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Uma prisão digna de roteiro de filme aconteceu em La Plata, na Argentina, na quarta-feira (21). No último dia 16, durante um roubo à mão armada em uma loja uma funcionária, que estava sozinha no local, foi ameaçada, teve dinheiro e produtos roubados. A polícia identificou o autor como Eduardo Oscar Alcaraz, de 24 anos, conhecido como “Pipo”. Para encontrá-lo, foram analisadas as imagens da câmera de segurança do estabelecimento. Um detalhe ajudou na investigação: uma pulseira de silicone que ele ainda usava.
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A gravação auxiliou a identificar Eduardo. Por meio de investigação, chegaram ao endereço onde ele residia. No imóvel, o suspeito foi reconhecido, dando início à fuga. Eduardo correu pelos fundos da casa, pulou um muro e correu em direção a um riacho na proximidade. Os agentes o perseguiram, com ordens de parada. Ele conseguiu entrar no curso d’água e nadar contra a correnteza. Neste momento, foi alcançado por dois policiais, que também pularam no riacho e o prenderam.
Suspeito de roubo à loja é preso após tentar escapar por riacho
Reprodução / Polícia de Buenos Aires
O roubo aconteceu quando uma funcionária estava sozinha na loja, atrás do balcão. O suspeito entrou armado, ameaçou-a e pegou o dinheiro do caixa das vendas do dia. Antes de sair, trancou a mulher no banheiro e levou mercadorias da loja. Com base nas imagens da câmera de segurança e na análise do material, equipes do Grupo de Operações Especiais (GTO) reuniram as provas para solicitar um mandado de busca.
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Durante a ação no imóvel, os policiais apreenderam as roupas usadas durante o roubo: calça cinza, jaqueta preta e os sapatos. Também foi confiscada a pulseira de silicone vista nas imagens da câmera de segurança. Com base nessas evidências, a promotoria determinou que havia provas diretas ligando-o ao roubo.
O caso foi classificado como “roubo qualificado com uso de arma de fogo”. Eduardo deverá comparecer à sua primeira audiência nos próximos dias. Enquanto isso, os investigadores estão analisando se a ação coincide com outros crimes recentes na área, visto que existem registros de incidentes semelhantes, embora sem acusação adicional formalizada até o momento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na manhã desta quinta-feira. Na ligação, que durou 45 minutos, os dois discutiram a respeito da necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança.
“O presidente Lula e o primeiro-ministro Modi também trocaram impressões sobre a situação global. Reafirmaram sua convicção a respeito da necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Reiteraram, nesse sentido, seu compromisso com a paz em Gaza e, de modo geral, com a defesa da paz no mundo, do multilateralismo e da democracia”, afirma nota, divulgada pelo governo brasileiro.
Os dois conversaram também sobre os preparativos para a visita de Estado do presidente brasileiroi à Nova Délhi, que ocorrerá entre 19 e 21 de fevereiro. “O presidente Lula indicou que pretende participar da Cúpula sobre Inteligência Artificial. Na agenda bilateral, os dois líderes coincidiram em priorizar temas relativos à cooperação nas áreas de defesa, comércio, saúde, ciência e tecnologia, energia, biocombustíveis, minerais críticos e terras raras”, diz a nota.
Ainda segundo o governo brasileiro, os dois líderes destacaram a importância do Fórum Empresarial Brasil – Índia, no dia 21, e “saudaram o engajamento do setor privado dos dois países na visita”. Lula também falou sobre a inaguração do escritério da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), que ocorrerá durantre a sua visita ao país.
O telefonema com Modi é o oitavo de Lula com chefes de Estado e governo desde a semana passada. Lula conversou nos últimos dias com os presidentes José Raúl Mulino (Panamá), Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México), Pedro Sánchez (Espanha) e Vladimir Putin (Rússia) e com os primeiros-ministros Mark Carney (Canadá) e Luís Montenegro (Portugal).
Os Estados Unidos nomearam Laura Dogu como a nova chefe de sua missão diplomática na Venezuela, em um processo para restaurar as relações tensas após a queda do presidente deposto Nicolás Maduro, disse uma fonte diplomática à AFP nesta quinta-feira (22).
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Este é o cargo mais alto em uma representação diplomática depois de um embaixador. A nomeação de Dogu também marca uma maior mudança nas relações entre Washington e Caracas, que estavam rompidas desde 2019.
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Dogu consta como chefe da missão no site oficial da embaixada dos EUA na Venezuela, informação confirmada à AFP por uma fonte interna sob condição de anonimato.
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Altos diplomatas americanos viajaram a Caracas em 9 de janeiro para avaliar a reabertura da embaixada, fechada desde 2019. Entre eles estavam John McNamara, o principal diplomata americano na vizinha Colômbia, e outros membros da equipe.
Dogu foi embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua, cujo presidente de esquerda, Daniel Ortega, é um dos poucos aliados da Venezuela na região. A diplomata chefiou essa delegação desde 2015.
Entre 2012 e 2015, ela atuou como vice-chefe de missão na embaixada dos EUA na Cidade do México.
Os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela em 3 de janeiro que capturou Maduro e o transferiu, juntamente com sua esposa, para Nova York, onde ambos enfrentam julgamento por acusações de tráfico de drogas.
Delcy Rodríguez, que foi sua vice-presidente, assumiu o cargo temporariamente sob forte pressão de Donald Trump, que disse tê-la em alta consideração e a convidou para a Casa Branca em uma data ainda a ser definida.
O presidente americano afirma estar no comando da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do planeta.
Após quatro dias de buscas, Boro, o cão de Ana García Aranda, de 26 anos, uma das sobreviventes do acidente de trem de alta velocidade na Andaluzia, Espanha, que deixou pelo menos 45 mortos e 151 feridos, foi localizado e resgatado na quarta-feira.
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O cachorro viajava com Ana e sua irmã Raquel — que está grávida e atualmente hospitalizada em estado grave — quando o acidente aconteceu. Equipes de resgate ajudaram as duas mulheres a sair do vagão parcialmente inclinado. Já do lado de fora, Ana viu brevemente seu cachorro, que logo em seguida fugiu. Após receber atendimento médico, ela iniciou uma campanha pública para encontrá-lo.
Algumas horas atrás, grupos de voluntários organizados para procurar Boro, que tem sete anos, relataram tê-lo avistado, mas ele fugiu novamente por medo. Mais tarde, um grupo de bombeiros o encontrou e o capturou.
De acordo com o jornal El Mundo, Boro foi imediatamente transferido para se reunir com sua dona, que aguardava o resultado da operação.
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Quando Ana prestou depoimento, angustiada com a saúde da irmã e o paradeiro desconhecido de Boro, milhares de pessoas amplificaram seu apelo, compartilhando o vídeo da entrevista. Fotos de Boro, um cão de porte médio, preto e sem raça definida, com sobrancelhas brancas e um tufo de pelo branco no peito, viralizaram, juntamente com informações de contato de Ana e sua família.
Imagens do local do acidente, transmitidas pela emissora estatal TVE na segunda-feira (19), mostraram um cachorro parecido com Boro correndo por um campo perto da área cercada onde investigadores e equipes de resgate continuavam a busca por vítimas e evidências. No entanto, o cachorro não foi encontrado naquele momento.
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Em entrevista ao programa “El Programa de Ana Rosa”, Ana relatou o acidente e o resgate. Ela afirmou que viajava no trem Iryo, na linha Málaga-Madri, e que seu vagão descarrilou, mas não capotou completamente. Indicou que foi evacuada por uma janela, enquanto sua irmã permaneceu inconsciente e foi posteriormente resgatada pelos bombeiros.
— Eu estava viajando no trem Iryo de Málaga para Madri. Eu estava no vagão 7, que descarrilou. Quase tombou completamente. Eu tive sorte, mas minha irmã não, e ela está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Pensei: ‘É o meu fim’. Me virei, olhei para minha irmã como se fosse dizer ‘adeus’ e tudo ficou escuro. Só gritos. Tentei ir até ela e me disseram que eu estava pisando em uma criança, então não consegui chegar lá. Havia muitos pedaços do trem no caminho — disse ele.
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Então ela continuou:
— Eles me puxaram para fora por uma janela enquanto eu via minha irmã inconsciente e grávida do outro lado. Comecei a gritar para todos que ela estava grávida, e então, quando os bombeiros chegaram, foram até ela e a tiraram de lá. Não sei mais nada, só que ela está na UTI. No momento, não sabemos o prognóstico dela. É como um filme de terror.
Raquel permanece internada em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Reina Sofía, em Córdoba. As duas irmãs, originárias de Málaga, vivem e trabalham em Madri: Ana é professora e Raquel é advogada. Elas viajaram para sua cidade natal para passar o fim de semana com a família devido à saúde frágil da avó.
Com informações da AP
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira que os documentos para um acordo destinado a encerrar a guerra com a Rússia estão “quase, quase prontos” e anunciou a realização de reuniões trilaterais entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes Unidos a partir de sexta-feira. As declarações foram feitas em Davos, após um encontro de cerca de uma hora com o presidente dos EUA, Donald Trump, à margem do Fórum Econômico Mundial.
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Segundo Zelensky, parte dos documentos em elaboração trata de garantias de segurança para a Ucrânia, enquanto outros abordam planos econômicos para o futuro do país.
— Estamos próximos das garantias de segurança. Vamos ser honestos: o documento está pronto — disse o presidente ucraniano em inglês. — Temos questões no pacote econômico, mas acho que está 90% concluído.
O encontro entre Zelensky e Trump terminou após aproximadamente uma hora, de acordo com o porta-voz da Presidência da Ucrânia, Serhii Nykyforov. Ele informou que, ao final da reunião, os dois líderes tiveram uma breve conversa a sós. O assessor de mídia de Zelensky, Dmytro Lytvyn, afirmou que a duração exata não foi contabilizada, mas classificou o encontro como bom.
Trump também avaliou positivamente a reunião. Falando a jornalistas, disse que o encontro foi “bom” e voltou a afirmar que a guerra entre Rússia e Ucrânia “precisa acabar”.
— Esperamos que isso aconteça —declarou, acrescentando que representantes dos Estados Unidos devem se reunir com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira.
Em publicação nas redes sociais, Zelensky descreveu o encontro com Trump como “produtivo e substantivo”. Segundo ele, os dois discutiram temas relacionados à defesa aérea da Ucrânia. O presidente ucraniano agradeceu ao líder americano pelo pacote anterior de mísseis de defesa aérea fornecido por Washington e afirmou ter solicitado um novo envio.
“Nossa reunião anterior com o presidente Trump ajudou a fortalecer a proteção do nosso espaço aéreo, e espero que desta vez possamos reforçá-la ainda mais”, escreveu Zelensky.
Ao falar com jornalistas após um discurso em Davos, o presidente ucraniano disse que as equipes de Kiev e Washington trabalham quase diariamente na elaboração dos documentos.
— Nos reunimos com o presidente Trump, e nossas equipes estão trabalhando quase todos os dias. Não é simples — afirmou.
Mais tarde, em discurso ao Fórum Econômico Mundial, Zelensky reconheceu que seu “diálogo” com Trump “não foi simples”, mas reforçou que o encontro foi positivo.
Durante sua participação no evento, Zelensky também fez críticas aos líderes europeus em relação à segurança do continente. Ele afirmou que, um ano após ter defendido em Davos que a Europa precisava saber se defender, a situação permanece inalterada.
— Um ano se passou. E nada mudou. Ainda estamos numa situação em que preciso repetir as mesmas palavras — disse, acrescentando que a Europa precisa “agir agora”.
A guerra na Ucrânia se aproxima do quarto aniversário desde a invasão russa em grande escala. Zelensky afirmou que as reuniões trilaterais anunciadas ocorrerão após a visita da equipe de negociação americana a Moscou, prevista para o dia anterior. Segundo ele, os encontros nos Emirados Árabes Unidos terão duração de dois dias.
— Os russos precisam estar prontos para fazer concessões porque todos precisam estar prontos, não apenas a Ucrânia — afirmou o presidente ucraniano. — Isso é importante para nós.
Em atualização.
O governo nicaraguense, liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo, libertou 38 pessoas que foram presas por comemoraram, nas redes sociais, a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, informou nesta quarta-feira uma ONG. A Monitoramento Azul e Branco, que compila relatórios sobre violações de direitos humanos na Nicarágua, registrou pelo menos 71 prisões entre 3 e 8 de janeiro por pessoas que comemoraram ou expressaram apoio à captura de Maduro, aliado de Ortega e Rosario, durante uma operação militar dos EUA.
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“O que confirmamos […] é que 38 pessoas desse grupo foram libertadas”, disse a porta-voz da ONG, Claudia Pineda, em entrevista ao jornal digital 100% Noticias, também exilado.
Pineda, que não forneceu mais detalhes sobre as datas de libertação, indicou que os libertados foram colocados sob um regime de “relatório e controle”, no qual devem “relatar cada movimento que forem fazer”. Até o momento, o governo nicaraguense não se pronunciou sobre essas libertações, ao contrário do que aconteceu no início de janeiro, quando anunciou a soltura de “dezenas” de membros da oposição e críticos presos sob pressão dos Estados Unidos.
O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA recentemente repreendeu o “regime ilegítimo de Rosario e Ortega” por prender nicaraguenses por “curtirem” publicações em redes sociais e exigiu a libertação de todos os presos políticos.
Na última quinta-feira, Ortega juntou-se ao clamor pela libertação de Maduro, que, juntamente com sua esposa Cilia Flores, enfrenta julgamento em Nova York por suposto tráfico de drogas.
O número de mortos na colisão entre dois trens no sul da Espanha, ocorrida neste domingo (18), subiu para 45, após um novo corpo ser encontrado na manhã desta quarta-feira no local da tragédia. As autoridades espanholas seguem investigando as circunstâncias do acidente, enquanto equipes de resgate e peritos continuam atuando na área. O governo regional acompanha a situação e presta assistência às famílias das vítimas.
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Como ocorreu o acidente
O acidente aconteceu quando um trem da empresa espanhola Iryo, que viajava de Málaga com destino a Madri, descarrilou e invadiu a linha adjacente, por onde trafegava um trem de outra empresa, a Renfe, que seguia de Madri para Huelva, informou a operadora da rede ferroviária pública da Espanha, a Adif. O segundo trem também descarrilou, e parte dos vagões de uma das composições caiu em um barranco de cerca de quatro metros.
Esta captura de vídeo, feita a partir de imagens geradas por usuários em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Madri, mostra equipes de emergência trabalhando após um acidente ferroviário em Adamuz, no sul da Espanha
AFP
“O impacto foi terrível, fazendo com que os dois primeiros vagões do trem da Renfe fossem arremessados para fora dos trilhos”, afirmou o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, em publicação na rede social X.
Repercussão internacional
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou que “essa noite é de profunda tristeza para o nosso país”. “Quero expressar minhas mais profundas condolências às famílias e entes queridos das vítimas. Nenhuma palavra pode aliviar tamanho sofrimento, mas quero que saibam que todo o país está com eles neste momento tão difícil”, escreveu no X.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou, afirmando que seus “pensamentos” estão com as vítimas do acidente ferroviário, que classificou como “uma tragédia”, e prometendo o apoio de seu país à Espanha. “Uma tragédia ferroviária atingiu a Andaluzia. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todo o povo da Espanha. A França se solidariza com eles”, escreveu Macron no X, na noite de domingo.
*Esta matéria está em atualização
A lista de países que aceitaram o convite de Donald Trump para compor o Conselho da Paz é considerada, no mínimo, curiosa por Victor Prado, professor de diplomacia econômica da Sciences Po, em Paris, e conselheiro do Cebri. Prado, que atuou como diplomata na Organização Mundial do Comércio (OMC), chama atenção para o elevado número de autocracias no grupo, que classifica como uma espécie de “clube do Bolinha” de Trump, no qual, para ingressar, seria necessário fazer um aporte de US$ 1 bilhão ao longo de três anos, que serão geridos pelo presidente americano. Integram esse grupo Israel e Turquia – que vivem as turras -, Hungria, Paquistão, Catar, Emirados Árabes Unidos, Paraguai e Argentina. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã alertou nesta quinta-feira Israel e os Estados Unidos contra “erros de cálculo” em meio aos protestos em massa, afirmando que a força estava “com o dedo no gatilho”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou repetidamente em aberto a possibilidade de uma nova ação militar contra a república islâmica, depois de Washington ter apoiado e participado da guerra de 12 dias de Israel em junho.
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Duas semanas de protestos, iniciadas no final de dezembro, abalaram a liderança clerical sob o comando do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, mas o movimento perdeu força diante da repressão que, segundo ativistas, deixou milhares de mortos.
O comandante da Guarda Revolucionária, General Mohammad Pakpour, alertou Israel e os Estados Unidos para que “evitem quaisquer erros de cálculo, aprendendo com as experiências históricas e com o que aprenderam na guerra imposta de 12 dias, para que não enfrentem um destino mais doloroso e lamentável”.
“A Guarda Revolucionária Islâmica e o querido Irã estão com o dedo no gatilho, mais preparados do que nunca, prontos para cumprir as ordens e medidas do comandante supremo em chefe – um líder mais querido do que suas próprias vidas”, disse ele, referindo-se a Khamenei.
Seus comentários constavam em uma declaração escrita citada pela televisão estatal, em comemoração ao dia nacional iraniano dedicado à Guarda Revolucionária, uma força cuja missão é proteger a revolução islâmica de 1979 de ameaças internas e externas.
Ativistas acusam a Guarda Revolucionária de desempenhar um papel fundamental na repressão violenta aos protestos organizados no país. O grupo é considerado uma entidade terrorista por países como Austrália, Canadá e Estados Unidos, e ativistas há muito tempo pressionam a União Europeia e o Reino Unido a adotarem medidas semelhantes.
Pakpour assumiu o comando da Guarda Revolucionária no ano passado, depois que seu antecessor, Hossein Salami, foi uma das várias figuras militares importantes mortas em um ataque israelense durante a guerra de 12 dias, perdas que revelaram a profunda infiltração da inteligência israelense na república islâmica.
Ao divulgarem seu primeiro balanço oficial dos protestos, as autoridades iranianas informaram na quarta-feira que 3.117 pessoas foram mortas. A declaração da fundação da república islâmica para mártires e veteranos procurou estabelecer uma distinção entre “mártires”, que, segundo ela, eram membros das forças de segurança e civis inocentes, e o que descreveu como “manifestantes violentos” apoiados pelos EUA.
Das 3.117 vítimas, 2.427 foram consideradas mártires. No entanto, grupos de direitos humanos afirmam que o elevado número de vítimas foi causado por disparos diretos das forças de segurança contra os manifestantes e que o número real de mortos pode ser muito maior, chegando a mais de 20 mil.
Em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente israelense Isaac Herzog afirmou que “o futuro do povo iraniano só pode estar em uma mudança de regime”, acrescentando que “o regime do aiatolá encontra-se em uma situação bastante frágil”.
O Governo da Groenlândia publicou nesta quarta-feira (21) um guia de preparação para situações de crise destinado às famílias da ilha ártica, num contexto de renovadas tensões diplomáticas após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o interesse em assumir o controlo do território autônomo dinamarquês. O documento foi apresentado pelo Ministério da Natureza e Ambiente e prevê medidas para enfrentar emergências com duração de até cinco dias.
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Segundo o Executivo groenlandês, o guia responde a eventos que tornam a população “particularmente vulnerável”, como apagões e falhas prolongadas de abastecimento. Peter Borg, responsável pela área de autossuficiência no governo local, afirmou que a preparação faz parte da cultura do território, marcado por clima instável e pelos efeitos das alterações climáticas. O material, acrescentou, complementa os mecanismos já existentes e busca reforçar a resiliência individual e comunitária.
Preparação para o frio extremo e falhas de energia
Elaborado após um ano de trabalho motivado por sucessivos cortes de energia, o guia recomenda que cada pessoa disponha de três litros de água por dia, alimentos não perecíveis e de fácil preparo, medicamentos e um kit de primeiros socorros, além de artigos básicos de higiene. Diante de temperaturas que podem chegar a -20 °C, o governo orienta a manutenção de cobertores, roupas térmicas e fontes alternativas de aquecimento, como fogões, aquecedores a querosene, velas e até geradores com combustível.
O documento também sugere a inclusão de sinalizadores, baterias e carregadores portáteis, diferentes meios de pagamento — em dinheiro ou cartão — e um rádio que funcione a pilhas, energia solar ou manivela, para garantir o acesso à informação. As autoridades recomendam ainda manter contatos de familiares, vizinhos e serviços públicos facilmente acessíveis e avaliar o uso de equipamentos de comunicação por satélite.
Intitulado “Preparado para a Crise”, o guia foi divulgado no mesmo dia em que Trump, após semanas de debate internacional, voltou a defender no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, a abertura imediata de negociações para a aquisição da Gronelândia, alegando razões de segurança nacional. Embora tenha afirmado que não pretende recorrer à força militar, a posição voltou a gerar apreensão entre líderes locais.
A presidente da Câmara de Nuuk, Avaaraq S. Olsen, afirmou à agência Ritzau que as declarações do presidente norte-americano aliviam parcialmente o receio de uma ameaça militar, mas não eliminam a preocupação. Segundo ela, o município de Sermersooq — que inclui a capital e reúne quase metade dos cerca de 57 mil habitantes da ilha — continuará atento à defesa da autonomia. Olsen criticou ainda a caracterização da Groenlândia como “apenas um pedaço de gelo”, dizendo que a afirmação revela desconhecimento sobre o país e falta de respeito pela opinião dos groenlandeses.

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