Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um cemitério histórico ligado à Guerra Civil Americana, no condado de Los Angeles, vem sendo alvo de saques recorrentes desde 2023. O Woodlawn Celestial Gardens, localizado em Compton, teve cerca de 1.600 túmulos danificados ou violados por ladrões interessados no cobre e no bronze das lápides, segundo relatos da administração local à emissora ABC.
Helicóptero cai nos EUA e mata noivo e três jovens horas antes de casamento
Macaco solto invade loja de música nos EUA, destrói instrumentos e é capturado horas depois
No ataque mais recente, registrado no dia de Ano Novo, três homens invadiram o cemitério e deixaram entulho espalhado entre os jardins. O local abriga os túmulos dos fundadores da cidade e de ao menos 18 veteranos da Guerra Civil, conflito travado entre 1861 e 1865 que marcou a história dos Estados Unidos com a vitória da União e a abolição da escravidão.
Celestina Bishop, administradora do Woodlawn Celestial Gardens, afirmou que os vândalos utilizam ferramentas para quebrar lápides e extrair os metais, que seriam posteriormente derretidos e revendidos. Câmeras de vigilância flagraram a ação dos criminosos, mas, segundo ela, a resposta policial tem sido lenta ou inexistente, mesmo após o fornecimento de descrições detalhadas.
Entenda:
Medo, prejuízo e sensação de abandono
Além dos danos materiais, Bishop relatou preocupação com a segurança no local. Segundo a administradora, cães de guarda foram envenenados, aumentando o temor de novos ataques. À ABC, ela disse estar emocionalmente abalada após cinco anos à frente da administração, descrevendo os túmulos como parte de sua própria família.
O impacto também atinge diretamente os parentes dos sepultados. Gina Giannatti contou ter encontrado apenas um buraco no local onde ficava a lápide de sua mãe, instalada em 1972. Em outras áreas do cemitério, diversas lápides foram afrouxadas do solo, o que sugere uma preparação para novos furtos.
Do outro lado da rua, o Cemitério Lincoln Memorial Park também passou a ser alvo de preocupação. Aisha Woods, zeladora voluntária, afirmou ao veículo de comunicação que teme pela segurança das lápides de bronze onde membros de sua própria família estão enterrados. Para ela, os vândalos tratam o crime como se não houvesse vítimas, ignorando o impacto emocional causado às famílias.
Os ataques não se restringem a túmulos comuns. Em janeiro de 2024, ladrões roubaram a placa dedicada ao boxeador Joe Louis em homenagem a soldados da Segunda Guerra Mundial e danificaram um monumento ao presidente Abraham Lincoln ao tentar removê-lo. Segundo Bishop, os criminosos chegaram a testar o material das peças para confirmar se eram de bronze.
O prejuízo total é estimado em mais de US$ 100 mil, valor que, segundo a administração, torna inviável a reposição das lápides, que podem custar até US$ 3.900 cada. Até o momento, a Câmara Municipal de Compton não comentou sobre o caso.
O governo da Suíça informou nesta segunda-feira que decidiu congelar, “com efeito imediato”, quaisquer ativos mantidos no país pelo presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, ou por seus associados.
Desconfiança: venezuelanos dizem que ‘nada muda’ com Delcy Rodríguez na presidência
‘Ocupação virtual’: Após derrubar Maduro, EUA buscam gerenciar Venezuela e chavismo por coerção
“Com essa decisão, o Conselho Federal (governo) busca impedir a saída de ativos”, afirmou o Executivo suíço em comunicado, ressaltando que, “caso processos legais futuros revelem que os recursos foram adquiridos de forma ilícita, a Suíça se empenhará para garantir que eles beneficiem o povo venezuelano”.
A medida entra em vigor imediatamente e terá validade de quatro anos. Segundo o comunicado, o objetivo é impedir a saída de recursos de origem potencialmente ilícita e reforçar o regime de sanções adotado pela Suíça contra a Venezuela desde 2018.
O congelamento não se aplica aos integrantes do atual governo venezuelano, e as autoridades suíças afirmaram que buscarão devolver ao povo da Venezuela quaisquer valores que venham a ser considerados obtidos de forma ilegal.
Maduro vai a tribunal
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá diante de um juiz de Nova York na segunda-feira (5) ao meio-dia no horário local, 14h no horário de Brasília, anunciou neste domingo (4) o tribunal, que lhe notificará formalmente as acusações apresentadas contra ele.
Acusado pela Justiça dos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, Maduro, capturado em Caracas no sábado por meio de uma operação americana, comparecerá perante o Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. A formalização das acusações foi confirmada neste sábado pela procuradora-geral americana, Pam Bondi.
Enquanto aguarda, o líder venezuelano permanece detido em uma prisão federal de segurança máxima. Quando chegou aos EUA, primeiro, Maduro foi levado para uma unidade da agência antidrogas (DEA, na sigla em inglês), também em Nova York, no início da noite de sábado. O presidente ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, única unidade federal da cidade. Nela estão presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade.
O presídio é famoso por diferentes motivos, que vão desde escândalos das condições em que funciona, como por abrigar nomes famosos e de casos de grande repercussão. Um dos mais recentes é o rapper Sean “Diddy” Combs, e outros como o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin — que ficou detido no local entre 2017 e 2020 — e Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, para quem atuou por cerca de 12 anos.
O futuro de bilhões de barris de petróleo venezuelano aos quais empresas estrangeiras têm direito, segundo os acordos atuais, foi colocado em dúvida após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em sua primeira manifestação pública desde a invasão dos Estados Unidos na Venezuela no sábado, o presidente da China, Xi Jinping, fez nesta segunda-feira uma crítica indireta à atuação americana, ao afirmar que “práticas de unilateralismo e de intimidação hegemônica estão afetando gravemente a ordem internacional”. A declaração foi feita durante um encontro em Pequim com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, segundo nota oficial divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua.
Entenda: Derrubada de Maduro pelos EUA é divisor de águas da política externa americana e marco da erosão do multilateralismo
Análise: Ações dos EUA contra Venezuela são recado para a América Latina contra a China, avalia diplomata venezuelano
Sem citar os EUA ou Trump, Xi defendeu que “todos os países devem respeitar o direito de outros povos de escolher de maneira independente seu próprio caminho de desenvolvimento”, além de cumprir o direito internacional e os princípios da Carta da ONU. A declaração foi coerente com o histórico do líder chinês, que raramente cita de maneira direta qualquer país ou chefe de Estado em seus discursos. Ainda assim, deixou clara a posição da China diante do que ele definiu como um mundo que vive “uma sobreposição de mudanças e turbulências”.
— As grandes potências, em particular, devem dar o exemplo — afirmou.
O chinês observou ainda que China e Irlanda compartilham o apoio ao multilateralismo e à defesa da equidade e da justiça internacionais. Segundo o comunicado oficial de Pequim, ambos os países defenderam o “fortalecimento da coordenação em assuntos globais, a preservação da autoridade das Nações Unidas e a promoção de um sistema de governança global que avance em uma direção mais justa e razoável”. As declarações ocorrem em meio à reação cautelosa de Pequim à ofensiva americana. Embora tenha adotado um tom crítico, o governo chinês manteve a resposta no campo diplomático e retórico.
Aliança política
A China tem sido um dos principais aliados políticos e econômicos do regime venezuelano liderado por Nicolás Maduro, capturado na madrugada de sábado por forças de elite dos Estados Unidos. Pequim figura como maior credora da dívida venezuelana, parceira comercial estratégica e principal compradora do petróleo do país sul-americano.
Maduro capturado: Escolhido por Chávez e por Cuba, líder venezuelano termina derrotado pelo poder bélico dos EUA
A proximidade entre os dois governos ficou evidenciada na última atividade pública de Maduro antes de sua prisão: a recepção oficial, na noite de sexta-feira, de Qiu Xiaqi, enviado especial de Xi Jinping para Assuntos Latino-Americanos. O encontro, realizado no Palácio de Miraflores, durou mais de três horas. Ao final, Maduro descreveu a relação bilateral como “uma união perfeita, à prova de tudo e em todos os momentos”, expressão que dá nome à associação estratégica firmada entre os dois países em 2024, durante visita do venezuelano a Pequim.
Nos últimos meses, à medida que a pressão americana se intensificava, a China manteve apoio político constante a Caracas, com a divulgação de notas oficiais e a solicitação de reuniões do Conselho de Segurança da ONU para tratar da situação no país. Após a intervenção e a captura de Maduro, o Ministério das Relações Exteriores da China condenou o que classificou como “comportamento hegemônico” de Washington e exigiu a libertação imediata do venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores.
