As atividades de dois veículos espaciais russos acenderam um alerta em autoridades europeias, que apontaram que os objetos em órbita podem ter interceptado sinais de satélites cruciais que atendem Europa, África e Oriente Médio. Fontes de segurança citadas pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira afirmaram que a operação russa coloca em risco a integridade de comunicações confidenciais, a segurança dos objetos espaciais e abre espaço para uma possível interferência, no espaço e em solo.
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As fontes ouvidas pelo jornal londrino apontam que os veículos espaciais Luch-1 e Luch-2 fizeram aproximações arriscadas de alguns dos satélites geoestacionários mais importantes da Europa. Dados orbitais e observações telescópicas a partir da Terra mostram que eles permaneceram próximos dos satélites ocidentais por semanas — apenas o Luch-2 teria se aproximado de 17 satélites europeus, segundo os dados.
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— Ambos os satélites são suspeitos de realizar operações de inteligência de sinais — disse o major-general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, referindo-se à prática de aproximação aos satélites de comunicação.
Um alto funcionário da inteligência europeia ouvido pela publicação avaliou que os veículos russos quase certamente tinham a intenção de se posicionar dentro do cone de feixes de dados transmitidos de estações terrestres para os satélites.
As autoridades ouvidas pelo FT afirmaram que os riscos da possível operação russa vão desde a interceptação de a informações confidenciais transmitidas aos satélites, adulteração de comandos enviados aos objetos espaciais — o que poderia incluir o acionamento de propulsores, fazendo-os cair ou sair da órbita terrestre —, entre outros. Em um discurso em setembro, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, chegou a afirmar que um ataque a redes de satélites poderia paralisar nações inteiras.
A suspeita operação de espionagem não é a primeira preocupação de países ocidentais envolvendo a presença de Moscou no espaço. Há dois anos, fontes americanas denunciaram o desenvolvimento de armas nucleares espaciais por parte da Rússia — provavelmente destinadas a atingir satélites na órbita baixa da Terra. Estados Unidos e China também investiram em suas capacidades nos últimos anos, o que criou receio de uma militarização da corrida espacial.
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— Ambos os satélites são suspeitos de realizar operações de inteligência de sinais — disse o major-general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, referindo-se à prática de aproximação aos satélites de comunicação.
Um alto funcionário da inteligência europeia ouvido pela publicação avaliou que os veículos russos quase certamente tinham a intenção de se posicionar dentro do cone de feixes de dados transmitidos de estações terrestres para os satélites.
As autoridades ouvidas pelo FT afirmaram que os riscos da possível operação russa vão desde a interceptação de a informações confidenciais transmitidas aos satélites, adulteração de comandos enviados aos objetos espaciais — o que poderia incluir o acionamento de propulsores, fazendo-os cair ou sair da órbita terrestre —, entre outros. Em um discurso em setembro, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, chegou a afirmar que um ataque a redes de satélites poderia paralisar nações inteiras.
A suspeita operação de espionagem não é a primeira preocupação de países ocidentais envolvendo a presença de Moscou no espaço. Há dois anos, fontes americanas denunciaram o desenvolvimento de armas nucleares espaciais por parte da Rússia — provavelmente destinadas a atingir satélites na órbita baixa da Terra. Estados Unidos e China também investiram em suas capacidades nos últimos anos, o que criou receio de uma militarização da corrida espacial.








