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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira em direção à Ásia onde cumprirá agendas em dois países: Índia e Coréia do Sul. O tour faz parte de um esforço para reduzir a dependência da China como principal mercado de destino de produtos brasileiros. A intenção é ampliar o leque de parceiros estratégicos do Brasil em um momento de reorganização geopolítica e disputas comerciais acirradas. Entre os temas que devem ser tratados pela comitiva brasileira estão a regulação da inteligência artificial e a exploração de minerais críticos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dois esquiadores britânicos e um francês morreram em uma avalanche ocorrida na estação de esqui de Val d’Isère, nos Alpes franceses, na manhã de sexta-feira. O incidente aconteceu em meio a um episódio extremo de risco de avalanche, com condições meteorológicas severas e alertas de perigo máximo na região.
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O Ministério Público de Albertville confirmou que a avalanche atingiu uma área fora das pistas demarcadas no valle de Manchet, por volta das 11h30 (hora local), arrastando seis pessoas. Três delas morreram e outro britânico sobreviveu com ferimentos leves.
As vítimas britânicas foram identificadas como Stuart Leslie, 46 anos, e Shaun Overy, 51 anos, ambos esquiadores experientes. Eles faziam parte de um grupo de quatro pessoas acompanhadas por um instrutor profissional, que não se feriu. Os corpos foram encontrados em um córrego na base do vale. A vítima francesa foi atingida enquanto esquiava sozinha, confirmou à revista People o promotor de Albertville, Benoit Bachelet.
A avalanche ocorreu um dia depois de Météo-France emitir um alerta de avalanche de nível vermelho, um dos mais elevados do sistema de aviso, devido ao forte acúmulo de neve provocado pela tempestade Nils. Entre 60 cm e 1 m de neve fresca caíram na região, criando uma cobertura instável que poderia ser facilmente desencadeada por movimentos sobre o terreno.
A Justiça francesa abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias do acidente, prática comum em casos de mortes nas montanhas. Autoridades locais lembraram que, mesmo com equipamentos de segurança como transceptores e sondas, o risco de avalanches em áreas fora de pistas pode ser extremo, especialmente sob condições meteorológicas adversas.
O resort e serviços de resgate emitiram condolências às famílias e reforçaram a recomendação de que esquiadores permaneçam nas pistas sinalizadas enquanto persistirem condições perigosas.
A Espanha anunciou que fornecerá ajuda humanitária a Cuba por meio do sistema das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores espanhol após uma reunião, em Madrid, entre o chanceler José Manuel Albares e o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez. Em breve comunicado, a chancelaria espanhola informou que a Espanha prestará ajuda “nas áreas de alimentação e produtos sanitários de primeira necessidade”. A nota não especifica prazos nem valores do apoio.
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Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, na esteira da queda de Nicolás Maduro, e diante das ameaças de Washington de impor tarifas aos países que vendam petróleo à ilha. Impulsionado pelo sucesso da operação militar que capturou o venezuelano, o presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que cortar o fornecimento de mais de 27 mil barris de petróleo por dia que Cuba recebia do regime chavista será o golpe final contra Havana. Sempre que é questionado sobre Cuba, ele diz:
— Parece que está prestes a cair.
As ações são um golpe brutal para um país que já enfrenta sua pior crise econômica desde a revolução de 1959 e lida com apagões, escassez de alimentos e medicamentos e a redução das reservas em moeda estrangeira. O governo comunista passou a aplicar um pacote de medidas emergenciais que restringe a venda de combustível e reduz o transporte público, ao mesmo tempo em que vê o declínio de sua influência sobre a esquerda global e governos aliados.
— A esquerda internacional não está sendo muito enfática. Veja o caso do Brasil, por exemplo. [O presidente Lula tem se limitado a condenar o bloqueio]. Tampouco o governo espanhol está dando uma resposta de alto perfil — disse o historiador cubano Rafael Rojas ao El País. — Há uma erosão da legitimidade de Cuba no cenário internacional devido à falta de democracia e à repressão sistemática, e esse chamado à solidariedade tem efeito muito limitado.
Apoio limitado
O especialista afirmou, ainda, que a rejeição ao bloqueio dos Estados Unidos não está se traduzindo em ajuda além da assistência humanitária — o que, avaliou, “não é suficiente para evitar um colapso”. Com o retorno de Trump, foi inaugurada uma nova ordem mundial na qual o multilateralismo e as organizações internacionais, incluindo a ONU, estão em retração. Nesse novo contexto, Cuba tem visto seu papel ser cada vez mais difuso e isolado.
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México, Chile e Rússia estão entre os poucos países que saíram em defesa de Havana, condenando publicamente a ofensiva de Trump. Ainda assim, Moscou prometeu ajuda financeira de maneira pouco convincente. E, embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, insista que tenta reativar o fluxo de petróleo, a verdade é que ele foi interrompido. Agora, os envios consistem somente em leite em pó e outros produtos básicos.
O Chile também denunciou o bloqueio e anunciou o envio de ajuda humanitária. Mas a pressão de Trump se intensifica por meio de países vizinhos: nesta semana, a Nicarágua, aliada de Cuba, concordou em fechar a principal rota de exilados cubanos, negando entrada a cidadãos da ilha em situação irregular. A Guatemala anunciou a retirada de todos os médicos cubanos que atuavam no país.
“A economia cubana atravessa provavelmente a pior crise de sua história, marcada por uma combinação de fatores internos e externos”, aponta um estudo da Embaixada da Suíça em Havana, que atua como mediadora entre Cuba e EUA. Trump sustenta que ofereceu um acordo e que os dois governos estão negociando. Havana reconhece apenas que houve alguns contatos sobre questões técnicas e nega que existam negociações sérias.
Sem dar mais detalhes, a nota do governo espanhol diz que a situação de Cuba após o endurecimento do embargo americano foi discutida. No X, o chanceler cubano escreveu: “Reiteramos a disposição de fortalecer o diálogo político, econômico-comercial e a cooperação em benefício de ambos os países, no complicado contexto internacional atual, diante das violações da Paz, da Segurança e do Direito Internacional e da crescente agressão dos Estados Unidos contra Cuba”. (Com AFP)
A principal central sindical da Argentina convocou nesta segunda-feira uma greve geral no dia em que a Câmara dos Deputados debater a reforma trabalhista do presidente ultraliberal Javier Milei, já aprovado pelo Senado, anunciaram fontes da organização.
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O projeto, que pode ser debatido pelos deputados esta semana ou na próxima, reduz as indenizações por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve, entre outras disposições.
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que “apoia integralmente a medida”, que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
Esta ação, a quarta contra as políticas do governo Milei, ocorre em meio à crescente agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda acentuada do consumo.
“Regressivas”
Os sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram essas mudanças “regressivas” e “inconstitucionais” e prometem contestar a reforma na Justiça caso a lei seja aprovada. O governo afirma que as mudanças ajudarão a reduzir o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos, ao reduzir a carga tributária sobre os patrões.
A senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei nesta segunda-feira na residência presidencial em Olivos. Bullrich havia declarado anteriormente que não permitiriam alterações no texto aprovado pelo Senado; no entanto, no domingo, admitiu que consideram flexibilizar o polêmico artigo que reduz o salário do trabalhador à metade em afastamento por doença.
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O governo tenta impedir modificações no texto que o façam retornar ao Senado para aprovação, o que atrasaria a aprovação da lei desejada por Milei antes de seu discurso em 1º de março, quando inaugurará as sessões parlamentares ordinárias.
Consenso e adesão
“Há consenso coletivo para a realização de uma greve nacional”, antecipou Cristian Jerónimo, secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), em entrevista à Rádio 10 no domingo, antes da reunião extraordinária da diretoria nesta segunda-feira, onde a medida foi decidida. A greve não incluirá convocação para mobilização.
“Terá amplo apoio e demonstrará o descontentamento não apenas com este projeto de lei, mas também com o rumo político e econômico deste governo hoje na Argentina”, disse Jerónimo. Fontes da CGT esclareceram que “como sempre, haverá liberdade de ação em cada sindicato”.
A convocação será formalizada na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
“Garantimos uma paralisação total do transporte de passageiros (…) no dia em que a reforma trabalhista for debatida na Câmara dos Deputados, não haverá transporte”, anunciou a União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) nas redes sociais.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam, segundo dados do setor industrial.
Na última quarta-feira, milhares de pessoas protestaram em frente ao Congresso durante a votação do projeto de lei no Senado, que o aprovou por 42 votos a 30. Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que terminou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, já que os sindicatos de transporte se recusaram a aderir devido à pressão do Ministério do Trabalho.
O exército ucraniano retomou 201 km² do exército russo entre a última quarta-feira e domingo (de 11 a 15), segundo uma análise da AFP com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês).
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As forças de Kiev não haviam recuperado tanto território em tão pouco tempo desde a contraofensiva de junho de 2013. A área é quase equivalente às conquistas totais da Rússia em dezembro (244 km²).
“Esses contra-ataques ucranianos provavelmente estão se aproveitando do bloqueio do acesso das forças russas ao Starlink [um serviço de internet via satélite], que, segundo blogueiros militares russos, interrompe as comunicações e o comando”, afirma o ISW, que colabora com o Critical Threats Project, outro centro de estudos americano.
Em 5 de fevereiro, observadores militares russos já haviam notado essa interrupção após anúncios de Elon Musk, proprietário da SpaceX (que comercializa o Starlink). O americano anunciou “medidas” para acabar com o uso dessa tecnologia pelo Kremlin.
Segundo a Ucrânia, drones russos usaram o Starlink para contornar os sistemas de interceptação eletrônica e atingir seus alvos com precisão.
O território conquistado pela Ucrânia concentra-se principalmente a cerca de 80 quilômetros a leste da cidade de Zaporizhzhia, em uma área onde as tropas russas avançaram significativamente desde meados de 2025.
Em fevereiro deste ano, Moscou controlava 19,5% do território ucraniano, total ou parcialmente, em comparação com 18,6% no ano anterior.
Antes da invasão que começou em fevereiro de 2022, a Rússia já controlava cerca de 7% do território, incluindo a Crimeia e parte de Donbass.
A Indonésia anunciou que poderá mobilizar até 8 mil militares para uma possível missão humanitária na Faixa de Gaza, no âmbito da iniciativa do Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O contingente deverá estar pronto até o fim de junho, segundo as Forças Armadas do país, no que representa o primeiro compromisso firme com um elemento central do plano de reconstrução do pós-guerra defendido pelo líder americano.
As Forças Armadas Nacionais da Indonésia (TNI) informaram que já finalizaram a estrutura proposta da tropa e o cronograma de deslocamento, embora o governo ainda não tenha decidido quando o envio ocorrerá. Segundo o porta-voz do Exército, general de brigada Donny Pramono, cerca de 1.000 militares poderão estar prontos até o início de abril para atuar como equipe avançada, e o contingente poderá chegar a até 8.000 integrantes até junho.
— Em princípio, estamos prontos para ser designados para qualquer lugar — afirmou Pramono à agência americana Associated Press, ressaltando, no entanto, que o fato de as tropas estarem prontas não significa que serão enviadas imediatamente. — Nossas tropas estão totalmente preparadas e podem ser enviadas com pouco aviso assim que o governo der aprovação formal. O envio ainda requer uma decisão política e depende de mecanismos internacionais
De acordo com o cronograma divulgado, os militares passarão por exames de saúde e trâmites administrativos ao longo de fevereiro. Ao fim do mês, haverá uma revisão da prontidão da força. A formação de uma brigada composta por 8 mil integrantes foi definida em reunião realizada em 12 de fevereiro para tratar da missão. O anúncio, feito no domingo, ocorre dias antes da primeira cúpula do Conselho de Paz em Washington, que deverá contar com a presença do presidente indonésio, Prabowo Subianto, e de outros líderes mundiais na quinta-feira.
O governo indonésio tem enfatizado que qualquer atuação em Gaza será estritamente humanitária. O Ministério das Relações Exteriores reiterou que a contribuição do país se concentrará na proteção de civis, na prestação de serviços médicos e na reconstrução do território devastado pela guerra, e que os militares não participarão de operações de combate nem de ações que possam levar a confronto direto com grupos armados.
Se for confirmada, a Indonésia será o primeiro país a se comprometer publicamente a enviar tropas para a missão de segurança criada sob a iniciativa do Conselho de Paz. O órgão, composto majoritariamente por chefes de Estado, foi inicialmente concebido para supervisionar a trégua entre Israel e Hamas em Gaza, mas logo passou a enfrentar ceticismo por parte de alguns aliados de Washington. A carta constitutiva do órgão estabelece um mandato amplo e global, e analistas afirmam que Trump tenta criar um rival para as Nações Unidas que o colocaria no comando.
Autoridades indonésias justificaram a adesão ao Conselho de Paz de Trump afirmando que a participação era necessária para defender os interesses palestinos a partir de dentro do órgão, uma vez que Israel integra o conselho, mas não há representação palestina. A Indonésia, país com a maior população de maioria muçulmana do mundo, não mantém relações diplomáticas formais com Israel e historicamente apoia a solução de dois Estados.
O país do Sudeste Asiático também tem atuado no envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, incluindo o financiamento de um hospital. Com experiência em operações de manutenção da paz, a Indonésia figura entre os dez maiores contribuintes para missões da ONU, inclusive no Líbano. (Com New York Times)
Um turista britânico de 35 anos foi detido na manhã desta segunda-feira no Hong Kong International Airport, após ser filmado destruindo quiosques de check-in e mobiliário no terminal de passageiros. O episódio, registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais, ocorreu por volta das 6h (horário local) no Terminal 1 e resultou em danos materiais significativos antes da sua prisão pelas autoridades locais.
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Imagens mostram o homem empurrando uma série de quiosques de autoatendimento para o chão e, em seguida, golpeando-os repetidamente com um poste metálico. Ele também teria derrubado corrimões, danificado balcões de atendimento e um painel de vidro na área de embarque, enquanto passageiros e funcionários observavam em choque. Uma autoridade do aeroporto informou ao jornal Hong Kong Free Press que 10 quiosques foram destruídos.
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Equipes da autoridade aeroportuária e seguranças foram rapidamente acionados ao local e aconselharam o agressor a cessar os atos de vandalismo. Em seguida, chamaram a polícia, que o deteve no entorno do aeroporto. Nenhuma das pessoas presentes ficou ferida, e as operações do terminal seguiram sem grandes interrupções.
Além da acusação por danos criminais, o homem foi detido por posse ilegal de medicamentos controlados, depois que quatro comprimidos de Viagra foram encontrados em sua bagagem sem receita médica — um crime previsto na legislação de Hong Kong com pena de até dois anos de prisão e multa.
Imagens de homem vandalizando aeroporto viralizaram nas redes sociais
Reprodução | X
Segundo a mídia local, autoridades informaram que o turista havia chegado a Hong Kong em novembro de 2025 com um visto válido por seis meses, e estava no aeroporto com a intenção de comprar uma passagem para deixar o território antes de iniciar o ataque, cuja motivação ainda não foi esclarecida.
Investigadores seguem analisando o caso para determinar as circunstâncias que desencadearam o episódio.
O governo francês acusou, nesta segunda-feira (16), a esquerda radical de incentivar um “clima de violência” a um mês das eleições municipais, dias depois da morte de um ativista de extrema direita que a Justiça investiga como “homicídio doloso”.
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Quentin Deranque, de 23 anos, morreu no fim de semana após uma agressão na quinta-feira à margem de um protesto da extrema direita contra um evento de uma eurodeputada de esquerda em uma universidade de Lyon, no sudeste do país.
A Justiça abriu uma investigação por “homicídio doloso”, indicou em coletiva de imprensa o promotor de Lyon, Thierry Dran, que detalhou que ainda não houve detenções e que as investigações continuam para identificar os autores.
Buquê de flores entre homenagens a Quentin Deranque
OLIVIER CHASSIGNOLE / AFP
Sua morte reativou o confronto entre a extrema direita e a esquerda radical em um cenário de crescente polarização antes das eleições municipais de março e da presidencial de 2027.
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A porta-voz do governo francês de centro-direita, Maud Bregeon, apontou a “responsabilidade moral” do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), ao qual acusou de ter “incentivado um clima de violência durante anos”.
A extrema direita atribuiu o ataque mortal a ativistas do movimento antifascista Jeune Garde (Jovem Guarda), cofundado por um deputado da LFI antes de ser eleito e que foi dissolvido em junho do ano passado.
O grupo negou no domingo qualquer vínculo com os “eventos trágicos”.
Traumatismo cranioencefálico grave
Segundo uma fonte próxima à investigação, a agressão ocorreu na quinta-feira à tarde em meio a “um confronto entre grupos de extrema esquerda e de extrema direita”.
Deranque foi derrubado e agredido por “ao menos seis indivíduos” encapuzados, em paralelo a uma aparição da eurodeputada de esquerda Rima Hassan, indicou o representante do Ministério Público.
Quando foi atendido pelos serviços de emergência, o jovem “apresentava essencialmente lesões na cabeça”, entre elas “um traumatismo cranioencefálico grave”, acrescentou Dran durante a coletiva.
Um suposto vídeo do ataque divulgado pelo canal TF1 mostra cerca de dez pessoas agredindo três jovens no chão. Dois deles conseguem escapar. Uma testemunha disse à AFP que “eles se agrediam com barras de metal”.
O veterano líder da LFI e três vezes candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, rejeitou qualquer responsabilidade no caso, que acendeu o debate para as eleições municipais do próximo mês.
Essas eleições também são consideradas um teste para a presidencial de 2027, que elegerá o sucessor de Emmanuel Macron, impedido de se candidatar após dois mandatos consecutivos.
As pesquisas de opinião apontam como favorita a legenda de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), que, com Marine Le Pen como candidata, passou ao segundo turno nas duas eleições presidenciais vencidas por Macron.
No entanto, a líder de extrema direita está atualmente inelegível por uma condenação por desvio de recursos públicos e, após recorrer, aguarda agora a sentença em segunda instância, prevista para julho.
Caso a inelegibilidade seja mantida, seu protegido, Jordan Bardella, poderá ser o candidato à presidência pelo RN.
Segundo uma pesquisa divulgada no domingo, esse jovem e popular político, de 30 anos, seria o candidato preferido pelos franceses, à frente de Le Pen e do ex-primeiro-ministro de centro-direita Édouard Philippe.
Um homem residente no norte da Suécia é suspeito de ter facilitado a venda de serviços sexuais prestados por sua esposa a mais de 100 homens, informou nesta segunda-feira o Ministério Público sueco à AFP.
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O sexagenário foi detido no fim de outubro, após denúncia feita pela própria mulher à polícia, e permanece em prisão preventiva desde então, segundo a promotora responsável pelo caso, Ida Annerstedt.
“É suspeito de ter facilitado, ou de ter lucrado financeiramente com a venda de serviços sexuais da demandante”, afirmou a promotora.
A legislação sueca sobre prostituição proíbe apenas a compra de serviços sexuais, e não a venda. O homem foi colocado em prisão preventiva por “proxenetismo”, informou Annerstedt, sem detalhar outras possíveis acusações. A promotora também não esclareceu se a mulher, na faixa dos 50 anos, teria sido obrigada a se prostituir.
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De acordo com as autoridades, os fatos teriam ocorrido entre janeiro de 2022 e a data da prisão do acusado. A promotoria deve apresentar formalmente as acusações no dia 13 de março.
Cerca de 120 indivíduos foram identificados como compradores dos serviços sexuais da mulher, mas nem todos serão alvo de investigação, segundo a promotora.
O homem nega as acusações. Segundo a emissora pública SVT, ele já foi condenado anteriormente por diversas infrações, incluindo agressões.
Centenas de milhares de alemães participam nesta segunda-feira dos tradicionais desfiles de “Rosenmontag” em várias cidades do país, levando às ruas o humor ácido e a crítica política que marcam o carnaval alemão. Em Düsseldorf, no oeste do país, foliões fantasiados acompanham carros alegóricos com caricaturas de líderes como Vladimir Putin e Donald Trump.
As esculturas gigantes de papel machê são tradição anual e, neste ano, voltam a ter como destaque as criações do mais famoso caricaturista do país, Jacques Tilly. O artista responde a um processo na Rússia por supostamente difundir informações falsas sobre o Exército russo e será julgado à revelia em 26 de fevereiro, em Moscou.
Em entrevista à AFP, em dezembro, Tilly classificou as acusações como “ridículas” e prometeu voltar a atacar o líder russo em suas obras. “A cultura do debate pode ser polêmica, mas isso não é compreendido na Rússia de Putin”, afirmou.
O presidente do Parlamento do estado da Renânia do Norte-Vestfália, André Kuper, manifestou apoio ao artista em comunicado divulgado nesta segunda-feira. “O procedimento penal iniciado na Rússia por difamação devido às suas caricaturas demonstra que apenas as democracias garantem a liberdade e o Estado de direito”, declarou.
Entre as esculturas que desfilaram pelas ruas está a de Putin vestido com uniforme militar, cravando uma espada em um bobo da corte com um chapéu onde se lê “sátira”. Outra obra mostra o presidente russo, também de uniforme, pilotando um drone com as cores da Alternativa para a Alemanha, partido de extrema direita considerado pró-Rússia e que se tornou a principal força de oposição no país.
As críticas, no entanto, não se restringem ao Kremlin. Uma das alegorias retrata Trump lutando boxe contra uma figura de Jesus que veste uma camiseta com a inscrição “Amor e Humanidade”.
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Ina Fassbender / AFP
O chanceler alemão Friedrich Merz também virou alvo de deboche. Em uma das esculturas, ele aparece montado sobre o esqueleto de um dinossauro, símbolo da indústria automobilística alemã em crise, em referência aos seus esforços para rever a proibição da venda de veículos novos não elétricos prevista para 2035 na Europa.
Com humor mordaz e tradição centenária, o “Rosenmontag” reafirma o carnaval alemão como espaço de crítica política aberta — mesmo diante de pressões internacionais.

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