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O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã desta quinta-feira após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham, no condado de Norfolk, segundo confirmou a Thames Valley Police. A detenção ocorreu no dia em que ele completa 66 anos.
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Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
Em comunicado, a polícia afirmou: “Como parte da investigação, prendemos hoje (19/2) um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. O homem permanece sob custódia.”
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
O assistente-chefe de polícia Oliver Wright declarou que, após análise preliminar, foi aberta investigação formal para apurar as alegações. Segundo ele, é fundamental preservar a integridade e a objetividade do processo enquanto as autoridades trabalham com parceiros institucionais.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
Nota da polícia na íntegra
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
“O homem permanece sob custódia policial neste momento.
“Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
“O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público.
‘É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração.
‘Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.'”
Após quase um século e meio de incertezas, foi localizado no Lago Michigan o naufrágio do Lac La Belle, embarcação a vapor que afundou durante uma tempestade em 1872 e deixou mortos. A descoberta, anunciada na semana passada por um caçador de naufrágios dos Estados Unidos, encerra um dos enigmas históricos da navegação na região e traz novos detalhes sobre o estado de preservação do navio.
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A vastidão do lago contribuía para o enigma enfrentado por aqueles que buscavam o local de descanso final do Lac La Belle. A embarcação jamais completou a travessia e afundou em águas de Wisconsin. Oito pessoas morreram depois que um dos botes salva-vidas virou. Com a passagem do tempo, permaneceu a dúvida: o navio algum dia seria encontrado?
A resposta veio nquando Paul Ehorn, caçador de naufrágios e mergulhador, anunciou ter localizado o Lac La Belle.
Aos 80 anos, Ehorn afirma que nunca esquecerá o momento em que recebeu um sinal em seu sonar de varredura lateral enquanto investigava um quadrante do lago com cerca de 129 quilômetros quadrados e centenas de metros de profundidade.
— Você simplesmente fica eufórico — disse Ehorn em entrevista: — Dá vontade de pular de alegria. Você encontrou mais um mistério.
Segundo ele, os destroços foram identificados inicialmente em outubro de 2022, mas a descoberta só agora se tornou pública. O intervalo, explicou, foi necessário para que os dois mergulhadores recrutados — John Scoles e John Janzen — alcançassem o local e registrassem fotos e vídeos.
— Fica muito longe da costa — disse Ehorn: — Tivemos ondas de quase 7 metros aqui há algumas semanas.
O mergulhador, que soube do naufrágio ainda na adolescência, deve apresentar a descoberta em março, durante o Ghost Ships Festival, evento realizado em Manitowoc, Wisconsin, dedicado a naufrágios, arqueologia náutica e história marítima.
Brendon Baillod, presidente do festival e da Wisconsin Underwater Archaeology Association, responsável pela organização, afirmou que localizar o Lac La Belle foi um desafio considerável.
— Fiquei realmente boquiaberto — disse Baillod: — Eu disse: como diabos você foi até lá e encontrou isso?
O naufrágio
Registros históricos indicam que o vapor transportava 53 passageiros e tripulantes quando deixou Milwaukee rumo a Grand Haven, Michigan, na noite de 13 de outubro de 1872. No porão, havia 19 mil bushels de cevada, 1.200 barris de farinha, 50 barris de carne suína e 25 barris de uísque.
Com aproximadamente 66 metros de comprimento, o navio possuía salão principal elegante, lustres ornamentados, cabines e salas de estar separadas para homens e mulheres, segundo Baillod.
Naquela noite, a embarcação enfrentou mar agitado durante uma tempestade e sofreu um vazamento cerca de duas horas após o início de uma travessia prevista para durar entre seis e oito horas.
— Foi um vazamento rápido — disse Baillod: — Eles não sabiam de onde vinha.
Por volta da meia-noite, W. Sanderson, escriturário do navio, percebeu que algo estava terrivelmente errado. O vapor começou a adernar violentamente, e a água inundou as caldeiras.
“Por volta das 5 da manhã ficou evidente que o vapor iria afundar”, disse Sanderson posteriormente ao jornal The Port Huron Daily Times. A tripulação então conduziu os passageiros aos botes salva-vidas e observou à distância enquanto o grande navio de madeira inclinava-se até desaparecer sob a superfície.
Este foi o segundo naufrágio envolvendo o Lac La Belle. Em 1866, a embarcação havia colidido com outro navio no rio St. Clair, entre Michigan e Ontário. O vapor foi içado em 1869, reformado e devolvido ao serviço.
Quase 150 anos depois do afundamento, Ehorn lançou novamente seu sonar nas águas calmas do lago, desenrolando cerca de aproximadamente 183 metros de cabo.
— Eu poderia ter deixado passar — disse o mergulhador, morador de Elgin, Illinois.
Os destroços encontram-se a centenas de pés de profundidade, exigindo mergulho técnico especializado e equipamentos específicos para acesso. Uma das duas hélices está ausente, mas parte da carga permanece preservada, incluindo uma pilha de cevada que parecia coberta de mofo, segundo Ehorn.
As coordenadas exatas do naufrágio permanecem sob sigilo.
— Não queremos pessoas indo até lá em busca de lembranças antes que o naufrágio seja devidamente documentado — disse Baillod.
O ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert voltou a protagonizar polêmica ao comentar a denúncia de racismo feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni, após a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, pela Liga dos Campeões.
Em entrevista à Rádio Rivadavia, da Argentina, o ex-jogador de 60 anos declarou apoio a Prestianni e criticou o atacante brasileiro.
— Me solidarizo com Prestianni porque Vinicius é o primeiro a insultar todos. O primeiro insulto veio do lado do jogador de pele negra — afirmou.
A declaração faz referência ao episódio ocorrido durante a partida, que está sob investigação da Uefa após Vini Jr alegar ter sido chamado de “mono” pelo jogador do Benfica.
Chilavert defendeu que o argentino não deveria ser punido pela entidade europeia. Segundo ele, uma eventual sanção abriria precedentes que, em sua visão, descaracterizariam o futebol.
O ex-goleiro também questionou o debate atual sobre discriminação no esporte e afirmou que o futebol “sempre foi um ambiente de provocações”, acrescentando críticas ao uso de tecnologia e microfones dentro de campo.
Chilavert já havia feito críticas públicas a Vini Jr anteriormente, em declarações que repercutiram no futebol sul-americano e europeu. O paraguaio, que atuou no Real Zaragoza entre 1988 e 1991, tem se manifestado com frequência sobre episódios envolvendo racismo no futebol europeu.
A prefeita de Washington declarou estado de emergência nesta quarta-feira após um grande vazamento de esgoto e pediu ajuda à Casa Branca, depois que o governo do presidente Donald Trump criticou as autoridades locais por sua resposta à emergência.
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Há um mês, uma tubulação que transportava resíduos da capital dos Estados Unidos e de partes dos estados vizinhos de Maryland e Virgínia sofreu uma ruptura, o que provocou o vazamento de centenas de milhões de litros de dejetos no rio Potomac.
O desastre ecológico virou um perigo para o ecossistema e para os moradores que utilizam o rio como fonte de água potável, ao mesmo tempo em que inflamou a disputa política entre o republicano Trump e uma estrela em ascensão do Partido Democrata, o governador de Maryland, Wes Moore.
A prefeita de Washington, Muriel Bowser, solicitou uma declaração presidencial de desastre e “declarou uma emergência pública local” para receber recursos federais, informou seu gabinete em comunicado.
Cientistas detectaram concentrações perigosamente elevadas de bactérias procedentes de matéria fecal, incluindo a “E. coli”, nas águas afetadas pelo vazamento.
Como o vazamento ocorreu em Maryland, rio acima de Washington, grande parte dele acabou chegando às águas que margeiam a capital americana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, acusou Moore de ter “abandonado e negligenciado” a tubulação de 60 anos e afirmou que o governo federal estava pronto para intervir e ajudar, se fosse solicitado.
Na terça-feira, Trump publicou uma mensagem contundente em sua rede Truth Social direcionada às autoridades de Maryland, Virgínia e Washington: “Se vocês não conseguem fazer o trabalho, têm que me ligar e pedir, educadamente, que eu resolva”.
Um memorial erguido em homenagem a Renee Good foi incendiado na noite desta terça-feira (17) em Minneapolis, nos Estados Unidos. Segundo o jornal The Minnesota Star Tribune, o fogo começou em uma exposição com flores, cartazes e uma pilha de madeira dedicada à memória da mulher, morta no mês passado por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). As autoridades classificaram o episódio como “suspeito” e afirmaram que a estrutura foi deliberadamente encharcada com gasolina.
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O Departamento de Polícia de Minneapolis abriu investigação. Até esta quarta-feira (18), nenhum suspeito havia sido preso. Apesar dos danos a parte da cerca e de materiais expostos desde 7 de janeiro, não houve feridos. O memorial havia sido coberto com uma lona na noite anterior, o que ajudou a conter prejuízos maiores.
De acordo com o Star Tribune, por volta das 21h o fotojornalista Ryan Vizzions, de 43 anos, sentiu cheiro de gasolina dentro de sua van, estacionada nas proximidades. “Olhei pelo para-brisa e vi laranja”, relatou ao jornal. Moradores, alertados pelas chamas, correram com extintores e conseguiram controlar o fogo antes que se espalhasse. Um vídeo publicado por Vizzions nas redes sociais mostra a área isolada por fita policial e um caminhão do corpo de bombeiros no local. Em determinado momento, aparece uma garrafa aberta de gasolina caída na calçada.
O vereador Jason Chavez, que representa o distrito onde Good foi baleada, classificou o ato como “desprezível” em publicação na plataforma Bluesky e informou ter contatado o Corpo de Bombeiros. Ele afirmou que equipes municipais trabalharão com a comunidade para reforçar a segurança na região e reiterou pedidos de justiça para Good e Alex Pretti.
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Caso sob investigação federal
Renee Good, de 37 anos e mãe de três filhos, foi baleada pelo agente do ICE Johnathan Ross após, segundo as autoridades, ignorar ordens para sair do carro, dar marcha à ré e tentar deixar o local durante um protesto. Socorristas relataram quatro ferimentos por arma de fogo: dois no peito, um no antebraço esquerdo e um no lado esquerdo da cabeça.
A morte desencadeou protestos em Minneapolis e repercussão nacional. Há uma investigação criminal federal em andamento sobre o caso, e o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota informou que teve acesso às provas negado.
No início do mês, Becca Good, esposa de Renee, participou de uma vigília no Powderhorn Park. Segundo o The New York Times, ela optou por não discursar diretamente e entregou uma declaração para ser lida pela rabina Arielle Lekach-Rosenberg. A revista People relatou que, no texto, Becca agradeceu o apoio da comunidade e destacou a solidariedade recebida nas semanas seguintes à morte da companheira. Também afirmou que outras famílias da cidade enfrentam perdas semelhantes, mesmo sem a mesma visibilidade pública.
Moradores dizem permanecer atentos após o incêndio. “Estamos em estado de alerta máximo”, afirmou a vizinha Wren Clinefelter ao Star Tribune, descrevendo o sentimento de frustração diante da tentativa de destruir um espaço de homenagem.
Os Estados Unidos ampliaram nas últimas semanas sua presença militar no entorno do Irã, em um movimento descrito pelo presidente Donald Trump como uma “armada”. Embora Trump ainda não tenha autorizado ação militar, autoridades afirmam que o governo avalia diferentes cenários, inclusive a possibilidade de ataques nos próximos dias.
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O reforço inclui o porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado por três destróieres equipados com mísseis Tomahawk — embarcações semelhantes às usadas em ataques contra instalações nucleares iranianas em junho passado. As aeronaves embarcadas, como caças F-35 e F/A-18, estão dentro do raio de alcance de dezenas de alvos em território iraniano.
Segundo grupo de ataque
Em uma escalada adicional, o Pentágono ordenou o envio de um segundo grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford, considerado o mais avançado da Marinha americana. A embarcação e três destróieres de escolta estavam a caminho do Estreito de Gibraltar, segundo dados de rastreamento analisados pela imprensa americana.
Com o deslocamento de novos navios para o Mar Arábico, o número de destróieres dos EUA na região ampliada chega a 13.
Jordânia vira eixo aéreo
A Base Aérea de Muwaffaq Salti Air Base, no leste da Jordânia, tornou-se um dos principais centros operacionais da mobilização. Desde meados de janeiro, ao menos duas ondas de aeronaves de ataque chegaram ao local, elevando o total para cerca de 30.
Além dos caças, foram identificados quatro aviões de guerra eletrônica — usados para interferir em radares e comunicações — e ao menos cinco drones MQ-9 Reaper. Imagens de satélite também indicam a presença de aeronaves de reabastecimento e reconhecimento.
O Pentágono enviou sistemas adicionais de defesa aérea Patriot missile system e THAAD para proteger tropas americanas de eventuais ataques com mísseis iranianos de curto e médio alcance.
Atualmente, estima-se que entre 30 mil e 40 mil militares dos EUA estejam distribuídos no Oriente Médio. Bombardeiros de longo alcance baseados nos Estados Unidos também operam em nível de alerta acima do normal. Parte das aeronaves de apoio foi deslocada para a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, ponto
Um casal britânico detido no Irã desde janeiro de 2025 foi condenado a 10 anos de prisão por espionagem após um julgamento relâmpago, informou a família nesta quinta-feira, enquanto o governo do Reino Unido classificou a decisão como “injustificável”.
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Lindsay e Craig Foreman, ambos de 52 anos, realizavam uma viagem de volta ao mundo de motocicleta quando foram detidos no centro do país. Eles sempre negaram as acusações apresentadas por Teerã de que atuariam como espiões.
“Meus pais foram condenados a dez anos de prisão após um julgamento que durou apenas três horas e no qual não lhes foi permitido apresentar sua defesa”, afirmou em comunicado o filho do casal, Joe Bennett, acrescentando que os familiares estão “profundamente preocupados”.
A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, rejeitou a condenação e a classificou como “absolutamente indignante e totalmente injustificável”.
“Seguiremos este caso incansavelmente junto ao governo iraniano até que Craig e Lindsay Foreman sejam devolvidos sãos e salvos ao Reino Unido e se reúnam com sua família”, assegurou a autoridade, também em comunicado.
Uma série de 12 fotografias até então desconhecidas pode lançar nova luz sobre um dos episódios mais emblemáticos da ocupação nazista na Grécia. As imagens, divulgadas no final de semana, parecem registrar os momentos que antecederam a execução de cerca de 200 gregos, mortos em 1º de maio de 1944, no subúrbio de Kaisariani, em Atenas.
As execuções ocorreram como represália ao assassinato do general alemão Franz Krech por integrantes da resistência contra o nazismo. Embora o massacre seja amplamente documentado por testemunhos históricos, não havia, até agora, registro fotográfico do episódio.
As 12 fotos parecem mostrar os últimos segundos antes da execução de 200 comunistas gregos em 1º de maio de 1944
Reprodução/Facebook/Greece at WWII Archives
Imagens sob investigação
As fotografias, divulgadas no Facebook, mostram grupos de homens sendo conduzidos por soldados nazistas até um campo de tiro, alguns enfileirados diante de uma parede. Em uma das imagens, prisioneiros aparecem retirando os casacos antes de seguir para o local da execução. Segundo o Ministério da Cultura da Grécia, é “altamente provável” que os registros sejam autênticos.
Uma das imagens mostra homens sendo levados à morte. Acredita-se que as fotos tenham sido tiradas por Guenther Heysing, um jornalista ligado à unidade do ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels
Reprodução/Facebook/Greece at WWII Archives
Há indícios de que as fotos tenham sido feitas por Guenther Heysing, jornalista ligado à estrutura de propaganda comandada por Joseph Goebbels. De acordo com relatos da imprensa grega, o material teria pertencido ao álbum pessoal do tenente alemão Hermann Heuer.
As imagens foram colocadas à venda no eBay por um colecionador de objetos do Terceiro Reich. O ministério informou que enviará especialistas a Ghent, na Bélgica, para examinar o acervo e verificar sua procedência legal. Caso a autenticidade seja confirmada, o governo afirmou que adotará medidas imediatas para a aquisição do conjunto.
O massacre de Kaisariani é uma das atrocidades mais conhecidas do período em que a Grécia esteve sob ocupação alemã, entre 1941 e 1944. O país enfrentou repressão sistemática, perseguições políticas e fome generalizada — estima-se que mais de 40 mil pessoas tenham morrido apenas em Atenas por escassez de alimentos.
Grande parte dos executados era formada por prisioneiros políticos, muitos deles detidos anos antes durante as perseguições anticomunistas do regime de Ioannis Metaxas. O Exército Popular de Libertação da Grécia (ELAS), liderado por comunistas, figurava entre os movimentos de resistência mais ativos na Europa ocupada.
Para o historiador Menelaos Haralambidis, as fotografias representam um marco na documentação do episódio. Em entrevista à emissora estatal grega, ele afirmou que se trata da primeira imagem conhecida feita dentro do campo de tiro no momento das execuções, reforçando relatos de que os condenados teriam enfrentado a morte com serenidade.
Até hoje, os únicos registros dos instantes finais eram bilhetes manuscritos lançados das caminhonetes que transportaram as vítimas ao local do fuzilamento. O Partido Comunista da Grécia (KKE) classificou o acervo como “inestimável” e afirmou ter identificado provisoriamente ao menos dois dos homens retratados.
Em carta divulgada à imprensa, Thrasyvoulos Marakis, neto de um dos executados, declarou sentir gratidão por ver a história do avô reconhecida publicamente. Para autoridades gregas, o conjunto de imagens, se confirmado, não é apenas um documento histórico, mas parte da memória coletiva do país.
Um observatório espacial da Nasa identificou sinais de moléculas orgânicas associadas à química pré-biótica sendo liberadas pelo cometa 3I/ATLAS, objeto interestelar que cruzou o Sistema Solar em 2025. As observações foram feitas pelo telescópio SPHEREx, especializado em mapeamento do céu em infravermelho.
Os dados revelaram a presença de compostos como metanol, metano e cianeto de hidrogênio no material expelido pelo cometa à medida que ele se aproximava do Sol e, posteriormente, deixava a região próxima à órbita da Terra. Essas substâncias são consideradas “blocos de construção” químicos capazes de participar de reações que antecedem o surgimento da vida.
O 3I/ATLAS foi descoberto em 1º de julho de 2025 pelo sistema automatizado ATLAS, que monitora objetos próximos à Terra. Pouco depois, foi classificado como um raro visitante interestelar — corpo formado em torno de outra estrela e que atravessa o espaço interestelar antes de passar pelo nosso sistema planetário.
Durante sua trajetória, o aquecimento provocado pela proximidade com o Sol ativou a coma do cometa — nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo —, liberando compostos orgânicos complexos. As assinaturas químicas foram registradas entre 8 e 15 de dezembro de 2025, já na fase de saída do Sistema Solar.
Especialistas afirmam que as observações oferecem uma oportunidade incomum de estudar a composição química primordial de um objeto que provavelmente se formou há bilhões de anos em outro sistema estelar.
A detecção dessas moléculas não indica a presença de vida no 3I/ATLAS. No entanto, reforça a hipótese de que os ingredientes químicos fundamentais para processos biológicos podem estar amplamente distribuídos pelo universo — inclusive em ambientes além do Sistema Solar.
Mensagens recém-divulgadas dos chamados Arquivos Epstein indicam que o financista Jeffrey Epstein pode ter mantido exemplares de uma planta altamente tóxica em sua propriedade. Um dos e-mails encontrados no mais recente lote de documentos mostra Epstein perguntando sobre suas “plantas de trombeta no viveiro”.
De acordo com informações publicadas pela TMZ, a referência pode estar relacionada à trombeta-de-anjo, nome popular de espécies do gênero Brugmansia. A planta é conhecida por conter escopolamina, substância com potente efeito no sistema nervoso central. Em casos de intoxicação, a droga pode provocar confusão mental, perda de memória, delírios, paralisia e, em situações graves, levar à morte.
A escopolamina também ganhou notoriedade por relatos de uso criminoso, sob a alegação de que reduziria a capacidade de resistência das vítimas. Outro ponto que desperta atenção é a informação, citada em reportagens internacionais, de que a substância pode ser de difícil detecção em determinados exames toxicológicos.
Outro e-mail revelado nos documentos indica que Epstein recebeu um artigo detalhando os efeitos da escopolamina e da planta da qual é extraída, o que levanta questionamentos sobre seu conhecimento a respeito das propriedades da substância. Não há, porém, nos registros divulgados até o momento, comprovação de uso ou aplicação da droga por parte do financista.
Epstein morreu em 2019, em uma cela de prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. Desde então, a divulgação de documentos relacionados ao caso tem ocorrido de forma gradual. No ano passado, parlamentares aprovaram medida para obrigar o Departamento de Justiça, durante a gestão do presidente Donald Trump, a tornar públicos os chamados Arquivos Epstein. Os papéis vêm sendo liberados em lotes, o mais recente no mês passado, embora o órgão tenha informado que não estão previstas novas divulgações.
Na semana passada, Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, invocou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos durante depoimento ao Comitê de Supervisão da Câmara, recusando-se a responder a perguntas sobre a relação entre Trump e Epstein. O ex-presidente não foi acusado de qualquer crime ligado ao financista. Os documentos já tornados públicos mencionam ainda dezenas de personalidades do entretenimento, dos negócios, da ciência e da academia como integrantes do círculo social de Epstein, sem que isso implique, necessariamente, envolvimento em irregularidades.

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