Nicolás Maduro e Xi Jinping inspecionam guardas de honra chineses durante cerimônia de boas-vindas em Pequim
JHONN ZERPA / Presidência da Venezuela / AFP
Em nota divulgada no sábado, a chancelaria afirmou estar “profundamente consternada” e condenou o “uso temerário da força” contra um Estado soberano. No domingo, voltou a pedir garantias à integridade física do casal e a interrupção de ações destinadas a “subverter o regime venezuelano”. Segundo a avaliação de Pequim, a intervenção americana representa uma “grave violação” do direito internacional, um ataque à soberania da Venezuela e uma ameaça à paz e à segurança da América Latina e do Caribe.
— A cooperação entre China e Venezuela é uma cooperação entre Estados soberanos, protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países — disse nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, acrescentando que a China acompanha de perto a situação e que, independentemente da evolução do cenário político venezuelano, Pequim mantém a disposição de aprofundar a cooperação bilateral em diversas áreas.
Entrevista: Pensamento de Trump para a política externa dos EUA ‘segue uma lógica caótica’, afirma especialista
Lin também estendeu a mensagem à região, ao reafirmar o apoio da China ao status da América Latina e do Caribe como zona de paz. Segundo o porta-voz, Pequim se opõe ao uso ou à ameaça do uso da força nas relações internacionais e rejeita a interferência de forças externas nos assuntos internos dos países latino-americanos, “sob qualquer pretexto”. Assim como no fim de semana, o governo chinês também pediu a Washington que “cesse os esforços para subverter o governo venezuelano e resolva as questões por meio do diálogo e da negociação”.
Reação iraniana
A posição chinesa foi acompanhada por manifestações semelhantes do Irã, outro aliado próximo do governo venezuelano. Também nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei, classificou a operação americana como um “ato ilegal” que “não é motivo de orgulho”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores pediu interferência das Nações Unidas e afirmou que a ação dos EUA contra um Estado-membro da ONU constitui uma grave ameaça à paz e à segurança regionais e internacionais.
As declarações de Teerã ocorrem em um momento de elevada tensão entre Irã e Estados Unidos. Na última semana, Trump voltou a ameaçar o país persa, advertindo que Washington interviria caso manifestantes pacíficos fossem mortos em meio a protestos internos. Após relatos de mortes, as declarações do presidente americano foram classificadas pelo chanceler iraniano como “imprudentes e perigosas”. Embora as tensões de Washington com Caracas e Teerã tenham origens e dinâmicas distintas, analistas afirmam que a iniciativa de Trump contra Maduro aumenta as chances de uma guerra com o Irã.
— Uma nova ilegalidade torna tudo menos estável e torna a guerra mais provável — disse Jamal Abdi, presidente do Conselho Nacional Irã-Americano (NIAC), à rede catari al-Jazeera. — Seja porque Trump passe a se encantar com mudanças de regime ‘cirúrgicas’, seja porque dê a Netanyahu um aval americano para ações semelhantes, é difícil não enxergar como isso dá impulso aos muitos atores que pressionam por uma nova guerra com o Irã. (Com AFP)
Um macaco-prego-canela causou confusão na manhã deste domingo (4) em Morristown, no Tennessee, ao invadir uma loja de instrumentos musicais, destruir equipamentos e circular livremente pelo estabelecimento antes de ser capturado. O animal encontrou abrigo na Trade Center, loja localizada na cidade, o que levou à mobilização do Departamento de Polícia local e do controle de animais.
Helicóptero cai nos EUA e mata noivo e três jovens horas antes de casamento
Um século após roubo, Oxford recebe exemplar pessoal de Lewis Carroll de ‘Alice no País das Maravilhas’; entenda
Segundo informações da emissora WSMV, a polícia foi acionada por volta das 8h (horário local), depois que o macaco foi visto dentro da loja. Durante a tentativa de recolhimento, o animal conseguiu escapar, o que prolongou as buscas ao longo do dia. A captura só ocorreu por volta das 18h, em outro ponto da cidade, conforme confirmou o departamento policial.
Fuga, resgate e repercussão nas redes
De acordo com a Câmara de Comércio da Área de Morristown, o desfecho só foi possível graças à ajuda de um morador local. Adam Ivy localizou o macaco e permaneceu com ele, oferecendo água e petiscos, até a chegada das autoridades, que efetuaram o resgate em segurança.
A Trade Center publicou nas redes sociais imagens do animal dentro da loja, incluindo fotos em que ele aparece segurando o dedo de uma pessoa, comendo biscoitos e andando entre os instrumentos. “Só uma pequena confusão acontecendo aqui no World Trade Center hoje”, escreveu o estabelecimento no Facebook, ao comentar os danos causados pelo visitante inesperado.
Na mesma publicação, a loja informou que o macaco teria entrado durante a madrugada por uma “porta para animais de estimação” e acabou se acomodando no local. Um dos proprietários encontrou o animal pela manhã e acionou a polícia e o controle de animais para tentar identificar seus responsáveis.
Paralelamente, a RooFeathers Farm divulgou fotos e vídeos pedindo ajuda para localizar Chester, um macaco-prego de oito anos que teria sido roubado da propriedade horas antes. “Alguém invadiu minha propriedade ontem à noite e roubou nosso querido macaco-prego”, informou a fazenda em uma postagem no Facebook, destacando o apego da comunidade ao animal.
O Departamento de Polícia de Morristown afirmou que investiga o caso, incluindo as circunstâncias do desaparecimento do macaco e como ele chegou até a loja de música. Até o momento, não há informações sobre prisões ou identificação dos responsáveis.
A opção de jovens chineses por não ter filhos, apesar da pressão familiar e social, ganha força em um momento em que a China enfrenta uma crise demográfica profunda e tenta reverter a queda histórica nas taxas de natalidade.
A tendência é exemplificada por histórias como a de Grace, de 25 anos, que decidiu não ter filhos com o marido, apesar da pressão dos pais e da sociedade, em um momento em que a China busca impulsionar suas taxas declinantes de natalidade.
Uma década depois de o gigante asiático revogar a rígida política do filho único, o país enfrenta uma profunda crise demográfica. Modelos das Nações Unidas preveem que a população chinesa caia dos atuais 1,4 bilhão para cerca de 800 milhões em 2100. Em 2024, o país registrou apenas 9,54 milhões de nascimentos — metade do número observado em 2016.
Cada vez mais jovens como Grace se autodenominam “DINK”, sigla da expressão em inglês “dual income, no kids”, ou “dupla renda, sem filhos”. Alguns descartaram definitivamente a possibilidade de ter filhos; outros apenas adiaram a decisão.
Os motivos variam e incluem os altos custos para criar crianças e preocupações com a carreira profissional. Grace, que pediu para ser identificada por seu nome em inglês, afirma que precisa de uma renda maior e de mais economias antes de formar uma família. Sem essas condições, “nem sequer consideraria ter filhos”, disse a criadora de conteúdo.
O termo “DINK” tornou-se viral nas redes sociais chinesas.
— Se eu divulgasse o fato de que sou uma DINK e levo uma vida confortável, certamente haveria muita gente incomodada — comentou Grace à AFP.
Atitudes em mudança
Desde o fim da política do filho único, que vigorou por mais de três décadas como instrumento de combate à pobreza e à superpopulação, as autoridades chinesas vêm lançando iniciativas para estimular a natalidade. Entre elas, medidas de apoio ao cuidado infantil, como subsídios anuais de até 500 dólares por filho com menos de três anos, segundo informou a imprensa estatal em julho.
O governo também reduziu impostos sobre preservativos e outros contraceptivos. Ainda assim, especialistas afirmam que o país enfrenta obstáculos significativos para reverter a tendência de queda nos nascimentos.
— Está crescendo o número de pessoas que optam por não se casar ou não ter filhos — afirmou à AFP o demógrafo independente He Yafu. Para Pan Wang, professora da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália: — A política do filho único reconfigurou as normas familiares e os estilos de vida, porque muita gente, especialmente a geração do filho único, se acostumou e muitas vezes prefere famílias pequenas.
Segundo a pesquisadora, o aumento do custo de vida e a incerteza econômica também pesam na decisão de não ter filhos. Wang Zibo, morador de Pequim de 29 anos, disse que ele e a esposa decidiram esperar até que “a economia se estabilize” antes de ampliar a família.
— Observando a situação da China atualmente, o principal motivo (para que casais jovens não tenham filhos) é que a economia está um pouco fraca — explicou à AFP.
Além disso, longas jornadas de trabalho continuam a marcar a rotina no país, dentro da chamada cultura “996” — das 9h às 21h, seis dias por semana.
