Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a morte de duas pessoas em um novo ataque a uma embarcação suspeita de tráfico de drogas em águas do Pacífico, elevando o número de vítimas para 130 desde o início da campanha antidrogas de Washington na região.
Initial plugin text
“Dois narcoterroristas foram mortos e um sobreviveu”, afirmou o Comando Sul em sua conta no Twitter. O órgão acrescentou que a Guarda Costeira dos EUA foi notificada para “ativar o sistema de busca e resgate do sobrevivente”.
*Em atualização
Três dos dez trabalhadores de uma mina canadense sequestrados em janeiro no México foram encontrados mortos, informou nesta segunda-feira (9) a Câmara de Mineração que reúne organizações sindicais e empresas do setor. Os três mineradores “foram encontrados sem vida e identificados” por autoridades e outros trabalhadores, detalhou a organização em comunicado.
Um passo por vez: Estudante francês caminha 32 quilômetros por dia para ir à escola em um desafio por campanha solidária
Bad Bunny no Super Bowl: entenda as referências do show histórico que exaltou a cultura latina
Os dez operários da companhia canadense Vizsla Silver foram sequestrados em 23 de janeiro no município de Concordia, uma área de minas em Sinaloa (noroeste), disputada por organizações criminosas. De acordo com relatos de familiares, um comando armado retirou os trabalhadores à força de um acampamento situado na sede do projeto na localidade de Pánuco.
As autoridades mobilizaram mais de mil efetivos para as buscas, em uma operação pouco comum. Também é raro o sequestro de um grupo tão numeroso de trabalhadores de uma empresa multinacional.
A Procuradoria-Geral mexicana informou na última sexta-feira (6) que um corpo com “características similares” às de um dos mineradores havia sido encontrado e que algumas pessoas tinham sido detidas. Porém, até agora, não confirmou a morte de nenhum dos funcionários raptados.
Segundo a imprensa local, os sequestrados são todos mexicanos, dois deles são engenheiros e um é geólogo.
Entenda: E-mails indicam que príncipe Andrew pode ter compartilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein
Em um comunicado separado, a empresa canadense anunciou a morte de seus trabalhadores, com base em informações obtidas de familiares, mas sem detalhar números e esclareceu que está “à espera de confirmação por parte das autoridades mexicanas”.
A AFP pediu detalhes sobre o caso à assessoria de imprensa do Ministério Público, mas não obteve resposta.
O complexo da empresa canadense fica em Pánuco, uma comunidade com centenas de habitantes do município de La Concordia. Segundo os depoimentos de moradores da região reunidos pela AFP, numerosos sequestros vêm ocorrendo há meses, mas foi este caso o que provocou uma reação das autoridades.
Este estado de noroeste mexicano é marcado por assassinatos e sequestros cotidianos no âmbito das disputas internas do Cartel de Sinaloa, que deixam mais de 1.700 pessoas assassinadas e quase 2 mil desaparecidas em pouco mais de um ano.
México usa drones para reflorestar áreas queimadas
Cuba começou a aplicar hoje novas medidas de emergência destinadas a economizar combustível para enfrentar o estrangulamento energético imposto pelos Estados Unidos, que afeta duramente o cotidiano da população.
Nas ruas de Havana, o trânsito estava menor do que o habitual. No bairro central de El Vedado, as calçadas, normalmente cheias de moradores que saem para resolver pendências, estavam quase desertas.
Rosa Ramos, enfermeira de 37 anos, esperava havia mais de uma hora na rua por um transporte que lhe permitisse chegar ao trabalho, um hospital situado a oeste da capital, a cerca de dez quilômetros dali.
As medidas anunciadas pelo governo na sexta-feira, que incluem a semana de trabalho de quatro dias para economizar eletricidade, o teletrabalho e o racionamento da venda de combustível a particulares, “são medidas de resistência”, disse ela à AFP, “para que o país não colapse”.
— Mas, ao mesmo tempo, geram muita incerteza na população, porque a gente se pergunta por quanto tempo um país consegue viver nessas condições — lamentou.
Transporte mais caro
Desde segunda-feira, usuários de táxis privados notaram aumento no preço do serviço, que em alguns trajetos passou de 200 pesos (R$ 2,09) para 350 pesos cubanos (R$ 3,66).
A ilha comunista, com 9,6 milhões de habitantes, encontra-se em situação particularmente vulnerável após o fim do envio de petróleo da Venezuela, depois da derrubada de Nicolás Maduro em uma incursão armada dos Estados Unidos.
Além disso, Washington ameaçou impor tarifas aos países que forneçam petróleo a Havana. O México negocia com Washington uma forma de abastecer Havana com petróleo sem sofrer represálias de seu principal parceiro comercial, alegando razões humanitárias.
‘Muito injusto’
Nesta segunda-feira, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, classificou como “muito injusto” que os Estados Unidos ameacem impor tarifas a quem forneça petróleo a Cuba. “Não se pode sufocar um povo dessa maneira, é muito injusto”, denunciou a presidente de esquerda.
O México anunciou no domingo que enviou, a bordo de dois navios de sua Marinha, mais de 814 toneladas de alimentos para a população cubana. Moscou também reagiu na segunda-feira, denunciando as “medidas asfixiantes” dos Estados Unidos.
‘Situação crítica’
“A situação em Cuba é realmente crítica”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao informar que a Rússia mantém conversas com as autoridades cubanas para oferecer assistência.
Por sua vez, o chanceler Bruno Rodríguez afirmou que o objetivo de Washington “como sempre, é dobrar a vontade política dos cubanos”. “O cenário é duro e exigirá grande sacrifício”, declarou na rede social X.
Aviões sem querosene
Como sinal da gravidade da crise, as autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de combustível ficará suspenso por um mês a partir da meia-noite de segunda-feira.
A medida obrigará as empresas que realizam voos de longa distância a fazer uma “escala técnica” para garantir o reabastecimento.
Além disso, o governo anunciou o fechamento de alguns hotéis com baixa ocupação e a realocação de turistas para outros estabelecimentos.
“Já estão fechando hotéis em Varadero”, principal balneário de Cuba, a cerca de 150 quilômetros a leste de Havana, “mas também em outras províncias”, comentou à AFP uma trabalhadora do setor que preferiu não se identificar.
Também houve redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias, assim como dos dias letivos. As universidades passaram a funcionar a distância, como durante a epidemia de covid-19, ou em regime semipresencial.
As medidas devem permitir economizar combustível para favorecer “a produção de alimentos e a produção de eletricidade” e garantir “a proteção das atividades fundamentais que geram divisas”, declarou o vice-primeiro-ministro Oscar Pérez-Oliva Fraga, citando em especial o setor do tabaco.
As ações adotadas pelo governo cubano lembram as diretrizes aplicadas durante o “período especial”, a grave crise econômica que ocorreu após a queda da União Soviética, então principal fornecedora de petróleo de Cuba, em 1991.
Uma das mais conhecidas influenciadoras pró-Donald Trump nos EUA disse que o show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, no domingo, “não foi branco o suficiente”, e que a performance do artista de Porto Rico (um território dos Estados Unidos) “não tinha nada de americana”. As palavras de Laura Loomer, adepta de teorias da conspiração e defensora ferrenha da política migratória do presidente Trump, ainda incluíram tons explícitos de xenofobia contra latinos.
Análise: Crítica de Trump a Bad Bunny é gota d’água para latinos
Análise: Ascensão de Bad Bunny surfou na onda do reggaeton que cresceu a partir do fim dos anos 1980
“Imigrantes ilegais e prostitutas latinas rebolando no Super Bowl. Nenhum branco ou tradução para o inglês no Super Bowl”, escreveu Loomer na rede social X. “Isso não é branco o suficiente para mim. Não consigo mais assistir a um Super Bowl porque os imigrantes literalmente arruinaram tudo.”
Initial plugin text
Além de atacar o estilo musical de Bad Bunny, um dos artistas mais ouvidos nos EUA (e no resto do mundo), Loomer questionou “que diabos é essa m… de imigrante ilegal trabalhando em fazendas e não falando inglês na minha TV?”, sugerindo que a agência migratória do país, o ICE, envolvido em violentas operações, fosse acionado. Ela criticou a decisão do cantor — que é cidadão americano, assim como as pessoas que nascem em Porto Rico — de falar apenas em espanhol, antes de retomar a xenofobia que marcou sua noite.
“O fato de o show do intervalo do Super Bowl ter começado com uma cena que supostamente mostrava trabalhadores agrícolas imigrantes ilegais é vergonhoso. Isso só reforçou minha crença de que somos um país conquistado”, escreveu, sugerindo que os trabalhadores rurais dos EUA, retratados na apresentação de Bad Bunny, são estrangeiros em situação migratória irregular.
Trauma: Menino de cinco anos detido pelo ICE nos EUA ‘tem pesadelos e acorda chorando’, diz pai
Loomer, uma conhecida agitadora de extrema direita que se diz abertamente islamofóbica e anti-imigração, se aproximou de Donald Trump durante a campanha que o levou novamente à Casa Branca, e chegou a ser convidada pelo republicano para integrar sua equipe. Contudo, seu radicalismo fez com que outros assessores conseguissem barrá-la para o cargo. Isso não impediu que mantivesse aberto o canal com Trump, ao mesmo tempo em que usava seu alcance digital — são 1,8 milhão de seguidores no X, de onde chegou a ser banida há alguns anos mas retornou por obra de Elon Musk, dono da empresa — para influenciar escolhas do presidente e promover as próprias pautas. Em suas redes, ela também vende camisetas e outros produtos louvando a prisão de imigrantes.
A influenciadora não foi a única na “trumpsfera” a atacar Bad Bunny. Nick Adams, indicado por Trump para comandar a embaixada dos EUA na Malásia, disse que alguém deveria lembrar o artista “que ele está na América” — um dos pontos mais celebrados (e atacados por outros) da apresentação foi quando o cantor disse “Deus salve a América” e passou a listar os países da América Latina, acompanhado por bandeiras dessas nações. Nos EUA, a maior parte das pessoas se refere unilateralmente ao país como “América”.
‘Nós o expulsaremos’: EUA usam avião de amigo de Trump para deportar palestinos à Cisjordânia
O próprio Trump criticou o show, e o classificou de “tapa na cara” dos Estados Unidos. Na semana passada, sua conta na rede social Truth Social publicou um vídeo retratando o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos, e as acusações de racismo vieram até da base republicana. O vídeo foi retirado, mas Trump disse que não pediria desculpas porque “não fez nada de errado”.
Como “resposta” a Bad Bunny no Super Bowl, a organização Turning Point USA, fundada pelo ativista conservador Charlie Kirk, assassinado no ano passado, realizou um show “completamente americano”, com artistas brancos, como queria Loomer. Segundo projeções do jornal New York Times, cerca de seis milhões de pessoas acompanharam o evento. A audiência estimada da apresentação do porto-riquenho foi de 128 milhões de pessoas.
O Tribunal Distrital de Jerusalém rejeitou no domingo uma petição que buscava autorizar um menino palestino de 5 anos, diagnosticado com câncer agressivo, a receber tratamento médico em Israel. A decisão se baseou no fato de que o endereço da criança está registrado na Faixa de Gaza, apesar de ela viver há anos em Ramallah para fins de tratamento.
Entenda: Israel anuncia medidas de controle sobre a Cisjordânia e ministro diz que objetivo é ‘matar a ideia do Estado palestino’
Preocupação: ONU e outros países pedem que Israel reverta decisão de revogar licença de ONGs que atuam em Gaza
O pedido pretendia viabilizar a transferência do garoto para o Hospital Tel Hashomer, nas proximidades de Tel Aviv, onde poderia receber atendimento considerado vital. Segundo a petição, o menino necessita com urgência de um transplante de medula óssea — procedimento indisponível na Cisjordânia e em Gaza.
A negativa está alinhada à política do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de impedir a evacuação de pacientes gravemente doentes de Gaza desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023. A medida barra a entrada em Israel de palestinos registrados no enclave, mesmo que não residam atualmente ali.
Na decisão, o juiz Ram Winograd afirmou que o fato de o menino viver em Ramallah é irrelevante diante da política adotada pelas autoridades de defesa israelenses. Segundo ele, a rejeição do pedido “retira sua validade de considerações de segurança e políticas” ancoradas na realidade dos últimos anos vivenciada na região.
A dor do outro: Organização une israelenses e palestinos em luto para buscar um caminho pela paz
O magistrado também observou que os autores da ação não verificaram a possibilidade de o tratamento ser realizado em Amã, na Jordânia. Ainda que um especialista israelense tenha alertado para os riscos de enviar a criança ao exterior, Winograd argumentou que os médicos não negaram explicitamente a possibilidade de deslocamento terrestre até a capital jordaniana, localizada a cerca de 100 quilômetros de distância.
Mesmo que ficasse comprovado que o menino só poderia receber o tratamento em Israel, acrescentou o juiz, isso não alteraria o desfecho, pois a decisão está fundamentada em uma política geral aplicada a todos os moradores registrados em Gaza. Com isso, a mãe da criança disse ao jornal israelense Haaretz ter perdido sua “última esperança”. O avô do menino morreu de câncer há três anos, relatou.
Consequências devastadoras
A organização israelense de direitos humanos Gisha, responsável pela petição apresentada em dezembro, criticou a decisão. Em nota, afirmou que o caso “ilustra as consequências devastadoras de uma política que nega aos palestinos acesso a tratamento médico que salva vidas apenas porque seu endereço está registrado em Gaza, mesmo quando não residem ali e nenhuma alegação de segurança é feita contra eles”.
Para a ONG, a medida representa uma violação das obrigações de Israel como potência ocupante sob o direito internacional e, na prática, “condena crianças doentes à morte”.
Após revogação de licença: Médicos Sem Fronteiras pede a Israel que permita atuação em Gaza e na Cisjordânia em 2026
A política do governo e do aparato de segurança está atualmente sob análise da Suprema Corte de Justiça de Israel. Em janeiro, o governo reafirmou sua posição contrária à evacuação de pacientes gravemente enfermos da Faixa de Gaza para hospitais na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, prática que era adotada antes de 7 de outubro.
Em resposta a ações apresentadas por grupos de direitos humanos, o governo argumentou que a saída de moradores de Gaza para Israel ou para a Cisjordânia envolve riscos de segurança, incluindo a possibilidade de exploração desses deslocamentos para recrutamento, transferência de informações e estabelecimento de infraestrutura terrorista.
A Justiça argentina acusou o ex-funcionário do presidente Javier Milei que chefiava a agência responsável pelo atendimento a pessoas com deficiência, além de outras 18 pessoas, de terem recebido propinas e desviado recursos do órgão, segundo documentos judiciais publicados nesta segunda-feira. A Agência Nacional de Deficiência (Andis) foi extinta em dezembro após denúncias de corrupção que atingiram a irmã do presidente, Karina Milei.
‘Plano sistemático de repressão’: Argentina solicita aos EUA extradição de Nicolás Maduro para investigação sobre crimes contra a Humanidade
Aos moldes de Trump: Milei cria ‘escritório’ para ‘desmentir’ meios de comunicação argentinos
De acordo com uma decisão à qual a AFP teve acesso, um juiz federal acusou o ex-diretor da Andis, Diego Spagnuolo, por suposto recebimento de propina, fraude contra o Estado e associação criminosa entre 2023 e 2025. O magistrado também determinou o indiciamento de outras 18 pessoas, entre servidores da Andis e particulares, e ordenou o bloqueio de bens de todos os envolvidos.
“Ficou comprovada a existência de uma organização criminosa integrada por agentes públicos dentro da Andis e atores privados do setor de saúde”, afirmou a decisão, acrescentando que “essa organização se dedicou a desviar recursos públicos por meio de compras direcionadas e superfaturamento”.
O caso veio à tona em agosto, após a divulgação de áudios atribuídos a Spagnuolo nos quais ele afirmava que Karina Milei, secretária-geral da Presidência, recebia 3% do valor pago pela agência na compra de medicamentos.
Initial plugin text
Spagnuolo renunciou ao cargo dias depois. Inicialmente, o presidente afirmou que o ex-diretor mentia nos áudios, embora depois Spagnuolo tenha alegado à Justiça que os arquivos foram manipulados. Ainda assim, a Promotoria manteve a acusação com base em outras provas.
Os áudios não foram utilizados como prova pelo Ministério Público nem pelo juiz e não são mencionados na decisão, que se fundamenta em documentos obtidos em buscas e apreensões e em depoimentos colhidos durante as investigações.
NYT: Argentina está em negociações avançadas para se tornar destino de deportações dos EUA
Karina Milei não figura entre os acusados. No entanto, segundo o juiz, as provas indicam que o esquema de corrupção na Andis “não se tratou de algo isolado” e “pode envolver outros níveis de cumplicidade”, que ainda devem ser investigados.
— A investigação da Andis confirma ponto por ponto o que denunciamos — afirmou à AFP o advogado Gregorio Dalbón, responsável pela denúncia criminal apresentada em agosto.
— O governo nacional, e em especial aqueles que têm responsabilidade política sobre a área, precisam dar explicações urgentes — acrescentou Dalbón, que também atua como advogado da líder opositora e ex-presidente Cristina Kirchner (2007–2015) em outros processos.
Preso nos EUA: veja o que mudou na Venezuela um mês após queda de Nicolás Maduro
O governo dissolveu a Andis em dezembro e transferiu as funções de assistência do órgão para o Ministério da Saúde.
Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, a Andis vinha passando por uma auditoria que permitiu identificar dezenas de milhares de beneficiários irregulares.
O processo provocou interrupções nos serviços e gerou reclamações de beneficiários, que realizaram diversas manifestações de rua exigindo mais recursos para a entidade, em meio a um severo ajuste orçamentário.
Um avião de pequeno porte atingiu vários veículos ao realizar um pouso de emergência no meio de uma rua da Geórgia na tarde de segunda-feira, segundo a polícia.
A aeronave monomotor fez o pouso dramático na Browns Bridge Road, em Gainesville, no estado da Geórgia, atingindo pelo menos dois carros antes de parar. Apenas ferimentos leves foram registrados, informou o Departamento de Polícia de Gainesville, sem detalhar exatamente quem ficou ferido ou de que forma.
Imagens divulgadas pela Polícia mostraram o avião — um Beechcraft Hawker G-36, ano 2010, que vinha do Tennessee — parado na via, com carros ao redor e pedestres atônitos nas proximidades. Ainda não estava claro o que provocou os problemas que levaram a aeronave a realizar o pouso de emergência e interromper a viagem.
Um avião de pequeno porte fez um pouso forçado no meio de uma rua da Geórgia na segunda-feira, atingindo vários carros em seu trajeto
Departamento de Polícia de Gainesville
O cruzamento foi interditado após o acidente, e motoristas foram alertados para esperarem longos atrasos no trânsito enquanto as equipes de emergência atuavam e os investigadores trabalhavam no local.
Matéria em atualização
Os sindicatos ferroviários e o governo espanhol chegaram a um acordo nesta segunda-feira (9) para melhorar a manutenção e a segurança dos trilhos e trens, após dois acidentes que deixaram 47 mortos em meados de janeiro e no primeiro dia de uma greve de três dias que foi posteriormente cancelada.
‘Como um filme de terror’, relata sobrevivente de acidente com trens que deixou 41 mortos na Espanha
Encontrada nos destroços, menina de seis anos é a única sobrevivente de sua família em colisão de trens na Espanha
— Este acordo é histórico. Alcançamos um marco na segurança ferroviária — disse à AFP um porta-voz do sindicato Semaf após uma reunião em Madri entre os sindicatos e o Ministério dos Transportes do governo de Pedro Sánchez.
— Trata-se de um acordo abrangente que inclui 25 pontos em 10 páginas e está agrupado em três pilares: medidas e regulamentações, investimento na manutenção da infraestrutura e a alocação do pessoal necessário para executá-la — acrescentou o porta-voz.
Sendo assim, a greve, que ainda estava prevista para terça e quarta-feira, foi cancelada. Em seu primeiro e único dia, causou atrasos e centenas de cancelamentos, testando a paciência de centenas de milhares de passageiros que já sofrem diariamente com problemas na rede ferroviária, principalmente em linhas de curta distância.
Reencontro: Cachorro que desapareceu em acidente de trem na Espanha é encontrado e volta para família
Perícia: Em investigação sobre acidente de trem com 45 mortos na Espanha, comissão identifica trilho danificado
A gota d’água para os trabalhadores foram dois acidentes fatais em meados de janeiro.
—Há dez anos transportávamos cerca de 10 milhões de passageiros, agora estamos na faixa de 22 a 23 milhões — afirmou Arturo Vega, presidente nacional do sindicato CSIF, durante a manifestação, acrescentando: É necessário um maior investimento em manutenção e inspeções.
No início da greve, os piquetes do sindicato CCOO distribuíram panfletos pedindo “compreensão e apoio” aos passageiros, cujos sentimentos eram mistos de solidariedade e frustração por começarem a semana com dificuldades.
“Os acidentes recentes não são incidentes isolados: são consequência de decisões que priorizam o corte e a fragmentação do serviço em detrimento de uma ferrovia pública, segura e bem administrada”, explicou o folheto do sindicato CCOO.
—Não consegui sair — disse à AFP Mari Carmen González, uma passageira de 58 anos que tentava viajar de Madri para Aranjuez. — Os serviços mínimos não foram respeitados; acho isso vergonhoso — acrescentou.
Victoria Bulgier, uma professora de inglês americana na casa dos trinta anos, que precisava viajar para Getafe, ao sul de Madri, afirmou que entendia “completamente” os motivos da greve.
— Entendo perfeitamente os motivos da greve. Eles não deveriam ter que trabalhar em condições que os colocam em risco — explicou Bulgier à AFP.
O chefe da agência nuclear do Irã afirmou nesta segunda-feira que pode diluir seus estoques de urânio enriquecido a 60% — bem acima do necessário para uso civil e próximo do grau usado militarmente — caso as sanções financeiras impostas ao país sejam suspensas. A oferta, ainda sem resposta, ocorre em meio a negociações entre os EUA e Teerã sobre o programa nuclear local, que têm como pano de fundo ameaças de intervenção militar e novas sanções.
Indica análise: Irã priorizou reconstrução de programa de mísseis a centrais nucleares após bombardeios dos EUA
Impasse: Irã se diz pronto para negociar com EUA, mas rejeita ameaças; Trump afirma que Teerã quer acordo, sem descartar ataque
Citado pela agência estatal Irna, Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Nuclear, não especificou as sanções a que se refere, tampouco como ou quando o processo teria início. Há quase dois anos, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) defendeu que Teerã diluísse seus estoques de urânio enriquecido a 60% para recuperar a confiança internacional em seu programa nuclear, mas a sugestão foi ignorada pelos dirigentes iranianos.
O processo de diluição envolve misturar o urânio enriquecido a uma quantidade de urânio com menor grau de processamento, até que o nível desejado seja atingido. Segundo estimativas da IAEA, o Irã tem mais de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, e um relatório de 2023 da agência apontou que partículas enriquecidas a 83% foram encontradas em instalações locais. Segundo especialistas, para ser usado em uma arma, é necessário material enriquecido a mais de 90%. Teerã alega que seu programa atômico tem fins pacíficos, e que um decreto religioso veta os arsenais nucleares.
Crise de confiança: Irã volta a sofrer sanções econômicas e militares por programa nuclear, uma década após terem sido suspensas
Outra possibilidade é o envio do material enriquecido para outro país, seguindo um dos passos do acordo internacional sobre o programa nuclear do país, firmado em 2015 e rasgado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 2018, durante seu primeiro mandato. Na época, os iranianos enviaram mais de 11 toneladas de urânio enriquecido para a Rússia, e mantiveram cerca de 300 kg. A proposta estabelecia um limite máximo de enriquecimento de 3,67%, inspeções mais intrusivas e uma pausa no desenvolvimento de novos equipamentos. Ao romper o acordo, Trump impôs novas sanções e aprofundou uma crise que, àquela altura, parecia resolvida.
A oferta iraniana vem em meio a negociações preliminares entre EUA e Irã para tentar evitar uma nova guerra no Oriente Médio. No início do ano, Trump esteve perto de lançar uma intervenção militar, mas foi dissuadido por monarquias árabes e por Israel, que temiam os efeitos da inevitável retaliação. À época, o republicano dizia que um ataque seria uma forma de punir o governo pela repressão aos protestos, que deixou milhares de mortos, e que a ação poderia levar à queda do regime, no poder desde 1979.
A retórica foi adequada ao longo das semanas, e o risco de bombardeios — ainda mais violentos do que os de junho do ano passado, contra instalações nucleares — foi substituído por sinais de que os dois lados querem negociar. Trump tem uma lista maximalista, que inclui limites extremos ao programa nuclear, ao desenvolvimento de mísseis balísticos e à rede de milícias espalhadas pelo Oriente Médio. Teerã não quer aceitar todos os termos e exige o fim do bloqueio econômico, mas tem pouca margem de manobra, especialmente com uma “armada” dos EUA perto de sua costa.
Sob sanções da ONU Irã fecha acordo de R$ 130 bilhões com a Rússia para construção de novos reatores nucleares
Na terça-feira, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional e próximo do líder supremo, Ali Khamenei, vai a Omã, país que sedia as negociações entre americanos e iranianos. De acordo com a agência Tasnim, ele ” se reunirá com altos funcionários do Sultanato de Omã e discutirá os mais recentes desenvolvimentos regionais e internacionais”.
Na semana passada, representantes dos dois governos realizaram a primeira rodada de conversas indiretas desde junho do ano passado, e Larijani deve ir a Omã para acertar os detalhes da próxima reunião. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que os dois lados querem “obter resultados”, mas preferiu moderar as expectativas.
— Existe uma barreira de desconfiança em relação aos Estados Unidos, que deriva do próprio comportamento americano — afirmou o diplomata, citado pela rede al-Jazeera.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um barco turístico desgovernado colide com gôndolas no Grande Canal de Veneza, na Itália, neste domingo (8), lançando turistas na água. O incidente envolveu a embarcação chamada Impresa, que seguia em alta velocidade e cruzou o canal na diagonal antes de atingir outras embarcações.
Vídeo: Bombeiros resgatam cavalos ilhados durante cheias em Portugal
Leia também: Drones capturam imagens do interior da usina nuclear de Fukushima
Nos vídeos, é possível ver o barco se aproximando de uma gôndola desavisada. O gondoleiro ainda tenta desviar usando o remo tradicional, mas não consegue evitar o choque. Com o impacto, os ocupantes da gôndola caem na água, enquanto a embarcação é parcialmente sugada para baixo do ferry. Três pessoas foram vistas boiando enquanto o barco seguia adiante.
Veja o momento:
Initial plugin text
Falha mecânica e investigação em andamento
Segundo a imprensa italiana, o ferry da empresa Alilaguna apresentou uma avaria no sistema de câmbio a caminho da estação de Santa Lucia, antes de chegar à Ponte Rialto, deixando o capitão sem controle das marchas. Duas lanchas da polícia passaram a acompanhar a embarcação ao perceberem que algo estava errado.
Ao final do trajeto desgovernado, o Impresa só parou após colidir em alta velocidade com o edifício histórico Rio delle Poste, às margens do canal. Outras gôndolas e barcos tentaram se afastar para evitar novos impactos. Equipes de resgate retiraram turistas da água sob gritos de pessoas que acompanhavam a cena das passarelas.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/X
De acordo com relatos da mídia local, nove pessoas foram resgatadas e atendidas com contusões e sinais iniciais de hipotermia. A polícia abriu investigação para apurar as causas do acidente. Luigi Coro, do grupo de direitos dos cidadãos CMP, afirmou que a bainha da alavanca de câmbio pode ter quebrado. “Os barcos não têm freios, usam marcha à ré. Se isso falha, a última marcha permanece”, disse, acrescentando que o piloto poderia ter desligado o motor, mas possivelmente entrou em pânico.
Em nota, o presidente da Alilaguna, Fabio Sacco, declarou que, aparentemente, ninguém ficou gravemente ferido. Segundo ele, o funcionário que pilotava a embarcação, em estado de choque, foi levado ao hospital para exames, incluindo testes de álcool e drogas. O barco será rebocado para um estaleiro para investigação e reparos.
As colisões deixaram gôndolas gravemente danificadas e a proa do ferry destruída. Nas redes sociais, usuários reagiram com choque às imagens, classificando o episódio como “um milagre” sem vítimas graves e criticando o tráfego intenso de embarcações de grande porte no Grande Canal. Segundo a Mediaset Infinity, bombeiros, mergulhadores e a polícia local de Veneza atuaram no atendimento da ocorrência.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress