O papa Leão XIV protagonizou um momento inusitado no último dia de sua viagem à Espanha ao repetir o gesto viral conhecido como “six-seven” após uma brincadeira feita por Mbacke Ndiaye, jovem imigrante senegalês que havia lido uma mensagem diante do pontífice. A cena ocorreu em Tenerife, nas Ilhas Canárias, durante uma visita marcada por discursos em defesa dos migrantes e críticas à indiferença diante das mortes nas rotas marítimas rumo à Europa.
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O “six-seven”, ou “6-7”, é uma tendência da internet associada a uma expressão viral e a um gesto com as mãos, feito em movimento de sobe e desce, como se pesasse duas opções. Dias antes, Leão XIV já havia surpreendido fiéis ao parecer imitar o mesmo gesto enquanto circulava no papamóvel em Madri, no sábado, 6 de junho.
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Entenda visita
Em Tenerife, uma das ilhas Canárias que se tornaram uma importante porta de entrada para imigrantes sem documentos que chegam à Espanha e à Europa, o papa visitou o centro de acolhimento Las Raíces, onde falou diante de centenas de migrantes e voluntários.
“Todos, de algum modo, somos migrantes”, afirmou Leão XIV durante o discurso. “Todos, de algum modo, somos migrantes, todos somos peregrinos a caminho da pátria celestial. Ajudemo-nos a fazer desta travessia um lugar mais humano para todos”, acrescentou o pontífice.
A visita às Canárias encerrou a primeira viagem de Leão XIV a um país da União Europeia fora da Itália. O roteiro incluiu passagens por Madri, Barcelona, o Mosteiro de Montserrat e o arquipélago espanhol localizado no Oceano Atlântico, próximo à costa oeste da África.
Antes de chegar a Tenerife, o papa esteve em Gran Canaria, onde criticou a “indiferença” em relação aos migrantes. No porto de Arguineguín, ele lançou uma coroa de flores ao mar em homenagem às milhares de pessoas que morreram tentando chegar às ilhas.
“A dignidade humana não tem passaporte”, afirmou no cais, antes de abençoar uma cruz azul desbotada feita com madeira de uma embarcação de imigrantes.
“Hoje existem monstros que espreitam esses mares: máfias que traficam o desespero, traficantes que escravizam mulheres e crianças, e a indiferença de muitos que permitem que os pobres sejam engolidos pela exploração ou pelo esquecimento”, disse o papa, de 70 anos.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1.200 pessoas morreram ou desapareceram no ano passado na rota entre a África e as Ilhas Canárias, considerada uma das mais letais do mundo.
Em seu discurso, Leão XIV afirmou que a Europa, onde governos endureceram políticas migratórias sob pressão da extrema direita, “não pode proclamar a dignidade humana e se acostumar com o Mediterrâneo e o Atlântico sendo cemitérios sem lápides”.
O pontífice também disse que a tragédia deve apelar à “consciência” dos países de origem e de trânsito, de onde migrantes fogem da pobreza e dos conflitos e acabam nas mãos de grupos de traficantes.
Ainda em Tenerife, Leão XIV tinha previsão de se reunir com representantes de associações religiosas e laicas que auxiliam migrantes e de celebrar uma missa ao ar livre no porto de Santa Cruz de Tenerife para dezenas de milhares de pessoas. Depois, o pontífice retornaria a Roma e, durante o voo, deveria conversar com jornalistas.
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Entenda visita
Em Tenerife, uma das ilhas Canárias que se tornaram uma importante porta de entrada para imigrantes sem documentos que chegam à Espanha e à Europa, o papa visitou o centro de acolhimento Las Raíces, onde falou diante de centenas de migrantes e voluntários.
“Todos, de algum modo, somos migrantes”, afirmou Leão XIV durante o discurso. “Todos, de algum modo, somos migrantes, todos somos peregrinos a caminho da pátria celestial. Ajudemo-nos a fazer desta travessia um lugar mais humano para todos”, acrescentou o pontífice.
A visita às Canárias encerrou a primeira viagem de Leão XIV a um país da União Europeia fora da Itália. O roteiro incluiu passagens por Madri, Barcelona, o Mosteiro de Montserrat e o arquipélago espanhol localizado no Oceano Atlântico, próximo à costa oeste da África.
Antes de chegar a Tenerife, o papa esteve em Gran Canaria, onde criticou a “indiferença” em relação aos migrantes. No porto de Arguineguín, ele lançou uma coroa de flores ao mar em homenagem às milhares de pessoas que morreram tentando chegar às ilhas.
“A dignidade humana não tem passaporte”, afirmou no cais, antes de abençoar uma cruz azul desbotada feita com madeira de uma embarcação de imigrantes.
“Hoje existem monstros que espreitam esses mares: máfias que traficam o desespero, traficantes que escravizam mulheres e crianças, e a indiferença de muitos que permitem que os pobres sejam engolidos pela exploração ou pelo esquecimento”, disse o papa, de 70 anos.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1.200 pessoas morreram ou desapareceram no ano passado na rota entre a África e as Ilhas Canárias, considerada uma das mais letais do mundo.
Em seu discurso, Leão XIV afirmou que a Europa, onde governos endureceram políticas migratórias sob pressão da extrema direita, “não pode proclamar a dignidade humana e se acostumar com o Mediterrâneo e o Atlântico sendo cemitérios sem lápides”.
O pontífice também disse que a tragédia deve apelar à “consciência” dos países de origem e de trânsito, de onde migrantes fogem da pobreza e dos conflitos e acabam nas mãos de grupos de traficantes.
Ainda em Tenerife, Leão XIV tinha previsão de se reunir com representantes de associações religiosas e laicas que auxiliam migrantes e de celebrar uma missa ao ar livre no porto de Santa Cruz de Tenerife para dezenas de milhares de pessoas. Depois, o pontífice retornaria a Roma e, durante o voo, deveria conversar com jornalistas.








