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A ovelha Fiona, que viralizou nas redes sociais, conhecida como a “a mais solitária do mundo”, após passar cerca de dois anos isolada em uma rocha na costa nordeste da Escócia, deu à luz gêmeos, um macho e uma fêmea, no Parque Dalscone, em Dumfries, onde vive desde que foi resgatada em 2023. A informação foi confirmada pela fazenda, que havia anunciado a gravidez no início deste ano nas redes sociais.
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O animal foi encontrado preso ao pé de um penhasco após ser avistado por uma caiaquista e resgatado em uma operação descrita como “épica” por voluntários do grupo The Sheep Game. Fiona foi retirada do local com o uso de equipamentos pesados e, após avaliação, foi considerada “em excelente forma”, segundo os responsáveis pela missão.
Recuperação lenta e vínculo buscado pela fazenda
De acordo com Ben Best, fazendeiro do Parque Dalscone, Fiona chegou ao local acima do peso e levou cerca de dois anos até estar fisicamente apta para ter filhotes. Em entrevista à BBC, Best afirmou que a ovelha também apresentava dificuldades de socialização após o longo período isolada. “Ela nunca se apegou totalmente a nenhuma outra ovelha. Sempre foi reservada”, disse. Segundo ele, a decisão de permitir que Fiona tivesse cordeiros foi motivada justamente pela busca desse vínculo. “Queríamos que ela tivesse sua própria pequena família.”
Ovelha Fiona no momento do seu resgate
Reprodução/Instagram
Ainda segundo Best, a adaptação foi imediata. “Ela gostou deles na hora, lambia-os e simplesmente os adorava”, afirmou. Ao anunciar o nascimento nas redes sociais, a fazenda escreveu que “a ovelha mais solitária do mundo não está mais sozinha” e celebrou a chegada dos dois cordeiros saudáveis.
Fiona recebeu esse nome em referência a Shrek, uma ovelha encontrada vivendo sozinha na Nova Zelândia, inspiração citada pelo tosquiador Cammy Wilson. Os filhotes ainda não foram batizados, mas, segundo Best, já há pedidos para que recebam nomes ligados à história do personagem. O resgate de Fiona ganhou destaque após relatos da caiaquista Jillian Turner, que disse tê-la visto pela primeira vez em 2021 e ficado chocada ao encontrá-la ainda no mesmo local um ano depois, com a lã excessivamente crescida, sinal do longo abandono.
Se alguém estivesse na superfície do cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák em 2017, teria testemunhado um fenômeno raro: a rotação do objeto desacelerou drasticamente à medida que ele se aproximava do Sol, até parar completamente — e depois recomeçar no sentido contrário.
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O comportamento incomum foi identificado por David Jewitt, astrônomo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, a partir de imagens captadas pelo Hubble Space Telescope. O estudo foi disponibilizado na plataforma arXiv antes de publicação no periódico The Astronomical Journal.
— Já vimos mudanças na rotação de cometas, mas não algo tão grande e tão rápido — afirmou Jewitt.
Freio brusco e inversão
Cometas são blocos de gelo e rocha remanescentes da formação do Sistema Solar. Ao se aproximarem do Sol, o aquecimento provoca a sublimação do gelo, liberando gás e poeira que formam a coma — a nuvem que envolve o núcleo — e, em alguns casos, jatos de material que funcionam como pequenos propulsores naturais. Foi exatamente esse mecanismo que alterou o comportamento do 41P.
Observações feitas em 2017 com o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory mostraram que o período de rotação do cometa aumentou de 20 horas para 46 horas entre março e maio daquele ano — uma variação considerada extrema. Mudanças em cometas costumam ser de minutos, não de dezenas de horas.
— Por tantas horas e de forma tão drástica, nunca vimos — explicou o astrônomo Dennis Bodewits, que também acompanhou o fenômeno.
Após maio, o cometa ficou temporariamente invisível da Terra por estar muito próximo do Sol. Quando reapareceu, em dezembro, novas imagens do Hubble revelaram outro dado surpreendente: o objeto passou a girar a cada 14 horas. A única explicação plausível, segundo Jewitt, é que ele tenha desacelerado até zero e retomado o movimento na direção oposta.
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A astrônoma Jane Luu, da Universidade de Oslo, que não participou do estudo, classificou o registro como inédito:
— Teoricamente, sabíamos que isso poderia acontecer, mas esta é a primeira vez que observamos um cometa fazendo isso em tempo real.
O achado ajuda a explicar por que há menos cometas pequenos no Sistema Solar do que o esperado. Uma hipótese é que jatos de gás acelerem a rotação a tal ponto que o corpo se fragmente por força centrífuga.
— As evidências sugerem que cometas não vivem muito tempo. Há algum processo que os destrói, e acredito que seja a rotação — disse Jewitt.
O 41P voltará a se aproximar do Sol no início de 2028. Astrônomos esperam observar novos episódios de instabilidade, especialmente com a entrada em operação do Vera C. Rubin Observatory, no Chile, que deve ampliar significativamente o monitoramento de pequenos corpos celestes.
Um vídeo que circula nas redes sociais desde o fim de semana mostra o momento em que um motorista frustra uma tentativa de assalto à mão armada em uma rodovia de Santiago, no Chile, ao acelerar e atropelar um dos suspeitos. As imagens, registradas pela câmera instalada no painel do veículo, exibem a ação em tempo real e a reação do casal alvo da abordagem.
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O episódio ocorreu no sábado (7), quando o carro acessava a autoestrada Vespucio Norte a partir da Ruta 5. Nas imagens, ao menos dois homens armados e usando máscaras descem repentinamente de um veículo que bloqueia a pista à frente, prática conhecida localmente como “encerrona”. Em meio ao pânico, o motorista decide não parar, acelera e atinge um dos assaltantes, conseguindo passar pelo estreito espaço entre o carro dos criminosos e a barreira de proteção da via.
Confira o momento:
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Relato do motorista e investigação policial
O áudio captado pela câmera registra gritos da passageira no momento do impacto e, logo depois, a respiração ofegante do condutor, enquanto o casal discute seguir até um local considerado mais seguro. Segundos antes da abordagem, a mulher comenta que a região era “meio perigosa”.
Em entrevista a uma rádio chilena, o motorista afirmou que já desconfiava do veículo à frente e tentou criar distância ao perceber a movimentação suspeita. Segundo ele, o carro dos criminosos acelerou e se posicionou à sua frente. O condutor estimou estar entre 80 e 95 km/h no momento do atropelamento e disse ter visto claramente uma arma.
Imagens do ataque circulam nas redes sociais
Reprodução/X
Após o registro da ocorrência, a polícia informou que os suspeitos abandonaram o veículo nas proximidades. As autoridades apuram a participação de cinco homens no mesmo carro em uma tentativa de assalto a uma loja na região no mesmo dia. De acordo com a polícia, o assaltante atropelado não sofreu ferimentos graves.
Casos de “encerrona” são frequentes em rodovias de Santiago, tanto de dia quanto à noite. O ministro da Segurança do Chile, Luis Cordero, afirmou que o governo busca reforçar estratégias de combate a esses “crimes violentos”. Já o advogado Marcelo Abujiar avalia que é improvável que o motorista seja processado. Para ele, considerando o histórico da área, a reação pode ser entendida como legítima defesa.
O ditador norte-coreano Kim Jong-un consolidou sua filha Ju-ae como aparente herdeira antes de uma importante conferência do partido governista, afirmou na quinta-feira um legislador sul-coreano após sessão informativa com a principal agência de inteligência de seu país.
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Há décadas, a família Kim mantém um governo férreo na Coreia do Norte, sustentado por um culto de personalidade em torno de sua linhagem que domina a vida cotidiana do país hermético.
Ju-ae, filha adolescente de Kim, tem sido vista como próxima na linha de sucessão, tese reforçada por uma série de aparições públicas recentes.
Segundo o Serviço Nacional de Inteligência sul-coreano, Ju-ae foi claramente “designada como sucessora”, disse o deputado Lee Seong-kweun após a agência informar parlamentares sobre o tema.
A avaliação foi feita “levando em conta uma série de circunstâncias, incluindo sua presença pública cada vez mais destacada em eventos oficiais”, explicou o deputado a jornalistas.
Fotos divulgadas antes de um congresso político na Coreia do Norte reforçam essa percepção. A imprensa estatal mostrou, em janeiro, Ju-ae ao lado do pai no Palácio do Sol de Kumsusan, onde estão os corpos do fundador do Estado norte-coreano, Kim Il Sung, e de seu sucessor, Kim Jong Il.
Pyongyang realizará no fim de fevereiro um congresso partidário — seu maior evento político — no qual apresentará políticas diplomáticas, planejamento de guerra e aspirações nucleares para os próximos cinco anos.
O Serviço Nacional de Inteligência afirmou que acompanhará de perto a participação de Ju-ae e o nível de protocolo que lhe será atribuído. Analistas sugerem que ela poderia ser eleita primeira secretária do Comitê Central, o segundo cargo mais poderoso do governante Partido dos Trabalhadores.
Um pequeno objeto perdido no solo inglês por séculos voltou à luz para recontar uma história de poder, amor e ruptura. Um pingente de ouro em forma de coração, a única joia remanescente do casamento entre Henrique VIII e Catarina de Aragão, foi encontrado em 2019 por um detector de metais em um campo de Warwickshire, no centro da Inglaterra. Agora, a peça histórica passa a integrar o acervo do Museu Britânico.
Produzido em ouro de 24 quilates, o pingente traz gravada a palavra “tousiors” — “sempre”, em francês antigo —, além das iniciais de Henrique e Catarina, uma árvore de romãs, símbolo associado à rainha, e a rosa Tudor, emblema tradicional da dinastia inglesa. Os detalhes em vermelho reforçam o caráter simbólico da joia, associada a um dos casamentos mais longos e politicamente relevantes da monarquia britânica.
Uma aquisição histórica
De acordo com a legislação britânica sobre tesouros, achados considerados de relevância histórica podem ser adquiridos prioritariamente por museus. Para evitar que a joia fosse comprada por um colecionador privado, o Museu Britânico mobilizou cerca de £3,5 milhões, cerca de R$ 24,6 milhões, com apoio do National Heritage Memorial Fund e de outros financiadores. O interesse público foi decisivo: cerca de 45 mil pessoas contribuíram com doações que somaram 380 mil libras.
Como prevê a lei, metade do valor da aquisição será destinada ao detector de metais responsável pela descoberta. A outra parte ficará com o proprietário do terreno em Warwickshire onde o pingente permaneceu enterrado por centenas de anos.
O amor de Henrique VIII e Catarina de Aragão
A joia remete a uma união marcada por alianças políticas e desfechos dramáticos. Catarina de Aragão foi prometida ainda criança a Artur Tudor, herdeiro do trono inglês, com quem se casou em 1501. Um ano depois, ficou viúva aos 16 anos, após a morte precoce do príncipe.
Pressionada pelos interesses do Estado, Catarina voltou a ser peça central da sucessão inglesa ao se casar com Henrique, irmão mais novo de Artur. Após garantir que o primeiro matrimônio não havia sido consumado, obteve autorização do papa Júlio II para a nova união. Henrique VIII subiu ao trono em 1509 e, no mesmo ano, casou-se com Catarina na Catedral de Westminster.
O casamento durou 24 anos e teve apenas uma herdeira sobrevivente, Maria Tudor, futura Maria I da Inglaterra. A ausência de um filho homem levou Henrique VIII a anular a união em 1533, decisão que desencadeou a ruptura com a Igreja Católica e transformou profundamente a história religiosa e política do país. Hoje, séculos depois, o pequeno coração de ouro ajuda a preservar a memória desse capítulo decisivo da Inglaterra.
O que deveria ser um simples envio para reparo terminou em angústia, acusações e investigação policial. A britânica Nikoo Tayebi, de 47 anos, afirma que duas pulseiras de diamantes avaliadas em £ 15 mil, cerca de R$ 106 mil, desapareceram após serem enviadas pelos Correios do Reino Unido, a Royal Mail, em dezembro do ano passado, a partir de Hampstead, no norte de Londres.
Segundo Nikoo, uma das joias — avaliada em £ 6.500 e desenhada especialmente pelo marido, Andrew — foi enviada por meio do serviço Special Delivery Guaranteed, com previsão de entrega até as 13h do dia seguinte. No mesmo pacote, ela incluiu outra pulseira de diamantes, estimada em £ 8.500, herdada da mãe, Nooshin, de 77 anos. O destino era um joalheiro em Hatton Garden, tradicional distrito de ourivesaria de Londres, a cerca de uma hora de sua casa.
Envio rastreado e desvio inesperado
O pacote, no entanto, nunca chegou ao endereço final. Pelo sistema de rastreamento, Nikoo acompanhou a encomenda ser redirecionada, de forma inesperada, para o Centro Nacional de Devoluções (NRC) da Royal Mail, em Belfast, na Irlanda do Norte, no dia seguinte ao envio. Pouco depois, as atualizações cessaram.
Sem ter contratado seguro para as peças, a mãe de duas filhas passou a ligar repetidamente para os Correios em busca de informações. Ela afirma ter sido informada de que o pacote seria devolvido à sua residência e recebeu uma notificação de “devolvido ao remetente” em 6 de janeiro, mais de um mês após a postagem. A encomenda, porém, nunca chegou.
Convencida de que as joias foram roubadas no NRC, Nikoo diz que o alerta veio justamente quando o rastreamento parou. Em entrevista ao site MyLondon, ela afirmou que, segundo os procedimentos da Royal Mail, encomendas sem endereço de remetente podem ser abertas e inspecionadas no centro. “Se alguém abrisse o pacote e visse duas pulseiras de diamantes, seria um roubo fácil”, declarou.
“Não tenho dormido bem desde que enviei essas pulseiras”, disse. “Não é só pelo dinheiro. Uma foi feita sob medida pelo meu marido, que economizou por anos, e a outra é uma herança de família que atravessou gerações.” Ela afirma estar devastada com a possibilidade de não conseguir repassar a joia herdada à própria filha.
A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que recebeu, em 26 de janeiro, uma denúncia de roubo de correspondência envolvendo um pacote com duas pulseiras de alto valor. Em nota, a corporação informou que mantém contato com a vítima e que as investigações seguem em andamento. O caso também foi encaminhado ao Painel de Revisão Postal.
Procurada, a Royal Mail afirmou compreender o impacto emocional do episódio. Segundo a empresa, a investigação interna identificou um erro de endereçamento no momento da postagem, o que levou o pacote ao Centro Nacional de Devoluções, onde teria sido recuperado. A empresa disse ainda que houve uma tentativa de devolução ao cliente, mas que, após sair do centro em 6 de janeiro, o item não pôde mais ser localizado.
Em nota, a Royal Mail declarou que trata o caso “com muita seriedade” e reforçou a recomendação para que clientes escolham níveis de compensação compatíveis com o valor dos itens enviados. Já os Correios britânicos afirmaram que, após a postagem, a responsabilidade pela encomenda passa a ser da Royal Mail e que acompanham a apuração do caso.
O que era para ser uma solução fiscal virou um problema público. O histórico Parque Balboa, um dos principais cartões-postais de San Diego, na Califórnia, passou a ser palco de protestos e vandalismo depois que a prefeitura instituiu uma taxa obrigatória de estacionamento, encerrando décadas de acesso gratuito ao local.
Considerado um oásis cultural da cidade, o parque abriga museus, teatros e restaurantes e sempre contou com estacionamento livre para visitantes. Em setembro de 2025, porém, o Conselho Municipal aprovou uma cobrança de US$ 16, cerca de R$ 83, válida para os 12 estacionamentos do complexo. A taxa entrou em vigor em janeiro, com a expectativa de gerar cerca de US$ 15 milhões anuais para ajudar a reduzir o déficit orçamentário da cidade, segundo o site SFGate.
Reação em cadeia
O impacto foi imediato e negativo. Moradores passaram a boicotar o parque, enquanto os comércios locais sentiram os efeitos da queda no fluxo de visitantes. Restaurantes registraram retração de quase 40% na receita e alguns já avaliam demissões para conter prejuízos, de acordo com a emissora KFMB-TV. Nos museus, a redução de público variou entre 25% e 57% na primeira semana da cobrança.
A insatisfação também tomou as ruas. Em protestos, moradores criticaram duramente a medida e a gestão municipal. “Isso não foi bem pensado”, afirmou a ex-vereadora Lorie Zapf, durante manifestação registrada pela NBC San Diego. “Essa foi uma atitude estúpida que nunca deveria ter acontecido.”
Além das manifestações, houve uma onda de vandalismo contra parquímetros do parque. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram equipamentos danificados, pichados e com telas sujas, causando prejuízo estimado em US$ 77 mil, segundo a CBS 8. A polícia de San Diego informou que 52 parquímetros foram destruídos entre a véspera de Natal e a última sexta-feira.
Críticas também partiram de lideranças culturais. Jim Kidrick, CEO do Museu Aeroespacial de San Diego, afirmou em protesto que a decisão foi “catastroficamente míope”, ao contestar o argumento da prefeitura de que a taxa seria necessária para equilibrar o orçamento.
Recuo parcial da prefeitura
Diante da pressão, o prefeito democrata Todd Gloria anunciou ajustes no programa. A partir de 2 de março, a cidade ampliará as zonas de estacionamento gratuito para moradores e reduzirá a fiscalização, que passará a encerrar às 18h, em vez das 20h. Em comunicado, Gloria disse ter ouvido moradores e vereadores e reconheceu os efeitos da medida sobre a população que frequenta o parque.
Segundo o prefeito, a isenção para residentes em estacionamentos selecionados reduzirá a arrecadação, e a prefeitura buscará cortes em outros serviços para manter o orçamento equilibrado. Ainda assim, opositores consideram o recuo insuficiente e defendem o fim completo da taxa. Para eles, visitantes e moradores não deveriam arcar com o peso da crise financeira do município.
Astrônomos monitoram o asteroide 2024 YR4, identificado no fim de 2024, que tem cerca de 60 metros de diâmetro — altura equivalente à de um prédio de 20 andares — e pertence ao grupo de objetos que passam relativamente perto da Terra. Cálculos recentes indicam que não há risco de colisão com o planeta. Ainda assim, simulações apontam uma pequena probabilidade, estimada em cerca de 4%, de impacto com a Lua em dezembro de 2032.
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A órbita do 2024 YR4 cruza a região por onde transitam Terra e Lua. Em alguns cenários, o trajeto do asteroide se alinha ao do satélite natural, abrindo a possibilidade — considerada remota — de choque. Por isso, o corpo celeste segue sob acompanhamento de agências espaciais e observatórios em diferentes países.
No entanto, caso o choque com a Lua acontecesse, mesmo que não houvesse consequências diretas para a Terra, um clarão breve poderia ser detectado por telescópios — e possivelmente até por astrônomos amadores.
Chance baixa
Pesquisadores ligados à Agência Espacial Europeia afirmam que a chance é baixa, mas suficiente para manter a vigilância científica. Observações mais precisas devem ocorrer a partir de 2028, quando o asteroide voltará a se tornar mais visível para telescópios instalados na Terra.
Se a colisão acontecer, os efeitos se restringiriam à Lua. Estimativas indicam que o impacto poderia formar uma cratera de até um quilômetro de largura e liberar energia comparável à de milhões de toneladas de explosivos.
Parte do material ejetado se transformaria em poeira espacial, e uma fração mínima poderia alcançar o entorno terrestre na forma de meteoritos microscópicos, sem risco para a população.
Apesar de não representar ameaça, a hipótese é vista como rara oportunidade científica. Hoje, crateras lunares são estudadas apenas como registros do passado. A observação de um impacto desse porte em tempo real permitiria compreender melhor a formação dessas estruturas e aperfeiçoar modelos usados para prever colisões em outros corpos do Sistema Solar, inclusive na Terra.
A reforma trabalhista defendida pelo presidente argentino, Javier Milei, foi aprovada pelo Senado na madrugada desta quinta-feira e agora segue para a Câmara dos Deputados, após um dia de protestos em Buenos Aires que terminaram em confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.
Com 42 votos a favor e 30 contra, a controversa reforma será debatida nos próximos dias pelos deputados, que ainda podem revisar o texto.
Após a aprovação, os senadores continuaram discutindo os detalhes da lei ponto por ponto.
“Histórico”, celebrou o ultradireitista Milei nas redes sociais,, após um dia que deixou pelo menos duas pessoas feridas e mais de vinte presas.
Manifestantes são atingidos por um canhão de água disparado pela polícia de choque durante protesto em Buenos Aires
Luis Robayo / AFP
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Luis Robayo / AFP
O projeto de lei reduz as indenizações por demissão, facilita a dispensa de funcionários, limita o direito à greve, permite pagamentos em espécie e autoriza os empregadores a exigirem o fracionamento das férias, entre outras propostas que a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, considera “regressivas”.
Enquanto o projeto era debatido no Congresso, milhares de pessoas protestavam na praça em frente ao prédio, no centro de Buenos Aires.
Protesto
Manifestantes se protegem da ação da tropa de choque argentina, colocando-se atrás de um cartaz com os dizeres ‘Reforma trabalhista mata minha liberdade’
Luis ROBAYO / AFP
Representantes de organizações sociais, partidos políticos e sindicatos protestaram na tarde de quarta-feira com cartazes como “Parem a reforma trabalhista de Milei”.
Algumas pessoas atiraram pedras e coquetéis molotov contra a polícia de choque, que havia isolado o prédio do parlamento e respondeu com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha.
Dezenas de explosões foram ouvidas, e um jornalista da AFP observou que um policial e um manifestante ficaram feridos.
– Eles começaram a reprimir. É evidente que não conseguem lidar com a organização popular – disse Ernesto Pasarín, com os olhos lacrimejando por causa do gás lacrimogêneo, à AFP. – Reforma trabalhista não significa que vai criar empregos, mas sim empregos mais precários.
Alguns manifestantes quebraram calçadas e atiraram pedras contra a polícia, e pelo menos quatro contêineres de lixo foram incendiados nas proximidades.
Dezenas de policiais avançaram a pé ou de motocicleta para dispersar os manifestantes da praça e prenderam mais de 35 pessoas, segundo estimativas baseadas em dados oficiais e diversas reportagens.
– Com essa reforma trabalhista exploratória, eles só pensam nos ricos. Quem se beneficia são os patrões – disse Federico Pereira, sociólogo de 35 anos, à AFP.
‘Argentina Moderna’
A oposição e os sindicatos questionam a falta de geração de empregos, argumentando que a economia apresenta sinais de estagnação, com queda no consumo e na produção industrial.
– A lei não vai gerar empregos, não vai gerar investimentos enquanto o atual plano econômico permanecer em vigor – disse o senador da oposição José Mayans ao final do debate. Ele considerou o espírito da reforma “uma violação” e “regressivo”.
Por sua vez, a senadora Patricia Bullrich, principal defensora da lei pelo partido governista, afirmou que ela busca “simplificar” a vida profissional do país para que as novas gerações possam “viver com dignidade e um futuro”.
– Este sistema fracassou – declarou ela, argumentando que o projeto de lei visa “criar uma Argentina que cresça no setor privado, que cresça com as empresas, que cresça com a produção”.
O governo negociou cerca de trinta alterações ao projeto original contra o tempo para garantir sua rápida aprovação na Câmara dos Deputados. O objetivo é transformar a reforma em lei antes de 1º de março, data em que Milei dará início à sessão ordinária do Congresso.
A deputada peronista Julia Strada disse à AFP que seu partido fará “absolutamente tudo para impedir” que o assunto seja debatido na Câmara. – Veremos qual estratégia seguiremos.
Há divergências entre os sindicatos. Os mais militantes, como o poderoso Sindicato dos Trabalhadores do Petróleo, consideraram a reação da CGT morna e estão convocando uma greve.
Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, suas políticas de abertura da economia e redução do tamanho do Estado resultaram na perda de cerca de 300 mil empregos formais, impactando severamente a construção civil, a indústria e as economias regionais.
A Rússia informou nesta quinta-feira que repeliu um ataque com míssil ucraniano na região de Volgogrado, mas que os destroços causaram incêndio em uma instalação militar forçando a evacuação de uma cidade próxima.
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“As unidades de defesa aérea do Ministério da Defesa russo repeliram um ataque com míssil na região de Volgogrado”, publicou o governador regional, Andrei Bocharov, na plataforma de mensagens Telegram.
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“A queda de destroços causou um incêndio nas instalações do Ministério da Defesa perto da vila de Kotluban”, acrescentou, sem fornecer mais detalhes sobre a localização.
Embora não tenha havido vítimas, ele disse que ordens de evacuação estavam em andamento em Kotluban “para garantir a segurança dos civis diante da ameaça de detonação durante os esforços de combate ao incêndio”.
Mais ao norte, na região de Tambov, na Rússia, o governador Evgeny Pervishov disse que estudantes universitários tiveram que ser realocados depois que um ataque com drone ucraniano provocou um incêndio. – O incêndio já foi extinto. Não houve feridos – disse ele.
A Rússia e a Ucrânia acusam-se de lançar ataques que prejudicam as negociações em curso para pôr fim à guerra, que já dura quase quatro anos.
Sob pressão dos Estados Unidos, iniciaram conversações, mas permanecem em desacordo, uma vez que Moscou exige concessões territoriais e políticas da Ucrânia, o que Kiev considera equivalentes a rendição.
A Rússia lançou a sua ofensiva militar contra a Ucrânia em fevereiro de 2022 e controla agora cerca de um quinto do país, incluindo a península da Crimeia, que anexou em 2014.

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