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As atividades de dois veículos espaciais russos acenderam um alerta em autoridades europeias, que apontaram que os objetos em órbita podem ter interceptado sinais de satélites cruciais que atendem Europa, África e Oriente Médio. Fontes de segurança citadas pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira afirmaram que a operação russa coloca em risco a integridade de comunicações confidenciais, a segurança dos objetos espaciais e abre espaço para uma possível interferência, no espaço e em solo.
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As fontes ouvidas pelo jornal londrino apontam que os veículos espaciais Luch-1 e Luch-2 fizeram aproximações arriscadas de alguns dos satélites geoestacionários mais importantes da Europa. Dados orbitais e observações telescópicas a partir da Terra mostram que eles permaneceram próximos dos satélites ocidentais por semanas — apenas o Luch-2 teria se aproximado de 17 satélites europeus, segundo os dados.
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— Ambos os satélites são suspeitos de realizar operações de inteligência de sinais — disse o major-general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, referindo-se à prática de aproximação aos satélites de comunicação.
Um alto funcionário da inteligência europeia ouvido pela publicação avaliou que os veículos russos quase certamente tinham a intenção de se posicionar dentro do cone de feixes de dados transmitidos de estações terrestres para os satélites.
As autoridades ouvidas pelo FT afirmaram que os riscos da possível operação russa vão desde a interceptação de a informações confidenciais transmitidas aos satélites, adulteração de comandos enviados aos objetos espaciais — o que poderia incluir o acionamento de propulsores, fazendo-os cair ou sair da órbita terrestre —, entre outros. Em um discurso em setembro, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, chegou a afirmar que um ataque a redes de satélites poderia paralisar nações inteiras.
A suspeita operação de espionagem não é a primeira preocupação de países ocidentais envolvendo a presença de Moscou no espaço. Há dois anos, fontes americanas denunciaram o desenvolvimento de armas nucleares espaciais por parte da Rússia — provavelmente destinadas a atingir satélites na órbita baixa da Terra. Estados Unidos e China também investiram em suas capacidades nos últimos anos, o que criou receio de uma militarização da corrida espacial.
Um menino de nove anos sofreu queimaduras de segundo grau após tentar reproduzir um desafio divulgado no TikTok, que incentiva o aquecimento de um brinquedo sensorial no micro-ondas. O caso ocorreu na manhã de 20 de janeiro, em Plainfield, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.
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Segundo relato da mãe, Whitney Grubb, ao Chicago Sun-Times, o filho, Caleb, ligou o micro-ondas enquanto ela ajudava o outro filho a sair para a escola. A princípio, ela acreditou que o menino estivesse preparando o café da manhã. Minutos depois, ouviu um grito e encontrou o filho ferido. Em vez de comida, Caleb havia colocado no aparelho um cubo Needoh, brinquedo antiestresse preenchido por uma substância gelatinosa, famoso no país.
Brinquedo explodiu ao ser retirado do aparelho
A “trend” mostra usuários aquecendo o objeto para amolecer o material interno, que pode endurecer com o tempo. Ao abrir a porta do micro-ondas, porém, o cubo explodiu, atingindo o rosto e as mãos da criança. De acordo com a mãe, o menino disse ter ouvido a ideia de um colega da escola. “Não foi nada malicioso, eram apenas crianças compartilhando histórias”, afirmou Grubb ao jornal.
A substância quente e espessa dificultou o socorro imediato. Após tentar retirar o material no chuveiro, a mãe levou o filho ao hospital. Caleb passou pelo pronto-socorro e foi transferido para o Centro de Queimados Loyola, em Maywood, onde permaneceu internado por dois dias. Ele sofreu queimaduras no rosto, nas mãos e atrás de uma das orelhas. Um oftalmologista avaliou que não houve dano ocular, apesar do inchaço significativo.
Kelly McElligott, coordenadora de apoio a vítimas de queimaduras da Loyola, explicou ao Chicago Sun-Times que o material do brinquedo é especialmente perigoso. Por ser viscoso, ele adere à pele e retém calor por mais tempo, o que agrava as lesões. Segundo a especialista, Caleb é um de pelo menos quatro pacientes atendidos após incidentes semelhantes envolvendo o aquecimento do Needoh.
McElligott alertou pais e crianças para que não aqueçam esse tipo de produto, seja no micro-ondas ou em água quente. Grubb reforçou o apelo, defendendo conversas frequentes sobre segurança doméstica. Cada cubo Needoh traz um aviso para não ser aquecido.
O FBI investiga a existência de um possível laboratório biológico operando dentro de uma casa no nordeste de Las Vegas. Mais de mil amostras recolhidas no local foram enviadas para análise, segundo autoridades locais e federais. Os materiais, considerados potencialmente perigosos, estavam armazenados principalmente em uma garagem trancada.
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A operação ocorreu, de acordo com a ABC News, na manhã de sábado, após o cumprimento de um mandado de busca envolvendo múltiplas agências policiais. De acordo com investigadores, o conteúdo encontrado ainda não foi identificado. A apuração começou a partir de uma denúncia por violação de normas; com o avanço das diligências e a suspeita de armazenamento ilegal de materiais biológicos, o caso passou a ser conduzido pela Força-Tarefa Conjunta de Combate ao Terrorismo.
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Segundo o xerife Kevin McMahill, do Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, os investigadores encontraram vários refrigeradores contendo frascos com líquidos desconhecidos, recipientes de grande volume com substâncias não identificadas, além de equipamentos típicos de laboratório, como uma centrífuga. Em um refrigerador e um freezer abertos, havia “um volume significativo de material”, incluindo frascos com líquidos de diferentes cores e composições.
— A cena apresentou um alto nível de complexidade, com materiais que ainda não foram identificados e que exigem uma avaliação cuidadosa — afirmou McMahill em entrevista coletiva. De acordo com Chris Delzotto, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Las Vegas, mais de mil amostras foram coletadas e encaminhadas a laboratórios da agência.
As autoridades não detalharam quais testes estão sendo realizados. — Reconhecemos que o público quer respostas imediatas, mas esse tipo de investigação precisa ser conduzido de forma lenta e metódica, desde a coleta até a análise — disse Delzotto.
Um homem identificado como Ori Solomon, de 55 anos, foi preso no sábado. Segundo a polícia, ele seria o gerente da propriedade. Registros judiciais indicam que Solomon foi acusado de descarte ou liberação não autorizada de resíduos perigosos e permanece sob custódia. Três pessoas que alugavam quartos na casa foram retiradas em segurança e, por ora, não são consideradas suspeitas.
O caso guarda semelhanças com a investigação de um laboratório biológico ilegal descoberto em 2023 em Reedley. O proprietário do imóvel em Las Vegas — um cidadão chinês — já havia sido preso e indiciado naquele ano em conexão com o episódio na Califórnia e permanece sob custódia federal, tendo se declarado inocente.
A investigação em Reedley levou a uma apuração no Congresso americano, que apontou que o laboratório recebia recursos de bancos chineses e armazenava milhares de amostras de possíveis patógenos, algumas rotuladas como HIV, malária, tuberculose, Covid-19 e Ebola. Segundo McMahill, os itens encontrados em Las Vegas “têm aparência consistente” com os descritos naquele caso.
Uma rapper foi presa na sexta-feira (30) em Brookhaven, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, após a circulação de um vídeo que levantou suspeitas de maus-tratos a um cachorro durante uma transmissão ao vivo na plataforma Twitch. Aspen Easterling, de 19 anos, conhecida artisticamente como Aspen Kartier, foi acusada de crueldade contra animais, segundo informou a polícia local.
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As imagens, que se tornaram virais nas redes sociais, mostram Easterling questionando como o filhote da raça Maltipoo teria saído da gaiola antes de o cachorro passar a guinchar e uivar por cerca de dez segundos, em aparente situação de dor. O vídeo termina com a jovem retirando o animal do ambiente ao segurá-lo pela nuca.
Denúncias e investigação policial
De acordo com o Departamento de Polícia de Brookhaven, a investigação teve início após moradores denunciarem postagens que circulavam online com o suposto abuso. Com o aumento da repercussão do vídeo, a corporação recebeu diversos e-mails e relatos de pessoas preocupadas. Detetives conseguiram identificar a jovem, confirmar o endereço e, a partir disso, obter mandados de busca e de prisão.
O cachorro foi localizado na residência e, segundo a polícia, aparentava estar em boa saúde antes de ser encaminhado aos cuidados do controle de animais. Easterling foi presa por volta das 21h35, sem incidentes, e levada à Cadeia do Condado de DeKalb. Registros indicam que ela foi liberada no sábado após pagamento de fiança. A investigação segue em andamento.
A organização PETA compartilhou o vídeo e criticou o episódio. Em publicação na rede X, afirmou que a rapper teria sido flagrada agredindo o filhote enquanto ele chorava de medo, acrescentando que pessoas que aterrorizam animais não deveriam ter contato com eles.
Em um vídeo posterior, Easterling negou ter machucado o cachorro e afirmou que o animal estaria exagerando. A conta da artista na Twitch foi temporariamente suspensa por violação das diretrizes da comunidade. Ainda não há definição sobre a eventual retirada definitiva do cachorro de sua guarda.
O Papa Leão XIV fez um alerta nesta quarta-feira sobre o risco de uma “nova corrida armamentista”, a poucas horas da expiração do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês), último tratado nuclear vigente a limitar o número de armas estratégicas de EUA e Rússia. O acordo perde a validade na quinta-feira.
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— Façam todo o possível para evitar uma nova corrida armamentista, que ameaçaria ainda mais a paz entre as nações — disse o Pontífice ao final de sua audiência semanal no Vaticano.
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O fim do tratado é motivo de preocupação. Na terça-feira, a Rússia apontou que o mundo estava entrando em seu momento “mais perigoso” com o iminente fim do Novo START, afirmando que não recuaria recuos de uma proposta já enviada a Washington, e que está “preparada” para a nova realidade de segurança sem o controle de armas nucleares.
Em uma entrevista coletiva em Moscou, o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o “mundo estará em uma posição mais perigosa do que jamais esteve” com a expiração do tratado assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev. Em viagem a Pequim, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o país está preparado para o fim do limite às armas nucleares.
— Este é um novo momento, uma nova realidade. Estamos preparados para ela — disse Ryabkov, que é o responsável pelas questões de controle de armas, em declaração registrada pela agência russa Ria Novasti.
A parte russa se ofereceu para estender alguns dos termos do Novo Start, incluindo inspeções para a verificação dos arsenais nucleares, mas o governo americano não avançou com as negociações. Em declarações ao New York Times no mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que deixará o tratado expirar, mas não respondeu formalmente à proposta de Moscou.
Ryabkov afirmou que a Rússia não faria nenhum recuo com a aproximação do tratado, acrescentando que a ausência de uma resposta formal também era um posicionamento.
— No dia e meio restante antes do vencimento formal do Tratado Novo START, não tomaremos nenhuma ação ou apelo oficial aos americanos. Fizemos tudo o que era necessário em tempo hábil, e eles tiveram bastante tempo para refletir sobre o assunto. A falta de resposta também é uma resposta — disse.
Caso não haja um acerto imediato, será a primeira vez em décadas que as duas maiores potências nucleares do mundo ficarão sem qualquer documento limitando o controle de seus arsenais.
Novo Start: O que é?
O Novo Start limita o número de ogivas nucleares, que os EUA e a Rússia podem instalar em mísseis ou armamentos como veículos ou aeronaves, deixando-as prontas para serem usadas. O tratado permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações, além de monitoramento remoto e por satélite.
O tratado foi assinado em substituição ao tratado Start, que vigorou de 1994 a 1999. Ele permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações por meio de visitas presenciais, além de permitir o monitoramento remoto e por satélite. (Com AFP)
A promotoria da Líbia anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação sobre o assassinato de Saif al-Islam Kadafi, filho do ditador Muamar Kadafi, morto em 2011. O crime aconteceu na cidade de Zenten, nesta terça-feira.
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O gabinete do procurador-geral líbio informou que peritos forenses foram enviados a Zenten, no noroeste do país, onde Saif al-Islam Kadafi foi morto a tiros, acrescentando que estão em curso esforços para identificar os suspeitos.
Kadafi “morreu por ferimentos de arma de fogo”, indicou o gabinete em comunicado, acrescentando que os investigadores buscavam “falar com testemunhas e com qualquer pessoa que possa lançar luz sobre o incidente”.
Um advogado do falecido, o francês Marcel Ceccaldi, disse à AFP que seu cliente foi assassinado por um “comando de quatro homens” não identificado que invadiu sua casa em Zenten na terça-feira.
“Por enquanto, não se sabe” quem são os responsáveis pelo assassinato de Kadafi, informou Ceccaldi, que afirmou ter falado com o cliente há cerca de três semanas.
Ele também disse ter ficado sabendo, há cerca de dez dias, por meio de um dos próximos da vítima, “que havia problemas com sua segurança”.
Território dividido
A Líbia mergulhou no caos após a revolta apoiada pela Otan que, em 2011, derrubou Muamar Kadafi. O ditador morreu em outubro daquele ano, nas mãos de uma turba que o capturou perto da cidade de Sirte, no centro do país.
Muamar Kadafi
Reprodução/TV
Desde então, o território líbio permanece dividido entre um governo apoiado pela ONU, sediado em Trípoli, no oeste, e uma administração rival em Bengasi, no leste. Nenhuma das autoridades comentou a morte de Saif al-Islam.
Considerado por muito tempo o possível sucessor do pai antes da queda do regime, Saif al-Islam tentou construir a imagem de moderado e reformista — iniciativa que ruiu quando, naquele ano, prometeu um banho de sangue diante das revoltas contra o governo.
Procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, ele foi detido em 2011 no sul da Líbia por rebeldes. Em 2015, foi condenado à morte após um julgamento sumário, mas posteriormente se beneficiou de uma anistia.
Uma ex-funcionária de creche condenada por abusos contra bebês no Reino Unido deverá ser deportada para a Polônia nesta semana. Roksana Lecka, de 22 anos, foi sentenciada a oito anos de prisão em setembro de 2025 após ser considerada culpada por crimes de crueldade infantil cometidos enquanto trabalhava em instituições de educação infantil no sudoeste de Londres.
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Lecka foi responsabilizada por 14 acusações de crueldade contra crianças, após ter admitido previamente outras sete. Segundo o processo, os crimes ocorreram ao longo de cerca de seis meses, período em que ela atuou principalmente na creche Riverside Nursery, em Twickenham, além de outra unidade, entre outubro de 2023 e junho de 2024. Ao todo, 21 bebês foram vítimas dos abusos.
Investigação e condenação
As investigações tiveram início em junho de 2024, quando agentes da Polícia Metropolitana foram acionados após colegas de trabalho levantarem preocupações sobre o comportamento da funcionária. A apuração incluiu a análise de mais de 300 horas de imagens de câmeras de segurança em um intervalo de dez dias. O tribunal ouviu que, à época da contratação, não havia indícios aparentes de falhas nos procedimentos de proteção.
Imagens exibidas durante o julgamento e posteriormente divulgadas pela polícia mostraram episódios de violência contra as crianças e o comportamento da acusada dentro das instalações da creche, material que causou forte impacto no tribunal. Pais das vítimas classificaram os crimes como “repugnantes” e afirmaram que se tratava “do pior tipo de ser humano”.
A deportação de Lecka para a Polônia está prevista para quinta-feira, 5 de fevereiro. Ao chegar ao país, ela passará a estar sob responsabilidade das autoridades polonesas. A polícia britânica tenta estabelecer contato com seus pares na Polônia para repassar informações sobre o histórico criminal da condenada.
Em nota, um porta-voz do Ministério do Interior do Reino Unido evitou comentar o caso específico, mas declarou que o governo não permitirá que “criminosos estrangeiros explorem as leis” do país. Segundo a pasta, estrangeiros condenados a penas de prisão no Reino Unido são encaminhados para deportação assim que possível, dentro das regras vigentes.
Antes mesmo de a primeira medalha ser entregue, autoridades italianas já miram um “momento de ouro”: garantir a segurança da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno, marcada para sexta-feira no estádio San Siro, em Milão. O evento reunirá milhares de dignitários, mais de mil artistas e uma audiência global de bilhões — combinação que, segundo especialistas, transforma a cerimônia em alvo prioritário.
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— Se alguém quiser sabotar os Jogos, a abertura é o caminho — afirmou Franz Regul, que liderou a cibersegurança dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Para evitar riscos, a Itália colocou em campo uma das operações de segurança mais amplas de sua história recente: cerca de 6 mil policiais e agentes, além de drones e robôs para inspeções em áreas sensíveis.
A complexidade aumenta porque as competições ocorrerão simultaneamente em diferentes regiões, incluindo áreas montanhosas próximas a Cortina d’Ampezzo e Livigno. Além do policiamento físico, o plano prevê um centro de comando de cibersegurança 24 horas para monitorar redes olímpicas e a infraestrutura de transporte — modelo inspirado no adotado em Paris.
A cautela tem precedentes. Em 2018, um ataque cibernético interrompeu a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, derrubando transmissões, sites e sistemas de ingressos. A ofensiva foi atribuída à Rússia, que, desde a exposição de um esquema estatal de doping e a invasão da Ucrânia em 2022, é vista como ameaça recorrente ao ambiente olímpico. Em Milão-Cortina, atletas russos só poderão competir como neutros.
Segundo Daniel Byman, do Center for Strategic and International Studies, organizadores temem especialmente ações patrocinadas por Estados, “mais sofisticadas e com mais recursos”. Ainda assim, a maior tensão pré-Jogos veio de outro flanco: a presença anunciada de agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement acompanhando delegações americanas.
A notícia provocou protestos em Milão e críticas de autoridades locais. O embaixador dos EUA na Itália, Tilman J. Fertitta, afirmou que a atuação será apenas consultiva e de inteligência, sem poder de patrulhamento. Mesmo assim, a reação foi intensa a ponto de o comitê olímpico dos EUA rebatizar o espaço de hospitalidade “Ice House” para “Winter House”, numa tentativa de reduzir ruídos.
Um dos momentos mais simbólicos da política americana em 2019 — o depoimento de Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, à Câmara dos Representantes — ganhou novo significado anos depois. Enquanto se preparava para interrogar Cohen, a deputada democrata Stacey Plaskett foi flagrada trocando mensagens no celular. Em novembro de 2025, veio à tona a identidade do interlocutor: Jeffrey Epstein.
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E-mails divulgados por ordem judicial, a partir do espólio do financista, indicam que Epstein incentivou Plaskett a investigar um funcionário da Organização Trump. Após a pergunta ser feita, ele respondeu com um “Muito bem”. A congressista afirmou que não buscava aconselhamento e disse ter trocado mensagens com diversas pessoas naquele dia, incluindo eleitores. Sustentou ainda que a conversa ocorreu antes da prisão de Epstein por tráfico sexual — o que os registros contradizem, já que a troca aconteceu anos depois da condenação de 2008 por solicitação de prostituição.
O episódio reacendeu um debate mais amplo: como Epstein conseguiu preservar acesso a círculos de poder mesmo após condenações e reportagens que detalharam abusos sexuais, inclusive em sua ilha nas Ilhas Virgens. Seis meses após a conversa com Plaskett, Epstein morreu na prisão; o legista concluiu suicídio, decisão que alimentou teorias da conspiração e precipitou um acerto de contas político e financeiro.
As mensagens de Plaskett são apenas parte de um acervo com mais de 20 mil páginas divulgado no fim de 2025. A esse conjunto somaram-se, recentemente, milhões de arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA — três milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos — que, até agora, reforçam a permanência de laços com pessoas influentes de diferentes áreas.
Para Barry Levine, autor de The Spider: Inside the Criminal Web of Epstein and Ghislaine Maxwell, Epstein se via como um “colecionador de pessoas”. “Ele mantinha conexões com objetivos transacionais — favores, investimentos e, em alguns casos, chantagem”, disse. Segundo o jornalista, o financista combinava carisma com domínio técnico de finanças e tributação, o que ampliava sua utilidade para interlocutores poderosos.
O alcance da rede aparece em nomes diversos. No Reino Unido, a relação de Epstein com Peter Mandelson entrou em foco após a renúncia do ex-diplomata à Câmara dos Lordes, depois de se tornar pública uma investigação policial sobre suposto acesso indevido a informações confidenciais. Documentos do Congresso americano indicam que Mandelson manteve contato com Epstein até 2016. Ele nega conhecimento dos crimes e diz se arrepender do vínculo.
Nos Estados Unidos, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers foi exposto por mensagens em que pedia conselhos pessoais a Epstein, inclusive após reportagens investigativas terem sido publicadas. O caso levou Summers a se afastar de compromissos públicos. Já o linguista Noam Chomsky reconheceu encontros ocasionais e afirmou ter entendido que Epstein “cumprira sua pena”, argumento criticado por especialistas à luz das evidências posteriores.
Nem todos mantiveram os laços. Trump afirma que rompeu com Epstein no início dos anos 2000 e nega qualquer conhecimento dos crimes; as vítimas não o acusaram. A Casa Branca diz que Epstein foi expulso de seu clube “décadas atrás”. Ainda assim, Trump é citado centenas de vezes nos novos documentos, o que mantém o tema no centro do debate público.
Há, também, contradições. Howard Lutnick, hoje secretário de Comércio, declarou ter cortado relações após um encontro em 2005 que considerou “repugnante”. E-mails revelados, porém, indicam o planejamento de uma visita à ilha de Epstein em 2012. Um porta-voz afirmou que Lutnick nunca foi acusado de crimes relacionados ao caso.
Um jovem morreu afogado neste domingo (1) ao tentar recriar uma pose icônica associada a uma estrela do K-pop em um reservatório na província de Nakhon Ratchasima, no nordeste da Tailândia. O jovem estava em um barco de madeira com outros fãs quando a embarcação virou durante a tentativa de imitar imagens viralizadas de Lisa, integrante do grupo sul-coreano Blackpink, em meio a flores de lótus.
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Segundo relatos, Naphat Songsri, de 19 anos, caiu na água depois que o grupo empurrou um dos lados do barco para reproduzir a cena. Dois jovens conseguiram nadar até a margem, mas Naphat não conseguiu emergir, possivelmente por não saber nadar bem ou por ter ficado preso aos caules de lótus, de acordo com um paramédico da equipe de resgate. O corpo foi encontrado no fundo do reservatório, com cerca de 1,8 metro de profundidade, após buscas iniciadas por volta das 18h30, no horário local.
Naphat Songsri, de 19 anos, morreu afogado após o barco de madeira em que estava com seus amigos virar
Reprodução/Redes sociais/X
Campanha turística e alerta das autoridades
As imagens que inspiraram os jovens fazem parte de uma campanha promocional criada em parceria com autoridades de turismo para divulgar o chamado Mar de Lótus Vermelhas, na província de Udon Thani. A polícia local lamentou a morte e alertou para os riscos de acidentes em ambientes aquáticos. O corpo foi encaminhado para exames a fim de confirmar a causa da morte antes da liberação à família para os ritos religiosos.
Imagem viralizada de Lisa, integrante do grupo sul-coreano Blackpink, em meio a flores de lótus
Divulgação/Amazing Thailand
O episódio ocorre poucos dias após outro acidente fatal envolvendo turismo e fotografias no país. Um turista francês de 22 anos, identificado como Alexis Vergos, morreu ao cair da cachoeira Na Muang 2, na ilha de Koh Samui, no sul da Tailândia, enquanto tirava selfies durante uma trilha. Segundo a polícia, ele escorregou ao dar um passo para trás para enquadrar melhor a paisagem e caiu sobre as rochas na base da queda-d’água.
Equipes de resgate utilizaram equipamentos de escalada para acessar o local e localizaram o corpo preso entre rochas cobertas de musgo. Vergos foi declarado morto no local. O major Chayut Tulachotikul afirmou que a namorada do jovem, que presenciou o acidente e acionou a polícia, encontrava-se em estado de profunda angústia. A cachoeira é um ponto turístico popular, mas autoridades locais destacam que já houve outros acidentes fatais na área devido às trilhas escorregadias.

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