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O México enviará ajuda humanitária a Cuba esta semana, incluindo alimentos e suprimentos essenciais, anunciou a presidente Claudia Sheinbaum neste domingo, após os Estados Unidos ameaçarem impor tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha. O país havia se tornado um fornecedor fundamental de petróleo para Cuba, que enfrenta uma profunda crise energética agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo bruto da Venezuela após a intervenção militar dos EUA naquele país e a captura de Nicolás Maduro.
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— Estamos planejando ajuda humanitária para Cuba (…) de alimentos e outros produtos, enquanto resolvemos diplomaticamente tudo relacionado ao envio de petróleo por razões humanitárias — declarou Sheinbaum durante um evento público.
Sheinbaum havia alertado que o México continuaria “em solidariedade” com Cuba, embora tenha ordenado ao seu ministro das Relações Exteriores que estabelecesse contato com Washington para “saber precisamente o alcance” do decreto de Trump que sanciona os embarques de hidrocarbonetos para a ilha.
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Embora seu governo esteja trabalhando com a administração republicana sobre o futuro dos embarques de petróleo bruto, a líder de esquerda decidiu “enviar outros produtos que são essenciais para o povo cubano”, acrescentou ela.
Sheinbaum também negou ter conversado com Trump sobre o fornecimento de petróleo para Cuba, depois que o magnata afirmou que lhe pediu para impedir que o México fornecesse hidrocarbonetos ao país caribenho.
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— Nunca conversamos com o presidente Trump sobre a questão do petróleo com Cuba — declarou Sheinbaum no estado de Sonora, no norte do país, onde apresentou projetos de infraestrutura.
O México enfrenta as ameaças de tarifas de Trump desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025 e agora terá que lidar com a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (USMCA), do qual faz parte juntamente com o Canadá e os Estados Unidos.
O menino de 5 anos que estava mantido há duas semanas em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no Texas voltou para casa após ser libertado neste sábado. A informação foi compartilhada na rede social X pelo deputado democrata do estado do Texas Joaquín Castro.
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“Liam e seu pai saíram do centro de detenção de Dilley ontem à noite. Eles nunca deveriam ter estado lá. Graças às suas vozes e à sua indignação, eles agora estão livres”, escreveu o parlamentar numa publicação com fotos da criança e seu pai juntos.
Em 20 de janeiro, Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos nas ruas de Minneapolis, no estado de Minnesota, em uma operação realizada por agentes do ICE destinada a prender e deportar imigrantes em situação irregular.
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O órgão federal está no centro de polêmicas pela ampla margem de atuação em suas operações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes por agentes do ICE em janeiro, também em Minneapolis.
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A foto do menino de 5 anos no momento de sua detenção, na qual aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, enquanto é segurado por um agente vestido de preto, comoveu o mundo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, alegou que o menino havia sido detido depois que seu pai, supostamente um imigrante ilegal, tentou fugir para evitar a prisão.
Adrian e Liam passaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1,8 mil quilômetros de Minneapolis. Neste sábado, um juiz federal ordenou a libertação de ambos.
O magistrado afirmou, em sua decisão, que “este assunto tem origem na implementação, mal concebida e mal executada pelo governo, de cotas diárias de deportações, ainda que isso implique traumatizar crianças”.
“Também parece que o governo ignora um documento histórico americano chamado Declaração de Independência”, continuou o juiz do Texas.
Após a decisão do magistrado, os dois foram libertados no mesmo dia. Segundo o deputado Joaquín Castro, o próprio parlamentar os levou de volta, neste domingo pela manhã, para Minneapolis.
“Não vamos parar até que todas as famílias, todas as crianças, estejam de volta a seus lares”, assegurou no X.
Israel reabriu de forma limitada neste domingo a passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, vital para o envio de ajuda humanitária, que no momento só pode ser utilizada pelos moradores do território e sob condições drásticas. O posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel. No mesmo dia, em um novo revés para as organizações humanitárias, Israel também anunciou que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de deixar Gaza até 28 de fevereiro por ter se recusado a fornecer a lista de seus funcionários palestinos. Enquanto isso, uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um ataque aéreo realizado por um drone israelense na cidade de Aaba, no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde Pública do país.
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O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa israelense que supervisiona as questões civis nos Territórios Palestinos Ocupados, não mencionou um aumento da ajuda e afirmou que a passagem de pessoas nos dois sentidos não começará antes de segunda-feira, uma vez “concluídos os preparativos”.
A reabertura foi solicitada com insistência pela ONU e por ONGs internacionais para permitir a entrada de ajuda no território palestino, devastado por dois anos de guerra de Israel contra o movimento islamista palestino Hamas. Mas também houve pressão dos enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que instaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a reabrir a passagem durante conversas em Jerusalém.
Israel anunciou que a passagem fronteiriça estará limitada “ao trânsito dos habitantes” da Faixa de Gaza. “Nesse âmbito, uma fase piloto inicial começou hoje em coordenação com a missão da União Europeia (EUBAM) e as autoridades competentes”, ressaltou o Cogat.
Segundo uma fonte do Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas, “quase 200 pessoas enfermas” aguardavam a reabertura para receber tratamento no Egito.
— Esta abertura parcial abre uma pequena porta de esperança para os doentes — disse Amine al-Hilu, 53 anos, que vive em uma tenda no norte do território e deseja uma abertura “sem restrições”.
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A reabertura acontece no contexto de uma trégua frágil entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas. No sábado, bombardeios israelenses deixaram 32 mortos, segundo a Defesa Civil de Gaza, um dos dias mais violentos desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025. Por sua vez, Israel afirmou que respondeu a violações do cessar-fogo.
A passagem de fronteira está fechada desde que as forças israelenses assumiram o controle do posto, em maio de 2024, com exceção de uma reabertura limitada no início de 2025, no âmbito de uma trégua anterior.
A reabertura total está prevista no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar em definitivo com a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 com o violento ataque do Hamas contra Israel.
Um porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, advertiu que “qualquer obstrução ou condição prévia imposta por Israel” constituiria “uma violação do acordo de cessar-fogo”.
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Na devastada Faixa de Gaza, muitos palestinos aguardavam com ansiedade a possibilidade de partir.
— Cada dia que passa, meu estado piora — disse Mohammed Shamiya, 33 anos, que enfrenta uma doença renal que exige tratamento de diálise e espera desesperadamente uma viagem ao exterior para receber atendimento médico.
A reabertura também deveria permitir a entrada em Gaza dos 15 membros do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável por administrar o território durante um período transitório sob a supervisão do Conselho da Paz, presidido por Trump.
A reabertura ocorreu enquanto as Forças Armadas de Israel realizavam um novo ataque no sul do Líbano neste domingo. Segundo a imprensa internacional, um drone israelense atingiu um carro na cidade de Aaba, deixando uma pessoa morta e três crianças feridas.
Dois mísseis guiados atingiram o veículo, matando um membro da família al-Amis e ferindo um adolescente de 16 anos e duas crianças de nove e quatro anos. O ataque também danificou casas e outro carro. Foi o segundo ataque na região no mesmo dia.
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MSF fora de Gaza
Um menino palestino passa em frente à clínica da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no bairro de al-Rimal, na Cidade de Gaza, em 11 de janeiro de 2026
BASHAR TALEB / AFP
Também neste domingo, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de cessar as atividades na Faixa de Gaza até 28 de fevereiro por se recusar a fornecer a lista dos seus funcionários palestinos. A organização reagiu e denunciou um “pretexto para impedir a ajuda humanitária” no território palestino.
Em dezembro, o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das organizações humanitárias, anunciou que proibiria a atuação de 37 organizações humanitárias, incluindo a MSF, em Gaza a partir de 1º de março por não apresentarem informações detalhadas sobre os funcionários palestinos. Segundo o ministério, dois funcionários da MSF tinham vínculos com o Hamas e seu aliado, a Jihad Islâmica, algo que a ONG nega categoricamente.
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Neste domingo, o ministério declarou que a MSF comprometeu-se no início de janeiro a compartilhar a lista, mas que, “apesar do seu compromisso público, a organização se absteve” de entregar a relação. “Posteriormente, a MSF anunciou que não tinha a intenção de iniciar o processo de registro, em contradição com suas declarações anteriores”.
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, a MSF afirmou que havia aceitado em janeiro, como medida “excepcional”, compartilhar uma “lista parcial” dos nomes de seus funcionários palestinos e estrangeiros, “condicionada a compromissos claros a respeito de sua segurança”.
“Apesar dos esforços reiterados, nos últimos dias ficou claro que não era possível qualquer diálogo com as autoridades israelenses para obter as garantias necessárias”, acrescentou a MSF, que decidiu, em consequência, não compartilhar “a lista de funcionários palestinos e estrangeiros com as autoridades israelenses”.
Com AFP e agências internacionais.
Uma segunda mulher afirmou que o agressor sexual Jeffrey Epstein a enviou ao Reino Unido para manter relações sexuais com o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, informou a BBC. A acusação foi revelada mais de 10 anos depois da denúncia de Virginia Giuffre, que se suicidou em abril de 2025 e foi a principal demandante no caso Epstein, criminoso sexual que se matou na prisão antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual de menores.
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Brad Edwards, advogado americano que representa a segunda mulher, declarou à BBC que o encontro ocorreu em 2010 na residência do ex-príncipe em Windsor, ao oeste de Londres, quando sua cliente tinha pouco mais de 20 anos. Após passar a noite com Andrew, ela visitou o Palácio de Buckingham, acrescentou o advogado.
O filho da rainha Elizabeth II, que caiu em desgraça por sua amizade com Epstein, voltou a ser citado em vários dos milhões de documentos publicados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Andrew sempre alegou inocência. Em outubro, ele foi destituído de todos os seus títulos reais e ordenado a se mudar de sua luxuosa residência em Windsor.
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A imprensa britânica divulgou, neste sábado, fotos de Andrew de joelhos, inclinado sobre uma mulher vestida, e e-mails em que convida Epstein para conversar “em particular” no Palácio de Buckingham. As revelações mais recentes provocaram a reação do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que declarou que Andrew deveria testemunhar no Congresso dos EUA sobre o que sabe dos crimes do financista falecido.
Os costarriquenhos foram às urnas neste domingo para definir o novo presidente do país, com a candidata governista Laura Fernández como grande favorita. Quase 3,7 milhões de cidadãos estão convocados a votar nas eleições que também definirão os 57 deputados da Câmara, em um país reconhecido por sua estabilidade e bem-estar social, mas onde o narcotráfico se expande com uma elevada dose de violência.
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Cientista política conservadora de 39 anos, Laura Fernández, herdeira política do popular presidente Rodrigo Chaves, liderou as pesquisas de intenção de voto ao destacar a questão da segurança, principal preocupação dos costarriquenhos. Suas promessas são linha dura contra o crime, que, segundo os adversários, empurrarão o país para o autoritarismo.
Um triunfo de Laura Fernández para governar pelos próximos quatro anos consolidaria a direita na América Latina, após as vitórias recentes no Chile, Bolívia, Peru e Honduras. Rodrigo Chaves é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os adversários de Laura, inclusive, alegam que, se ela vencer, Chaves governará a partir dos bastidores.
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Depois de votar na cidade de Cartago, ela reiterou que seu objetivo é “ganhar no primeiro turno”, meta para a qual precisa de 40% de apoio, um percentual que ela pode até superar, segundo várias pesquisas. A ex-ministra da Presidência e do Planejamento também aspira ter ampla maioria no Congresso para aprovar reformas na Constituição.
Cientista política conservadora de 39 anos, Laura Fernández, herdeira política do popular presidente Rodrigo Chaves, liderou as pesquisas de intenção de voto
MARVIN RECINOS / AFP
Segundo a pesquisa mais recente da Universidade da Costa Rica (UCR), o eleitorado tinha 26% de indecisos. Um eventual segundo turno acontecerá em 5 de abril.
O fator Bukele
Apesar do nível histórico de homicídios atingido em seu governo, de 17 casos para cada 100 mil habitantes, Chaves culpa o Poder Judiciário por manter os criminosos na impunidade. As autoridades afirmam que a maioria dos assassinatos está vinculada ao narcotráfico, que transformou a Costa Rica, considerada por décadas um dos países mais seguros do continente, em centro logístico e de exportação de drogas.
Laura Fernández propõe concluir a construção de uma penitenciária inspirada na megaprisão para membros de gangues do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de quem é admiradora, aumento das penas e estados de exceção em áreas afastadas marcadas por conflitos.
— Não é necessário prender as pessoas porque estão tatuadas — afirmou Álvaro Ramos, candidato do tradicional Partido de Libertação Nacional (social-democrata) e segundo nas pesquisas com menos de 10%.
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Ariel Ramos, do partido progressista Frente Ampla, afirma que Laura quer implantar a democracia “duvidosa” de El Salvador, onde Bukele detém poder absoluto e instaurou a reeleição de modo indefinido.
Os opositores, que também a chamam de “populista” e “cópia ruim” de Chaves por utilizar a mesma retórica agressiva, dizem que ela pretende mudar a Constituição para que seu mentor retorne ao poder dentro de quatro anos. Atualmente, ele só poderia apresentar uma nova candidatura após dois mandatos de governo.
Indignação
A candidata de direita nega que pretenda “instaurar um autoritarismo”.
— Vou sempre zelar pela estabilidade democrática — declarou neste domingo em meio ao tumulto em seu local de votação.
Analistas consideram que Laura Fernández também construiu seu favoritismo sobre a indignação cidadã com os políticos tradicionais e o enfraquecimento de setores como a saúde.
Um estudo recente da Universidade da Costa Rica (UCR) mostra que a Costa Rica, que tem mais de 5 milhões de habitantes, acumula cinco anos de estabilidade fiscal “às custas” de um financiamento menor dos programas de bem-estar.
— Está em jogo a questão de como se governa e sob quais regras, com a premissa de que abater a violência pode exigir menos controles, menos contrapesos e menos garantias — explicou Marcela Piedra, pesquisadora da UCR.
A oposição, cujas propostas se dispersam entre 20 candidatos, aposta em um segundo turno ou em ter uma bancada legislativa de contraposição às aspirações hegemônicas de Laura Fernández.
— Estamos cansados da briga e do circo — afirmou a ex-primeira-dama centrista Claudia Dobles, que oscila entre o segundo e o terceiro lugar nas pesquisas, sobre as declarações de Chaves e Fernández.
Apesar da queda do nível de pobreza de 18% em 2024 para 15,2% em 2025, a Costa Rica está entre os seis países latino-americanos mais desiguais no índice de Gini e é o segundo país mais caro, atrás apenas do Uruguai, o que afeta as pessoas de menor renda.
Na última sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou o maior lote de arquivos sobre o caso do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein até o momento, que inclui mais três milhões de páginas e milhares de vídeos e imagens. Os documentos lançam nova luz sobre os relacionamentos do financista com diversas figuras proeminentes, incluindo o ex-príncipe Andrew, do Reino Unido, Elon Musk, Bill Gates e o atual secretário de Comércio americano, Howard Lutnick.
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O Congresso determinou a divulgação em novembro do ano passado, e o presidente Donald Trump, sob pressão de aliados, sancionou a lei, apesar de inicialmente se opor a ela — buscando pôr fim às acusações e especulações em torno do caso. O procurador-geral adjunto dos EUA, Todd Blanche, afirmou que a Casa Branca “não teve nada a ver ” com a análise dos arquivos. Veja o que se sabe sobre a última divulgação:
Maior lote de arquivos
O departamento divulgou três milhões de páginas, 2 mil vídeos e cerca de 180 mil imagens. As páginas consistem em cadeias de e-mails, mensagens de texto, reportagens, relatórios de investigações internas e outros materiais relacionados a Epstein, condenado e morto em 2019 na prisão.
Blanche afirmou que o departamento ocultou as imagens de todas as mulheres nos arquivos, com exceção de Ghislaine Maxwell, companheira e associada de longa data de Epstein, que foi condenada por tráfico sexual.
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Os procuradores federais identificaram inicialmente 6 milhões de páginas como “potencialmente relevantes” para a lei que exige que o departamento divulgue seus arquivos sobre as investigações envolvendo Epstein e Maxwell, segundo Blanche. Mas as autoridades erraram por excesso de coleta e, posteriormente, decidiram divulgar apenas metade desse volume. Alguns democratas acusaram o departamento de violar a lei e exigiram a divulgação de tudo.
Menções a Trump
Os arquivos tinham, pelo menos, 4.500 documentos que mencionavam Trump. Um deles era um resumo que agentes do FBI compilaram no ano passado, contendo mais de 12 denúncias de cidadãos envolvendo o presidente e o financista. Não se sabe, até o momento, o motivo pelo qual os investigadores elaboraram o resumo, que inclui acusações de abuso sexual contra Epstein e Trump. Os e-mails não continham nenhuma prova corroborativa.
— Não protegemos o presidente Trump — disse Todd Blanche, o vice-procurador-geral, que anunciou a divulgação dos documentos na sexta-feira. — Não protegemos nem deixamos de proteger ninguém.
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Trump nega qualquer irregularidade relacionada ao caso Epstein. Procurada, a Casa Branca remeteu a uma declaração pública do Departamento de Justiça, que afirmava que os documentos divulgados “podem incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou apresentados de forma fraudulenta”.
A declaração também afirmava que alguns dos documentos continham alegações falsas contra Trump que foram apresentadas ao FBI antes da eleição de 2020. Muitos dos outros documentos eram artigos de notícias ou e-mails que faziam referência ao Sr. Trump.
Relação com o ex-príncipe Andrew
O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, do Reino Unido, convidou Epstein ao Palácio de Buckingham, em Londres, logo após o financista ser liberado da prisão domiciliar. As mais de 3 milhões de páginas, porém, não indicam se o convite, feito em 2010, foi aceito.
Veja: Réplica gigante de suposta mensagem de Trump para o criminoso sexual Jeffrey Epstein é exposta em Washington
Em uma das mensagens, Epstein entrou em contato com Andrew durante uma estada na capital britânica, em 27 de setembro de 2010, e lhe disse: “Vamos precisar de um tempo a sós”. O então príncipe respondeu: “Poderíamos jantar no Palácio de Buckingham e ter muita privacidade”. No mês anterior, Epstein havia sido libertado da prisão domiciliar, após ser condenado por prostituição de menor.
No ano passado, Andrew, que sempre defendeu sua inocência, foi destituído de todos os títulos reais e expulso de sua residência oficial em Windsor, devido aos laços com Epstein. A publicação das memórias póstumas de Virginia Giuffre, que acusava o príncipe de tê-la agredido sexualmente em várias ocasiões quando ela era menor de idade, gerou uma onda de indignação no Reino Unido.
No mesmo ano, Epstein procurou Andrew para apresentá-lo a uma jovem russa de 26 anos, ainda de acordo com os novos documentos. Em um e-mail de 12 de agosto de 2010, Epstein diz ao então príncipe, a quem chama de “O Duque”, que tem “uma amiga” com a qual ele “talvez” gostasse de jantar e que estaria em Londres de 20 a 24 de agosto. Em resposta, o príncipe diz que ficaria “encantado em encontrá-la”. Os arquivos não indicam se o encontro aconteceu.
Bill Gates, Lutnick e Musk
De acordo com e-mails divulgados, Epstein redigiu bilhetes para Bill Gates em 2013, sugerindo que ele mantinha relações sexuais extraconjugais. Um representante de Gates classificou as acusações como “absolutamente absurdas e completamente falsas”.
Em um e-mail, Epstein escreveu que ajudou o bilionário a adquirir drogas “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas” e que facilitou encontros entre o empresário e mulheres casadas. Não ficou claro, porém, se Epstein chegou a enviar os e-mails a Gates.
Um porta-voz do co-fundador da Microsoft respondeu às alegações chocantes contidas nos arquivos mais recentes de Epstein — incluindo a de que ele teria contraído uma doença sexualmente transmissível — chamando-as de “absolutamente absurdas e completamente falsas”.
Os arquivos também revelaram que Howard Lutnick, hoje secretário de Comércio do governo Trump, planejou uma visita à ilha de Epstein em 2012, apesar de já ter afirmado que rompeu relações com o financista por volta de 2005. Na última sexta-feira, Lutnick disse ao New York Times que não podia comentar sobre a visita à ilha porque não tinha visto os documentos mais recentes sobre Epstein.
Além disso, diversas mensagens entre Musk e Epstein mostraram que ambos comparavam suas agendas para encontrar tempo para se reunirem na Flórida ou no Caribe entre 2012 e 2014.
Epstein enviou dinheiro para brasileiro
Segundo os novos documentos, o falecido criminoso sexual enviou £10.000 (mais de R$ 70 mil, na cotação atual) em transferências bancárias para o marido do lorde britânico Peter Mandelson. Os dados publicados mostram que o marido de Mandelson, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, enviou um e-mail para Epstein em 7 de setembro de 2009, cerca de dois meses após Epstein cumprir uma pena de 13 meses em regime semiaberto, pedindo uma ajuda financeira.
Leia também: Comissão do Congresso dos EUA analisa acusação de desacato contra os Clinton no caso Epstein
No e-mail, Reinaldo detalha os custos de um curso de osteopatia, fornece seus dados bancários e agradece ao financista por “qualquer ajuda que você possa me dar”. Epstein responde algumas horas depois, dizendo que transferiria o valor do empréstimo. No dia seguinte, o brasileiro, que se casou com lorde britânico em 2023 após um relacionamento de 30 anos, responde com um agradecimento.
“Enviei-lhe alguns e-mails na semana passada sobre as despesas do meu curso de osteopatia, incluindo taxas, modelos anatômicos e laptop, caso possa me ajudar com isso. Espero que os tenha recebido”, escreveu Reinaldo a Epstein, à época.
Em abril de 2010, Reinaldo enviou outra mensagem a Epstein, compartilhando seus dados bancários, conforme mostram os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Epstein, de acordo com o Financial Times, encaminhou o e-mail para seu contador, acrescentando: “envie 13 mil dólares”.
Em correspondências subsequentes, Epstein instrui seu contador, Rich Kahn, a “enviar 2 mil dólares por mês para Reinaldo”. Kahn, então, pergunta se isso é “além dos 13 mil dólares” e confirma se a moeda é dólares americanos. Epstein responde que “após repensar, envie apenas 4 mil dólares”.
Haverá novas divulgações?
Blanche sinalizou que este lote de documentos seria a última grande divulgação dos arquivos de Epstein. O procurador-geral adjunto, por sua vez, admitiu que esses arquivos provavelmente não seriam suficientes para satisfazer a demanda pública por informações sobre Epstein.
De fato, horas após a divulgação dos documentos, um grupo de 18 sobreviventes dos abusos de Epstein afirmou, em uma declaração conjunta, que a divulgação não foi suficiente para responsabilizar aqueles que o cúmplices. “Mais uma vez, os nomes e informações pessoais das sobreviventes estão sendo expostos, enquanto os homens que abusaram de nós permanecem escondidos e protegidos”, disseram as vítimas. “Isso não acabou. Não vamos parar até que a verdade seja totalmente revelada e todos os agressores sejam responsabilizados”, acrescentaram.
O departamento é obrigado a apresentar um relatório ao Congresso explicando por que ocultou determinadas informações. Blanche disse que foram retidos documentos com informações pessoais de identificação ou informações médicas das vítimas de Epstein. Também foram retidos materiais que retratavam abuso sexual infantil, morte e violência.
O departamento ainda não apresentou o relatório, mas Blanche afirmou que as autoridades federais o farão “em tempo oportuno”.
(Com AFP e New York Times)
Um ataque com drone russo contra um ônibus na região de Dnipropetrovsk, no leste da Ucrânia, matou pelo menos 12 pessoas e feriu sete no domingo, disseram equipes de resgate e autoridades locais.
“Um drone inimigo caiu perto de um ônibus (…) no distrito de Pavlograd. Segundo dados preliminares, 12 pessoas morreram e outras sete ficaram feridas”, disse o chefe da administração militar regional, Oleksandr Ganzha, no Telegram.
Os socorristas confirmaram o incidente e publicaram uma fotografia na mesma plataforma de redes sociais mostrando um ônibus danificado com corpos desfocados estendidos em frente a ele. Os feridos foram hospitalizados, disseram eles.
O ataque ocorreu na cidade mineira de Ternivka, localizada perto de Pavlograd, a cerca de 70 km em linha reta da frente de batalha, informou a polícia nacional.
O grupo energético DTEK confirmou que funcionários de uma de suas minas foram alvo do ataque após o término do expediente.
Quinze trabalhadores morreram e outros sete ficaram feridos, acrescentou a fonte. As autoridades ucranianas ainda não confirmaram esse número.
O ativista de direitos humanos Javier Tarazona foi libertado neste domingo após quatro anos e meio de prisão, em meio a um processo lento de solturas de presos políticos impulsionado pela presidente interina Delcy Rodriguez sob pressão dos Estados Unidos. A informação foi revelada pela AFP, que ouviu o irmão do ativista.
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Javier Tarazona, diretor da ONG Fundaredes, estava preso desde julho de 2021 sob acusações de “terrorismo”, “traição” e “incitação ao ódio”. Ele era um dos presos políticos de maior destaque que ainda permaneciam atrás das grades quase um mês depois do governo interino anunciar um processo de libertações para um “número significativo” de pessoas.
A medida responde a pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirma estar no comando da Venezuela após a captura do líder chavista Nicolás Maduro em uma incursão militar americana no início do ano, em Caracas.
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— Javier finalmente está livre — afirmou José Rafael Tarazona, acrescentando que o irmão foi levado para uma igreja no centro de Caracas.
À frente da Fundaredes, o ativista acusou o regime Maduro de abrigar líderes guerrilheiros colombianos na Venezuela e alertou para confrontos entre forças militares e guerrilhas na fronteira colombo-venezuelana.
Também neste domingo, a ONG Foro Penal, que lidera a defesa de presos políticos no país, informou que ocorreram várias libertações na prisão do Helicoide, onde Tarazona estava detido. Na última sexta-feira, Delcy informou que esse presídio político será convertido em um “centro social, esportivo, cultural e comercial”.
Leia também: Venezuela anuncia libertação de presos políticos como ‘gesto de paz unilateral’
No mesmo dia, ela também pediu com urgência ao Parlamento a aprovação de “uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente”. Espera-se que, após a aprovação desse instrumento, centenas de presos políticos obtenham liberdade plena.
O Foro Penal já verificou cerca de 400 libertações desde dezembro e alerta que aproximadamente 700 presos políticos ainda permanecem encarcerados.
Um ataque russo atingiu uma maternidade na cidade de Zaporizhzhia, Sul da Ucrânia, na manhã deste domingo (1), e deixou pelo menos seis pessoas feridas, informou o governador da região.
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Segundo Ivan Fedorov, duas pessoas feridas são mulheres que passavam por exames médicos no momento do ataque. Fedorov divulgou imagens na plataforma Telegram que mostram consultórios médicos destruídos, com janelas quebradas, móveis em pedaços e muitos destroços no chão.
Algumas horas antes, em Dnipro, um homem e uma mulher morreram em um ataque com drones russos, anunciou a administração regional.
Em Kherson, alvo frequente do Exército russo, um bombardeio também atingiu o Centro da cidade na manhã deste domingo, informou o governo local. Uma mulher de 59 anos sofreu a amputação de parte de uma perna e ferimentos na cabeça.
A pausa nos bombardeios da Rússia sobre a capital ucraniana, Kiev, aceita pelo presidente russo Vladimir Putin a pedido do presidente americano Donald Trump, termina neste domingo.
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky, no entanto, afirmou nas redes sociais que a Rússia lançou mais de 6 mil drones, quase 5.500 bombas aéreas e 158 mísseis contra a Ucrânia somente durante o mês de janeiro.
O Papa Leão XIV expressou neste domingo (1) sua “grande preocupação” com “o aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos, dois países vizinhos”. O chefe da Igreja Católica, por outro lado, espera que os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina, que começam na sexta-feira, sejam uma oportunidade para “gestos concretos de distensão e diálogo”.
“Esses grandes eventos esportivos constituem uma forte mensagem de fraternidade e reacendem a esperança de um mundo em paz”, acrescentou Leão XIV, lembrando que esse era o objetivo da chamada “trégua olímpica”.
Unindo-se à mensagem dos bispos cubanos, o primeiro papa americano da história convidou, do Vaticano, “todos os responsáveis ​​a promover um diálogo sincero e eficaz, a fim de evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar o sofrimento do amado povo cubano”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as ameaças contra Cuba após a operação realizada no início de janeiro em Caracas, que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana e seu principal fornecedor de energia.
Trump instou Cuba a aceitar “antes que seja tarde demais” um “acordo” cuja natureza ele não especificou.
“Não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba: zero!”, ameaçou o presidente dos EUA, que na quinta-feira assinou uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas não especificadas a países que vendem petróleo para Havana. Ele afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
Trata-se de um “costume antigo que acompanha o desenvolvimento dos Jogos”, explicou Leão XIV poucos dias antes da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, de 6 a 22 de fevereiro, que serão seguidos pelos Jogos Paralímpicos, de 6 a 15 de março.
“Espero que todos aqueles que têm a paz entre as nações em seus corações e ocupam posições de autoridade aproveitem esta oportunidade para realizar gestos concretos de distensão e diálogo”, declarou o Papa ao final da oração do Angelus em Roma.
O Papa Leão XIV também rezou pelas “numerosas vítimas do deslizamento de terra numa mina em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo”, por aqueles “que sofrem com as tempestades que atingiram Portugal e o sul da Itália nos últimos dias”, bem como pelas “populações de Moçambique, gravemente afetadas pelas inundações”.

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