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O número de mortos na colisão entre dois trens no sul da Espanha, ocorrida neste domingo (18), subiu para 43, após um novo corpo ser encontrado na manhã desta quarta-feira no local da tragédia, informou a entidade pública responsável pelo acompanhamento do caso, o CID.
Segundo o órgão, 41 vítimas já tiveram suas identidades confirmadas pelas equipes de perícia. Em comunicado divulgado quase três dias após o desastre — cujas causas ainda não foram esclarecidas — o CID destacou o avanço nos trabalhos de identificação.
“A equipe de médicos-legistas já identificou praticamente a totalidade das vítimas do acidente ferroviário de Adamuz. Ao todo, 41 vítimas foram completamente identificadas. Além disso, um novo corpo foi encontrado nesta manhã no local do sinistro, elevando para 43 o número de pessoas falecidas”, afirma o comunicado.
As autoridades espanholas seguem investigando as circunstâncias do acidente, enquanto equipes de resgate e peritos continuam atuando na área. O governo regional acompanha a situação e presta assistência às famílias das vítimas.
*Esta matéria está em atualização
A resposta de Donald Trump à negativa da França em integrar o “Conselho de Paz” para Gaza, com novas ameaças de tarifas, deixa claro que não se trata de um convite, mas de uma intimação. O governo brasileiro ainda avalia o convite, mas a tendência é recusá-lo. Neste momento, porém, foi acionado o modo de espera. A avaliação é que, se outros países rejeitarem a proposta, a negativa brasileira se tornará politicamente mais fácil. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fez um discurso contundente na terça-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, levando os líderes globais presentes na plateia a se levantarem para aplaudir de pé. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”. Desde o início de seu governo, em março do ano passado, o premier tem alertado repetidamente que o mundo não voltaria à normalidade pré-Donald Trump. Ele reafirmou essa mensagem em um discurso que não mencionou o presidente americano, mas ofereceu uma análise do impacto do republicano nos assuntos globais.
Sten Rynning: Ataque dos EUA na Groenlândia encerraria cooperação transatlântica de segurança e forçaria adaptação da Otan, diz especialista
Entenda: Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
— Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição — afirmou o premier, acrescentando que uma nova realidade se instalou e que “potências médias, como o Canadá”, devem se “adaptar”.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de “hegemonia americana”, mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão. Potências médias, como Canadá, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e Brasil, são nações que ainda exercem grande influência na política global, mesmo que suas economias sejam menores.
O discurso ocorreu no momento em que Trump reiterou as ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que imporia novas tarifas às potências europeias — que também são suas aliadas na Otan, a aliança militar liderada por Washington — por elas serem contra à sua ambição pela ilha no Ártico.
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— Todos os dias somos lembrados de que vivemos em uma era de rivalidade entre grandes potências — disse Carney no início de seu discurso. — A ordem baseada em regras está desaparecendo. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem. As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio.
Líderes europeus, cautelosos em esgarçar ainda mais a aliança, têm se esforçado para encontrar uma resposta unificada. Carney, que escreveu o próprio discurso, deixou claro que está escolhendo um outro caminho.
O premier falou pouco depois de Trump ter publicado nas redes sociais uma montagem gerada por inteligência artificial que apresentava um mapa com as bandeiras americanas sobrepostas às do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela. Ele reiterou que seu país apoia incondicionalmente a Groenlândia e a Dinamarca, mas, ao contrário das potências europeias, não enviou tropas à ilha.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
Carney também repreendeu outros líderes, muitos dos quais acompanhavam seu discurso em Davos, por não defenderem seus interesses.
— Há uma forte tendência entre os países de cederem para manter a harmonia. Para se acomodarem. Para evitarem problemas. Para esperarem que a conformidade lhes garanta segurança. Não garantirá — afirmou.
Veja: França quer ‘exercício da Otan’ na Groenlândia e afirma estar ‘disposta a contribuir’
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez coro com Carney, afirmando que “preferimos o respeito aos valentões e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”. Além disso, Macron condenou as mais recentes ameaças de tarifas de Trump como um “acúmulo interminável e inaceitável, usado como manobra contra a soberania territorial”.
Trump também quer o Canadá?
Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, reivindicando o Canadá como o 51º estado e ameaçando o então primeiro-ministro Justin Trudeau, a quem ridicularizou publicamente, com o cancelamento unilateral de acordos que regiam a relação entre os países vizinhos há mais de um século.
O presidente americano também impôs tarifas ao Canadá, um dos dois principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, juntamente com o México, que estão prejudicando alguns dos principais setores econômicos de Ottawa, como o automotivo, o siderúrgico, o de alumínio e o madeireiro.
Carney e Trump na Casa Branca
Haiyun Jiang/The New York Times
Os aliados de Trump, principalmente Steve Bannon, seu estrategista de longa data, têm falado sobre os benefícios da anexação do Canadá pelos EUA. Um é sobre o vasto acesso que Washington teria ao Ártico — que também é uma das justificativas de Trump para a Groenlândia — e aos seus recursos naturais, incluindo minerais críticos e terras raras.
Análise: Pressão de Trump sobre aliados por Groenlândia coloca a Otan diante do cenário impensável de fogo amigo
O Canadá exporta cerca de 75% de seus bens e serviços para os Estados Unidos; seu segundo maior parceiro, a China, recebe menos de 5%. Os dois países compartilham a fronteira terrestre mais longa do mundo. As tropas americanas realizam exercícios e cooperam diariamente com os canadenses, inclusive no Ártico, e as duas forças armadas trabalham em estreita colaboração.
Washington e Ottawa possuem um comando conjunto para a defesa aérea da América do Norte. Esta semana, aeronaves de ambos os países estão em uma base aérea americana na Groenlândia como parte de um exercício de treinamento regular que, segundo o comando aéreo conjunto, foi aprovado pela Dinamarca. Essa situação se tornaria rapidamente muito difícil para o Canadá caso os Estados Unidos optassem por se envolver militarmente na Groenlândia.
Recálculo canadense
O discurso de Carney em Davos ocorreu ao final de uma semana de viagens oficiais, com visitas à China e ao Catar. O premier firmou um acordo com Pequim para permitir a entrada de um pequeno número de veículos elétricos no Canadá com tarifas reduzidas, rompendo com a política americana que vinha seguindo desde o governo de Joe Biden, em troca da redução de algumas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas canadenses.
Mais importante, talvez, é que a China e o Canadá declararam estar em uma “parceria estratégica”, o que sinaliza uma nova era de cooperação com o rival dos Estados Unidos na disputa pela supremacia.
Desde o início de seu governo, em março do ano passado, Carney passou quase 60 dias viajando, tentando garantir novos acordos comerciais. Em comparação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Macron passaram cerca de 40 dias cada um em viagens internacionais durante o mesmo período.
O ritmo e a intensidade da atuação global de Carney, juntamente com sua promessa de ajudar o Canadá a sobreviver a essa mudança histórica no poder americano, criaram grandes expectativas entre os canadenses que o elegeram.
Leia também: Trump diz que não há ‘volta atrás’ em plano sobre a Groenlândia e chega atrasado a Davos após falha no Air Force One
Muitos analistas, por outro lado, afirmam que existe a possibilidade de os resultados não serem os esperados e reconhecem que nenhum parceiro ou acordo isolado pode substituir rapidamente o papel preponderante que os Estados Unidos desempenham na economia e segurança do Canadá.
Ainda assim, num momento em que os EUA são liderados por um presidente imprevisível e, por vezes, ameaçador, o Canadá está tentando romper com sua longa dependência da América.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, fez um discurso contundente na terça-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, levando os líderes globais presentes na plateia a se levantarem para aplaudir de pé. Carney descreveu o fim da era sustentada pela hegemonia dos Estados Unidos, chamando a fase atual de “ruptura”. Desde o início de seu governo, em março do ano passado, o premier tem alertado repetidamente que o mundo não voltaria à normalidade pré-Donald Trump. Ele reafirmou essa mensagem em um discurso que não mencionou o presidente americano, mas ofereceu uma análise do impacto do republicano nos assuntos globais.
Sten Rynning: Ataque dos EUA na Groenlândia encerraria cooperação transatlântica de segurança e forçaria adaptação da Otan, diz especialista
Entenda: Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
— Estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição — afirmou o premier, acrescentando que uma nova realidade se instalou e que “potências médias, como o Canadá”, devem se “adaptar”.
Carney declarou que o Canadá se beneficiou de uma era de “hegemonia americana”, mas que agora precisa mudar de rumo, visto que as grandes potências utilizam cada vez mais seu poder econômico como instrumento de pressão. Potências médias, como Canadá, Austrália, Argentina, Coreia do Sul e Brasil, são nações que ainda exercem grande influência na política global, mesmo que suas economias sejam menores.
O discurso ocorreu no momento em que Trump reiterou as ameaças de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que imporia novas tarifas às potências europeias — que também são suas aliadas na Otan, a aliança militar liderada por Washington — por elas serem contra à sua ambição pela ilha no Ártico.
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— Todos os dias somos lembrados de que vivemos em uma era de rivalidade entre grandes potências — disse Carney no início de seu discurso. — A ordem baseada em regras está desaparecendo. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem. As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio.
Líderes europeus, cautelosos em esgarçar ainda mais a aliança, têm se esforçado para encontrar uma resposta unificada. Carney, que escreveu o próprio discurso, deixou claro que está escolhendo um outro caminho.
O premier falou pouco depois de Trump ter publicado nas redes sociais uma montagem gerada por inteligência artificial que apresentava um mapa com as bandeiras americanas sobrepostas às do Canadá, da Groenlândia e da Venezuela. Ele reiterou que seu país apoia incondicionalmente a Groenlândia e a Dinamarca, mas, ao contrário das potências europeias, não enviou tropas à ilha.
Imagem gerada por IA mostra líderes europeus enfileirados, ouvindo Trump; ao fundo, mapa mostra Groenlândia, Canadá e Venezuela como territórios americanos
Reprodução
Carney também repreendeu outros líderes, muitos dos quais acompanhavam seu discurso em Davos, por não defenderem seus interesses.
— Há uma forte tendência entre os países de cederem para manter a harmonia. Para se acomodarem. Para evitarem problemas. Para esperarem que a conformidade lhes garanta segurança. Não garantirá — afirmou.
Veja: França quer ‘exercício da Otan’ na Groenlândia e afirma estar ‘disposta a contribuir’
O presidente francês, Emmanuel Macron, fez coro com Carney, afirmando que “preferimos o respeito aos valentões e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”. Além disso, Macron condenou as mais recentes ameaças de tarifas de Trump como um “acúmulo interminável e inaceitável, usado como manobra contra a soberania territorial”.
Trump também quer o Canadá?
Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, reivindicando o Canadá como o 51º estado e ameaçando o então primeiro-ministro Justin Trudeau, a quem ridicularizou publicamente, com o cancelamento unilateral de acordos que regiam a relação entre os países vizinhos há mais de um século.
O presidente americano também impôs tarifas ao Canadá, um dos dois principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, juntamente com o México, que estão prejudicando alguns dos principais setores econômicos de Ottawa, como o automotivo, o siderúrgico, o de alumínio e o madeireiro.
Carney e Trump na Casa Branca
Haiyun Jiang/The New York Times
Os aliados de Trump, principalmente Steve Bannon, seu estrategista de longa data, têm falado sobre os benefícios da anexação do Canadá pelos EUA. Um é sobre o vasto acesso que Washington teria ao Ártico — que também é uma das justificativas de Trump para a Groenlândia — e aos seus recursos naturais, incluindo minerais críticos e terras raras.
Análise: Pressão de Trump sobre aliados por Groenlândia coloca a Otan diante do cenário impensável de fogo amigo
O Canadá exporta cerca de 75% de seus bens e serviços para os Estados Unidos; seu segundo maior parceiro, a China, recebe menos de 5%. Os dois países compartilham a fronteira terrestre mais longa do mundo. As tropas americanas realizam exercícios e cooperam diariamente com os canadenses, inclusive no Ártico, e as duas forças armadas trabalham em estreita colaboração.
Washington e Ottawa possuem um comando conjunto para a defesa aérea da América do Norte. Esta semana, aeronaves de ambos os países estão em uma base aérea americana na Groenlândia como parte de um exercício de treinamento regular que, segundo o comando aéreo conjunto, foi aprovado pela Dinamarca. Essa situação se tornaria rapidamente muito difícil para o Canadá caso os Estados Unidos optassem por se envolver militarmente na Groenlândia.
Recálculo canadense
O discurso de Carney em Davos ocorreu ao final de uma semana de viagens oficiais, com visitas à China e ao Catar. O premier firmou um acordo com Pequim para permitir a entrada de um pequeno número de veículos elétricos no Canadá com tarifas reduzidas, rompendo com a política americana que vinha seguindo desde o governo de Joe Biden, em troca da redução de algumas tarifas chinesas sobre produtos agrícolas canadenses.
Mais importante, talvez, é que a China e o Canadá declararam estar em uma “parceria estratégica”, o que sinaliza uma nova era de cooperação com o rival dos Estados Unidos na disputa pela supremacia.
Desde o início de seu governo, em março do ano passado, Carney passou quase 60 dias viajando, tentando garantir novos acordos comerciais. Em comparação, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Macron passaram cerca de 40 dias cada um em viagens internacionais durante o mesmo período.
O ritmo e a intensidade da atuação global de Carney, juntamente com sua promessa de ajudar o Canadá a sobreviver a essa mudança histórica no poder americano, criaram grandes expectativas entre os canadenses que o elegeram.
Leia também: Trump diz que não há ‘volta atrás’ em plano sobre a Groenlândia e chega atrasado a Davos após falha no Air Force One
Muitos analistas, por outro lado, afirmam que existe a possibilidade de os resultados não serem os esperados e reconhecem que nenhum parceiro ou acordo isolado pode substituir rapidamente o papel preponderante que os Estados Unidos desempenham na economia e segurança do Canadá.
Ainda assim, num momento em que os EUA são liderados por um presidente imprevisível e, por vezes, ameaçador, o Canadá está tentando romper com sua longa dependência da América.
Uma intensa atividade solar atingiu a Terra entre segunda-feira (19) e esta terça-feira (20), provocando auroras boreais coloridas e interferências em sistemas de GPS usados pela aviação. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, trata-se da maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos.
Tempestade solar que coloca o mundo em alerta nesta segunda é a mais intensa em 20 anos e pode provocar auroras fora do comum
O fenômeno foi classificado no nível quatro de uma escala que vai até cinco, indicando alta severidade. Tempestades de radiação solar são caracterizadas pela liberação intensa de partículas carregadas e de alta velocidade em direção à Terra, capazes de impactar operações de satélites, lançamentos espaciais, sistemas de comunicação e a navegação aérea.
De acordo com o SWPC, o último evento de magnitude semelhante havia sido registrado em outubro de 2003, durante as chamadas “tempestades espaciais do Halloween”, que provocaram apagões na Suécia e danos a transformadores de energia na África do Sul.
Além dos efeitos tecnológicos, a tempestade aumentou os riscos de exposição à radiação para astronautas em órbita baixa — como os que estão a bordo da Estação Espacial Internacional — e para passageiros de voos que cruzam rotas polares. Por precaução, o SWPC alertou companhias aéreas, a Nasa, a Administração Federal de Aviação e outros órgãos de emergência e infraestrutura antes da chegada do pico da atividade solar.
A potência da explosão solar também ampliou a visibilidade da aurora boreal para latitudes pouco habituais. O fenômeno foi observado no noroeste da Inglaterra na noite de segunda-feira e, nesta terça, em regiões como a Groenlândia e até em Portugal.
No Reino Unido, moradores relataram tons intensos de verde e rosa iluminando o céu noturno. Conhecida como “luzes do norte”, a aurora boreal ocorre quando partículas carregadas do Sol colidem com gases da atmosfera terrestre, gerando emissões luminosas visíveis sobretudo em altas latitudes
Imagens divulgadas pelo aeroporto da Groenlândia, nesta quarta-feira (21), registraram a ocorrência da aurora boreal sobre o território autônomo dinamarquês, em um momento em que a ilha voltou ao centro de tensões diplomáticas internacionais. O fenômeno foi observado enquanto declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível incorporação da Groenlândia repercutiam no cenário político global.
Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
Trump diz que não há ‘volta atrás’ em plano sobre a Groenlândia e chega atrasado a Davos após falha no Air Force One
A aurora boreal é um fenômeno típico das altas latitudes e ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol — o chamado vento solar — interagem com a magnetosfera da Terra. Essas partículas são direcionadas aos polos e colidem com gases da atmosfera, como oxigênio e nitrogênio, liberando energia na forma de luz. As emissões, geralmente em tons de verde, roxo e vermelho, acontecem principalmente na termosfera e na ionosfera e são frequentes na Groenlândia.
Confira as imagens:
Aurora boreal ilumina o céu da Groenlândia em dia de discussão sobre futuro do território
Entre ciência e geopolítica no Ártico
A divulgação das imagens ocorreu às vésperas da chegada de Trump ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Nos últimos dias, o presidente americano voltou a mencionar publicamente a Groenlândia, incluindo postagens em redes sociais e a divulgação de uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece com a bandeira dos Estados Unidos no território. As declarações provocaram reações de governos europeus e ampliaram o debate sobre soberania e segurança na região do Ártico.
A Groenlândia integra o Reino da Dinamarca, embora possua amplo grau de autonomia administrativa. A ilha tem relevância estratégica por sua posição geográfica no Ártico e por seu papel em discussões ligadas à segurança e à presença internacional na região. Em Davos, o tema passou a ser tratado por líderes europeus, que reafirmaram apoio à Dinamarca, enquanto o governo americano sustenta que o território tem importância para a segurança global.
Um menino de 12 anos atacado por um tubarão no porto de Sydney permanece internado no Hospital Infantil da cidade, vivo, mas com diagnóstico de morte cerebral. Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o quadro de saúde é irreversível e não houve mudanças desde a internação.
Entenda: Menino de 12 anos é atacado por tubarão e sofre ferimentos nas duas pernas na Austrália
Leia também: Autoridades interditam praias após quatro ataques de tubarão em menos de 48 horas no leste da Austrália
O ataque ocorreu por volta das 16h20 (horário local) deste domingo (18), no Parque Nielsen, na zona leste de Sydney, quando o garoto saltou de uma saliência rochosa de cerca de seis metros. Ele foi atingido por um tubarão — possivelmente um tubarão-touro — e sofreu ferimentos graves nas duas pernas. A criança só sobreviveu ao ataque inicial porque um dos amigos que estavam com ela entrou na água e conseguiu arrastá-la até as rochas, enquanto o animal ainda nadava nas proximidades.
Ataques em sequência e alerta nas praias
O episódio foi o primeiro de uma série de quatro encontros com tubarões registrados em apenas três dias em Nova Gales do Sul. Apesar de informações iniciais apontarem a morte da criança, um parente próximo confirmou ao Daily Mail que ela continua viva, embora com morte cerebral. A polícia também confirmou que o estado de saúde permanece inalterado.
O ataque desencadeou uma onda de comoção. Amigos e familiares organizaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a família, já que parte dos parentes mora no exterior e precisará viajar à Austrália. Uma academia de futebol local, onde o menino treinava havia sete anos, prestou homenagem ao atleta nas redes sociais, descrevendo-o como dedicado e querido pela comunidade.
Na noite desta segunda-feira (19), outro ataque grave ocorreu na praia de North Steyne, em Manly. O surfista Andre de Ruyter, de 27 anos, foi atingido por um tubarão-touro enquanto surfava e retirado da água por banhistas, que prestaram os primeiros socorros. Ele foi levado em estado crítico ao Royal North Shore Hospital, onde precisou de transfusões maciças de sangue. “Foi quase como uma parada nos boxes da Fórmula 1, tudo aconteceu em menos de dez segundos”, disse Christie Marks, superintendente interina do Serviço de Ambulâncias de Nova Gales do Sul, à AAP.
Nesta quarta-feira (21), a família de De Ruyter informou, em comunicado divulgado pelo Manly Observer, que o jovem apresentou uma recuperação considerada impressionante e se encontra em condição estável, sob cuidados médicos. A nota também pediu respeito à privacidade do surfista durante o processo de recuperação.
Outros dois incidentes foram registrados no mesmo período: um menino de 11 anos foi derrubado de sua prancha em Dee Why após um tubarão morder o equipamento, mas não se feriu; e um homem de 39 anos sofreu um ataque em Point Plomer, na costa norte central do estado, escapando com ferimentos leves após o animal atingir sua prancha e roupa de mergulho.
Segundo biólogos marinhos do Departamento de Indústrias Primárias, marcas de mordida encontradas nas pranchas indicam a presença de tubarões-touro, cuja temporada de pico na região de Sydney ocorre entre janeiro e fevereiro. As fortes chuvas recentes, que aumentaram a turbidez da água e a entrada de água doce no porto, criaram, de acordo com o superintendente Joseph McNulty, uma “tempestade perfeita” para esse tipo de ataque.
Após os episódios, salva-vidas instalaram placas de alerta, mobilizaram jet skis e drones para patrulhamento e fecharam todas as praias da região de Northern Beaches. As autoridades também recomendaram que a população evite nadar em águas turvas ou com baixa visibilidade. As praias devem permanecer fechadas por pelo menos mais 24 horas, enquanto as condições seguem sendo reavaliadas.
Um funcionário de um aeroporto na Califórnia morreu após o veículo que conduzia ser esmagado por um palete de carga enquanto trabalhava no Aeroporto Internacional de San Francisco. O acidente ocorreu na noite deste domingo (18) e vitimou John Brandon Picazo Lacayanga, de 28 anos, segundo confirmaram autoridades locais.
Equipes de emergência foram acionadas e encontraram o carro de Lacayanga completamente comprimido sob o palete que ele rebocava, de acordo com informações repassadas por funcionários do aeroporto à Bay City News. O jovem atuava para a dnata, empresa com sede em Dubai que presta serviços de assistência em terra, carga, catering, viagens e varejo em aeroportos.
Investigação aponta acidente de trabalho
Segundo o aeroporto, Lacayanga transportava cargas entre o Terminal 3 e a área internacional G por volta das 19h quando ocorreu o acidente. Não houve envolvimento de outros veículos, e o funcionário estava sozinho no momento do ocorrido. O gabinete do legista confirmou que ele era residente de San Francisco.
Em nota oficial, o aeroporto informou: “É com profundo pesar que confirmamos o falecimento de um membro da equipe da dnata enquanto estava em serviço no Aeroporto Internacional de San Francisco, em 18 de janeiro”. O comunicado acrescenta que a empresa está oferecendo apoio à família e colaborando com as autoridades para esclarecer as circunstâncias do caso.
A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) e o Gabinete do Xerife do Condado de San Mateo investigaram o episódio e concluíram que a morte foi acidental. A família de Lacayanga iniciou uma campanha de arrecadação de fundos no GoFundMe para custear as despesas do funeral. Ele deixa os pais, Hospicio Lacayanga e Mary Jane Lacayanga.
Um voo de rotina terminou em tragédia no interior do Mississippi. Um instrutor de aviação e um adolescente morreram após a queda de um avião de pequeno porte seguida de incêndio, na tarde deste domingo (18), nas proximidades do Aeroporto Holly Springs–Marshall County.
Questão de segundos: vídeo mostra resgate desesperado de mulher presa em carro que afundava no mar nos EUA
Quase dois meses após tragédia, amigo de brasileiro morto por raio no Peru segue em reabilitação nos EUA
Na manhã desta segunda-feira (19), o Gabinete do Xerife do Condado de Marshall identificou as vítimas como Wesley Bolden, de 29 anos, morador da região, e Jordan Hall, de 17, da cidade de Olive Branch. Bolden era instrutor de voo e havia inaugurado, em agosto, sua própria escola de aviação, a Firecrest Aviation, sediada no aeroporto onde ocorreu o acidente.
Queda em área arborizada
Segundo as autoridades locais, os dois estavam a bordo de um Piper Cherokee monomotor de asa fixa, que caiu por volta das 17h (horário local) em uma área arborizada a leste da pista. Registros da Administração Federal de Aviação (FAA) indicam que a aeronave estava registrada em nome da escola de voo de Bolden. O xerife Kenny Dickerson relatou à emissora WREG que o avião atingiu primeiro um pinheiro de grande porte antes de se chocar contra o solo. “Ao bater no chão, aparentemente pegou fogo imediatamente, queimando os dois ocupantes”, afirmou.
O impacto provocou chamas intensas, exigindo a atuação de diversos corpos de bombeiros da região. Ainda não está claro quem pilotava a aeronave no momento do acidente, nem se o avião realizava uma decolagem ou uma tentativa de pouso. O aeroporto é de pequeno porte, com pista de cerca de 975 metros e sem torre de controle de tráfego aéreo.
Investigadores da FAA, enviados de Jackson, começaram a chegar ao local na tarde de segunda-feira para analisar os destroços. “Esperamos que, com a experiência deles, possamos entender melhor o que aconteceu ou o que causou o incidente”, disse Dickerson à WREG. Até a última atualização, as autoridades não haviam divulgado uma causa preliminar. O Daily Mail informou que tentou contato com o gabinete do xerife fora do horário de expediente, sem obter resposta.
Bolden era ex-aluno da Marshall Academy, turma de 2017, onde também atuou como treinador assistente de futebol americano. Em homenagem publicada no Facebook, a escola o descreveu como “um aviador habilidoso, com verdadeira paixão por ensinar e orientar”, além de destacar seu papel na família e na comunidade. Ele deixa a noiva, Erika Keller, e a filha do casal, Ruby Jean, de um ano. Dickerson afirmou à imprensa local que Bolden e sua família eram “pessoas de primeira linha”.
Sobre Jordan Hall, há poucas informações divulgadas. O xerife disse à Fox13 que não conhecia pessoalmente o adolescente, mas ressaltou ter ouvido “apenas coisas boas” sobre ele e seus familiares.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde sexta-feira (16) mostra o momento tenso em que uma mulher é resgatada de um carro que afundava rapidamente no oceano, em Virginia Beach, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.
Roda se desprende de avião durante pouso em Orlando; vídeo viraliza nas redes
Turista canadense é encontrada morta em praia na Austrália; polícia investiga possível ataque de dingos
O incidente ocorreu próximo ao restaurante Bubba’s, conhecido por servir caranguejos à beira-mar. As imagens, registradas por um funcionário do local, mostram o veículo deslizando para a água nas imediações de uma rampa para barcos, enquanto ao menos quatro homens tentam, de forma desesperada, retirar a motorista de dentro do carro. Eles aparecem quebrando vidros e tentando se comunicar com a mulher, enquanto pessoas no cais gritam, em pânico.
Confira o momento:
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A cena ganhou contornos ainda mais dramáticos quando o veículo começou a se afastar do cais e a inclinar-se, com a parte dianteira mergulhando em direção ao fundo. Testemunhas choravam e repetiam pedidos para que a vítima saísse pela parte traseira do veículo.
Ex-militar lidera resgate em água gelada
Entre os socorristas estava Jeremy Way, veterano da Marinha dos EUA com 17 anos de serviço. Em entrevista à emissora WAVY, ele contou que almoçava com um amigo no Bubba’s quando ouviu o barulho do carro caindo na água. “Eu estava no lugar certo, na hora certa”, afirmou. Segundo Way, a mulher não conseguia destrancar as portas do veículo.
Momento do resgate
Captura de tela/Redes sociais
Após um dos homens quebrar o vidro traseiro, ele entrou no carro já em processo de submersão e conseguiu retirar a motorista poucos instantes antes de o carro desaparecer completamente sob a água. “O carro estava totalmente submerso. Usei as técnicas de resgate aquático que aprendi, coloquei-a no quadril e nadei até os pilares”, relatou Way.
Uma corda foi lançada do cais para ajudar a puxar a mulher até a terra firme, enquanto uma testemunha agradecia em voz alta pelo desfecho do salvamento. Way disse que tentou tranquilizar a vítima durante o trajeto até um local seguro, guiado pelo lema aprendido no serviço militar: “para que outros possam viver”.
De acordo com a FOX 13, dois dos homens que participaram do resgate e a motorista foram levados ao hospital com ferimentos leves. A polícia local informou que o caso segue sob investigação e que a causa do acidente ainda não foi determinada.

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