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Militares das Forças Armadas de Israel afirmaram que colegas de farda estariam realizando saques a residências civis e prédios comerciais no sul do Líbano em meio à campanha militar no país, em uma prática que descreveram como rotineira. Fontes ouvidas pelo jornal israelense Haaretz disseram que os saques têm sido frequentes e em quantidades significativas, e que embora não sejam incentivados de qualquer maneira por superiores ou de forma institucional, os envolvidos não recebem punição. O comando do Exército israelense determinou a abertura de uma investigação após os depoimentos serem tornados públicos nesta quinta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na última quarta-feira (22), o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos anunciou o afastamento da sua Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo, Julia Varvaro. A medida aconteceu depois que um ex-namorado acusou a funcionária de tê-lo feito gastar cerca de U$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil) com ela em viagens pela América do Norte e Europa, chamando-a de “sugar baby”. O termo é usado para designar pessoas que se relacionam com alguém que banca os seus custos de vida, normalmente luxuosos.
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O caso foi incialmente publicado pelo site britânico Daily Mail, que afirmou que Varvaro classificou o a situação como “besteira” inventada por seu “ex-namorado louco”. Nas redes, ela posa ao lado do presidente Donald Trump, em sua foto principal no perfil do X.
Varvaro teria conhecido o homem, identificado apenas como Robert B, em um aplicativo de relacionamento, em dezembro. Por três meses, eles viveram um romance e viajaram por diferentes lugares, como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Depois do fim do relacionamento, o homem teria dito que se sentiu usado e apresentou uma queixa formal ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), que não confirmou nem negou a existência de uma investigação para apurar a conduta da funcionária.
Julia Varvaro foi afastada da função de Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS)
Reprodução/LinkedIn
Quem é Julia Varvaro?
Julia Varvaro tem 29 anos e foi uma apoiadora de Donald Trump durante as eleições presidenciais de 2024, vencida pelo republicano, quando ela ainda era professora adjunta da Universidade St. John’s. Em maio do ano passado, ela assumiu o cargo como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS. Varvaro possui doutorado em Segurança Nacional pela mesma universidade que lecionava. Depois que o caso veio à tona, ela fechou as suas mensagens na rede social X, onde tem uma foto ao lado de Trump como imagem principal, além disso ela desativou o seu perfil no LinkedIn, onde apresentava o seu currículo até chegar ao DHS.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é o órgão federal central na supervisão de políticas de deportação em massa, controle de fronteiras e fiscalização de imigrantes. Frequentemente atua em operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).
Julia Varvaro ao lado do Presidente Donald Trump, a quem apoiou nas últimas eleições q
Reprodução/X/drjuliavarvaro
Depois de discussões públicas com o presidente americano Donald Trump, o Papa Leão XIV voltou a falar sobre a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ataques também sofridos pelo Líbano. Voltando de viagem que fez pela África nos últimos dias, o Pontífice recebeu cerca de 70 jornalistas em seu avião. Para ilustrar o seu pedido de paz, ele lembrou de um menino libanês e muçulmano que lhe deu uma fotografia sua.
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— Eu gostaria de incentivar a continuação do diálogo pela paz, para que as partes se esforcem para promover a paz, afastar a ameaça de guerra e para que o direito internacional seja respeitado. É muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares. Carrego comigo a foto de um menino muçulmano que, durante minha visita ao Líbano, me esperava com um cartaz que dizia “Bem-vindo, Papa Leão”. Depois, nesta última fase da guerra ele foi morto. São muitas as situações humanas e creio que devemos ter a capacidade de pensar dessa forma. Como Igreja, repito, como pastor, não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a se esforçarem para buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão — respondeu Leão XIV.
O líder religioso disse ainda que vem lendo cartas de famílias do Oriente Médio que perderam seus filhos na guerra. Ele destacou que o regime dos aiatolás não será derrubado facilmente por ataques promovidos pelos americanos e israelenses.
— Muitas vezes, quando avaliamos certas situações, a resposta imediata é que é preciso intervir com a violência, com a guerra, atacando. O que vimos foi a morte de muitos inocentes. Acabei de ler a carta de algumas famílias das crianças que morreram no primeiro dia do ataque. Elas falam sobre o fato de terem perdido seus filhos, as filhas, as crianças que morreram naquele ataque. A questão não é se o regime muda, o regime não muda, a questão é como promover os valores em que acreditamos sem a morte de tantos inocentes — avaliou o Pontífice.
Ele completou comentando diretamente as negociações que acontecem na região e as prorrogações de cessar- fogo, tanto entre iranianos e americanos, como entre Israel e Líbano: — A questão do Irã é evidentemente muito complexa. As tratativas que estão fazendo, um dia o Irã diz sim e os Estados Unidos dizem não, e vice-versa, e não sabemos para onde isso vai. Foi criada essa situação caótica, crítica para a economia mundial, mas também há toda uma população no Irã de pessoas inocentes que estão sofrendo com essa guerra. Então, sobre a mudança de regime, sim ou não: não está claro que regime existe neste momento, após os primeiros dias dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã.
Perguntado sobre sua próxima viagem, o Papa Leão XIV afirmou que quer vir para a América Latina, mas não informou se visitaria o Brasil.
— Tenho um grande desejo de visitar vários países da América Latina. Até agora não está confirmado, veremos. Vamos aguardar — explicou.
Um militar das Forças Armadas dos EUA foi acusado de usar informações sigilosas sobre o momento da captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no mercado de previsões da Polymarket, empresa que tem como um de seus investidores e conselheiros Donald Trump Jr., filho do presidente americano. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira.
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O militar Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, era integrante das forças especiais e estava lotado em Fort Bragg, em Fayetteville, Carolina do Norte, quando participou do planejamento e da execução da Operação Absolute Resolve, esforço militar para capturar Maduro, segundo os EUA. Promotores disseram que, por volta de 26 de dezembro, Van Dyke criou e financiou uma conta na Polymarket e começou a colocar dinheiro em previsões vinculadas à possibilidade de Maduro deixar o poder na Venezuela.
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Ele fez cerca de 13 apostas entre 27 de dezembro e a noite de 2 de janeiro, todas assumindo posições de “SIM” em várias questões relacionadas a Maduro propostas pela plataforma, que permite aos usuários apostar no resultado de eventos do mundo real. Segundo os promotores, as questões incluíam: “Forças dos EUA na Venezuela até 31 de janeiro de 2026”; “Maduro fora do poder até 31 de janeiro de 2026”; “Os EUA invadirão a Venezuela até 31 de janeiro?” ou “Donald Trump invocará poderes de guerra contra a Venezuela até 31 de janeiro”.
Ao todo, Van Dyke teria apostado cerca de US$ 33 mil (aproximadamente R$ 165,8 mil) nesses cenários, obtendo lucros ilícitos de aproximadamente US$ 409,9 mil (mais de R$ 2 milhões) segundo a acusação. Ele responderá a cinco acusações, incluindo três por violar a Lei de Bolsa de Mercadorias, que pode resultar em até 10 anos de prisão, e uma por fraude eletrônica, com pena de até 20 anos.
A crescente popularidade dos mercados de previsão tem gerado preocupação generalizada de que essas plataformas são vulneráveis a uso de informação privilegiada. Autoridades israelenses apresentaram acusações em fevereiro contra duas pessoas, incluindo um reservista militar, acusando-as de usar informações confidenciais para apostar na Polymarket. Democratas no Congresso dos EUA têm proposto recentemente novas leis para combater esse tipo de prática nesses mercados.
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Foto do soldado
A acusação não menciona se Van Dyke participou diretamente da operação contra Maduro, mas afirma que, horas após Maduro ser capturado, uma foto de Van Dyke foi tirada e enviada à sua conta do Google, mostrando-o “no que parece ser o convés de um navio no mar, ao nascer do sol, vestindo uniforme militar dos EUA e carregando um rifle, ao lado de outras três pessoas uniformizadas”. No mesmo dia da operação, Van Dyke sacou seus ganhos e enviou os valores para um “cofre” estrangeiro de criptomoedas, diz a acusação, antes de pedir à Polymarket que excluísse sua conta.
“Mercados de previsão não são um refúgio para o uso de informações confidenciais ou sigilosas obtidas indevidamente para ganho pessoal”, disse o procurador federal em Manhattan, Jay Clayton, em comunicado. “O réu supostamente violou a confiança nele depositada pelo governo dos EUA ao usar informações classificadas sobre uma operação militar sensível para apostar no momento e no resultado dessa mesma operação, tudo para obter lucro”.
Um porta-voz do escritório do procurador disse não ter informações sobre um advogado que represente Van Dyke.
A Polymarket afirmou, em uma publicação na rede social X, que identificou um operador usando informações sigilosas, encaminhou o caso ao Departamento de Justiça dos EUA e que cooperou com a investigação.
“Uso de informação privilegiada não tem lugar na Polymarket”, disse a empresa. “A prisão de hoje prova que o sistema funciona”.
