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O líder opositor russo, Alexei Navalny, morto em 2024 sob custódia do sistema prisional russo em circunstâncias ainda não esclarecidas, foi assassinado pelo Estado russo por envenenamento com uma toxina rara, presente na pele de uma rã nativa do Equador. A conclusão foi apresentada por cinco países europeus neste sábado, segundo uma investigação divulgada em um encontro à margem da Conferência de Segurança de Munique, principal evento do gênero em solo europeu.
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“Sabemos que o Estado russo utilizou esta toxina letal para atacar Navalny por medo de sua oposição”, aponta um comunicado conjunto assinado por Alemanha, França, Holanda, Reino Unido e Suécia, que faz referência a uma “análise de amostras” do corpo do opositor russo — outrora considerado o maior rival do presidente Vladimir Putin internamente.
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A toxina epibatidina, presente na pele de rãs-flecha, foi identificada nas amostras analisadas e “muito provavelmente causou a morte [de Navaln]”, segundo o comunicado. Os países europeus à frente da denúncia afirmam que “apenas o Estado russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de utilizar esta toxina letal para atacar Navalny durante seu encarceramento” na Sibéria.
Crítico ferrenho de Putin, Navalny morreu em circunstâncias misteriosas em uma prisão no Ártico em fevereiro de 2024, enquanto cumpria uma pena de 19 anos de prisão. A esposa do líder opositor, Yulia Navalnaya, disse em setembro passado que a análise laboratorial de amostras biológicas concluiu que ele foi envenenado.
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— Há dois anos […] subi ao palco e disse: “Vladimir Putin matou meu marido” — disse Yulia neste sábado. — Hoje essas palavras se tornaram um fato demonstrado cientificamente.
A secretária de Estado britânica para Relações Exteriores, Yvette Cooper, que se reuniu com Navalnaya, emitiu um comunicado, no qual disse que as revelações da investigação lançam luz sobre “o bárbaro complô do Kremlin para silenciar” a oposição.
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Os países afirmaram ter denunciado a Rússia perante a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), e demonstraram preocupação com o fato de “a Rússia não ter destruído todas as suas armas químicas”.
Navalny já havia sido envenenado anteriormente com o agente nervoso Novichok em 2020, enquanto fazia campanha na Sibéria. Na época, ele foi levado para a Alemanha, onde passou meses em tratamento. O carismático ativista anticorrupção mobilizou centenas de milhares de pessoas em toda a Rússia em protestos contra o Kremlin. (Com AFP)
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, disse neste sábado, durante a Conferência de Segurança de Munique, que seu homólogo russo, Vladimir Putin, é “um escravo da guerra”.
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— Ninguém na Ucrânia acredita que [Putin] vá deixar nosso povo em paz, e tampouco deixará tranquilas outras nações europeias, porque ele não consegue abrir mão da ideia da guerra. Ele pode se ver como um czar, mas, na realidade, é um escravo da guerra — declarou o presidente ucraniano, ao insistir que seu homólogo russo não leva “uma vida normal”.
Zelenski, que participa do fórum de segurança desde sexta-feira, voltou a destacar a importância do fornecimento rápido de mísseis de defesa antiaérea para se proteger de ataques russos que, segundo ele, danificaram todas as usinas elétricas ucranianas.
— A maioria dos ataques é dirigida contra nossas usinas elétricas e outras infraestruturas de grande importância. Não resta uma única usina na Ucrânia que não tenha sido danificada pelos ataques russos — afirmou.
Os bombardeios deixaram centenas de milhares de pessoas sem aquecimento, com temperaturas muito abaixo de zero.
Na sexta-feira, a Rússia anunciou uma nova rodada de conversas nos dias 17 e 18 de fevereiro com representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, na tentativa de encontrar uma saída para o conflito, que em breve entrará em seu quinto ano.
Os dois países já realizaram duas rodadas de negociações em Abu Dabi, com mediação dos Estados Unidos, mas sem avanço decisivo, já que Moscou e Kiev mantêm posições distantes sobre a questão territorial. A Rússia exige que a Ucrânia se retire de 17% do território que controla na região oriental de Donetsk, no Donbass.
De Munique, Zelenski afirmou que seu país está “pronto para um acordo que traga uma paz real à Ucrânia e à Europa”.
Minutos antes, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, evitou comentar as negociações sobre a Ucrânia em um discurso e limitou-se a lamentar que as Nações Unidas “não resolveram” a guerra.
A Ucrânia rejeita uma retirada unilateral de qualquer parte de seu território e busca garantias de segurança ocidentais robustas para dissuadir a Rússia de relançar sua ofensiva após um eventual cessar-fogo. A Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014, e áreas que separatistas apoiados por Moscou haviam tomado antes de 2022.
De um pequeno estúdio na cidade de Deir el-Balah, a voz de Sylvia Hassan ecoa por toda a Faixa de Gaza. Ela é apresentadora da recém-criada “Aquí Gaza”, uma das primeiras emissoras do território palestino a retomar as transmissões após mais de dois anos de guerra.
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Instalada em uma sala bem iluminada, Hassan conduz o programa enquanto a equipe técnica ajusta níveis e trilhas na mesa de som. A rádio surge em um contexto de destruição generalizada, crise humanitária e colapso das infraestruturas básicas da região.
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“Esta emissora foi um sonho pelo qual trabalhamos durante longos meses e, às vezes, sem dormir”, disse Hassan à AFP. “Foi um desafio para nós e uma história de resiliência”, ressaltou.
Apresentada como independente, a emissora pretende concentrar sua programação em temas sociais e na situação humanitária da Faixa de Gaza, que segue grave apesar do frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o movimento islamista Hamas, em vigor desde outubro.
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“O objetivo da emissora é ser a voz do povo na Faixa de Gaza e expressar seus problemas e sofrimentos, especialmente após a guerra”, afirmou Shereen Jalifa, integrante da equipe de transmissão. “Há muitas questões que as pessoas precisam expressar”, acrescentou.
População deslocada e crise humanitária persistente
Com mais de dois milhões de habitantes, a maior parte da população de Gaza foi forçada a se deslocar ao menos uma vez devido aos bombardeios incessantes da aviação e da artilharia israelenses. Dezenas de milhares de pessoas ainda vivem em tendas, com pouca ou nenhuma higiene.
A guerra também devastou as infraestruturas de telecomunicações e energia elétrica do território, agravando os desafios para a retomada do cenário midiático local.
“O problema da eletricidade é um dos mais sérios e difíceis na Faixa de Gaza”, explicou Jalifa. “Temos energia solar, mas às vezes não funciona bem, então precisamos recorrer a um gerador externo.”
Financiamento europeu e transmissões limitadas
O lançamento da rádio conta com financiamento da União Europeia e supervisão da organização Filastiniyat, que apoia mulheres jornalistas palestinas, além do centro de mídia da Universidade Nacional An Najah, em Nablus, na Cisjordânia ocupada.
A emissora planeja transmitir duas horas por dia a partir de Gaza e ampliar a programação com conteúdo produzido em Nablus. O sinal está disponível em FM e também pela internet.
A Faixa de Gaza, pequeno território cercado por Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo, está sob bloqueio israelense desde antes de o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 desencadear a guerra. Apesar do cessar-fogo, Israel mantém controle rigoroso sobre a entrada de bens e pessoas na região.
“Sob o cerco, é natural que o equipamento moderno necessário para a radiodifusão não possa entrar, então aproveitamos ao máximo o que está disponível”, afirmou Jalifa.
O chefe do Parlamento da Venezuela anunciou na madrugada de sábado a excarceração de 17 presos políticos, enquanto seguem as discussões para a aprovação de uma lei de anistia geral. A presidente interina Delcy Rodríguez propôs a legislação em 30 de janeiro e, em tese, ela abrangerá os 27 anos do chavismo no poder.
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A aprovação na Assembleia Nacional foi adiada para a próxima semana após divergências sobre o alcance do instrumento e o papel do Judiciário em sua aplicação.
— No âmbito da Lei de Anistia, 17 pessoas privadas de liberdade na Zona 7 estão sendo excarceradas — escreveu nas redes sociais Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, em referência a celas da Polícia Nacional em Caracas, sem revelar nomes.
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— Continuemos essa rota de paz para a construção de uma convivência democrática e fraterna — acrescentou.
Familiares de presos políticos indicaram, em grupos no WhatsApp, que até o momento ninguém havia sido libertado. Rodríguez é irmão da presidente interina, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar dos Estados Unidos.
O deputado prometeu, há uma semana, aos familiares de presos políticos, a libertação imediata assim que a lei fosse aprovada, durante uma visita à Zona 7. Famílias acampam em frente à sede policial desde o primeiro anúncio de excarcerações feito por Delcy Rodríguez em 8 de janeiro.
— Aqui na Zona 7, não — escreveu uma mulher minutos após o anúncio.
A ONG Foro Penal contabiliza 431 presos políticos que receberam liberdade condicional e 644 que permanecem atrás das grades.
A mais de 100 anos-luz da Terra, um sistema planetário está intrigando astrônomos e pode obrigar a ciência a rever conceitos consolidados sobre a formação de mundos. Observações realizadas com telescópios da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA) revelaram uma arquitetura incomum ao redor da estrela LHS 1903, uma anã vermelha, tipo estelar mais comum no Universo.
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Quatro planetas orbitam a estrela, mas a disposição foge ao padrão conhecido. O mais próximo é rochoso; os dois seguintes são ricos em gás; e o mais distante, de forma inesperada, também é rochoso. A configuração contraria o modelo observado no nosso próprio Sistema Solar, onde os planetas rochosos ocupam as órbitas internas e os gigantes gasosos se concentram nas regiões externas.
Formação em ordem invertida
O modelo tradicional sustenta que planetas se formam a partir de um disco de gás e poeira ao redor de estrelas jovens. Nas regiões mais quentes, próximas à estrela, apenas materiais resistentes ao calor, como ferro e silicatos, conseguem se aglutinar, originando corpos rochosos. Já além da chamada “linha de gelo”, onde as temperaturas permitem a condensação de água e outros compostos, os núcleos planetários crescem rapidamente e podem capturar grandes quantidades de hidrogênio e hélio, formando gigantes gasosos.
Segundo Thomas Wilson, professor assistente da Universidade de Warwick e autor principal do estudo publicado na revista Science, esta é a primeira vez que se observa um planeta rochoso tão distante da estrela hospedeira, situado além de mundos gasosos. O objeto externo, classificado como uma “Super-Terra”, tem cerca de 1,7 vez o raio da Terra.
A equipe testou hipóteses como colisões entre planetas ou perda de atmosfera de um gigante gasoso, mas as simulações não reproduziram o sistema observado. A explicação mais plausível, segundo os pesquisadores, é um mecanismo de formação com escassez progressiva de gás. Nesse cenário, os planetas teriam surgido um após o outro, do mais interno ao mais externo. Quando o último começou a se formar, o disco já estava pobre em gás e poeira, favorecendo o surgimento de um corpo predominantemente rochoso.
O sistema foi inicialmente identificado pelo satélite TESS e posteriormente analisado com o CHEOPS, além de dados complementares de observatórios terrestres.
Para Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e coautora do estudo, a descoberta pode representar uma das primeiras evidências de que a formação planetária em torno de anãs vermelhas segue caminhos distintos dos observados em estrelas como o Sol. Ainda assim, especialistas ressaltam que o debate permanece aberto.
Heather Knutson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, destacou que o planeta mais externo pode ser frio o suficiente para permitir a condensação de água e que futuras observações com o Telescópio Espacial James Webb poderão revelar detalhes sobre sua atmosfera.
O caso de LHS 1903 acrescenta um dado inesperado aos modelos atuais e deve estimular novas simulações nos próximos anos. Em um campo ainda em consolidação, o sistema funciona como um lembrete de que a diversidade de arquiteturas planetárias pode ser maior, e mais complexa, do que se imaginava.
Uma pequena peça de metal, guardada por décadas em uma coleção universitária, está redesenhando o mapa da engenharia antiga. Um artefato de liga de cobre identificado como a mais antiga broca metálica já conhecida indica que os egípcios dominavam técnicas sofisticadas de perfuração rotativa há mais de 5.300 anos.
Catalogado como 1924.948 A no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge, o objeto foi escavado no início do século XX em um cemitério em Badari, no Egito. Durante décadas, permaneceu praticamente ignorado após ter sido descrito pelo arqueólogo Guy Brunton, nos anos 1920, como uma simples sovela de cobre envolta em couro.
Nova análise conduzida por pesquisadores, entre eles o arqueólogo Martin Odle, da Universidade de Newcastle, identificou padrões microscópicos de desgaste incompatíveis com raspagem manual. Estrias finas, bordas arredondadas e leve curvatura na ponta apontam para rotação contínua e controlada. Seis espirais de couro extremamente frágeis ainda aderidas ao eixo reforçam a hipótese de que se tratava de uma furadeira acionada por arco, mecanismo em que uma corda tensionada faz a haste girar rapidamente para perfurar madeira, pedra ou outros materiais.
Tecnologia dois milênios antes do previsto
A ferramenta, datada do período Naqada II (cerca de 3300 a 3200 a.C.), antecipa em mais de dois milênios as evidências mais bem preservadas desse tipo de tecnologia. A composição metálica, com presença de arsênio e níquel, além de quantidades significativas de chumbo e prata, sugere escolhas técnicas deliberadas e possível intercâmbio de materiais ou conhecimento pelo Mediterrâneo antigo.
Segundo os pesquisadores, a descoberta altera a cronologia da engenharia mecânica no Egito e amplia a compreensão sobre o desenvolvimento tecnológico em uma fase marcada pelo surgimento da realeza, da escrita e da religião organizada — bases da civilização egípcia clássica.
O achado dialoga com outro estudo recente que também vem reavaliando marcos históricos do país. Pesquisa divulgada em dezembro reposicionou a ascensão do Novo Império, tradicionalmente datado entre 1550 e 1070 a.C., quase um século depois do que se estimava.
A revisão cronológica se apoia em datações por radiocarbono de artefatos associados às 17ª e 18ª dinastias, incluindo objetos ligados ao faraó Ahmose I, fundador da 18ª Dinastia e responsável por reunificar o Egito após expulsar os hicsos. Os resultados indicam que a grande erupção vulcânica de Santorini, frequentemente associada a esse período, ocorreu antes do reinado do soberano.
Juntas, as duas pesquisas mostram como objetos aparentemente discretos, de uma pequena broca a um tijolo de barro, podem redefinir capítulos inteiros da história. Muito além dos monumentos de pedra, são as ferramentas do cotidiano que agora ajudam a contar uma nova versão sobre o avanço técnico e político do Egito Antigo.
No dia 13 de fevereiro de 1879, há 147 anos, nascia em Granada um dos nomes mais visionários da engenharia aeronáutica europeia. Em meio a terremotos, enchentes do rio Darro e epidemias que marcaram o fim do século XIX, Emilio Herrera Linares cresceu cercado por livros, mapas e relatos de feitos científicos que moldariam sua trajetória.
Filho do militar Emilio Herrera Ojeda e de Rita Linares Salanava, desenvolveu cedo fascínio pelo céu e pelas forças da natureza. A herança intelectual da família incluía ainda Juan de Herrera, arquiteto do Mosteiro de El Escorial, referência de rigor técnico e ambição monumental. Ainda adolescente, ingressou na Academia de Engenheiros de Guadalajara, onde encontrou na engenharia militar e na nascente aeronáutica o campo ideal para transformar curiosidade em método.
A vocação de olhar para cima
Sob influência de Pedro Vives Vich, pioneiro da aviação militar espanhola, Herrera aprofundou estudos em matemática aplicada e física atmosférica. Suas primeiras ascensões em balões, incluindo a observação de um eclipse solar em Burgos, em 1905, foram experiências científicas que o levaram a questionar até onde o ser humano poderia resistir às condições extremas da atmosfera.
Em 1909, atuou como balonista na Guerra do Rif, no então Protetorado Espanhol de Marrocos, aplicando técnicas de observação aérea e cartografia. Poucos anos depois, em 1914, ao lado de José Ortiz Echagüe, realizou o primeiro voo de avião entre a Europa e a África, cruzando o Estreito de Gibraltar, feito que lhe rendeu reconhecimento do rei Afonso XIII.
Visionário, participou de projetos ambiciosos, como o dirigível Hispania, concebido com Leonardo Torres Quevedo para uma travessia transatlântica, e integrou voos do Graf Zeppelin, símbolo da era dos dirigíveis. Também colaborou com Juan de la Cierva no desenvolvimento do autogiro e impulsionou a criação do Laboratório Aerodinâmico de Cuatro Vientos, embrião do atual Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA).
Em 1935, apresentou seu projeto mais audacioso: um traje estratosférico pressurizado capaz de permitir ascensões a cerca de 25 mil metros de altitude. O equipamento incluía capacete hermético, sistema independente de oxigênio, mecanismos de regulação de pressão e soluções para mobilidade, conceitos que anteciparam os trajes espaciais desenvolvidos décadas depois pela NASA. A Guerra Civil Espanhola impediu o teste planejado para 1936, mas consolidou seu nome como precursor da exploração espacial.
Com a proclamação da Segunda República, em 1931, Herrera assumiu funções de destaque na aviação republicana e participou da Conferência de Desarmamento de Genebra. Durante a Guerra Civil (1936-1939), alcançou o posto de general, mas sofreu perdas pessoais profundas, como a morte do filho Emilio Herrera Aguilera na Batalha de Belchite.
Após a vitória franquista, exilou-se na América do Sul e, posteriormente, na França e na Suíça. Recusou colaborar com regimes autoritários e, entre 1960 e 1962, presidiu o Governo da República no exílio. Nos anos finais, manteve atividade intelectual, colaborando com organismos internacionais como a UNESCO e dialogando com cientistas como Albert Einstein.
Emilio Herrera morreu em Genebra, em 13 de setembro de 1967. Seus restos mortais foram trasladados para Granada em 1993. Ao revisitar sua história 147 anos após seu nascimento, o que emerge é a figura de um engenheiro que olhou para a estratosfera quando a humanidade ainda engatinhava na aviação, e que ajudou a pavimentar, com cálculo e imaginação, o caminho até o espaço.
Os fósseis de uma preguiça-gigante e um mastodonte, com aproximadamente 40.000 anos, foram descobertos na Costa Rica, uma das descobertas paleontológicas mais significativas do país nas últimas décadas, anunciou o Museu Nacional da Costa Rica nesta sexta-feira. Os restos mortais, pertencentes a duas espécies de megafauna do Pleistoceno, foram localizados na província de Cartago, a leste da capital, San José, após uma pessoa relatar a possível presença de fósseis em uma propriedade privada, explicou o museu em um comunicado.
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Especialistas determinaram que os restos mortais pertencem a um mastodonte gigante e a uma preguiça-gigante, de acordo com suas pesquisas.
“Estudos preliminares, baseados em análises geológicas do terreno e das diferentes camadas de sedimentação, estimam que os restos mortais possam ter entre 10.000 e 40.000 anos”, acrescentou o comunicado.
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Ministério da Cultura da Costa Rica/AFP
O museu indicou que, até o momento, foram realizadas 13 escavações, resultando na recuperação de 49 peças fossilizadas. Entre elas, estão vértebras, um fêmur, falanges, costelas e outros elementos ósseos que ainda estão sendo identificados e estudados.
“Devido à magnitude e à quantidade de material recuperado, esta descoberta é uma das mais significativas registradas no país nas últimas décadas”, afirmou o museu costarriquenho, que não divulgou a localização exata da descoberta por motivos de segurança.
O Ministro da Cultura e da Juventude da Costa Rica, Jorge Rodríguez, anunciou que uma exposição permanente será inaugurada no museu para exibir as diversas descobertas paleontológicas. A recuperação dos fósseis está sendo liderada pela geóloga Joanna Méndez, do Departamento de História Natural, com o apoio de especialistas em conservação e proteção do patrimônio cultural, explicou o museu.
Geólogos, arqueólogos, biólogos, estudantes da Universidade da Costa Rica e um especialista em paleontologia do Museu de História Natural do Novo México, EUA, entre outros, também participaram.
Antes do Dia dos Namorados, o Banco Central do Quênia trouxe más notícias tanto para amantes quanto para quem tem dinheiro em espécie. Isso tornou ilegal fazer buquês elaborados de flores com cédulas bancárias. O anúncio parece ter interrompido uma febre que varreu a oferta de presentes florais no Quênia nos últimos anos.
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Buquês de dinheiro, arranjos florais feitos de notas de dinheiro cuidadosamente dobradas e coloridas, são um símbolo de amor com um toque prático: você se sente amado e se sente mais rico. Os buquês se tornaram populares em toda a África Oriental, assim como em partes da Ásia, impulsionados por demonstrações nas redes sociais sobre como torcer as cédulas em cones semelhantes a flores e dobrá-las, colá-las ou colocá-las em ramos de cola.
— Todo mundo ama dinheiro — disse Mary Kanini, de 27 anos, vendedora de flores no Mercado da Cidade de Nairóbi, esta semana, explicando a popularidade deles. — Quem não quer dinheiro?
No Quênia, isso é considerado uma vandalização da moeda, e agora é ilegal.
Para os inseguros, os buquês trouxeram um benefício extra. Você não precisa se preocupar com o quanto é amado — você pode contar.
Eunice Gitu observa uma caixa de presente que fez para seu namorado, cheia de dinheiro dobrado, entregue por Annette Miya, à direita, no salão da Gitu em Nairóbi, Quênia
Ed Ram/The New York Times
Os buquês de dinheiro também adicionaram uma fonte de receita para o pequeno exército de vendedores de flores no Quênia, um país que é um grande produtor de flores. O setor, que atrai muitos jovens incapazes de conseguir emprego na economia formal, opera principalmente por meio de vendas diretas online e anúncios no Instagram e TikTok.
Vendedores trabalham de casa e vendem diretamente, o que reduz custos fixos e amplia a base potencial de clientes, segundo Stephen Mbugua, de 26 anos, que seguiu sua tia no ramo de flores. Os pedidos são entregues por motocicletas, conhecidas como “boda bodas” na África Oriental.
Buquês feitos com dinheiro também podem ser duas vezes mais lucrativos que seu equivalente floral, mesmo com as horas necessárias para encontrar as notas e organizá-las em designs complexos, segundo os vendedores. Um buquê em dinheiro contendo 30 mil xelins quenianos (cerca de US$ 230, ou R$ 1.200) poderia render um lucro de 5.500 xelins.
Dinheiro dobrado preenche caixas para formar uma mensagem de amor, um exemplo de tendência de dar presentes que se tornou popular em toda a África Oriental e também em partes da Ásia, em um mercado em Nairóbi, Quênia
Ed Ram/The New York Times
Desde a proibição, muitos vendedores de buquês de dinheiro pararam de anunciar nas redes sociais.
A vendedora de flores de Nairóbi, Annette Miya, de 30 anos, disse que costumava fazer fila na maioria das manhãs em um banco antes de ir para sua barraca no City Market, um polo no centro da cidade para vendedores de flores.
Agora, ela disse que encontrou maneiras de continuar com o negócio em menor escala. Na quinta-feira, ela e uma ajudante enrolaram notas e as arrumaram dentro de uma caixa de presente, esculpida com a inscrição “I ❤️ U.” (Eu amo você) O processo não envolveu fita adesiva ou grampeio das cédulas, disse ela.
— Acho mais seguro fazer assim — disse, olhando por cima do ombro enquanto fazia o presente.
Outros vendedores de flores contornaram a proibição de uma forma diferente. Eles ainda fazem buquês de flores, só que não com xelins quenianos. Eles usam notas de dólar em vez disso.
Um terremoto de magnitude 6,4 sacudiu a costa de Vanuatu neste sábado, mas não houve relatos de danos ou vítimas na nação insular do Pacífico, disseram as autoridades.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o epicentro estava localizado a cerca de 50 quilômetros a oeste da cidade de Port Olry, na ilha de Espiritu Santo.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico disse que não havia ameaça de tsunami decorrente do terremoto, que atingiu Vanuatu pouco antes das 13h30, horário local (2h30 GMT).
Angelic Frank, funcionária de um resort à beira-mar em Port Olry, disse à AFP que o terremoto foi “muito forte” e pareceu durar cerca de um minuto.
Terremotos são frequentes em Vanuatu, um arquipélago de baixa altitude com 320 mil habitantes, que se estende ao longo do Círculo de Fogo, um arco de intensa atividade tectônica que atravessa o Sudeste Asiático e a Bacia do Pacífico.

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