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Pelo menos cinco erupções solares de grande porte foram registradas em um intervalo inferior a três dias por satélites da Nasa, num episódio considerado incomum pela intensidade e frequência. As explosões, todas classificadas como classe X — o nível mais alto na escala de erupções solares — tiveram origem na região ativa AR 4366, uma extensa mancha solar que segue em intensa atividade.
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Desde o domingo (1º), foram observados cinco grandes clarões: o primeiro de classe X1.0, seguido por um evento mais intenso, classificado como X8.1, além de erupções X2.8 e X1.6. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a explosão X8.1 provocou a ejeção de material solar que deve alcançar a Terra entre quinta-feira (5) e sexta-feira (6), com impactos previstos como leves.
Imagem da Nasa mostra a região ativa 4366, mancha no Sol onde ocorreram as erupções
Divulgação/Nasa
Mancha solar segue ativa e sob monitoramento
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mancha solar AR 4366 tem cerca de dez vezes o tamanho da Terra e é a responsável por todas as erupções recentes. Desde que surgiu, em 30 de janeiro, a região já produziu 21 erupções de classe C, 38 de classe M e cinco de classe X, o que reforça o estado elevado de atividade.
A Nasa alerta que erupções solares podem afetar comunicações de rádio, redes elétricas, sistemas de navegação e representar riscos para astronautas em missão. Entre os efeitos visíveis na Terra, também estão auroras boreais mais intensas, especialmente em latitudes elevadas.
As erupções solares fazem parte do comportamento natural do Sol, que passa por ciclos de atividade magnética com duração média de 11 anos. Durante os períodos mais ativos, tornam-se mais frequentes fenômenos como manchas solares e explosões energéticas. Embora comuns ao longo do ano, sequências de erupções fortes da classe X em poucos dias são raramente observadas.
Na classificação usada pelos cientistas, as erupções variam das classes A e B, de menor intensidade, passando pelas classes C e M, até a classe X, a mais severa. Essas últimas têm maior potencial de interferência em satélites em órbita da Terra e em sistemas tecnológicos sensíveis, razão pela qual episódios como o atual são acompanhados de perto por agências espaciais e centros de monitoramento climático espacial.
Quem nunca sonhou em voar — e quem não temeu a queda? No início do século XX, quando a aviação engatinhava entre recordes e funerais, até onde iria a obstinação de um inventor para salvar vidas? E o que separa coragem de imprudência quando a ciência ainda aprende a medir o ar? Essas perguntas atravessam a curta e marcante trajetória de Franz Reichelt, o alfaiate que saltou da Torre Eiffel certo de que seu traje abriria asas.
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Reichelt buscava evitar mortes de aviadores em acidentes, comuns numa era em que balões, dirigíveis e os primeiros aviões disputavam espaço nas manchetes com suas tragédias. Alfaiate de formação, nascido em 1878 na então Boêmia e radicado em Paris desde 1898, ele construiu uma carreira estável na Rue Gaillon antes de se lançar a uma missão improvável: criar um paraquedas vestível a partir de tecidos, hastes e borracha. Naturalizado francês em 1909, passou a assinar François Reichelt e a dedicar-se quase exclusivamente ao projeto.
O traje de paraquedas
Em 1910, surgiram os primeiros testes do chamado traje-paraquedas. Manequins lançados de pequenas alturas pareciam descer com alguma suavidade, mas a integração do sistema a uma roupa completa revelou falhas: peso excessivo, área de tecido insuficiente e abertura instável. Técnicos da Ligue Aérienne, ligada ao Aéro-Club de France, analisaram o projeto e foram taxativos ao apontar a fragilidade do conjunto e a falta de segurança, recomendando o abandono da ideia. Reichelt discordou, especialmente diante de um prêmio então oferecido para um paraquedas de emergência leve — meta que ele acreditava poder alcançar.
Entre 1908 e 1912, enquanto acidentes fatais se acumulavam e nomes como o do militar Thomas Selfridge chocavam o público, Reichelt persistiu sozinho, testando manequins e atribuindo os fracassos à baixa altura. Em 1911, chegou a experimentar o dispositivo em si mesmo a poucos metros do solo, ferindo-se, mas manteve a convicção de que faltava apenas altura suficiente.
A autorização veio em 1912. A Prefeitura de Polícia de Paris permitiu testes na Torre Eiffel — tradicional laboratório de alta altitude — com uma condição explícita: apenas manequins. O próprio prefeito, Louis Lépine, afirmou depois que um salto humano jamais seria autorizado. Reichelt aceitou formalmente, mas, ao chegar ao local, decidiu testar o traje no próprio corpo.
Na manhã gelada de 4 de fevereiro de 1912, diante de jornalistas, curiosos e cinegrafistas, ele vestiu o traje e assegurou que o sistema se abriria ao estender os braços. Alertado por amigos e técnicos de que a altura da primeira plataforma não permitiria a abertura adequada, recusou medidas adicionais. Às 8h22, a 57 metros do chão, saltou. O traje não abriu. Reichelt morreu no impacto, e o episódio foi filmado e publicado nos jornais no dia seguinte.
A repercussão dividiu opiniões: houve quem o chamasse de gênio incompreendido e quem o visse como inventor imprudente. Não se falou em suicídio; mencionaram-se, sim, a pressão por resultados, investidores e patentes prestes a vencer. Após o acidente, as autoridades endureceram as regras para experimentos na Torre Eiffel, restringindo-os por anos a manequins. Reichelt entrou para a história não como pioneiro celebrado da aviação, mas como símbolo de uma fé absoluta na invenção — a linha tênue entre salvar vidas e arriscar a própria.
O que restou da maior erupção vulcânica já registrada? Até onde seus efeitos alcançaram? E por quanto tempo o planeta carrega essas marcas? Durante milhões de anos, as respostas ficaram soterradas no fundo do Oceano Pacífico. Agora, cientistas mostram que o evento foi capaz de alterar profundamente a placa oceânica sob o Planalto de Ontong Java, revelando impactos em escala global que vão além da superfície.
Formado entre 110 e 120 milhões de anos atrás, o Planalto de Ontong Java surgiu a partir de erupções submarinas tão intensas que liberaram volumes gigantescos de magma, alteraram o equilíbrio ambiental do planeta e estão associados a episódios de extinção em massa. O novo estudo indica que esse vulcanismo extremo não apenas construiu uma das maiores estruturas oceânicas do mundo, como também modificou a estrutura e a composição da placa oceânica subjacente.
Uma placa com cicatrizes profundas
“As placas oceânicas podem sofrer modificações físico-químicas significativas devido à atividade vulcânica em larga escala”, afirma a professora Azusa Shito, da Universidade de Ciências de Okayama, que liderou a pesquisa ao lado de Akira Ishikawa, do Instituto de Ciências de Tóquio, e Masako Yoshikawa, da Universidade de Hiroshima. Os resultados foram publicados na revista Geophysical Research Letters, em setembro de 2025.
A descoberta veio da análise de ondas sísmicas de alta frequência, conhecidas como ondas Po e So, registradas por sismógrafos instalados no fundo do oceano e em ilhas próximas. Enquanto as ondas Po se propagaram normalmente, as ondas So apresentaram uma atenuação incomum sob o planalto, sinalizando alterações estruturais na placa oceânica, segundo a equipe.
Modelos sísmicos revelaram uma arquitetura interna formada por camadas horizontais cortadas por enxames de diques intrusivos. Essas estruturas se originaram quando magma ascendeu a partir de uma pluma termoquímica no manto profundo, forçando sua passagem pela litosfera e alterando suas propriedades físicas e químicas. O processo levou à chamada “refertilização” da placa, com a reintrodução de componentes fundidos em um manto anteriormente empobrecido.
Os cientistas também identificaram velocidades sísmicas significativamente menores sob o planalto em comparação com outras regiões oceânicas, outro indício de modificação profunda. Para os autores, o achado redefine a história do Ontong Java e oferece um novo modelo para entender como grandes eventos vulcânicos podem remodelar a crosta terrestre. “Nossos resultados aprimoram a compreensão da formação e da alteração da litosfera sob o impacto de vulcanismo em grande escala”, conclui Shito.
Quem eram esses homens? Por que foram lançados juntos, sem cuidado, em uma vala estreita? E o que explica a presença de crânios empilhados, pernas soltas e esqueletos amarrados? Descoberta nos arredores de Cambridge, no Reino Unido, uma vala comum da era viking tem desafiado arqueólogos e reacendido o debate sobre a violência que marcou a disputa entre saxões e invasores nórdicos no século IX.
O sepultamento, datado de cerca de 870 d.C., reúne restos mortais de ao menos dez indivíduos, segundo os pesquisadores responsáveis pela escavação. O local apresenta uma combinação considerada “extremamente rara”: corpos inteiros misturados a partes desmembradas, incluindo um aglomerado de crânios sem correspondência anatômica clara e até uma pilha de pernas, de acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun.
Foram identificados quatro esqueletos completos, dispostos em posições que sugerem que as vítimas estavam amarradas no momento da morte. A maioria dos restos pertence a homens jovens, jogados na vala sem sinais de sepultamento ritual, o que reforça a hipótese de execução ou de violência deliberada, segundo os arqueólogos da Universidade de Cambridge.
O gigante da vala
Entre os mortos está um indivíduo que se destaca pela estatura: com cerca de 1,95 metro de altura, ele era considerado excepcionalmente alto para a época, quando a média masculina girava em torno de 1,68 metro. O jovem, que teria entre 17 e 24 anos, apresentava ainda um orifício circular de cerca de três centímetros no crânio.
Segundo o arqueólogo Oscar Aldred, que liderou a escavação, o buraco é compatível com uma trepanação — procedimento cirúrgico antigo usado para aliviar a pressão no crânio. Em entrevista ao The Sun, Aldred explicou que a cicatrização óssea dificulta identificar a ferramenta usada, mas descarta a hipótese de ferimento de batalha. Para a osteóloga Trish Biers, também da Universidade de Cambridge, o homem pode ter sofrido de um tumor na glândula pituitária, condição capaz de provocar crescimento excessivo e fortes dores de cabeça.
A vala também revelou sinais claros de violência: um dos homens foi decapitado, com marcas de golpes no maxilar, enquanto outros apresentam traumas compatíveis com combate. Ainda assim, os especialistas afirmam que não há evidências suficientes para confirmar a ocorrência de uma batalha. A disposição dos corpos e dos membros sugere, segundo Aldred, “violência terrível e talvez uma execução”, com a possibilidade de que partes dos corpos tenham sido exibidas antes do enterro.
A escavação ocorreu no Wandlebury Country Park, área que funcionava como zona de fronteira entre os reinos saxões da Mércia e da Ânglia Oriental. A região foi conquistada pelos vikings no final do século IX, após a passagem do chamado Grande Exército Viking, que saqueou Cambridge e incorporou o território ao domínio nórdico, conforme registros históricos citados pelos pesquisadores.
O achado será apresentado em um episódio do programa Digging for Britain, da BBC Two, com exibição prevista para esta quarta-feira (4). Para os arqueólogos, trata-se de uma descoberta excepcional não apenas pelo número de indivíduos, mas pelo contexto cristão da época, quando sepultamentos coletivos desse tipo eram incomuns. “Esse tipo de fossa não era prática corrente”, afirmou Aldred ao The Sun, lembrando que enterros cristãos costumavam ocorrer em cemitérios formais.
A vala, com cerca de quatro metros de comprimento por um de largura, foi encontrada ao sul de um antigo forte da Idade do Ferro, construído quase mil anos antes da era viking. Um lembrete silencioso de que, muito antes da história escrita, o solo britânico já guardava episódios de violência extrema — agora, lentamente, trazidos de volta à luz.
A famosa apresentadora de TV dos EUA Savannah Guthrie suplicou, entre lágrimas, na noite desta quarta-feira, aos sequestradores de sua mãe para que entreguem provas de que Nancy Guthrie, de 84 anos, continua viva.
“Precisamos saber, sem qualquer dúvida, que ela está viva e que vocês a têm”, disse Guthrie em um vídeo publicado em suas redes sociais, ao afirmar que “vozes e imagens são fáceis de manipular”.
Cercada por familiares, a coapresentadora do programa matinal Today, da NBC News, dirigiu-se diretamente aos sequestradores: “Queremos ouvir vocês e estamos prontos para escutar”.
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Na segunda-feira, a Polícia do Arizona informou acreditar que Nancy Guthrie fora sequestrada de sua casa no condado de Pima, após desaparecer no domingo em circunstâncias estranhas.
– Ela não saiu por conta própria, sabemos disso – disse o xerife local Chris Nanos em uma entrevista coletiva na segunda-feira.
No vídeo, Guthrie descreveu o coração frágil e a saúde delicada de sua mãe. “Ela vive com dor constante. Está sem medicação. Precisa dela para sobreviver e para não sofrer”, afirmou.
Ela também se dirigiu diretamente à mãe: “Mamãe, se você estiver ouvindo isto, você é uma mulher forte. Você é a preciosa filha de Deus, Nancy”.
Em sua plataforma Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou na quarta-feira que falou com a filha mais nova de Guthrie “e deixou claro que está ordenando a TODAS as forças federais de segurança que estejam à total disposição da família e das autoridades locais”.
O governo Donald Trump solicitou, nesta quarta-feira, a um tribunal dos EUA, que obrigue a Nike a cumprir uma intimação, em meio a acusações de que as práticas de emprego da empresa discriminam pessoas brancas. O processo cita alegações feitas em 2024 por Andrea Lucas, presidente da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA (EEOC, na sigla em inglês). Nomeada por Trump, ela é crítica ferrenha de programas que promovem diversidade, equidade e inclusão.
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A Nike “não forneceu todas as informações solicitadas”, afirmou a EEOC, em um documento que pede a um tribunal do Missouri que faça cumprir a intimação.
De acordo com essas alegações, a Nike poderia ter violado a lei “ao adotar um padrão ou prática de tratamento discriminatório contra funcionários, candidatos e participantes de programas de treinamento brancos” e ao estabelecer a meta de que 30% da equipe de liderança da Nike seja composta por minorias raciais e étnicas.
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Trump alçou Lucas à presidência da EEOC em novembro, depois de tê-la nomeado comissária durante seu primeiro mandato, em 2020. A Nike classificou a ação da EEOC como uma “escalada surpreendente e incomum” e afirmou ter mantido uma cooperação “ampla e de boa-fé” na investigação.
“Estamos comprometidos com práticas trabalhistas justas e legais e cumprimos todas as leis aplicáveis, incluindo aquelas que proíbem a discriminação”, declarou a Nike em um e-mail à AFP, acrescentando que responderia à solicitação.
A Nike já se posicionou sobre questões sociais e políticas em diversas ocasiões. Lançou grandes campanhas publicitárias com o ex-jogador da NFL Colin Kaepernick, que protestou contra a discriminação racial na conduta policial.
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Uma campanha de 2018 com Kaepernick recebeu elogios entusiasmados de ativistas do movimento Black Lives Matter, mas foi criticada por Trump e outras figuras conservadoras.
Em março de 2023, a liderança militar da China posou perante a nação, numa imagem de unidade sob a liderança de Xi Jinping. Após quase uma década no poder, Xi havia instalado o alto comando que desejava: lealistas escolhidos a dedo para transformar o Exército de Libertação Popular em uma força de classe mundial. Mas nem mesmo os leais a Xi escaparam de sua ampla campanha de limpeza das Forças Armadas — com expurgos ostensivamente focados na corrupção, mas que também visam a lealdade a ele. Um a um, membros da Comissão Militar Central foram demitidos e colocados sob investigação. O mais recente foi o general Zhang Youxia, o general de mais alta patente de Xi. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em sua mais recente coluna no Financial Times, John Burn-Murdoch, destacado jornalista de dados britânico, apresentou o resultado de seus esforços para mensurar a velocidade do retrocesso democrático nos Estados Unidos pelo Trump 2.0. As medidas implantadas no primeiro ano da segunda temporada do republicano na Casa Branca foram resumidas como “o mais rápido episódio de erosão democrática e de direitos civis na era contemporânea no mundo desenvolvido”. Não é pouca coisa. Mas o ruim fica pior na comparação com os inícios de domínio da Rússia por Vladimir Putin, da Turquia por Recep Tayyip Erdogan, da Hungria por Viktor Orbán, e até à infância do chavismo na Venezuela. A inflexão rumo ao autoritarismo patrocinada por Donald Trump, a partir da cartilha do conservador Projeto 2025, foi, atesta o colunista, a mais veloz. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Neste 5 de fevereiro, o mundo se vê, pela primeira vez desde o final dos anos 1960, sem um tratado de controle dos arsenais estratégicos das duas maiores potências nucleares, Estados Unidos e Rússia. O Novo Start, que estabelecia limites ao número de ogivas e criava mecanismos mútuos de monitoramento e confiança, expirou sem que seus signatários firmassem um texto para suceder-lhe. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Igreja Católica Peruana espera que o Papa Leão XIV visite o Peru neste ano, país do qual se tornou cidadão em 2015 e onde trabalhou por mais de 20 anos, confirmou a Conferência Episcopal nesta quarta-feira.
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“O Papa expressou o quanto gostaria de estar no Peru, porque ama o país, e nos disse claramente que é muito provável que a visita aconteça em novembro ou, no máximo, na primeira semana de dezembro”, disse Monsenhor Carlos García, presidente da Conferência Episcopal Peruana, em uma coletiva de imprensa na qual relatou o encontro no Vaticano entre os bispos peruanos e o chefe da Igreja Católica.
García indicou que a visita de Leão XIV “é 80% certa” e que restam apenas detalhes logísticos a serem finalizados.
“Os responsáveis ​​ainda precisam processar e organizar tudo, mas ele deseja sinceramente vir ao Peru”, afirmou o bispo.
O convite oficial já foi feito pelas autoridades peruanas. O chefe da Igreja Católica, Robert Francis Prevost, de 70 anos, é originário de Chicago, nos EUA, mas viveu por mais de duas décadas no Peru, onde foi missionário e bispo de Chiclayo, no norte do país. Em 2015, naturalizou-se peruano. Prevost liderou a Diocese de Chiclayo, a 750 km ao norte de Lima, de 2015 a 2023.
Ele chegou ao Peru pela primeira vez em 1985, enquanto preparava sua tese de doutorado. No ano seguinte, partiu e retornou entre 1988 e 1998, período em que ocupou diversos cargos na Ordem de Santo Agostinho, da qual é membro. O pontífice deixou o Peru em janeiro de 2023, quando o Papa Francisco o nomeou Cardeal Prefeito do Dicastério para os Bispos e Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina.

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