Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta terça-feira que nenhum “agente externo” governa o país após a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores em uma operação militar dos Estados Unidos realizada na madrugada de sábado. Desde então, autoridades, especialistas e a imprensa internacional têm levantado especulações sobre quem estaria de fato no comando do país já que, ao detalhar a operação horas após os ataques à capital e três outros estados, o presidente americano, Donald Trump , disse em declaração a jornalistas que os EUA iriam administrar a Venezuela.
Julgamento de Maduro: Procuradoria venezuelana pede aos EUA que reconheçam ‘falta de jurisdição’
Mudança: Departamento de Justiça dos EUA retira alegação de que o Cartel de los Soles da Venezuela é um grupo real
— O governo venezuelano governa o nosso país, ninguém mais. Não há nenhum agente externo governando a Venezuela — declarou Rodríguez em um pronunciamento televisionado.
Delcy ainda prestou homenagem “aos mártires que deram suas vidas defendendo a Venezuela”. Pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos da equipe de segurança de Maduro morreram no ataque de 3 de janeiro, segundo dados oficiais.
— Este é um povo que não se rende, somos um povo que não desiste. Estamos aqui governando ao lado do povo — declarou a líder chavista.
Na noite de domingo, Delcy defendeu em uma publicação nas redes sociais uma relação equilibrada e respeitosa com Trump. Simultaneamente, o republicano afirmou a jornalistas, a bordo do Air Force One, que Washington está “no comando” do país sul-americano.
“Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os EUA e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo”, escreveu a presidente interina. “Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer a coexistência comunitária duradoura”.
Initial plugin text
Delcy foi empossada na segunda-feira como presidente interina da Venezuela e se tornou a primeira mulher a governar o país sul-americano. A líder chavista era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. Após a ação militar americana, a Suprema Corte venezuelana lhe ordenou que assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado, e as Forças Armadas reconheceram sua nomeação no domingo. A líder chavista afirmou em seu discurso que assume o cargo em “tempos terríveis de ameaça à estabilidade e à paz da nação”.
— Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos — disse Delcy em seu juramento, em referência a Maduro e Flores, detidos em Nova York sob acusação de narcotráfico e terrorismo. — Venho também com honra jurar em nome de todos os venezuelanos.
Ao assumir o poder como presidente interina, Delcy não dá seguimento à sucessão presidencial em si, de vice-presidente para chefe de Estado oficialmente. Isso significa que a líder chavista, aliada de Maduro, ocupa o cargo de forma transitória até que o presidente regresse ao poder. Especialistas jurídicos ressaltam que esse movimento faz parte da estratégia legal para que Maduro possa alegar no tribunal americano que é chefe de Estado de um país, portanto, imune às acusações da Justiça dos EUA.
* Matéria em atualização
Washington marca nesta terça-feira cinco anos desde que uma multidão invadiu o Capitólio, com os manifestantes perdoados por Donald Trump refazendo seus passos, enquanto os democratas retomam as audiências para responsabilizar o presidente. O aniversário destaca uma nação dividida entre relatos irreconciliáveis ​​de um ataque que remodelou a política americana — um apoiado pelas conclusões oficiais de uma tentativa violenta de anular uma eleição, o outro retratando-o como um protesto injustamente criminalizado.
Leia mais: apoiadores de Trump condenados pelo ataque ao Capitólio pedem à Justiça dos EUA indenização de US$ 100 milhões
Reincidência: invasor do Capitólio é condenado à prisão perpétua por planejar matar agentes do FBI
“Há cinco anos, em 6 de janeiro, uma turba violenta atacou brutalmente o Capitólio dos EUA. Sua missão era derrubar uma eleição livre e justa. Jamais permitiremos que extremistas encubram sua traição”, publicou o deputado democrata Hakeem Jeffries no X. Apoiadores de Trump se reuniram em Washington em 6 de janeiro de 2021, depois que o presidente os incitou a protestar contra a certificação pelo Congresso de sua derrota eleitoral para Joe Biden.
Milhares de manifestantes invadiram o Capitólio, sobrecarregando as linhas policiais e ferindo mais de 140 agentes, quebrando janelas e portas, saqueando escritórios e forçando os legisladores a se esconderem enquanto a contagem eleitoral era interrompida por horas. Nesta terça-feira, dentro do Capitólio, os democratas da Câmara realizaram uma audiência não oficial com a participação de policiais, ex-parlamentares e civis que vivenciaram a violência em primeira mão.
Muitos dos envolvidos na investigação original do Congresso dizem que o objetivo não é reabrir o debate público, mas impedir que ele seja apagado — especialmente depois que Trump retornou ao cargo e concedeu indulto a quase todos os réus acusados ​​em conexão com o ataque.
Normalizar a violência política
Um novo relatório do Partido Democrata documenta dezenas de manifestantes perdoados que foram posteriormente acusados ​​de novos crimes, e o partido alerta que a clemência corre o risco de normalizar a violência política. Do lado de fora do prédio, apoiadores de Trump, incluindo figuras ligadas ao grupo de extrema-direita Proud Boys, realizaram uma marcha refazendo o percurso feito pelos manifestantes em 2021.
O evento está sendo promovido pelo ex-líder do grupo, Enrique Tarrio, que cumpria pena de 22 anos por conspiração sediciosa antes de ser perdoado por Trump. Os organizadores dizem que o evento homenageará aqueles que morreram, incluindo a manifestante pró-Trump Ashli ​​Babbitt, e protestará contra o que descrevem como uso excessivo da força policial e processos judiciais com motivação política.
Os eventos concorrentes refletem uma disputa política mais ampla, com os democratas afirmando que Trump incitou o ataque para anular a eleição. Os republicanos rejeitam essa visão, citando, em vez disso, falhas de segurança e criticando o Departamento de Justiça. Trump fez uma breve alusão ao tumulto em um discurso durante um encontro estratégico dos republicanos na Câmara, acusando os democratas e a mídia de deturparem seu papel na violência.
Os líderes republicanos rejeitaram a audiência desta terça-feira, classificando-a como partidária, e demonstraram pouco interesse em um evento formal. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, um aliado inabalável de Trump, ainda não instalou uma placa em homenagem aos policiais do Capitólio que defenderam o prédio naquele dia, apesar de uma lei federal exigir isso.
O republicano Barry Loudermilk argumentou que o dia 6 de janeiro foi usado para promover uma narrativa política contra Trump e seus aliados. O aniversário ocorre em um contexto de questões legais e históricas não resolvidas.
O ex-procurador especial Jack Smith afirmou que o ataque não teria ocorrido sem Trump, mas abandonou o caso federal após a reeleição do líder republicano, em conformidade com a política do Departamento de Justiça que proíbe o processo de um presidente em exercício. Trump foi alvo de um processo de impeachment logo após os tumultos, iniciado pela Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, mas absolvido pelo Senado, liderado pelos republicanos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinaram nesta terça-feira uma declaração de intenções relativa ao deslocamento de uma força multinacional à Ucrânia após o cessar-fogo ser firmado com a Rússia. A confirmação deste compromisso é uma medida considerada fundamental para que Kiev sinta mais firmeza no apoio de seus aliados europeus e concorde em avançar mais nas negociações de paz com Moscou.
Initial plugin text
Essa força, que vem sendo considerada há vários meses, deverá “fornecer uma forma de garantia após o cessar-fogo”, afirmou Macron após uma reunião dos aliados de Kiev em Paris, onde concordaram com “garantias de segurança robustas para uma paz sólida e duradoura” na Ucrânia. A declaração inclui 35 países da “Coalizão de Voluntários”, que se reuniram na capital francesa com o apoio dos Estados Unidos.
