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Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira que suas forças militares apreenderam mais um navio petroleiro no Mar do Caribe, o sétimo desde que o presidente Donald Trump impôs um bloqueio para impedir a entrada e a saída de embarcações ligadas ao petróleo venezuelano.
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A embarcação, identificada como Motor Vessel Sagitta, estaria “operando em desafio à quarentena estabelecida pelo presidente Trump a navios sancionados” e foi capturada na manhã desta terça-feira “sem incidentes”, segundo informou o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (Southcom) em publicação na rede social X.
“O único petróleo que sairá da Venezuela será aquele coordenado de forma adequada e legal”, afirmou o Southcom na mensagem, acompanhada de um vídeo que mostra uma embarcação em alto-mar.
Desde o anúncio do bloqueio, em dezembro, sete navios foram apreendidos. Entre eles está um petroleiro russo, capturado no Atlântico Norte no início do ano após ser perseguido por forças americanas desde a costa da Venezuela.
Washington enviou uma flotilha naval ao Caribe, onde realizou ataques contra embarcações supostamente usadas no tráfico de drogas, e lançou uma ampla operação militar que resultou na deposição forçada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Trump afirma que os Estados Unidos passarão a controlar o petróleo venezuelano após a derrubada de Maduro e se vangloria de já ter confiscado e vendido parte da produção.
Autoridades interinas da Venezuela rejeitam essa versão e sustentam que seguem no controle da indústria petrolífera. Segundo elas, a estatal PDVSA mantém negociações com os Estados Unidos sobre a venda de petróleo.
Dois tabloides britânicos, acusados de hackear telefones e de outras formas de “obtenção ilícita de informações” contra o príncipe Harry e outras seis pessoas, entre elas o cantor Elton John, alegaram nesta terça-feira que recorreram a fontes “legítimas” para suas reportagens. A Associated Newspapers Ltd (ANL), grupo editorial do Daily Mail e do The Mail on Sunday, buscou se defender das acusações de violação de privacidade por meio de métodos ilegais, no segundo dia do julgamento no Tribunal Superior de Londres, após a denúncia apresentada por essas sete pessoas.
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O príncipe Harry, de 41 anos, que esteve presente no tribunal na segunda e nesta terça-feira, pode ser chamado a depor a partir de quarta-feira, em um julgamento que pode durar nove semanas. Os advogados dos demandantes indicaram que os supostos atos ilegais ocorreram entre 1993 e 2011, embora alguns teriam se estendido até 2018.
Segundo os advogados, os tabloides empregaram detetives particulares para interceptar ligações telefônicas e obter informações privadas, como contas telefônicas detalhadas ou históricos médicos, além de extratos bancários.
Mas Anthony White, advogado da ANL, afirmou que o julgamento demonstrará que a empresa “apresenta um relato convincente de um padrão de obtenção legítima de fontes para os artigos”. White acrescentou que as acusações implicariam que jornalistas e outras pessoas dos tabloides mentiram de forma generalizada.
“Deve-se levar em conta a improbabilidade inerente de que um número tão grande de jornalistas fizesse isso”, argumentou White.
Este julgamento é o terceiro e último caso apresentado contra um editor de jornais britânico pelo príncipe Harry, que qualificou como uma “missão” enfrentar os tabloides “pelo bem comum”. O filho mais novo do rei Charles III culpa, há muito tempo, a imprensa pela morte de sua mãe, a princesa Diana, que morreu em um acidente automobilístico em Paris, em 1997, enquanto tentava fugir dos paparazzi.
Em 2023, ele se tornou o primeiro membro da realeza britânica a depor em um tribunal em mais de um século, ao testemunhar como parte de uma ação contra a Mirror Group Newspapers (MGN). Naquela ocasião, o Tribunal Superior de Londres decidiu que Harry foi vítima de hackeamento telefônico e determinou uma indenização de 140,6 mil libras (cerca de R$ 1 milhão) por danos e prejuízos.
Em janeiro de 2025, Harry chegou a um acordo financeiro com o editor Rupert Murdoch. O News Group Newspapers (NGN), de Murdoch, apresentou desculpas a Harry “pela espionagem telefônica, vigilância e uso indevido de informações privadas por parte de jornalistas e investigadores privados” instruídos pelo grupo.
O advogado dos sete demandantes neste novo julgamento, David Sherborne, afirmou nesta terça-feira que, caso vençam a ação, “as indenizações terão de ser significativas, dado o tipo de atividades envolvidas”.
O governador de Minnesota, Tim Walz, e outras seis autoridades do estado foram intimadas pela Justiça dos Estados Unidos nesta terça-feira, como parte da investigação sobre uma possível obstrução da aplicação da lei federal durante os protestos contra a presença de agentes de imigração na região — principalmente após um deles ter matado Renee Good, no último dia 7. A investigação, que representa uma escalada no confronto entre o presidente americano, Donald Trump, e os líderes democratas da região, é fruto de declarações do Walz sobre a atuação do ICE e da patrulha de fronteira dos EUA no estado, que começou no início do ano.
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As intimações, segundo agência Associated Press (AP), foram enviadas aos gabinetes de Walz, do procurador-geral Keith Ellison, do prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, da prefeita de St. Paul, Kaohly Her, e de autoridades nos condados de Ramsey e Hennepin. Os promotores solicitaram documentos das autoridades relacionados às suas políticas de imigração no estado.
Após a abertura da investigação pelo Departamento de Justiça, Walz afirmou, em comunicado, que “armar o sistema de Justiça e ameaçar oponentes políticos é uma tática perigosa e autoritária”. “A única pessoa que não está sendo investigada pelo tiroteio de Renee Good é o agente federal que atirou nela”, acrescentou o governador.
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Quase 3 mil agentes federais de imigração foram enviados para Minneapolis, segundo o ICE, com o objetivo de prender pessoas suspeitas de estarem nos EUA ilegalmente e investigar alegações de fraude no estado. O Departamento de Segurança Interna chamou a implantação massiva de a maior operação de sua História e disse estar agindo dentro de suas atribuições legais para fazer cumprir as leis de imigração.
Tanto Walz quanto Frey repreenderam abertamente o aumento da atividade federal em Minneapolis. O prefeito chegou a entregar uma mensagem pública para os agentes federais deixarem a cidade. “Simplificando, Minnesota quer poder de veto sobre a aplicação da lei federal”, escreveram os advogados do Departamento de Justiça, de acordo com a AP.
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O procurador-geral de Minnesota afirmou que o governo está violando a liberdade de expressão e outros direitos constitucionais com suas operações sem precedentes. Ele descreveu os policiais armados como mal treinados e disse que a “invasão” deve cessar.
No dia em que completa um ano desde sua segunda posse — e após intensificar as provocações e ameaças a aliados europeus —, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se juntou à secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, para uma entrevista coletiva nesta terça-feira. A aparição ocorre em meio à escalada de tensões em torno da Groenlândia e às vésperas de sua participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, onde o assunto já domina a pauta.
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Ao subir ao púlpito, o presidente ergueu um livro com 365 pontos de argumentação distribuídos pela Casa Branca aos repórteres, listando as realizações do primeiro ano de seu governo. Apesar das declarações mais recentes do republicano sobre a Groenlândia, Trump iniciou seu discurso ressaltando como sua administração deteve o que definiu como “assassinos e traficantes de drogas” em Minnesota. Ele exibiu imagens impressas de indivíduos sob o título “Minnesota: os piores dos piores”, acrescentando que eram todos “imigrantes ilegais criminosos”.
— Elas foram autorizadas a entrar pelo sonolento Joe Biden, pelo corrupto Joe Biden, como você preferir chamar — disse, mencionando o caso de Renée Good, americana morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no início do mês. — Todos [os agentes] querem tirar [criminosos] do nosso país, e o que enfrentamos são agitadores pagos. Quando aquela mulher foi baleada, eu fiquei muito abalado. E entendo os dois lados. [Mas] havia outra mulher gritando ‘vergonha’ [ao fundo]. Eu disse: ‘Essa não é uma pessoa normal’. Eles querem ver o nosso país fracassar, mas isso não vai acontecer.
Insatisfação doméstica
Trump chega ao seu primeiro ano de segundo mandato em meio à insatisfação de parte do eleitorado com o desempenho econômico do governo e com o uso do poder presidencial. Segundo pesquisa da CNN americana realizada pelo instituto SSRS, 58% dos entrevistados consideram que o início do governo Trump foi um fracasso. Mesmo dentro do Partido Republicano, cerca da metade diz que o presidente deveria fazer mais para melhorar a economia — incluindo 42% entre eleitores que se descrevem como integrantes do movimento MAGA (“Tornar a América Grande Novamente”, em tradução livre).
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A taxa geral de aprovação de Trump está agora em 39%, com a opinião pública sobre quase todos os aspectos de sua presidência estagnada em patamares negativos. Seus índices, que giravam em torno de 48% em fevereiro do ano passado, caíram nos primeiros 100 dias do segundo mandato e, desde então, permanecem na casa dos baixos 40% ou altos 30%. Além da economia, cerca de um quarto dos que desaprovam Trump dizem fazê-lo por causa do que avaliam como uso indevido do poder presidencial ou do tratamento dado à democracia.
Uma maioria de 58% afirma que Trump foi longe demais no uso do poder da Presidência e do Executivo, acima dos 52% registrados no início do mandato. A maioria também diz que ele exagerou ao tentar mudar instituições culturais como o Smithsonian e o Kennedy Center (62%) e ao cortar programas federais (57%). Cerca de metade afirma ainda que ele foi longe demais ao alterar a forma de funcionamento do governo dos EUA. Ao mesmo tempo, diminuiu a parcela dos que acreditam que Trump mudará o país: de 52% em abril do ano passado para 41% agora.
“Mesmo que ele faça algo de bom em algumas áreas, passa a impressão de ser muito voltado para si mesmo e de não se importar com o bem comum dos nossos cidadãos”, escreveu um dos participantes da pesquisa, um eleitor independente de Oklahoma.
Crise com aliados
Mais cedo, o americano elevou o tom e afirmou que dirigentes do continente europeu “não oferecerão muita resistência” à sua intenção de incorporar o território semiautônomo ligado à Dinamarca. Segundo ele, o tema deverá ser tratado com “diversas partes” à margem do Fórum Econômico. Trump também repetiu que a Groenlândia é “estratégica” para a segurança nacional e global dos EUA, divulgou mensagem com tentativa de conciliação recebida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e publicou um mapa com a bandeira americana na ilha.
As declarações, por sua vez, ocorrem após o anúncio de tarifas de 10% sobre exportações da Dinamarca e outros sete países europeus (Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia) que se alinharam contra a iniciativa americana — medida que provocou queda nos mercados e reacendeu temores de uma guerra comercial transatlântica. A União Europeia (UE) avalia impor tarifas de retaliação sobre produtos americanos e mesmo recorrer a suas sanções econômicas mais sérias em resposta às recentes medidas de Trump.
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Em reunião nesta semana sobre a crise, os principais diplomatas do bloco europeu discutiram reviver um plano para tarifas no valor de € 93 bilhões (R$ 580,5 bilhões) sobre produtos americanos, que havia sido suspenso até 6 de fevereiro após Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, alcançar um acordo comercial com Trump em agosto do ano passado. Os maiores partidos do Parlamento Europeu anunciaram que adiariam a votação planejada sobre medidas para reduzir as tarifas da UE sobre produtos americanos.
Em Davos nesta terça-feira, Von der Leyen afirmou que a resposta da União Europeia às ameaças do republicano será “firme, unida e proporcional”, ao mesmo tempo em que sinalizou disposição para ampliar investimentos europeus na Groenlândia e cooperar com os EUA em temas de segurança no Ártico. Já o presidente francês foi além e afirmou que a escolha atual é entre “aceitar passivamente a lei do mais forte”, levando a uma “nova abordagem colonial”, ou defender um “multilateralismo eficaz” que sirva aos interesses comuns.
Macron disse ainda que a soberania nacional e a independência são elementos centrais dessa opção e afirmou que o recente envio de militares franceses à Groenlândia fez parte desse esforço de defesa — não para “ameaçar ninguém, mas para apoiar um aliado e outro país europeu”. Segundo ele, no âmbito de sua presidência do G7, a França também pretende revitalizar o grupo como um fórum de “diálogo franco”, com o objetivo de evitar guerras comerciais, escaladas protecionistas e outras tentativas de desestabilizar a ordem global.
— Nosso objetivo no G7 é demonstrar que as principais potências do mundo ainda são capazes de chegar a um diagnóstico comum da economia global — disse.
Em atualização.
Neste primeiro ano de seu segundo mandato, Donald Trump elevou de forma significativa a incerteza na economia global diante da falta de previsibilidade de suas decisões, muitas delas com forte impacto econômico. O episódio mais recente é a ameaça de impor tarifas a países europeus que saíram em defesa da Groenlândia — aliados históricos dos Estados Unidos na Otan —, o que cria uma nova onda de incertezas e risco de desaceleração do crescimento global. A Oxford Economics divulgou um relatório no qual estima que, caso essa medida seja implementada, pode haver uma perda de até um ponto percentual no PIB global, já que a taxação americana deverá provocar uma resposta europeia. Entre as possíveis retaliações estão novas tarifas e até a suspensão, pelo Parlamento Europeu, do acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos no ano passado. E o motivo das novas taxas de importação é intratável: não é aceitável sofrer tarifas nem “abrir mão” da Groenlândia para evitá-las. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A crise sem precedentes entre Donald Trump e seus parceiros europeus por causa da ofensiva do presidente americano para anexar a Groenlândia escalou mais alguns degraus nesta terça-feira, com o republicano aumentando suas ameaças e provocações às vésperas de sua participação do Fórum Econômico Mundial, em Davos, e o Parlamento Europeu reagindo com o anúncio de que está sustando a ratificação do acordo de comércio assinado com Washington em julho passado que removeria tarifas sobre produtos industriais dos EUA. Aplicando forte pressão sobre oponentes à anexação da Groenlândia, um território semiautônomo da Dinamarca, Trump anunciou dias atrás tarifas de 10% a oito países europeus a partir de 1º de fevereiro — e que podem aumentar para 25% em junho, até que aceitem a anexação — o que levou a reações fortes na Europa.
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O acordo cuja ratificação foi adiada deveria entrar em vigor em março ou abril, após aprovação do Parlamento Europeu e dos governos nacionais da União Europeia (UE). Com a suspensão anunciada nesta terça-feira, os parlamentares europeus querem enviar uma forte mensagem de descontentamento a Trump.
— É uma alavanca extremamente poderosa, não creio que as empresas concordariam em desistir do mercado europeu — disse Valerie Hayer, presidente do grupo centrista Renovação, aos jornalistas em Bruxelas.
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Além da suspensão da ratificação, a UE discute a imposição de tarifas retaliatórias aos EUA no valor de 93 bilhões de euros (R$ 580 bilhões), assim como restrições ao acesso de empresas americanas ao bloco europeu.
Por sua vez, em posts em rede social e declarações à imprensa, Trump publicou mapa com a bandeira americana no território semiautônomo ártico pertencente à Dinamarca, divulgou mensagem com tentativa de conciliação recebida do presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os líderes europeus “não oferecerão muita resistência” à sua vontade de incorporar a ilha, e lembrou os aliados de que os EUA são “o país mais poderoso do planeta”, garantindo a paz no mundo “através da FORÇA!”.
Trump viaja nesta terça para Davos, na Suíça, em meio à maior crise aberta com aliados ocidentais em décadas por seu avanço sobre a Groenlândia. Será sua primeira participação ao vivo desde 2020, em um clima de marcada tensão pelo recente anúncio de tarifas de 10% à Dinamarca e mais sete países europeus que se opõem à sua ofensiva e enviaram pequenos contingentes militares à ilha em solidariedade ao país nórdico. De madrugada, Trump disse disse que concordou em reunir-se com outros líderes às margens do fórum, mas em entrevista publicada em paralelo deixou claro que não estará lá para negociar nada.
Montagem publicada pelo Trump
Reprodução/Truth
“Eles não oferecerão muita resistência. Temos que conseguir. Eles têm que aceitar”, disse Trump a um repórter na Flórida que lhe perguntou o que ele planejava dizer aos líderes do Velho Continente que se opõem aos seus planos.
O presidente disse ter conversado com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, por telefone, e “deixado claro” que a Groenlândia é “imprescindível para a segurança nacional e mundial” — um argumento que tem reiterado.
“Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam!”, escreveu Trump, que continuou: “Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”.
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Minutos depois, o presidente compartilhou em seu perfil na Truth Social mensagens privadas enviadas por Macron em que o líder francês se oferece para organizar uma reunião em Paris, após o encontro na Suíça. Macron também convidou o presidente americano para um jantar na quinta-feira.
“Meu amigo, nós estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Nós podemos fazer grandes coisas no Irã. Eu não entendo o que você está fazendo na Groenlândia. Deixe-nos tentar construir grandes coisas”, diz a mensagem atribuída a Macron.
O líder francês foi um dos aliados europeus a reagirem de forma mais enérgica aos últimos avanços de Trump. Macron enviou militares franceses à Groenlândia, no escopo dos treinamentos liderados pela Dinamarca — também apontado como uma iniciativa de dissuasão a qualquer intervencionismo dos EUA. A participação colocou Paris na lista de países que Trump anunciou tarifas adicionais de 10% sobre exportações. Em seu discurso em Davos, Macron acusou os EUA de tentar subordinar a Europa por meio de uma política de tarifas que classificou como “inaceitáveis”.
O presidente da França, Emmanuel Macron, participou do Fórum Econômico de Davos nesta terça-feira
Fabrice Coffrini/AFP
— A competição dos EUA por meio de acordos comerciais que prejudicam nossos interesses de exportação exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subordinar a Europa —disse Macron, que falou às autoridades reunidas na cidade suíça usando um óculos escuro espelhado. — [Essas tarifas] somadas a um acúmulo interminável de novas tarifas são fundamentalmente inaceitáveis, ainda mais quando usadas como forma de pressionar a soberania territorial.
Ainda durante a madrugada, o presidente americano publicara duas imagens geradas por IA. Em uma delas, líderes europeus — incluindo Macron e Rutte — aparecem em volta de uma mesa, olhando para Trump, enquanto ele discursa e gesticula ao lado de um mapa, que mostra a Groenlândia, o Canadá e a Venezuela com a bandeira americana.
Em outra imagem provocativa, Trump aparece ao lado do vice-presidente americano, JD Vance, e do secretário de Estado Marco Rubio, fincando uma bandeira americana na Groenlândia em um terreno parcialmente congelado. Em uma placa visível, lê-se: “Groenlândia — território americano desde 2026”.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
As provocações do presidente americano não passaram despercebidas em Davos. Em uma declaração à imprensa nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu que a resposta da Europa às repetidas ameaças de Trump será “firme”.
— Mergulhando-nos em uma espiral descendente, isso só beneficiaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Portanto, nossa resposta será firme, unida e proporcional — disse von der Leyen.
Von der Leyen também alertou Washington de que a imposição de tarifas punitivas aos aliados seria um erro. Ela prometeu ampliar os investimentos europeus na Groenlândia, admitindo trabalhar com os EUA.
— Estamos trabalhando em um aumento maciço de investimentos europeus na Groenlândia — disse a autoridade europeia. — Trabalharemos com os EUA e todos os parceiros em prol da segurança no Ártico em geral. Isso é claramente do nosso interesse comum.
Também em Davos, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tentou acalmar os ânimos. Em uma declaração inicial, ele tentou diferenciar as tarifas relacionadas à Groenlândia das ameaçadas em resposta pela Europa e exortou todos os países a manterem seus “acordos comerciais” — a UE também ameaçou travar a tramitação de um acordo obtido anteriormente com os EUA.
Em entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial, Bessent pediu ainda que as pessoas “relaxem, respirem fundo e deixem as coisas acontecerem”, enquanto as declarações de Trump sobre possíveis tarifas contra países europeus por causa da Groenlândia dominavam as conversas em Davos. (Com AFP e NYT)
A Otan enfrenta a maior crise de sua história com as ameaças de Donald Trump sobre a Groenlândia, disse o ex-chefe da aliança Anders Fogh Rasmussen à AFP nesta terça-feira, pedindo o fim das “bajulações” ao presidente americano.
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‘Não entendo o que você está fazendo’: em meio a disputa sobre a Groenlândia, Macron afirma que Trump tenta ‘subordinar a Europa’
“Não é apenas uma crise para a Otan, é uma crise para a comunidade transatlântica em geral e um desafio à ordem mundial como a conhecemos desde a Segunda Guerra Mundial”, declarou o ex-primeiro-ministro dinamarquês em entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. “É o futuro da Otan e o futuro da ordem mundial que estão em jogo”, acrescentou.
Rasmussen, que liderou a Otan de 2009 a 2014, pediu que o atual secretário-geral da aliança, Mark Rutte, e outros líderes europeus adotem uma postura firme com o presidente americano em resposta às suas ameaças de tarifas.
“Temos que mudar de estratégia e chegar à conclusão de que as únicas coisas que Trump respeita são força, firmeza e unidade”, disse Rasmussen. “É exatamente isso que a Europa deveria demonstrar. A época da bajulação acabou. Chega!”, enfatizou.
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No Fórum Econômico Mundial, vários líderes europeus, incluindo o próprio Rutte, se preparam para se reunir com Trump nesta semana. Rasmussen, que foi primeiro-ministro da Dinamarca de 2001 a 2009 antes de liderar a aliança, insistiu que a atual crise em torno da Otan ainda pode ser “resolvida” e que a aliança poderia sair mais fortalecida na região ártica.
No entanto, ele também alertou que as ações de Trump causaram um “colapso mental” entre Washington e seus aliados europeus de longa data, o que beneficia Rússia e China.
“Esta é uma situação nova, diferente de todas as outras disputas que vimos na história da Otan”, afirmou Rasmussen. “Se Trump atacar a Groenlândia e tomar medidas militares contra ela, isso significaria, na prática, o fim da Otan”, argumentou.
Desviar a atenção da guerra na Ucrânia
Para o dinamarquês, de 72 anos, a questão da Groenlândia tornou-se uma “arma de distração poderosa”, que desvia a atenção da invasão russa da Ucrânia.
“Todos estão falando da Groenlândia agora, que não representa uma ameaça real à segurança do Atlântico Norte”, destacou. “O ataque da Rússia à Ucrânia é a verdadeira ameaça, e a atenção não deve ser desviada dessa ameaça real”, afirmou.
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Rasmussen defendeu um “diálogo construtivo” entre os Estados Unidos e a Groenlândia. Na sua visão, Copenhague e Washington poderiam atualizar o acordo que assinaram em 1951 sobre a mobilização de tropas na Groenlândia, abrir o território para empresas de mineração americanas e concordar em manter China e Rússia afastadas. Mas, em hipótese alguma, o território deve ser cedido a Trump.
“Podemos atender a todos os seus desejos, exceto um”, disse o dinamarquês. “A Groenlândia não está à venda e, como especialista imobiliário, ele deveria saber que se uma propriedade não está à venda, não se pode comprá-la”, acrescentou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que evitou que a Otan acabasse “na lata do lixo da História” e que nenhum presidente fez mais pela aliança militar transatlântica do que ele, enquanto líderes europeus reunidos no Fórum Econômico de Davos prometeram uma resposta “inflexível” às suas ameaças de anexar a Groenlândia. O presidente convocou uma coletiva de imprensa na Casa Branca às 18h (15h em Brasília), antes de embarcar para a Suíça.
O primeiro longo ano: Em versão ‘sem coleira’, Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’
Análise: Trump tem uma saída pacífica para a Groenlândia, mas não parece disposto a usá-la
“Nenhuma pessoa, ou presidente, fez mais pela Otan do que o presidente Donald J. Trump. Se eu não tivesse aparecido, não haveria Otan agora!!! Ela estaria na lata do lixo da História. Triste, mas VERDADE!!!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social, enquanto a questão da Groenlândia agitava a aliança de defesa transatlântica.
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A declaração do presidente foi a mais recente de uma série de manifestações hostis à parte europeia da Otan, que se manifestou diretamente contra os planos expansionistas do republicano, sobre anexar a Groenlândia. Vários líderes ocidentais que discursaram nesta terça-feira em Davos reservaram ao menos parte de seus discursos para defenderem a soberania e a integridade territorial como valores centrais, e criticaram as ameaças tarifárias — em alguns casos citando Washington de forma expressa.
Durante a madrugada, o perfil oficial do presidente na rede social Truth Social já havia feito publicações provocativas. Entre elas, vazou mensagens pessoais trocadas com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e com o presidente da França, Emmanuel Macron; publicou fotos geradas por IA que pareciam mostrar cenários em que a anexação da Groenlândia estava concluída; e voltou a dizer que apenas os EUA podem garantir as próprias demandas de segurança na região.
Montagem publicada pelo Trump
Reprodução/Truth
“Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam!”, escreveu Trump, que continuou: “Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”.
Ao longo do dia, em Davos, uma série de líderes europeus — e também o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney — afirmaram que a entrega da Groenlândia não era um tema passível de negociação. Muitos condenaram as pressões econômicas e tentativas de imposição pela força. O presidente da França, Emmanuel Macron, acusou diretamente os EUA de tentarem subordinar a Europa por meio de uma política de tarifas que classificou como “inaceitáveis”.
(AFP)
*Matéria em atualização
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar o norte-americano quer “governar o mundo pelo Twitter”. Em Rio Grande (RS), Lula voltou a fazer críticas ao chefe da Casa Branca ao afirmar que “todo o dia o mundo fala” do que o Trump escreve nas redes sociais.
— Vocês já perceberam uma coisa, que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala da coisa que ele falou. Vocês acham que é possível? É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano — afirmou em durante cerimônia de entregas de unidades habitacionais em Rio Grande (RS).
Essa é primeira crítica que Lula faz citando Trump desde o presidente brasileiro e o líder americano passaram a ter diálogo diplomático formal, a partir de outubro do ano passado. Nem mesmo durante a invasão da Venezuela para captura do Nicolas Maduro, Lula fez críticas citando o presidente americano.
No episódio, o governo braseiro optou por direcionar críticas ao governo americano. Lula disse que a iniciativa americana sobre a Venezuela ultrapassava “uma linha aceitável” e cobrou uma reação da comunidade internacional. Porém, no comunicado de 153 palavras, Lula não citou diretamente nem Trump nem os Estados Unidos.
Desde o ataque à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, a Groenlândia, ilha pertencente à Dinamarca localizada entre os Estados Unidos e a Europa, entrou no radar de Donald Trump. O presidente do EUA tem gerado preocupação não só no velho continente quanto a seus próximos passos que, segundo ele, incluem a anexação do território. Esse cenário de tensão tem se espalhado e, no último fim de semana, chegou também à quadra. Durante um jogo da NBA em Londres, na Inglaterra, enquanto o hino do EUA era cantado, um torcedor gritou: “Deixe a Groenlândia em paz”. A iniciativa foi aplaudida por parte do público.
Insistência: Trump afirma que líderes europeus não oferecerão muita resistência à compra da Groenlândia
O primeiro longo ano: Em versão ‘sem coleira’, Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’
O hino era cantado pela atriz Vanessa Williams, na apresentação do Star-Spangled Banner antes da partida entre Memphis Grizzlies e Orlando Magic, na O2 Arena, no último domingo (18). Em dado momento, uma pessoa gritou a frase a favor da ilha que foi arrastada para o centro de uma disputa. Vanessa continuou a cantar, mesmo com a reação do público de apoio ao torcedor. O momento foi gravado por pessoas nas arquibancadas, e uma delas compartilhou o vídeo nas redes sociais (veja abaixo).
A iniciativa elevou a preocupação de parte dos norte-americanos, que aguardavam o início do jogo. Muitos usaram as redes sociais para culpar Trump por reações como esta, destacou o Daily Mail.
Um comentou: ‘Trump transformou nosso país em um completo desastre’.
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E esta não foi a primeira vez que torcedores aproveitaram competições para reagir às ameaças feitas por Trump, lembrou o The Gardian. No Canadá houve vaia no Star-Spangled Banner em jogos de basquete e hóquei no gelo no ano passado assim que o presidente do EUA passou a afirmar que transformaria o país vizinho em um “51º estado”, além de ter aumentado as tarifas sobre produtos canadenses.
Mesmo em casa Trump foi vaiado por fãs de esportes, como aconteceu em um jogo do Washington Commanders nesta temporada.
Ameaças continuam
Donald Trump afirmou que líderes europeus não oferecerão muita resistência à sua tentativa de anexar a Groenlândia, em meio à crise aberta com aliados ocidentais pelo avanço do republicano em direção ao território no Ártico. Em uma série de publicações antes de viajar ao Fórum Econômico de Davos, o presidente do EUA fez provocações aos parceiros europeus, e voltou a afirmar textualmente que Washington acredita que apenas uma abordagem pela força pode conter adversários estratégicos.
Montagem publicada pelo Trump
Reprodução/Truth
“Eles não oferecerão muita resistência. Temos que conseguir. Eles têm que aceitar”, disse Trump a um repórter na Flórida que lhe perguntou o que ele planejava dizer aos líderes do Velho Continente que se opõem aos seus planos.
Durante a madrugada, o presidente americano voltou a se manifestar sobre a celeuma com os aliados na Europa, em publicações nas redes sociais. Trump disse ter conversado com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, por telefone, e que concordou com uma reunião à margem do encontro econômico em Davos, com diversas partes. O republicano disse ter “deixado claro” que o território semiautônomo da Dinamarca é “imprescindível para a segurança nacional e mundial” — um argumento que tem reiterado.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
Ainda durante a madrugada, o presidente americano publicou duas imagens geradas por IA. Em uma delas, líderes europeus — incluindo Macron e Rutte — aparecem em volta de uma mesa, olhando para Trump, enquanto ele discursa e gesticula ao lado de um mapa, que mostra a Groenlândia, o Canadá e a Venezuela com a bandeira americana.

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