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Um general russo foi baleado nesta sexta-feira em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, em Moscou, e precisou ser hospitalizado, segundo autoridades. O caso está sendo investigado como “tentativa de homicídio”.
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O Comitê de Investigação da Rússia informou que “um desconhecido disparou várias vezes” contra Vladimir Alexeiev, general de alto escalão do Estado-Maior russo, e fugiu do local.
“A vítima foi hospitalizada”, disse o Comitê, sem detalhar informações sobre o agressor. A porta-voz Svetlana Petrenko afirmou que “estão sendo realizadas ações investigativas e medidas operacionais de registro para identificar a pessoa ou pessoas envolvidas”.
Quem é o general baleado?
De acordo com relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, Alekseyev ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), órgão responsável por operações de inteligência militar.
Oficial de carreira, ele comandou operações de inteligência durante a intervenção russa na Síria, em apoio ao então líder Bashar al-Assad, e também foi enviado para negociar com o chefe do grupo Wagner, Yevgueni Prigozhin, durante a tentativa de motim contra a cúpula militar russa em 2023.
Vários comandantes militares russos morreram desde que a Rússia lançou sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e a Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns desses ataques.
Recentemente, um tribunal russo condenou à prisão perpétua um homem uzbeque pelo assassinato, em 2024, do general Igor Kirilov, chefe das forças de defesa radiológica, química e biológica do exército russo, morto em Moscou em um ataque com um patinete armado, que a Ucrânia reconheceu ter organizado.
Os passageiros não precisam de muito para lembrar que a era de ouro da aviação comercial ficou para trás. As mudanças climáticas agravaram alguns tipos de turbulência, o serviço de refeições encolheu ao tamanho de uma caixinha de lanche e as companhias aéreas apertaram ainda mais os assentos. E nem fale com o secretário de Transportes, Sean Duffy, sobre viajantes usando pijamas.
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Mas nem todo mundo odeia aquilo que a maioria de nós considera insuportável nas viagens aéreas. Alguns passageiros anseiam por turbulências que parecem brinquedo da Six Flags (empresa de parques de diversão), saboreiam aquele pequeno recipiente plástico de lasanha ou aproveitam com prazer cada centímetro do assento do meio.
Por mais estranho que pareça, esses viajantes curiosamente felizes talvez tenham algo a ensinar ao resto de nós sobre suportar — e até apreciar — as pequenas indignidades da viagem, se mudarmos a perspectiva.
— Todos nós perdemos um pouco da dignidade quando entramos em um avião — disse Vicki Denig, 34, que escreve sobre vinho e viagens a partir de Paris e Nova York. — E acho que há um certo humor nisso.
Turbulência: os caçadores de emoção
Um aviso do comandante sobre “algumas sacudidas à frente” pelo sistema de som pode provocar ansiedade em muitos e expectativa em poucos. Perguntei a um piloto de linha aérea o que, na opinião dele, motiva quem se sente empolgado.
— Algumas pessoas se sentem tranquilizadas pelas ondulações de uma turbulência leve — disse Patrick Smith, piloto comercial e autor de textos sobre aviação. — Isso ajuda a dormir.
Claro que um piloto diria isso. Mas alguns passageiros realmente apreciam a turbulência em si.
— É simplesmente divertido — disse Harshit Baranwal, 34, profissional de tecnologia que costuma postar sobre aviação nas redes sociais. — É aquela sensação de montanha-russa que você sente no estômago quando o avião sobe e desce — afirmou Baranwal, que mora em Mumbai, na Índia, onde as movimentações podem tornar decolagens e pousos mais agitados.
Solavancos leves a moderados, parte normal de um voo, estão longe dos tremores violentos — e, em casos raros, fatais — que se tornaram mais comuns nos céus à medida que o planeta aquece. Esse tipo de turbulência, sem surpresa, não tem uma base de fãs perceptível.
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A turbulência não é diferente do movimento de um barco balançado pelas ondas, explicou Matthew E. Cappucci, meteorologista, jornalista e caçador de tempestades baseado em Washington, obcecado por clima desde a infância.
— A atmosfera é um fluido — disse Cappucci em entrevista —, tão fluido quanto um lago ou o oceano.
Para ele, a turbulência não é uma experiência desconfortável, mas o encantamento da física em ação. Cappucci, assim como Baranwal, sabe que seu entusiasmo é incomum. Há alguns anos, recordou, ele e a mãe estavam em um voo que enfrentava forte turbulência. A aeronave fez várias quedas bruscas, que entusiasmaram Cappucci, mas aterrorizavam sua mãe. Ele tentou acalmá-la com uma animada explicação científica.
— Minha mãe mandou eu calar a boca — contou Cappucci.
Assento do meio: os mestres do zen
Enquanto você disputa centímetros nos apoios de braço compartilhados, é difícil imaginar aquela pessoa rara que se anima com os assentos B e E. Mas acontece que até o assento do meio tem fãs dedicados.
— FATO impopular, mas alguém precisa dizer: o assento do meio no avião é o melhor — escreveu o criador de conteúdo Joshua Whitt em um post no TikTok. — É como um abraço aéreo que você não merece, mas tem o privilégio de receber.
Outros adotam uma visão mais filosófica. O ato de ocupar calmamente o assento do meio, dizem, é uma prática quase zen, o truque supremo da vida. Domine o assento do meio e nada dominará você.
James Cashen, 26, trabalha com publicidade e mora no bairro do Brooklyn, em Nova York. Mas a namorada se mudou para Utah, o que significa que ele pega avião duas ou três vezes por mês. Ele admite ser “mão de vaca”, então frequentemente acaba no assento do meio — e não se importa.
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Seu poder secreto de sobrevivência é puxar conversa com os passageiros ao lado. Quem está no meio dita o clima de toda a fileira, disse Cashen. Vocês três vão se isolar ouvindo podcasts, ficar em silêncio ou ter uma conversa animada?
— Abrace o papel de liderança — aconselhou Cashen a outros ocupantes do meio. — Você é a cola.
Comida de avião: os otimistas da porção individual
A julgar por imagens nas redes sociais lamentando pedaços pálidos de frango ou aveia com textura de cascalho, os passageiros não se sentem particularmente sortudos, apesar dos esforços para melhorar essas refeições feitos por pessoas como Anthony Wright, diretor de design e inovação da LSG Sky Chefs, que afirma produzir 233 milhões de refeições aéreas por ano.
— O paladar das pessoas muda no ar — disse Wright. — Dizem que o gosto fica amortecido. Em vez de acrescentar sal e pimenta, os chefs passaram a recorrer a especiarias influenciadas por cozinhas de países como Índia e Malásia.
Mas alguns passageiros adoram a comida de avião exatamente como ela é. Linda Christina Karam, 26, executiva de marketing que divide o tempo entre o Líbano e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, disse gostar da previsibilidade das refeições aéreas. Em uma sociedade que sofre de fadiga de decisões, ela acha o cardápio limitado reconfortante. O ambiente em grande altitude também tem papel importante para Karam.
— Há algo na comida de avião que a torna boa — disse. — Você só vai comê-la em um avião.
Karam zombou das pessoas que levam comida do terminal para comer durante o voo.
— Isso tira toda a experiência do avião — afirmou. O conselho dela para quem hesita diante da lasanha, da pequena salada ou daqueles pãezinhos inexplicavelmente frios funciona igualmente bem em outras áreas da vida: — É preciso simplesmente arriscar.
A detecção de microplásticos nos oceanos a partir de imagens de satélite pode inaugurar uma nova fase na gestão ambiental global e na proteção dos ecossistemas marinhos. A proposta é liderada pelo professor Karl Kaiser, da Faculdade de Ciências Marinhas e Estudos Marinhos da Universidade Texas A&M, em Galveston, e investiga como a presença desses fragmentos altera a cor da água e a luz refletida pela superfície do mar, sinais que podem ser captados do espaço.
A técnica se baseia na espectroscopia, método que analisa a interação da luz com a matéria para identificar sua composição. Segundo Kaiser, as propriedades ópticas da água superficial são determinadas pelos materiais presentes nela, o que faz da luz refletida um indicador direto dos componentes em suspensão, incluindo sedimentos e microplásticos, como explicou em declarações divulgadas pela própria universidade.
Do espaço para políticas públicas e produção de alimentos
Caso o método seja consolidado, os cientistas poderão rastrear e quantificar a distribuição global de microplásticos sem depender exclusivamente de coletas em campo. Um dos principais avanços seria o acesso a séries históricas de imagens de satélite, permitindo revisitar cerca de uma década de registros e reconstruir a evolução da poluição ao longo do tempo. “O interessante seria que poderíamos voltar no tempo para aprender muito sobre os níveis de poluição rapidamente”, afirmou Kaiser.
O impacto prático pode ser imediato em áreas como a aquicultura. O pesquisador destacou que os dados poderão orientar piscicultores sobre onde instalar tanques e gaiolas para reduzir riscos de contaminação. Além disso, os resultados devem ser apresentados a agências federais e estaduais dos Estados Unidos, com potencial de embasar regulações ambientais mais rigorosas. Kaiser afirma que, no futuro, o método poderá medir não apenas microplásticos, mas também outros poluentes químicos, como AMPS e PCBs.
Os microplásticos são considerados uma ameaça crescente à vida marinha e humana. Resultantes da degradação de plásticos maiores, esses fragmentos têm tamanho comparável ao de bactérias e glóbulos vermelhos, o que facilita sua incorporação aos tecidos de organismos e sua dispersão por correntes oceânicas. “Seu tamanho os torna extremamente difíceis de filtrar e medir, especialmente em um ambiente oceânico dinâmico”, alertou o pesquisador.
A Baía de Galveston, no Texas, concentra uma das maiores cargas de microplásticos dos Estados Unidos, devido à proximidade com um grande polo de fabricação de plástico, e funciona como laboratório natural do estudo. Ali, a equipe analisa a relação direta entre sedimentos em suspensão e a densidade de microplásticos, premissa central do modelo proposto.
O procedimento envolve o desenvolvimento e a calibração de um algoritmo capaz de associar a cor do oceano registrada por satélites à composição da água. Para isso, são combinadas medições simultâneas da luz incidente, da luz refletida e da concentração de materiais no mesmo local e momento. Embora já existam ferramentas para estimar sedimentos em suspensão via satélite, Kaiser destaca que elas ainda não foram aplicadas especificamente à identificação de microplásticos.
A prova de conceito busca demonstrar que, onde quer que os sedimentos sejam transportados pelas correntes, os microplásticos seguem o mesmo caminho. Se validado, o modelo permitirá monitorar a poluição por plástico em grandes áreas, quase em tempo real, superando limitações históricas dos métodos tradicionais e abrindo caminho para decisões mais rápidas e embasadas na proteção dos oceanos.
Um buraco negro supermassivo vem intrigando astrônomos ao apresentar um comportamento sem precedentes: quatro anos depois de destruir uma estrela, ele passou a expelir enormes quantidades de energia na forma de ondas de rádio. O fenômeno, classificado como um caso extremo de “indigestão cósmica”, pode estar entre os eventos individuais mais energéticos já registrados, segundo estudo publicado no Astrophysical Journal.
O objeto, localizado em uma galáxia a cerca de 665 milhões de anos-luz da Terra, é conhecido oficialmente como AT2018hyz. O episódio inicial ocorreu em 2018, quando uma estrela de pequeno porte se aproximou demais do buraco negro e foi despedaçada por sua intensa força gravitacional — um processo chamado de evento de ruptura de maré (TDE, na sigla em inglês), relativamente comum nas observações astronômicas.
Uma explosão tardia e inesperada
O que torna o AT2018hyz excepcional é o atraso na emissão de energia. Após a destruição da estrela, os radiotelescópios registraram silêncio por quase três anos. Em seguida, de forma abrupta, o buraco negro começou a liberar um poderoso jato de ondas de rádio, cuja intensidade continua crescendo. De acordo com os cálculos mais recentes, o objeto hoje é cerca de 50 vezes mais brilhante do que quando foi detectado originalmente nesse comprimento de onda.
“Isso é realmente incomum. É difícil imaginar algo crescendo dessa forma por um período tão longo”, afirmou Yvette Cendes, astrofísica da Universidade de Oregon e líder do estudo. A equipe projeta que o fluxo de energia seguirá aumentando exponencialmente antes de atingir o pico no próximo ano.
As estimativas indicam que a energia liberada pode se comparar à de uma explosão de raios gama, figurando entre os eventos mais poderosos já observados. Em uma analogia com a cultura pop, os pesquisadores calcularam que o fluxo atual equivale a pelo menos um trilhão — possivelmente até 100 trilhões — de vezes a energia atribuída à fictícia Estrela da Morte, do universo Star Wars.
Durante a aproximação fatal, a estrela sofreu o processo conhecido como “espaguetificação”, no qual o campo gravitacional extremo alonga o objeto na direção do buraco negro e o comprime lateralmente, transformando-o em filamentos longos e finos. Parte desse material é engolida, enquanto outra pode ser lançada de volta ao espaço.
Buracos negros costumam ser descritos como “comedores desordenados”, pois nem toda a matéria capturada permanece presa. Ainda assim, essas ejeções geralmente ocorrem logo após a destruição da estrela. “É como se esse buraco negro tivesse começado abruptamente a expelir uma grande quantidade de material anos depois de ter devorado a estrela”, disse Cendes. “Isso nos pegou completamente de surpresa — ninguém nunca viu nada parecido antes.”
Em 2022, quando os primeiros sinais anômalos foram anunciados, o astrônomo Edo Berger, da Universidade de Harvard, já destacava a singularidade do caso. Segundo ele, embora alguns TDEs emitam ondas de rádio enquanto a estrela está sendo consumida, o AT2018hyz permaneceu silencioso por anos antes de se tornar um dos mais luminosos já observados nesse espectro.
Os pesquisadores pretendem continuar monitorando o objeto para entender como esse fluxo tardio de energia evolui e o que ele revela sobre a física dos buracos negros supermassivos — estruturas cuja gravidade é tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar e que habitam o centro de praticamente todas as galáxias massivas conhecidas.
Uma rara água-viva-fantasma gigante foi registrada por cientistas do Schmidt Ocean Institute durante uma expedição científica em águas profundas ao longo da costa da Argentina. O animal, da espécie Stygiomedusa gigantea, foi documentado nesta quarta-feira (4) a cerca de 250 metros de profundidade, durante a exploração de um recife de coral de águas frias no Atlântico Sul, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor (too).
Conhecida como uma das maiores águas-vivas do mundo, a Stygiomedusa gigantea pode atingir até um metro de diâmetro e apresentar quatro braços que chegam a dez metros de comprimento, dimensões comparáveis às de um ônibus escolar. Segundo o instituto, a espécie não possui tentáculos urticantes e utiliza seus longos braços para capturar presas, comportamento pouco observado devido ao habitat profundo em que vive.
Assista:
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Expedição revela ecossistemas pouco conhecidos
A missão científica percorreu a margem continental argentina, do litoral da província de Buenos Aires até regiões profundas próximas à Terra do Fogo. Para registrar imagens do fundo do mar, os pesquisadores utilizaram o ROV SuBastian, veículo operado remotamente, capaz de alcançar grandes profundidades e explorar áreas raramente acessadas por humanos.
Ao longo da expedição, que ocorre durante fevereiro de 2026, a equipe identificou extensos recifes de corais de águas frias, formados principalmente pela espécie Bathelia candida. Esses corais crescem lentamente e podem viver por centenas de anos, criando estruturas rígidas que servem de abrigo e área de alimentação para peixes, crustáceos, estrelas-do-mar e outros organismos marinhos. Pela alta vulnerabilidade a impactos humanos, esses ambientes são classificados como ecossistemas marinhos vulneráveis.
Os cientistas também estabeleceram um marco ao documentar o maior recife de Bathelia candida já registrado no oceano. Além disso, foram identificadas exsudações frias — áreas onde compostos químicos liberados pelos sedimentos do fundo marinho sustentam comunidades de microrganismos e cadeias alimentares completas, mesmo na ausência de luz solar. Outro destaque da missão foi o registro de uma lula-de-vidro a 1.725 metros de profundidade em um cânion submarino.
De acordo com os pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a extensão total dos ecossistemas descobertos e o número de espécies que habitam essas regiões do Atlântico Sul ainda são desconhecidos, o que reforça a necessidade de novas expedições científicas. Os dados coletados serão analisados em estudos voltados à biodiversidade, à conservação marinha e à avaliação dos impactos das atividades humanas nos oceanos profundos.
Uma píton-reticulada fêmea descoberta na região de Maros, na ilha de Sulawesi, Indonésia, foi oficialmente medida com 7,22 metros de comprimento, o que a torna a cobra selvagem mais longa já documentada, conforme confirmado pelo Guinness World Records (GWR).
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A espécime, identificada como Malayopython reticulatus, foi medida em 18 de janeiro, após ter sido encontrada no final de 2025. Segundo o GWR, a medida da cabeça à ponta da cauda atingiu 7,22 metros, um comprimento comparável à largura total de um gol oficial da FIFA ou a mais de seis carrinhos de supermercado enfileirados.
O GWR observou que, sob anestesia, quando o corpo da cobra relaxa completamente, seu comprimento pode ser pelo menos 10% maior. No entanto, a organização esclareceu que a anestesia só deve ser usada por razões médicas ou de segurança, portanto essa estimativa não foi testada.
Avaliação e resgate da espécime
A píton foi avaliada pelo guia e socorrista de animais selvagens Diaz Nugraha, de Kalimantan (Bornéu), juntamente com o explorador e fotógrafo de natureza Radu Frentiu, radicado em Bali. Segundo o GWR, os dois organizaram uma viagem a Sulawesi depois de ouvirem rumores sobre a existência de uma cobra excepcionalmente grande, com o objetivo de documentá-la adequadamente.
Ibu Baron com o conservacionista local de cobras do Condado de Maros, Budi Purwanto
Divulgação / Guinness World Records
O animal foi colocado sob os cuidados do ambientalista local Budi Purwanto, que o resgatou em dezembro de 2025 para evitar que sofresse maus-tratos. Atualmente, ela está em um grande recinto em uma propriedade no Condado de Maros, onde Purwanto mantém outras cobras resgatadas.
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Peso e características
Além de medir seu comprimento, a píton foi pesada usando balanças comuns para sacos de arroz. O recorde foi de 96,5 quilos, equivalente ao peso aproximado de um panda-gigante adulto, conforme detalhado pelo GWR.
Os avaliadores indicaram que o animal não havia se alimentado recentemente e que, após uma grande refeição, poderia ter pesado mais de 100 quilos.
A espécime foi batizada de “Ibu Baron”, que significa “A Baronesa”. Segundo Frentiu, citado pelo GWR, a característica mais marcante do animal é a força de sua musculatura e sua capacidade de se expandir ao ingerir grandes presas.
Contexto científico e registros anteriores
As pítons-reticuladas são consideradas, em média, as serpentes mais longas do mundo, com tamanhos geralmente entre três e seis metros, embora já tenham sido documentados indivíduos com mais de seis metros.
Píton de 7,22 metros é encontrada na Indonésia e bate recorde mundial
Divulgação / Guinness World Records
O registro científico anterior de uma píton-reticulada selvagem media 6,95 metros e foi documentado em 1999 em Kalimantan Oriental, Bornéu, de acordo com um estudo publicado em 2005 no Raffles Bulletin of Zoology.
O GWR destacou que, embora existam inúmeros relatos históricos de cobras ainda maiores, a maioria carece de documentação verificável. Em contraste, o caso de Ibu Baron possui um processo formal de medição e evidências revisadas.
Conservação e conflito com humanos
Conforme Nugraha explicou ao GWR, os encontros entre humanos e pítons gigantes estão aumentando devido à redução dos habitats naturais e ao declínio das presas selvagens, o que empurra esses animais para mais perto de áreas habitadas.
Isso intensificou os conflitos, já que as pítons-reticuladas são consideradas uma ameaça para o gado, animais de estimação e, em alguns casos, para as pessoas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu “respeito mútuo” na sexta-feira, antes do início das conversas programadas para Omã com enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o programa nuclear da República Islâmica.
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“O Irã está entrando na diplomacia de olhos bem abertos e com uma memória indelével do ano passado. Estamos participando de boa-fé e defendendo firmemente nossos direitos”, escreveu o ministro na plataforma de mídia social X.
“Os compromissos devem ser honrados. Igualdade, respeito mútuo e interesse recíproco não são apenas retórica; são essenciais e constituem os pilares de um acordo duradouro”, acrescentou.
O sangue encontrado na casa de Nancy Guthrie, mãe da jornalista Savannah Guthrie, personalidade conhecida na TV norte-americana, pertence à idosa, de 84 anos. Nancy desapareceu entre a noite de sábado e a manhã do domingo, supostamente sequestrada. As informações foram passadas por autoridades responsáveis ​​pelo caso, que chocou o público nos EUA.
O xerife do Condado de Pima, Chris Nanos, que tem jurisdição sobre o caso, detalhou que os resultados iniciais do teste de DNA mostraram que o sangue encontrado na entrada da casa de Nancy é dela. Mas quatro dias após seu desaparecimento, nenhum suspeito foi identificado.
– Todos são suspeitos aos nossos olhos – disse Nanos, esclarecendo que as autoridades acreditam que a mulher ainda esteja viva.
– Neste momento, acreditamos que Nancy ainda esteja por aí – disse Nanos a repórteres. – Queremos que ela volte para casa.
O filho de Nancy Guthrie fez um novo apelo, após a coletiva de imprensa de quinta-feira, dizendo que a família não tinha novas informações sobre o paradeiro dela.
“Quem estiver com nossa mãe, por favor, entre em contato”, disse Cameron Guthrie em um vídeo publicado no Instagram. “Não recebemos nenhuma informação direta. Precisamos que você entre em contato e precisamos de uma forma de nos comunicarmos para que possamos prosseguir. Mas primeiro precisamos saber se encontraram nossa mãe”, acrescentou.
O xerife detalhou a cronologia do desaparecimento de Nancy Guthrie, que teria chegado em casa por volta das 21h48, horário local, no sábado, após passar um tempo com a família.
– À 1h47 (de domingo), a câmera da entrada da garagem desconectou – disse Nanos. Às 2h12, o software da câmera identificou uma pessoa, mas não havia vídeo disponível. As autoridades reconheceram que também poderia ter sido um animal.
Às 2h28, o marca-passo de Nancy Guthrie desconectou-se do aplicativo em seu celular.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, abriu sua coletiva de imprensa diária com o caso, que também chamou a atenção do presidente Donald Trump.
O presidente, disse Leavitt, falou “diretamente com Savannah, ontem, e disse a ela que o governo federal está aqui para ajudar”.
O diretor do FBI, Kash Patel, está sendo pessoalmente informado sobre a investigação, disse o agente especial encarregado do FBI no Arizona, Heith Janke, na quinta-feira.
O FBI também anunciou uma recompensa de US$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro de Nancy.
– Ela precisa de medicação diária, e já estamos no quarto ou quinto dia, e não sabemos se ela está recebendo a medicação, o que pode ser fatal – disse Nanos.
Savannah Guthrie postou um vídeo na quarta-feira no qual, acompanhada por seus dois irmãos, implorou em lágrimas por provas de que sua mãe estava viva e disse estar disposta a discutir os termos para sua libertação.
“Queremos ouvir vocês e estamos prontos para ouvir”, disse a co-apresentadora do programa “Today” da NBC News.
Várias cartas de resgate foram enviadas a veículos de imprensa locais, uma delas com prazo até a tarde de quinta-feira.
Janke esclareceu que a decisão sobre o assunto cabe exclusivamente à família.
A China ultrapassou mais uma vez os limites entre a engenharia e a ficção científica. Desta vez, fez isso com a apresentação do Luanniao, um suposto “porta-aviões espacial” de proporções colossais, parte do chamado Projeto Nantianmen (“Portão Celestial do Sul”), uma iniciativa conceitual do complexo militar-industrial chinês para projetar poder na fronteira da atmosfera e apresentada publicamente com uma estética semelhante à de Star Wars.
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Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram uma nave triangular, cinza e com aparência futurista. Mas por trás do impacto visual, reside uma questão mais relevante: será este o prenúncio de uma nova era de militarização do espaço próximo ou, por ora, apenas uma peça de propaganda?
O conceito Luanniao está associado à Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), a gigante estatal que controla grande parte do desenvolvimento aeronáutico e militar do país. A ideia não é nova: circula há mais de uma década em fóruns técnicos e apresentações da indústria, mas ganhou destaque nos últimos meses após a divulgação de vídeos institucionais mostrando a aeronave em uma operação simulada.
Luanniao tem uma estética que lembra mais ‘Star Wars’ do que a realidade operacional
Reprodução / Governo da China
De acordo com o material divulgado, o Luanniao teria 242 metros de comprimento, uma envergadura de aproximadamente 684 metros e um peso máximo de decolagem estimado em 120.000 toneladas.
Se for concretizado, ultrapassará em escala qualquer aeronave existente e chegará a competir com os maiores navios de guerra em termos de massa.
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Sua missão declarada seria operar no “espaço próximo”, ou seja, no limite superior da atmosfera terrestre. De lá, poderia lançar veículos não tripulados e mísseis, além do alcance da maioria dos sistemas de defesa convencionais.
O projeto conceitual do Luanniao o apresenta como uma plataforma-mãe (ou seja, capaz de fornecer combustível a outras) com capacidade para implantar até 88 caças não tripulados Xuan Nu, concebidos como drones furtivos com alta manobrabilidade e significativa capacidade de carga útil.
A função desses veículos seria lançar mísseis hipersônicos, armas que viajam a velocidades superiores a Mach 5 e cuja trajetória manobrável dificulta a interceptação. Nos últimos anos, a tecnologia hipersônica tornou-se um foco central da competição estratégica entre as potências mundiais.
Luanniao tem uma estética que lembra mais ‘Star Wars’ do que a realidade operacional
Reprodução / Governo da China
Operar acima do alcance típico de mísseis terra-ar e caças convencionais ofereceria, em teoria, uma posição de vantagem. Dessa altitude, a aeronave poderia se posicionar sobre alvos estratégicos e lançar projéteis — uma imagem que resume a ambição do projeto: dominar não apenas o mar e o ar, mas também a fronteira com o espaço.
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Ceticismo
No entanto, a diferença entre a representação e a realidade é grande. Analistas ocidentais, incluindo o especialista em defesa Peter Layton, apontaram que atualmente não existe tecnologia operacional capaz de sustentar uma plataforma desse porte na borda da atmosfera por períodos prolongados.
Um veículo de 120.000 toneladas exigiria sistemas de propulsão completamente novos e quantidades enormes de combustível ou fontes de energia que ainda não estão disponíveis. Além disso, a infraestrutura necessária — foguetes reutilizáveis ​​de grande capacidade e logística de apoio — ainda está em desenvolvimento.
Sugeriu-se na China que o Luanniao poderia estar operacional dentro de 20 a 30 anos, embora vários especialistas estimem que apenas a indispensável base tecnológica exigiria pelo menos mais uma década e meia.
O Luanniao não surgiu do nada. Faz parte de uma estratégia mais ampla de inovação militar que combina avanços reais com uma forte dimensão simbólica.
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Em novembro de 2024, pesquisadores chineses confirmaram o desenvolvimento de um sistema de energia direcionada capaz de concentrar múltiplos feixes de micro-ondas em um único feixe de alta potência. O dispositivo, apelidado informalmente de “Estrela da Morte” de micro-ondas por alguns analistas, teria sido projetado para interferir em sinais de satélite e desativar componentes eletrônicos por meio de uma temporização extremamente precisa.
Um ano depois, a empresa aeroespacial Lingkong Tianxing apresentou o míssil hipersônico YKJ-1000, capaz de atingir Mach 7. O vídeo promocional do sistema incluía referências explícitas a cenários no nordeste da Ásia, o que foi interpretado como uma mensagem geopolítica direta.
O Projeto Nantianmen também inclui o desenvolvimento do caça Baidi de sexta geração, projetado para operar em condições próximas ao espaço, cujo modelo em escala foi exibido em 2024.
Para muitos analistas, esses anúncios têm uma dupla função. Internamente, reforçam a narrativa do progresso tecnológico e da liderança científica do Partido Comunista. Externamente, servem como um alerta: a China está investindo em tecnologias que visam alterar o equilíbrio militar na Ásia e em outras regiões.
A história recente demonstra que algumas capacidades que pareciam inatingíveis (como mísseis hipersônicos operacionais) acabaram se tornando realidade.
Atire primeiro, pergunte depois. Essa tem sido a máxima nas operações dos Estados Unidos no Caribe, sob a desculpe de travar uma guerra contra narcotraficantes. Desta vez, as Forças Armadas dos EUA informaram terem matado dois suspeitos de tráfico de drogas, em um ataque a uma embarcação no Pacífico Leste, elevando o número de mortos na campanha de Washington para pelo menos 128 desde seu início em setembro.
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“Informações de inteligência confirmaram que a embarcação estava navegando por rotas conhecidas de tráfico de drogas no Pacífico Leste e estava envolvida em operações de narcotráfico”, afirmou o Comando Sul dos EUA em um comunicado. Acrescentou ainda que “nenhum militar americano ficou ferido” na operação.
* Matéria em apuração

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