Após a reunião, Zelensky elogiou a criação de “documentos substanciais” sobre garantias de segurança para Ucrânia, e “não apenas palavras”.
— É importante que a coligação tenha hoje documentos substanciais, e não apenas palavras — disse Zelensky em uma coletiva de imprensa, onde expressou satisfação com o “conteúdo concreto” dos documentos, que demonstra uma determinação em “trabalhar por uma segurança real”.
As garantias para a segurança futura da Ucrânia, após um cessar-fogo com a Rússia, foram “praticamente finalizadas” e permitem aos ucranianos saber que, quando este conflito terminar, “será para sempre”, afirmou Steve Witkoff, enviado do presidente americano, Donald Trump, à região para mediar acordo de paz entre os dois países.
— Isso não significa que alcançaremos a paz, mas a paz não seria possível sem o progresso alcançado aqui hoje — disse Jared Kushner, genro de Trump que também é membro da equipe de negociação americana, em uma coletiva de imprensa conjunta após a cúpula da Coalizão.
* Matéria em atualização
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu nesta terça-feira a um juiz de Nova York que “reconheça a falta de jurisdição” do tribunal onde o presidente deposto Nicolás Maduro é julgado por narcotráfico e terrorismo, após sua captura pelos Estados Unidos. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em outros três estados do país. O ataque deixou um saldo oficial de 55 militares venezuelanos e cubanos mortos que integravam sua equipe de segurança.
Mudança: Departamento de Justiça dos EUA retira alegação de que o Cartel de los Soles da Venezuela é um grupo real
‘Eles controlam a Venezuela’: Com controle de milícias, ministros da Defesa e do Interior emergem como figuras centrais no pós-Maduro: ‘Eles controlam a Venezuela’
— Quero fazer um apelo ao juiz Alvin Hellerstein para que respeite a legalidade internacional e proceda a reconhecer a falta de jurisdição do tribunal sob seu comando para julgar um mandatário de uma nação soberana — disse Saab em um pronunciamento televisionado.
O procurador informou ainda a designação de três promotores para investigar as “dezenas de baixas de inocentes civis e militares” durante o ataque americano. Trata-se de “crime de guerra dessa agressão inusitada contra a pátria venezuelana”, denunciou Saab.
O mandatário compareceu na segunda-feira a um tribunal federal de Nova York, onde se declarou não culpado.
— Sou um prisioneiro de guerra — disse durante a audiência.
Flores também se declarou não culpada.
Antes: EUA classificam Cartel de los Soles como grupo terrorista; medida deve ampliar pressão militar e econômica sobre Maduro
Initial plugin text
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse após o ataque que levantariam “informações referentes a feridos e mortos”.
Cuba publicou nesta terça-feira uma lista com 32 militares mortos no ataque dos Estados Unidos em Caracas. Na segunda-feira, o Exército venezuelano divulgou notas de falecimento de 23 militares mortos. Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP pelo menos 70 mortos e 90 feridos.
‘Julgamento justo’
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu, também nesta terça-feira, um “julgamento justo” para o presidente venezuelano deposto.
— Agora que o presidente Maduro está sob custódia, o que se pede é um julgamento justo, sempre… Em qualquer circunstância, e nesta em particular, deve haver rapidez e justiça — declarou a líder de esquerda em sua coletiva de imprensa matinal.
Entenda: Mesmo classificado pelos EUA como grupo terrorista chefiado por Maduro, Cartel de los Soles não existe como organização real, dizem especialistas
Sheinbaum também se dirigiu aos opositores do regime chavista, reiterando sua rejeição à intervenção dos EUA contra a soberania da Venezuela.
— Para aqueles que discordam do regime de Maduro ou do chavismo na Venezuela, isso é uma coisa; outra coisa completamente diferente é uma potência, um país, usar a força para depor um presidente. Nós nunca podemos concordar com isso — acrescentou a chefe de Estado.
Uma intensa onda de frio que afeta a Europa resultou na morte de pelo menos cinco pessoas na França e causou grandes problemas nos sistemas de transporte nesta terça-feira, pelo segundo dia seguido. Nevadas, formação de gelo nas vias e temperaturas negativas resultaram no fechamento de aeroportos, na suspensão de trens e em alertas meteorológicos em vários países do continente. 
Veja: Onda de frio ártico paralisa transportes e provoca emergências em países da Europa; vídeo
Vídeo: Frio histórico nos EUA faz iguanas ‘caírem do céu’ na Flórida durante o Ano Novo
De acordo com autoridades locais, três pessoas perderam a vida em acidentes causados pelo gelo no sudoeste da França. Um taxista faleceu após perder o controle do carro, sair da pista e cair no rio Marne, localizado na região leste de Paris. Uma outra vítima fatal foi registrada em uma colisão entre veículos a leste da capital francesa. 
A nevasca deixou as calçadas escorregadias, forçando os pedestres a andar pelas ruas na capital francesa. A vista de Paris coberta de neve era “realmente extraordinária”, declarou a guia turística Valeria Pitchouguina. Mas o gelo complicou sua tentativa de conduzir um grupo pelas escadarias íngremes até Montmartre. 
— Quando está assim, com neve e gelo, é outra coisa; parece menos subir Montmartre e mais escalar o Mont Blanc — declarou Pitchouguina à AFPTV. 
No Reino Unido, os termômetros registraram mínimas de -12,5 °C em Norfolk, no leste da Inglaterra, durante a madrugada. O serviço meteorológico do Reino Unido anunciou que foi a noite mais gelada do inverno até o momento, com quase todo o país em alerta para neve e gelo. Os Países Baixos também registraram temperaturas abaixo de -10 °C que paralisaram os trens na manhã desta terça-feira. 
No setor aéreo, uns voltam, outros seguem fechados
No setor aéreo, aeroportos de Liverpool e Aberdeen retomaram as operações após fechamentos temporários. Na França, terminais regionais tiveram atividades suspensas, enquanto os aeroportos parisienses de Orly e Charles de Gaulle permaneceram abertos. Ainda assim, companhias aéreas deverão cancelar parte dos voos nesta quarta-feira devido à previsão de nova nevasca, informou o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot.  
Montagem com a neve em Amsterdã
Reprodução/Redes sociais/X
Já no aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, nos Países Baixos, as operações foram totalmente suspensas devido ao acúmulo de neve nas pistas, de acordo com o serviço de controle de tráfego aéreo do país. Centenas de voos foram cancelados ou desviados. 
Estradas intransitáveis em vários países 
De acordo com a Reuters, na região da Île-de-France, foi estabelecido um limite de velocidade de 80 km/h, e os engarrafamentos atingiram aproximadamente 1.000 quilômetros. A RATP suspendeu várias linhas de ônibus, mas os metrôs e trens suburbanos continuaram em operação. 
A Espanha também sofre consequências graves. Em Cádiz, na área de Campo de Gibraltar, a passagem do furacão Francis e o aumento do nível da represa de Guadarranque resultaram na evacuação de 271 famílias. Em Cuenca, a neve levou ao fechamento de aproximadamente dez ruas. 
Na Áustria, o serviço meteorológico GeoSphere Austria emitiu alertas para o oeste e o sul do país, onde os termômetros chegaram a -26 °C na Alta Áustria e devem permanecer abaixo de -20 °C nos próximos dias.  
A onda de frio também atinge o leste europeu. Na Hungria, estradas e ferrovias seguem intransitáveis pelo segundo dia consecutivo, especialmente no nordeste do país, ampliando os impactos do inverno rigoroso sobre a mobilidade e os serviços essenciais.  
A Sérvia emitiu avisos de neve e chuva congelante, o que resultou em atrasos no aeroporto de Belgrado. Na Bósnia e Herzegovina, tempestades de neve deixaram até 40 centímetros de acúmulo em Sarajevo e provocaram o cancelamento de voos. E Montenegro está enfrentando chuvas fortes e ventos intensos, de acordo com autoridades locais. 