— As pessoas estão excessivamente ocupadas com o trabalho (…) é difícil encontrar tempo para pensar [em formar uma família] — disse Wang.
Sem tempo nem dinheiro
Em 2016, a China passou a permitir que casais tivessem um segundo filho. Cinco anos depois, Pequim flexibilizou ainda mais as regras, autorizando o nascimento de um terceiro. Ainda assim, ter apenas um filho já representa uma grande responsabilidade, segundo Wang Zibo, que cita o caso de um amigo que teve um bebê pouco depois de se casar.
He Yafu estima que, se a taxa de fecundidade — atualmente em torno de um filho por mulher — se mantiver no longo prazo, o país enfrentará uma redução contínua da população e um rápido envelhecimento demográfico.
— Isso aumentará no futuro o peso do cuidado com os idosos, enfraquecerá a força nacional da China e prejudicará o desenvolvimento econômico — advertiu o demógrafo.
A Justiça da França condenou dez pessoas por cyberbullying após a disseminação de informações falsas de que a primeira-dama Brigitte Macron teria nascido homem. A decisão foi anunciada por um tribunal de Paris, que classificou os ataques como “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”.
Após chamar feministas de ‘vadias estúpidas’, Brigitte Macron diz lamentar ter ferido vítimas de violência sexual: ‘É apenas nelas que penso’
De acordo com o jornal inglês Daily Mail, as penas variam desde a obrigatoriedade de frequentar cursos de conscientização sobre assédio virtual até oito meses de prisão com pena suspensa. Segundo os magistrados, os réus publicaram “numerosos comentários maliciosos”, associando falsamente Brigitte Macron a uma suposta identidade transgênero e, em alguns casos, a crimes de pedofilia.
O grupo é formado por oito homens e duas mulheres, com idades entre 41 e 65 anos. Parte das publicações alcançou dezenas de milhares de visualizações nas redes sociais. Alguns acusados alegaram que as mensagens tinham caráter humorístico ou satírico e disseram não compreender os motivos do processo.
Brigitte Macron não compareceu ao julgamento, realizado ao longo de dois dias em outubro. Em entrevista à emissora TF1, no domingo, afirmou que decidiu recorrer à Justiça para “dar o exemplo” no combate ao assédio online.
Durante o processo, a filha da primeira-dama, Tiphaine Auzière, relatou ao tribunal o impacto do caso na vida familiar. Segundo ela, o assédio provocou uma “deterioração” profunda do cotidiano da mãe e afetou também filhos e netos.
— Ela não consegue ignorar as coisas horríveis que dizem a seu respeito — afirmou.
Entre os condenados está Delphine Jegousse, de 51 anos, conhecida nas redes sociais como Amandine Roy, que se apresenta como médium e escritora. Ela foi considerada uma das principais responsáveis pela disseminação do boato após publicar, em 2021, um vídeo de quatro horas no YouTube. A pena aplicada foi de seis meses de prisão.
Outro réu, Aurélien Poirson-Atlan, de 41 anos, conhecido como Zoé Sagan, teve sua conta no Facebook suspensa em 2024 e foi condenado a oito meses de prisão com pena suspensa. Entre os demais condenados há um funcionário eleito, um professor e um cientista da computação.
O caso se insere em uma onda de teorias conspiratórias que circulam há anos na internet, segundo as quais Brigitte Macron teria nascido com o nome de Jean-Michel Trogneux — que, na realidade, é o nome de seu irmão. O casal presidencial também moveu uma ação por difamação nos Estados Unidos contra a influenciadora conservadora Candace Owens.
O julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos será conduzido por um dos nomes mais experientes do Judiciário federal americano. Designado após a prisão do ex-presidente venezuelano no sábado, o juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, presidirá o processo que começa nesta segunda-feira (5) no Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, uma das cortes mais influentes do país.
Presidente interina da Venezuela presta homenagem a 32 militares cubanos mortos em operação dos EUA contra Maduro
Irã pede libertação de Maduro e diz que relações com a Venezuela estão mantidas após ação dos EUA
A acusação federal sustenta que Maduro enfrenta crimes graves, entre eles tráfico internacional de drogas, corrupção governamental e vínculos com organizações classificadas como terroristas. O caso foi distribuído a Hellerstein, atualmente um dos juízes mais antigos em atividade no sistema federal dos Estados Unidos, conhecido por conduzir processos de alta complexidade e grande repercussão.
