Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Eu não queria mais ter nada a ver com o mundo de Jeffrey Epstein. Minha decisão de quebrar o silêncio sobre os abusos que vivi nasceu no memorial de Virginia Giuffre [advogada, que denunciou a rede de tráfico sexual de Epstein em 2015]. Nesse dia, ao lado de outras sobreviventes, entendi que ela lutou por nós durante anos. Meus advogados então me disseram que, se eu contasse a minha história, poderia ajudar na liberação dos arquivos pela Justiça americana. Mas a minha motivação maior foi minha filha. Ela tem 12 anos e está a um ou dois anos da idade que eu tinha quando fui abusada por Epstein. Não quero que ela nem nenhuma outra menina passe pelo que passei. Quando falei pela primeira vez sobre os abusos, em setembro do ano passado, eu precisava dizer que não importam a vergonha e o medo. Não importa o que as pessoas vão dizer ou no que vão acreditar. O que importa é você e a sua história. Essa é a minha história. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Sentada em uma cadeira de plástico na calçada, uma senhora de cabelos brancos e olhar sereno chorava discretamente enquanto comia um macarrão à bolonhesa servido em uma embalagem de isopor. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Amanda*, de 35 anos, deixou São Paulo em maio de 2025 e se mudou para Barcelona sem um plano. O objetivo era estudar espanhol, repensar a carreira e cuidar da saúde mental após anos no mesmo emprego como arquiteta. O visto de estudante, no entanto, foi negado após uma mudança na legislação espanhola que retirou das escolas de idiomas o direito de conceder ou renovar autorizações de residência. Mesmo assim, ela decidiu permanecer no país e passou a viver em situação irregular, trabalhando informalmente como babá e cuidadora de animais enquanto reorganizava a vida profissional. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dois aventureiros franceses chegaram ao fim de uma jornada épica da França a Xangai, na China, neste sábado, após quase um ano e meio atravessando 16 países quase inteiramente a pé. Após a jornada, Loic Voisot e Benjamin Humblot posaram abraçados à beira do rio no calçadão do Bund, com o horizonte característico do distrito financeiro brilhando ao fundo. Voisot e Humblot partiram de Annecy em setembro de 2024.
Eles explicam os motivos: existe quem goste de turbulência, comida de avião e do assento do meio?
Há 114 anos: conheça o alfaiate que costurou um traje de voo e morreu ao saltar da Torre Eiffel
“Pensamos neste momento quase todos os dias por mais de um ano, então é uma sensação realmente poderosa”, disse Humblot sobre alcançar seu destino.
Franceses caminham 12.850 km e vão da França à China
Um dia, enquanto conversavam depois do trabalho, os dois amigos perceberam que ambos desejavam uma “grande aventura”. Eles queriam visitar a China, mas sem voar, pois acreditam que isso é prejudicial ao meio ambiente.
Assim nasceu o plano de partir a pé e, com exceção de um trecho na Rússia, percorrido de ônibus por motivos de segurança, 518 dias e cerca de 12.850 quilômetros depois, eles deram os passos finais para concluir a jornada.
Franceses Loic Voisot e Benjamin Humblot caminharam 12.850 km da França até a China
Jade Gao/AFP
Cerca de 50 pessoas se reuniram no ponto de partida para o último trecho de 10 quilômetros da odisseia, muitas delas moradores locais que os acompanhavam pelas redes sociais. Ao longo do caminho, o grupo cresceu com a adesão de veículos de comunicação, residentes franceses em Xangai e outras pessoas.
“Se seus sonhos são loucos, dê um passo de cada vez, e às vezes você não conseguirá, mas às vezes conseguirá”, disse Voisot. Quando perguntado sobre o que faria primeiro agora que a caminhada havia terminado, ele brincou: “Dormir muito!”
O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, descartou, de forma definitiva, a participação da Itália no “Conselho de Paz”, proposta e liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devido a problemas constitucionais “insuperáveis”. A entidade foi concebida inicialmente para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território palestino, mas transformou-se em um organismo destinado a trabalhar na resolução de conflitos no mundo. A Constituição italiana não permite que o país integre uma organização comandada por um único líder.
Zelensky: Trump quer acordo para encerrar guerra na Ucrânia até junho
Leia também: Pentágono rompe laços acadêmicos com Harvard em embate do governo Trump contra universidades
“Não podemos participar do ‘Conselho de Paz’ porque existe um limite constitucional. Continuamos dispostos a debater iniciativas relacionadas à paz. Estamos prontos para dar nossa contribuição em Gaza e também na formação da polícia”, declarou Tajani.
O dirigente também citou “um obstáculo insuperável do ponto de vista jurídico” após um encontro com o vice-presidente americano, JD Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
Caminhões com ajuda humanitária chegam à Faixa de Gaza
Há duas semanas, a chefe do governo ultraconservador italiano, Giorgia Meloni, já havia assinalado que “a configuração atual” deste conselho suscitaria “problemas, especialmente de caráter constitucional”.
Outros aliados dos Estados Unidos, como França e Reino Unido, também expressaram dúvidas sobre o “Conselho de Paz”.
Uma análise recente de amostras coletadas em Marte trouxe novas perguntas sobre o passado do planeta. Pesquisadores que estudam dados do robô Curiosity não conseguiram explicar, por processos não biológicos conhecidos, a origem de parte da matéria orgânica encontrada em rochas marcianas, o que mantém aberta a hipótese de que formas de vida possam ter existido ali.
Caso Epstein: Bill e Hillary Clinton solicitam depoimento público no Congresso dos EUA
Ancelmo: Nem Clarice Lispector escapou das mensagens de Jeffrey Epstein
O que foi encontrado em Marte
Em março de 2025, o laboratório químico do Curiosity identificou pequenas quantidades de decano, undecano e dodecano em uma amostra de rocha da Cratera Gale. Segundo os pesquisadores, essas moléculas podem ser fragmentos de ácidos graxos preservados em uma antiga rocha sedimentar.
Na Terra, ácidos graxos são produzidos principalmente por organismos vivos, embora também possam surgir por processos geológicos sem participação biológica.
Em operação desde 2011, o robô Curiosity explora a superfície de Marte
Nasa
Para entender a origem do material, os cientistas analisaram hipóteses conhecidas, como a chegada de compostos orgânicos trazidos por meteoritos. O estudo, publicado em 4 de fevereiro na revista científica Astrobiology, concluiu que esses mecanismos não explicam a quantidade de substâncias detectadas.
A equipe combinou experimentos de laboratório, simulações matemáticas e dados coletados pelo robô para reconstruir o histórico da rocha ao longo de cerca de 80 milhões de anos, período estimado em que ela ficou exposta à radiação cósmica. A estimativa indica que a quantidade original de material orgânico pode ter sido maior do que aquela normalmente gerada por processos não biológicos conhecidos.
Diante desses resultados, os pesquisadores consideram plausível a hipótese de que organismos vivos possam ter contribuído para a formação dessas moléculas em algum momento do passado do planeta.
Indícios de água em grande escala
Outros estudos ajudam a entender por que a hipótese de vida antiga em Marte continua sendo investigada. Pesquisas recentes analisaram formações geológicas no Valles Marineris, o maior sistema de cânions do planeta, e encontraram sinais de que a região já abrigou grandes volumes de água.
Imagens de alta resolução captadas por sondas da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA) revelaram redes de canais ramificados semelhantes a rios, que descem de áreas elevadas e terminam em grandes depósitos de sedimentos. Essas formações têm características típicas de deltas, estruturas criadas quando rios deságuam em mares ou grandes lagos.
Segundo os pesquisadores, essas evidências indicam que a água pode ter fluído de forma contínua e encontrado corpos de água estáveis, um cenário considerado importante para a possibilidade de vida no passado.
Embora os dados não confirmem a existência de organismos em Marte, os resultados ampliam o conjunto de evidências que sustentam a hipótese de que o planeta já teve condições ambientais diferentes das atuais. Novas análises e futuras missões devem aprofundar essa investigação.
O ex-ministro francês Jack Lang “propôs” sua renúncia do Instituto do Mundo Árabe (IMA) em Paris neste sábado, após acusações sobre seus supostos laços com o financista americano e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. O ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, que supervisiona o IMA, disse a repórteres no sábado que “toma nota” da oferta de renúncia de Lang e iniciará o processo para nomear um presidente interino para a instituição.
Caso Epstein: Bill e Hillary Clinton solicitam depoimento público no Congresso dos EUA
Ancelmo: Nem Clarice Lispector escapou das mensagens de Jeffrey Epstein
“Proponho apresentar minha renúncia em uma próxima reunião extraordinária do conselho”, escreveu Lang em uma carta ao ministro das Relações Exteriores, vista pela AFP.
Lang havia dito no sábado que as acusações contra ele a respeito de seus supostos vínculos com o falecido criminoso sexual eram “infundadas”. Suas declarações vieram depois que promotores franceses anunciaram no dia anterior a abertura de uma investigação contra ele e sua filha, após a inclusão de seus nomes nos arquivos de Jeffrey Epstein recentemente divulgados.
Lang é a figura francesa de maior destaque a aparecer nos documentos recentemente divulgados pelas autoridades americanas referentes ao rico financista americano, que morreu em uma prisão de Nova York em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
O ex-ministro e sua filha, Caroline, serão investigados por “lavagem de dinheiro proveniente de fraude fiscal agravada” devido às suas supostas ligações financeiras com Epstein. Lang, que ocupou diversos cargos ministeriais em governos anteriores, disse ter recebido a notícia da investigação “com serenidade e até alívio”.
“Isso esclarecerá muito as acusações que colocam em questão minha integridade e honra”, acrescentou.
A imprensa francesa noticiou que Lang solicitou repetidamente fundos ou favores a Epstein. Lang negou qualquer conhecimento dos crimes de Epstein. Barrot afirmou na sexta-feira que convocou Lang para uma reunião no fim de semana.
“Ele foi convocado pelo ministério e será recebido no domingo”, disse Barrot à AFP. “Os primeiros elementos que emergem desses arquivos são novos e extremamente sérios” e exigirão uma análise aprofundada, acrescentou Barrot.
O nome de sua filha também aparece nos arquivos de uma empresa constituída no exterior e da qual Epstein é coproprietário. Caroline, produtora de cinema, renunciou na segunda-feira ao cargo de presidente do Independent Production Syndicate.
Depois que agentes federais de imigração mataram Alex Pretti em Minneapolis, funcionários do Google inundaram os fóruns internos da empresa com mensagens exigindo uma resposta.
‘Alugue um Humano’: site permite que agentes de IA contratem pessoas para realizar tarefas no mundo físico
Bitcoins de presente? Plataforma envia por erro US$ 40 bi em criptomoedas a seus usuários momentaneamente
Na sexta-feira, mais de 800 funcionários pediram à direção, em uma petição, que fosse transparente sobre como a tecnologia do Google dá suporte às agências federais de imigração e instaram a empresa a deixar de fazer negócios com essas organizações. A petição afirmava que eles estavam “estarrecidos com a violência” e com as “operações no estilo paramilitar” conduzidas por agentes de imigração, as quais acusam o Google de ajudar a viabilizar.
Eles também solicitaram que a empresa adotasse medidas de segurança para proteger os funcionários após uma suposta tentativa de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) de entrar no campus da companhia em Cambridge, Massachusetts.
Initial plugin text
Ativismo no Vale do Silício
A petição sinaliza uma retomada do ativismo de funcionários no Google e em todo o Vale do Silício, após anos de relativa calmaria. Trabalhadores de tecnologia, que em grande parte permaneceram em silêncio enquanto executivos se aproximavam do governo Trump, começam a pressionar algumas das maiores empresas do mundo a influenciar a Casa Branca a mudar suas políticas.
Embora tenha sido assinada por uma fração dos cerca de 190 mil funcionários da empresa, a nova petição ecoa a turbulência vivida pelo Google em 2018, quando trabalhadores fizeram uma paralisação em protesto contra a forma como a empresa lidou com casos de assédio sexual e, depois, contestaram seu envolvimento em um programa do Pentágono que utilizava inteligência artificial para aprimorar ataques com drones.
Nos anos seguintes, a direção do Google limitou o acesso dos funcionários a documentos internos, reduziu as reuniões gerais e reprimiu manifestações de dissidência. Há dois anos, demitiu 28 trabalhadores por protestarem contra um contrato de computação em nuvem com o governo de Israel.
Um humano na rede dos ‘bots’: como me infiltrei no Moltbook e ‘causei’ fingindo ser uma IA brasileira
Como resultado, alguns funcionários passaram a hesitar mais em desafiar a gestão, afirmou Matthew Tschiegg, engenheiro da equipe de computação em nuvem que assinou a petição. Ainda assim, muitos empregados continuam acreditando no antigo lema informal da empresa: “Don’t be evil” (“Não seja mau”).
— Eles riscaram ou apagaram esse lema, mas o espírito continua vivo — disse Tschiegg, que trabalha no Google há mais de uma década.
Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, executivos e investidores do Vale do Silício — incluindo Elon Musk, que lidera a SpaceX e a Tesla; Tim Cook, CEO da Apple; e Mark Zuckerberg, CEO da Meta — manifestaram apoio ao presidente por meio de doações e compromissos políticos. Essa postura criou a percepção de que o setor de tecnologia havia migrado de uma posição liberal para uma conservadora.
Dinheiro traz felicidade? Elon Musk, homem mais rico do mundo, desabafa na própria social: ‘não’.
Mas a morte de Pretti expôs algumas fissuras. Após o episódio, Cook, Sam Altman, da OpenAI, e outros pediram ao presidente que reduzisse a atuação dos agentes.
Sundar Pichai, CEO do Google, não divulgou um comunicado público. Jeff Dean, cientista-chefe do laboratório de pesquisa em IA DeepMind, do Google, escreveu em uma publicação nas redes sociais: “Toda pessoa, independentemente de filiação política, deveria condenar isso.”
A petição sobre imigração no Google, que recebeu mais de 500 assinaturas em 24 horas, foi organizada pelo No Tech for Apartheid, grupo de funcionários do Google e da Amazon que defende o fim do contrato conjunto de computação em nuvem das empresas com o exército e o governo de Israel.
Vai dar certo? Nova onda da internet, verificação de idade promete acabar com a era do anonimato e do ‘faroeste’ digital
A petição cita uma reportagem do site The Intercept segundo a qual o Google fornece serviços de nuvem à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Também menciona a parceria do Google com a Palantir, empresa de análise de dados e tecnologia que desenvolveu software para rastrear imigrantes.
Dilema ético
Um porta-voz do Google afirmou que o Departamento de Segurança Interna dos EUA utilizava infraestrutura de nuvem disponível comercialmente por meio de clientes da empresa, incluindo serviços básicos de computação e armazenamento em nuvem.
Tschiegg disse que os funcionários não sabiam como a tecnologia do Google estava sendo utilizada nesses e em outros contratos. A petição pede uma sessão de perguntas e respostas com a direção sobre os contratos da empresa com autoridades de imigração e esclarecimentos sobre se a companhia permitirá que a inteligência artificial seja usada pelo governo.
— Parece que eles estão correndo atrás do dinheiro. Isso cria um dilema moral e ético — disse.
Initial plugin text
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Casa Branca pressiona para que russos e ucranianos cheguem a um acordo para encerrar a guerra até junho. O conflito completa quatro anos no final de fevereiro, e embora haja negociações em curso, a tarefa não é nada simples. Entre as demandas de Moscou, está a cessão dos territórios ocupados, e Zelensky teme que a Rússia e os EUA firmem um acordo entre si, sem ouvir as demandas de Kiev.
— Ele (EUA) dizem que querem concluir tudo até junho. E farão de tudo para acabar com a guerra. Eles querem um cronograma claro de eventos — disse Zelensky, em entrevista em Kiev. — Se os russos estão realmente dispostos a acabar com a guerra, então é muito importante estabelecer um prazo.
Revela estudo: Quase dois milhões de militares morreram ou ficaram feridos na guerra na Ucrânia
Ofensiva de inverno: Zelensky acusa Rússia de ‘esperar os dias mais frios’ para realizar ataque ‘mais potente do ano’
O presidente ucraniano revelou ainda uma proposta de reunião trilateral feita pelos EUA, e que deveria acontecer em cerca de uma semana em Miami. Ele confirmou a participação de seus representantes, mas Washington e Moscou ainda não se pronunciaram.
As declarações de Zelensky vêm após mais uma reunião inconclusiva entre russos e ucranianos, mediada pelos EUA em Abu Dhabi, que terminou na sexta-feira com um compromisso de nova troca de prisioneiros — concluída na véspera — e a retomada do contato militar, mas com pontos complexos sobre a mesa, sem qualquer sinal de solução rápida.
A Rússia não abre mão de manter as áreas ocupadas da Ucrânia, equivalentes a cerca de 20% do território do país vizinho, incluindo o Donbass, área industrializada e rica em recursos naturais no leste, e a Crimeia, anexada em 2014, em um movimento considerado ilegal pela lei internacional. Em diálogos preliminares, no ano passado, Moscou exigiu que, além da cessão territorial, houvesse um reconhecimento internacional da medida.
Veja mais: Rússia lança soldados ‘zumbis’ contra Avdiivka, epicentro da guerra na Ucrânia
A Ucrânia oficialmente rejeita perder territórios (embora seja uma opinião cada vez mais popular em um país cansado da guerra), e exige garantias de segurança contra futuras invasões, na forma de compromissos de seus parceiros ocidentais. Trump vetou a entrada do país na Otan, a principal aliança militar do Ocidente, mas líderes europeus deixaram aberto o caminho para a adesão à União Europeia, embora os prazos não estejam claros.
— Mantemos nossa posição — afirmou Zelensky aos jornalistas. — Não pode haver fim para a guerra sem garantias de segurança. Isso é uma certeza absoluta.
Rússia divulga imagens de suposto ataque da Ucrânia contra residência de Putin
Antes de retornar à Casa Branca, Trump dizia que, caso fosse eleito, encerraria a guerra em 24 horas. Mas depois de empossado, percebeu que seus ultimatos não seriam tão eficazes, diante da mudança do contexto da guerra e das divergências à mesa de negociações. Os russos ignoraram suas ameaças, e uma reunião bilateral no Alasca, na qual esperava anunciar um cessar-fogo temporário, serviu de palanque para o presidente Vladimir Putin.
Na entrevista, Zelensky explicou indiretamente a escolha do mês de junho como prazo final.
— Por que antes deste verão (no Hemisfério Norte? Entendemos que seus problemas internos nos EUA terão um impacto — afirmou, em uma referência velada à campanha para as eleições que renovarão toda a Câmara e parte do Senado dos Estados Unidos, marcadas para novembro.
Guerra: Conflito deixará 14 milhões com problemas de saúde mental, diz ministro ucraniano
Ele alertou que a pressa de Trump pode ser prejudicial à Ucrânia. No ano passado, um representante russo, Kirill Dmitriev, manteve um diálogo intenso com enviados do governo Trump, e que envolveu possíveis planos de cooperação econômica. Trump já disse que pode aceitar a cessão de territórios em um plano de paz, e o fim do prazo pode significar o risco da corda ceder para o lado mais fraco.
— Considerando os riscos potenciais, a delegação ucraniana transmitiu a posição de que, se houver algum acordo bilateral entre a Rússia e os EUA, as disposições relativas à Ucrânia não podem contradizer a Constituição — pontuou Zelensky.
Initial plugin text
O ultimato americano ocorre em meio a uma violenta série de bombardeios russos, concentrados na infraestrutura energética do país. Na sexta-feira, Kiev afirmou que 40 mísseis e mais de 400 drones foram lançados. Os alvos principais, disse Zelensky, “foram a rede elétrica, as instalações de geração e as subestações de distribuição”.
— Este é um nível de ataques que os terroristas no mundo jamais se permitiram, e a Rússia precisa sentir a reação do mundo inteiro, de todos aqueles que estão verdadeiramente interessados ​​em segurança — afirmou o ucraniano em discurso.
Quinze pessoas morreram em um acidente com um micro-ônibus no nordeste do Afeganistão neste sábado, informaram as autoridades locais. O balanço anterior era de 12 mortos, mas três pessoas gravemente feridas no acidente morreram posteriormente.
Vídeo: explosão em mina ilegal mata ao menos 18 trabalhadores no nordeste da Índia
Brasil: com acidentes em alta, fim da renovação do curso para transportar cargas perigosas coloca setor em alerta
“Seis crianças, cinco mulheres e quatro homens” faleceram, informou um porta-voz da polícia da província de Badakhshan.
Devido a uma “estrada muito danificada”, o veículo “saiu da pista e caiu em um precipício”, acrescentou a fonte.
Os acidentes rodoviários são frequentes no Afeganistão, em parte devido ao mau estado de conservação das vias após décadas de conflito, à imprudência dos motoristas e à falta de regulamentação.
Em agosto de 2025, 78 pessoas, incluindo 19 crianças, morreram na colisão de um ônibus com um caminhão e uma moto no oeste do país. No mesmo mês, pelo menos 25 pessoas morreram e 27 ficaram feridas quando um ônibus capotou na província de Cabul.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress