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Um respeitado cirurgião do estado do Texas, nos Estados Unidos, é acusado de manipular prontuários médicos de alguns de seus pacientes para torná-los inelegíveis a doações de órgãos, anunciaram promotores federais nesta quinta-feira. As investigações tiveram início há quase dois anos.
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A denúncia, apresentada no mês passado, acusa o cirurgião John Stevenson Bynon Jr., de 66 anos, de fazer declarações falsas nos prontuários médicos de cinco pacientes entre fevereiro de 2023 e março de 2024. Segundo o Escritório do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul do Texas, as informações teriam impedido que os pacientes recebessem doações de fígado por meses, sem que soubessem.
À época, Bynon era diretor de transplante de órgãos abdominais e diretor cirúrgico de transplante de fígado no Memorial Hermann-Texas Medical Center, em Houston, conforme o documento.
Dos cinco pacientes listados na denúncia, três morreram. Os outros dois receberam transplantes de fígado em hospitais diferentes.
Bynon compareceu na quinta-feira a um tribunal federal no centro de Houston, onde se declarou inocente de cinco acusações de fazer declarações falsas em assuntos de saúde, disse Samy Khalil, advogado do médico.
‘Pacientes vulneráveis’
Em comunicado, Khalil descreveu Bynon como um “bom, honesto e extraordinariamente talentoso cirurgião de transplantes de órgãos” que salvou milhares de vidas ao longo de sua carreira.
— Não se trata de um questionário verdadeiro ou falso; trata-se de filtrar ofertas de órgãos até que o paciente esteja medicamente apto a se submeter a uma cirurgia de transplante de órgão longa, complexa e arriscada — justifica o advogado: — Nenhum médico responsável permitiria que um paciente se submetesse a tal cirurgia antes do momento adequado e sem que ela fosse medicamente apropriada.
Agente especial interino responsável pelo escritório do FBI em Houston, Jason Hudson afirmou em comunicado que as supostas ações de Bynon manipularam “a chance de sobrevivência dos pacientes”.
— No fim, no centro deste caso estão pacientes vulneráveis que depositaram sua esperança de sobrevivência em um cirurgião de renome nacional que agora enfrenta acusações federais por manipular seus prontuários médicos — explica Hudson.
Segundo a denúncia, um dos pacientes, identificado apenas pelas iniciais C.C., foi incluído em uma lista de espera para transplante de fígado em março de 2023, enquanto estava sob os cuidados de Bynon. Promotores afirmam que o cirurgião alterou os prontuários médicos de C.C., tornando-o inelegível para receber uma oferta de órgão doado por aproximadamente 149 dias, mesmo enquanto continuava recebendo outros benefícios e serviços de saúde como se fosse elegível. C.C. morreu em fevereiro de 2024, ainda sob os cuidados de Bynon, diz o documento.
Outro paciente, identificado como R.O., foi incluído na lista de espera em fevereiro de 2023, mas permaneceu inelegível para receber uma oferta de órgão por 69 dias, segundo a denúncia. Promotores alegam que Bynon corrigiu suas declarações falsas nos prontuários médicos de R.O. em 22 de dezembro de 2023, restaurando sua elegibilidade. R.O. morreu horas após uma cirurgia malsucedida de transplante de fígado, quatro dias depois, afirma a acusação.
O Memorial Hermann-Texas Medical Center suspendeu seus programas de transplante de fígado e rim em abril de 2024, após surgirem as alegações contra o cirurgião. Posteriormente, a agência de notícias Associated Press informou que o hospital havia reativado o programa de transplantes um ano depois.
Em nota, promotores federais disseram que pacientes, familiares e outros integrantes das equipes médicas desconheciam que Bynon estaria alterando registros para torná-los inelegíveis a receber órgãos doados.
O julgamento está marcado para 6 de abril, segundo a defesa.
Se condenado, Bynon poderá enfrentar até cinco anos de prisão federal e multa máxima de US$ 250 mil por acusação, informaram os promotores.
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas após uma explosão em uma mesquita xiita em Islamabade, capital do Paquistão, nesta sexta-feira. O ataque ocorreu durante as orações semanais, segundo autoridades locais.
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De acordo com a polícia, a explosão atingiu a mesquita Khadija Tul Kubra Mosque, localizada na área de Tarlai Kalan, no sudeste da capital. Um alto funcionário da segurança afirmou à agência Agence France-Presse (AFP) que a detonação ocorreu logo após o término das orações de sexta-feira.
Veja como ficou o local:
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Segunod o periódico Al Jazeera, equipes de resgate e serviços de emergência foram acionados imediatamente e trabalharam no local para socorrer as vítimas e retirar feridos dos escombros. Imagens divulgadas por veículos locais mostram ambulâncias, policiais e bombeiros cercando a mesquita enquanto os primeiros atendimentos eram realizados.
Até o momento, as autoridades não informaram quem seria o responsável pelo ataque nem se houve prisões. A área foi isolada para perícia, e uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da explosão.
Uma creche de Los Angeles enfrenta críticas e é alvo de investigação após uma funcionária ser flagrada por câmeras de segurança atirando um sapato contra uma aluna de cinco anos com necessidades especiais. O caso ocorreu em 16 de janeiro no Destiny Development Center e foi confirmado por imagens de vigilância obtidas pela família da criança.
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O vídeo mostra a professora, identificada apenas como Sra. Emily, retirando o próprio sapato e arremessando-o do outro lado da sala, atingindo a menina, chamada Beautyful, na orelha. A criança começa a chorar, enquanto a funcionária se aproxima e aparenta pedir desculpas. Duas outras professoras presenciam a cena; nenhuma delas relatou o ocorrido às autoridades ou à família.
Veja o momento:
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Família denuncia falha na proteção
A mãe da criança, Michelae Jones, disse à emissora KTLA que confiava na instituição, onde mantinha as filhas matriculadas havia três anos. Segundo ela, só teve acesso às imagens duas semanas depois de levar o caso à direção da creche, o que confirmou o relato feito pela filha. A tia de Beautyful, Kira Townsend, também questionou à KTLA por que a família precisou denunciar o episódio por conta própria.
Jones afirmou ter solicitado a prisão da funcionária por agressão e abuso infantil. Em uma publicação no Instagram — posteriormente apagada —, ela levantou dúvidas sobre se o episódio teria sido isolado, relatando outras ocasiões em que a criança teria voltado para casa dizendo ter sido agredida pela mesma professora.
Imagens do ataque circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes sociais/X
Em nota publicada no Facebook, a diretora da creche, Danielle Williams, pediu desculpas e afirmou que nunca havia presenciado algo semelhante. Disse ainda que os funcionários passam por um processo rigoroso de seleção, com verificação de antecedentes e treinamento, e que a Sra. Emily não apresentava histórico de comportamento violento. Williams alegou que o sapato teria atingido a criança de forma acidental, enquanto a funcionária “jogava objetos fora do lugar”.
Apesar disso, a direção informou que não tolera abuso ou negligência contra crianças e que todos os funcionários envolvidos foram demitidos. O Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles confirmou à Fox 11 que abriu uma investigação sobre o caso, mas informou que, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quinta-feira um vídeo conspiratório sobre as eleições que mostra o ex-presidente Barack Obama e sua mulher, Michelle Obama, como macacos, provocando a condenação de destacados políticos do Partido Democrata.
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Ao final de um vídeo de pouco mais de um minuto divulgado na plataforma Truth Social, os Obama aparecem por cerca de um segundo com seus rostos sobrepostos a corpos de macacos, com palmeiras ao fundo.
A canção “The Lion Sleeps Tonight” toca ao fundo quando os Obama aparecem.
O vídeo repete afirmações falsas sobre a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems, que, segundo essa versão, teria ajudado a roubar de Trump as eleições de 2020.
Até as primeiras horas da manhã de sexta-feira, a publicação havia recebido milhares de “curtidas” na rede social do presidente.
O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom — apontado como possível candidato democrata à Presidência em 2028 e um dos críticos mais proeminentes de Trump — atacou a postagem.
“Comportamento asqueroso por parte do Presidente. Cada republicano deve denunciá-lo. Agora”, publicou a conta do gabinete de imprensa de Newsom no X.
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Ben Rhodes, ex-alto assessor de segurança nacional e confidente próximo de Barack Obama, também condenou as imagens.
“Deixem que Trump e seus seguidores racistas se obsessem com a ideia de que os americanos do futuro considerarão os Obama como figuras queridas, enquanto a ele verão como uma mancha em nossa história”, escreveu também no X.
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Obama é o único presidente negro na história dos Estados Unidos e apoiou a rival de Trump, Kamala Harris, durante a campanha presidencial de 2024.
Imagens de IA
No primeiro ano de seu segundo mandato na Casa Branca, Trump intensificou o uso de imagens geradas por inteligência artificial no Truth Social e em outras plataformas, muitas vezes para se autopromover e ridicularizar críticos.
O presidente tem recorrido a publicações provocativas para mobilizar sua base conservadora.
No ano passado, divulgou um vídeo produzido com IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval e aparecendo atrás das grades com um macacão laranja.
Mais tarde, no mesmo ano, publicou um clipe criado com IA do líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries — que é negro —, com um bigode falso e um chapéu de charro.
Jeffries classificou a imagem como racista.
Desde o retorno à Casa Branca, Trump vem sendo criticado por adversários por liderar uma ofensiva contra programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).
Uma das primeiras decisões do governo foi encerrar todos os programas federais de DEI, incluindo políticas de diversidade nas Forças Armadas, que o presidente classificou como “woke”.
A medida também levou à retirada, das bibliotecas de academias militares, de dezenas de livros que tratam da história da discriminação nos Estados Unidos.
Os programas federais de combate à discriminação surgiram a partir da luta pelos direitos civis na década de 1960, liderada principalmente por afro-americanos, em defesa da igualdade e da justiça após séculos de escravidão. A abolição formal, em 1865, foi seguida por outras formas institucionais de racismo.
Conhecida como a Cidade do Amor e um dos destinos turísticos mais visitados do mundo, Paris também é o local onde viajantes relatam maior risco de furtos e golpes. Um estudo publicado em dezembro de 2025 aponta que a capital francesa responde por 16,5% de todas as menções a roubos registradas em avaliações de turistas ao longo do último ano, liderando um ranking global de cidades associadas a batedores de carteira.
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A pesquisa, conduzida pela empresa de armazenamento de bagagens Radical Storage, analisou mais de 13 mil avaliações públicas no Google. O método consistiu em identificar, nos comentários, palavras-chave como “batedor de carteiras”, “roubo”, “assaltado”, “fraude” e termos semelhantes. A partir dessa triagem, os pesquisadores calcularam a proporção de menções negativas relacionadas a crimes em destinos turísticos populares, criando um comparativo entre cidades ao redor do mundo.
Pontos turísticos e golpes recorrentes
De acordo com o levantamento, áreas muito frequentadas por visitantes, como a Torre Eiffel e o bairro de Montmartre, concentram grande parte dos furtos oportunistas em Paris. O furto de carteiras aparece como o delito mais citado, representando 29,8% das menções relacionadas a crimes na capital francesa.
Entre os golpes mais comuns estão o da chamada “pulseira da amizade”, em que uma pulseira é amarrada no pulso do turista sem consentimento e, em seguida, é exigido pagamento, além de falsos pedidos de doação feitos por supostos representantes de instituições de caridade ou abaixo-assinados inexistentes. Técnicas de distração, como o truque do “anel caído”, também aparecem com frequência nos relatos.
A percepção de insegurança é compartilhada por turistas. A viajante solo Sarah Lim afirmou recentemente que Paris está entre as cinco cidades onde se sentiu mais vulnerável, citando a incidência constante de pequenos delitos, como furtos de bolsas e carteiras.
O estudo mostra ainda que Paris ocupa o primeiro lugar nas menções às palavras “golpe”, “fraude”, “roubo”, “assaltado” e “roubado” entre todas as cidades analisadas.
Roma aparece em segundo lugar no ranking, com 10,7% das avaliações relacionadas a roubos. A posição reflete, segundo o estudo, um aumento de 68% nos crimes de furto de carteiras na capital italiana entre 2019 e 2024. Barcelona surge em terceiro, com 5,3%, seguida por Bangkok. Orlando e Istambul dividem a quinta colocação, enquanto Nova Iorque aparece em sétimo lugar.
Apesar de frequentemente associada a notícias sobre furtos, o Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras não entraram no top 10.
Ranking das 10 principais cidades com mais relatos de furtos contra turistas:
Paris, França – 16,5%
Roma, Itália – 10,7%
Barcelona, Espanha – 5,3%
Bangkok, Tailândia – 4,4%
Orlando, Estados Unidos – 4,3%
Istambul, Turquia – 4,3%
Nova Iorque, Estados Unidos – 3,5%
Milão, Itália – 3,0%
Las Vegas, Estados Unidos – 2,2%
Délhi, Índia – 1,9%
Um adolescente da Flórida foi acusado de agressão qualificada após um incidente em que outro jovem, também menor de idade, foi incendiado durante uma festa à beira de um lago. O episódio ocorreu em 11 de janeiro, na Ilha Kauffmans, no Lago Kerr, a cerca de 80 quilômetros a sudeste de Gainesville, e foi registrado em vídeo, que circula nas redes sociais.
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De acordo com o mandado de prisão, o adolescente de 17 anos teria derramado gasolina sobre a vítima antes de atear fogo. As imagens mostram o suspeito perguntando se o amigo “queria ser incendiado” momentos antes do ocorrido. Uma testemunha é ouvida gritando para que o jovem entrasse no lago enquanto ele corria em chamas, e outras pessoas riem e questionam se a cena foi gravada.
Confira o momento:
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Investigação aponta uso de gasolina e omissão inicial
A vítima foi levada às pressas a um hospital com queimaduras de segundo grau na mão direita, na perna e nas nádegas, além de lesões profundas na parte inferior do corpo, informou a emissora FOX35. Ele correu até o lago para apagar as chamas, segundo a polícia. Ainda de acordo com o relato oficial, o grupo deixou o local de jet skis e só depois decidiu buscar atendimento médico. O adolescente foi transportado de helicóptero ao Hospital UF Health Shands, em Gainesville, onde ficou internado na unidade de terapia intensiva pediátrica.
Inicialmente, a vítima disse à mãe que o ferimento teria ocorrido após uma garrafa com gasolina explodir quando ele tentava jogar água na fogueira. Mais tarde, o pai encontrou um vídeo que indicava que o incêndio teria sido provocado por um amigo e procurou as autoridades com as imagens. O jovem afirmou que omitiu a versão real porque foi orientado a não comentar o episódio.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes sociais/X
Uma testemunha declarou à polícia que o fogo teria começado por causa do frio e que não houve discussão prévia, nem intenção aparente de ferir. Ainda assim, um investigador afirmou que qualquer pessoa razoável poderia concluir que o uso de gasolina próximo a chamas poderia causar ferimentos graves. Segundo a WCJB, o suspeito foi fichado no Centro de Justiça Juvenil do Condado de Marion.
O adolescente acusado se entregou às autoridades e permanece detido sem direito a fiança desde 29 de janeiro, conforme o Palm Beach Post. A polícia informou que tentou contato com a mãe do jovem, que respondeu, por orientação de um advogado, que não prestaria declarações. O nome da vítima foi omitido nos documentos oficiais.
Os lefebvristas, seguidores da Fraternidade Sacerdotal São Pio X — grupo católico ultratradicionalista cismático fundado pelo falecido bispo Marcel Lefebvre — voltaram ao centro das atenções ao desafiar diretamente o Papa Leão XIV. Em um movimento que representa nova dor de cabeça para o pontífice e questiona sua autoridade, o superior da fraternidade, o reverendo italiano Davide Pagliarani, anunciou em 2 de fevereiro que ordenará novos bispos em 1º de julho.
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A notícia caiu como uma bomba no Vaticano. A Fraternidade, que rejeita diversos pontos do Concílio Vaticano II (1962–1965) e celebra a chamada missa tridentina pré-conciliar — em latim e de costas para os fiéis, rito que sofreu restrições no pontificado de Francisco — afirmou ter tomado a decisão após diálogo com Leão XIV que considerou insatisfatório.
“No mês de agosto passado, [o superior] solicitou a graça de uma audiência com o Santo Padre, dando-lhe a conhecer seu desejo de expor-lhe filialmente a situação atual da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Em uma segunda carta, expressou-lhe aberta e explicitamente a necessidade particular da Fraternidade de assegurar a continuidade do ministério de seus bispos, que percorrem o mundo há cerca de quarenta anos, para responder aos numerosos fiéis apegados à Tradição da Igreja e desejosos de que lhes sejam conferidos, para o bem de suas almas, os sacramentos da ordem e da confirmação”, indicou um comunicado do grupo.
“Após ter amadurecido longamente sua reflexão na oração, e após ter recebido da Santa Sé, nestes últimos dias, uma carta que não responde de modo algum às nossas solicitações, o padre Pagliarani, apoiado no parecer unânime de seu Conselho, estima que o estado objetivo de grave necessidade em que se encontram as almas exige tal decisão”, acrescentou, em comunicado divulgado a partir de sua sede em Menzingen, na Suíça.
Risco de excomunhão
Pelo Código de Direito Canônico, tanto o bispo que realiza uma consagração episcopal sem mandato pontifício quanto aquele que a recebe incorrem automaticamente em excomunhão latae sententiae, isto é, sem necessidade de declaração formal. A pena é reservada à Sé Apostólica, cabendo apenas ao Papa — ou a quem ele delegar — conceder o perdão.
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O precedente remonta a 30 de junho de 1988, quando, em Écône (Suíça), Marcel Lefebvre e o bispo brasileiro Antônio de Castro Mayer consagraram quatro bispos sem autorização papal. Ambos morreram em 1991 ainda excomungados.
Em 2009, por decisão de Bento XVI, a Congregação para os Bispos suspendeu a excomunhão dos quatro consagrados, gesto que o pontífice alemão apresentou como tentativa de remover um grave obstáculo ao diálogo e favorecer a reconciliação.
O novo anúncio, porém, ameaça reabrir a ferida. Caso as consagrações ocorram sem mandato pontifício, haverá um retorno dramático ao cenário de 1988, observou o jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana.
Desde sua eleição, em 8 de maio, Leão XIV tem insistido na busca pela unidade da Igreja e tenta evitar uma ruptura semelhante à ocorrida no pontificado de João Paulo II.
“Os contatos entre a Fraternidade São Pio X e a Santa Sé continuarão, com o objetivo de evitar fraturas ou soluções unilaterais”, afirmou o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, após ser questionado pela agência austríaca Kathpress.
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Como sinal dessa tentativa de diálogo, coube ao cardeal argentino Víctor Manuel “Tucho” Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé e um dos colaboradores mais próximos de Francisco, conduzir as tratativas — informação confirmada pela própria fraternidade.
“Após o anúncio, no dia 2 de fevereiro, de futuras consagrações episcopais para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Sua Eminência o Cardeal Fernández escreveu ao Superior Geral para propor-lhe um encontro em Roma. O Superior Geral aceitou essa proposta. A entrevista terá lugar na quinta-feira, 12 de fevereiro”, anunciou.
“Convidamos os membros e os fiéis da Fraternidade a oferecer suas orações pelo bom desenvolvimento desse encontro”, completou.
Fraternidade São Pio X
Segundo dados divulgados em novembro, a Fraternidade São Pio X reúne 1.482 membros de cerca de 50 nacionalidades, com média de idade de 47 anos. O grupo conta com dois bispos, 733 sacerdotes, 264 seminaristas e diversas formas de vida consagrada: 145 irmãos religiosos, 88 oblatas e 250 monjas.
A atuação pastoral se estende por 77 países, com cinco seminários, 184 casas próprias e 94 escolas — 54 delas na França.
Durante o pontificado de Francisco, o então superior Bernard Fellay atacou reiteradamente o Papa argentino. “A situação da Igreja é um verdadeiro desastre, e o atual Papa a está tornando 10.000 vezes pior”, afirmou em 2016, em Kansas City. Hoje, setores tradicionalistas pressionam Leão XIV a revogar as restrições à missa tridentina.
Para a vaticanista Franca Giansoldati, do Il Messaggero, “é difícil prever como terminará esse confronto, que também se disputa em torno do direito canônico e coloca frente a frente duas facções: os inovadores, de um lado, e os tradicionalistas, do outro”. “No meio de tudo isso, Leão XIV encontra-se praticamente entre a espada e a parede”, resumiu.
Um homem de 35 anos escapou da morte após cair em um lago congelado no campus da Universidade Butler, em Indiana, nos Estados Unidos, enquanto tentava fotografar uma fonte iluminada. O acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (2), no lago do Holcomb Gardens, quando o gelo cedeu sob seus pés. Segundo as autoridades, ele ficou submerso em água gelada por cerca de 20 a 25 minutos e foi levado ao hospital em estado crítico, mas agora apresenta quadro estável.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, apesar de partes do lago ainda apresentarem água visível, o homem acreditou que o gelo suportaria seu peso. As temperaturas naquele momento chegaram a -7°C. Ao se aproximar da fonte, o gelo se rompeu, lançando-o em uma área com cerca de três metros de profundidade.
Resgate em condições extremas
Mesmo submerso, o homem conseguiu manter a cabeça e os braços para fora da água, agarrando-se às bordas do gelo. Ainda com o celular em mãos, ele ligou para o serviço de emergência 911. Os primeiros a chegar foram os policiais da Universidade Butler, James Hoeing e Jimmy Laws, que tentaram retirá-lo com o auxílio de uma corda, sem sucesso inicial.
O resgate só foi concluído após a chegada do Corpo de Bombeiros de Indianápolis. Um socorrista avançou sobre o gelo e prendeu a vítima a uma tipoia própria para resgates em superfícies congeladas. Segundo os bombeiros, a estatura do homem dificultou a operação, mas ele foi retirado da água em cerca de três minutos após a chegada da equipe especializada.
As autoridades destacaram que a vítima estava lúcida o suficiente para informar que não havia mais ninguém sobre o gelo. Em nota, os bombeiros classificaram a sobrevivência como “uma sorte extraordinária”, dadas as condições extremas. A identidade do homem não foi divulgada. O Daily Mail informou ter procurado o Corpo de Bombeiros de Indianápolis para comentar o caso.
Dados citados pelo Corpo de Bombeiros de Cottleville indicam que cerca de 250 pessoas morrem anualmente após quedas em corpos d’água congelados. As autoridades reforçam que, nessas situações, testemunhas não devem tentar o resgate direto, mas acionar o socorro e orientar a vítima a manter a calma.
Casos semelhantes têm sido registrados recentemente. No Missouri, um cachorro foi resgatado após cair em um lago congelado, em uma operação conduzida pelo Corpo de Bombeiros de St. Louis, com temperaturas de até -13°C. Segundo a corporação, o animal foi retirado a tempo, recebeu aquecimento imediato e deve se recuperar completamente.
Pelo menos 18 mineiros morreram e um ficou gravemente ferido após uma explosão em uma mina de carvão operada ilegalmente no estado de Meghalaya, no nordeste da Índia, informaram autoridades locais nesta quinta-feira. As operações de resgate seguem em andamento, e a polícia não descarta que ainda haja trabalhadores soterrados.
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Segundo a rede BBC, a explosão ocorreu por volta das 11h (horário local) nas colinas de East Jaintia Hills, região conhecida pela prática da chamada mineração em “buracos de rato” — método proibido que utiliza túneis extremamente estreitos, abertos com dinamite, nos quais os trabalhadores se agacham para extrair carvão.
Veja os estragos:
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Segundo o superintendente da polícia estadual, Vikash Kumar, 18 corpos já foram retirados do local. Um sobrevivente, com queimaduras graves, foi levado para um hospital em Shillong. Ainda não há confirmação do número total de pessoas que trabalhavam na mina no momento do acidente.
A mina ficava em uma área florestal a cerca de 72 quilômetros da capital estadual. De acordo com a polícia, a explosão teria sido causada pelo uso de dinamite no interior da galeria subterrânea. Os proprietários e operadores da mina ainda não foram identificados, e um processo foi aberto contra responsáveis desconhecidos. As vítimas também não tiveram os nomes oficialmente divulgados.
Em nota, o ministro-chefe de Meghalaya, Conrad Sangma, afirmou que “a responsabilidade será apurada” e que os culpados “enfrentarão medidas legais rigorosas”.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou auxílio financeiro de 200 mil rúpias (cerca de US$ 2,2 mil) para as famílias das vítimas fatais e de 50 mil rúpias para os feridos.
Moradores da região disseram à imprensa local que a maioria dos mineiros mortos seria do estado vizinho de Assam. O ministro-chefe de Assam, Himanta Biswa Sarma, declarou que, se a informação for confirmada, o governo estadual prestará assistência às famílias afetadas.
Meghalaya enfrenta há décadas problemas com a mineração clandestina em túneis estreitos, prática oficialmente proibida, mas que, segundo ativistas, continua ativa devido à fiscalização precária.
Um general russo foi baleado nesta sexta-feira em um prédio residencial na rodovia Volokolamskoye, em Moscou, e precisou ser hospitalizado, segundo autoridades. O caso está sendo investigado como “tentativa de homicídio”.
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O Comitê de Investigação da Rússia informou que “um desconhecido disparou várias vezes” contra Vladimir Alexeiev, general de alto escalão do Estado-Maior russo, e fugiu do local.
“A vítima foi hospitalizada”, disse o Comitê, sem detalhar informações sobre o agressor. A porta-voz Svetlana Petrenko afirmou que “estão sendo realizadas ações investigativas e medidas operacionais de registro para identificar a pessoa ou pessoas envolvidas”.
Quem é o general baleado?
De acordo com relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, Alekseyev ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), órgão responsável por operações de inteligência militar.
Oficial de carreira, ele comandou operações de inteligência durante a intervenção russa na Síria, em apoio ao então líder Bashar al-Assad, e também foi enviado para negociar com o chefe do grupo Wagner, Yevgueni Prigozhin, durante a tentativa de motim contra a cúpula militar russa em 2023.
Vários comandantes militares russos morreram desde que a Rússia lançou sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, e a Ucrânia reivindicou a responsabilidade por alguns desses ataques.
Recentemente, um tribunal russo condenou à prisão perpétua um homem uzbeque pelo assassinato, em 2024, do general Igor Kirilov, chefe das forças de defesa radiológica, química e biológica do exército russo, morto em Moscou em um ataque com um patinete armado, que a Ucrânia reconheceu ter organizado.

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