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Um vazamento de gás tóxico matou ao menos 36 mineiros e deixou outros 26 hospitalizados na comunidade de Kampani Zurak, no nordeste da Nigéria. A tragédia ocorreu nas primeiras horas desta terça-feira (17), segundo autoridades locais.
De acordo com o porta-voz da polícia, Alfred Alabo, uma investigação preliminar aponta que as mortes foram causadas pela liberação repentina de óxido de chumbo, além de gases associados como enxofre e monóxido de carbono. As substâncias são altamente tóxicas, sobretudo em ambientes fechados ou com ventilação precária.
Segundo relatos oficiais, os trabalhadores não tinham conhecimento da presença dos gases nocivos e só perceberam o risco quando começaram a apresentar sintomas de mal-estar durante a atividade no poço da mina.
Investigação e suspeita de irregularidade
Em comunicado, o ministro do Desenvolvimento de Minerais Sólidos da Nigéria, Dele Alake, afirmou que os mineiros desconheciam a natureza tóxica das emissões e continuaram operando normalmente até que a situação se agravasse. O governo determinou o fechamento imediato do local e abriu investigação para apurar as causas do vazamento.
Ainda não está claro qual minério era explorado na área nem se a atividade era legalizada. A Nigéria enfrenta, há anos, dificuldades para conter operações ilegais de mineração, especialmente de ouro, que já provocaram centenas de mortes no país.
Os corpos das vítimas foram liberados às famílias para sepultamento conforme os rituais religiosos locais.
Pesquisadores da Universidade Duke, em Londres, e do Hospital Al Shifa na Faixa de Gaza descobriram que cerca de 116 mil pessoas ficaram feridas durante a guerra no enclave entre 7 de outubro de 2023 e 1º de maio de 2025. Desses feridos, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira na revista eClinicalMedicine, eles estimam que cerca de 46 mil necessitem de cirurgia reconstrutiva. A equipe ainda afirmou que espera que esse número aumente para até 68 mil até maio, caso as hostilidades não diminuam ou cessem.
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— Este é um número muito elevado. Esses ferimentos são bastante complexos e exigem cuidados especializados que não estão disponíveis em Gaza— disse o médico Zaher Sahloul, cofundador da organização humanitária MedGlobal, que não participou do estudo, em entrevista à ABC News.
O estudo constatou que cerca de 80% das lesões que exigiram cirurgia reconstrutiva provavelmente ocorreram em decorrência de explosões causadas por ataques aéreos. Essas explosões, segundo os autores, ocorreram principalmente em áreas urbanas.
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Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023 — quando o Hamas lançou um ataque terrorista surpresa em Israel, que matou cerca de 1.200 israelenses — as ofensivas de Israel causaram um enorme número de feridos entre a população civil palestina. No entanto, os autores observam que coletar dados precisos é um desafio em zonas de conflito devido à destruição de instalações de saúde, às mortes de profissionais de saúde e às restrições de informação impostas pelo bloqueio.
Há muito que trabalhadores humanitários dizem que o sistema de saúde em Gaza estava em colapso, o que reduz a capacidade dos hospitais fornecerem cirurgias de reconstrução. Além disso, estradas foram destruídas — dificultando o acesso a algumas áreas — e, de acordo com os trabalhadores, escombros podem estar escondendo munições não detonadas, tornando perigosas algumas viagens para coletar dados ou prestar assistência.
— Os principais hospitais que costumavam realizar cirurgias reconstrutivas em Gaza também ficaram sem equipamentos e especialistas capacitados para realizá-las — afirmou Sahloul.
Os autores também escreveram que abordar a crescente lacuna entre a necessidade de cirurgia reconstrutiva devido ao conflito e a capacidade do sistema de saúde “exige um consenso sobre o volume e o padrão das lesões, bem como a capacidade de prever lesões futuras”.
A equipe construiu um modelo usando dados de ataques, mapeamento aeroespacial e estimativas de densidade populacional de fontes humanitárias, governamentais e da mídia. O modelo, portanto, constatou que, até maio de 2025, ocorreram entre 29 mil e 46 mil lesões que exigiram cirurgia reconstrutiva.
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Sahloul, que estava em Gaza no início de 2024 trabalhando nas cidades de Khan Younis e Rafah, disse que ele e seus colegas viram um grande número de lesões por esmagamento — que ocorrem quando força ou pressão excessiva é aplicada em uma parte do corpo — após eventos com múltiplas vítimas.
— A maioria desses pacientes fica sem tratamento adequado para as feridas e cirurgia reconstrutiva devido à falta de cirurgiões disponíveis — disse ele à ABC. — E a guerra piorou ainda mais depois que eu saí. Então, não me surpreenderia se esse número fosse preciso, embora seja muito difícil prever com exatidão o número de pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos 1.500 pessoas foram mortas desde o anúncio do cessar-fogo, em outubro do ano passado. E, por isso, não seria surpreendente ver o número de feridos graves aumentar, segundo Shaloul.
— Esses números são astronômicos e, se forem precisos, representam um enorme fardo para o sistema de saúde da região — afirmou o médico. — Infelizmente, a maioria desses pacientes terá complicações, infecções e morrerá enquanto aguarda a cirurgia.
A região de Lisboa foi atingida por dois sismos de magnitude 4,1 no início da tarde desta quinta-feira (19), com intervalo de apenas dois minutos entre eles. Os tremores foram sentidos em diversos municípios dos distritos de Lisboa, Santarém, Leiria e Coimbra, sobretudo nos andares mais altos dos edifícios. Até o momento, não há registro de vítimas ou danos materiais.
De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o primeiro abalo foi registrado às 12h14 (hora local), com epicentro próximo a Alenquer, no Distrito de Lisboa, a uma profundidade de aproximadamente 14,6 quilômetros. Dois minutos depois, às 12h16, um novo tremor, também de magnitude 4,1, foi registrado na mesma região.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmou os dois eventos sísmicos. Segundo o órgão,, o tremor não causou danos pessoais ou materiais e de acordo com informações disponíveis até ao momento e foi sentido com intensidade máxima IV/V em Loures, município de 200 mil habitantes na região metropolitana da capital portuguesa.
Relatos de moradores indicam que os abalos foram percebidos em cidades como Oeiras, Cascais, Sintra, Alverca, Castanheira do Ribatejo, Bucelas e Porto Alto, além de outros municípios da área metropolitana de Lisboa.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil também confirmou a ocorrência e afirmou que “não há registo de danos pessoais ou materiais até o momento”.
O episódio ocorre um ano e dois dias após o sismo de magnitude 4,7 que também atingiu a região de Lisboa, reacendendo a atenção das autoridades para a atividade sísmica na área.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã já neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano, Donald Trump, tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
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No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos. Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
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De acordo com a Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois destróieres com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
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Os porta-aviões e os navios que os acompanham permitem que os Estados Unidos conduzam um ataque ao Irã sem precisar recorrer a aeronaves americanas estacionadas em Estados árabes do Golfo. Esses governos, temendo retaliação do arsenal de mísseis do Irã, afirmaram que não permitirão que operações ofensivas sejam lançadas a partir de seus territórios. Ao mesmo tempo, o Pentágono está retirando parte do pessoal nas proximidades para evitar possíveis contra-ataques caso os EUA avancem com uma ofensiva, publicou a CBS.
Diante dos amplos sinais de escalada, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã e acrescentou que, “sob nenhuma circunstância, ninguém deve viajar para aquele país”. Ele alertou que a perspectiva de um conflito ativo é “muito real” e afirmou que a ofensiva militar pode eclodir dentro de “algumas, uma dúzia ou várias dezenas de horas”, e que a evacuação “pode deixar de ser uma opção”.
— Por favor, levem isso a sério. Tivemos experiências ruins no passado com pessoas que ignoraram esses alertas. Portanto, quero enfatizar mais uma vez: deixem o Irã imediatamente ou cancelem seus planos de viagem. Se um conflito aberto começar, ninguém poderá garantir uma forma de saída — disse ele em entrevista coletiva.
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Mobilização em Israel
Em Israel, autoridades de defesa afirmam que a probabilidade de um ataque americano ao Irã aumentou nas últimas 24 horas. Elas também não descartam um papel ativo do Estado judeu em qualquer ataque americano ao território iraniano, já que os dois países coordenam de perto inteligência, comunicações e defesa aérea. As forças israelenses têm realizado preparativos defensivos — e, caso Israel seja atacado, também ofensivos — para a possibilidade de uma nova guerra eclodir em breve. A elevação do nível de prontidão e alerta pode afetar licenças de soldados e, se necessário, levar a uma ampla convocação de reservistas.
Ao Haaretz, comandantes de alto escalão das Forças Armadas de Israel afirmaram que, nesta fase, não foram dadas instruções para alterar o nível de prontidão da frente interna além do já elevado estado de alerta e preparação mantido nas últimas semanas. A avaliação predominante é que o Irã não iniciará um ataque preventivo contra Israel e preferirá explorar o canal diplomático até o último momento. Os americanos entendem que o Irã tenta ganhar tempo, mas, ao mesmo tempo, não estão dispostos a ceder em suas exigências centrais nas negociações.
Para um presidente que fez campanha prometendo manter os EUA fora de guerras, Trump agora considera o que seria ao menos o sétimo ataque militar americano em outro país desde 2025 — e o segundo contra o Irã. Em junho passado, após atingir três instalações nucleares iranianas, Trump declarou que o programa nuclear do Irã havia sido “obliterado”. Agora, ele avalia enviar novamente suas Forças Armadas para concluir a tarefa. Diferentemente do ataque conjunto EUA-Israel em junho passado, porém, os objetivos de Trump desta vez são menos claros.
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Os ataques de junho do último ano marcaram a primeira vez que os EUA lançaram bombardeios em território iraniano. A Operação Midnight Hammer durou menos de 30 minutos, segundo o Pentágono. Desta vez, um ataque aéreo americano contra o Irã poderia durar mais, especialmente se Trump tentar infligir danos duradouros — ou fatais — ao regime. A depender da decisão do republicano, os alvos poderiam incluir sistemas de defesa aérea iranianos — já danificados —, depósitos e lançadores de mísseis balísticos, fábricas de drones e bases utilizadas pela Guarda Revolucionária e pela milícia Basij, que desempenharam papéis centrais na repressão letal aos protestos anti-regime no mês passado, que deixou milhares de mortos.
Ataques a instalações nucleares provavelmente incluiriam um bombardeio ao Kūh-e Kolang Gaz Lā, ou “Montanha Picareta”, um complexo subterrâneo escavado na encosta de uma montanha que não foi alvo da guerra aérea de junho, segundo relatos de ex-funcionários e especialistas à NBC. Se Trump tentar derrubar o regime, poderá ordenar uma série de ações encobertas, além de ataques de “decapitação” destinados a eliminar a liderança do país, incluindo a mais alta autoridade, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
— Minha impressão sobre o governo é que eles vão adotar uma política de enfraquecimento máximo do regime e, se a consequência inevitável disso for a mudança de regime, ótimo — afirmou Mark Dubowitz, diretor-executivo da Foundation for Defense of Democracies, um centro de estudos que defende sanções mais duras e outras medidas contra o Irã. (Com AFP, Bloomberg e New York Times)
A família de Virginia Giuffre afirmou nesta quinta-feira que a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor representa a confirmação de que “ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza”. A declaração foi divulgada após o ex-príncipe ser detido pela Polícia do Vale do Tâmisa sob suspeita de má conduta em cargo público.
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Segundo as autoridades, a prisão ocorreu após “avaliação minuciosa” dos fatos e das provas reunidas na investigação em curso. Viaturas descaracterizadas e agentes à paisana foram até Sandringham, onde Andrew reside, para cumprir a detenção. O Palácio informou que Charles III recebeu a notícia “com preocupação”, mas reiterou que “a lei deve seguir seu curso”.
Em nota enviada ao jornal The Guardian, os irmãos de Giuffre, que morreu em abril DE 2025, agradeceram à polícia britânica. “Em nome de nossa irmã, expressamos nossa gratidão pela investigação e pela prisão de Andrew Mountbatten-Windsor”, afirmaram. “Ele nunca foi um príncipe. A todos os sobreviventes, Virginia fez isso por vocês.”
Quem foi Virginia Giuffre
Virginia Giuffre foi a primeira mulher a acusar publicamente Andrew de abuso sexual no contexto do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Em denúncia apresentada no fim de 2014, ela afirmou ter sido vítima de tráfico sexual por Epstein e disse que foi abusada pelo então príncipe ao menos três vezes em 2001, quando tinha 17 anos. Andrew sempre negou as acusações.
O caso ganhou dimensão internacional e levou, anos depois, a um acordo extrajudicial firmado entre Andrew e Giuffre, sem admissão de culpa. A repercussão contribuiu para o afastamento dele das funções oficiais da monarquia britânica.
Mais recentemente, uma segunda mulher — que permanece anônima — também apresentou acusações. Segundo o advogado Brad Edwards, em entrevista à BBC, ela teria sido enviada ao Reino Unido em 2010 para um encontro sexual com Andrew. A investigação agora busca esclarecer a extensão das responsabilidades.
Giuffre morreu em abril de 2025, e sua família atribuiu sua morte aos danos psicológicos decorrentes de anos de abuso e exploração. Para os irmãos, a prisão de Andrew simboliza um desdobramento histórico de uma batalha iniciada há mais de uma década por sua irmã, que se tornou uma das principais vozes no caso Epstein.
O Telescópio Espacial Hubble revelou a imagem mais nítida já registrada da Nebulosa do Ovo, um impressionante espetáculo de luz cósmica gerado por uma estrela em seus estágios finais de vida. Localizada a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, a estrutura oferece uma oportunidade rara de observar os processos complexos que ocorrem quando uma estrela semelhante ao nosso Sol se aproxima do fim.
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No centro da nebulosa há uma estrela escondida por uma densa nuvem de gás e poeira. Dessa envoltura escapam dois potentes feixes de luz, formando cones estreitos que atravessam o espaço. Ao redor, camadas concêntricas de gás refletem o brilho estelar, criando a aparência de ondas luminosas e contribuindo para o efeito descrito como um “espetáculo de luzes”. Um conjunto de estrelas menores circunda a nebulosa sobre um fundo escuro.
A Nebulosa do Ovo é considerada a primeira, mais jovem e mais próxima nebulosa pré-planetária já descoberta. Esse estágio antecede a formação de uma nebulosa planetária — estrutura composta por gás e poeira ejetados por uma estrela moribunda semelhante ao Sol. Trata-se de uma fase extremamente breve, que dura apenas alguns milhares de anos, funcionando como um laboratório natural para o estudo da evolução estelar tardia.
Nessa etapa, a nebulosa brilha ao refletir a luz da estrela central, que escapa por uma abertura polar no disco denso de poeira. Esse material foi expelido há poucas centenas de anos. Os feixes iluminam lóbulos polares de movimento rápido, que atravessam arcos concêntricos mais antigos e lentos. A forma e o movimento dessas estruturas sugerem possíveis interações gravitacionais com estrelas companheiras ocultas dentro do disco de poeira.
As observações mais recentes foram feitas com a câmera WFC3, que combinou comprimentos de onda visíveis e infravermelhos. Os dados revelam fluxos de hidrogênio molecular aquecido emergindo da nuvem interna de poeira, destacados em tons alaranjados. Os anéis concêntricos, formados por erupções sucessivas da estrela a cada poucas centenas de anos, preservam pistas importantes sobre a dinâmica do núcleo, que não pode ser observado diretamente.
Ao contrário de uma supernova, que resulta de uma explosão violenta, as estruturas simétricas e organizadas da Nebulosa do Ovo indicam uma série coordenada de ejeções graduais de material. Essas estrelas envelhecidas desempenham papel fundamental na produção e dispersão de poeira cósmica, matéria-prima que, ao longo de bilhões de anos, contribui para a formação de novos sistemas estelares — incluindo o Sistema Solar, que deu origem à Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Desde 1997, o Hubble já havia observado a Nebulosa do Ovo com diferentes instrumentos, incluindo as câmeras WFPC2, NICMOS e ACS.
O britânico Andrew Mountbatten Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira sob suspeita de má conduta no exercício de função pública durante o período em que atuou como enviado especial de comércio do Reino Unido. A detenção ocorre após novas revelações em arquivos relacionados ao financista Jeffrey Epstein.
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Veja os principais marcos de sua trajetória:
• 19 de fevereiro de 1960 – Nasce em Londres como príncipe Andrew Albert Christian Edward, terceiro filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Philip.
• 1973 – Ingressa no colégio Gordonstoun, na Escócia, assim como o pai e o irmão mais velho, então príncipe Charles.
• 1979 – Entra para a Marinha Real britânica. Em 1982, atua como piloto de helicóptero na Guerra das Malvinas, conflito entre Reino Unido e Argentina.
• Julho de 1986 – Casa-se com Sarah Ferguson na Abadia de Westminster. Recebem os títulos de duque e duquesa de York. O casal tem duas filhas: Beatrice (1988) e Eugenie (1990).
• 1992 – O casal se separa; o divórcio é formalizado em 1996.
• 2001 – Após deixar a Marinha, Andrew é nomeado representante especial do Reino Unido para comércio e investimento internacional.
• 10 de março de 2001 – Virginia Giuffre afirma posteriormente que teria sido forçada a manter relações sexuais com Andrew quando tinha 17 anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações.
• Julho de 2011 – Deixa o cargo de enviado comercial em meio a críticas por sua relação com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais nos Estados Unidos.
• Novembro de 2019 – Afasta-se das funções públicas após entrevista à BBC considerada desastrosa, na qual comentou suas ligações com Epstein e Giuffre.
• Agosto de 2021 – Giuffre move ação civil nos EUA por agressão sexual.
• Janeiro de 2022 – A rainha Elizabeth II retira os títulos militares e patrocínios reais do filho.
• Fevereiro de 2022 – Andrew fecha acordo multimilionário para encerrar o processo civil movido por Giuffre, sem admissão de culpa.
• Setembro de 2022 – Morre Elizabeth II, e Charles III assume o trono.
• Dezembro de 2024 – Novo escândalo surge após revelações sobre laços com um empresário chinês investigado por suspeita de espionagem.
• 30 de outubro de 2025 – Charles III retira de Andrew o título de príncipe e o afasta da residência em Windsor. Ele passa a ser conhecido oficialmente como Andrew Mountbatten Windsor e se muda para a propriedade real de Sandringham, em Norfolk.
• Janeiro de 2026 – Nova leva de documentos ligados a Epstein divulga fotografias e e-mails constrangedores de Andrew trocados com o financista em 2010.
• Fevereiro de 2026 – Ao menos nove forças policiais britânicas confirmam que analisam as novas informações.
• 19 de fevereiro de 2026 – No dia em que completa 66 anos, Andrew é preso em Sandringham sob suspeita de má conduta durante seu período como enviado comercial.
O Departamento de Justiça do estado do Novo México informou nesta quarta-feira que está investigando uma denúncia segundo a qual o financista Jeffrey Epstein teria ordenado o enterro de duas jovens estrangeiras nas colinas próximas ao seu rancho no estado.
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A alegação veio à tona a partir de documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A porta-voz da procuradoria estadual, Lauren Rodriguez, afirmou que solicitou às autoridades federais uma versão sem tarjas de um e-mail de 2019 que contém a acusação.
Segundo Rodriguez, o estado conduz uma apuração ativa e também revisa outras informações tornadas públicas na nova leva de arquivos relacionados a Epstein.
E-mail mencionava vídeos e supostos corpos
De acordo com a agência Reuters, o e-mail, enviado meses após a morte de Epstein, foi encaminhado a Eddy Aragon, apresentador de rádio no Novo México que havia comentado sobre o Zorro Ranch em seu programa.
O remetente, que se identificava como ex-funcionário da propriedade, pediu o pagamento de um bitcoin em troca de vídeos que, segundo ele, mostrariam Epstein mantendo relações sexuais com menores. A mensagem também mencionava que duas jovens estrangeiras teriam sido enterradas “nas colinas fora do Zorro”, afirmando que teriam morrido por estrangulamento durante ato sexual violento.
Aragon declarou, em entrevista por telefone, que considerou o e-mail legítimo e o encaminhou imediatamente ao FBI. Ele afirmou não ter efetuado pagamento nem mantido contato posterior com o remetente.
Um relatório do FBI de 2021, também incluído na recente divulgação de documentos, registra que Aragon compareceu a um escritório da agência para relatar a mensagem, que oferecia sete vídeos e a localização dos supostos corpos em troca da criptomoeda.
Até o momento, não há nos documentos públicos outras referências que confirmem ou detalhem a veracidade das acusações. O Departamento de Justiça dos EUA alertou anteriormente que parte dos arquivos relacionados a Epstein contém alegações anônimas não corroboradas, algumas consideradas falsas pelos investigadores.
A nova apuração ocorre paralelamente a uma investigação legislativa lançada pelo estado do Novo México sobre acusações de abuso sexual que teriam ocorrido no rancho de Epstein, localizado a cerca de 48 quilômetros ao sul de Santa Fé.
Epstein arrendou aproximadamente 503 hectares de terras estaduais ao redor da propriedade em 1993. Os contratos foram cancelados em setembro de 2019, após autoridades concluírem que as áreas não estavam sendo utilizadas para atividades agrícolas ou pecuárias.
Imagens divulgadas pela rede BBC mostram o momento em que agentes chegam à Sandringham House, uma das propriedades da família real e local onde o ex-príncipe Andrew passava a maior parte do tempo desde que deixou a residência Royal Lodge, após perder os títulos reais. Os policiais chegaram em veículos descaracterizados na manhã desta quinta-feira, quando Andrew foi detido como parte de uma investigação por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
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Andrew Mountbatten-Windsor foi preso por agentes da Polícia do Vale do Tâmisa, que realizaram buscas em Norfolk e Berkshire. Não se sabe, no entanto, em que local exatamente o ex-príncipe foi preso.
Prisão de Andrew: imagens mostram momento em que policiais à paisana chegam a propriedade do ex-príncipe
Reprodução/Youtube
Prisão de Andrew: imagens mostram momento em que policiais à paisana chegam a propriedade do ex-príncipe
Reprodução/Youtube
Segundo um especialista em segurança pública consultado pela BBC, a polícia britânica pode manter o ex-príncipe detido por até 96 horas. No entanto, para que esse período máximo seja atingido, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e juízes.
Ainda de acordo com Danny Shaw, comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Durante a detenção, Andrew deve permanecer em uma cela de uma área de custódia equipada apenas com cama e vaso sanitário, aguardando o momento do interrogatório policial. O comentarista ressaltou ainda que não há previsão de tratamento diferenciado.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Prisão no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.
Mais de 75 mil pessoas foram mortas nos primeiros 16 meses da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza , pelo menos 25 mil a mais do que o número de mortos anunciado pelas autoridades na época, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira na revista Lancet. A pesquisa também constatou que os dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, sobre a proporção de mulheres, crianças e idosos entre os mortos eram precisos.
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O estudo constatou que um total de 42.200 mulheres, crianças e idosos morreram entre 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel que desencadeou uma devastadora ofensiva retaliatória em Gaza, e 5 de janeiro de 2025. Essas mortes representaram 56% das mortes violentas em Gaza.
“As evidências combinadas sugerem que até 5 de janeiro de 2025 3 a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e que houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, escreveram os autores do estudo, uma equipe que inclui um economista, um demógrafo, um epidemiologista e especialistas em pesquisas.
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Desde o início da guerra, o número exato de mortos em Gaza tem sido controverso, embora no mês passado um alto funcionário da Segurança israelense tenha afirmado que os dados compilados pelas autoridades de Saúde do enclave eram, em geral, precisos. O oficial afirmou que cerca de 70 mil palestinos foram mortos em ataques israelenses ao território desde outubro de 2023, sem contar os desaparecidos.
Em novembro do ano passado, uma equipe de pesquisa do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica estimou que 78.318 pessoas foram mortas em Gaza entre 7 de outubro de 2023 e 31 de dezembro de 2024 – quase o mesmo período do estudo da Lancet. Mas essa pesquisa também sugeriu um número muito maior de mortes indiretas, que contribuíram para uma redução da expectativa de vida em Gaza em 44% em 2023 e em 47% em 2024.
As autoridades de Saúde de Gaza afirmam, agora, que o número de vítimas diretas dos ataques israelenses ultrapassou 71.660 pessoas, incluindo mais de 570 mortos desde que o cessar-fogo entrou em vigor em outubro do ano passado.
Um outro estudo da Lancet publicado no ano passado mostrou que o número de mortos em Gaza durante os primeiros nove meses da guerra, divulgado pelo Ministério da Saúde do território palestino, foi cerca de 40% menor do que a estimativa da época. A nova pesquisa, portanto, sugere que o número oficial de mortes foi subnotificado por uma margem semelhante.
O estudo — que se baseou em um levantamento com 2 mil famílias em Gaza, às quais foi solicitado que fornecessem detalhes sobre as mortes de seus parentes — abrange o período mais intenso e letal da ofensiva israelense, mas não o período mais crítico da crise humanitária no território. Em agosto do ano passado, por exemplo, especialistas apoiados pela ONU declararam fome em Gaza.
A proporção de combatentes e não combatentes entre os mortos em Gaza também tem sido alvo de intensa controvérsia. Autoridades israelenses alegam que seus ataques mataram um número quase igual de cada grupo. O novo estudo, porém, contradiz essa afirmação.
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Ao jornal britânico Guardian, Michael Spagat, professor de economia da Universidade de Londres e um dos autores do estudo, afirmou que chegar a um número definitivo de mortos no conflito levaria muito tempo e recursos consideráveis.
— Não é garantido que haverá um projeto de pesquisa multimilionário para reconstruir o que realmente aconteceu. Levará muito tempo até que tenhamos um levantamento completo de todas as pessoas mortas em Gaza, se é que algum dia chegaremos lá — afirmou o professor.
ONU alerta sobre ‘limpeza étnica’
Os crescentes ataques israelenses e a transferência forçada de civis palestinos “despertam temores de uma limpeza étnica” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, advertiu a ONU nesta quinta-feira. O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que o impacto acumulado da ação militar israelense durante a guerra em Gaza, somado ao bloqueio do território, criou condições de vida “cada vez mais incompatíveis com a existência contínua dos palestinos como um grupo em Gaza”.
“Os ataques intensificados, a destruição metódica de bairros inteiros e a recusa de assistência humanitária parecem ter como objetivo uma mudança demográfica permanente em Gaza”, afirmou o escritório em um relatório. “Isto, em conjunto com as transferências forçadas, que parecem ter como finalidade um deslocamento permanente, suscita preocupação com uma limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia”, acrescenta o documento.
Na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Leste anexada, o relatório, que envolve o período de 1º de novembro de 2024 a 31 de outubro de 2025, destaca que o “uso sistemático da força ilícita” pelas forças de segurança israelenses, as detenções arbitrárias e a “demolição extensiva ilegal” das casas dos palestinos acontecem para “discriminar sistematicamente, oprimir, controlar e dominar o povo palestino”.
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Em Gaza, o relatório condena as contínuas mortes e mutilações de “um número sem precedentes de civis”, a propagação da fome e a destruição do que “resta da infraestrutura civil”. Durante os 12 meses abordados pelo relatório, pelo menos 463 palestinos, incluindo 157 crianças, morreram de fome em Gaza, aponta o documento.
“Os palestinos enfrentaram a opção desumana de morrer de fome ou arriscar-se a morrer tentando conseguir comida”, afirma.
No período, o Hamas e outros grupos armados palestinos mantiveram reféns israelenses e estrangeiros capturados nos ataques de 7 de outubro de 2023 – mortos ou vivos – como “peças de negociação”. Segundo o escritório da ONU, o tratamento dos reféns constitui um crime de guerra.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, advertiu que o mundo está presenciando “passos rápidos para mudar de forma permanente a demografia do território palestino ocupado”. “A impunidade não é abstrata, mata. A responsabilização é indispensável. É o pré-requisito para uma paz justa e duradoura na Palestina e em Israel”, afirmou Türk em comunicado.
(Com AFP)

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