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O cometa 3I/ATLAS é um visitante interestelar que atravessa o nosso sistema solar, e seu comportamento continua a surpreender os astrônomos. Ao contrário dos cometas típicos, este corpo celeste se origina fora do nosso sistema estelar e segue uma trajetória hiperbólica, o que significa que não está gravitacionalmente ligado ao Sol e passa por ele apenas uma vez. Observações com o Telescópio Espacial Hubble e outros instrumentos científicos mostraram que o 3I/ATLAS está envolto em uma coma dominada por CO₂ (dióxido de carbono) em uma proporção muito maior do que por água, algo bastante incomum para cometas típicos, que normalmente liberam principalmente vapor de água ao se aproximarem do Sol.
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Os dados também mostram que a quantidade de CO₂ liberada é várias vezes maior que a de água, sugerindo que o cometa pode ter se formado em um ambiente muito diferente dos cometas do nosso sistema solar.
Outra observação incomum e mais recente é a presença de jatos, ou fluxos de material, que mudam lentamente de direção, detectados ao longo de várias noites de monitoramento. Esses jatos seguem um padrão regular, sugerindo um tipo de atividade na superfície do cometa que não é comumente vista em cometas conhecidos.
Alguns telescópios terrestres, como o observatório de Tenerife, observaram o que se chama de “anticauda”, um fluxo de poeira que parece apontar em direção ao Sol em vez de se afastar dele. Esse efeito indica que a dinâmica da poeira ao redor do cometa 3I/ATLAS é diferente da maioria dos cometas que vimos até agora.
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Além dessas características, o cometa foi rastreado por diversas missões científicas, incluindo instrumentos como o STEREO-A e o ESA/SOHO, que capturaram imagens do objeto enquanto ele viajava em alta velocidade pelo sistema solar.
Em conjunto, características como a sua elevada proporção de dióxido de carbono, jatos peculiares, anticauda e origem interestelar, fazem do 3I/ATLAS um objeto excepcional em comparação com os cometas típicos do sistema solar.
O estudo deles oferece uma oportunidade única de aprender sobre os materiais e processos de outros sistemas estelares e sobre a diversidade de corpos que existem em nossa galáxia.
O que concluíram os telescópios mais avançados do mundo após analisarem o cometa 3I/ATLAS?
Após ser descoberto em julho de 2025, foi rapidamente confirmado que o 3I/ATLAS vinha de fora do Sistema Solar, tornando-se apenas o terceiro objeto desse tipo detectado.
Em trajetória para fora do Sistema Solar: Cometa interestelar 3I/ATLAS emite brilho esverdeado em novas imagens
Embora tenham surgido especulações nas redes sociais sobre uma possível origem artificial, a maioria da comunidade científica sustenta que se trata de um cometa natural. Para estudá-lo, foram utilizados telescópios de ponta como o Hubble, o James Webb, o Gemini Sul, o Very Large Telescope e radiotelescópios em diferentes continentes.
O projeto Breakthrough Listen, dedicado à busca por sinais de vida inteligente, apontou vários radiotelescópios para o objeto. Um deles, o Allen Telescope Array, concluiu após suas observações que: “Não encontramos nenhum sinal que justifique análises adicionais.”
Resultados semelhantes foram obtidos pelo radiotelescópio MeerKAT, cujos dados confirmaram que o comportamento químico e físico do cometa é consistente com o de um cometa comum e que “não detectam sinais de origem tecnológica”.
Fernando Camilo, cientista-chefe do Observatório de Radioastronomia da África do Sul, destacou o valor do trabalho colaborativo e afirmou: “Temos o prazer de contribuir, juntamente com colegas de todo o mundo, para uma compreensão mais completa deste extraordinário fenômeno natural: um cometa que provavelmente se formou em outro sistema estelar e que agora está passando brevemente pelo nosso”.
Essas conclusões foram complementadas por observações do Telescópio de Green Bank, que indicaram que “nenhuma emissão de rádio artificial localizada foi detectada em 3I/ATLAS”.
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A conclusão geral do projeto Breakthrough Listen foi enfática: “Nenhuma tecnoassinatura foi detectada em nenhuma dessas buscas. O 3I/ATLAS continua se comportando como esperado, de acordo com os processos astrofísicos naturais…”, embora tenham assegurado que continuarão monitorando futuros objetos interestelares.
No entanto, o astrofísico de Harvard, Avi Loeb, questionou essas conclusões e argumentou que as análises não são definitivas.
Ele acredita que observar o objeto por um curto período de tempo não é suficiente para descartar hipóteses alternativas e alerta que ainda existem anomalias a serem investigadas, especialmente quando o cometa se aproxima de Júpiter.
Embora esclareça que não está afirmando que se trata de uma aeronave artificial, ele insiste que encerrar o caso seria prematuro e que a ciência deve exercer maior cautela diante de fenômenos com alto potencial de impacto.
Uma americana de 67 anos afirma ter perdido praticamente todas as suas economias após cair em dois golpes sucessivos, um deles envolvendo um relacionamento amoroso virtual e um suposto esquema de investimentos. O caso, denunciado à polícia nos últimos dias, expõe a atuação de criminosos que exploram vínculos emocionais e promessas de altos retornos financeiros para enganar vítimas online.
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Segundo o relato citado pelo The Sun, Cindy conheceu Mike em um site de namoro. Mesmo sem nunca terem se encontrado pessoalmente, o casal passou semanas conversando sobre o futuro e chegou a planejar a compra de uma casa para morar junto. De acordo com o The Sun, a confiança aumentou quando Cindy revelou dificuldades financeiras causadas por um golpe anterior, ligado a uma falsa oferta de emprego que lhe custou cerca de US$ 133 mil. Mike, que se apresentava como operário da construção civil e dizia morar em outro estado, ofereceu apoio e sugeriu um investimento que, segundo ele, renderia 20% a cada sete dias.
Promessas de lucro e desaparecimento
Convencida, Cindy afirma ter investido quase US$ 82 mil a partir de dezembro, com a expectativa de sacar cerca de US$ 50 mil para quitar dívidas. A mulher relata que Mike a ajudou a abrir uma conta e indicou de onde o dinheiro poderia ser retirado — mais tarde, ela descobriu que a conta estaria sob controle dele. Quando tentou sacar US$ 51 mil, no entanto, o contato foi interrompido. Desde março, após retornar de uma viagem à Flórida, Cindy diz não ter mais notícias do suposto namorado.
Ao todo, as perdas somam quase US$ 220 mil, cerca de R$ 1,1 milhão. Endividada em cerca de US$ 103 mil, Cindy precisou refinanciar a própria casa e voltar ao mercado de trabalho como demonstradora de alimentos em um supermercado. Ela afirma ter recuperado menos de US$ 1,38 mil após denunciar os golpes às autoridades e diz que terá de trabalhar até idade avançada para pagar as dívidas.
O caso se soma a alertas frequentes de autoridades sobre fraudes virtuais. A Polícia de Sussex, citada em orientações de prevenção, aponta sinais comuns de golpes românticos, como perfis com informações vagas, histórias pessoais difíceis de verificar, pedidos indiretos de dinheiro e tentativas de levar a conversa para fora de plataformas oficiais. Bancos e especialistas em segurança digital também reforçam que promessas de retorno rápido e elevado costumam ser indício de fraude.
Cindy agora usa sua história para alertar outras pessoas sobre os riscos. “Se uma oferta parece boa demais para ser verdade, provavelmente é”, disse, segundo o The Sun. “Se for preciso enviar dinheiro, simplesmente não envie.”
Como caminharam os primeiros animais que deram origem às aves? Um novo aplicativo de inteligência artificial está ajudando a reabrir essa pergunta — e pode mudar o que a ciência sabe sobre a evolução da aviação. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, a ferramenta foi usada para analisar pegadas de dinossauros com mais de 200 milhões de anos e encontrou padrões surpreendentemente próximos aos observados em aves extintas e modernas.
Os resultados indicam que as aves podem ter surgido até 60 milhões de anos antes do que apontam as estimativas tradicionais. “Este estudo é uma contribuição empolgante para a paleontologia e uma forma objetiva e baseada em dados para classificar pegadas de dinossauros — algo que intrigou os especialistas por mais de um século”, afirmou o professor Steve Brusatte, um dos autores do trabalho. Segundo ele, a abordagem abre novas possibilidades para compreender como esses animais viviam, se moviam e quando grandes grupos evolutivos surgiram pela primeira vez.
Pegadas, algoritmos e menos viés humano
Interpretar pegadas fósseis sempre foi um desafio para a ciência. Até agora, os pesquisadores dependiam sobretudo de análises manuais, sujeitas a vieses e divergências. Para contornar esse problema, a equipe criou o DinoTracker, um aplicativo de IA treinado com quase 2.000 pegadas fósseis, além de milhões de variações digitais que simulam efeitos como compressão e desgaste ao longo do tempo.
Nos testes, o DinoTracker alcançou cerca de 90% de precisão na identificação das pegadas, inclusive em casos considerados controversos. Uma das descobertas mais intrigantes foi a semelhança recorrente entre marcas deixadas por certos dinossauros e aquelas produzidas por aves. Para os cientistas, isso pode indicar que as aves surgiram dezenas de milhões de anos antes do que se pensava — ou que alguns dinossauros desenvolveram pés muito semelhantes aos das aves por evolução convergente.
A ferramenta também foi aplicada a pegadas encontradas na Ilha de Skye, na Escócia, que há anos intrigam os especialistas. A análise sugere que elas podem ter sido deixadas há cerca de 170 milhões de anos por parentes muito antigos dos dinossauros bico-de-pato. “Essa rede de computadores pode ter identificado as aves mais antigas do mundo, o que considero um uso fantástico e frutífero da IA”, destacou Brusatte.
O pesquisador Gregor Hartmann, do Helmholtz-Zentrum e coautor do estudo, afirma que o método oferece uma forma imparcial de reconhecer variações nas pegadas e testar hipóteses sobre seus autores. Segundo ele, trata-se de uma ferramenta promissora não apenas para a pesquisa acadêmica, mas também para a educação e o trabalho de campo, ajudando a reconstruir com mais precisão a história dos movimentos que moldaram a vida na Terra.
Ao olhar para o futuro, os cientistas esperam que a combinação entre fósseis e inteligência artificial aprofunde a compreensão sobre como os dinossauros caminharam, evoluíram e, possivelmente, deram os primeiros passos rumo ao voo — muito antes do que a ciência imaginava.
Próximo ao arquipélago dos Açores, as autoridades portuguesas interceptaram uma embarcação semissubmersível proveniente da América Latina, transportando aproximadamente nove toneladas de cocaína. Três cidadãos colombianos e um venezuelano estariam a bordo.
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A operação, denominada Adamastor, foi realizada pela Polícia Judiciária, Marinha e Força Aérea portuguesas. Durante mais de 86 horas, e com a participação de mais de 60 militares, a força naval rastreou e abordou a embarcação em condições de navegação extremas, marcadas pela tempestade tropical Ingrid e pelas fortes ondas do Atlântico Norte. Contudo, o semissubmersível, com a sua estrutura frágil, não resistiu às manobras e afundou após a recuperação da sua carga.
Submarino descoberto em Portugal transportava nove toneladas de cocaína
Divulgação / Polícia Portuguesa
Quatro tripulantes foram presos na operação, segundo informações preliminares: um cidadão venezuelano e três colombianos. Antes do naufrágio, as autoridades apreenderam 265 fardos de cocaína, parte de uma carga estimada em aproximadamente nove toneladas. A interceptação ocorreu em alto-mar, em uma área estratégica para o tráfico ilícito entre a América Latina e a Europa.
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De fato, há duas semanas, as autoridades espanholas descobriram uma embarcação, vinda do Brasil e com destino a portos europeus, que transportava quase 10 toneladas de cocaína escondidas em meio a uma carga de sal.
Policiais ao lado de pacotes de cocaína apreendidos em um semissubmersível interceptado ao largo do arquipélago dos Açores
Polícia portuguesa / AFP
Na operação, realizada pela Polícia Nacional Espanhola, 13 membros da quadrilha foram presos e 9.994 quilos de drogas e uma arma de fogo foram apreendidos. A investigação, liderada pela Procuradoria Antidrogas da Espanha, aponta para uma rede multinacional e contou com o apoio de agências internacionais como a DEA, a NCA e autoridades brasileiras.
As autoridades estão investigando a origem e a rota de um carregamento de drogas apreendido para determinar se ele se originou na Venezuela ou na Colômbia, com destino ao Brasil, antes de ser embarcado em um navio interceptado no Atlântico. Elas também estão analisando se o carregamento continha uma mistura de drogas colombianas e venezuelanas, em um contexto no qual o aumento do controle marítimo dos EUA no Caribe pode estar forçando organizações criminosas a mudarem suas rotas e pontos de embarque para envios à Europa.
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O valor da carga apreendida varia de acordo com o destino. Segundo informações citadas pelo diretor da Polícia Nacional da Colômbia, General William Rincón, a cocaína que sai da América do Sul geralmente passa pela América Central e pelo Caribe, onde um quilo pode valer até US$ 10 mil.
Submarino descoberto em Portugal transportava nove toneladas de cocaína
Divulgação / Polícia Portuguesa
Na Europa, o preço sobe para cerca de US$ 46.750 por quilograma, tornando o continente um dos mercados mais lucrativos para organizações criminosas. A África é tanto uma área de trânsito quanto de destino, com preços próximos a US$ 37.640 por quilograma, enquanto a Ásia representa o mercado de maior valor, com cifras que podem chegar a US$ 115 mil por quilograma.
A interceptação do semissubmersível na Operação Adamastor sucede a dois incidentes recentes: a Operação Nautilus, a 20 de março de 2025, e a Operação El Dorado, a 29 de outubro do mesmo ano. Em menos de doze meses, esta é a terceira embarcação deste tipo detectada e neutralizada pelas autoridades portuguesas, facto que confirma a pressão constante das rotas de narcotráfico no Atlântico Leste.
Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em um ataque russo perto da capital ucraniana, Kiev, informou a administração militar regional nesta quarta-feira.
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O ataque atingiu a cidade de Bilogorodska, a sudeste de Kiev, disse o chefe da administração, Mykola Kalashnik.
Na terça-feira, uma onda de ataques russos deixou 12 mortos, cinco deles em um trem de passageiros perto da cidade de Kharkiv, no nordeste do país, e também atingiu infraestrutura energética.
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A Rússia lança ataques diários contra a Ucrânia, causando vítimas civis e danificando a infraestrutura energética.
De acordo com um relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, publicado no início de janeiro, quase 15 mil civis ucranianos foram mortos e 40.600 ficaram feridos desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022.
O ano mais letal foi 2025, com mais de 2.500 mortes de civis, segundo o relatório.
Milhares de cubanos, em sua maioria jovens, marcharam em Havana na noite dessa terça-feira para protestar contra as ameaças dos EUA contra a ilha caribenha, durante a tradicional “marcha das tochas”.
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Este ano, a marcha, com seu forte significado histórico, também foi declarada “anti-imperialista”, em um contexto de crescentes tensões entre Washington e Havana, após a operação militar dos EUA que culminou na captura, no início de janeiro, do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado político de Cuba na região.
Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu suas críticas públicas a Cuba a ponto de instar a ilha a “chegar a um acordo”, cuja natureza ele não especificou, “antes que seja tarde demais”.
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– Este não é um ato de nostalgia, é um chamado à ação – disse Litza Elena González Desdín, presidente da Federação de Estudantes Universitários, uma das organizações estudantis que convocaram a manifestação, à multidão reunida aos pés da escadaria da Universidade de Havana. – Em tempos de ameaça, a firmeza ideológica e a defesa da pátria são essenciais.
Liderando a marcha estava o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, ao longo de um percurso de cerca de um quilômetro que serpenteava por diversas ruas de Havana.
– Nós somos a continuidade -da revolução, disse Lorena González, uma atleta de 18 anos. – Devemos seguir em frente e representar o país – afirmou ela enquanto marchava ao lado de seus colegas estudantes carregando tochas improvisadas.
Essa mobilização é tradicionalmente realizada em 27 de janeiro, véspera do aniversário do herói nacional cubano, José Martí (1853-1895), e recria um desfile organizado na noite de 27 de janeiro de 1953 pelo então estudante e futuro líder cubano Fidel Castro (1926-2016) e outros jovens, em desafio ao governo de Fulgencio Batista.
– Podemos ter milhares de problemas – comentou Migdelio Rosabal, um operário de 58 anos, referindo-se à grave crise estrutural que a ilha atravessa, – mas os cubanos não têm medo, embora queiramos a paz.
Agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA podem ter violado o protocolo, antes de atirar fatalmente em um enfermeiro durante protestos em Minneapolis, no fim de semana, disse Stephen Miller, conselheiro sênior do presidente Donald Trump, na terça-feira.
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A admissão ocorre enquanto Trump afirma que desejava desescalar a situação em Minneapolis após a morte a tiros do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, durante um protesto contra a repressão à imigração no sábado.
O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, uma figura poderosa que lidera as políticas linha-dura do governo Trump, disse em um comunicado à AFP que o governo estava investigando uma possível violação de protocolo.
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Miller disse que a Casa Branca deu “instruções claras” de que o pessoal adicional enviado a Minnesota tinha como objetivo “criar uma barreira física entre as equipes de prisão e os manifestantes”.
– Estamos avaliando por que a equipe da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) pode não ter seguido esse protocolo – disse Miller.
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O oficial também pareceu culpar tanto a agência de fronteira quanto o Departamento de Segurança Interna (DHS) por seus comentários de sábado, que geraram críticas.
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Pouco depois do assassinato, Miller chamou Pretti de “aspirante a assassino” e o acusou de querer atacar agentes federais.
Mas ele disse que seus comentários foram baseados em declarações iniciais da Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que acusou falsamente Pretti de estar armado quando abordou os agentes federais.
Imagens de vídeo mostraram posteriormente que a vítima não estava armada no momento. Pretti portava uma pistola, mas os agentes já a haviam tomado dele antes de atirar várias vezes à queima-roupa.
“As declarações iniciais do DHS foram baseadas em relatos da CBP no local”, disse Miller em sua declaração.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou, temporariamente, a expulsão de um menino de 5 anos que foi detido junto com o pai na semana passada, em Minnesota, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
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Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, dois solicitantes de asilo originários do Equador, foram detidos em 20 de janeiro e o caso se tornou um símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais.
Qualquer “expulsão ou transferência” do menino e de seu pai está proibida “até nova ordem […] enquanto contestam sua detenção”, decidiu, na segunda-feira, o juiz Fred Biery do Tribunal Federal de San Antonio, no Texas, onde estão detidos.
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As fotografias do momento da prisão se tornaram virais: a criança com um casaco xadrez e um gorro azul de lã, enquanto um agente do ICE o segura pela mochila.
Há versões contraditórias sobre as ações dos integrantes do ICE nesse caso: Washington alega que o pai fugiu e deixou o menino sozinho. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, explicou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai “escapou” de uma batida.
– Supõe-se que deveriam deixar que um menino de 5 anos morresse de frio? – questionou Vance, tentando desviar a atenção do problema central.
Por outro lado, autoridades escolares alegam que o menor foi usado como “isca” para bater à porta de sua residência e tentar fazer com que outras pessoas saíssem, incluindo sua mãe grávida.
A Chancelaria equatoriana confirmou que Conejo e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas.
“Um menino de 5 anos, na realidade, não cometeu nenhum crime […] estão abusando das pessoas migrantes”, disse na sexta-feira à emissora CNN o tio do menor, Luis Conejo.
O presidente Donald Trump anunciou nessa terça que vai “desescalar um pouco” a situação em Minnesota após a chegada ao estado de seu assessor Tom Homan, enviado para reduzir as tensões em torno da operação anti-imigração.
Os protestos ganharam força com as mortes, nas últimas semanas, dos manifestantes Alex Pretti e Renee Good, atingidos por disparos de agentes federais.
A congressista democrata norte-americana Ilhan Omar foi atacada durante um discurso, na noite dessa terça-feira, por um homem que portava uma seringa e borrifou contra a parlamentar um líquido desconhecido, antes de ser contido por seguranças.
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Brandon Bell
Ilhan Omar seguiu discursando, mesmo após o ataque: ‘Nos manteremos resilientes’
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O indivíduo foi retirado do recinto enquanto Omar continuava seu discurso a partir de um púlpito. “Nos manteremos resilientes diante do que quer que tentem nos lançar”, afirmou a legisladora, figura da esquerda norte-americana, de origem somali e alvo frequente de ataques do presidente Donald Trump.
O incidente ocorreu durante um comício na cidade de Minneapolis, palco de protestos contra as operações anti-imigração do governo republicano e onde dois norte-americanos morreram nas últimas semanas pelas mãos de agentes federais.
Os Estados Unidos apresentaram o bombardeio a instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, durante uma guerra de 12 dias, como um de seus maiores sucessos militares. Agora, o presidente americano, Donald Trump, ameaça atacar o Irã novamente, desta vez em solidariedade às centenas de milhares de iranianos que foram às ruas de Teerã para se opor ao regime linha-dura. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, “ataques aéreos seriam uma das muitas opções” que Trump tem sobre a mesa para uma possível ofensiva militar. Na terça-feira, inclusive, Washington anunciou um importante exercício da Força Aérea com duração de vários dias no Oriente Médio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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