Van Dyke foi designado ao Comando Conjunto de Operações Especiais dos EUA, que “realiza operações especiais contra ameaças para proteger o território nacional e os interesses dos EUA no exterior”. Como parte de sua função, ele assinou um acordo de confidencialidade referente a “Operações no Hemisfério Ocidental”, reconhecendo que o governo dos EUA depositava nele “confiança especial” e prometendo “nunca divulgar nada” do que aprendesse.
‘Regra Eddie Murphy’
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA também apresentou uma ação civil paralela contra o militar, marcando a primeira vez que o regulador de derivativos move um caso de uso de informação privilegiada em mercados de previsão.
Também foi a primeira vez que a agência utilizou a chamada “Regra Eddie Murphy” em um caso desse tipo. A regra recebe o nome do ator Eddie Murphy, estrela do filme “Trocando as Bolas”, no qual personagens usam um relatório governamental roubado sobre a produção de laranja para ganhar milhões apostando em contratos futuros de suco.
A Polymarket e sua principal rival, Kalshi, anunciaram recentemente novas políticas para impedir o uso de informações não públicas nas plataformas. Na quarta-feira, a Kalshi informou que multou e baniu três candidatos políticos que apostaram em suas próprias eleições.
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A Polymarket tem sido alvo de críticas por oferecer contratos ligados a operações militares — algo que a maioria das outras plataformas evita, tanto por questões de segurança nacional quanto pelo risco de uso de informação privilegiada.
A Casa Branca e outros órgãos do governo alertaram recentemente funcionários de que não podem negociar nesses mercados usando informações confidenciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi questionado sobre a prisão e disse a jornalistas: “Vou analisar isso”, acrescentando que há muito tempo tem reservas quanto a plataformas de apostas em eventos.
Um dos filhos de Trump, Donald Trump Jr., é conselheiro tanto da Kalshi quanto da Polymarket e investidor na Polymarket por meio do fundo 1789 Capital, do qual é sócio.
Duas aeronaves, uma da Aerolíneas Argentinas e outra a Latam, colidiram na noite desta quarta-feira (22), na pista do aeroporto internacional de Santiago. O incidente interrompeu as operações normais no principal terminal aéreo do Chile por várias horas, segundo os jornais La Nación e El Mercurio.
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Segundo informações preliminares, o incidente ocorreu durante manobras em solo, quando o avião da Latam, que se preparava para decolar do Aeroporto Arturo Merino Benítez com destino a São Paulo, colidiu com as asas de uma aeronave da argentina ainda na pista. A Direção-Geral de Aviação Civil do Chile (DGAC) especificou que o incidente envolveu um Airbus A321 da Latam Airlines e um Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, e confirmou que não houve feridos.
“Os passageiros desembarcaram e serão realocados. A DGAC conduzirá a investigação correspondente”, afirmou a DGAC em nota, após o cancelamento dos voos.
Já a Latam também informou sobre o ocorrido, afirmando que os passageiros foram realocados.
“Durante o táxi antes da decolagem do voo LA756 (que se preparava para voar na rota Santiago-São Paulo), a aeronave colidiu com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas no pátio, resultando em danos leves em uma de suas asas”, diz o comunicado.
A companhia aérea informou que, como parte do protocolo, todos os passageiros desembarcaram e foram realocados em um novo voo, que partiu às 00h29 de quarta-feira. “A companhia aérea acionou seus protocolos de segurança e está investigando o incidente em coordenação com as autoridades competentes. O Grupo LATAM Airlines reafirma que a segurança é um valor inegociável e que todas as suas decisões operacionais são tomadas salvaguardando esse princípio”, conclui o comunicado.
O avião da Aerolíneas Argentinas também foi danificada. A empresa informou que a aeronave foi retirada de serviço e que os passageiros também foram realocados em outro voo.
“Em relação ao voo AR1267, que operava de Santiago, Chile, para o Aeroporto Jorge Newbery, a aeronave Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, que estava parada aguardando decolagem, foi atingida na traseira por uma aeronave da Latam que estava se reposicionando. O impacto danificou a barra estabilizadora da aeronave da Aerolíneas Argentinas, tornando-a inoperante. De acordo com as avaliações iniciais, os danos são leves. A Aerolíneas Argentinas reafirma seu máximo compromisso com a segurança operacional e lamenta qualquer inconveniente causado por este incidente. Além disso, a empresa já iniciou o processo de indenização pelos danos sofridos”, afirmou o comunicado à imprensa.
A Aerolíneas Argentinas esclareceu que “em nenhum momento a segurança dos passageiros e da tripulação foi comprometida. Eles desembarcaram de acordo com os protocolos de segurança e foram realocados em voos subsequentes”.
Segundo o comunicado, a maioria dos passageiros foi realocada na noite passada no voo 5008 da Sky, com destino ao Aeroparque, às 00h40, enquanto os demais passageiros foram realocados no voo AR1281, que partiu do Chile na manhã de quinta-feira.
De acordo com depoimentos colhidos pela Rádio ADN no Chile, um dos passageiros do voo da Latam relatou que a aeronave estava taxiando antes da decolagem, quando sentiu “um impacto muito forte” na traseira.
A mesma testemunha indicou que, minutos antes do impacto, alguns ocupantes já haviam notado a proximidade incomum de outra aeronave.
O passageiro entrevistado pela Rádio ADN também alertou sobre o risco potencial da situação: “Poderia ter sido mais grave, porque se isso tivesse acontecido quando o avião estivesse ganhando velocidade, poderia ter sido muito pior”.
De acordo com a ADN, os passageiros, em sua maioria brasileiros, expressaram surpresa e questionaram como duas aeronaves modernas poderiam ter colidido daquela maneira na pista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que espera se reunir com os líderes de Israel e do Líbano nas próximas duas semanas e expressou sua esperança de alcançar um acordo de paz duradouro ainda este ano.
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“Acho que há uma chance muito boa de alcançarmos a paz. Acho que deveria ser algo simples”, disse ele a repórteres durante um encontro com os embaixadores do Líbano e de Israel para anunciar a prorrogação do cessar-fogo entre os dois países por mais três semanas.
Os ataques de Israel ao Líbano se intensificaram no dia 8 de abril, logo após o outro acordo de cessar-fogo, anunciado entre Estados Unidos e Irã. Neste dia, o exército israelense lançou 160 mísseis em apenas dez minutos no território libanês. A ofensiva ameaçou até o acordo firmado no dia anterior, fazendo com que Trump pedisse que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parasse com os ataques ao Líbano, afirmando que o líder estaria “proibido” de bombardear o país.
No último domingo, o exército de Israel também divulgou um mapa em que mostra o Sul do país vizinho como área controlada por eles. Pontes e vilarejos foram destruídos nesta região, gerando uma onda de refugiados. A capital Beirute, que fica ao norte, também foi alvo de ataques israelenses.
Mesmo antes do recrudescimento da ofensiva, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, mostrou interesse em negociar com Netanyahu, temendo que acontecesse no Sul do país o mesmo que houve na Faixa de Gaza nos anos anteriores. Do outro lado, Israel vem divulgando nomes do grupo Hezbollah que teriam sido mortos nos ataques, reconhecendo também que civis morreram com os bombardeios.
Após uma reunião “muito produtiva” com diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre o Líbano e Israel “será prorrogado por três semanas”. Ele acrescentou que espera “receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun”.
“Os EUA trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah. Aguardo com expectativa a oportunidade de receber Netanyahu e Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
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Depois do anúncio, em entrevista à repórteres na Casa Branca, Trump disse que há uma grande chance de a paz entre Israel e o Líbano acontecer ainda este ano.
Além de Trump, o vice-presidente americano, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, também participaram das negociações entre os diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval.
— O povo do Líbano e o povo de Israel são vizinhos e querem se dar bem — afirmou Huckabee após a reunião. — Eles podem se dar bem. Mas é como vizinhos que têm um garotinho travesso morando no bairro que fica jogando pedras nas janelas de todo mundo. Se o garoto parasse de jogar pedras, os vizinhos poderiam se dar bem e começar a trabalhar juntos de verdade.
As negociações foram transferidas do Departamento de Estado para a Casa Branca, justamente para Trump participar. O encontro ocorreu em meio à troca de tiros entre o Exército israelense e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã, apesar do cessar-fogo. Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, matou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah reivindicou três ataques distintos contra tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano.
Um cessar-fogo de 10 dias foi anunciado em 16 de abril, interrompendo os combates, mas os contínuos ataques no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. O Irã apoia o Hezbollah e considera o cessar-fogo no Líbano uma condição essencial para um acordo de paz mais abrangente.
A Casa Branca acusou nesta quinta-feira (23) empresas chinesas de roubarem “em escala industrial” modelos de inteligência artificial dos Estados Unidos.
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“Os Estados Unidos dispõem de provas de que entidades estrangeiras, principalmente na China, realizam campanhas de destilação em escala industrial para roubar a IA americana”, declarou na rede X o assessor tecnológico da Casa Branca, Michael Kratsios.
A destilação é uma técnica que consiste em treinar um modelo de IA a partir das respostas de outro para copiar suas capacidades. Essa prática é legal desde que haja autorização.
No fim de fevereiro, a própria empresa Anthropic havia acusado as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax de terem criado “mais de 24.000 contas fraudulentas para gerar mais de 16 milhões de interações com seu modelo Claude”, com o objetivo de reconstruir seu funcionamento e treinar seus próprios modelos.
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Bloomberg
Em 12 de fevereiro, em um memorando dirigido ao Congresso dos Estados Unidos, a OpenAI acusou a DeepSeek de copiar clandestinamente seus modelos de IA.
“Essas entidades estrangeiras”, não identificadas pela Casa Branca, “utilizam dezenas de milhares de contas proxy” para evitar serem detectadas, acrescentou Kratsios.
“As entidades estrangeiras que constroem sobre bases tão frágeis devem ter pouca confiança na integridade e na confiabilidade dos modelos que produzem”, acrescentou com ironia.
Um relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e divulgado nesta quinta-feira (23), apontou falhas de comunicação que contribuíram para o acidente envolvendo um caminhão dos bombeiros e um avião da Air Canada no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, no último dia 22 de março. A colisão deixou dois mortos, pilotos da companhia. Segundo o documento obtido pelo jornal The New York Times, se os caminhões que cruzavam a pista usassem transponders, um sistema de alerta automático avisaria o controlador de tráfego que os veículos estavam em rota de colisão.
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Os investigadores apontaram ainda que o controlador de tráfego aéreo, que permitiu que o caminhão cruzasse a pista, estava gerenciando simultaneamente aviões e veículos terrestres no momento da batida. Os bombeiros que dirigiam o caminhão que liderava o comboio para atender outra aeronave não entenderam imediatamente que as instruções transmitidas pelo rádio da torre de controle eram dirigidas a eles. A mensagem pedia para que eles parassem de circular.
Em maio de 2025, quase um ano antes do acidente, a Administração Federal de Aviação (FAA) recomendou formalmente que os aeroportos equipassem os veículos de emergência, como o caminhão de bombeiros, com transponders para evitar situações de colisão.
“O sistema não conseguiu identificar individualmente cada um dos sete veículos de resposta nem determinar com precisão suas posições ou trajetórias. Como resultado, o sistema não conseguiu correlacionar a trajetória do avião com a trajetória do Caminhão 1. Assim, o sistema não previu uma possível colisão com o avião que estava pousando”, diz um trecho do relatório.
Kathryn Garcia, diretora executiva da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra três aeroportos de Nova York, incluindo o LaGuardia, afirmou a jornalistas que ainda não fez nenhuma alteração dos equipamentos e que aguarda o relatório citado.
O documento de 15 páginas ainda é preliminar, segundo o jornal, e a investigação ainda pretende divulgar informações conclusivas sobre as causas do acidente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que seu país não sente nenhuma pressão para encerrar a guerra com o Irã, mas advertiu que “o relógio está correndo” para Teerã diante da chegada de um terceiro porta-aviões americano ao Oriente Médio. O USS George H.W. Bush “navegou pelo Oceano Índico” também nesta quinta, segundo o Exército dos EUA.
“Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não. O relógio está correndo”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social, acrescentando que o Exército iraniano foi destruído e que seus líderes estão mortos.
Em um momento em que não há perspectivas de retomar as negociações com a mediação do Paquistão, a agência estatal Irna afirmou que “foram ouvidos disparos da defesa antiaérea” no oeste de Teerã. A agência Mehr indicou que os sistemas foram ativados contra “alvos hostis”. A imprensa iraniana, por um lado, relatou as explosões, mas uma autoridade da Defesa israelense assegurou à AFP que o Exército de seu país não atacou a República Islâmica.
A fragilidade do cessar-fogo já havia ficado evidente nesta quinta-feira antes do relato das explosões, quando o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que seu país está “preparado para retomar a guerra contra o Irã” e espera sinal verde de Washington para “levar o Irã de volta à Idade da Pedra”.
Mais cedo, Trump ordenou à Marinha dos Estados Unidos que destrua qualquer embarcação que coloque minas nas águas do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo e gás e que se tornou um elemento central do conflito. O anúncio de Trump ocorreu logo depois que as forças americanas afirmaram ter abordado um navio no Oceano Índico que transportava petróleo iraniano, e de que uma alta autoridade iraniana disse que o país recebeu suas primeiras receitas provenientes das tarifas impostas unilateralmente em Ormuz.
“O bloqueio é hermético e firme e, a partir de agora, a situação só vai piorar. Não hesitaremos”, assegurou o republicano.
O Paquistão organizou um primeiro ciclo de negociações em 11 de abril entre Estados Unidos e Irã, e as conversas deveriam ser retomadas no início da semana, mas o encontro nunca se concretizou, apesar da iminente expiração do cessar-fogo que Trump decidiu prolongar unilateralmente.

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