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As temperaturas na Ucrânia podem cair para 30 graus abaixo de zero nos próximos dias, alertou a agência meteorológica nesta quinta-feira, enquanto o país enfrenta cortes generalizados de energia elétrica devido aos ataques aéreos russos. O Centro Hidrometeorológico da Ucrânia indicou que, de domingo a terça-feira está previsto um clima muito frio, com temperaturas noturnas entre -20º e -27°C, e, em algumas áreas, até -30°C.
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Isto ocorre em um contexto difícil no qual a rede elétrica ucraniana foi gravemente afetada nos últimos meses por uma série de ataques aéreos russos que danificaram centrais elétricas, transformadores e o setor de gás.
Estes ataques já provocaram cortes generalizados de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital Kiev — onde, em alguns momentos, até metade da cidade foi afetada — e nas principais cidades de Kharkiv (nordeste), Odessa (sul) e Dnipro (centro).
As autoridades afirmam que iniciaram trabalhos de emergência para restabelecer a rede elétrica e disponibilizaram áreas designadas onde os moradores podem encontrar aquecimento e ter acesso à eletricidade.
O município de Kiev informou, nesta quinta-feira, que 613 edifícios da capital continuam sem aquecimento.
A Igreja Católica e comunidades evangélicas da Colômbia criticaram declarações do presidente Gustavo Petro nas quais ele afirmou que Jesus Cristo teve relações sexuais, tema considerado sensível em um país de forte tradição religiosa.
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Em discurso feito nesta quinta-feira (29), Petro declarou que Jesus Cristo “fez amor”, “talvez com Maria Madalena”. A fala repercutiu intensamente nas redes sociais e provocou reações imediatas de lideranças religiosas.
O presidente acrescentou que “um homem assim, sem amor, não poderia existir” e que Jesus “morreu rodeado de mulheres que o amavam, e eram muitas”. Petro, que se declara católico, embora não praticante, foi alvo de críticas por parte de diferentes denominações cristãs.
Segundo a doutrina cristã, Jesus Cristo viveu em celibato, não tendo mantido relações sexuais nem vínculos sentimentais.
As declarações ocorreram em um país onde cerca de 79% dos 50 milhões de habitantes se identificam como católicos e outros 10% seguem diferentes vertentes do cristianismo.
Falas de Petro ‘deturpam a verdade’, diz confederação evangélica
Em nota, a Confederação Evangélica da Colômbia afirmou que as falas do presidente “deturpam a verdade histórica, bíblica e teórica” e que também “constituem uma falta de respeito” com Jesus Cristo.
Já a Conferência Episcopal da Igreja Católica pediu “respeito, à não interferência e a proteção das pessoas em suas crenças”. Em outro trecho do comunicado, destacou que “nenhum funcionário nem outra pessoa está convocado a emitir conceitos de ordem teológica”.
Petro foi educado em um colégio católico e já declarou admiração pela Teologia da Libertação, corrente surgida na América Latina que defendia os pobres e apresentava pontos de convergência com algumas vertentes do marxismo.
Com a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã nos próximos dias, em meio à escalada das ameaças do presidente Donald Trump, cresce a incerteza sobre os desdobramentos de uma eventual ação militar. Embora os alvos mais prováveis, como bases da Guarda Revolucionária, instalações nucleares e pontos estratégicos, sejam conhecidos, o impacto político e regional permanece imprevisível. Segundo a BBC, especialistas apontam ao menos sete cenários possíveis, que vão desde uma ofensiva limitada até um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
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1. Ataques pontuais e tentativa de mudança de regime
Em um cenário considerado otimista, forças aéreas e navais dos EUA realizariam ataques cirúrgicos contra alvos militares e nucleares do Irã, como bases do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), com impacto limitado sobre a população civil.
A aposta seria que um regime já fragilizado entrasse em colapso, abrindo caminho para uma transição política e, no longo prazo, para um sistema mais democrático. Analistas, porém, lembram que experiências recentes no Iraque e na Líbia mostram que intervenções externas raramente produzem transições estáveis.
Vale lembrar que o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e sua escolta já foram deslocados para o Golfo Pérsico.
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2. Regime resiste, mas muda de postura
Outra hipótese é a de que a República Islâmica sobreviva ao ataque, mas seja forçada a moderar suas políticas. Isso incluiria reduzir o apoio a milícias aliadas na região, limitar programas de mísseis e aliviar a repressão aos protestos no país.
Esse cenário é visto como pouco provável, diante da resistência histórica da liderança iraniana a pressões externas.
3. Queda do regime e ascensão de um governo militar
Avaliado por muitos analistas como o desfecho mais plausível, esse cenário prevê o colapso do regime civil e sua substituição por um governo militar liderado por integrantes do IRGC.
Apesar da impopularidade do governo, o aparato de segurança segue coeso e disposto a usar força extrema para preservar o poder, o que reduz as chances de uma transição civil imediata.
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4. Retaliação direta contra forças dos EUA e aliados
O Irã já sinalizou que responderia a qualquer ataque, afirmando estar “com dedo no gatilho”. Mesmo sendo inferior militarmente aos EUA, o país dispõe de mísseis balísticos e drones capazes de atingir bases americanas no Golfo, especialmente no Bahrein e no Catar.
Nesse contexto, também haveria risco para países considerados cúmplices da ofensiva, além de infraestruturas estratégicas, como instalações de energia.
5. Bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz
Uma das maiores preocupações globais é a possibilidade de o Irã minar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo e parte significativa do gás natural liquefeito (GNL).
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Dentro dessa hipótese, um bloqueio, mesmo temporário, teria impacto imediato nos preços da energia e no comércio internacional.
6. Afundamento de um navio americano
Uma suposição extrema, mas considerada possível, envolve ataques assimétricos iranianos, com drones e embarcações rápidas, contra navios da Marinha dos EUA no Golfo.
Nessas circunstâncias, especialistas ouvidos pela BBC afirmam que o afundamento de um navio de guerra americano poderia ser acompanhado ainda pela captura de sobreviventes entre a sua tripulação, o que seria uma enorme humilhação para o país.
Este cenário representaria uma escalada dramática do conflito e forte pressão política sobre Washington.
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7. Colapso do Estado e caos interno
O risco mais temido por países vizinhos é o de um colapso total do Estado iraniano. Além da possibilidade de guerra civil, tensões étnicas envolvendo curdos, baluchis e outras minorias poderiam explodir em meio a um vácuo de poder.
Com cerca de 93 milhões de habitantes, um Irã mergulhado no caos teria potencial para gerar uma crise humanitária e de refugiados de grandes proporções.
O principal temor agora é que o presidente Donald Trump, após concentrar forças militares na região, opte por agir para não demonstrar fraqueza política. O resultado poderia ser um conflito sem objetivos bem definidos e com consequências imprevisíveis para todo o Oriente Médio.
Conhecida internacionalmente por seus vinhedos e rótulos premiados, a cidade de Stellenbosch passou a atrair visitantes por um motivo inusitado: degustação de água. Em salas especializadas, turistas e moradores são convidados a provar águas de diferentes origens e composições minerais, em uma experiência que vai do ceticismo inicial à surpresa.
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No Fine Water Tasting Room, o sommelier de água Nico Pieterse conduz sessões com rótulos vindos do México, França, Nova Zelândia, Alemanha e Eslovênia — incluindo uma água gaseificada com CO₂ reaproveitado da fermentação de uvas.
— Há sabor na água, e harmonizá-la com comida é algo cada vez mais refinado — explica.
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A proposta, segundo Pieterse, não é elitista. — Todos bebemos água. Conhecer suas características ajuda a valorizá-la — diz o especialista, que também defende atribuir valor econômico e cultural ao recurso como forma de incentivar o consumo responsável, um tema sensível na região após crises hídricas recentes.
Entre os visitantes, a reação é de curiosidade.
— Eu sempre achei que água fosse só água — conta Dere Vermeulen. — Mas é interessante perceber diferenças de sabor.
Moradores como Barend Marais também se surpreendem: — Quando você presta atenção, descobre nuances que nunca tinha notado.
A novidade amplia o portfólio turístico do Cabo Ocidental, tradicionalmente associado ao enoturismo, e acompanha uma tendência global de experiências sensoriais ligadas à gastronomia — agora, com a água no centro do copo.
A Ucrânia afirmou na quinta-feira ter recebido mais 1.000 corpos da Rússia, apresentados como pertencentes a soldados ucranianos mortos em combate. Moscou, por sua vez, indicou ter recebido os corpos de 38 soldados russos de Kiev e especificou que a troca faz parte dos acordos firmados entre as duas delegações no ano passado em Istambul.
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“As repatriações foram realizadas hoje e 1.000 corpos foram enviados para a Ucrânia. De acordo com o lado russo, são de militares ucranianos”, declarou o centro responsável por prisioneiros de guerra na plataforma de mensagens Telegram.
A troca de restos mortais de soldados mortos em combate e prisioneiros de guerra é uma das poucas áreas de cooperação entre as duas partes envolvidas, quase quatro anos após o início da invasão russa na Ucrânia.
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A invasão da Ucrânia pela Rússia resultou em quase dois milhões de baixas militares — incluindo mortos, feridos e desaparecidos — de ambos os países, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira por uma empresa americana. As forças de Moscou suportam a maior parte das perdas, com até 325 mil mortes entre os 1,2 milhão de baixas em suas fileiras nos quase quatro anos desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
“Nenhuma grande potência sofreu algo remotamente próximo a esse número de baixas ou mortes em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial”, observou o CSIS. “As forças russas estão avançando notavelmente devagar no campo de batalha”, acrescentou.
A Ucrânia também sofreu perdas significativas: entre 500 mil e 600 mil baixas, das quais entre 100 mil e 140 mil foram mortes, entre fevereiro de 2022 e dezembro de 2025.
“O número total de baixas russas e ucranianas pode chegar a 1,8 milhão e atingir dois milhões até a primavera de 2026”, afirmou o CSIS.
A guerra também teve um impacto severo sobre os civis. De acordo com observadores da ONU, houve mais mortes de civis na Ucrânia em 2025 do que em qualquer outro ano, exceto 2022. Mais de 2.500 civis foram mortos e cerca de 12 mil ficaram feridos no ano passado, segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A ONU verificou quase 15 mil mortes de civis desde 2022, embora o total provavelmente seja “consideravelmente maior”.
Os tribunais espanhóis rejeitaram mais uma vez o recurso de um pai que se opõe à eutanásia aprovada para sua filha paraplégica, embora seus advogados tenham anunciado que estão preparando um novo recurso para tentar impedir a morte solicitada pela jovem. Em uma decisão datada de 21 de janeiro, mas tornada pública nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal declarou, entre outras coisas, que não pode anular as decisões dos dois tribunais inferiores que já haviam determinado que a eutanásia solicitada pela jovem – agora com 25 anos – havia sido autorizada em conformidade com os requisitos estabelecidos por lei.
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Segundo os juízes, “o recorrente não conseguiu refutar a existência de todos os elementos necessários para aprovar a eutanásia da requerente”, como consta na decisão, mantendo-se, assim, as decisões já proferidas em primeira e segunda instâncias. Os juízes também não consideraram relevante um suposto vício processual citado pelos advogados do pai.
Portanto, concordaram em “rejeitar” o recurso, embora não tenham se pronunciado sobre as medidas cautelares que suspenderam a eutanásia, as quais dependem de outro tribunal. A associação ultraconservadora Advogados Cristãos, que representa o pai, anunciou em comunicado que recorrerá ao Tribunal Constitucional e, “se necessário”, ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
A jovem ficou paraplégica após pular da janela do quinto andar em uma tentativa de suicídio em 2022 e iniciou o pedido de eutanásia em abril de 2024. Após análise, especialistas da administração catalã determinaram que seu pedido estava de acordo com a lei estadual, que estipula que qualquer pessoa em pleno gozo de suas faculdades mentais com uma “doença grave e incurável” ou uma condição “crônica e debilitante” pode solicitar assistência para morrer, desde que atenda a certos requisitos.
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No entanto, pouco antes da data marcada para a eutanásia, o tribunal aceitou um recurso do pai, suspendendo o processo. O pai argumentou, entre outras coisas, que a jovem sofria de problemas de saúde mental que “poderiam afetar sua capacidade de tomar uma decisão livre e informada” e que ela havia demonstrado sinais de mudança de ideia.
Em uma audiência realizada no ano passado — a primeira na Espanha sobre um caso de eutanásia já autorizado desde a aprovação da lei em 2021, segundo associações especializadas — a jovem reafirmou seu pedido. Duas decisões judiciais subsequentes o confirmaram, mas o pai continuou recorrendo.
O Parlamento aprovou a lei que descriminaliza a eutanásia em 2021, tornando a Espanha um dos poucos países que permitem que um paciente terminal receba assistência para morrer. Os requisitos para a realização do procedimento são rigorosos, como o requerente ser “capaz e consciente” ao fazer o pedido, que deve ser feito por escrito e posteriormente reafirmado, e obter autorização de uma comissão de avaliação.
Autoridades de Israel e da Arábia Saudita se dirigiram a Washington nesta semana para reuniões a fim de discutir a atual escalada de tensões dos EUA com o Irã, em meio às ameaças do presidente Donald Trump de realizar um novo ataque contra a nação persa — algo visto com ressalva por seus aliados no Oriente Médio. O regime iraniano prometeu responder com força a qualquer ação hostil contra o país, o que provoca temores sobre uma expansão de um conflito armado para além das fronteiras de Teerã. A possibilidade de uma queda do regime dos aiatolás, e a instabilidade imediatamente posterior, também é motivo de preocupação.
As reuniões entre representantes americanos e autoridades de países aliados no Oriente Médio, que devem continuar até o fim da semana, foram descritas por fontes em Washington ouvidas pelo portal Axios. Elas afirmaram que enquanto representantes israelenses estiveram na capital americana para compartilhar informações de inteligência, incluindo possíveis alvos a serem atacados no território do Irã, a parte saudita estaria focada em pressionar por uma saída diplomática e em demonstrar que uma guerra regional seria inaceitável.
*Matéria em atualização
Um britânico vencedor da loteria foi condenado na Espanha após agredir a namorada em um hotel cinco estrelas enquanto o casal comemorava um prêmio milionário durante férias nas Ilhas Canárias. Um mês depois de ganhar £ 3,6 milhões (cerca de R$ 25,8 milhões), o carpinteiro Sean Henderson, de 39 anos, atacou Suzanne Childs no resort GF Gran Costa Adeje, em Tenerife.
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Segundo o tribunal espanhol, Henderson empurrou a vítima contra a parede e a derrubou no chão dentro do quarto do hotel. Suzanne sofreu ferimentos na cabeça e no rosto, além de hematomas no joelho e no braço. Ela relatou ter conseguido sair do quarto para pedir ajuda após o ataque.
De acordo com o jornal inglês The Sun, Henderson confessou agressão com motivação de gênero e recebeu pena de seis meses de prisão, suspensa por dois anos, além do pagamento de indenização. O caso foi divulgado inicialmente pela imprensa britânica.
O episódio ocorreu durante as primeiras férias do casal após a vitória de Henderson na loteria Set For Life, em 23 de dezembro. Pelo prêmio, ele passará a receber £ 10 mil por mês durante 30 anos — o equivalente a cerca de R$ 71,6 mil mensais.
Suzanne, mãe de três filhos de um relacionamento anterior, afirmou que acreditou que o companheiro poderia matá-la e disse que o comportamento dele se tornou progressivamente abusivo ao longo da viagem. Segundo ela, as agressões começaram com ofensas verbais e escalaram rapidamente para a violência física. A vítima declarou ainda que o dinheiro “mudou completamente” o parceiro.
Após deixar o tribunal, Henderson publicou uma foto nas redes sociais segurando uma garrafa de espumante à beira da piscina
Médicos estão sendo presos no Irã por terem prestado atendimento a parte das dezenas de milhares de pessoas feridas durante a repressão do regime a protestos contra o governo. Grupos de direitos humanos afirmam que as detenções integram uma “campanha de vingança” contra profissionais de saúde que se recusaram a ignorar manifestantes gravemente feridos — alguns baleados ou esfaqueados a curta distância — e que, em certos casos, chegaram a montar centros improvisados de atendimento. Ao menos um cirurgião corre risco de ser condenado à morte.
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Um dos casos mais proeminentes é o do cirurgião iraniano Alireza Golchini, de 52 anos, da cidade de Qazvin, no centro do país. Segundo o grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, Golchini foi acusado de “moharebeh”, termo que significa “travar guerra contra Deus” e pode levar à pena de morte no Irã. O Departamento de Estado americano pediu sua libertação. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o primo do cirurgião, Nima Golchini, que vive no Canadá, relatou que Alireza foi levado de casa em 10 de janeiro.
— Ele foi preso de forma violenta, na frente da esposa e do filho, que tem apenas 11 anos. Bateram nele com tanta brutalidade durante a prisão que quebraram seu braço e suas costelas e o arrastaram para fora de casa. Minha família está apavorada — disse.
Segundo Nima, poucos dias antes da detenção, Golchini — que também havia atendido manifestantes durante os protestos “Mulher, vida, liberdade”, em 2022 — publicou uma mensagem nas redes sociais compartilhando seu número de telefone e pedindo que pacientes feridos entrassem em contato para receber tratamento.
— Tudo o que ele fez foi cumprir seu dever de salvar vidas como médico. Ele jurou salvar vidas. Como qualquer médico poderia não honrar esse juramento? — afirmou. —Estou preocupado não apenas com ele, mas também com outros profissionais de saúde que foram presos simplesmente por respeitarem o juramento que fizeram.
‘Campanha deliberada’
Golchini é um dos pelo menos nove médicos e voluntários da área da saúde presos na última semana, segundo grupos de direitos humanos e profissionais do setor. A organização Iran Human Rights (IHRNGO), também sediada na Noruega, informou que forças de segurança invadiram abrigos médicos improvisados e residências de médicos e voluntários que atenderam manifestantes feridos. Não há informações sobre o paradeiro ou estado de saúde dos detidos.
— Isso parece ser uma campanha deliberada de vingança contra médicos e equipes de saúde que se recusam a abandonar os feridos — disse também ao veículo britânico Hossein Raeesi, advogado iraniano de direitos humanos que vive no exílio.
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A IHRNGO também relatou a prisão de um socorrista voluntário que havia transformado sua casa em um abrigo médico improvisado. De acordo com a organização, ele foi detido em 14 de janeiro, após forças de segurança invadirem sua residência, onde ele prestou atendimento a mais de 20 manifestantes feridos, dois dos quais morreram depois. Fontes disseram que ele foi levado “de forma brutal e espancado com violência”. Agentes quebraram as janelas da casa, destruíram o interior e danificaram o carro do voluntário durante a operação.
As autoridades iranianas não comentaram publicamente a detenção de Golchini nem confirmaram as acusações contra ele. O chefe do Judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni Ejei, no entanto, pediu que não haja qualquer leniência com os manifestantes.
— Não devemos permanecer em silêncio diante daqueles que buscam explorar a situação e perturbar a segurança e a tranquilidade da população — afirmou.
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De acordo com a Human Rights Activists News Agency, organização americana cujos dados foram considerados confiáveis em repressões anteriores, mais de 6 mil mortes foram verificadas, e outros mais de 17 mil óbitos estão ainda sob investigação. Já segundo a organização Human Rights Activists in Iran, com sede nos EUA, ao menos 42.324 pessoas foram presas em todo o país, com informações limitadas sobre o destino de muitas delas. A entidade diz que o regime vem pressionando redes médicas como estratégia para reduzir o apoio aos feridos.
— Essa perseguição ao pessoal médico é mais uma dimensão dos crimes contra a humanidade cometidos pelo regime — afirmou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO.
Em comunicado publicado no X, o Departamento de Estado dos EUA exigiu a libertação de Golchini e de “todos os médicos corajosos que ajudaram seus compatriotas”. A nota acrescenta: “O presidente Trump deixou claro que nenhuma execução deve ocorrer no Irã e que haverá consequências se o governo tomar esse tipo de medida.”
Astrônomos acompanham com atenção o asteroide 2024 YR4, descoberto no fim de 2024. Com cerca de 60 metros de diâmetro — o equivalente à altura de um prédio de 20 andares —, o objeto integra o grupo de asteroides que passam relativamente perto da Terra.
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Cálculos mais recentes, divulgados na terça-feira (27) pela revista científica Universe Today, indicam que o asteroide não oferece risco ao nosso planeta, mas apontam uma pequena possibilidade, estimada em cerca de 4%, de colisão com a Lua em dezembro de 2032.
A órbita do 2024 YR4 cruza a região por onde transitam a Terra e a Lua. Em algumas simulações, o trajeto do asteroide fica alinhado com o do satélite natural, o que abre a chance — ainda que remota — de impacto. Por esse motivo, o corpo celeste segue sendo monitorado por agências espaciais e observatórios ao redor do mundo.
Pesquisadores ligados à Agência Espacial Europeia afirmam que a probabilidade é baixa, mas suficiente para manter o alerta científico. Observações mais precisas estão previstas a partir de 2028, quando o asteroide voltará a ficar visível com maior clareza para telescópios instalados na Terra.
Caso a colisão com a Lua venha a ocorrer, os efeitos seriam significativos apenas no satélite. Os cientistas estimam que o impacto poderia abrir uma cratera de até um quilômetro de largura, liberando uma energia comparável à de milhões de toneladas de explosivos. Não haveria qualquer consequência direta para a Terra, embora um clarão breve pudesse ser observado por telescópios — e possivelmente até por astrônomos amadores.
Parte do material lançado pelo choque se transformaria em poeira espacial. Uma fração mínima poderia alcançar o entorno da Terra na forma de meteoritos microscópicos, sem oferecer risco à população.
Apesar de não representar ameaça, a hipótese de impacto é vista como uma oportunidade rara para a ciência. Hoje, crateras lunares são analisadas apenas como registros do passado. A observação de uma colisão desse porte em tempo real permitiria compreender melhor como essas estruturas se formam e ajudaria a refinar modelos usados para prever impactos em outros corpos do Sistema Solar — inclusive na Terra.

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