Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Tim Allan, anunciou nesta segunda-feira sua demissão, em um novo revés para o líder trabalhista após o escândalo envolvendo o ex-embaixador em Washington Peter Mandelson e o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Caso Epstein: Cúmplice do financista depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA, mas deve invocar direito ao silêncio
Entenda: E-mails indicam que príncipe Andrew pode ter compartilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein
“Decidi me retirar para permitir a formação de uma nova equipe em Downing Street”, declarou Allan em comunicado, menos de 24 horas depois da renúncia do chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney. “Desejo ao primeiro-ministro e à sua equipe o maior dos sucessos”, acrescentou Allan, que ocupava o cargo havia cinco meses.
O governo de Starmer enfrenta uma crise sem precedentes após as revelações sobre as relações entre Mandelson e Epstein.
No domingo, McSweeney anunciou sua renúncia por ter “aconselhado” o primeiro-ministro a nomear Mandelson como embaixador em Washington, apesar de suas ligações com o criminoso sexual.
“Após uma reflexão madura, decidi renunciar ao governo. A nomeação de Peter Mandelson foi um erro (…) Aconselhei ao primeiro-ministro essa nomeação e assumo a responsabilidade”, declarou McSweeney.
Na quinta-feira, Starmer descartou renunciar, apesar das pressões, e defendeu a nomeação feita em 2024.
“Tenho a intenção de continuar realizando esse trabalho vital para nosso país, porque acredito que é o enfoque absoluto e a prioridade máxima deste governo”, afirmou o premiê.
Mandelson, de 72 anos, está entre as figuras envolvidas nas recentes revelações sobre vínculos com o falecido financista norte-americano, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.
Trocas de e-mails entre Epstein e Mandelson mostram amizade, transações financeiras, fotos privadas e evidências de que o diplomata britânico compartilhou informações confidenciais com o financista há quase duas décadas.
“Sinto ter acreditado nas mentiras de (Peter) Mandelson e tê-lo nomeado”, disse Starmer na quinta-feira.
As autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de querosene será suspenso por um mês a partir da meia-noite de segunda-feira, em meio à crise energética que atinge a ilha e já provoca impactos no turismo, um dos principais setores da economia. Segundo o governo, a escassez de combustíveis é consequência da pressão dos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba.
‘Respeito à nossa soberania’: presidente de Cuba diz que Havana está disposta a dialogar com EUA sem pressões
Crise energética, retração econômica e desgaste social: Trump aposta em derrocada de Cuba com asfixia pós-Maduro
— A aviação civil cubana notificou todas as companhias de que não haverá mais fornecimento de JetFuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 0h00 — horário local, indicou, sob condição de anonimato, um executivo de uma companhia aérea europeia à AFP.
Segundo ele, por enquanto, a medida foi anunciada por um período de um mês e obrigará as companhias que operam voos de longa distância a realizar uma “escala técnica” nos voos de retorno para garantir o abastecimento de querosene.
Os voos regionais deverão conseguir manter suas conexões normalmente, precisou a fonte.
Initial plugin text
A companhia Air France em Havana informou à AFP que mantém sua rota, com uma escala técnica prevista em outro país do Caribe.
Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, depois da queda de Nicolás Maduro.
O governo cubano anunciou na sexta-feira um conjunto de medidas de emergência, entre elas a semana de trabalho de quatro dias e o teletrabalho nas administrações e empresas estatais, além de restrições na venda de combustível, para enfrentar a crise energética.
Também foi anunciada a redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias, assim como o fechamento de determinados estabelecimentos turísticos.
Havana: cubanos marcham com tochas em Havana para protestar contra ameaças dos EUA
Na área da educação, os dias letivos serão mais curtos e as universidades funcionarão em regime semipresencial. Essas medidas devem permitir a economia de combustível para favorecer “a produção de alimentos e a produção de eletricidade” e possibilitar “a preservação das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga à televisão estatal.
Após ter interrompido os envios da Venezuela em decorrência da captura de Maduro no início de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto que indica que os Estados Unidos poderão impor tarifas aos países que vendem petróleo a Havana.
Além disso, Trump assegurou que o México deixará de fornecer petróleo a Cuba, como vinha fazendo desde 2023.
— Estamos realizando todos os esforços diplomáticos para retomar o envio de petróleo a Cuba. Evidentemente, não queremos que haja sanções contra o México, mas estamos nesse processo de diálogo e, por enquanto, será enviada ajuda humanitária — afirmou a presidente Claudia Sheinbaum, após o país suspender o envio de petróleo à ilha, temendo as tarifas americanas.
Para justificar sua política, Washington invoca uma “ameaça excepcional” que, segundo afirma, Cuba representa. A ilha diz que Trump quer “asfixiá-la”.
(Com AFP)
Por décadas, Jimmy Lai, o magnata da mídia, usou sua riqueza e seu jornal em Hong Kong para criticar os excessos autoritários de Pequim e dar voz àqueles que esperam pela democracia na China. Quando um tribunal em Hong Kong o condenou a 20 anos de prisão nesta segunda-feira, tornou-se claro que a resistência democrática agora cobra o mesmo preço nos dois lados da fronteira.
Entenda o caso: Magnata da mídia pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, é condenado a 20 anos de prisão
‘Países mais poderosos do mundo’: Trump diz que Xi Jinping visitará os EUA ‘no final do ano’
A decisão judicial histórica conclui um esforço de anos de Pequim para desmantelar a influência de um autoproclamado “agitador”, a quem culpou por idealizar os protestos pró-democracia de Hong Kong há quase sete anos. Críticos dizem que Pequim declarou Lai culpado antes mesmo que ele pudesse receber um julgamento justo.
Initial plugin text
A decisão tem um impacto muito além do destino de um homem. Junto com Lai, seis de seus ex-funcionários no extinto jornal Apple Daily foram condenados a penas de até 10 anos, estabelecendo um novo e sombrio marco para a mídia outrora livre da cidade. Embora o governo sustente que esses casos tratam de segurança nacional, a escala das penalidades ressalta o estreitamento da janela para o jornalismo independente no que já foi o centro de mídia da Ásia.
Ao aplicar as mesmas penalidades pesadas, geralmente reservadas a dissidentes no continente, a um magnata da mídia local e seus editores, Pequim também acelerou a erosão de um arranjo político que deveria preservar as liberdades de estilo ocidental de Hong Kong, dizem críticos.
— As sentenças impostas a Lai e seus colegas são muito severas, mesmo para os padrões do continente [da China continental] — disse Elaine Pearson, diretora de Ásia da Human Rights Watch, observando que apenas um dissidente chinês recebeu uma pena de prisão mais longa que a de Lai: Ilham Tohti, um professor de economia que defendia a minoria uigur na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, e foi condenado à prisão perpétua em 2014.
Xi Jinping, o líder chinês mais poderoso em décadas, empreendeu uma repressão de longo alcance contra quaisquer vestígios de dissidência em seu país. Ele visou não apenas ativistas de direitos humanos, mas também empresários, intelectuais e membros da elite do partido, alguns dos quais foram condenados a quase 20 anos de prisão.
Entre expulsões e sumiços de generais: Expurgos de Xi Jinping deixam vácuo no alto comando das Forças Armadas chinesas
Embora Hong Kong tenha um sistema jurídico separado do continente, o processo contra Lai destacou como as linhas tendem a se confundir quando se trata das leis de segurança nacional, analisou Pearson.
— Esses julgamentos de segurança nacional estão, em última análise, servindo a um objetivo político de extinguir a dissidência e enviar uma mensagem a qualquer pessoa que ouse criticar o Partido Comunista Chinês — disse ela.
A sentença é efetivamente uma prisão perpétua para Lai, que tem 78 anos e está com a saúde debilitada, apontou sua família. “Esta é uma sentença dolorosamente cruel”, disse sua filha, Claire Lai, em um comunicado. “Se esta sentença for cumprida, ele morrerá como um mártir atrás das grades”.
No tribunal, Lai demonstrou pouca surpresa, mesmo quando o anúncio foi recebido com choro entre alguns apoiadores na galeria pública. Vestido com uma camisa branca e paletó branco, Lai sorriu e acenou para sua esposa. Ele fez um gesto de coração com as mãos para seus apoiadores. De muitas maneiras, ele se comportou como um homem que estava conformado com uma sentença predeterminada.
Teresa Lai, esposa do magnata Jimmy Lai, e Joseph Zen, cardeal aposentado da Igreja Católica, chegam ao Tribunal de Magistrados de West Kowloon para acompanhar a sentença
Peter Parks/AFP
Relembre os protestos em 200: Mais de um milhão de manifestantes pró-democracia protestam no Ano Novo em Hong Kong
Os juízes escreveram que Jimmy Lai merecia punição severa porque era “sem dúvida o mentor” das conspirações que foi condenado por orquestrar. Eles também disseram que reduziram sua sentença em 25 meses após considerar seus problemas de saúde, que incluem diabetes e hipertensão.
A audiência foi realizada sob forte segurança. Grupos de policiais, muitos em coletes táticos, estavam posicionados do lado de fora do tribunal em um bairro de classe trabalhadora na península de Kowloon, em Hong Kong. Um veículo blindado patrulhava o perímetro.
Pessoas que esperavam para entrar no tribunal dormiram do lado de fora em colchonetes durante a noite, envolvendo-se em cobertores. A polícia isolou a área com fita de segurança e impediu que repórteres entrevistassem as pessoas na fila.
Lai foi condenado em dezembro por “conspiração para conluio com forças estrangeiras”, uma acusação que surgiu de reuniões que ele manteve com políticos nos EUA. Ele também foi considerado culpado de conspiração para publicar material sedicioso no Apple Daily, o jornal pró-democracia em língua chinesa, agora fechado, que ele fundou em 1995.
Forte esquema de segurança foi montado em volta de tribunal durante leitura da sentença de Jimmy Lai
Peter Parks/AFP
A China rotulou o magnata como um traidor que buscava minar o domínio do Partido Comunista sobre Hong Kong e a China. Eles o acusaram de ser a “mão negra” por trás dos protestos antigovernamentais que envolveram Hong Kong em 2019.
Mesmo em uma cidade hipercapitalista cheia de milionários que se fizeram sozinhos, a história de superação de Lai se destacou. Ele fugiu de uma China assolada pela pobreza como clandestino quando era menino e subiu na vida trabalhando nas fábricas de roupas da cidade. Isso levou ao lançamento de sua própria marca de roupas casuais em 1981, o que lhe rendeu sua primeira fortuna.
Ele teve um despertar político após a repressão mortal contra manifestantes pró-democracia na Praça da Paz Celestial e arredores, em Pequim, em 1989, e irritou Pequim ao chamar Li Peng, o oficial chinês que ordenou a repressão, de “filho de ovo de tartaruga”, um grande insulto em chinês.
Especialistas em temas jurídicos e grupos de direitos humanos dizem que Lai não teve chance de um julgamento justo. Casos de segurança nacional são ouvidos por juízes escolhidos a dedo pelo líder de Hong Kong, em vez de júris. Veículos de mídia de propriedade do Partido Comunista na cidade também declararam Lai culpado muito antes de seu julgamento começar.
Conselho Legislativo: Hong Kong realiza eleição limitada a candidatos ‘patriotas’, em meio a cobranças por responsabilização após incêndio mortal
Governos ocidentais pediram a libertação de Lai, um cidadão britânico, e descreveram seu julgamento como politicamente motivado. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que tratou sobre o caso do empresário durante uma reunião com Xi, no mês passado em Pequim. Falando em uma audiência parlamentar britânica na semana passada, o filho de Lai, Sebastien Lai, criticou o governo de Starmer por não fazer da libertação de seu pai uma condição para a visita à China.
A secretária de relações exteriores britânica, Yvette Cooper, pediu na segunda-feira que Hong Kong liberte Jimmy Lai por motivos humanitários, citando sua saúde preocupante. Cooper disse que seu caso estava sendo discutido entre os governos britânico e chinês nos “níveis mais altos” após a visita de Starmer, e que os dois países iriam se “envolver rapidamente de forma mais profunda” agora que Lai havia sido sentenciado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pediu a Xi que considerasse a libertação de Lai. David Perdue, o embaixador dos EUA na China, descreveu o caso como uma “conversa contínua” entre Trump e Xi em uma entrevista à Bloomberg TV no mês passado.
Pequim descartou os apelos pela libertação de Lai como “interferência flagrante” em assuntos internos da China.
Marcelo Ninio: Trump reforça intenção de manter trégua com a China
O braço de segurança nacional de Pequim em Hong Kong criticou manifestações ocidentais pelos pedidos de a libertação de Lai “sob o pretexto de direitos humanos”. Enquanto isso, o líder de Hong Kong, o chefe do Executivo John Lee, disse em um comunicado que a sentença era “profundamente gratificante”. Ele chamou os crimes de Lai de hediondos e absolutamente desprezíveis”.
A única chance de liberdade do magnata reside em ele ser exilado para outro país, talvez por motivos médicos, disse Mark Clifford, presidente da Committee for Freedom in Hong Kong Foundation e autor de um livro sobre Lai chamado “The Troublemaker”.
— A China precisa entender que Lai causa mais problemas na prisão do que fora dela — acrescentou Clifford, argumentando que a prisão dificultava uma reaproximação entre os EUA e a China. — Enviá-lo para o exílio seria do interesse de todos.
Vítimas do financista Jeffrey Epstein surpreenderam o público do Super Bowl neste domingo ao exibirem um anúncio impactante exigindo a divulgação integral de milhões de arquivos ainda não tornados públicos pelas autoridades dos Estados Unidos.
E-mails indicam que príncipe Andrew pode ter compartilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein; entenda
Caso Epstein: cúmplice do financista depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA, mas deve invocar direito ao silêncio
No vídeo, veiculado pouco antes da transmissão do jogo, oito mulheres aparecem segurando fotografias de quando eram mais jovens — período em que afirmam ter sido abusadas por Epstein. Em mensagem conjunta, dizem: “Depois de anos sendo mantidas separadas, estamos juntas. Porque todas nós merecemos a verdade”.
Assista ao comercial:
Initial plugin text
O comercial termina com um apelo direto para que o público pressione a procuradora-geral Pam Bondi a autorizar a divulgação do material remanescente. A peça foi ao ar pouco antes de milhões de espectadores acompanharem a final entre New England Patriots e Seattle Seahawks, disputada no Levi’s Stadium, na Califórnia.
A reação foi imediata nas redes sociais, com comentários de surpresa e apoio às sobreviventes. Usuários destacaram a coragem do grupo e reforçaram o pedido para que os chamados “arquivos Epstein” sejam liberados sem restrições.
O protesto ocorre após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar um novo e amplo lote de documentos relacionados ao caso. Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, já foram tornadas públicas mais de 3,5 milhões de páginas, além de cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens reunidas ao longo de mais de uma década de investigação.
Apesar disso, a decisão de manter sob sigilo aproximadamente seis milhões de arquivos alimentou acusações de acobertamento. O Departamento de Justiça sustenta que a liberação integral não é possível por razões legais, como a proteção da identidade das vítimas, a presença de material ilegal e o risco de interferência em investigações ainda em andamento.
A divulgação total dos registros estava prevista para dezembro de 2025, após a sanção da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que determinava a liberação em até 30 dias. O prazo expirou sem o cumprimento integral da medida. Diante da pressão, o Congresso poderá analisar versões não editadas dos documentos em terminais do próprio Departamento de Justiça, sem autorização para cópias.
Epstein morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. O anúncio exibido no Super Bowl reacendeu o debate público sobre o caso e colocou novamente no centro das atenções a demanda por transparência e responsabilização.
Com posições nacionalistas, reputação de viciada em trabalho e imagem inovadora como ex-baterista de “heavy metal”, Sanae Takaichi, a primeira mulher a governar o Japão, conquistou eleitores — especialmente os mais jovens.
Crise: Japão exige que China elimine controles sobre exportações de lista de produtos que pode incluir terras-raras
Análise: Com riscos econômicos e políticos elevados, crise entre China e Japão evoca antigos fantasmas na Ásia
Em outubro, Takaichi tornou-se a primeira mulher à frente do arquipélago japonês, embora suas posturas ultranacionalistas e sua ideologia conservadora estejam distantes das reivindicações feministas tradicionais.
A popularidade foi confirmada no domingo nas urnas, com vitória expressiva do Partido Liberal Democrata (PLD, direita nacionalista), que ela dirige desde outubro e que deve alcançar ampla maioria absoluta na Câmara Baixa do Parlamento.
Com o resultado, a premiê ganha força para implementar um programa que prevê reforço das Forças Armadas e novas medidas de estímulo à economia.
Há quatro meses, Takaichi havia herdado um partido em dificuldades, sem maioria absoluta e com eleitores desencantados diante da inflação persistente, de um escândalo de financiamento e da ascensão do partido populista anti-imigração Sanseito.
Crítica de Pequim
Fiel à reputação de ultraconservadora, a primeira-ministra adotou desde o início tom duro contra a imigração e não hesitou em confrontar a China.
Em novembro, no Parlamento, afirmou que o Japão poderia intervir militarmente caso Pequim lançasse um ataque contra Taiwan, ilha cuja soberania é reivindicada pelos chineses.
A resposta veio com restrições chinesas à exportação de produtos de possível uso militar e de terras raras essenciais para veículos elétricos e mísseis.
O episódio não foi isolado. Quando ministra da Segurança Econômica, Takaichi já havia criticado o fortalecimento militar chinês na região e defendido maior cooperação em segurança entre Taipé e Tóquio.
Ela também visitava com frequência o santuário Yasukuni, que homenageia 2,5 milhões de mortos — entre eles criminosos de guerra — e é visto por países asiáticos como símbolo das atrocidades imperialistas japonesas na Segunda Guerra Mundial e antes dela.
Heavy metal e Margaret Thatcher
Ex-baterista de uma banda universitária de “heavy metal”, Takaichi demonstrou recentemente suas habilidades musicais ao interpretar duas canções de K-pop ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
As imagens da premiê sorridente, tocando bateria com energia, repercutiram nas redes sociais e geraram elogios. Alguns internautas chegaram a questionar se o vídeo havia sido produzido por inteligência artificial.
Assim como seu mentor, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, ela buscou aproximação com Donald Trump, a quem dirigiu elogios e presenteou com itens que iam de uma bolsa e um taco de golfe a carne bovina dos Estados Unidos.
Embora se declare admiradora da premiê britânica Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro”, Takaichi ainda não demonstrou empenho em mobilizar apoio com base em questões de gênero.
Suas posições a situam na ala direita de um partido já conservador. Ela se opõe, por exemplo, à mudança de uma lei do século XIX que exige que casais casados adotem o mesmo sobrenome — regra que, na maioria dos casos, leva mulheres a assumirem o nome do marido.
Takaichi se casou duas vezes com o mesmo homem, um ex-parlamentar do PLD. No primeiro casamento, adotou o sobrenome dele; no segundo, ele passou a usar o dela.
Apesar de prometer elevar o equilíbrio de gênero no governo a níveis “nórdicos”, nomeou apenas duas mulheres entre os 19 integrantes do gabinete ao assumir o cargo.
Na economia, defende afrouxamento monetário agressivo e expansão fiscal, em linha com as políticas de Shinzo Abe para conter a inflação persistente.
Ao assumir a liderança do partido, fez uma promessa: “trabalharei, trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”.
Ela cumpriu. Em novembro, afirmou dormir apenas entre duas e quatro horas por noite, após repercussão causada pela convocação de uma reunião de equipe às três da madrugada.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor pode ter repassado informações potencialmente confidenciais ao criminoso sexual Jeffrey Epstein quando atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, segundo e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Caso Epstein: William e Kate dizem estar ‘profundamente preocupados’ com novas revelações sobre o príncipe Andrew
Cúmplice de Epstein depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA, mas deve invocar direito ao silêncio
Em uma mensagem de 30 de novembro de 2010, à qual a AFP teve acesso, Andrew — então duque de York e identificado no endereço eletrônico como “The Duke” — enviou ao financista relatórios sobre visitas oficiais ao Vietnã, Hong Kong, Shenzhen (China) e Singapura. O envio ocorreu apenas cinco minutos após o material ter sido repassado por seu assessor à época.
Outro e-mail, de outubro de 2010, citado pela BBC, indica que o ex-príncipe também compartilhou com Epstein detalhes sobre viagens futuras aos mesmos destinos.
Andrew exerceu a função de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011, cargo do qual se demitiu após críticas relacionadas a gastos e à condução da função. Em outubro, ele foi despojado de todos os títulos reais por seu irmão mais velho, o Rei Charles III, após novas revelações sobre sua relação com Epstein.
O ex-príncipe foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha do caso Epstein, por fatos que teriam ocorrido quando ela era menor de idade. Andrew sempre negou as acusações. Giuffre morreu em 25 de abril de 2025, aos 41 anos, na Austrália; a família informou tratar-se de suicídio.
No fim de janeiro, novas fotos sem data, incluídas nos chamados “arquivos Epstein”, voltaram a alimentar suspeitas. Nas imagens, o ex-príncipe aparece ajoelhado e inclinado sobre uma jovem com o rosto censurado. Também vieram a público e-mails nos quais Epstein teria sido convidado ao Palácio de Buckingham para conversas “em privado”.
Andrew não se pronunciou recentemente. O Palácio de Buckingham confirmou que ele deixou, na última segunda-feira, sua residência no complexo real de Windsor e se mudou para uma propriedade privada do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra.
Um voo comercial da Wizz Air provocou um alarme terrorista de grandes proporções neste domingo depois que uma criança alterou, sem que os pais percebessem, o nome do ponto de acesso Wi-Fi do celular para a palavra “terrorista”.
Desabamento de brinquedo em parque de diversões na Índia deixa uma pessoa morta e 13 feridos
Astronauta vai levar coelho de pelúcia da filha em missão de oito meses à Estação Espacial Internacional: ‘Espero que a inspire’
A aeronave, um Airbus A321 que operava o voo W95301 entre Londres Luton e o Aeroporto Ben Gurion, foi interceptada por caças da Força Aérea Israelense após um passageiro relatar ter visto o que parecia ser uma mensagem ameaçadora em um telefone a bordo.
Segundo a imprensa israelense, o aparelho pertencia a um casal ultraortodoxo. A suposta ameaça, no entanto, tratava-se apenas do nome de um hotspot Wi-Fi, modificado pelo filho do casal para uma palavra em árabe associada a “terrorista”. A visualização do termo foi suficiente para acionar os protocolos de segurança.
Em poucos minutos, jatos militares foram lançados e passaram a escoltar o avião. Dados do FlightRadar24 indicaram que a aeronave realizou três voltas sobre o Mar Mediterrâneo, ao sul de Chipre, enquanto as autoridades avaliavam o risco em pleno voo.
O avião pousou em segurança em Tel Aviv, onde os passageiros foram recebidos por equipes de segurança com cães farejadores de explosivos. Todos os ocupantes e suas bagagens passaram por revistas detalhadas. Nenhum material suspeito foi encontrado.
Ghislaine Maxwell, cúmplice do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, comparecerá nesta segunda-feira, a portas fechadas, diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, embora se espere que invoque seu direito constitucional de não responder.
De Michael Jackson a Mick Jagger, quem são as celebridades citadas nos arquivos de Epstein
Por que os ricos e poderosos não conseguiram dizer ‘não’ a Jeffrey Epstein
Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores, deporá por videoconferência a partir da prisão perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes.
O colegiado, controlado pelos republicanos, investiga as conexões de Epstein com personalidades públicas e a forma como foram gerenciadas as informações sobre seus crimes.
Ghislaine Maxwell com Jeffrey Epstein em Nova York em 2005
New York Times
Desde a publicação, em 30 de janeiro, de novos arquivos governamentais relacionados a Epstein, dirigentes políticos e empresariais de todo o mundo se viram envolvidos em escândalos ou renunciaram por seus vínculos com o criminoso sexual, embora não se esperem novas acusações.
Maxwell pretende invocar seu direito constitucional de não se autoincriminar, garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Seus advogados solicitaram ao Congresso a concessão de imunidade para que ela pudesse testemunhar, mas os parlamentares rejeitaram o pedido. Sem essa proteção, a defesa afirmou que recorrerá ao direito de não produzir provas contra si mesma.
“Prosseguir nessas circunstâncias não serviria para outra coisa senão um puro espetáculo político”, assinalaram seus advogados em uma carta.
O financista nova-iorquino foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor. Em 2019, foi encontrado morto na prisão enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores.
Quando a próxima missão com destino à Estação Espacial Internacional (ISS) decolar de Cabo Canaveral, no sul dos Estados Unidos, uma lembrança especial estará a bordo: um coelho de pelúcia.
Retorno do homem à Lua: o que a Nasa quer ao enviar astronautas outra vez
Sem flutuar: Rússia planeja estação espacial com gravidade artificial para permitir que astronautas caminhem no espaço
A astronauta americana Jessica Meir, integrante da tripulação de quatro membros, revelou no domingo que levará o brinquedo que pertence à sua filha de três anos.
Os astronautas que seguem para a ISS, que orbita a Terra a uma altitude média de 400 quilômetros, costumam transportar pequenos objetos pessoais durante suas missões no espaço.
— Tenho um pequeno coelho de pelúcia que pertence à minha filha de três anos, e na verdade ela tem dois desses porque um foi um presente — disse Meir, de 48 anos, em entrevista coletiva online: — Então um vai ficar aqui embaixo com ela, e o outro estará lá conosco, vivendo aventuras o tempo todo.
A agência espacial americana Nasa prevê que a Crew-12, da SpaceX, decole na quarta-feira rumo à ISS a bordo de um foguete Falcon 9.
A missão substituirá a Crew-11, que retornou à Terra em janeiro, um mês antes do previsto, durante a primeira evacuação médica na história da estação espacial.
‘Espero que isso a inspire’
Meir, bióloga marinha e fisiologista, atuou como engenheira de voo em uma missão de 2019-2020 à ISS e participou das primeiras caminhadas espaciais realizadas exclusivamente por mulheres.
Ela também refletiu sobre os desafios de ser mãe e sobre a dificuldade de se separar da filha por oito meses.
— Mas espero que algum dia ela perceba que essa ausência foi significativa, porque foi uma aventura da qual ela pôde participar e da qual terá lembranças, e espero que isso a inspire e outras pessoas ao redor do mundo — afirmou.
Jessica Meir viajará com Jack Hathaway, da Nasa; Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia; e o cosmonauta russo Andrey Fedyaev.
A tripulação será uma das últimas a viver a bordo do laboratório científico, comparável em tamanho a um campo de futebol.
Habitada de forma contínua há 25 anos, a envelhecida ISS está programada para ser desativada e conduzida a um reingresso controlado na atmosfera terrestre em 2030, quando deverá cair em um ponto isolado do Oceano Pacífico.
Os maquinistas da Espanha anunciaram uma greve nacional de três dias a partir desta segunda-feira, em protesto contra o que classificam como falta de garantias de segurança na rede ferroviária do país. De acordo com o jornal inglês BBC, a paralisação foi convocada após dois acidentes fatais registrados em janeiro, que deixaram ao menos 47 mortos e dezenas de feridos.
Vídeo: Tudo o que se sabe sobre o descarrilamento na Espanha, que lançou dois vagões em um barranco e deixou 40 mortos
Novo acidente ferroviário deixa ao menos um morto e 37 feridos na Espanha após tragédia com 42 mortos na Andaluzia
A mobilização é liderada pelo sindicato Semaf, que exige a contratação de mais funcionários, além do aumento dos investimentos em manutenção. Segundo a entidade, há uma “deterioração constante da rede ferroviária”, agravada por falhas identificadas após inspeções de segurança realizadas nas semanas seguintes às colisões.
O acidente mais grave ocorreu em 18 de janeiro, na localidade de Adamuz, no sul do país. Um trem de alta velocidade descarrilou e colidiu com outra composição que seguia em sentido oposto, causando a morte de 46 pessoas — o pior desastre ferroviário espanhol em mais de uma década. Dois dias depois, na Catalunha, um maquinista em treinamento morreu e ao menos 37 passageiros ficaram feridos após o desabamento de uma parede que atingiu um trem regional perto de Barcelona.
Relatório preliminar da Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF) apontou que sulcos encontrados nas rodas do trem de Adamuz — e de outras composições que passaram anteriormente pelo trecho — indicam que uma fratura no trilho pode ter ocorrido antes do descarrilamento. No caso da Catalunha, autoridades ferroviárias avaliam que a parede cedeu no momento da passagem do trem, atingindo primeiro a cabine do maquinista e causando danos significativos ao primeiro vagão.
As tragédias provocaram fortes transtornos aos passageiros e reacenderam o debate sobre a segurança de um sistema historicamente considerado referência na Europa. O primeiro-ministro Pedro Sánchez deverá ser questionado no Parlamento ainda nesta semana sobre as falhas apontadas no setor.
O governo, no entanto, rebate as críticas. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que não há problemas estruturais ou falta de manutenção. Segundo ele, cerca de 700 milhões de euros foram investidos nos últimos anos na modernização da linha Madri–Andaluzia, incluindo o trecho onde ocorreu o acidente mais grave.
— Não estamos diante de um problema de infraestrutura obsoleta nem de falta de investimento — declarou o ministro.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress