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Mais de um ano após a morte de uma mulher de 33 anos no ponto mais alto da Áustria, o namorado dela começa a ser julgado nesta quinta-feira acusado de homicídio culposo por negligência grave. Kerstin G morreu de hipotermia durante uma escalada ao Grossglockner, que atinge 3.798 metros de altitude.
Explosão em igreja nos EUA deixa cinco feridos, incluindo pastor e bombeiros
Segundo o Ministério Público de Innsbruck, o companheiro — identificado pela imprensa austríaca como Thomas P — a deixou exausta e desprotegida perto do cume, em meio a ventos fortes e temperaturas extremas, enquanto descia para buscar ajuda.
A defesa nega as acusações e classifica o episódio como “um acidente trágico”.
Os promotores listaram nove supostos erros cometidos pelo réu. Para a acusação, ele deve ser considerado o “guia responsável da expedição”, por ser o mais experiente em montanhismo de alta altitude e por ter planejado a subida.
Entre as falhas apontadas estão:
• Início da escalada duas horas mais tarde do que o ideal;
• Equipamentos de emergência insuficientes;
• Permitir que a vítima utilizasse botas inadequadas para terreno misto e alta altitude;
• Não recuar diante de ventos de até 74 km/h e sensação térmica de -20°C.
A defesa afirma que o casal planejou a expedição em conjunto e que ambos se consideravam experientes e bem preparados fisicamente.
Segundo os promotores, o casal ficou em dificuldade por volta das 20h50 do dia 18 de janeiro de 2025. A acusação sustenta que o réu não acionou socorro imediato nem enviou sinais de emergência, mesmo após um helicóptero policial sobrevoar a área.
Já o advogado Kurt Jelinek afirma que, até aquele momento, ambos se sentiam bem e estavam próximos ao cume. Imagens de webcam mostram as lanternas do casal ainda avançando pela montanha à noite.
Pouco depois, segundo a defesa, Kerstin teria apresentado sinais súbitos de exaustão severa. À 00h35 do dia 19, o homem ligou para a polícia de montanha. O conteúdo da conversa é alvo de disputa judicial.
A acusação afirma que ele deixou a companheira por volta das 2h da madrugada, cerca de 40 metros abaixo da cruz que marca o cume, e que não utilizou mantas térmicas de resgate nem outros equipamentos para protegê-la do frio.
As forças russas realizaram, durante a noite, um ataque aéreo contra a Ucrânia com o uso de um míssil e dezenas de drones, informou Kiev nesta quarta-feira, às vésperas do início da segunda jornada de negociações de paz em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos.
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Em comunicado, a Força Aérea ucraniana declarou que Moscou lançou um projétil balístico e mobilizou 126 aeronaves não tripuladas. Segundo a nota, as unidades de defesa aérea do país conseguiram derrubar 100 desses dispositivos.
‘Progressos significativos’
O enviado dos EUA, Steve Witkoff, afirmou nesta quarta-feira que as negociações entre Ucrânia e Rússia, em Genebra, para pôr fim à guerra de quatro anos, fizeram “progressos significativos”.
“O sucesso do presidente Trump em reunir os dois lados desta guerra representou um progresso significativo, e temos orgulho de trabalhar sob sua liderança para acabar com a carnificina neste terrível conflito”, escreveu Witkoff em comunicado.
“Ambos os lados concordaram em informar seus respectivos líderes e continuar trabalhando em direção a um acordo”, acrescentou o enviado de Trump, antes do início do segundo dia de negociações em Genebra, mas sem apresentar detalhes concretos sobre os avanços para um acordo.
A Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) emitiu um alerta contundente: a Terra não dispõe de defesas ativas contra cerca de 15 mil asteroides de porte médio, capazes de destruir cidades, que permanecem sem identificação. A revelação gerou temor em várias partes do mundo, embora já estejam em andamento programas de monitoramento, como a missão Near-Earth Object Surveyor.
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A advertência foi feita pela Dra. Kelly Fast, oficial interina de Defesa Planetária da Nasa, durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Phoenix. Segundo ela, esses meteoros, com ao menos 140 metros de diâmetro, representam um risco elevado.
— O que tira meu sono são os asteroides que não conhecemos — declarou. Dos 25 mil objetos estimados que orbitam o planeta, a Nasa conseguiu localizar apenas 40%, o que deixa aproximadamente 15 mil sem rastreamento.
A situação se agrava pela falta de uma resposta imediata. A Dra. Nancy Chabot, líder da missão DART (Double Asteroid Redirection Test) na Johns Hopkins University, manifestou profunda preocupação. Embora em 2022 a missão tenha demonstrado ser possível alterar a trajetória de um asteroide ao colidir uma nave espacial com ele, a especialista alertou:
— O DART foi uma grande demonstração, mas não temos isso pronto para uso caso surja uma ameaça que exija essa resposta.
Isso significa que, se um asteroide perigoso fosse detectado em rota de colisão, não haveria um mecanismo ativo para desviá-lo.
— Poderíamos estar preparados para essa ameaça. E não vejo que esse investimento esteja sendo feito — lamentou Chabot, sugerindo que as agências espaciais carecem de financiamento adequado para manter defesas.
Os asteroides de porte médio representam um desafio particular por serem difíceis de detectar, enquanto os muito grandes — como o que causou a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos — são mais fáceis de rastrear.
— Não nos preocupamos tanto com os grandes dos filmes, porque sabemos onde eles estão — afirmou a Dra. Fast ao The Telegraph. Fragmentos pequenos atingem a Terra sem causar danos significativos, mas a categoria em torno de 140 metros é a mais preocupante: grande o suficiente para provocar danos regionais catastróficos e pequena o bastante para escapar aos métodos atuais de detecção.
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A vulnerabilidade ficou evidente com o asteroide YR4 no ano passado, quando houve um “alerta máximo” por probabilidade de colisão, antes de análises descartarem uma ameaça direta à Terra. Ainda assim, embora um impacto em 2032 tenha sido descartado, existe a possibilidade de colisão com a Lua, um evento que poderia ser visível a olho nu. Esse “quase impacto” serviu como um alerta crucial e pode marcar um ponto de inflexão para mudanças estruturais no futuro.
Para enfrentar essa lacuna, a Nasa pretende lançar no próximo ano a missão Near-Earth Object Surveyor. O telescópio espacial utilizará assinaturas térmicas para identificar asteroides claros e escuros — estes últimos mais difíceis de detectar por métodos convencionais. A agência busca catalogar mais de 90% dos objetos próximos à Terra com mais de 140 metros na próxima década.
— Estamos vasculhando os céus para encontrar asteroides antes que eles nos encontrem, e capturá-los antes que nos capturem — concluiu Fast em entrevista ao portal GB News.
O enviado dos EUA, Steve Witkoff, afirmou nesta quarta-feira que as negociações entre Ucrânia e Rússia, em Genebra, para pôr fim à guerra de quatro anos, fizeram “progressos significativos”.
“O sucesso do presidente Trump em reunir os dois lados desta guerra representou um progresso significativo, e temos orgulho de trabalhar sob sua liderança para acabar com a carnificina neste terrível conflito”, escreveu Witkoff em comunicado.
Frio extremo compromete uso de drones e impõe novo desafio à defesa da Ucrânia
“Ambos os lados concordaram em informar seus respectivos líderes e continuar trabalhando em direção a um acordo”, acrescentou o enviado de Trump, antes do início do segundo dia de negociações em Genebra, mas sem apresentar detalhes concretos sobre os avanços para um acordo.
A proposta de anistia discutida na Venezuela “não garante a libertação incondicional de todas as pessoas presas arbitrariamente” pelo regime chavista, afirmou a ONG Human Rights Watch (HRW) nesta quarta-feira. A organização defende que a votação do projeto, adiada duas vezes, não deve servir de pretexto para “atrasar a libertação imediata de presos políticos nem as reformas necessárias para restaurar a democracia” no país. Após a incursão militar dos Estados Unidos e a prisão do então presidente Nicolás Maduro em janeiro, autoridades venezuelanas libertaram cerca de 400 presos políticos e a presidente interina, Delcy Rodríguez, falou em “pacificação nacional”, mas, mesmo assim, cerca de 600 pessoas permanecem presas sob o regime, segundo a ONG Foro Penal, e muitos libertados seguem sob investigação e restrições de expressão e protesto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca nesta quarta-feira na Índia, onde terá uma série de agendas com autoridades locais. A partir de amanhã, o presidente participará da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), que discutirá a segurança e governança relacionadas à tecnologia. No dia 21, o brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro, Narendra Modi, e cumprirá agenda de encontros com lideranças indianas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Cinco pessoas, entre elas o pastor da igreja e quatro bombeiros, ficaram feridas na manhã desta terça-feira após uma explosão na igreja “Abundant Life Fellowship”, na cidade de Boonville, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O incidente ocorreu por volta das 10h30, horário local, após relatos de um forte odor de gás no interior do templo, segundo autoridades policiais e informações oficiais divulgadas até o momento.
De acordo com a Polícia do Estado de Nova York, equipes de emergência foram acionadas por moradores depois de detectar cheiro de gás no prédio, situado na State Route 12, cerca de 80 quilômetros ao nordeste de Syracuse.
Quatro bombeiros estavam no subsolo avaliando a situação quando o forno da igreja, alimentado por gás propano, teria sido ativado e desencadeado a explosão. Um quinto bombeiro estava no primeiro andar tentando ventilar o local quando foi arremessado contra uma parede pelo impacto da detonação.
Todos os cinco feridos foram levados a hospitais na região. Entre os atendidos estão o pastor Brandon Pitts, 43 anos, e membros do Corpo de Bombeiros de Boonville, com idades entre 43 e 71 anos. Segundo a polícia estadual, todos estão em condição crítica, porém estável.
As autoridades afirmam que não há indícios de atividade criminosa relacionada à explosão, que causou danos estruturais graves ao edifício da igreja. Investigadores continuam apurando se um possível vazamento de gás ou falha no sistema de aquecimento foi a causa do acidente.
Em nota nas redes sociais, membros da congregação pediram orações pela recuperação dos feridos e agradeceram por não haver mais pessoas dentro da igreja no momento da explosão. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse ter sido informada da situação e manifestou apoio às equipes de resposta e às famílias atingidas.
As operações de emergência e a investigação permanecem em curso, enquanto a comunidade local acompanha o desenrolar do caso.
Um homem de 18 anos foi preso nesta terça-feira ao correr em direção ao Capitólio dos Estados Unidos portando uma espingarda carregada enquanto vestia um colete tático. A polícia deteve o jovem no coração do poder legislativo americano a poucos dias do discurso anual sobre o Estado da União.
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Após negativas de Itália e Nova Zelândia: Vaticano também rejeita convite para ‘Conselho da Paz’ de Trump
Segundo o chefe da polícia do Capitólio, Michael Sullivan, o suspeito estacionou um SUV Mercedes branco próximo ao edifício por volta do meio-dia, no horário local, e saiu do veículo empunhando a arma, dirigindo-se rapidamente em direção à fachada oeste do Capitólio, onde está a entrada principal. Policiais no local ordenaram que ele abandonasse a espingarda e se rendesse. O homem obedeceu sem resistência e foi preso sem ferimentos.
No veículo, as autoridades encontraram equipamentos adicionais, incluindo um capacete balístico (Kevlar) e uma máscara de gás, além de munição extra. O porta-voz da polícia afirmou que o suspeito não é conhecido previamente pelas forças de segurança e não reside na região metropolitana de Washington, e que o carro não estava registrado em seu nome, que também não foi divulgado.
As motivações do homem permanecem sob investigação, e ainda não há confirmação de que ele pretendia atingir membros do Congresso ou outras pessoas específicas. O Legislativo estava de recesso no momento do episódio, e não havia sessões programadas para esta terça-feira.
A polícia ressaltou que, apesar da proximidade do discurso do Estado da União, importante evento político nos Estados Unidos, a segurança não sofreu alterações, e os protocolos permanecem robustos. Eles também pediram que testemunhas e pessoas com imagens do incidente compartilhem vídeos com a polícia para auxiliar nas apurações.
O Vaticano não participará do “Conselho da Paz”, o organismo internacional promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta terça-feira o secretário de Estado da Santa Sé.
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A junta, presidida por Trump, foi concebida inicialmente para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após a guerra entre o Hamas e Israel. Mas seu propósito evoluiu desde então para a resolução de todo tipo de conflitos internacionais, o que despertou temores de que o presidente americano queira criar um rival das Nações Unidas.
O cardeal Pietro Parolin, número dois do Vaticano, afirmou que o Vaticano não estará envolvido no “Conselho da Paz” de Trump e insistiu no papel da ONU.
— Para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas — afirmou.
Parolin não especificou quais são essas questões, mas ressaltou que — em nível internacional, acima de tudo — é a ONU que administra essas situações de crise.
Desde que Trump lançou seu “Conselho da Paz” no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, pelo menos 19 países assinaram sua carta fundadora. Os membros permanentes devem aportar um bilhão de dólares para integrar o organismo, o que, segundo críticos, poderia transformá-lo em uma versão “paga” do Conselho de Segurança da ONU.
Uma juíza federal decidiu nesta terça-feira que Kilmar Abrego Garcia, salvadorenho que foi deportado por engano para seu país de origem no ano passado, não pode voltar a ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), ao concluir que o prazo de detenção de 90 dias expirou e que o governo não apresentou um plano viável para deportá-lo.
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O caso de Garcia tornou-se um ponto central no debate sobre imigração nos Estados Unidos em 2025. Desde que retornou ao território americano, ele vem contestando na Justiça uma segunda tentativa de deportação, desta vez para uma série de países africanos proposta por autoridades do Departamento de Segurança Interna (DHS).
“O governo fez uma ameaça vazia atrás da outra de removê-lo para países da África sem nenhuma chance real de sucesso”, escreveu a juíza distrital dos EUA Paula Xinis, em Maryland, na decisão. “Diante disso, o tribunal conclui facilmente que não há bons motivos para acreditar que a remoção seja provável em um futuro razoavelmente previsível”.
A secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, criticou a decisão em um e-mail: “Se esta questão realmente fosse sobre a lei ou o devido processo legal, Kilmar Abrego Garcia já teria sido deportado e nunca mais pisaria neste país; a juíza Xinis não ficará satisfeita até que ele seja autorizado a viver nos EUA para sempre”.
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Em sua decisão, a juíza Paula Xinis observou que o governo “propositalmente — e sem motivo — ignorou o único país que consistentemente se ofereceu para aceitar Abrego Garcia como refugiado e para o qual ele concorda em ir”. Esse país é a Costa Rica.
O advogado do salvadorenho, Simon Sandoval-Moshenberg, argumentou em tribunal que a detenção migratória não deve funcionar como punição, considerando que imigrantes só podem ser detidos como forma de viabilizar sua deportação e não podem permanecer presos indefinidamente sem um plano viável de remoção.
“Desde que a juíza Xinis ordenou a libertação de Garcia em meados de dezembro, o governo tentou um truque após o outro para tentar colocá-lo novamente sob custódia”, escreveu o advogado em um e-mail enviado à Associated Press nesta terça-feira. “Em sua decisão de hoje, ela reconheceu que, se o governo estivesse realmente tentando remover Garcia dos EUA, já o teria enviado para a Costa Rica muito antes.”
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Agora, acrescentou o advogado, o governo Trump deve se empenhar de boa-fé para acertar os detalhes da remoção de Garcia para a Costa Rica.
Relembre o caso
Garcia imigrou ilegalmente para os EUA na adolescência, mas vivia no país com status legal protegido desde outubro de 2019. Sua esposa e seu filho de 5 anos são cidadãos americanos. Ainda assim, em 12 de março ele foi parado por agentes de imigração que, erroneamente, lhe disseram que seu status havia mudado, segundo documentos judiciais.
Três dias depois, ele foi colocado em um dos três voos para El Salvador. Na época, o governo Trump acelerava o uso de um estatuto raramente invocado, conhecido como Alien Enemies Act, para deportar dezenas de migrantes venezuelanos acusados de integrar a gangue Tren de Aragua. Apesar de reconhecer o erro, a administração Trump inicialmente disse que não havia nada que pudesse fazer para reparar o ocorrido, alegando que o salvadorenho não estava mais sob custódia dos EUA.
Jennifer Vasquez Sura, esposa de salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, ouve o advogado após audiência em Maryland, nos EUA
Haiyun Jiang/The New York Times
Sob pressão pública e por ordem judicial, o presidente americano, Donald Trump, autorizou seu retorno em junho, mas apenas após o governo obter uma denúncia formal acusando-o de contrabando de pessoas no Tennessee. Ele se declarou inocente. Autoridades do governo Trump afirmaram que ele não pode permanecer nos Estados Unidos e, em documentos apresentados à Justiça, disseram que pretendiam deportá-lo para Uganda, Eswatini, Gana e Libéria.
Em julho, advogados do salvadorenho alegaram em um processo judicial que ele foi espancado e sofreu tortura psicológica durante sua detenção na prisão de segurança máxima. Segundo a defesa, ele foi “submetido a graves maus-tratos (…), incluindo fortes espancamentos, privação severa de sono, nutrição inadequada e tortura psicológica”. Ao chegar na prisão, Garcia e outros detentos teriam ouvido de um funcionário:
— Bem-vindos. Quem entra aqui, não sai.
Funcionários o obrigaram a se despir, “chutaram suas pernas com botas e o espancaram na cabeça e nos braços”, escreveram os advogados. Eles rasparam sua cabeça e o espancaram com varas de madeira enquanto o arrastavam para uma cela, deixando hematomas por todo o corpo. Garcia e outros 20 salvadorenhos “foram forçados a se ajoelhar das 21h às 6h, e os guardas espancavam qualquer um que caísse de exaustão”.
Os prisioneiros eram confinados em beliches de metal sem colchões em uma cela lotada, sem janelas e com luzes brilhantes acesas 24 horas por dia. Seus advogados alegaram ainda que García perdeu 14 quilos durante suas duas primeiras semanas na prisão.

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