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Com 94% dos votos apurados nas eleições presidenciais do Peru, segundo dados da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o esquerdista radical Roberto Sánchez se consolidou nesta quinta-feira no segundo lugar com vantagem superior a 20 mil votos sobre Rafael López Aliaga — e se aproxima de uma vaga no segundo turno, previsto para 7 de junho, a depender da resolução das contestações ainda pendentes nos Tribunais Eleitorais Especiais. Enquanto isso, o ministro da Defesa e o ministro das Relações Exteriores do Peru renunciaram a seus cargos em meio a especulações sobre o status de uma compra multibilionária de aeronaves F-16 dos Estados Unidos, acordo que o presidente interino José Balcázar, que deixa o cargo em julho, não se opôs.
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A contagem dos votos das cédulas regulares foi concluída, mas os boletins contestados ainda precisam ser revisados. Os resultados parciais da votação de 12 de abril mostram a candidata de direita Keiko Fujimori como favorita para o segundo turno.
No entanto, a ONPE ainda precisa enviar 5.171 folhas de apuração aos Júris Eleitorais Especiais. Até a última terça-feira, segundo a imprensa peruana, 5.573 folhas de apuração estavam pendentes de processamento por erros aritméticos, assinaturas ausentes, dados, entre outros problemas. O próximo passo no processo é o órgão eleitoral aguardar que os júris eleitorais devolvam as atas de apuração resolvidas que foram contestadas, a fim de incluí-las na contagem geral da eleição presidencial.
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Anteriormente, em relação ao atraso no processamento de todas as atas de apuração eleitoral, o chefe interino do ONPE, Bernardo Pachas, garantiu que esperavam finalizar os resultados da eleição presidencial até esta sexta-feira.
— As atas de apuração processadas são diferentes das atas de apuração contadas. Primeiro, vem o trabalho dos Júris Eleitorais Especiais e, se houver contestações, o da Junta Nacional de Eleições. Gostaríamos que fosse o mais rápido possível, porque precisamos fazer aquisições e prestar serviços, e queremos alcançar todo o país — disse.
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, a ONPE ainda não enviou cerca de 30 mil folhas de apuração adicionais, além daquelas já enviadas nos últimos dias. “Para concluir este processo, é essencial que todas as folhas de apuração sinalizadas sejam entregues para que se possa chegar a uma resolução de acordo com a lei”, afirmou o órgão eleitoral.
— A falta de apresentação deste material está causando atrasos no desenvolvimento do processo eleitoral e põe em risco o cumprimento do cronograma para as Eleições Gerais de 2026, bem como o exercício adequado de nossa função — acrescentou Pachas.
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Ministros renunciam
O ministro da Defesa peruano, Carlos Díaz, e o chanceler, Hugo de Zela, apresentaram suas renúncias na quarta-feira, citando sua discordância com a forma como o presidente interino conduziu as negociações do acordo para aquisição de aeronaves americanas F-16. Apesar de não se opor ao acordo, Balcázar adiou qualquer pagamento até que a próxima administração assuma, após a eleição presidencial.
“Foi tomada uma decisão estratégica na área de segurança nacional com a qual tenho uma discordância fundamental”, afirmou Díaz em sua carta de renúncia.
Balcázar, em pronunciamento televisionado, disse que suas declarações anteriores sugerindo que a compra havia sido adiada foram mal interpretadas, indicando que o acordo avançou, enquanto o compromisso financeiro ficará a cargo do próximo governo.
O Peru passou anos negociando com diferentes empresas para modernizar sua envelhecida frota de caças Mirage 2000 e MiG-29, adquiridos nas décadas de 1980 e 1990. O país pretende adquirir ao todo 24 aeronaves, mas um primeiro acordo seria para 12 unidades.
O Departamento de Estado dos EUA aprovou, em setembro do ano passado, a possível venda de aeronaves F-16 e suporte relacionado ao Peru, com a Lockheed como principal contratada, ao lado da General Electric Aerospace e da RTX Corp, em um acordo avaliado em cerca de US$ 3,42 bilhões (quase R$ 17 bilhões, na cotação atual), segundo o Pentágono. Elas competem com empresas da Suécia e da França para vender caças ao Peru, de acordo com o governo.
— Continuamos firmes em respeitar todos os acordos que possam ter sido alcançados no âmbito das Forças Armadas, ou neste caso com o ministério relevante da Força Aérea, para realizar as negociações correspondentes — afirmou Balcázar.
A imagem de uma família de migrantes equatorianos separada pelo Serviço de Controle de Imigração e Aduanas dos Estados Unidos (ICE) venceu nesta quinta-feira o prêmio de Foto do Ano do concurso World Press Photo 2026.
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O registro, feito pela fotógrafa americana Carol Guzy, da agência de notícias ZUMA e do instituto iWitness, para o Miami Herald, mostra o momento comovente em que o homem, identificado como Luis, é detido e separado de sua esposa, Cocha, e de seus filhos, após uma audiência em um tribunal de imigração em Nova York, em 26 de agosto de 2025.
O registro foi feito dentro do edifício federal Jacob K. Javits, um dos poucos nos Estados Unidos onde fotógrafos tiveram acesso para documentar esse tipo de operação. A cena foi captada em um corredor onde Guzy e outros profissionais compareciam diariamente para acompanhar o que ocorria após as audiências. A imagem destaca o momento de separação familiar, com as crianças reagindo à detenção do pai.
— Esta imagem mostra a dor inconsolável de crianças que perdem o pai em um lugar construído para a justiça. Trata-se de um registro duro e necessário da separação familiar decorrente das políticas de reforma nos EUA. Em uma democracia, a presença da câmera naquele corredor funciona como testemunha de uma política que transformou tribunais em cenários de vidas destroçadas — disse a diretora executiva do WPP, Joumana El Zein Khoury.
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Vencedora de quatro prêmios Pulitzer, um dos maiores do jornalismo, Guzy afirmou que a imagem faz parte de um projeto mais amplo chamado ICE Arrests at New York Court (Prisões do ICE no Tribunal de Nova York). O trabalho documenta detenções realizadas por agentes do órgão fora de salas de audiência, onde, segundo a fotógrafa, os agentes aguardam a saída de migrantes para efetuar prisões, frequentemente resultando na separação de famílias.
Ao programa Morning Edition, da NBC, Guzy disse acompanhar esse tipo de operação há meses no 26 Federal Plaza, em Nova York, onde solicitantes de asilo comparecem a audiências. No caso registrado, a família era composta por duas adolescentes, de 13 e 15 anos, e um menino de 7. Ela afirmou não ter conseguido manter contato posterior com eles, que deixaram de comparecer a uma igreja que prestava apoio a famílias de detidos.
— A família ficou completamente devastada quando o pai foi detido. E não sei o que aconteceu com eles depois, perdemos o contato — disse. — Mas há outras famílias que venho acompanhando há meses, [vendo] suas dificuldades após perderem o provedor da casa, o que gera não apenas trauma emocional, mas problemas financeiros. As crianças precisaram de terapia, têm pesadelos e estão profundamente traumatizadas.
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Detenções do tipo, disse, ocorrem frequentemente logo após as audiências, gerando cenas que costumam ser caóticas, com a presença de agentes, advogados, observadores e familiares. A decisão de documentar essas situações, segundo ela, foi influenciada pela percepção de que políticas de deportação em massa anunciadas durante a campanha do presidente Donald Trump seria cumprida — e a sensação de que havia uma “guerra nas ruas”:
— É quase como uma guerra nas ruas dos Estados Unidos neste momento, considerando a divisão política e o número de pessoas afetadas por essas novas políticas. Acho fundamental que a imprensa mostre o rosto de quem está sendo impactado, quem está sendo detido e os efeitos que isso causa nas famílias. Não cabe a nós julgar, mas essas fotografias aumentam a conscientização e ajudam a responsabilizar instituições e indivíduos naquele tribunal. E, em alguns casos, amplificam vozes em busca de justiça. (Com AFP)
Um menino de sete anos morreu após ficar preso no sistema de sucção de uma piscina em um resort na cidade de Castelforte, na Itália. Gabriele Petrucci comemorava o próprio aniversário com a família e amigos quando foi encontrado inconsciente dentro da água, no sábado (18).
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De acordo com relatos, o menino estava na parte rasa da piscina ao lado da mãe, enquanto o pai, Antonello, permanecia a poucos metros, na borda. Em um momento de distração, Gabriele desapareceu. Ao perceber a ausência do filho, o pai voltou o olhar para a água e identificou o corpo da criança preso ao duto de sucção.
— Eu vi o corpinho do Gabriele encolhido naquele tubo — disse Antonello, em relato à imprensa local.
O menino ainda se debatia debaixo d’água, mas não conseguia retornar à superfície. O pai mergulhou imediatamente e tentou retirá-lo com as próprias mãos, contando com a ajuda de outras três pessoas. Segundo ele, a força de sucção impediu o resgate imediato, sendo necessário desligar a bomba da piscina para liberar a criança.
— Tentei puxá-lo, mas não consegui. Só depois que desligaram o sistema foi possível soltá-lo — afirmou. — O braço dele estava roxo. Ele lutou como um leão para se libertar.
Apesar das tentativas prolongadas de reanimação, Gabriele não resistiu. O advogado da família, Francesco Lauri, afirmou que não houve possibilidade de reversão do quadro.
Falhas de segurança e investigação
Os primeiros levantamentos indicam que o tubo de sucção da piscina externa do complexo termal não possuía grade de proteção no momento do acidente. A ausência ou inadequação desse tipo de dispositivo pode aumentar significativamente o risco de aprisionamento por sucção.
O pai da criança também levantou suspeitas de possível tentativa de encobrir irregularidades após o ocorrido. Segundo ele, uma grade teria sido encontrada posteriormente em local distante da piscina.
— Como que por mágica, essa grade apareceu bem longe — disse à mídia local, sugerindo que o item pode ter sido recolocado após o acidente.
A promotoria de Cassino abriu investigação por homicídio culposo contra quatro pessoas, incluindo gestores do resort, o responsável pela manutenção e o funcionário encarregado da reinstalação da grade. Imagens de câmeras de segurança foram apreendidas e são consideradas fundamentais para esclarecer se o equipamento de proteção estava ausente, danificado ou em desacordo com as normas.
A piscina foi interditada para a realização de uma auditoria técnica no sistema de circulação de água. Uma inspeção detalhada está prevista para o dia 27 de abril. O sepultamento de Gabriele ocorrerá em Roma, no dia 25.
Riscos do sistema de sucção
Sistemas de drenagem em piscinas utilizam sucção para filtrar e tratar a água. Quando as tampas de proteção estão ausentes ou comprometidas, a pressão pode prender partes do corpo ou até mesmo imobilizar completamente uma pessoa contra o ralo.
Crianças com menos de oito anos são consideradas as mais vulneráveis, devido ao menor porte físico e à dificuldade de resistir à força de sucção. Em ambientes como spas termais, que podem contar com estruturas mais antigas, o risco é ainda maior caso não haja atualização para sistemas modernos de segurança antiaprisionamento.
Casos semelhantes já foram registrados em outros países. No Brasil, uma menina de 12 anos morreu após ter o cabelo sugado pelo sistema de uma piscina em Mirassol, no interior de São Paulo, enquanto nadava com amigos.
Familiares descrevem Gabriele como um menino “alegre e feliz”. Para o advogado da família, a tragédia poderia ter sido evitada.
— A morte é atribuível à má gestão da piscina e a um sistema de segurança desatualizado e fora das normas — afirmou Lauri.
O príncipe Harry pediu nesta quinta-feira que os Estados Unidos assumam um papel decisivo para encerrar a invasão russa da Ucrânia e fez um apelo direto ao presidente russo, Vladimir Putin, para que “pare esta guerra”.
Harry chegou de forma inesperada a Kiev, em sua terceira visita ao país, onde atua no apoio a veteranos feridos por meio da Fundação Invictus Games.
Durante discurso no Fórum de Segurança de Kiev, ele afirmou que a Ucrânia tem demonstrado “liderança” e “unidade” desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
“Este é um momento para a liderança americana; um momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar suas obrigações perante os tratados internacionais”, disse.
O príncipe também se dirigiu diretamente a Putin. “Presidente Putin, nenhum país se beneficia da contínua perda de vidas que estamos testemunhando. Ainda há tempo de parar esta guerra”, afirmou.
Ele acrescentou que o líder russo deve “evitar mais sofrimento para ucranianos e russos e escolher um caminho diferente”.
Durante a visita, Harry também deve ir à Halo Trust, organização de desminagem apoiada por sua mãe, a princesa Diana.
Uma festa de aniversário na Louisiana, nos Estados Unidos, transformou-se no cenário de um reencontro aguardado por quase duas décadas, neste mês de abril. A filipina Nerry Aspuria abraçou o filho, Ian Aspuria, pela primeira vez desde a infância dele, após uma separação marcada por distância geográfica e falta de contato.
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Há cerca de 20 anos, Nerry tomou a decisão de enviar o filho para viver com o pai nos Estados Unidos, enquanto permanecia nas Filipinas com os outros filhos. Desde então, perdeu o contato com Ian, sem informações precisas sobre seu paradeiro ou mesmo seu nome completo no país.
Anos depois, já adulta e após cumprir exigências legais, ela conseguiu se mudar para os Estados Unidos, na tentativa de se aproximar do filho. Ainda assim, o reencontro parecia distante.
A virada na história veio por meio de Annette Andriette Mendoza, uma das filhas de Nerry que vive na Louisiana. Sensibilizada pela ausência do irmão, ela decidiu iniciar, por conta própria, uma busca discreta.
“À medida que envelheço, percebo que falta uma peça fundamental na nossa família”, afirmou Mendoza à emissora KALB News. “E essa peça é o reencontro da minha mãe e do meu irmão.”
Depois de localizar Ian, que atualmente mora em Brandon, na Flórida, Mendoza organizou, junto com outro irmão, uma surpresa para o aniversário de 60 anos da mãe.
Reencontro planejado
Ian viajou até a Louisiana sem que Nerry soubesse. Ao entrar no local da festa com flores nas mãos, foi imediatamente reconhecido pela mãe. Em imagens registradas no evento, os dois se encaram por alguns segundos antes de se abraçarem, sob aplausos dos presentes.
“Eu estava muito nervoso, mas foi uma mistura de muitas emoções. Muito grato”, disse Ian à KALB News.
O vídeo também mostra Nerry emocionada, enxugando as lágrimas enquanto é amparada pelo filho. Testemunhas do momento classificaram a cena como inesquecível.
Ian atribuiu o reencontro ao esforço da irmã. “Sou muito abençoado por ter uma irmã que fez tudo isso acontecer. Não seria possível sem ela”, afirmou.
Ao longo dos anos, Nerry manteve a esperança de rever o filho. Segundo relatos da família, ela rezava diariamente por esse momento, apesar da ausência de notícias.
“Ela continuou procurando”, disse Ian sobre a irmã. “Até que chegou o momento de estarmos juntos novamente.”
O reencontro, celebrado em meio a familiares e amigos, foi marcado por mensagens de gratidão e afeto. “Feliz aniversário, mãe. Nós te amamos”, declarou Ian durante a comemoração.
Em meio às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, o vice-presidente do Parlamento do Irã, Hamidreza Haji Babaei, afirmou nesta quinta-feira que as primeiras receitas arrecadadas com pedágios cobrados por navios que utilizam a rota estratégica foram depositados na conta do Banco Central do país. Segundo a agência Tasnim News, ele não detalhou como os valores foram coletados e nem quem efetuou os pagamentos. A declaração, no entanto, foi feita em meio aos bloqueios navais de Washington e Teerã, que não dão sinais de recuo.
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Antes do atual cessar-fogo, o Irã havia limitado a passagem pelo estreito ao que chamou de países “amigáveis” e discutia a possibilidade de cobrar taxas de trânsito. Na época, no entanto, não houve esclarecimento sobre quanto — ou mesmo se — essas tarifas estavam sendo aplicadas. No fim de março, a embaixada iraniana na Índia chegou a negar relatos de que Teerã cobraria cerca de US$ 2 milhões por embarcação.
Ainda assim, outro parlamentar iraniano disse ter ouvido de fontes confiáveis que o país já arrecadou taxas de navios que cruzaram o estreito. Citado pela BBC, Alireza Salimi afirmou que o valor e as taxas cobradas de cada embarcação “variam conforme o tipo e o volume da carga”, além do nível de risco que representam. Ele acrescentou que é o Irã quem “determina como e em que medida essas taxas são cobradas”:
— Nós definimos as regras — disse.
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O transporte marítimo comercial pelo Estreito de Ormuz tem sido severamente afetado desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com a capacidade do Irã de restringir o tráfego pela rota passando a ser vista como uma importante vantagem estratégica. Nesse período, mais de 30 embarcações foram alvo de ataques nas águas do Golfo Pérsico, do estreito e do Golfo de Omã. Em condições normais, cerca de um quinto do petróleo mundial e do gás natural liquefeito passa pela via, além de fertilizantes, alumínios e outros produtos agrícolas.
Apesar de ter anunciado na terça-feira que manteria o cessar-fogo por um prazo indeterminado, o presidente Donald Trump reforçou que o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos seria mantido. Autoridades iranianas, por sua vez, afirmam que não retomarão as negociações enquanto a medida estiver em vigor, com a mídia estatal citando o Ministério das Relações Exteriores ao afirmar que o país monitora os desdobramentos e que suas forças estão prontas.
— O objetivo [do bloqueio naval] é a alavancagem econômica que mantemos agora sobre o Irã — disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na noite de quarta-feira. — O ponto central é o bloqueio naval. Estamos estrangulando sua principal fonte de receita.
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O impasse foi intensificado na quarta-feira, após o Irã disparar contra três embarcações de carga, apreendendo duas delas. Mais tarde, a imprensa iraniana identificou os navios como MSC Francesca e Epaminondas. Nenhum deles era americano ou israelense, o que, segundo Leavitt, significa que a ação não violou o cessar-fogo, que tem sido amplamente pressionado. Nesta quinta, os EUA apreenderam mais um petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano.
“Continuaremos a aplicar a fiscalização marítima global para desarticular redes ilícitas e interceptar embarcações que forneçam apoio material ao Irã, onde quer que operem”, disse o Departamento de Defesa em nota. Dados de rastreamento indicam que o petroleiro apreendido, o Majestic X, estava no Oceano Índico, entre Sri Lanka e Indonésia, próximo da região onde outro petroleiro, o Tifani, havia sido apreendido anteriormente. O navio tinha como destino Zhoushan, na China.
“O conflito entrou em uma nova fase centrada no Estreito de Ormuz”, afirmaram analistas da Bloomberg liderados por Becca Wasser, em relatório, acrescentando: “O bloqueio americano provavelmente permanecerá. Mas não será eficaz para atingir o objetivo estratégico de pressionar economicamente o Irã até a capitulação. A tolerância de Teerã à dor é significativa quando sua sobrevivência está em jogo”.
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A Casa Branca sustenta que o bloqueio está estrangulando as exportações de petróleo do Irã. Segundo o governo, o país estaria deixando de arrecadar US$ 500 milhões por dia — número para o qual não apresentou evidências. Trump afirma que a medida só será encerrada quando o Teerã aceitar um acordo para encerrar a guerra, que já deixou milhares de mortos, devastou grande parte do Oriente Médio e provocou a disparada nos preços dos combustíveis. Nesta quinta, o petróleo Brent subiu pelo quarto dia consecutivo, ultrapassando US$ 103 por barril.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou na quarta-feira que o país está aberto ao diálogo, mas que o “bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas”. Algumas embarcações ligadas ao Irã parecem ter cruzado a linha de navios de guerra dos EUA no Golfo de Omã, fora do Estreito de Ormuz. Pelo menos dois petroleiros iranianos totalmente carregados deixaram o Golfo Pérsico nesta semana, segundo dados da empresa de inteligência Vortexa.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também afirmou que o bloqueio aos portos do país e as ameaças de bombardeio violam o cessar-fogo e dificultam qualquer avanço diplomático. Ao mesmo tempo, o Irã tem o compromisso, nos termos da trégua, de “abrir completamente” o corredor marítimo — algo que, segundo autoridades, só ocorrerá em condições definidas por Teerã. (Com Bloomberg)
A União Europeia aprovou nesta quinta-feira a liberação de um empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 524,4 bilhões no câmbio atual) para a Ucrânia, destravando um esperado recurso para Kiev, que havia sido bloqueado pela Hungria, quando ainda estava sob comando absoluto do líder de extrema direita Viktor Orbán. O anúncio foi comemorado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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“Hoje é um dia importante para a nossa defesa e para as nossas relações com a União Europeia. O empréstimo de apoio europeu para a Ucrânia foi desbloqueado – 90 bilhões de euros ao longo de dois anos”, escreveu Zelensky no X.
O avanço acontece após o governo ucraniano liberar o bombeamento de petróleo russo para Hungria e Eslováquia — um movimento estratégico que pode ter aberto caminho para a quebra do impasse.
Na véspera, o Chipre, que ocupa a Presidência rotativa da UE, disse que embaixadores dos 27 Estados-membros do bloco concordaram em iniciar um “procedimento escrito” para a aprovação do empréstimo até o final da tarde de quinta. A decisão final ainda estava nas mãos de Budapeste, que tinha 24 horas para dar sua aprovação definitiva, e disse na quarta-feira estar aguardando a chegada de petróleo pelo oleoduto Druzhba, que corta o território ucraniano.
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Acordado inicialmente em dezembro, o empréstimo foi bloqueado em fevereiro por Orbán, que alegou que a Ucrânia estaria propositalmente impedindo a chegada de petróleo russo ao país e à Eslováquia, que ainda importam combustível de Moscou. Kiev afirmou que o oleoduto foi danificado por ataques russos em janeiro, mas Orbán acusou o o governo ucraniano de atrasar deliberadamente os reparos.
A compra de petróleo e gás russos pelos aliados europeus é um ponto de tensão na delicada relação entre Kiev e o bloco, que desempenha um papel substancial na resistência do país à invasão russa. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nunca escondeu a oposição à manutenção da relação comercial, que oferece alívio econômico a Moscou — enquanto líderes vistos dentro do bloco como pró-Rússia apontam motivos estratégicos para manter o fornecimento.
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Com a confirmação das autoridades ucranianas do retorno das operações do oleoduto, fontes ligadas aos setores energéticos e aos governos em Bratislava e Budapeste anunciaram que as previsões são de que o combustível chegue aos destinos finais a partir de quinta-feira. Ainda assim, há desconfiança sobre o funcionamento regular da estrutura autorizada por Kiev.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, que tem entrado repetidamente em conflito com Kiev e Bruxelas sobre a guerra com a Rússia, afirmou nesta quarta-feira que não ficaria surpreso se o empréstimo de 90 bilhões fosse liberado e então “o fornecimento de petróleo fosse cortado novamente”.
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Termos do empréstimo
Embora autoridades europeias tenham encontrado maneiras de manter o financiamento a Kiev nos últimos meses, o empréstimo atual proporcionará um apoio financeiro substancial à medida que a invasão em grande escala de Moscou entra em seu quinto ano e continua a fazer vítimas em solo. Bombardeios russos deixaram dois mortos nesta quarta-feira na Ucrânia, incluindo em um ataque a uma instalação de transporte no distrito de Zaporíjia. A Rússia denunciou as mortes de uma mulher e de uma criança em um ataque ucraniano com drone em seu território.
Apesar da Hungria ter bloqueado o empréstimo por meses, o valor não terá impacto orçamentário no país, que optou — ao lado de República Tcheca e Eslováquia —, por não participar do financiamento como condição para permitir a aprovação. O valor sairá do orçamento comum da União Europeia.
Estrategicamente, as condições do empréstimo são vistas com otimismo pela Ucrânia. O país só precisará reembolsar o valor, sem juros, caso a Rússia pague reparações no fim da guerra. Em contrapartida, o dinheiro é extremamente necessário para compras em sistemas de defesa aérea e equipamentos militares, que vem se esgotando rapidamente.
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Attila KISBENEDEK / AFP
Peso de Budapeste
Além da reabertura de Druzhba, a derrota de Orbán nas eleições deste mês foi apontada por observadores como um fator que contribuiu para o avanço da medida — embora autoridades acreditassem que seria necessário esperar até que o novo governo húngaro eleito assuma de fato o Parlamento em maio.
Autoridades ucranianas e da União Europeia viram a oposição de Orbán ao empréstimo como um exemplo de posicionamento eleitoral antes da votação de 12 de abril, e suas campanhas publicitárias tinham tom anti-Ucrânia e cético em relação à União Europeia.
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Mas a derrota contundente para Péter Magyar, que rapidamente indicou que suspenderia o veto da Hungria ao empréstimo assim que assumisse o cargo no próximo mês antecipou o processo. Em poucos dias, Zelensky anunciou que o oleoduto estaria operacional.
Na Hungria, além de sinalizar que desbloquearia o empréstimo, Magyar adotou um tom mais amigável em relação à União Europeia do que Orbán. No entanto, ainda não está claro o quanto ele mudará a abordagem mais ampla da Hungria em relação à Ucrânia. Ele evitou apoiar ajuda financeira adicional a Kiev e deixou claro que se opõe a um cronograma acelerado para a integração da Ucrânia ao bloco. (Com NYT e AFP)
Os militares dos Estados Unidos apreenderam, nesta quinta-feira, outro petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano. O Departamento de Defesa dos EUA informou que apreendeu o navio Majestic X no Oceano Índico. A apreensão ocorre após o Irã atacar três navios de carga na quarta-feira no estreito, capturando dois deles. O Departamento de Defesa divulgou imagens da apreensão da embarcação, mostrando tropas americanas no convés do navio.
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“Continuaremos a aplicação marítima global para interromper redes ilícitas e interceptar embarcações que forneçam apoio material ao Irã, onde quer que operem”, afirmou o Departamento de Defesa.
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Rota e histórico do navio
Dados de rastreamento indicaram o Majestic X no Oceano Índico, entre Sri Lanka e Indonésia, aproximadamente na mesma localização do petroleiro Tifani, apreendido anteriormente por forças americanas. O navio tinha como destino Zhoushan, na China.
O Majestic X é um petroleiro com bandeira da Guiana. Anteriormente chamado Phonix, ele havia sido sancionado pelo Tesouro dos EUA em 2024 por contrabandear petróleo bruto iraniano em violação às sanções americanas contra a República Islâmica.
“O Irã depende de uma ampla rede de petroleiros e empresas de gestão naval em múltiplas jurisdições para transportar seu petróleo a clientes no exterior — utilizando táticas como documentação falsa, manipulação de sistemas de rastreamento de embarcações e mudanças constantes nos nomes e bandeiras dos navios”, afirmou o Tesouro à época.
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Não houve resposta imediata do Irã à notícia da apreensão.
Desde o início da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, mais de 30 embarcações foram alvo de ataques nas águas do Golfo Pérsico, do Estreito de Hormuz e do Golfo de Omã. A ameaça de ataques, o aumento dos prêmios de seguro e outros temores reduziram o tráfego pelo estreito, por onde passa 20% de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados.
A capacidade do Irã de restringir o tráfego pelo estreito, que liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto, tem se mostrado uma vantagem estratégica relevante.
Cessar-fogo sob pressão
Após os ataques de quarta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que autoridades americanas avaliam que a apreensão dos navios pelo Irã não violou os termos da trégua, porque “não eram embarcações dos Estados Unidos ou de Israel, mas dois navios internacionais”.
Ainda assim, o cessar-fogo tem sido pressionado por ataques recíprocos dos Estados Unidos a embarcações iranianas e por ações do Irã contra navios comerciais. Também permanece incerto quando, ou se, os dois lados voltarão a se reunir em Islamabad, onde autoridades paquistanesas afirmam ainda tentar aproximar os países para um acordo diplomático.
Uma denúncia do jornal britânico The i Paper, publicada nesta quinta-feira (23), revelou a existência de um mercado informal de casamentos de fachada operando em grupos do Facebook, com anúncios feitos por imigrantes interessados em obter visto para permanecer no Reino Unido. O caso, que veio à tona após investigação do veículo, expõe como redes sociais têm sido utilizadas para facilitar práticas ilegais ligadas à imigração.
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De acordo com a reportagem, usuários publicavam mensagens em grupos de relacionamento voltados a migrantes, descrevendo-se como “corações solitários” enquanto buscavam acordos que envolviam casamento, muitas vezes explicitamente com o objetivo de regularizar a situação migratória. Entre os exemplos identificados, estava o de um jovem de 20 anos que admitia enfrentar dificuldades com o visto e procurava um “contrato ou casamento de verdade”. Outro anúncio mencionava a busca por um noivo para uma mulher em situação irregular no país.
O The i Paper encontrou publicações semelhantes em ao menos oito grupos públicos. Após ser alertada pelo jornal, a Meta, empresa responsável pelo Facebook, removeu o conteúdo por violar suas políticas contra atividades fraudulentas, incluindo tentativas de obtenção ilegal de vistos.
Embora muitos participantes dos grupos compartilhassem preferências pessoais típicas de plataformas de relacionamento, parte dos anúncios deixava claro o interesse em obter статус legal. Em uma das mensagens, um solicitante de asilo afirmava estar “à procura de uma noiva no Reino Unido” e informava seu local de residência. Em outro caso, uma mulher buscava uma cidadã britânica para casar com seu cunhado, que estava no país com visto de cuidador.
A investigação também identificou abordagens mais elaboradas, como a de um homem que se oferecia como marido com “compromisso inabalável” em troca de ajuda para cumprir exigências salariais de um visto de trabalho. Outros usuários destacavam possuir residência permanente para atrair parceiros interessados em regularizar sua situação.
Casamentos de fachada violam leis britânicas e podem resultar em deportação ou na recusa de entrada no país. Embora não constituam um crime específico, essas práticas podem se enquadrar em infrações como facilitação de imigração ilegal, com possibilidade de prisão em alguns casos. Entre novembro de 2018 e maio de 2024, foram registradas 11 condenações relacionadas ao tema.
Dados obtidos por meio da lei de acesso à informação indicam que 1,2% dos mais de 107 mil casamentos registrados entre 2016 e 2022 foram sinalizados como suspeitos. Especialistas, no entanto, destacam que a maioria das uniões envolvendo estrangeiros é legítima.
Para o pesquisador Peter Walsh, do Observatório de Migração da Universidade de Oxford, o fenômeno não é novo, mas ganhou visibilidade com as redes sociais. Segundo ele ao jornal, essas plataformas tornam a prática “mais fácil de organizar e mais visível”.
Profissionais da área de imigração ouvidos na reportagem afirmaram que a existência desse tipo de esquema prejudica casais genuínos, que precisam enfrentar processos mais rigorosos. Em casos suspeitos, autoridades britânicas podem exigir documentos detalhados e até questionar aspectos íntimos da convivência do casal para verificar a autenticidade da relação.
O Ministério do Interior do Reino Unido declarou que investiga ativamente possíveis fraudes e que atua para impedir a concessão indevida de vistos. Ainda assim, a dimensão real do problema permanece incerta, assim como a taxa de sucesso dos anúncios publicados nas redes sociais.
Apesar disso, o tema já se tornou recorrente nesses grupos, a ponto de alguns usuários fazerem piadas sobre o uso de relacionamentos como meio para obtenção de visto, um sinal de como a prática, embora ilegal, passou a circular com relativa naturalidade nesses ambientes digitais.
Cinco corpos foram retirados do mar Mediterrâneo após a tripulação de um navio de cruzeiro identificar coletes salva-vidas à deriva na costa da Espanha, em uma operação que durou cerca de três horas e causou comoção entre passageiros.
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O avistamento ocorreu por volta das 18h desta terça-feira (21), quando um objeto laranja foi identificado na água. O navio, o Sapphire Princess, alterou imediatamente a rota e lançou uma embarcação de resgate. Ao se aproximar, a equipe encontrou o primeiro corpo, que foi recolhido e levado a bordo. Imagens registradas por passageiros mostram o momento em que o corpo é retirado da água, coberto e transportado.
Cerca de uma hora depois, um segundo colete salva-vidas foi localizado, levando à recuperação de mais um corpo. Em seguida, outros três foram encontrados na mesma área. Ao final da operação, o capitão anunciou o encerramento da missão.
O navio, que transporta mais de 3 mil passageiros, realizava uma viagem de 14 dias iniciada em Roma, no dia 19 de abril, com destino final em Copenhague, previsto para 3 de maio. Os corpos foram encontrados a aproximadamente 140 milhas da costa de Cabo de Palos.
Passageiros relataram o impacto emocional da cena. “Foi muito triste de assistir. Eu estava tremendo por dentro”, afirmou um viajante que preferiu não se identificar à imprensa local. Segundo ele, a tripulação atuou para manter a calma a bordo e ofereceu apoio psicológico aos presentes.
Após o resgate, a equipe médica examinou os corpos, que foram encaminhados ao porão do navio. As autoridades investigam se as vítimas têm relação com uma embarcação precária encontrada à deriva no início da semana, a cerca de 40 quilômetros da costa de Cartagena.
Esse barco foi avistado por um navio militar francês, que acionou equipes de resgate. No local, foram encontrados dois sobreviventes e três corpos. De acordo com relatos, a embarcação havia partido de Mostaganem, na Argélia, com cerca de 18 pessoas a bordo, o que indica ao menos 13 desaparecidos.
A polícia apura se os cinco corpos encontrados pelo cruzeiro pertencem ao mesmo grupo. Um dos sobreviventes foi detido sob suspeita de homicídio culposo e facilitação da imigração ilegal, segundo fontes ouvidas pelo portal Murcia Today.
A travessia entre a Argélia e a Espanha é considerada de alto risco e pode durar entre 20 e 30 horas, frequentemente realizada em embarcações frágeis e superlotadas.
Em nota, a operadora do navio informou que a tripulação agiu em coordenação com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC). A empresa destacou que as vítimas não eram passageiros nem membros da tripulação e expressou condolências. Também elogiou a resposta rápida da equipe durante a operação.

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