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A Ucrânia quer garantias de segurança dos Estados Unidos por no mínimo 20 anos antes de assinar qualquer acordo de paz “com dignidade”, disse no sábado o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a Conferência de Segurança de Munique, às vésperas de novas negociações trilaterais entre Kiev, Moscou e Washington previstas para esta semana, em Genebra. Em seu discurso, ele também pediu uma data clara para que a Ucrânia seja autorizada a ingressar na União Europeia (UE) e criticou o que avalia ser uma pressão desigual por concessões.
— [Espero que] as reuniões trilaterais da próxima semana sejam sérias, substanciais, úteis para todos nós. Mas, honestamente, às vezes parece que as partes estão falando coisas completamente diferentes. Os americanos frequentemente voltam ao tema das concessões e, muitas vezes, essas concessões são discutidas apenas no contexto da Ucrânia, e não da Rússia — disse.
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O discurso de Zelensky ocorreu enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, busca intermediar um acordo para encerrar a maior guerra na Europa desde 1945. Kiev e Moscou, que iniciou o conflito ao invadir o território vizinho em fevereiro de 2022, participaram de duas rodadas recentes de negociações mediadas por Washington em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O diálogo foi descrito por ambas as partes como construtivo, mas sem avanços concretos. Eles devem se reunir novamente em Genebra, na Suíça, ainda esta semana.
Zelensky disse esperar que as conversas trilaterais sejam “sérias, substanciais” e “úteis para todos”. O líder ucraniano também argumentou que haveria mais chances de encerrar a guerra se os países europeus tivessem assento à mesa de negociações — visão compartilhada pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, mas algo a que Moscou se opõe. Ainda assim, na sexta-feira Trump pediu a Zelensky que “se mova” para alcançar um acordo com a Rússia.
— A Europa praticamente não está presente à mesa. É um grande erro, na minha opinião — afirmou, acrescentando: — A paz só pode ser construída sobre garantias claras de segurança. Onde não há um sistema de segurança claro, a guerra sempre retorna.
Questões em aberto
Entre os temas mais controversos das negociações está a exigência da Rússia de retirada total das tropas ucranianas das partes restantes da região oriental de Donetsk que ainda estão sob controle de Kiev. A Ucrânia rejeitou uma retirada unilateral e, ao mesmo tempo, exige garantias de segurança do Ocidente para dissuadir a Rússia de retomar a invasão caso um cessar-fogo seja alcançado. Segundo Zelensky, os EUA propuseram uma garantia de segurança com duração de 15 anos após a guerra, mas a Ucrânia deseja um acordo de 20 anos ou mais.
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Zelensky disse, ainda, que o líder russo, Vladimir Putin, se opõe ao envio de tropas estrangeiras à Ucrânia porque isso desestimularia qualquer agressão futura por parte da Rússia. Ainda assim, ele afirmou que Moscou precisa aceitar uma missão de monitoramento do cessar-fogo e uma troca de prisioneiros de guerra, estimando que a Rússia mantenha atualmente cerca de 7 mil soldados ucranianos, enquanto Kiev detém mais de 4 mil militares russos.
O presidente ucraniano ainda pediu maior ação dos aliados da Ucrânia para pressionar a Rússia a negociar a paz, seja por meio de sanções mais duras quanto pelo envio de armas. Líderes europeus parecem pessimistas quanto à possibilidade de um avanço diplomático, considerando que Putin ainda não está economicamente ou militarmente desgastado. Ao jornal britânico The Guardian, um líder europeu que falou sob anonimato previu pelo menos mais dois anos de guerra e afirmou que a Europa tem recursos para sustentar a Ucrânia por esse período.
Apesar disso, Zelensky disse que Trump tem o poder de forçar Putin a declarar um cessar-fogo e que precisa fazer isso. Autoridades ucranianas já disseram que a trégua é necessária para que seja feito um referendo sobre qualquer acordo de paz. O presidente insistiu que as eleições nacionais que os EUA pressionam a Ucrânia a realizar até 15 de maio só podem ocorrer dois meses após a declaração do cessar-fogo, de modo a garantir segurança aos eleitores. Trump tem pressionado Zelensky a fechar um acordo, mas não detalhou as consequências caso não haja avanços.
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Garantias de segurança
Em entrevista coletiva, Zelensky disse que os EUA lhe informaram que, se a Ucrânia se retirasse do Donbass, a paz chegaria o mais rápido possível. Ele insistiu, porém, que essa concessão não é possível, já que ucranianos vivem na região. Também revelou que os EUA ofereceram até agora uma garantia de segurança válida por 15 anos após a guerra. Kiev, por sua vez, quer um acordo “juridicamente sólido” de pelo menos 20 anos, detalhando a ajuda concreta que Washington ofereceria a uma força europeia de garantia que seria posicionada dentro da Ucrânia.
Os detalhes de um chamado plano de prosperidade, pelo qual os EUA teriam acesso aos recursos minerais ucranianos, ainda não haviam sido trocados, disse Zelensky, sem indicar se o assunto será discutido em Genebra. O ucraniano afirmou, no entanto, que os ataques russos a usinas de energia ucranianas serão tema das conversas, informando que nenhuma usina de energia no país saiu ilesa até agora. Ele também disse que, diante do cenário atual, sua ambição é elevar o número de russos mortos ou gravemente feridos para 50 mil por mês.
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Por fim, Zelensky questionou por que o chefe da delegação negociadora russa foi substituído, afirmando temer que isso signifique que os russos estejam apenas ganhando tempo. O Kremlin disse que sua delegação seria liderada pelo assessor de Putin, Vladimir Medinsky, uma mudança em relação às negociações em Abu Dhabi, onde o chefe de inteligência militar, Igor Kostyukov, esteve à frente. Kiev criticou Medinsky em conversas anteriores, acusando-o de oferecer “aulas de história” à equipe ucraniana em vez de se engajar em negociações construtivas.
Caso de corrupção
Neste domingo, o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) anunciou a prisão do ex-ministro da Energia Herman Halushchenko, envolvido em caso de corrupção, quando tentava sair do país. Em comunicado, o órgão citou o “caso Midas”, nome dado ao grande escândalo de corrupção no setor energético que abalou a Ucrânia no ano passado. Halushchenko ocupou o ministério em 2025 e renunciou em novembro por causa desse caso.
Halushchenko foi um dos vários ministros que apresentaram sua renúncia no ano passado, após o NABU revelar um esquema de lavagem massiva de dinheiro no setor energético da Ucrânia que, segundo os investigadores, foi orquestrado por um aliado de Zelensky. De acordo com a agência anticorrupção, os envolvidos organizaram um sistema de comissões ilegais que pode ter movimentado até US$ 100 milhões para desviar recursos. Investigadores apontam que Halushchenko teve “benefícios pessoais” no esquema. (Com AFP)
Mensagens trocadas em 2019 entre Steve Bannon, ex-assessor da Casa Branca do presidente Donald Trump, e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein revelaram que o estrategista discutiu formas de enfraquecer o Papa Francisco, afirmando por e-mail que esperava “derrubar” o Pontífice. O conteúdo faz parte de um amplo conjunto de arquivos divulgados em janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês).
Bannon era fortemente crítico de Francisco, a quem via como um oponente de sua visão “soberanista”, uma vertente do populismo nacionalista que se espalhou pela Europa em 2018 e 2019. Os diálogos com Epstein indicam que, após deixar o primeiro governo Trump (2017-2021), Bannon buscou a aproximação do financista, que morreria meses depois, em meio a suas tentativas de minar a autoridade do então líder da Igreja Católica.
Segundo os documentos, Epstein teria auxiliado Bannon na articulação de seu movimento político. Em uma das mensagens enviadas, datada de junho de 2019, o estrategista escreveu: “Vamos derrubar [o Papa] Francisco. Os Clinton, Xi, Francisco, UE (União Europeia). Vamos lá, irmão”. Um ano antes, Bannon havia descrito o Pontífice como alguém “abaixo do desprezo”, acusando-o de se alinhar às “elites globalistas”. Ele também teria instado Matteo Salvini, hoje vice-primeiro-ministro da Itália, a “atacar” o jesuíta argentino.
Questão central
Roma e o Vaticano ocupam lugar central na estratégia política de Bannon. Quando dirigia o Breitbart News, ele abriu um escritório em Roma. Mais tarde, envolveu-se em iniciativas para criar uma escola de formação política voltada à defesa de valores judaico-cristãos nas proximidades da capital italiana, conhecida como Cidade Eterna. Francisco, por sua vez, se posicionava como contraponto à visão de mundo associada ao trumpismo, criticando o nacionalismo e fazendo da defesa dos migrantes uma marca de seu pontificado.
Os arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Bannon voltou a contatar Epstein em diferentes ocasiões enquanto buscava formas de atingir o líder da Igreja. Nas mensagens, Bannon cita o livro “No armário do Vaticano: Poder, hipocrisia e homossexualidade”, publicado em 2019 pelo jornalista francês Frédéric Martel. A obra examina práticas de sigilo e acusa hipocrisia nos altos escalões da Igreja, afirmando que 80% do clero que trabalha no Vaticano é gay e descrevendo como muitos mantêm sua sexualidade em segredo.
O tema da homossexualidade na Igreja tornou-se ponto de tensão para setores conservadores, que o associam a uma crise estrutural na instituição e, em alguns casos, aos escândalos de abuso sexual. Especialistas e pesquisadores, no entanto, consideram cientificamente incorreta qualquer associação entre orientação sexual e abuso.
Após se reunir com Martel em Paris, em um hotel cinco estrelas, Bannon demonstrou interesse em adaptar o livro para o cinema. Nas mensagens, ele sugere que Epstein poderia ser o produtor executivo do projeto.
Não há, porém, indicação nos arquivos sobre a seriedade da proposta. Epstein não comenta a oferta nas mensagens divulgadas e pergunta a Bannon sobre filmagens envolvendo o filósofo e intelectual público Noam Chomsky. Martel afirmou que, ao se encontrar com Bannon, informou que não poderia firmar acordo para adaptação, pois os direitos cinematográficos pertenciam aos seus editores e já haviam sido negociados com outra empresa. À CNN, o escritor disse acreditar que Bannon queria “instrumentalizar” o livro contra o Papa Francisco.
Mensagens provocativas
Os documentos mostram ainda que, em 1º de abril de 2019, Epstein enviou a si mesmo um e-mail com o assunto “No Armário do Vaticano”. Mais tarde, encaminhou a Bannon um artigo intitulado “Papa Francisco ou Steve Bannon? Os católicos devem escolher”, ao que o estrategista respondeu: “Escolha fácil”. Biógrafo do Pontífice, Austen Ivereigh afirmou à CNN que Bannon acreditava poder usar o livro para constranger e enfraquecer Francisco.
— Acho que ele avaliou muito mal a natureza do livro. E do Papa Francisco — disse.
Bannon trocava mensagens com Epstein vários anos após a condenação do financista por crimes sexuais contra menores, em 2008, e pouco antes de ser preso por tráfico sexual de menores, em 2019 — período que coincidiu com uma forte pressão interna contra o Papa. Naquela época, o arcebispo Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos EUA, divulgou um dossiê acusando o Pontífice de falhar ao lidar com abusos cometidos pelo cardeal Theodore McCarrick. Posteriormente, no entanto, uma investigação do Vaticano isentou Francisco.
— O que essas mensagens revelam não é apenas hostilidade em relação a um pontífice, mas uma tentativa mais profunda de instrumentalizar a fé como arma, precisamente a tentação que ele buscava desarmar — disse à CNN o padre Antonio Spadaro, autoridade do Vaticano que colaborou de perto com Francisco.
A iniciativa de transformar o livro de Martel em filme também gerou atritos no campo conservador. O cardeal Raymond Burke, crítico de Francisco, afirmou: “Não sou de modo algum da opinião de que o livro deva ser transformado em filme.” Burke foi retratado de maneira desfavorável na obra de Martel. O rompimento com Bannon ocorreu quando o cardeal cortou laços com o instituto conservador Dignitatis Humanae, fundado por Benjamin Harnwell, assessor político britânico e aliado de Bannon radicado na Itália.
Em outro trecho dos documentos, Epstein brinca com o irmão, Mark, sobre convidar o Papa para sua residência para uma “massagem” durante a visita papal aos Estados Unidos, em 2015. Três anos depois, escreveu a Bannon dizendo que tentava “organizar uma viagem para o Papa ao Oriente Médio”, acrescentando: “manchete: tolerância”. Quando Bannon compartilhou um artigo sobre o Vaticano condenando o “nacionalismo populista”, Epstein citou o poema “Paraíso Perdido, de John Milton, escrito após a expulsão de Satanás do céu.
“Melhor reinar no Inferno do que servir no Céu”, disse Epstein a Bannon.
O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama voltou a comentar sobre a existência de vida extraterrestre durante participação em um podcast com o youtuber Brian Tyler Cohen. Questionado sobre alienígenas após seus oito anos na Casa Branca, Obama respondeu em tom descontraído:
— Eles são reais, mas eu não os vi.
Na conversa, o ex-presidente afirmou ainda que não há alienígenas escondidos na Área 51, base militar no deserto de Nevada historicamente associada a teorias conspiratórias.
— Eles não estão sendo mantidos na Área 51, não existe uma instalação subterrânea. A menos que haja uma enorme conspiração que tenha sido escondida até do presidente dos Estados Unidos — ironizou.
A Área 51 é uma instalação da Força Aérea americana conhecida pelo alto nível de sigilo. Pesquisadores afirmam que o local é utilizado para o desenvolvimento de tecnologia militar avançada, como aeronaves furtivas e drones experimentais, o que alimentou especulações ao longo das décadas.
Nos últimos anos, o interesse público por fenômenos aéreos não identificados — agora chamados oficialmente de UAPs (Fenômenos Anômalos Não Identificados) — cresceu após a divulgação de documentos e imagens registradas por drones da Força Aérea dos EUA no Oriente Médio.
Durante o podcast, Obama também foi questionado sobre qual foi a primeira pergunta que quis responder ao assumir a presidência.
— Onde estão os alienígenas? — brincou.
A Defesa Civil da Faixa de Gaza afirmou que 12 pessoas foram mortas por ataques israelenses desde o amanhecer deste domingo, em meio à continuidade da violência no território palestino. Apesar de uma trégua mediada pelos Estados Unidos, que entrou em sua segunda fase no mês passado, Israel e o grupo terrorista Hamas seguem se acusando mutuamente de violar o acordo.
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Segundo a agência, que atua como força de resgate sob autoridade do Hamas, um ataque atingiu uma tenda que abrigava pessoas deslocadas em Jabalia, no norte de Gaza, e outro teve como alvo uma área na cidade de Khan Younis, no sul. A instituição informou que cinco pessoas morreram e várias ficaram feridas no ataque em Jabalia. Pelo menos uma pessoa morreu em bombardeios na Cidade de Gaza, e outra por disparos israelenses em Beit Lahia, no norte do enclave.
O Hospital Nasser, em Khan Younis, confirmou ter recebido os corpos de ao menos cinco homens mortos em um ataque na parte leste da cidade. Segundo a unidade, as vítimas, todas na faixa dos 20 anos, foram atingidas em uma área próxima à chamada Linha Amarela, que separa as zonas controladas por Israel do restante de Gaza. O Hospital al-Shifa informou ter recebido corpos após um ataque de drone na área de Falluja, no campo de refugiados de Jabalia.
— Israel não entende cessar-fogos nem tréguas — disse Osama Abu Askar, que perdeu o sobrinho no ataque em Jabalia, acrescentando que as vítimas foram atingidas enquanto dormiam. — Estamos vivendo sob uma trégua há meses, e mesmo assim eles continuam nos atacando. Israel opera com base nesse princípio. Diz uma coisa e faz outra.
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Imagens do necrotério analisadas pela Associated Press mostraram que ao menos dois dos homens mortos em Khan Younis usavam faixas na cabeça que indicavam filiação às Brigadas Qassam, o braço armado do Hamas. Rami Shaqra afirmou que seu filho estava entre os militantes que protegiam a área contra possíveis ataques das forças israelenses ou de grupos armados apoiados por Israel quando foram atingidos.
O Exército israelense não comentou os ataques deste domingo, mas disse que conduzia operações no norte de Gaza em resposta a violações do cessar-fogo nas proximidades da Linha Amarela. Segundo um oficial militar, as forças do Estado judeu identificaram militantes armados que tentavam se esconder sob escombros e outros que teriam cruzado a linha armados, “provavelmente após saírem de infraestrutura subterrânea”.
— Cruzar a Linha Amarela nas proximidades de tropas das Forças de Armadas de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo com a intenção de ferir as tropas — disse o oficial.
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O acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, que entrou em vigor em 10 de outubro, buscou interromper uma guerra de mais de dois anos. Embora os combates mais intensos tenham diminuído, a trégua tem sido marcada por disparos israelenses quase diários. Forças de Israel realizam repetidos ataques aéreos e frequentemente disparam contra palestinos próximos a zonas de controle militar, matando ao menos 601 em quatro meses. Israel diz que quatro de seus soldados morreram nesse período.
“O ataque a pessoas deslocadas em suas tendas é uma grave violação do acordo de cessar-fogo”, disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, em comunicado.
Hospitais na mira
Em meio às tensões, o Hospital Nasser condenou a decisão da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) de suspender a maioria de suas operações na unidade. Em comunicado, o MSF informou que interrompeu todas as atividades médicas não críticas devido a falhas de segurança que representariam “sérias” ameaças às equipes e aos pacientes, citando que houve um aumento de relatos de funcionários que viram homens armados no complexo desde o cessar-fogo.
“As equipes do Médicos Sem Fronteiras relataram um padrão de atos inaceitáveis, incluindo a presença de homens armados, intimidação, prisões arbitrárias de pacientes e uma situação recente de suspeita de movimentação de armas”, disse a organização em nota. A suspensão ocorreu em janeiro, mas só foi anunciada recentemente.
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Neste domingo, o Hospital Nasser, um dos poucos ainda em funcionamento no território, disse que o aumento da presença de homens armados se deve à atuação de uma polícia civil destinada a proteger pacientes e funcionários, acrescentando que as alegações são “factualmente incorretas, irresponsáveis e representam um sério risco a uma instalação médica civil protegida”. Segundo o hospital, nos últimos meses, a unidade foi repetidamente atacada por homens armados e milícias, razão pela qual a presença da força da polícia civil seria crucial.
O Hamas continua sendo a força dominante nas áreas não controladas por Israel, incluindo a área onde o Hospital Nasser está localizado. Apesar disso, outros grupos armados cresceram em Gaza em decorrência da guerra, inclusive grupos apoiados pelo Exército israelense. Ao longo da guerra, iniciada após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, as forças do Estado judeu realizaram repetidos bombardeios a hospitais, incluindo o Nasser, acusando o grupo palestino de operar dentro ou nas proximidades dessas unidades.
Agentes de segurança do Hamas também foram frequentemente vistos dentro de hospitais, bloqueando acessos a determinadas áreas. Alguns reféns libertados de Gaza afirmaram ter passado parte do período de cativeiro em um hospital, inclusive no Hospital Nasser. O local, que serviu como ponto de recepção de prisioneiros palestinos libertados por Israel em troca de reféns durante o cessar-fogo, atende centenas de pacientes e feridos de guerra diariamente. (Com AFP)
O governo de Gana solicitou a extradição de um cidadão russo acusado de gravar encontros sexuais com várias mulheres sem consentimento e publicar os vídeos na internet.
Segundo autoridades locais, o homem — descrito pela imprensa como um “coach de conquista” e blogueiro — teria viajado ao país africano para filmar secretamente suas interações com mulheres. Veículos de comunicação de Gana e da Rússia afirmam que ele utilizava óculos escuros equipados com câmera para registrar parte dos encontros, mas o detalhe não foi confirmado oficialmente.
O ministro da Tecnologia de Gana, Sam George, informou que convocou o embaixador da Rússia em Acra para discutir o caso e pedir cooperação das autoridades russas.
— As ações desse cidadão violam nossas leis de segurança cibernética. Queremos que ele seja trazido de volta a Gana para responder perante a Justiça — afirmou.
Um funcionário ganês disse que as investigações iniciais indicam que o suspeito provavelmente já deixou o país, o que não reduz a gravidade das acusações. O governo afirmou que utilizará todos os recursos disponíveis, incluindo a Interpol, para localizá-lo.
A Rússia, no entanto, raramente extradita seus cidadãos, exceto em circunstâncias excepcionais.
De acordo com a Lei de Cibersegurança de 2020 de Gana, a divulgação de imagens íntimas sem consentimento pode resultar em pena de até 25 anos de prisão.
Nos últimos anos, o país tem intensificado o combate a crimes virtuais, como extorsão sexual e golpes românticos. Em 2022, um técnico de telefonia de 22 anos foi condenado a 14 anos de prisão por compartilhar imagens íntimas de uma mulher sem autorização.
Há ainda relatos da imprensa local de que o mesmo suspeito já teria se envolvido em práticas semelhantes no Quênia.
Aos 6 anos, a escoteira americana Pim Neill, natural da Pensilvânia, praticamente duplicou o recorde anterior de vendas de cookies dos “Girl Scouts” em uma única temporada, com cerca de 87 mil caixas vendidas até 14 de fevereiro — superando marcas históricas e atraindo atenção nacional e internacional.
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A campanha começou em 6 de janeiro, com um objetivo inicial modesto de arrecadar fundos para que Pim participasse de um acampamento das “Girl Scouts”. O plano rapidamente evoluiu para metas cada vez maiores, primeiro para bater o recorde estadual, depois para mirar títulos nacionais e, agora, ultrapassar 100 mil caixas.
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A trajetória da menina — membro da patrulha Daisy, a mais jovem categoria da organização — combina métodos tradicionais de venda com estratégias digitais: além de bater percussão de porta em porta e participar de eventos comunitários, a família usou redes sociais como Facebook e TikTok para divulgar o projeto e estimular compradores em todo o país.
Segundo o pai de Pim, Luke Anorak-Neill, a campanha ganhou tração nas redes sociais quase que imediatamente e o apoio público foi decisivo para a escalada nas vendas — com alguns dias ultrapassando 20 000 caixas vendidas.
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A jornada, no entanto, não foi linear. A família enfrentou dificuldades iniciais ao tentar inserir Pim em um grupo local de escoteiras, incluindo rejeições motivadas por sua idade e por questões ligadas à sua deficiência. Ainda assim, a criança encontrou um grupo adequado e transformou a experiência em aprendizado e protagonismo.
Além do recorde de uma temporada — até então muito acima das 32 mil caixas vendidas pelo recordista anterior — Pim mira agora ultrapassar marcas ainda maiores, inclusive a histórica marca vitalícia de 180 000 caixas, estabelecida por outra vendedora ao longo de vários anos.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao chanceler alemão, Friedrich Merz, nesse sábado, que Pequim espera elevar as relações bilaterais a um “novo patamar”, em uma reunião à margem da Conferência de Segurança de Munique.
Na conferência, Wang buscou apresentar a China como um parceiro confiável e estável para a União Europeia, enquanto o bloco busca reduzir sua dependência de Pequim e de um Washington cada vez mais imprevisível com Donald Trump.
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Wang disse a Merz que a China está disposta a trabalhar com a Alemanha para levar sua “aliança estratégica abrangente a um novo patamar”, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.
Os dois países têm laços econômicos profundos, mas se tornaram tensos nos últimos anos devido a questões como alegações de práticas comerciais desleais e protecionismo.
Merz estaria planejando uma visita à China neste mês para discutir questões comerciais.
Wang também disse esperar que a Alemanha seja uma “força motriz” para a cooperação entre a China e a Europa.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, visitou Pequim em dezembro para pressionar as autoridades chinesas a usarem sua influência para pôr fim à guerra russa na Ucrânia.
O ex-presidente dos EUA Barack Obama condenou as operações realizadas por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minnesota no sábado, comparando seu comportamento ao visto “em ditaduras”.
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Milhares de agentes federais, incluindo agentes do ICE, realizaram batidas e prisões até a semana passada em uma ofensiva que, segundo o governo Trump, tinha como alvo criminosos.
Obama classificou as ações dos agentes do ICE como ilegais, mas foi além, em uma entrevista transmitida no sábado com o podcaster de esquerda Brian Tyler Cohen.
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“O comportamento ilegal de agentes do governo federal é profundamente preocupante e perigoso”, afirmou Obama.
Ele comparou as ações dos agentes federais, que incluíram tiroteios fatais, ao que “vimos no passado em países autoritários e em ditaduras”.
Mas Obama, o único presidente negro da história dos EUA, também disse que encontrou esperança na rejeição dessas operações pela comunidade.
“Não de forma aleatória, mas sistemática e organizada, os cidadãos estão dizendo: ‘Este não é o Estados Unidos em que acreditamos’, e vamos lutar e responder com a verdade, com câmeras e com protestos pacíficos”, declarou ele.
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“Enquanto houver cidadãos fazendo isso, acredito que vamos superar isso”, acrescentou.
Tom Homan, o czar da fronteira a quem Trump confiou essas operações, anunciou na quinta-feira o fim da operação anti-imigração em Minnesota, que provocou protestos generalizados e indignação em todo o país.
O ex-presidente dos EUA Barack Obama criticou no sábado a falta de pudor entre as elites políticas do país, em sua primeira reação a um vídeo compartilhado na conta da rede Truth Social de Donald Trump, que o retratava, juntamente com sua mulher, Michelle, como macacos.
A publicação do vídeo, em 5 de fevereiro, gerou críticas de todo o espectro político americano. A Casa Branca inicialmente descartou a reação como “indignação falsa”, depois atribuiu a publicação a um erro de um membro da equipe e, finalmente, a removeu.
O vídeo promove a falsa alegação de que houve fraude na derrota de Trump para Joe Biden nas eleições de 2020 e retrata os Obamas como macacos.
Trump diz que viu ‘apenas o início’ de vídeo racista com Barack e Michelle Obama e que não se desculpará
O ex-presidente abordou a publicação do vídeo no sábado, em entrevista ao podcaster político de esquerda Brian Tyler Cohen.
“A retórica degenerou a um nível de crueldade nunca antes visto. Há poucos dias, Donald Trump publicou uma foto sua, com seu rosto sobreposto ao corpo de um macaco”, disse Cohen.
“E assim, mais uma vez, testemunhamos a degeneração da retórica. Como saímos dessa situação em que nos metemos?”, perguntou ele ao primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Obama respondeu que a maioria dos americanos “considera esse comportamento profundamente perturbador… Há uma espécie de espetáculo circense nas redes sociais e na televisão, e a verdade é que não parece haver nenhuma vergonha nisso entre as pessoas que antes acreditavam que deveria haver um certo decoro, um senso de propriedade e respeito pelo cargo, certo? Isso se perdeu”.
O ex-presidente previu que esse tipo de mensagem prejudicará os republicanos de Trump nas eleições de meio de mandato, já que “no fim das contas, a resposta virá do povo americano”.
Há cerca de um ano, em entrevista à rede RT, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, louvou a bravura dos soldados da Buriácia, uma região do leste russo que serve como ar da minoria buriate, na Ucrânia, e a fala foi rapidamente replicada pela propaganda estatal na forma de slogans e de uma música perturbadoramente grudenta, “Os russos não se rendem, os buriates não correm”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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