As previsões apontam que a frente fria seguirá causando transtornos nos transportes e riscos à população em grande parte da Europa nos dias seguintes, mantendo as equipes de emergência e autoridades em alerta.
Pelo menos 27 manifestantes, incluindo cinco menores de idade, morreram desde o início dos protestos no Irã, no final de dezembro, segundo um balanço divulgado nesta terça-feira pela ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega. A IHR acusa as forças de segurança de terem matado pelo menos seis pessoas em um único incidente no sábado, quando abriram fogo contra manifestantes no distrito de Malekshahi, na província de Ilam, no oeste do país.
Contexto: Irã diz que não terá ‘nenhuma indulgência’ com desordeiros em protestos
Com moeda em queda livre: Irã vê nova onda de protestos contra a crise econômica, e regime fica em alerta
“Pelo menos 27 manifestantes morreram por disparos ou outras formas de violência perpetradas pelas forças de segurança em oito províncias”, escreveu a organização em seu site após dez dias de protestos, acrescentando que mais de mil pessoas foram presas.
A organização relata que, no domingo, as forças de segurança invadiram um hospital em Ilam para onde manifestantes feridos de Malekshahi haviam sido levados e prenderam várias pessoas.
Em todo o país, os protestos se espalharam por pelo menos 26 das 31 províncias do Irã, com manifestações de estudantes em mais de 20 universidades, segundo a IHR. De acordo com comunicados oficiais divulgados pela mídia iraniana, pelo menos 12 pessoas morreram desde o início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança.
Contexto: Sob pressão de protestos, Irã anuncia subsídio mensal à população em meio à crise econômica
“A República Islâmica tem um histórico documentado de repressão sangrenta e assassinatos em massa de manifestantes em levantes anteriores”, disse Mahmod Amiry Moghadam, diretor da IHR.
A ONG já confirmou mais de 550 mortes durante a repressão ao movimento de protesto de 2022-2023 no Irã.
“Considerando que o regime está agora mais instável do que nunca e teme seriamente por sua sobrevivência, há grande preocupação de que a escala da repressão desta vez possa ser ainda mais violenta e generalizada do que antes”, acrescentou.
Irã vive grave crise política e financeira
Divulgação
O movimento de protesto, inicialmente ligado ao custo de vida, começou em 28 de dezembro, em Teerã, e desde então se espalhou para o restante do país, com reivindicações políticas. Os protestos atingem ou já atingiram, em diferentes graus, ao menos 45 cidades, principalmente pequenas e médias, localizadas sobretudo no oeste do país, de acordo com a AFP, levando em consideração comunicados oficiais e informações vindas da imprensa.
A agência de notícias Fars escreveu nesta segunda-feira que “a tendência observada na noite de domingo é uma diminuição significativa do número de concentrações e de sua extensão geográfica em relação às noites anteriores”.
Initial plugin text
A imprensa iraniana informou, nos últimos dias, sobre atos de violência e danos materiais, registrados principalmente no oeste do país, a várias centenas de quilômetros de Teerã. Ao menos 12 pessoas morreram desde 30 de dezembro em confrontos, incluindo integrantes das forças de segurança, segundo um balanço baseado em comunicados oficiais.
Os incidentes não são noticiados de forma detalhada, o que dificulta a avaliação dos fatos. Vídeos das mobilizações circulam nas redes sociais, mas nem todos conseguem ser verificados. E a moeda nacional, o rial, perdeu mais de um terço de seu valor em relação ao dólar em um ano, e uma inflação de dois dígitos vem enfraquecendo há anos o poder de compra da população iraniana.
O governo de Cuba divulgou nesta terça-feira os nomes de 32 militares cubanos mortos nos ataques dos Estados Unidos em Caracas, operação que culminou na captura do então líder venezuelano, Nicolás Maduro. A informação foi confirmada um dia após autoridades da Venezuela anunciarem a morte de 23 militares, cujos corpos teriam sido localizados após os bombardeios americanos.
No domingo, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou que a equipe de segurança de Maduro foi assassinada “a sangue frio” pelas tropas americanas, que bombardearam a capital e três outros estados do país.
A mídia oficial da ilha publicou uma lista dos militares cubanos mortos: 21 pertencentes ao Ministério do Interior, incluindo três oficiais de alta patente (dois coronéis e um tenente-coronel). Os 11 soldados restantes eram membros das Forças Armadas Revolucionárias, em sua maioria.
Do lado venezuelano, o Exército publicou obituários em sua conta do Instagram na segunda-feira para 23 militares, incluindo almirantes, 16 sargentos de diversas patentes e dois soldados.
Pelo menos cinco pessoas morreram nesta terça-feira (6) em confrontos entre as forças governamentais e curdas na cidade de Aleppo, no norte da Síria. Ambos os lados se acusam mutuamente de iniciar os combates.
Veja vídeo: Reino Unido e França lançam ataques conjuntos contra Estado Islâmico na Síria
Moradores contestam presença do Estado Islâmico após destroços de ataque dos EUA atingirem vila no noroeste da Nigéria
Os avanços para implementar um acordo alcançado em março para integrar a administração semiautônoma curda e suas forças militares ao novo governo islamista da Síria estão estagnados.
As tensões que surgiram desde então ocasionalmente resultam em confrontos, particularmente em Aleppo, que possui dois bairros de maioria curda.
A agência de notícias estatal Sana informou que as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, “atacaram a área próxima à rotatória de Shihan, matando um membro do Ministério da Defesa”.
Mais tarde, a agência noticiou que “três civis, incluindo duas mulheres, morreram em um bombardeio das FDS contra prédios residenciais no bairro de Al Midan, em Aleppo”.
Brutalidade: Atentado em mesquita deixa ao menos oito mortos e 18 feridos na Síria
Em um comunicado divulgado antes das reportagens da mídia estatal, as FDS alegaram que grupos ligados ao governo “atacaram o bairro de Sheikh Maqsud com um drone de reconhecimento, matando um morador e ferindo outros dois”.
Os bairros de maioria curda de Sheikh Maqsud e Ashrafiyeh, em Aleppo, permanecem sob o controle de unidades curdas ligadas às FDS, apesar de os combatentes curdos terem concordado em se retirar dessas áreas em abril.
Enquanto isso, as FDS acusaram facções afiliadas ao Exército sírio de atacarem a localidade de Deir Hafer, cerca de 50 quilômetros ao leste de Aleppo e próxima à estratégica represa de Tishreen, a nordeste da cidade.
A força liderada pelos curdos reafirmou seu direito de “responder legitimamente a esses ataques”.
Galerias Relacionadas
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuou em uma alegação duvidosa sobre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que o governo Trump promoveu no ano passado ao preparar o terreno para removê-lo do poder: acusá-lo de liderar um cartel de drogas chamado Cartel de los Soles. Isso remonta a uma acusação do grande júri de 2020 contra o líder chavista, redigida pelo próprio Departamento de Justiça. Em julho de 2025, copiando a linguagem da acusação, o Departamento do Tesouro designou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista. Em novembro, Marco Rubio, secretário de Estado e conselheiro de segurança nacional do presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que o Departamento de Estado fizesse o mesmo.
Antes: EUA classificam Cartel de los Soles como grupo terrorista; medida deve ampliar pressão militar e econômica sobre Maduro
‘Eles controlam a Venezuela’: Com controle de milícias, ministros da Defesa e do Interior emergem como figuras centrais no pós-Maduro: ‘Eles controlam a Venezuela’
Mas especialistas em questões relacionadas ao crime e às drogas na América Latina afirmaram que, na verdade, trata-se de uma gíria inventada pela mídia venezuelana na década de 1990 para se referir a autoridades corrompidas pelo dinheiro do tráfico de drogas. E no sábado, após o governo capturar Maduro, o Departamento de Justiça divulgou uma acusação reescrita que parecia admitir tacitamente esse ponto.
Os promotores ainda acusaram Maduro de participar de uma conspiração de tráfico de drogas, mas abandonaram a alegação de que o Cartel de los Soles era uma organização real. Em vez disso, a acusação revisada afirma que se refere a um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” alimentada pelo dinheiro do tráfico de drogas.
Initial plugin text
Enquanto a antiga acusação faz 32 referências ao Cartel de los Soles e descreve Maduro como seu líder, a nova menção faz duas vezes e afirma que ele, assim como seu antecessor, o presidente Hugo Chávez, participou, perpetuou e protegeu esse sistema de clientelismo.
Os lucros do tráfico de drogas e a proteção dos parceiros do tráfico de drogas “fluem para funcionários civis, militares e de inteligência corruptos, que operam em um sistema de clientelismo dirigido por aqueles no topo — conhecido como Cartel de los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes dos oficiais militares venezuelanos de alto escalão”, afirma a nova acusação.
Entenda: Mesmo classificado pelos EUA como grupo terrorista chefiado por Maduro, Cartel de los Soles não existe como organização real, dizem especialistas
A retirada coloca em questão a legitimidade da designação do Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira pelo governo Trump no ano passado. Os porta-vozes da Casa Branca e dos Departamentos de Justiça, Estado e Tesouro não responderam aos pedidos de comentários.
Elizabeth Dickinson, vice-diretora para a América Latina do International Crisis Group, disse que a descrição do Cartel de los Soles na nova acusação é “exatamente fiel à realidade”, ao contrário da versão de 2020.
— Acho que a nova acusação está correta, mas as designações ainda estão longe da realidade — disse ela. — As designações não precisam ser comprovadas em tribunal, e essa é a diferença. Claramente, eles sabiam que não poderiam provar isso em tribunal.
Ainda assim, Rubio voltou a referir-se ao Cartel de los Soles como um cartel real numa entrevista ao programa “Meet the Press” da NBC no domingo, um dia após a divulgação da acusação revista.
“Continuaremos a reservar-nos o direito de atacar os barcos que transportam drogas para os Estados Unidos e que são operados por organizações criminosas transnacionais, incluindo o Cartel de los Soles”, afirmou. “É claro que o líder desse cartel está agora sob custódia dos EUA e enfrentando a justiça americana no Distrito Sul de Nova York. E esse líder é Nicolás Maduro.”
A Avaliação Nacional de Ameaças às Drogas, realizada anualmente pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), que detalha as principais organizações de tráfico, nunca mencionou o Cartel de los Soles. O mesmo ocorre com o Relatório Mundial sobre Drogas, publicado anualmente pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Mas a acusação de 2020, que apresentou uma longa narrativa sobre uma conspiração que durou anos, retratou o Cartel de los Soles como uma organização de tráfico de drogas, liderada por Maduro. Ela afirmou que o grupo tomou medidas como fornecer armas às FARC, um grupo rebelde marxista na Colômbia que financiou suas atividades militantes com o tráfico de drogas, e tentar “inundar” os Estados Unidos com cocaína “como arma”.
A elaboração da acusação de 2020 foi supervisionada por Emil Bove III, então promotor da unidade de terrorismo e narcóticos internacionais em Nova York. Bove dirigiu o Departamento de Justiça nos primeiros meses do segundo mandato de Trump e teve um mandato turbulento, que incluiu a demissão de dezenas de funcionários e a ordem de arquivamento das acusações de suborno contra Eric Adams, então prefeito de Nova York. Trump posteriormente nomeou Bove para um cargo vitalício em um tribunal federal de apelações.
