosto de pensar que ela me encontrou.”
Atualmente, existem mais de 110 espécies conhecidas do gênero Thismia, a maioria em regiões tropicais da Ásia e da América do Sul, segundo o Dr. Merckx. Novas espécies continuam sendo descritas todos os anos, e é provável que dezenas ainda sejam desconhecidas. O grupo não ocorre na África nem na Europa.
Um caso curioso envolve a Thismia americana, encontrada em 1912 na borda de uma pradaria na América do Norte, nos arredores de Chicago, a milhares de quilômetros de qualquer parente próximo conhecido. A planta delicada e pálida foi coletada por alguns anos no mesmo local, até que um celeiro foi construído na área. Desde então, nunca mais foi encontrada.
Como chegou ali, tão distante de outros parentes, permanece um mistério — assim como a função exata e o funcionamento interno das flores recém-descobertas, e qual fungo a planta explora.
“As interações mais estranhas podem evoluir”, disse o Dr. Merckx. “A natureza é muito inventiva.”
O presidente de Equador, Daniel Noboa, declarou nessa quarta-feira estado de exceção em nove das 24 províncias do país, devido ao aumento de homicídios provocado pela crescente violência de gangues do narcotráfico.
O país encerra 2025 com um novo recorde de homicídios. Entre janeiro e novembro deste ano, mais de 8.300 pessoas foram assassinadas, segundo informações do Ministério do Interior.
O número supera o registrado em 2023, quando a nação alcançou o recorde de 47 homicídios por cada 100 mil habitantes.
Seis pessoas, incluindo um bebê, morrem em ataque armado em praia do Equador
Equador restringe passagens de fronteira com Colômbia e Peru por ‘razões de segurança nacional’
O Observatório do Crime Organizado estima que, em 2025, a taxa será de 52 mortes violentas por cada 100 mil pessoas.
O estado de exceção “por grave comoção interna” se estenderá por 60 dias nas províncias costeiras de Guayas, Manabí, Santa Elena, Los Ríos, El Oro, Esmeraldas e Santo Domingo, na andina Pichincha e na amazônica Sucumbíos, segundo o documento assinado por Noboa.
A medida também afeta as localidades de La Maná, na província de Cotopaxi, e de Las Naves e Echeandía, em Bolívar.
De acordo com o decreto, entre 1º de novembro e 23 de dezembro houve mais de 1.200 homicídios nas nove províncias. A maioria das mortes se concentrou em Guayas (sudoeste).
Na prática, o estado de exceção permitirá à força pública realizar “buscas imediatas, quando houver indícios” de que em um local “estejam ocultos integrantes de grupos armados organizados ou de estruturas de criminalidade organizada, ou se encontrem armas, munições, explosivos” ou drogas, acrescenta o documento.
O Equador trava uma guerra contra gangues do narcotráfico com conexões com cartéis internacionais que, em sua sangrenta disputa por poder, transformaram o país no mais violento da América Latina.
O país ganhou protagonismo no narcotráfico internacional por sua localização estratégica, como porta de saída da cocaína colombiana e peruana vendida na Europa e nos Estados Unidos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou na quarta-feira que seu país está a “10%” de alcançar um “acordo de paz” com a Rússia, mas que ainda restam as questões mais importantes a decidir e advertiu contra um acordo que recompense Moscou.
Em seu discurso de Ano Novo, o mandatário afirmou que a Ucrânia quer pôr fim à guerra, mas não “a qualquer preço”, e que qualquer acordo deve incluir sólidas garantias de segurança para dissuadir Rússia de voltar a invadir seu território.
Drones, IA e ‘enxames’: as armas que podem redefinir as guerras em 2026 e tornar combates ‘eternos’
Rússia divulga imagens de suposto drone da Ucrânia usado em ataque contra a residência de Putin; veja vídeo
“O acordo de paz está pronto em 90%, faltam 10%. E isso é muito mais do que apenas números”, disse Zelensky na mensagem em vídeo publicada em sua conta no Telegram.
“Esse é o 10% que determinará o destino da paz, o destino de Ucrânia e Europa”, acrescentou.
Estados Unidos tentaram elaborar um acordo de paz com contribuições tanto de Moscou quanto de Kiev, mas não conseguiram alcançar um avanço decisivo na questão central do território.
Rússia divulga imagens da implantação de mísseis com capacidade nuclear na Bielorrússia
O presidente russo, Vladimir Putin, pressiona para obter, como parte do acordo, o controle total da região oriental de Donbass, na Ucrânia, mas Zelensky afirmou em seu discurso que não acredita que Rússia se detenha ali caso Ucrânia se retire.
A Rússia ocupa cerca de 20% da Ucrânia, e Kiev afirmou que ceder território apenas servirá para encorajar Moscou.
“‘Retirem-se do Donbass e tudo terá terminado’. É assim que soa o engano quando se traduz do russo para o ucraniano, para o inglês, para o alemão, para o francês e, na verdade, para qualquer idioma do mundo”, declarou Zelensky.
Crer na vitória
O líder ucraniano falou horas depois de autoridades americanas, incluindo o enviado especial Steve Witkoff, conversarem com assessores de segurança ucranianos e europeus sobre os próximos passos para pôr fim ao conflito de quatro anos.
A guerra deixou uma avalanche de destruição, que deslocou milhões de pessoas e transformou cidades inteiras de Ucrânia em escombros.
Putin instou seus compatriotas a acreditar na vitória durante sua mensagem de Ano Novo. Dirigindo-se aos soldados, a quem chamou de “heróis”, Putin declarou: “Acreditamos em vocês e em nossa vitória”.
O Kremlin afirmou nesta semana que “endureceria” sua posição negociadora sobre o fim da guerra, após acusar a Ucrânia de lançar drones contra a residência de Putin na região de Novgorod.
Moscou classificou essa ação como um “ataque terrorista” contra Putin.
No entanto, o Instituto para o Estudo da Guerra dos Estados Unidos, que documenta o conflito na Ucrânia, afirmou na terça-feira que não havia visto “imagens ou relatos que normalmente são observados após ataques ucranianos para corroborar as alegações do Kremlin”.
Putin não comentou publicamente o ataque, embora o Kremlin tenha dito que o governante informou a Trump sobre o ocorrido em uma ligação telefônica.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress