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Um grupo de 89 cristãos sequestrados em meados de janeiro, após um ataque de gangues armadas a três igrejas na Nigéria, foi libertado nesta quinta-feira (5). Os fiéis, vestidos com camisetas laranja, chegaram em um ônibus escoltado por forças de segurança e foram recebidos pelo governador do estado de Kaduna, Uba Sani.
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A autoridade deste estado do norte da Nigéria afirmou que um total de 183 pessoas foram sequestradas, 11 conseguiram fugir e 83 retornaram há alguns dias. O sequestro em massa ocorreu em 18 de janeiro, em um ataque a igrejas durante a missa de domingo em uma área remota do estado de Kaduna.
As circunstâncias da libertação não foram divulgadas. O pagamento de resgates é ilegal na Nigéria, mas há suspeitas de que o governo recorra com frequência a essa prática.
Na semana passada, um líder tradicional relatou que metade dos sequestrados conseguiu fugir durante o ataque e se escondeu em outras aldeias.
O país mais populoso da África tem vivenciado um ressurgimento de sequestros em massa desde novembro. Os Estados Unidos acusaram o país de ser incapaz de conter essa violência.
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No final de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou grupos armados nigerianos de perseguirem cristãos, que ele descreveu como vítimas de “genocídio”. No final de dezembro, os Estados Unidos lançaram ataques no estado de Sokoto, no noroeste do país, contra alvos pertencentes ao grupo jihadista Estado Islâmico.
A onda de sequestros no final do ano passado levou o presidente nigeriano, Bola Tinubu, a declarar estado de emergência nacional e a lançar uma campanha de recrutamento de soldados e policiais para combater a insegurança.
A cientista brasileira que trabalhou em laboratório com o macaco bonobo Kanzi, um primata que fascinava especialistas em comportamento animal, mostra em um novo estudo que ele era capaz de raciocinar sobre objetos imaginários, habilidade que se acreditava ser exclusiva dos humanos.
Amália Bastos, da Universidade de St. Andrews (Escócia) descreve seu trabalho em artigo publicado hoje na revista Science, a mais disputada do mundo.
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Num experimento engenhoso em três etapas, ela e seu colega Christopher Krupenye conseguiram mostrar o símio objeto de sua pesquisa era capaz de entender uma brincadeira de faz-de-conta. Num teste, ela despejava uma jarra de suco vazia sobre um copo, da mesma maneira com que crianças brincam com comida “de mentirinha”, e o animal entrava na situação fantasiada.
O trabalho foi feito poucos meses antes da morte de Kanzi, ocorrida em março de 2025, aos 44 anos. Considerado o símio mais inteligente da história, o “Einstein do mundo dos macacos” aprendeu a se comunicar com cientistas reconhecendo mais de 300 símbolos desenhados e 3.000 palavras faladas.
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Tendo passado a vida inteira em centros de conservação pesquisa na Georgia e no Iowa, nos EUA, Kanzi era um macaco “enculturado”, criado fora do contexto selvagem, e suas habilidades cognitivas foram objeto de dezenas de estudo.
O artigo de Bastos na Science, porém, foi o primeiro mostrando de modo convincente que o famoso bonobo tinha capacidade de abstração para imaginar um objeto ausente, a partir de uma simulação que lhe era apresentada.
Suco de mentirinha
— O experimento é com dois copos vazios e uma jarra vazia. Primeiro a gente usava a jarra para despejar suco imaginário dentro dos copos. Depois, a gente ‘derramava’ um dos copos, e no fim perguntávamos ao Kanzi indica qual dos copos ele achava que ainda continha o suco imaginário — conta a cientista.
Com bastante confiança, o bonobo apontava sempre para o copo do qual o suco imaginário não tinha sido derramado, mostrando que entendia a simulação.
O experimento pode demonstrar uma capacidade aparentemente banal, porque crianças humanas de dois anos já conseguem entendê-lo, mas toca em uma questão essencial nos estudos sobre a evolução humana.
A capacidade de abstração necessária para participar dessa brincadeira é um dos pilares da capacidade cognitiva ampliada do Homo sapiens. Cientistas querem, portanto, entender se ela surgiu em primatas ancestrais, milhões de anos atrás ou se é algo mais recente na história evolutiva, tendo emergindo só linhagens mais recentes de hominídeos.
No estudo, Bastos e Krupenye dizem que o experimento ajuda a derrubar o mito de que a capacidade de raciocinar sobre situações imaginárias é hoje exclusividade dos humanos.
“Nossos resultados sugerem que a capacidade de formar representações secundárias de objetos imaginários está dentro do potencial cognitivo de, pelo menos, um primata enculturado e provavelmente remonta aos nossos ancestrais evolutivos comuns de 6 milhões a 9 milhões de anos atrás”, escreveu a dupla de cientistas.
Apesar de o experimento de Bastos e Krupenye ser literalmente parecido com uma brincadeira infantil, eles sabiam que não seria simples convencer um comitê de revisão recrutado pela Science de que o resultado realmente provava a tese que eles defendiam.
Para contornar isso, projetaram também experimentos paralelos, chamados de “testes de sondagem”, para excluir interpretações alternativas sobre a habilidade de raciocínio de Kanzi.
Convencendo os céticos
Nas divisões de elite da pesquisa cognitiva, cientistas tendem a ser extremamente rigorosos e céticos com alegações sobre o que se passa subjetivamente na mente de um animal.
— Uma pessoa que não conhece o Kanzi ou que duvide um pouco do experimento poderia pensar que talvez ele estivesse achando que havia suco de verdade no copo, possivelmente por ele ser um símio já idoso e não enxergar direito — explica a cientista. — Nesse caso, ele estaria seguindo nossos gestos, sem realmente entender a situação.
Nos testes de sondagem, porém, a cientista eliminou duas possíveis explicações alternativas.
Num deles, ela apresentou um copo vazio e outro com suco ao bonobo, depois lhe perguntou qual deles ele queria. Kanzi escolhia sempre o copo cheio, mostrando que ele tinha plena consciência para diferenciar a bebida real da imaginária.
O último teste era essencialmente uma versão modificada do primeiro, mas que simulava potes com uvas em vez de copos com suco. Kanzi foi igualmente capaz de abstrair a presença da fruta.
— Isso mostra que não é que havia alguma coisa específica com o suco em copos que ele tinha aprendido, mas sim que era uma habilidade um pouco mais flexível, que ele consegue aplicar pelo menos nesses dois contextos — diz Bastos.
Papel da linguagem
Apesar do sucesso do estudo, os pesquisadores reconhecem que ainda há uma ponta solta quando sua ambição é responder por que Kanzi era capaz de lidar com situações imaginárias.
Kanzi foi o único símio voluntário possível do experimento, porque era provavelmente o único macaco do mundo com capacidade de comunicação boa o suficiente para interagir de forma sofisticada com os cientistas.
o problema é que muitos especialistas em cognição defendem que a capacidade de abstração tem a capacidade de linguagem como um pré-requisito. Será que Kanzi só conseguia lidar com objetos imaginários porque antes foi treinado em reconhecer palavras e símbolos? Ou essa é uma capacidade inata dos macacos de sua espécie?
— Ambas essas opiniões existem na literatura científica, mas a minha intuição pessoal é que isso é uma coisa que existe também em outros bonobos e outros chimpanzés, sem precisar da linguagem — diz Bastos. — Existem casos relatados de chimpanzés selvagens fazendo coisas que parecem ser ‘fingidas’. Já foi documentado comportamento de fêmeas que carregam galhos como se fossem filhotes.
Qualquer semelhança com meninas humanas que brincam de embalar bonecas, ela diz, provavelmente não é mera coincidência.
Desde que pesquisas nos anos 1960 mostraram que os chimpanzés e bonobos são capazes de fazer ferramentas e manter relações sociais complexas, a exclusividade de humanos em várias habilidades cognitivas tem sido desafiada.
— Cada vez que a gente coloca uma barreira dessas, a gente encontra alguma forma de mostrar que talvez os animais estejam mais próximos da gente do que a gente imaginava — diz Bastos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que Havana está disposta a abrir um diálogo com os EUA sobre qualquer assunto, desde que sem qualquer tipo de pressão, no mais recente aceno da ilha comunista a Washington, diante dos avanços promovidos pelo governo do presidente americano, Donald Trump.
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— Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, um diálogo sobre qualquer tema que precise ser discutido — disse Díaz-Canel em um pronunciamento televisionado, acrescentando que isso deveria ocorrer “sem pressão” ou “pré-condições”.
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O discurso do presidente reitera pontos que a diplomacia cubana já vinha transmitindo nos últimos dias. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío repetiu durante a semana que o país estava aberto ao diálogo, embora tenha especificado que não há negociações em curso — contrariando uma fala de Trump, que chegou a afirmar que já haveria conversas em andamento.
— Não existe um diálogo especificamente neste momento, mas sim houve troca de mensagens — disse o vice-chanceler na segunda. — Sim, é verdade que houve comunicação entre os dois governos.
Em uma declaração à rede americana CNN, Cossío pareceu traçar uma “linha vermelha” para as conversas, na visão de Havana: a continuidade do regime cubano.
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— Não estamos prontos para discutir nosso sistema constitucional, assim como supomos que os EUA não estejam prontos para discutir o seu, seu sistema político e sua realidade econômica — declarou o vice-chanceler durante entrevista.
A fala coaduna com o exposto pelo presidente cubano no pronunciamento desta quinta. Díaz-Canel afirmou que as negociações poderiam acontecer com respeito aos pilares do governo cubano.
— [As negociações devem] partir de uma posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, nossa independência, nossa autodeterminação [e sem] interferência em nossos assuntos internos — disse o presidente.
Desde o ataque americano de 3 de janeiro contra a Venezuela, no qual foi deposto o presidente Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba, e Washington assumiu o controle do setor petroleiro venezuelano, Donald Trump tem multiplicado as ameaças contra a ilha. Além de cortar o fornecimento de petróleo venezuelano e o dinheiro de Caracas para a ilha, Trump assinou, nesta quinta-feira, um decreto que contempla a imposição de tarifas extras para países que venderem petróleo para Havana, citando razões de segurança nacional.
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AFP
Referindo-se aos EUA como “governo imperial”, Díaz-Canel afirmaram que as medidas anunciadas por Trump sob justificativa de asfixiar a economia da ilha, levaram o país a um “desabastecimento agudo de combustível”.
Cuba, cuja rede de energia elétrica sofre cortes de fornecimento frequentes devido à infraestrutura antiga ou à escassez de combustível, é extremamente dependente do abastecimento externo para manter suas termelétricas ativas. Um corte de energia atingiu a cidade turística de Santiago, segunda maior do país. A pressão sobre o sistema elétrico é ainda mais relevante em meio a um inverno rigoroso, que fez Havana registrar uma temperatura negativa recorde de 0ºC.
O bloqueio de combustíveis a Cuba é motivo de preocupação internacional. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que o país corre o risco de sofrer um “colapso humanitário” se não importar petróleo para suprir suas necessidades. (Com AFP)
Um terceiro jato especializado da Força Aérea dos Estados Unidos chegou ao Oriente Médio nesta quinta-feira, identificou o BBC Verify, equipe da emissora britânica especializada em checagem de fatos. Dois desses jatos, que funcionam como centros de comunicação aérea, já haviam sido deslocados para a região na semana passada. A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas com o Irã após a repressão sangrenta a protestos em todo o país no mês passado, e enquanto Teerã quer que as conversas com Washington, que começam nesta sexta-feira, em Omã, se limitem ao seu programa nuclear, embora Washington também queira abordar a questão dos mísseis balísticos.
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Segundo a equipe da BBC, a aeronave, um E-11A, partiu ontem do Aeroporto Internacional de Chania, na ilha grega de Creta, e pousou cerca de quatro horas depois na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
Entre os deslocamentos monitorados nos últimos dias também estão cerca de 12 caças F-15, um drone de combate MQ-9 Reaper e várias aeronaves A-10C Thunderbolt II na base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia. Além disso, a equipe acompanhou a movimentação do contratorpedeiro USS Delbert D. Black pelo Canal de Suez rumo ao Mar Vermelho, e a atuação de drones e aviões de vigilância na região do Golfo. Também foram registrados voos de aeronaves como o MQ-4C Triton, o P-8 Poseidon e o E-3G Sentry.
O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e sua escolta também chegaram ao Oriente Médio no fim de janeiro.
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Enquanto isso, no Golfo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter interceptado dois navios petroleiros com tripulações estrangeiras, sob acusação de “contrabando de combustível”, informou nesta quinta-feira a agência de notícias iraniana Tasnim. Inicialmente, não foi informada qual bandeira os navios ostentavam nem a nacionalidade dos tripulantes.
“Foi encontrado mais de um milhão de litros de combustível a bordo dos dois navios”, e um total de “15 estrangeiros membros da tripulação foram encaminhados à Justiça”, informou a Tasnim. Os navios foram interceptados perto da ilha iraniana de Farsi, no Golfo, precisou a agência. Os navios-tanque estiveram “envolvidos em operações de contrabando durante vários meses e foram identificados e interceptados após operações de vigilância, interceptação e inteligência” das forças navais da Guarda Revolucionária Islâmica, acrescentou.
As forças iranianas atacam regularmente petroleiros que acusam de integrar o comércio ilícito no Golfo e no estreito de Ormuz, pontos-chave para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. Trata-se da apreensão mais recente em uma série de episódios semelhantes registrados nos últimos meses.
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Arte/ O GLOBO
Negociações em Omã
Todas essas movimentações ocorrem enquanto as conversas entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano estão previstas para começar nesta sexta-feira, em Omã. Os dois países mantiveram diálogos no começo de 2025 com a mediação de Omã. Mas uma guerra em junho daquele ano, desencadeada por Israel e à qual os Estados Unidos se juntaram brevemente, fez o processo fracassar antes do sexto encontro.
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Após a repressão ao movimento de protesto no Irã no começo de janeiro, Donald Trump ameaçou com uma nova intervenção militar. Finalmente, o presidente americano parece ter optado pela diplomacia e pressiona o Irã a concluir um acordo sobre seu programa nuclear e balístico.
Os países ocidentais, a começar por Estados Unidos e Israel, considerado pelos especialistas como a única potência nuclear no Oriente Médio, suspeitam que o Irã queira desenvolver uma arma atômica, algo que Teerã sempre negou.
Em junho de 2025, os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares no Irã (Fordow, Natanz e Isfahã), o que permitiu, segundo Trump, “aniquilar” o programa nuclear do país. No entanto, não se conhece a extensão exata dos danos.
Antes destes ataques, o Irã enriquecia urânio a 60% segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), isto é, muito acima do limite de 3,67% autorizado pelo acordo nuclear de 2015, que caducou nesta quinta-feira, concluído com as grandes potências.
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Em resposta à retirada dos Estados Unidos desse acordo em 2018, o Irã deixou de cumprir seus compromissos.
O urânio enriquecido entre 3% e 5% serve para alimentar as usinas nucleares para a produção de energia elétrica. Até 20%, serve para produzir isótopos médicos, usados especialmente no diagnóstico de alguns tipos de câncer. Mas a partir desse limite, pode ter aplicações militares em potencial, segundo especialistas. E para fabricar uma bomba, o enriquecimento deve chegar a 90%.
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Vários países, como a Rússia, propuseram ao Irã custodiar suas reservas de urânio enriquecido, ao que Teerã se nega.
Embora o Irã queira que os diálogos se limitem à questão nuclear e à suspensão das sanções, em 2018 a retirada americana do acordo nuclear foi motivada, em parte, pela ausência de medidas para limitar o programa balístico do Irã, considerado uma ameaça para Israel. Segundo o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, esta questão deveria ser debatida na mesa de negociações, particularmente o alcance dos mísseis, apesar da negativa do Irã.
A República Islâmica lidera o chamado Eixo da Resistência, uma aliança informal de grupos armados hostis a Israel, da qual fazem parte o movimento Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os rebeldes houthis no Iêmen.
Com agências internacionais.
As versões sobre a suposta prisão do empresário colombiano-venezuelano Alex Saab, aliado íntimo de Nicolás Maduro e ex-ministro da Indústria da Venezuela, em uma operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas na quarta-feira, permanecem conflitantes nesta quinta, enquanto Caracas não apresenta qualquer pronunciamento oficial sobre o caso. Fontes venezuelanas, colombianas e americanas confirmam que Saab, acusado de ser o operador financeiro de atividades irregulares de Maduro, teria sido levado ao menos para prestar depoimento perante autoridades judiciais. Advogados dele e de outro empresário negaram qualquer detenção.
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A Radio Caracol, da Colômbia, noticiou a prisão de Saab na quarta-feira em Caracas, como parte de uma operação policial venezuelana com participação do FBI. Fontes ouvidas pelo veículo de comunicação colombiano afirmaram que ele teria sido detido às 02h00, e estaria sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, aguardando uma possível extradição para os EUA. Os mesmos detalhes foram confirmados por fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, também na quarta-feira.
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O jornal americano New York Times, por sua vez, afirmou que tanto Saab quanto o empresário Raúl Gorrín, proprietário da rede de televisão Globovisión, foram interrogados por agentes venezuelanos, citando cinco fontes do país sul-americano e um funcionário americano, ouvidos em condição de anonimato para discutir o tema sensível. Ainda de acordo com o Times, os empresários com conexões políticas com o chavismo foram detidos em Caracas entre a noite de terça e a quarta-feira, em uma operação que era do conhecimento das agências de segurança americanas.
Nem a Casa Branca nem o Palácio de Miraflores se pronunciaram sobre o caso oficialmente. A procuradoria da Venezuela emitiu uma declaração afirmando que não tinha confirmação sobre detenções dos dois empresários. Questionado, o presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, Jorge Rodríguez, disse não ter informações sobre o caso.
Representantes de Saab e Gorrín disseram que eles não estavam detidos. Um funcionário do magnata das comunicações disse que Gorrín estava em liberdade na noite de quarta-feira, enquanto o advogado do ex-ministro de Maduro, Luigi Giuliano, negou que seu cliente tenha sido sequer detido.
— Estive com ele esta manhã, ele está calmo em Caracas e esta tarde vou vê-lo novamente — disse na quarta-feira o advogado em entrevista ao El Espectador, da Colômbia.
Washington-Caracas
Observadores americanos afirmam que a ação contra dois aliados próximos de Maduro sinaliza um aprofundamento da cooperação entre os dois países, que convivem por meio de uma relação frágil desde a captura de Maduro, em 3 de janeiro.
Desde o ataque, o governo do presidente americano, Donald Trump, tem trabalhado em estreita colaboração com a ex-vice e sucessora de Maduro, Delcy Rodríguez. Em questão de semanas, ela redirecionou as exportações de petróleo bruto do país para os EUA e reformulou a lei petrolífera nacional para atrair investimentos americanos.
Em contrapartida, as detenções aumentam a crescente atmosfera de medo e suspeita entre os apoiadores de Maduro, muitos dos quais ficaram surpresos com a rapidez e a abrangência da campanha de Delcy para redistribuir riqueza e poder após a queda de Maduro. Desde que assumiu o poder, ela demitiu vários funcionários considerados leais ao ex-presidente, incluindo Saab. (Com NYT e El Tiempo)
A autoridade eleitoral da Colômbia impediu o candidato favorito às eleições presidenciais de 2026, o senador Iván Cepeda, de participar de uma primária crucial, o que representou um revés para sua coligação de esquerda. Em audiência pública, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) disse que o senador, aliado do presidente Gustavo Petro, não pode participar da consulta sob a alegação de que ele já participou de uma votação interna do partido em outubro.
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Cepeda ainda pode se candidatar à presidência, mas não como representante da ampla coalizão de facções de esquerda que está realizando a primária. As pesquisas mostram que ele teria vencido com folga, então a decisão provavelmente dividirá seus votos ao forçá-lo a enfrentar outro candidato de esquerda.
A principal coligação de esquerda deve agora selecionar seu candidato a partir de uma lista reduzida que inclui o ex-senador Roy Barreras e o ex-ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, que, segundo as pesquisas, são bem menos populares que Cepeda. A primária está marcada para 8 de março, quando os colombianos também votarão para o Congresso.
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Petro não está apto a concorrer, e a maioria dos partidos que o apoiava havia manifestado seu apoio a Cepeda.
— A consolidação que poderia ter ocorrido em torno de Cepeda não acontecerá em março, mas ele ainda provavelmente estará na cédula em maio — disse Armando Armenta, economista sênior da AllianceBernstein, em Nova York.
Com a participação de Cepeda nas prévias de março barrada, Petro afirma que o CNE está politizado e que a decisão é um “grave golpe para a democracia”.
“Diante da violação do nosso direito à participação política (…), vou me inscrever para o primeiro turno das eleições presidenciais e vamos vencer”, postou Cepeda no X nesta quinta-feira, anunciando também a retirada da coalizão governista Pacto Histórico destas consultas.
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Os títulos de dívida colombianos em dólares ampliaram os ganhos após a notícia e figuraram entre os de melhor desempenho nos mercados emergentes. As notas com vencimento em 2049 subiram 0,7 centavo de dólar.
— Isso significa que a esquerda provavelmente iria dividida, com dois candidatos para o primeiro turno — disse Alejandro Arreaza, economista do Barclays.
— Além disso, o vencedor de uma primária de centro-esquerda diferente também poderia tirar alguns votos de Cepeda. Nesse cenário, a candidatura de Cepeda poderia enfraquecer — completou.
Corrida eleitoral
Nas primárias de março, forças da esquerda, da direita e do centro vão se enfrentar com o objetivo de escolher os candidatos que vão disputar o primeiro turno das presidenciais, em 31 de maio.
Cepeda, de 63 anos, filósofo e defensor dos direitos humanos, lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência.
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É inimigo declarado do influente ex-presidente de direita Álvaro Uribe (2002 – 2010), a quem denunciou por supostos vínculos com paramilitares.
O segundo melhor colocado nas pesquisas é o candidato independente Abelardo de la Espriella, um excêntrico advogado defensor da linha-dura contra o crime. O candidato já defendeu personalidades controversas como Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, acusado de ser testa-de-ferro do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro.
Roy Barreras, ex-presidente do Senado e ex-embaixador da Colômbia no Reino Unido, no momento tem intenções de voto minoritárias.
(Com Bloomberg e AFP)
Centenas de parteiras foram às ruas de Atenas nesta quinta-feira para protestar contra a proibição de assistir partos sem a supervisão de um médico na Grécia, país que já registra uma das maiores taxas de cesarianas da Europa, em torno de 65%. As manifestantes afirmam que a medida aprofunda a medicalização do parto, eleva custos do sistema de saúde e restringe o direito de escolha das mulheres.
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Ioanna Vassilakis, presidente da associação grega de parteiras rindependentes, disse que “essa decisão reforçará a medicalização do parto”. Segundo ela, a regra “levará a mais cesáreas em um país que já detém um recorde na Europa com mais de 65%”, percentual muito acima do recomendado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, acima de uma taxa de 15%, a maioria das cesarianas realizadas é desnecessária.
Mãe segura filha nos braços em meio a protesto de parteiras na Grécia
ANGELOS TZORTZINIS / AFP
Vassilakis também alertou para o impacto financeiro da medida. “Isso aprofundará o déficit do seguro público de saúde com intervenções que são caras”, afirmou à AFP. Durante o protesto, as manifestantes entoaram palavras de ordem como “Um ataque contra as parteiras é um ataque contra todas as mulheres” e entregaram ao ministro da Saúde, Adonis Georgiadis, mais de 2.000 cartas de mulheres que relataram partos fisiológicos acompanhados por profissionais do ramo.
De acordo com a dirigente, a medicalização do parto no país vai além das cesarianas. “Na Grécia, a medicalização do parto não para por aí (…) 11,6% das crianças nascem prematuramente após uma indução médica, frente a uma média de 6,2% no restante da União Europeia”, explicou.
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A proibição de que parteiras atendam gestantes em centros de saúde também preocupa mulheres que vivem longe de hospitais, em ilhas ou regiões montanhosas. Para Vassilakis, “transportá-las de helicóptero ou deixá-las sozinhas não pode ser uma solução”.
Entre as manifestantes estava Nadia Konstantinou, que deu à luz três vezes com o auxílio de Vassilakis. “Todas as mulheres deveriam estar na rua. Trata-se dos nossos corpos, das nossas decisões!”, disse, emocionada. “É impossível um parto sem violência sem uma parteira”, insistiu.
Após uma experiência difícil em um hospital privado, Maria Irini Kouroukakou decidiu recorrer a uma parteira para ter dois filhos seguintes. “Durante o primeiro, o médico usou instrumentos apesar de eu ter pedido expressamente que não o fizesse”, relatou. “Hoje estou na rua por minhas três filhas. Não quero que elas tenham que passar por isso se um dia se tornarem mães”, acrescentou. Oftalmologista, ela afirma que, na Grécia, “existe uma alarmante falta de informação sobre os partos fisiológicos”.
Para Charoula Idari, estudante de parteria, o número elevado de cesarianas tem também uma explicação econômica. “Os hospitais privados cobram mais caro por elas”, afirmou.
Um cliente que enganou uma prostituta com um comprovante falso de pagamento foi condenado na Bélgica por estupro, decisão que o Tribunal de Antuérpia considerou, nesta quinta-feira, sem precedentes.
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A Bélgica é um dos países europeus onde o trabalho sexual é regulamentado, e Antuérpia está entre as cidades que afirmam proteger as pessoas que declaram essa atividade, em sua grande maioria mulheres.
Não é incomum que profissionais do sexo recorram à Justiça quando não são pagas por seus clientes, segundo uma porta-voz do Tribunal de Apelações de Antuérpia ouvida pela AFP.
Mas é a primeira vez que a recusa de pagamento ou “uma artimanha”, como a apresentação de um comprovante falso, é considerada em um processo como ausência de consentimento na relação sexual e, portanto, estupro, acrescentou a porta-voz.
De acordo com o tribunal, o Código Penal belga estabelece que “há estupro quando ocorre penetração sexual em uma pessoa que não consentiu”. Assim, “não há consentimento se o ato sexual foi realizado por meio de engano ou outro comportamento passível de punição”, destacou a corte.
Na decisão, o Tribunal de Apelações considerou que o homem enganou deliberadamente a vítima ao simular que realizava um pagamento por meio de seu aplicativo bancário. Isso ocorreu seis vezes com a mesma mulher, quando o cliente lhe mostrou, para enganá-la, a tela do telefone com uma transação não validada ou referente a um pagamento anterior que havia sido efetivamente realizado, indicou o tribunal.
O homem, um búlgaro de cerca de 30 anos, afirmou ter agido sob efeito de cocaína, segundo a porta-voz. Ele foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa e obrigado a fazer psicoterapia e a se submeter a controles regulares que comprovem que não consome mais drogas.
O Kremlin zombou nesta quinta-feira das especulações de que o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein pudesse ter vínculos com os serviços secretos russos, após os Estados Unidos divulgarem um grande número de documentos comprometedores.
‘Abominável’: Nova leva de documentos do caso Epstein expõe nomes e imagens de vítimas de abusos
De informações vazadas a foto de cueca: O que revelam novos arquivos do caso Epstein sobre ex-embaixador britânico nos EUA?
— Eu gostaria de ter feito muitas piadas sobre isso — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a repórteres, referindo-se às suspeitas levantadas pelo primeiro-ministro polonês, Donald Tusk. — Mas não vamos perder tempo com isso durante nossa coletiva de imprensa.
Peskov ainda classificou as suspeitas como “pouco sérias”.
Tusk anunciou esta semana que a Polônia investigará possíveis vínculos entre Epstein no país, mas também com os serviços secretos russos.
Os arquivos recentemente divulgados mostram que Epstein expressou repetidamente seu desejo de se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, embora não haja provas de que eles tenham se encontrado.
Peskov declarou a um veículo de imprensa estatal russo esta semana que o Kremlin nunca recebeu qualquer pedido do financista para se encontrar com o presidente Putin.
Arquivos de Epstein: Documentos revelam que ex-príncipe Andrew convidou Jeffrey Epstein, interessado em apresentá-lo a ‘jovem russa’, ao Palácio de Buckingham
Figura proeminente da alta sociedade nova-iorquina durante as décadas de 1990 e 2000, Epstein foi acusado de explorar sexualmente inúmeras jovens, incluindo menores de idade. Ele se suicidou na prisão antes de seu julgamento, em 2019.
No total, quase 3,5 milhões de páginas — incluindo documentos, fotos e vídeos — do volumoso processo foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA desde dezembro. O Congresso americano determinou a divulgação dos arquivos em novembro, e o presidente Donald Trump sancionou a lei, apesar de inicialmente se opor a ela, buscando pôr fim às acusações e especulações em torno do caso, envolvendo inclusive o seu nome.
O caso Epstein também envolve figuras como o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, o intelectual americano Noam Chomsky e o ex-presidente democrata dos EUA, Bill Clinton.
Aparece em imagens e relatos: Ex-príncipe Andrew ‘deve estar preparado’ para depor, diz primeiro-ministro britânico após nova acusação no caso Epstein
O ministro da Justiça polonês, Waldemar Zurek, liderará a equipe de investigação na Polônia.
— Como vocês sabem pela mídia, o círculo de Epstein incluía poloneses — disse Zurek a repórteres.
O ministro indicou que as autoridades polonesas conhecem a identidade de duas pessoas, um homem e uma mulher de nacionalidade polonesa, sem fornecer mais detalhes. A equipe determinará se as atividades envolvendo Epstein e sua rede na Polônia justificam uma investigação mais aprofundada, especialmente se houver vítimas polonesas.
O Parlamento da Venezuela debate desde esta quinta-feira uma lei de anistia que abrange os 27 anos do chavismo e exclui “graves violações” de direitos humanos e crimes contra a humanidade. A “Lei de anistia para a convivência democrática” é uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, no poder após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos durante uma operação militar.
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A sessão está convocada para o meio-dia no horário local (13h em Brasília), embora normalmente haja atraso. A primeira discussão aborda o espírito geral da lei, etapa que antecede uma consulta à sociedade civil antes do debate final artigo por artigo.
“Reconhece-se a importância de não impor a vingança, a revanche nem o ódio, mas de abrir um caminho rumo à reconciliação”, diz o texto de justificativa legislativa ao qual a AFP teve acesso.
“Ficam excluídos de seus benefícios” crimes como “graves violações de direitos humanos, crimes contra a humanidade, crimes de guerra, homicídio doloso, corrupção e tráfico de drogas”, acrescenta.
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Especialistas temem que o texto seja suficientemente vago para permitir discricionariedade do Judiciário, já acusado de servir ao chavismo.
A exclusão, em todo caso, responde — segundo o texto — a um “estrito acatamento” da Constituição venezuelana, que já proíbe incluir esse tipo de crime em qualquer indulto ou anistia.
O Tribunal Penal Internacional investiga possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela durante o governo de Maduro desde 2017.
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“Justiça” e “convivência”
A presidente interina propôs há uma semana uma anistia geral que abranja os 27 anos do chavismo no poder.
— O que gostaríamos é que essa lei dê uma mensagem poderosa, contundente, da intenção de um novo momento político. Esperamos alcançar consensos suficientes para que a lei de Anistia seja aprovada por unanimidade — afirmou na quarta-feira o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente e atualmente primeiro na linha de sucessão.
O chavismo tem maioria absoluta no Parlamento unicameral.
“A anistia geral proposta busca a justiça e a convivência entre os venezuelanos”, afirma o texto de justificativa, que aposta na “coexistência a partir da diversidade e da pluralidade”.
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O debate chega ao Parlamento em paralelo a um novo processo de diálogo político entre o governo e uma fração da oposição afastada do grupo liderado pelo prêmio Nobel da Paz María Corina Machado.
Outros processos de negociação fracassaram no passado. Uma fonte que participou da primeira reunião destacou um tom “menos arrogante” do chavismo diante da pressão dos Estados Unidos, que falam em transição democrática. A oposição que participou do encontro quer novas eleições, embora não as apresse.
O ataque americano que, em 3 de janeiro, levou à queda de Maduro incluiu bombardeios a Caracas e a outras regiões vizinhas.
Delcy Rodríguez entregou o controle do petróleo e avança na retomada das relações com os Estados Unidos, além de impulsionar a anistia.
O projeto de lei é apresentado em meio a um lento processo de libertação de centenas de presos políticos ordenado pela presidente Rodríguez em 8 de janeiro.
Esta seria a segunda anistia na era do chavismo; a primeira foi aprovada pelo falecido Hugo Chávez em 2007.
— A anistia é o marco que vai servir para que não se repita o que ocorreu no passado e para que o passado não sirva para deter ou frear processos de transição — explicou à AFP Alfredo Romero, diretor do Foro Penal.
— Um processo de reconciliação, de transição, não pode ser um processo de perseguição contra aqueles que detinham o poder anteriormente — afirmou.

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