Embora os especialistas em questões relacionadas ao crime e às drogas na América Latina tenham elogiado a correção sobre o Cartel de los Soles, alguns também criticaram outros aspectos da acusação revisada.
Por exemplo, a acusação acrescentou como réu — e suposto co-conspirador do Sr. Maduro — o chefe de uma gangue prisional venezuelana chamada Tren de Aragua. A conexão descrita na acusação é fraca: ela diz apenas que o líder da gangue, em telefonemas em 2019 com alguém que ele pensava ser um funcionário venezuelano, ofereceu serviços de escolta para proteger carregamentos de drogas que passavam pela Venezuela.
No ano passado, Trump declarou que Maduro estava dirigindo as atividades do Tren de Aragua, embora a comunidade de inteligência dos EUA acredite que o oposto seja verdadeiro.
Jeremy McDermott, cofundador do InSight Crime, um think tank sobre crime e segurança na América Latina, disse que a inclusão do líder do Tren de Aragua como co-conspirador acusado com Maduro em uma conspiração de tráfico de drogas “reflete a retórica do presidente Trump”, mas é enganosa. Ele apontou para a análise do seu think tank sobre o Tren de Aragua, que afirma que a gangue não tem propriedade sobre grandes carregamentos de cocaína.
Trabalhar como jornalista hoje na Venezuela significa trabalhar num cenário de guerra. A afirmação é da jornalista Patricia Rodríguez, diretora do veículo digital Notícias Ya, e membro da Associação de Imprensa Estrangeira no país. Um dia após a detenção de 14 jornalistas que tentaram cobrir a posse da presidente interina Delcy Rodríguez, na Assembleia Nacional na segunda-feira, o clima dentro do país está se tornando cada vez mais adverso para jornalistas venezuelanos e estrangeiros.
Entenda: Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela
‘Vamos, Nico!’: Chavistas entoam lema em apoio a Maduro durante posse do novo Parlamento da Venezuela; vídeo
— Trabalhar na Venezuela implica altíssimo risco. É um cenário de guerra — frisou a jornalista, que confirmou a deportação de pelo menos um jornalista estrangeiro na segunda-feira. — Ele estava entre os que tentaram cobrir a posse de Delcy, foi detido e depois deportado. Tem cidadania italiana.
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol) denunciou a detenção dos 14 jornalistas e informou que 13 deles trabalham em agências e meios internacionais. Na noite da mesma segunda-feira, 13 dos 14 detidos foram liberados, após terem seus celulares e equipamentos revistados. Durante o procedimento, informou o sindicato, foram rastejadas comunicações dos jornalistas e mensagens escritas por eles em suas redes sociais.
Initial plugin text
O SNTP também reportou a detenção de outros dois correspondentes internacionais na fronteira com a Colômbia, que também foram libertados após horas incomunicáveis, resultando em um total de 16 prisões.
A imprensa foi submetida a uma “revisão de equipamentos, desbloqueio de celulares, rastreamento de ligações e mensagens em plataformas de comunicação e redes sociais”, acrescentou o SNTP em nota.
‘Traidores nunca’: Venezuela vive sob vigilância de grupos armados leais ao chavismo após a deposição de Maduro
Mais de 400 veículos de comunicação, ainda de acordo com o SNTP, fecharam nos últimos 20 anos sob os governos de Maduro e de seu antecessor Hugo Chávez.
A ação no Parlamento coincidiu com uma manifestação chavista para exigir a libertação do líder chavista Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados em uma megaoperação dos Estados Unidos no último sábado. Agora, eles enfrentam acusações de narcotráfico e terrorismo em Nova York.
A presença policial e militar aumentou durante a sessão no Parlamento, que terminou à noite com o registro de disparos perto do palácio presidencial, o Miraflores. As autoridades explicaram que dispararam contra um drone que sobrevoava sem autorização.
(Com AFP)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress