Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram o momento que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis, verificados pelo The New York Times, contradizem a versão do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) sobre o caso na manhã deste sábado — que inflamou ainda mais as tensões entre as forças federais que executam a agenda anti-imigração do presidente Donald Trump e a resistência civil.
Trump se pronuncia após morte: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
O DHS afirmou que o episódio começou depois que um homem abordou agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do local mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma enquanto era imobilizado, embora não esteja claro de onde partiram o primeiro disparo. Algumas das gravações circulam nas redes. As imagens são fortes.
Initial plugin text
Uma análise feita quadro a quadro de uma das gravações analisadas pelo jornal americano mostram que vários agentes lutando com o homem antes de o derrubarem. O homem parece resistir enquanto os agentes agarram suas pernas, pressionam suas costas e o golpeiam repetidamente. Este vídeo em particular não mostra o que levou ao episódio.
As imagens mostram um agente se aproximando e agarrando o homem enquanto os outros o imobilizam. O agente parece retirar uma arma do meio do grupo. Simultaneamente, outro agente desembainha sua arma. O agente mira nas costas do homem e parece disparar um tiro à queima-roupa. Em seguida, parece continuar atirando no homem, que cai.
Um terceiro agente desembainha sua arma. Ambos os agentes parecem disparar tiros adicionais contra o homem enquanto ele permanece imóvel no chão. No total, pelo menos 10 tiros parecem ter sido disparados em cinco segundos.
O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou em coletiva de imprensa neste sábado que “não se pode confiar” em uma investigação conduzida por autoridades federais sobre o tiroteio fatal que resultou na morte de um cidadão americano no estado, atingido por agentes de imigração (ICE).
Confronto em Minnesota: ‘Deixem os nossos agentes de imigração fazerem seu trabalho’, diz Trump após morte de manifestante
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
Walz diz que viu o vídeo relacionado ao incidente e o chama de “repugnante”. Ele afirma que as autoridades estaduais devem liderar a investigação sobre o tiroteio e que o sistema de justiça de Minnesota deve ser autorizado a atuar no caso.
— Não se pode confiar no governo federal para liderar esta investigação. O estado vai cuidar disso, ponto — disse, ao acusar a operação em curso contra a imigração ilegal de “semear o caos e a violência”.
Bob Jacobson, comissário do Departamento de Segurança Pública de Minnesota, informou que a Guarda Nacional está atuando no estado há uma semana e está pronta para reagir e prestar apoio a xerifes. O governador acrescentou que o estado vai cobrar do governo federal os custos da mobilização da Guarda Nacional, “porque eles estão arcando com despesas que recaem sobre nós em razão de suas ações irresponsáveis”.
O novo incidente aconteceu às 09h (12h em Brasília), segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e autoridades policiais estaduais. A vítima seria um cidadão americano de 37 anos, residente em Minneapolis. O relato oficial da agência federal afirma que ele estaria armado com uma pistola semiautomática 9mm, e que teria resistido violentamente a uma abordagem. Trump fez menção às informações divulgadas pelo DHS na publicação.
O presidente dos EUA, Donald Trump, avançou contra autoridades locais de Minnesota e afirmou que deveriam deixar os agentes federais de imigração “fazerem seu trabalho”, após mais um incidente de disparo de arma de fogo por um funcionário federal acabar com a morte de um civil neste sábado. O caso inflamou ainda mais os protestos nas ruas de Minneapolis, onde milhares de manifestantes têm saído às ruas contra a agenda anti-imigração do republicano.
Entenda o caso: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
“O prefeito e o governador estão incitando a insurreição com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante!”, afirmou Trump em uma publicação nas redes sociais, horas após o incidente na cidade de Minneapolis. “DEIXEM NOSSOS AGENTES DA IMIGRAÇÃO FAZEREM SEU TRABALHO! Doze mil imigrantes ilegais criminosos, muitos deles violentos, foram presos e expulsos de Minnesota. Se ainda estivessem lá, vocês veriam algo muito pior do que estão presenciando hoje!”.
Initial plugin text
O novo incidente aconteceu às 09h (12h em Brasília), segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) e autoridades policiais estaduais. A vítima seria um cidadão americano de 37 anos, residente em Minneapolis. O relato oficial da agência federal afirma que ele estaria armado com uma pistola semiautomática 9mm, e que teria resistido violentamente a uma abordagem. Trump fez menção às informações divulgadas pelo DHS na publicação.
“Esta é a arma do atirador, carregada (com dois carregadores extras cheios!), e pronta para uso – O que significa isso? Onde está a polícia local? Por que não permitiram que protegessem os agentes do ICE? O prefeito e o governador os dispensaram?”, disse Trump, reforçando as críticas às autoridades estaduais. “Afirma-se que muitos desses policiais foram impedidos de fazer seu trabalho, que o ICE teve que se proteger – uma tarefa nada fácil!”.
A lei de Minnesota permite que cidadãos portem armas de fogo após obter uma licença, o que lhes dá direito a portá-las abertamente em público, e não exige que o porte seja velado. Segundo chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, acredita-se que o homem possuía porte de arma.
Em Connecticut: Brasileiro nos EUA se declara culpado após morder e cuspir em agentes do ICE
Autoridades democratas de Minnesota, incluindo o governador Tim Waltz, criticaram amplamente a ação que resultou na morte. Waltz disse que manteve contato com a Casa Branca e chamou o caso de “ataque atroz” e “repugnante”, exigindo o fim da operação. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, disse ter visto um vídeo do momento do disparo e voltou a criticar a operação.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que esta operação termine? — questionou o prefeito durante uma coletiva de imprensa neste sábado, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
(Com AFP e NYT)
*Matéria em atualização
Uma enorme tempestade de inverno despejou neve e granizo no Novo México e no Texas neste sábado (24), enquanto se deslocava para o nordeste dos Estados Unidos, ameaçando dezenas de milhões de pessoas com cortes de energia, caos nos transportes e temperaturas abaixo de zero.
Entenda: Frio polar da tempestade Fern ameaça rede de energia de dois terços dos EUA, afeta voos e traz risco de hipotermia
Em três dias de neve e chuva, Afeganistão tem 61 mortos e 110 feridos; casas foram atingidas e estradas estão bloqueadas
Os consumidores esvaziaram as prateleiras dos supermercados, já que o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) previu fortes nevascas em algumas áreas e acúmulo de gelo potencialmente “catastrófico” devido à queda de granizo.
O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, alertou que até 240 milhões de americanos poderiam ser afetados pela tempestade. Pelo menos 16 estados e a capital, Washington, declararam estado de emergência.
— Levem esta tempestade a sério, amigos — disse o NWS no X, prevendo uma faixa de neve “incrivelmente extensa” desde o Novo México, no sudoeste, até Maine, no extremo nordeste.
Mais de 3.400 voos de e para os Estados Unidos foram cancelados neste sábado. E mais de 1.100 voos sofreram atrasos, de acordo com o rastreador de voos FlightAware.
No Texas, a queda de granizo atingiu Dallas e as temperaturas despencaram para -6°C.
Em Houston, o prefeito John Whitmire pediu aos moradores da quarta cidade mais populosa do país que permanecessem em casa na noite de sábado pelas próximas 72 horas.
Abrigos, especialmente para pessoas em situação de rua, serão abertos na tarde deste sábado nesta metrópole de quase 2,4 milhões de habitantes.
As autoridades estaduais também buscaram tranquilizar os moradores sobre a resiliência da rede elétrica, que sofreu um apagão generalizado durante a última grande tempestade de inverno em 2021.
A neve também atingiu Oklahoma e Arkansas, com acúmulo de até 15 centímetros em algumas áreas, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.
Espera-se que a tempestade atravesse os estados populosos do médio Atlântico e do nordeste antes que uma massa de ar gélido se instale.
— Os efeitos da neve e do granizo persistirão até a próxima semana, com episódios de congelamento que manterão as superfícies congeladas e perigosas para dirigir e caminhar por um futuro próximo — informou o serviço meteorológico.
O governo federal anunciou que seus escritórios estarão fechados na segunda-feira como medida de precaução.
— Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e aquecidos! — disse o presidente americano, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social.
O NWS alertou que o gelo espesso pode causar “quedas de energia prolongadas, danos extensos a árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis”, mesmo em muitos estados que normalmente não enfrentam invernos rigorosos.
Um alarme de monóxido de carbono provocou pânico e uma grande mobilização de emergência em uma escola pública da Flórida, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira. Ao menos 22 estudantes da Cypress Junction Montessori, em Winter Haven, foram levados a hospitais por precaução após os detectores dispararem, levando à evacuação total da unidade.
Protestos contra ICE: Homem baleado por agente federal em Minneapolis morre no hospital e seria cidadão americano; governador denuncia caso como ‘atroz’
Neve e gelo: Tempestade de inverno nos EUA causa cancelamento de mais de 9 mil voos neste fim de semana
Caminhões de bombeiros, viaturas policiais e ambulâncias foram acionados após o alerta nos sensores de monóxido de carbono da escola de ensino fundamental, segundo o Departamento de Segurança Pública de Winter Haven. Quando as equipes chegaram ao local, todos os alunos e funcionários já estavam do lado de fora do prédio.
Os bombeiros desligaram imediatamente o fornecimento de gás e realizaram uma vistoria no imóvel. Após a avaliação, as autoridades concluíram que não havia vazamento de gás dentro da escola. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os alarmes foram acionados por algo detectado fora do prédio, a uma distância considerável da ala onde funciona o ensino fundamental II.
Initial plugin text
Segundo os bombeiros, 11 alunos foram levados de ambulância para hospitais da região e outros 11 foram transportados em ônibus escolar, como medida preventiva, enquanto pais acompanhavam apreensivos a movimentação no local. Todos os estudantes passaram por avaliação médica ainda na escola. Aqueles encaminhados para atendimento adicional tinham condições de saúde prévias ou apresentavam sintomas considerados preocupantes.
Autoridades de saúde alertam que a exposição a baixos níveis de monóxido de carbono pode causar dor de cabeça, fadiga e dificuldade de concentração. Em concentrações elevadas, o gás pode provocar confusão mental, respiração acelerada, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, tontura e até morte.
Como medida adicional de segurança, ventiladores foram instalados no interior da escola, e a qualidade do ar foi considerada satisfatória pelas equipes de emergência. Apesar do susto, as autoridades reforçaram que não houve confirmação de contaminação por monóxido de carbono dentro do prédio escolar e que o episódio está sendo tratado como um alerta preventivo.
Um homem atingido por disparos feitos por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na manhã deste sábado, em Minneapolis, morreu no hospital em decorrência dos ferimentos, anunciaram autoridades locais, enquanto grandes protestos ainda são registrados no estado contra a ação das forças federais. O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou o novo caso como “atroz”, duas semanas após um agente ter matado a tiros uma mulher de 37 anos. Autoridades federais disseram que o homem estava armado e teria reagido com violência a uma abordagem dos agentes.
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
Em Connecticut: Brasileiro nos EUA se declara culpado após morder e cuspir em agentes do ICE
“Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, disse Walz no X. “O presidente precisa por fim a esta operação. Retirem os milhares de oficiais violentos e sem treinamento de Minnesota. Agora”.
Initial plugin text
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que o departamento tomou conhecimento do incidente pouco depois das 09h (12h em Brasília), e que a vítima seria um cidadão americano de 37 anos, residente em Minneapolis.
Uma testemunha ouvida pelo New York Times, que mora a um quarteirão do local do tiroteio, disse que estava em seu apartamento quando ouviu gritos. Emma Kindelsperger, de 24 anos, disse ter corrido para fora e encontrado um grupo de agentes isolando a rua com fitas. Eles disseram para ela se afastar e ficar longe.
— Imediatamente presumi o pior — disse ela. — Achei que alguém tivesse sido baleado gravemente.
Um vídeo não confirmado que circula nas redes sociais mostra vários policiais usando coletes com a palavra “Polícia” estampada, imobilizando uma pessoa no chão antes de atirar várias vezes nela.
O Departamento de Segurança Interna informou por e-mail que o suspeito “portava uma arma de fogo” com dois carregadores e compartilhou uma foto da arma. Em uma publicação nas redes sociais, em que apresentou seu relato dos fatos, o órgão federal afirmou que tudo começou com uma “uma operação direcionada” para encontrar uma pessoa que estava ilegalmente no país e era procurada por agressão.
Durante a operação, o departamento informou que alguém se aproximou de agentes da Patrulha da Fronteira “com uma pistola semiautomática de 9 mm” e que os agentes tentaram desarmá-lo, o que levou a “uma luta armada”. Segundo o departamento, um agente temeu por sua vida e disparou tiros. O indivíduo foi declarado morto no local.
A lei de Minnesota permite que cidadãos portem armas de fogo após obter uma licença. A permissão inclui levá-las abertamente em público, e não exige que o porte seja velado. Segundo o chefe de polícia O’Hara, acredita-se que o homem possuía porte de arma.
Initial plugin text
Autoridades democratas, como Waltz, criticaram amplamente a nova ação. A senadora Erin Murphy, principal democrata no Senado por Minnesota, divulgou uma declaração exigindo o fim imediato da operação federal, e chamando o ICE de “força invasora brutal que age sem prestar contas ou ter o mínimo respeito pela dignidade humana ou pela vida”. O prefeito Jacob Frey disse ter visto um vídeo do tiroteio.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que esta operação termine? — questionou o prefeito, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
Minneapolis tem sido palco de protestos cada vez mais tensos desde que agentes federais atiraram e mataram Renee Nicole Good, de 37 anos, em 7 de janeiro. A autópsia concluiu que se tratou de um homicídio, o que não significa automaticamente que um crime foi cometido. O policial responsável pelo disparo que matou Good, Jonathan Ross, não foi suspenso nem indiciado.
A indignação pública em Minnesota reacendeu esta semana com o caso de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, um cidadão equatoriano, que foram presos na terça-feira ao chegarem em casa.
(Com AFP e NYT)
Um homem atingido por disparos feitos por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na manhã deste sábado, em Minneapolis, morreu no hospital em decorrência dos ferimentos, anunciaram autoridades locais, enquanto grandes protestos ainda são registrados no estado contra a ação das forças federais. O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou o novo caso como “atroz”, duas semanas após um agente ter matado a tiros uma mulher de 37 anos. Autoridades federais disseram que o homem estava armado e teria reagido com violência à abordagem dos agentes.
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
Em Connecticut: Brasileiro nos EUA se declara culpado após morder e cuspir em agentes do ICE
“Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, disse Walz no X. “O presidente precisa por fim a esta operação. Retirem os milhares de oficiais violentos e sem treinamento de Minnesota. Agora”.
Initial plugin text
O governo de Minneapolis afirmou, na mesma rede social, que estava “ciente” de “novos disparos envolvendo forças da ordem federais” perto de um cruzamento nesta cidade do norte dos EUA, que tem sido palco de protestos há várias semanas contra a presença do ICE.
O caso aconteceu por volta das 09h (12h em Brasília). Uma testemunha ouvida pelo New York Times, que mora a um quarteirão do local do tiroteio, disse que estava em seu apartamento quando ouviu gritos. Emma Kindelsperger, de 24 anos, disse ter corrido para fora e encontrado um grupo de agentes isolando a rua com fitas. Eles disseram para ela se afastar e ficar longe.
— Imediatamente presumi o pior — disse ela. — Achei que alguém tivesse sido baleado gravemente.
Um vídeo não confirmado que circula nas redes sociais mostra vários policiais usando coletes com a palavra “Polícia” estampada, imobilizando uma pessoa no chão antes de atirar várias vezes nela.
O Departamento de Segurança Interna informou à AFP em um comunicado que o homem estava armado, sem oferecer mais detalhes sobre as circunstâncias do incidente ou confirmar sua morte. Autoridades americanas afirmam posteriormente que ele teria “resistido violentamente”.
Minneapolis tem sido palco de protestos cada vez mais tensos desde que agentes federais atiraram e mataram Renee Nicole Good, de 37 anos, em 7 de janeiro. A autópsia concluiu que se tratou de um homicídio, o que não significa automaticamente que um crime foi cometido. O policial responsável pelo disparo que matou Good, Jonathan Ross, não foi suspenso nem indiciado.
A indignação pública em Minnesota reacendeu esta semana com o caso de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, um cidadão equatoriano, que foram presos na terça-feira ao chegarem em casa.
(Com AFP e NYT)
Ferida no incêndio no bar Le Constellation, na Suíça, a adolescente Elsa Rubino, de 15 anos, acordou do coma e reconheceu os pais nesta sexta-feira. Ela se encontra em hospital de Zurique e está internada desde o acidente que matou 40 pessoas em Crans-Montana na noite de ano novo. Mais de cem pessoas ficaram feridas na tragédia.
Tragédia na Suíça no Ano Novo: dono de bar onde ocorreu incêndio paga fiança e deixa prisão
Leia mais: China perde prioridade em estratégia de Defesa do Pentágono, que põe foco em segurança nacional e América Latina
A jovem deverá seguir na unidade de tratamento intensivo. Segundo a agência Ansa, ela já passou por duas cirurgias mas será submetida a mais uma no intestino.
Também na sexta-feira, um tribunal suíço revogou a prisão preventiva de Jacques Moretti, um dos proprietários do bar que pegou fogo. Ele precisou pagar uma fiança equivalente a R$ 1,14 milhão e está proibido de sair do país, além de encontrar-se submetido a outras medidas cautelares.
Moretti é coproprietário do bar com sua esposa, Jessica, que havia sido libertada após a primeira audiência.
Ele havia sido colocado em prisão preventiva durante três meses e detido em 9 de janeiro depois que ele e sua esposa, donos do bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, foram interrogados por promotores judiciais do cantão suíço.
O incêndio começou nas primeiras horas de 1º de janeiro, quando o local estava cheio de pessoas comemorando, e causou a morte de 40 delas, deixando, ainda, 116 feridos, a maioria adolescentes.
Os Moretti são alvo de uma investigação criminal e enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência.
No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.
As perícias iniciais sugerem que as chamas foram causadas por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica instalada no teto do subsolo do estabelecimento.
Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar.
Parte dos Estados Unidos se prepara para enfrentar uma tempestade de inverno, que pode se tornar histórica, neste fim de semana. É esperado neve e gelo acima da média e frio intenso. A expectativa é de que a tempestade iniciada na sexta-feira (23) se prolongue até a segunda (26). Os efeitos já são sentidos em quase metade do país. Em algumas regiões não será possível chegar ou sair por via aérea, uma vez que milhares de voos já foram cancelados.
Entenda: Frio polar da tempestade Fern ameaça rede de energia de dois terços dos EUA, afeta voos e traz risco de hipotermia
Em três dias de neve e chuva, Afeganistão tem 61 mortos e 110 feridos; casas foram atingidas e estradas estão bloqueadas
De acordo com um levantamento feito pelo The New York Times na manhã deste sábado (24), mais de 9 mil voos foram cancelados entre hoje e amanhã, até o momento, segundo a Flight Aware, um site de monitoramento. Aeroportos de grande movimentação, incluindo internacionais, estão entre os mais afetados, como o de Fort Worth de Dallas, Charlotte Douglas e Hartsfield Jackson em Atlanta.
Neste último, o volume de passageiros apresenta drástica redução nesta manhã, que tentam embarcar de última hora antes de a tempestade chegar. Apenas em Atlanta, as companhias aéreas já cancelaram mais de 250 voos de partida apenas neste sábado, segundo o FlightAware.
— Esta é uma tempestade perigosa — disse Ken Graham, diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, enquanto a tempestade se formava na sexta-feira. Em entrevista ao The New York Times ele acrescentou que o sistema afetaria quase 200 milhões de pessoas neste fim de semana.
Até o momento, pelo menos 18 estados e o Distrito de Columbia declararam estado de emergência. Autoridades têm incentivado as pessoas a ficarem em casa, evitando deslocamentos, inclusive em rodovias. Na sexta-feira, em áreas que são afetadas pela tempestade ou que podem vir a ser já encontravam prateleiras vazias em mercados, numa preparação para enfrentar os próximos dias.
Uma das preocupações é o acúmulo de gelo em pontos-chave, que podem vir a prejudicar ou até interromper o funcionamento de serviços. Em entrevista ao The New York Times, Damien Hill, meteorologista do escritório do Serviço Nacional de Meteorologia em Shreveport, Louisiana, destacou que esse acúmulo a partir de cerca de 0,6 centímetro pode provocar, por exemplo, cortes de energia, o que coloca em risco sistemas de aquecimento. Essas interrupções podem ser prolongadas por dias.
A Nasa se prepara para um dos mais ambiciosos passos de sua história: a missão Artemis II, que levará astronautas mais longe da Terra do que qualquer tripulação humana já esteve, com lançamento marcado para o dia 6 de fevereiro. Em 2024, a agência havia comunicado que a missão seria adiada por uma série de problemas técnicos, entre eles danos ao escudo térmico, quadro que se mostrou particularmente difícil de decifrar, na época.
Filhotes raros de felinos são flagrados em parque dos EUA e reacendem esperança de recuperação da espécie; vídeo
O projeto inaugura uma nova fase da exploração espacial tripulada, segundo o administrador da agência americana, Jared Isaacman.
— A Artemis II será um passo histórico e decisivo para o voo espacial tripulado. Esta missão sem precedentes levará seres humanos mais longe da Terra do que nunca e fornecerá os conhecimentos necessários para regressarmos à Lua — afirmou.
Escudo térmico
O escudo é crucial para proteger os astronautas na reentrada na atmosfera terrestre. Meses de investigações de engenharia atrasaram os preparativos para o Artemis II. “Agora sabemos a causa raiz”, disse em 2024 o então administrador da Nasa, Bill Nelson: “Isso nos permitiu traçar um caminho a seguir”.
Buracos no escudo térmico
Divulgação/Nasa
Os engenheiros da Nasa descobriram que, em algumas partes do escudo térmico, gases se acumulavam, causando rachaduras e a expulsão de pedaços.
Embora o escudo tenha impedido o superaquecimento e derretimento da cápsula, os oficiais quiseram entender o problema para evitar falhas catastróficas no futuro. Eles ajustaram a formulação do material que será usado nos escudos térmicos futuros para permitir que os gases escapem em vez de se acumularem.
Tripulação
A tripulação será formada pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da agência americana, além de Jeremy Hansen, representando a Agência Espacial Canadiana. Eles viajarão a bordo da nave Orion.
Tripulação viajará mais de 370 mil quilômetros da Terra em missão histórica
Reprodução/X
Dentro da campanha Artemis, a missão tem como objetivo principal validar todos os sistemas necessários para voos tripulados de longa duração no espaço profundo. Os dados obtidos serão fundamentais não apenas para o retorno sustentável à Lua, mas também para futuras missões humanas a Marte.
Segundo o plano da missão, após alcançar a órbita lunar, a Orion executará uma manobra conhecida como injeção translunar. Nesse momento, o módulo de serviço da nave fornecerá o impulso final que colocará a cápsula em uma trajetória de aproximadamente quatro dias rumo ao espaço profundo.
A nave contornará o lado oculto da Lua e seguirá uma rota em forma de oito, alcançando mais de 370 mil quilômetros de distância da Terra antes de iniciar o retorno.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress