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Khrystyna Yurchenko trabalhou duro para construir uma vida na região do Donbas, no leste da Ucrânia, onde dedicou toda sua energia ao popular estúdio de dança do qual é proprietária. Ela abriria mão de tudo, disse, por uma paz duradoura — somando-se a um número crescente ucranianos que afirmam que entregariam a parte da região ainda controlada pelas forças do país à Rússia, se isso pusesse fim à guerra.
Tratativas diplomáticas: Reunião trilateral entre EUA, Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi tem garantias de segurança e cessão territorial em foco
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A opinião sobre a cessão de território representa uma mudança notável para uma população exausta de guerra. Abrir mão de territórios que a Rússia não conseguiu capturar foi, por muito tempo, uma “linha vermelha”. Mas o que antes parecia impossível agora parece menos improvável, à medida que o Kremlin insiste que as negociações de paz apoiadas pelos EUA só avançarão se a Ucrânia concordar em se retirar do Donbas.
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— Para mim, a paz é a prioridade, e se houvesse a certeza de que não haveria mais guerra após cedermos o Donbas, eu estaria pronta para partir — disse Khrystyna, acrescentando que apoiaria a rendição do território apenas se os aliados da Ucrânia oferecessem garantias sólidas para a segurança do país no pós-guerra.
O futuro do Donbas está entre as questões mais espinhosas enquanto a Ucrânia, a Rússia e os EUA continuam tratativas diplomáticas em Abu Dhabi, nesta quarta-feira.
A Ucrânia passou anos fortificando cidades no Donbas e perdeu um número enorme de soldados defendendo a região industrial. O território abrange partes de várias províncias, incluindo Donetsk e Luhansk. A Ucrânia ainda detém cerca de 20% de Donetsk, mas perdeu todo o território de Luhansk.
Para a Rússia, capturar o Donbas — onde Moscou perdeu muito mais soldados do que a Ucrânia — permitiria reivindicar algum nível de vitória, mesmo ficando muito aquém do seu objetivo de subjugar toda a Ucrânia.
Em declarações públicas, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o governo continua avesso a uma retirada unilateral do Donbas. Mas ele também sugeriu certa flexibilidade, dizendo que tanto a Rússia quanto a Ucrânia devem estar preparadas para concessões, enquanto a Ucrânia sofre pressão no campo de batalha e na mesa de negociações.
Fumaça sobe de dois ataques com drones em Sloviansk, em junho de 2025: Mais ucranianos estão dispostos a abrir mão da porção restante da região de Donbas ainda controlada pela Ucrânia se isso significar um fim definitivo para a guerra
Tyler Hicks/The New York Times
As pesquisas de opinião refletem uma crescente abertura a concessões territoriais. Em maio de 2022, dois meses após as forças ucranianas repelirem o Exército russo nos arredores da capital, Kiev, uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev revelou que 82% dos ucranianos acreditavam que o país não deveria render território sob nenhuma circunstância. No levantamento mais recente do instituto, publicado na última segunda-feira, 40% dos entrevistados disseram que apoiariam a entrega do Donbas em troca de garantias de segurança.
Os dois números não são diretamente comparáveis, pois as pesquisas anteriores não vinculavam garantias de segurança à questão da cessão de território. No entanto, o resultado acompanha outros dados de pesquisa que mostram uma aceitação crescente de concessões territoriais.
Ainda assim, a maioria dos ucranianos permanece oposta à ideia. Muitos dizem estar preparados para continuar enfrentando dificuldades, incluindo a campanha da Rússia para destruir a infraestrutura energética do país durante um inverno rigoroso.
Renunciar ao Donbas poderia fragmentar a sociedade ucraniana, dizem analistas. Também poderia remodelar o legado de Zelensky: de um líder heróico que defendeu o Estado para um que permitiu a ocupação russa de territórios controlados pela Ucrânia, onde hoje vivem cerca de 190 mil pessoas. Muitos presumivelmente se mudariam para áreas ainda mantidas pela Ucrânia em vez de viver sob o domínio russo, como Khrystyna, a dona do estúdio de dança, disse que faria.
— [Zelensky] ouve o seu povo, e ele não fará isso — disse Yevhen Koliada, chefe do Centro de Coordenação de Socorro, que ajudou a retirar milhares de residentes de áreas de linha de frente, inclusive no Donbas.
Civis são retirados de Kostiantynivka, em outubro de 2025: Em troca da região do Donbas, muitos ucranianos exigem fortes garantias de segurança
Tyler Hicks/The New York Times
Mykhailo Samus, diretor da rede independente de pesquisa New Geopolitics em Kiev, observou que a lei ucraniana proíbe a cessão de território que não tenha sido ocupado por força militar.
Zelensky propôs que as tropas ucranianas e russas recuem a uma distância igual da linha de frente no Donbas para criar uma zona desmilitarizada. Embora tal compromisso pudesse, teoricamente, ser considerado, Samus disse que Putin está seguindo um caminho militar e prometendo tomar a região seja pela força ou por negociações.
Para aqueles que dizem estar dispostos a abrir mão do Donbas, as garantias de segurança são cruciais, afirmam analistas. Muitos temem que, se a Ucrânia retirasse as tropas sem tais garantias, haveria pouco para impedir que a Rússia se reagrupasse e usasse a região para lançar novos ataques nas planícies abertas além das cidades fortificadas do Donbas.
— [Para os ucranianos, as garantias de segurança devem significar] uma garantia de que não haverá um novo ataque e de que os países parceiros são responsáveis por assegurar isso — disse Oleh Saakian, analista político e cofundador da Plataforma Nacional para a Resiliência e Coesão Social.
Arame farpado e ‘dentes de dragão’ antitanque em uma linha de defesa ucraniana na região de Donbas
Tyler Hicks/The New York Times
Zelensky afirmou que a Ucrânia está pronta para assinar acordos com a Europa e os Estados Unidos sobre garantias de segurança. Embora nações europeias tenham prometido posicionar tropas na Ucrânia após qualquer cessar-fogo, ainda não está claro se elas concordariam em realmente lutar contra a Rússia em defesa da Ucrânia. De qualquer forma, Moscou já declarou oposição ao plano de ter tropas europeias estacionadas na Ucrânia.
Saakian alertou que entregar o Donbas pode não ser suficiente para fazer a Rússia abandonar a guerra.
— É uma grande ilusão pensar que chegar a um acordo com a Rússia sobre alguma linha de demarcação poderia levar até mesmo a uma paz temporária — disse ele.
Aconteça o que acontecer, Khrystyna disse que a paz era o objetivo principal. No entanto, ela também demonstrou preocupação de que mesmo uma grande concessão territorial não seria suficiente para garantir que a Rússia não atacasse novamente.
— Se a Ucrânia entregasse o Donbas, teríamos que nos mudar e construir nossas vidas do zero. Seria um sacrifício difícil, mas valioso, para acabar com a guerra. — disse ela. — Mas quem pode garantir que eu não teria que fazer isso de novo?
Um cão policial da cidade de Gastonia, na Carolina do Norte, desempenhou papel crucial na localização de um adolescente autista de 13 anos que havia desaparecido durante uma forte tempestade de neve no fim de semana, segundo autoridades locais.
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O menino saiu de sua casa sem roupas adequadas para o frio no sábado à noite, em meio às intensas condições climáticas que afetaram a região com neve e temperaturas abaixo de zero. Imediatamente após o desaparecimento, equipes de polícia, do gabinete do xerife e serviços de emergência médica iniciaram buscas pela área, temendo que o adolescente sofresse hipotermia devido ao frio extremo.
Na operação, o cão K-9 chamado Bo, da raça bloodhound e membro do Departamento de Polícia, foi chamado para ajudar a rastrear o jovem. Após farejar uma peça de roupa da criança, Bo seguiu a trilha pela neve profunda e conduziu as equipes até um perímetro já estabelecido pelos agentes, onde o adolescente foi avistado por socorristas.
O rapaz foi encontrado “frio, mas sem ferimentos graves”, segundo relato policial, e recebeu atendimento antes de ser reunido com sua família. Autoridades destacaram a importância da rápida resposta e cooperação entre agências para o desfecho positivo.
O departamento elogiou o desempenho de Bo, que ficou coberto de neve ao longo da busca, enfatizando o papel fundamental de cães treinados em operações de resgate em condições adversas em uma publicação no Facebook.
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— Esse desfecho positivo só foi possível graças à ação rápida, ao forte trabalho em equipe e à dedicação de todos os envolvidos, especialmente do cão K-9 Bo, de focinho coberto de neve, que atuou com excelência em meio ao clima severo. Excelente trabalho ao trazer essa criança de volta para casa em segurança — diz a publicação.
A tempestade, que cobriu grande parte do estado em neve, representa um dos eventos climáticos mais severos da temporada, elevando o risco de acidentes e desaparecimentos em áreas residenciais e rurais.
Uma professora de primeira série, que recebe alunos entre seis e sete anos de uma escola pública de San Diego, na Califórnia, está sob investigação pela San Diego Unified School District depois de publicar nas redes sociais um vídeo em que vira a bandeira americana de cabeça e coloca um cartaz com os dizeres “Abolish ICE” (abolir o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) na parede da sala de aula.
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O vídeo, que inicialmente foi postado no TikTok por Bailey Hill Ringer, de 27 anos e docente da Audubon Elementary School, mostrava a bandeira sendo retirada e pendurada invertida, seguida da fixação de um cartaz com a frase. A gravação, que chegou a ganhar grande repercussão em plataformas como X (antigo Twitter), foi posteriormente excluída da conta original, mas permanece circulando em outras contas nas redes sociais. Assista:
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A San Diego Unified School District confirmou ao tabloide New York Post que tomou conhecimento do caso e que o incidente está sendo analisado de acordo com as políticas e procedimentos internos, sem divulgar detalhes sobre possíveis sanções. Em comunicado ao jornal, um porta-voz do distrito afirmou que não poderia comentar informações específicas por se tratar de uma questão de pessoal, e ressaltou que “a prioridade é garantir que os estudantes permaneçam seguros, apoiados e engajados no aprendizado”.
A ação provocou uma forte reação pública, com críticas de internautas afirmando que a atitude da professora representa uma tentativa de “doutrinação política” e que ela teria violado a confiança dos responsáveis pelos alunos. Em comentários nas redes sociais, usuários pediram sua demissão e questionaram a adequação de expressões políticas em ambiente escolar. Outros internautas parabenizaram a atitude da professora.
Até o momento, não há confirmação oficial de medidas disciplinares contra a educadora, nem comentários da própria Ringer sobre o episódio. As aulas seguem normalmente na escola enquanto o distrito conduz a revisão do caso.
Representantes de Rússia, Estados Unidos e Ucrânia estão reunidos em Abu Dhabi nesta quarta-feira para uma segunda rodada de negociações trilaterais sobre a guerra no Leste Europeu, apenas um dia após um ataque massivo de Moscou contra a rede elétrica de Kiev, que atravessa uma crise em meio ao rigoroso inverno do Hemisfério Norte. Os principais pontos em negociação são as garantias de segurança exigidas pelos ucranianos em caso de novo ataque russo e o destino do território do leste do país, reivindicado pelo Kremlin — um ponto de discórdia que a parte ucraniana parece começar a fazer concessões diante do cenário no campo de batalha.
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As delegações foram recebidas pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Mohamed bin Zayed al-Nahyan. A equipe ucraniana é liderada pelo chefe do Conselho de Segurança Rustem Umerov, enquanto os russos são representados pelo diretor de inteligência militar Igor Kostiukov, um oficial da Marinha alvo de sanções dos países ocidentais por seu papel na invasão da Ucrânia. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, participam das negociações.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev e Washington chegaram a um acordo sobre as garantias de segurança para o pós-guerra, uma demanda chave para o país, que sofreu com ataques russos em 2014 e 2022. Os termos não foram divulgados publicamente, mas fontes com acesso às negociações ouvidas pelo Financial Times discutiram o suposto formato pré-acordado.
O plano teria três fases, em caso de descumprimento do cessar-fogo pela Rússia. Após a agressão, haveria um aviso diplomático e qualquer ação necessária do Exército ucraniano nas primeiras 24 horas. Em caso de continuidade, seriam acionadas as forças da chamada “Coalizão dos Dispostos”, que inclui países da UE, Reino Unido, Noruega, Islândia e Turquia. Por fim, em caso de uma ação mais prolongada, excedendo 72 horas da violação inicial, uma resposta militar coordenada por uma força envolvendo militares dos EUA entraria em ação.
Uma unidade de artilharia do Exército Ucraniano se prepara para disparar contra posições russas em direção à linha de frente perto de Pokrovsk, Ucrânia, em 21 de dezembro de 2025. A Europa está ameaçada por uma Rússia cada vez mais agressiva e um presidente americano beligerante
Tyler Hicks/The New York Times
Minúcias do plano, como a quantidade de militares mobilizados em cada fase (e por quais países), os equipamentos bélicos a serem utilizados e custos financeiros de um possível acionamento, não foram detalhados. Também não se sabe se nas discussões bilaterais entre EUA e Ucrânia, havia qualquer tipo de acerto sobre a presença de tropas internacionais em solo ucraniano — algo que Moscou rejeita de forma reiterada e veemente.
Ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev afirmou a agência de notícias Tass no começo da semana que as garantias de segurança de um eventual acordo não poderiam ser “para a Ucrânia”, e voltou a contrapor qualquer envio de tropas,
— São garantias para ambos os lados: Rússia e Ucrânia. Caso contrário, as garantias não funcionam — disse Medvedev, citado pela agência.
Donetsk e territórios ocupados
O esforço diplomático ocorre em meio a novos ataques russos contra o território ucraniano. Enquanto um bombardeio com 450 drones e 71 mísseis foi disparado por Moscou na terça-feira — o que levou a um novo apelo de Trump para que um acordo de paz fosse assinado, embora tenha dito que o presidente russo, Vladimir Putin, cumpriu sua palavra ao não atacar Kiev até o domingo anterior —, novos ataques aéreos provocaram mortes nesta quarta.
Ao menos seis pessoas morreram e uma ficou ferida durante um bombardeio que atingiu um mercado na região de Donetsk. Em uma coletiva no Kremlin, o porta-voz Dmitry Peskov afirmou que as forças da Rússia irão continuar a ofensiva até que Kiev concorde com os termos de Moscou para um acordo.
A principal demanda russa que segue como um entrave ao acerto diz respeito aos territórios do Leste da Ucrânia — incluindo Donetsk, alvo do último ataque —, de onde Moscou exige uma retirada total de tropas ucranianas e o reconhecimento internacional de que as terras tomadas na invasão pertencem à Rússia.
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A Ucrânia insiste que o conflito deveria ser congelado nas atuais linhas da frente de batalha — os russos ocupam quase 20% do país e ameaçam tomar o restante da região de Donetsk em caso de fracasso do diálogo — e rejeita que apenas as suas forças se retirem da região.
A cessão territorial foi considerada por todos os anos de conflito como a linha vermelha para o povo e o governo ucraniano. Estudos indicam que essa realidade pode estar mudando com o desgaste da guerra. Um estudo do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev publicado na segunda-feira mostrou que 40% dos entrevistados disseram que apoiariam a cessão do Donbas em troca de garantias de segurança. O percentual é considerável quando comparado aos 82% que em maio de 2022 disseram crer que o país não deveria ceder território sob nenhuma circunstância.
Embora os dados não sejam diretamente comparáveis, pois as pesquisas anteriores não vinculavam garantias de segurança à questão da cessão de território, é um indicativo de que alguma flexibilidade pode ser desejada. (Com NYT e AFP)
A trajetória pública de Peter Mandelson, figura central do Partido Trabalhista britânico e um dos principais articuladores dos governos de Tony Blair, chegou a um desfecho abrupto após a divulgação de mais de 3 milhões de páginas de arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados ao caso Jeffrey Epstein.
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O político, que renunciou à cadeira no parlamento britânico nesta terça-feira e já havia sido retirado do cargo de embaixador nos EUA em setembro do ano passado, teria mantido relação próxima com o financista mesmo depois de sua condenação por crimes sexuais. A proximidade desencadeou um escândalo político e moral com repercussão imediata em Londres.
Peter Mandelson
AFP
Os documentos citados organizam as suspeitas em três eixos. O primeiro envolve o suposto compartilhamento de informações governamentais sensíveis com Epstein. Entre os conteúdos mencionados estariam dados sobre a crise financeira de 2008, um relatório confidencial destinado ao então primeiro-ministro Gordon Brown e a antecipação de um resgate europeu de 500 bilhões de euros antes do anúncio oficial — elementos que sugerem possível violação de confidencialidade estatal.
O segundo núcleo diz respeito a relações financeiras. Registros teriam identificado pagamentos de 75 mil dólares feitos por Epstein a contas vinculadas a Mandelson ou ao seu parceiro, o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, reforçando suspeitas de vínculo material entre ambos.
O terceiro ponto reúne evidências visuais e sinais de proximidade pessoal que ampliaram o desgaste público. A imprensa divulgou uma fotografia de Mandelson vestido com roupa íntima, uma cueca, no apartamento de Epstein, em Paris, além de registros de mensagens nas quais o político se referia ao financista como “melhor amigo”.
Peter Mandelson e Jeffrey Epstein
Reprodução
Renúncia
As consequências políticas foram imediatas. Mandelson deixou o Partido Trabalhista e renunciou à Câmara dos Lordes nesta terça-feira. O governo de Keir Starmer planeja retirar seu título vitalício e já o havia destituído do cargo de embaixador em Washington em setembro. Paralelamente, o Serviço Civil britânico revisa seus contatos governamentais, enquanto a polícia metropolitana abriu investigação por possível quebra de confidencialidade.
O episódio se soma a controvérsias anteriores na carreira do político. Mandelson já havia renunciado em 1998 após a revelação de um empréstimo secreto para a compra de uma casa e, em 2001, por suspeita de interferência no passaporte de um bilionário. Apesar disso, teve papel decisivo nas vitórias eleitorais de Tony Blair e na consolidação do Novo Trabalhismo.
Agora, o caso Epstein é descrito internamente como o golpe definitivo em seu legado. Avaliações no governo indicam que Mandelson não deve permanecer na vida pública, e sua renúncia é interpretada como tentativa de evitar punições legais mais severas e “mais constragimentos”.
Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quarta-feira em uma série de ataques das Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) na Faixa de Gaza, incluindo três crianças e seis mulheres, segundo a Defesa Civil do território, controlada pelo Hamas. O Exército israelense afirmou que efetuou “ataques de precisão” depois que “terroristas abriram fogo” contra seus soldados, deixando um militar ferido. Este é o mais recente episódio de violência a minar a trégua no enclave.
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Em comunicado, as IDF afirmaram que o ataque ocorreu perto da Linha Amarela, no norte do enclave, onde estão posicionadas forças israelenses, e que constitui uma “violação flagrante” do acordo de cessar-fogo. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de usar o tiroteio como “um pretexto frágil para justificar a continuação dos assassinatos e da agressão contra o nosso povo”.
Embora a trégua negociada pelos Estados Unidos tenha entrado na segunda fase em janeiro, a violência prossegue em Gaza, onde Israel e Hamas trocam acusações sobre violações quase diárias.
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Segundo a rede britânica BBC, o hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, informou ter recebido os corpos de 13 pessoas, incluindo cinco crianças, que foram mortas quando tendas de famílias deslocadas nos bairros de Zeitoun e Tuffah, no leste, foram atingidas. Já o hospital Nasser, em Khan Younis, informou que quatro pessoas, incluindo uma criança, foram levadas para lá após dois sucessivos ataques a tendas na região sul de Qizan Rashwan. Outras duas crianças e um paramédico foram mortos posteriormente na área costeira de al-Mawasi, a sudoeste de Khan Younis. Ou seja, de acordo com a BBC, oito crianças morreram em Gaza nesta quarta-feira.
Os ataques, que tiveram como alvo a Cidade de Gaza e Khan Younis, ocorrem poucos dias após Israel reabrir, de forma muito limitada, a passagem fronteiriça de Rafah entre Gaza e o Egito, a única saída para os habitantes do enclave sem a necessidade de entrar no território israelense. Segundo a agência Reuters, após a ofensiva, a passagem foi interrompida. Mas algumas horas depois, pacientes palestinos foram novamente instruídos a se prepararem para atravessar a fronteira.
Ambulâncias aguardam no lado egípcio da fronteira de Rafah
AFP
O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa israelense que controla o acesso a Gaza, afirmou que a passagem de Rafah permanece aberta, mas que ainda não recebeu da Organização Mundial da Saúde os detalhes de coordenação necessários para facilitar a travessia. Ouvida pela Reuters, uma autoridade egípcia disse que Israel havia citado problemas de segurança na área de Rafah como motivo para o fechamento.
A reabertura da passagem era uma das exigências do acordo de cessar-fogo. Dezesseis pacientes de Gaza e 40 de seus acompanhantes cruzaram a fronteira para o Egito na terça-feira.
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No último domingo, mais de 30 pessoas foram mortas em ataques israelenses em Gaza. Os militares de Israel afirmaram que lançaram esses ataques depois que homens armados saíram de um túnel na área de Rafah, além da Linha Amarela.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que mais de 550 pessoas foram mortas por disparos israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 10 de outubro.
(Com AFP)
O Irã autorizou as mulheres a obterem carteira de habilitação para conduzir motocicletas, informaram nesta quarta-feira meios de comunicação locais, encerrando anos de ambiguidade legal. Antes, a lei não proibia explicitamente, mas, na prática, as autoridades se recusavam a emitir licenças.
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O primeiro vice-presidente do Irã, Mohamad Reza Aref, assinou na terça-feira uma resolução destinada a esclarecer o código de trânsito, aprovada pelo governo no fim de janeiro, segundo a agência de notícias Ilna.
A resolução obriga a polícia de trânsito a “fornecer treinamento prático às candidatas, organizar um exame sob supervisão direta da polícia e emitir carteiras de habilitação para motocicletas às mulheres”, informou a agência.
A medida ocorre após uma onda de manifestações antigovernamentais cuja repressão deixou milhares de mortos. Teerã reconhece mais de 3 mil vítimas fatais, mas insiste que a maioria eram membros das forças de segurança e transeuntes.
Organizações não governamentais contestam esses números e estimam um total muito maior — possivelmente dezenas de milhares —, a maioria de manifestantes mortos pela polícia.
Para Saina, funcionária de 33 anos de uma agência de publicidade que pilota motocicleta há seis meses, a mudança chega “tarde demais”.
“Não acho que este seja o principal problema da nossa sociedade”, disse à AFP, referindo-se aos protestos recentes e às dificuldades econômicas.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, as mulheres enfrentam restrições sociais no país. São obrigadas a cobrir o cabelo com lenço em público e a usar roupas modestas e largas. Nos últimos anos, porém, muitas têm desafiado essas regras, e o número de mulheres pilotando motocicletas aumentou nos últimos meses.
A tendência se intensificou após a morte sob custódia de Mahsa Amini, em 2022. A jovem havia sido presa por supostamente violar o código de vestimenta, e sua morte desencadeou protestos em todo o país.
As atividades de dois veículos espaciais russos acenderam um alerta em autoridades europeias, que apontaram que os objetos em órbita podem ter interceptado sinais de satélites cruciais que atendem Europa, África e Oriente Médio. Fontes de segurança citadas pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira afirmaram que a operação russa coloca em risco a integridade de comunicações confidenciais, a segurança dos objetos espaciais e abre espaço para uma possível interferência, no espaço e em solo.
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As fontes ouvidas pelo jornal londrino apontam que os veículos espaciais Luch-1 e Luch-2 fizeram aproximações arriscadas de alguns dos satélites geoestacionários mais importantes da Europa. Dados orbitais e observações telescópicas a partir da Terra mostram que eles permaneceram próximos dos satélites ocidentais por semanas — apenas o Luch-2 teria se aproximado de 17 satélites europeus, segundo os dados.
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— Ambos os satélites são suspeitos de realizar operações de inteligência de sinais — disse o major-general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, referindo-se à prática de aproximação aos satélites de comunicação.
Um alto funcionário da inteligência europeia ouvido pela publicação avaliou que os veículos russos quase certamente tinham a intenção de se posicionar dentro do cone de feixes de dados transmitidos de estações terrestres para os satélites.
As autoridades ouvidas pelo FT afirmaram que os riscos da possível operação russa vão desde a interceptação de a informações confidenciais transmitidas aos satélites, adulteração de comandos enviados aos objetos espaciais — o que poderia incluir o acionamento de propulsores, fazendo-os cair ou sair da órbita terrestre —, entre outros. Em um discurso em setembro, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, chegou a afirmar que um ataque a redes de satélites poderia paralisar nações inteiras.
A suspeita operação de espionagem não é a primeira preocupação de países ocidentais envolvendo a presença de Moscou no espaço. Há dois anos, fontes americanas denunciaram o desenvolvimento de armas nucleares espaciais por parte da Rússia — provavelmente destinadas a atingir satélites na órbita baixa da Terra. Estados Unidos e China também investiram em suas capacidades nos últimos anos, o que criou receio de uma militarização da corrida espacial.
Um menino de nove anos sofreu queimaduras de segundo grau após tentar reproduzir um desafio divulgado no TikTok, que incentiva o aquecimento de um brinquedo sensorial no micro-ondas. O caso ocorreu na manhã de 20 de janeiro, em Plainfield, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.
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Segundo relato da mãe, Whitney Grubb, ao Chicago Sun-Times, o filho, Caleb, ligou o micro-ondas enquanto ela ajudava o outro filho a sair para a escola. A princípio, ela acreditou que o menino estivesse preparando o café da manhã. Minutos depois, ouviu um grito e encontrou o filho ferido. Em vez de comida, Caleb havia colocado no aparelho um cubo Needoh, brinquedo antiestresse preenchido por uma substância gelatinosa, famoso no país.
Brinquedo explodiu ao ser retirado do aparelho
A “trend” mostra usuários aquecendo o objeto para amolecer o material interno, que pode endurecer com o tempo. Ao abrir a porta do micro-ondas, porém, o cubo explodiu, atingindo o rosto e as mãos da criança. De acordo com a mãe, o menino disse ter ouvido a ideia de um colega da escola. “Não foi nada malicioso, eram apenas crianças compartilhando histórias”, afirmou Grubb ao jornal.
A substância quente e espessa dificultou o socorro imediato. Após tentar retirar o material no chuveiro, a mãe levou o filho ao hospital. Caleb passou pelo pronto-socorro e foi transferido para o Centro de Queimados Loyola, em Maywood, onde permaneceu internado por dois dias. Ele sofreu queimaduras no rosto, nas mãos e atrás de uma das orelhas. Um oftalmologista avaliou que não houve dano ocular, apesar do inchaço significativo.
Kelly McElligott, coordenadora de apoio a vítimas de queimaduras da Loyola, explicou ao Chicago Sun-Times que o material do brinquedo é especialmente perigoso. Por ser viscoso, ele adere à pele e retém calor por mais tempo, o que agrava as lesões. Segundo a especialista, Caleb é um de pelo menos quatro pacientes atendidos após incidentes semelhantes envolvendo o aquecimento do Needoh.
McElligott alertou pais e crianças para que não aqueçam esse tipo de produto, seja no micro-ondas ou em água quente. Grubb reforçou o apelo, defendendo conversas frequentes sobre segurança doméstica. Cada cubo Needoh traz um aviso para não ser aquecido.
O FBI investiga a existência de um possível laboratório biológico operando dentro de uma casa no nordeste de Las Vegas. Mais de mil amostras recolhidas no local foram enviadas para análise, segundo autoridades locais e federais. Os materiais, considerados potencialmente perigosos, estavam armazenados principalmente em uma garagem trancada.
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A operação ocorreu, de acordo com a ABC News, na manhã de sábado, após o cumprimento de um mandado de busca envolvendo múltiplas agências policiais. De acordo com investigadores, o conteúdo encontrado ainda não foi identificado. A apuração começou a partir de uma denúncia por violação de normas; com o avanço das diligências e a suspeita de armazenamento ilegal de materiais biológicos, o caso passou a ser conduzido pela Força-Tarefa Conjunta de Combate ao Terrorismo.
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Segundo o xerife Kevin McMahill, do Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, os investigadores encontraram vários refrigeradores contendo frascos com líquidos desconhecidos, recipientes de grande volume com substâncias não identificadas, além de equipamentos típicos de laboratório, como uma centrífuga. Em um refrigerador e um freezer abertos, havia “um volume significativo de material”, incluindo frascos com líquidos de diferentes cores e composições.
— A cena apresentou um alto nível de complexidade, com materiais que ainda não foram identificados e que exigem uma avaliação cuidadosa — afirmou McMahill em entrevista coletiva. De acordo com Chris Delzotto, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Las Vegas, mais de mil amostras foram coletadas e encaminhadas a laboratórios da agência.
As autoridades não detalharam quais testes estão sendo realizados. — Reconhecemos que o público quer respostas imediatas, mas esse tipo de investigação precisa ser conduzido de forma lenta e metódica, desde a coleta até a análise — disse Delzotto.
Um homem identificado como Ori Solomon, de 55 anos, foi preso no sábado. Segundo a polícia, ele seria o gerente da propriedade. Registros judiciais indicam que Solomon foi acusado de descarte ou liberação não autorizada de resíduos perigosos e permanece sob custódia. Três pessoas que alugavam quartos na casa foram retiradas em segurança e, por ora, não são consideradas suspeitas.
O caso guarda semelhanças com a investigação de um laboratório biológico ilegal descoberto em 2023 em Reedley. O proprietário do imóvel em Las Vegas — um cidadão chinês — já havia sido preso e indiciado naquele ano em conexão com o episódio na Califórnia e permanece sob custódia federal, tendo se declarado inocente.
A investigação em Reedley levou a uma apuração no Congresso americano, que apontou que o laboratório recebia recursos de bancos chineses e armazenava milhares de amostras de possíveis patógenos, algumas rotuladas como HIV, malária, tuberculose, Covid-19 e Ebola. Segundo McMahill, os itens encontrados em Las Vegas “têm aparência consistente” com os descritos naquele caso.

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