O Distrito Sul de Nova York é responsável por julgar casos sensíveis ligados à segurança nacional, terrorismo e crime internacional. É nesse foro que o Ministério Público Federal detalhou as acusações contra o ex-líder chavista, apontando o suposto envolvimento do regime venezuelano com esquemas transnacionais de narcotráfico e lavagem de dinheiro.
Trajetória de um magistrado veterano
Nascido em Nova York, em 1933, Alvin Hellerstein iniciou sua carreira como advogado do Exército dos Estados Unidos antes de atuar no setor privado. Em maio de 1998, foi nomeado juiz federal pelo então presidente Bill Clinton, passando a integrar o Distrito Sul de Nova York, onde construiu uma trajetória marcada por decisões em casos complexos e politicamente sensíveis.
Em 2011, Hellerstein assumiu o status de magistrado sênior, o que lhe permitiu reduzir a carga de trabalho sem se afastar da atividade judicial. Desde então, continuou à frente de ações envolvendo terrorismo, segurança nacional, disputas financeiras de grande porte e processos civis de ampla repercussão pública.
De acordo com o The New York Times, entre os casos mais conhecidos julgados por ele estão ações de indenização relacionadas aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, o processo por assédio sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein e o julgamento de Michael Cohen, ex-advogado do presidente Donald Trump.
Hellerstein também conduz, no mesmo tribunal federal, o processo contra Hugo Armando “Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana. Carvajal é acusado de tráfico de drogas e narcoterrorismo, e seu caso tem ligação direta com as investigações que envolvem o regime chavista.
Segundo documentos do processo, o depoimento de Carvajal terá peso central no julgamento de Maduro. O ex-general, que também foi congressista, decidiu cooperar com as autoridades americanas e se declarou culpado, no verão passado, de quatro acusações relacionadas ao narcotráfico e ao apoio a organizações terroristas, em um tribunal federal de Nova York.
A designação de Hellerstein para o caso coloca o juiz no epicentro de um dos julgamentos mais relevantes das últimas décadas. Nos últimos anos, ele assinou decisões que tanto contrariaram quanto respaldaram políticas do governo Donald Trump, incluindo sentenças que bloquearam deportações por razões constitucionais e outras que rejeitaram pedidos de redução de pena com base em critérios religiosos ou de nacionalidade.
Um helicóptero particular caiu em um desfiladeiro no Arizona, nos Estados Unidos, e deixou quatro mortos poucas horas antes de um casamento que reuniria a família, neste domingo (4). Entre as vítimas está o piloto David McCarty, de 59 anos, que se casaria naquele dia, além de três jovens parentes que o acompanhavam no voo.
Leia também: Cantor escocês morre após sair para caminhada em montanhas no Ano Novo
Menino de oito anos é resgatado após cair em lago congelado nos EUA; vídeo
A aeronave, um modelo MD 369FF, sobrevoava o Telegraph Canyon, nas proximidades da cidade de Superior, quando colidiu, por volta das 11h (horário local), com uma corda de slackline recreativa estendida entre as montanhas. Segundo testemunhas, as pás do rotor atingiram a linha antes de o helicóptero despencar no terreno acidentado do cânion.
Resgate difícil e confirmação das mortes
De acordo com a polícia local, equipes de resgate precisaram caminhar até o local do acidente e só conseguiram alcançar os destroços por volta das 17h. McCarty e as jovens Rachel, de 23 anos, Faith, de 21, e Katelyn Heideman, de 22, foram declarados mortos ainda naquela noite.
Parentes relataram que o grupo havia viajado do Oregon para o Arizona para celebrar o casamento. “Ele só queria mostrar a cidade para a família”, disse um familiar. Outro destacou o impacto da tragédia: “As famílias perderam 50% de seus filhos no dia do casamento, que deveria ser uma celebração. É extremamente difícil”.
McCarty era um piloto experiente e conhecia bem a região, tendo sobrevoado o cânion inúmeras vezes sem incidentes. Fundador da Columbia Basin Helicopters, nos anos 1990, ele construiu carreira em operações como construção de linhas de energia, exploração madeireira, combate a incêndios e recuperação de aeronaves, além de possuir imóveis no Oregon e no Arizona.
A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam agora como a corda de slackline foi instalada no local. Segundo informações preliminares, a linha tinha marcadores de aviação e havia um Aviso às Missões Aéreas (NOTAM) alertando para a obstrução a cerca de 600 pés acima do solo.
As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos subiram nas negociações prévias à abertura das Bolsas em Nova York nesta segunda-feira, depois que o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos planejam “administrar” a Venezuela após a derrubada de Nicolás Maduro no fim de semana.
Os papéis da Chevron, a única grande petrolífera americana que atualmente opera no país sul-americano sob autorização especial dos EUA, chegaram a avançar até 10%, enquanto a ConocoPhillips subia 8,7% e a Exxon Mobil ganhava 3,4% às 4h10 da manhã (horário de Nova York).
Já os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira após a intervenção dos EUA na Venezuela e o anúncio de Washington de que pretende explorar os recursos petrolíferos do país. Por volta das 9h05 (horário local de Londres), o barril do Brent, referência mundial, para entrega em março recuava 1,12%, a US$ 60,07. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para fevereiro, caía 1,22%, a US$ 56,62.
O ouro à vista subiu mais de 2%, ultrapassando US$ 4.430 por onça, já que a intervenção na Venezuela aumentou os riscos geopolíticos, enquanto a prata saltou 4%. O Bloomberg Dollar Spot Index caminhava para seu maior ganho desde novembro.
O dólar e o ouro estão oferecendo um porto seguro para investidores que buscam proteção, em meio às incertezas sobre o que os eventos do fim de semana significam para a ordem global. Ao mesmo tempo, as ações demonstram pouca preocupação de que as tensões venham a interromper uma alta que levou os mercados globais ao maior ganho anual em oito anos.
— O impacto econômico do que aconteceu na Venezuela é pequeno demais para pesar sobre os mercados de ações — disse Christopher Dembik, consultor sênior de investimentos da Pictet Asset Management. — Isso também vale para o petróleo: as pessoas tiveram tempo de analisar os dados e, no cenário mais otimista, serão necessários dois ou três anos para haver um impacto significativo.
Incertezas sobre o que vem pela frente
Ainda há incerteza sobre o que vem a seguir. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu que os EUA trabalhassem com seu país, adotando um tom mais conciliador em relação ao governo Trump após sua indignação inicial com a captura de Maduro.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA precisam de “acesso total” e que empresas petrolíferas americanas investirão bilhões de dólares para reconstruir a infraestrutura energética em colapso da Venezuela.
A Chevron — que permaneceu na Venezuela após a nacionalização dos ativos estrangeiros de petróleo no início dos anos 2000 — é a empresa mais bem posicionada entre as gigantes globais do setor para se beneficiar imediatamente de um maior controle dos EUA sobre as maiores reservas de petróleo bruto do mundo.
A ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões da Venezuela, e a Exxon ainda tem cerca de US$ 1 bilhão a receber, decorrente da nacionalização de seus ativos venezuelanos no começo dos anos 2000, conforme decidiram árbitros internacionais.
No passado, a Venezuela chegou a ser o maior fornecedor de petróleo dos EUA, antes de o governo de Hugo Chávez (1999-2013) nacionalizar e expropriar ativos de empresas estrangeiras do setor no começo dos anos 2000.
Não está claro até que ponto as grandes empresas globais de petróleo estariam dispostas a investir somadas substanciais em um país administrado por um governo temporário apoiado pelos EUA, sem regras legais e fiscais consolidadas.
A ConocoPhillips afirmou no fim de semana que é prematuro especular sobre futuras atividades de negócios. Em 2024, a empresa norte-americana, que já dominou a produção na Venezuela, recebeu uma série de licenças do governo dos EUA que a colocaram em melhor posição para recuperar parte ou a totalidade das perdas decorrentes da apreensão de ativos no país.
A Exxon avaliaria qualquer oportunidade potencial na Venezuela, mas adotaria cautela, já que seus ativos no país foram expropriados no passado, disse o diretor-executivo Darren Woods em entrevista em novembro.
Para a Chevron, que detém uma licença dos EUA para perfurar e exportar petróleo do país sancionado, as operações continuam na Venezuela, já que a empresa tem enviado petróleo mesmo após o governo Trump lançar um bloqueio marítimo parcial.
Analistas e operadores afirmam que podem ser necessários anos para que a infraestrutura crítica seja totalmente reparada e para que o petróleo volte a fluir livremente para fora da Venezuela, que atualmente responde por menos de 1% da oferta global, apesar de possuir as maiores reservas do mundo.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress