O paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas na guerra do Leste Europeu, foi morto após ser atingido por fogo de artilharia, segundo informações preliminares. A morte não ocorreu em combate corpo a corpo, mas em um ataque indireto — modalidade que tem se mostrado uma das mais letais do conflito.
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Quem era Daniel Lucas de Campos, brasileiro de 32 anos morto na guerra da Rússia contra a Ucrânia
A informação foi publicada primordialmente em um grupo do Facebook chamado “Amigos da Ucrânia”, e posteriormente confirmada pelo GLOBO.
Morte de Adriano foi confirmada em grupo no Facebook
Reprodução/Redes Sociais
“A morte de Adriano Silva reforça a dura realidade vivida por combatentes que, longe de seus países de origem, se veem expostos a um ambiente marcado por alta letalidade, armamentos pesados e constante imprevisibilidade”, escreve Anderson Crepaldi no post.
O episódio evidencia a dinâmica da guerra moderna, marcada pelo uso intensivo de artilharia de longo alcance, bombardeios e mísseis, capazes de atingir alvos a grandes distâncias e com alto poder destrutivo. Nesse cenário, mesmo combatentes fora da linha direta de confronto permanecem expostos a riscos constantes.
Brasileiro conta como é a dramática luta na linha de frente contra os russos
“Deixei o paraíso da Ilha Grande, no litoral fluminense, há pouco mais de cinco meses. Lá, era marinheiro mercante e surfista nas horas vagas. Troquei o azul do mar de Lopes Mendes pelo cinza das trincheiras e o branco da neve ucraniana, onde nesses últimos dias enfrentamos uma temperatura de -20°C. Muita gente acha que vim por aventura, mas foi uma decisão de muita consciência. Não conseguia ficar em casa, no conforto, sabendo que um povo inteiro estava sendo esmagado. Como servi no Exército, tinha algo a oferecer. Eu sentia que era meu dever moral dizer: “Vocês não estão sozinhos.”
Na guerra, meu nome é “Navy” (Marinha), assim está escrito na chapa que levo pendurada ao pescoço. É assim que me chamam no rádio. Tenho 39 anos e nasci na região serrana do Rio, em Teresópolis. Minha jornada até aqui foi silenciosa: saí de São Paulo, passei pela Turquia, Moldávia e, a partir dali, o mundo desapareceu. Fiquei incomunicável. Estava acompanhado de outros 12 soldados, todos experientes, cientes de que poderíamos não voltar. Só não posso revelar como foi feito o meu recrutamento, por questões de segurança.
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Reprodução/Redes Sociais
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O episódio evidencia a dinâmica da guerra moderna, marcada pelo uso intensivo de artilharia de longo alcance, bombardeios e mísseis, capazes de atingir alvos a grandes distâncias e com alto poder destrutivo. Nesse cenário, mesmo combatentes fora da linha direta de confronto permanecem expostos a riscos constantes.
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Na guerra, meu nome é “Navy” (Marinha), assim está escrito na chapa que levo pendurada ao pescoço. É assim que me chamam no rádio. Tenho 39 anos e nasci na região serrana do Rio, em Teresópolis. Minha jornada até aqui foi silenciosa: saí de São Paulo, passei pela Turquia, Moldávia e, a partir dali, o mundo desapareceu. Fiquei incomunicável. Estava acompanhado de outros 12 soldados, todos experientes, cientes de que poderíamos não voltar. Só não posso revelar como foi feito o meu recrutamento, por questões de segurança.









